Assistimos de camarote, comendo pipoca, o coronavírus partindo da China, chegando aos países vizinhos, ao Oriente Médio, encalhando em Suez por algum tempo (ok; não vimos isto), chegando à Europa e aos Estados Unidos, assistimos à devastação que causou, aos corpos insepultos na Itália, quais tebano Polinices, aos freezers nas ruas de Nova Iorque.
E chegou nossa vez. Enquanto europeus e americanos receberam milhares de infectados de uma só vez, até em cidades com turismo não tão expressivo, por aqui recebemos uns gatos pingados em alguns poucos aeroportos, e continuamos a assistir tudo comendo pipoca. Como na lenda do xadrez, na qual o ministro inventor do jogo pede ao Rei Shirham, que lhe prometera tudo quanto desejasse como prêmio pela criação que acabara com seu tédio, um grão de trigo na primeira casa do tabuleiro, dois na segunda, quatro na terceira, numa progressão geométrica de razão dois que resultaria em todo o trigo produzido no planeta por milhares de anos, de modo parecido assistimos nossos dois infectados virarem quatro, seis, quinhentos, enquanto europeus e americanos já iniciaram seu problema muitas casas além, no tabuleiro da transmissão.
Não havia motivo para pânico, diziam. Nosso clima é muito diferente e o vírus não sobreviveria muito bem por aqui, apesar de a temperatura do corpo saudável ser de 37 graus tanto aqui quanto no Himalaia e de o vírus ficar pouco tempo no ar entre um infectado e outro, e de migrar diretamente surfando em perdigotos, ou de ficar em suspensão no ar de ambientes fechados. Diziam que o brasileiro é mais forte, por nadar no esgoto e comer comida que caiu no chão. Um Ministro da Saúde interino chegou a dizer que o clima do Nordeste do Brasil era mais próximo ao temperado, do Hemisfério Norte, e por isso o pior já havia passado. Um empresário que se veste de verde e amarelo por ser muito patriota convenceu o presidente de que não havia motivo para pânico porque a densidade populacional da Itália é muito maior do que a brasileira, graças à Amazônia, ao Pantanal, à Caatinga, ao Cerrado, ao Pampa, às florestas, plantações e outras regiões desabitadas, o que impede que o vírus se propague, uma vez que todas festas, salas de aula, reuniões familiares obedecem também a essa densidade de 24 pessoas por quilômetro quadrado.
Países que tiveram sucesso em conter a disseminação do vírus fizeram muitos testes, isolaram os infectados, sua população usou máscara e respeitou as medidas de combate ao vírus, numa união nacional promovida quase sempre pelo líder da nação. E os brasileiros resolveram fechar o comércio, mas sem testes e quase sempre sem máscaras. E em todo o Brasil de uma vez. Isso enquanto os hospitais de campanha não ficavam prontos.
Foi aí que surgiu o falso dilema: saúde ou economia? O presidente optou por esta em detrimento daquela. Decretou que toda atividade era essencial, até mesmo as de barbeiro e motorista, barbeiro ou não. Ele e seus asseclas defendiam veementemente o isolamento vertical. Trancar-se-ia os velhos e pessoas com comorbidades enquanto o resto da população viveria normalmente. Hoje, com milhares de jovens morrendo diariamente de COVID, abandonaram essa ideia, aparentemente.
O STF interveio e disse que a responsabilidade era concorrente, entre prefeitos, governadores e presidente, e que as medidas mais restritivas vigorariam. Assim, tiravam do presidente o poder de boicotar o combate à pandemia, não o de ajudar a combatê-la. Poderia apenas ter lavado as mãos, como Pilatos, mas preferiu militar contra todas medidas sanitárias. Provocou aglomerações, falou contra máscara, contra isolamento, denunciou que hospitais de campanha estavam vazios e estimulou as pessoas a invadi-los para filmarem leitos desocupados, negou o número de mortos, militou contra a vacina, jogou a população contra governadores, prefeitos, Congresso e STF - não se fala aqui dos crimes que vários cometeram, dos desvios de recursos, dos inquéritos autoritários e ilegais - , participava de manifestações dominicais nas quais se pedia por intervenção militar, nas quais chegou de helicóptero, cavalgou com o cabelo ensebado ao vento e a pança a balançar, como um bom mau militar expulso da corporação há mais de trinta anos, por terrorismo. Zombou abjetamente dos mortos, cuspiu em seus caixões, chamou de "frouxidão", de "mimimi" o sofrimento dos enlutados. Seus defensores diziam que era apenas o jeitão dele, que, na prática, passava aos estados o dinheiro que estes primeiro enviaram à união, dava o auxílio emergencial imposto pelo Congresso. Maximilian I, do Sacro Império Romano-Germânico, acabou com as revoltas que eclodiam em todo o território, no reinado de seu pai, aprendendo a falar o húngaro, o tirolês, o flamengo, o francês - sete idiomas ao todo -, e, vestido sempre como os habitantes das províncias que visitava, conversava com o povo e demonstrava por todos o mais profundo respeito. Mas os seguidores incondicionais de nosso Incitatus querem crer que o comportamento do líder, suas falas e exemplos pouco importam. O presidente parou de agir como rainha louca depois que prenderam Fabrício Queiroz, ao qual sua família está ligada por crimes de peculato, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
E então apareceu a alquímica cloroquina, ideia saída de Marselha para o Brasil após passar pela Casa Branca, onde pouco antes a injeção de desinfetante no infectado fora descartada, sem quaisquer testes, apesar de ser uma solução etimologicamente correta. Esse remédio para a malária fixou-se no imaginário panaceico do presidente brasileiro, no lugar outrora ocupado pela pílula do câncer, pelo nióbio e pelo grafeno. E nosso líder supremo, mesmo sem ter CRM, passou a recomendar a droga para quem estava desenganado, nas últimas. Era uma esperança, dizia. Contudo, uma vez que o remédio era a solução, independentemente de resultados, já que seu objetivo principal era dar segurança à população para que esta baixasse a guarda e voltasse a trabalhar, depois que testes mundo a fora demonstraram que o risco de morte após ingerir cloroquina era maior para quem estava em estado grave, passou a defender esse remédio para todos que porventura se infectassem, numa bela defesa “ad hoc”. A droga salvaria a vida de 99% das pessoas contaminadas pelo vírus cuja letalidade era de 1%, grosso modo - maior hoje, no cenário de colapso do sistema de saúde. O presidente, como Lair Ribeiro em relação ao curry, afirmou que africanos acorriam aos postos de saúde com COVID e malária, recebiam medicamento para esta e se curavam de ambas. Lair Ribeiro disse que pessoas que consomem curry não desenvolvem Alzheimer porque nos países em que esse mix de temperos é comum a doença degenerativa acomete pouquíssimos. O fato de a expectativa de vida ser baixa nesses locais nem deve passar pela cachimônia desses gênios. Simplesmente não há muitos velhos para sofrerem de males que acometem principalmente os velhos. Quem se banha duas vezes por ano na lama de Vanua Levu, nas ilhas Fiji, tem uma vida mais longa e feliz. Porque só milionários podem ir duas vezes por ano ao Pacífico Sul para se banhar em lama medicinal.
Médicos mercenários começaram a fazer “lives” com jornalistas e com o próprio presidente, passaram a defender o “Tratamento Precoce”, mero eufemismo para “cloroquina goela abaixo”. Milhares de vídeos passaram a circular no Whatsapp, no Youtube, espalhando desinformação. Redes de rádio e TV passaram a dar uma "cara oficial" às mentiras. Participavam das "lives" patéticas, de quinta - no dia da semana e também no nível. Cidades passaram a distribuir ivermectina e cloroquina, até em drive-thrus. Quando analisávamos os alegados sucessos, não víamos em gráficos qualquer mudança nas curvas de mortos, a partir do momento em que se adotou o procedimento. Nem em Belém, nem em Marselha, Porto Feliz ou Itajaí. Esta cidade, por exemplo, tem letalidade duas vezes maior do que a média de Santa Catarina. É a cidade da ivermectina e do ozônio retal. Estudos e mais estudos internacionais passaram a confirmar a completa ineficácia do “kit COVID”. Independentemente disso, o governo continuou a promover o procedimento. Criou um aplicativo que receitava cloroquina até para recém-nascidos com febre e diarreia. Membros do Ministério da Saúde levaram o kit COVID para Manaus enquanto esta cidade implorava por oxigênio.
Ainda no início da pandemia, o presidente brasileiro incomodou-se com a popularidade de seu Ministro da Saúde e com sua resistência em condenar a quarentena e em promover a cloroquina, e o demitiu. Aquele que o substituiu saiu por motivo idêntico um mês depois de assumir o posto. O presidente colocou em seu lugar um general três estrelas que não seria sargento em qualquer exército do mundo, exceto no de Brancaleone. Era o mesmo general que disse que o Nordeste era, climaticamente, ligado ao hemisfério norte. Disse não conhecer o SUS. Era um especialista em logística que esteve à frente do Depósito Nacional de Munições quando vinte e cinco toneladas de artefatos bélicos foram desviados. Meses depois, já como preposto oficial do verdadeiro ministro da saúde – o presidente -, enviou vacinas por engano a uma cidade distante mil quilômetros do destino almejado.
E na medida em que o Brasil avançava em número de mortos, os malabarismos estatísticos começaram a aparecer. Parte da mídia passou a ser criticada por divulgar o número de óbitos e não o número de sobreviventes, apesar de estes se contarem sempre em um número dezenas de vezes maior do que o de mortos, independentemente do que se faça. Passou-se a comemorar os mortos por milhão de habitantes. Não éramos os piores! Nos rankings divulgados nos grupos de Whatsapp, a lista era encabeçada por países como San Marino, Liechtenstein – ambos com menos de 40 mil habitantes -, Bélgica e outros. Num campeonato brasileiro, seria o 18º colocado comemorando por não ser o 20º. Para eles, um atentado que mata mil em Nova Iorque é um sucesso em comparação a outro que mata número idêntico em Miami, afinal aqui há mais “mortos por milhão”. Isso faz sentido quando comparamos acidentes de carro, assassinatos, vítimas de doenças cardiovasculares, mas não faz sentido quando temos uma doença contagiosa que começa apenas em alguns indivíduos e sua disseminação deve ser contida a todo custo, obviamente. O que importa se fora da cidade em que o primeiro caso surgiu há 1 bilhão ou 200 milhões de habitantes? Cada avanço da doença é uma derrota idêntica. Termos chegado a este ponto começando da “primeira casa do tabuleiro” é ainda mais grave do que a Itália ter chegado aonde chegou após ter recebido milhares de infectados de uma vez, ter começado “na décima casa do tabuleiro” – voltando à analogia com a lenda do xadrez.
Depois, passaram a negar que tantos morriam de COVID. Pessoas morreriam COM COVID e os óbitos seriam reportados como DE COVID. A Transparência do Registro Civil colocou por terra mais esse engodo. 60 mil mortos a mais de causas naturais, de um ano para outro, nos seis primeiros meses. 200 mil a mais no ano inteiro de 2020, em relação a 2019. Não estou contando, obviamente, estes três primeiros nefastos meses.
E as vacinas despontaram no horizonte, em meados de 2020. O chanceler fanático e sem experiência, que anos atrás louvara a luta de Dilma contra a ditadura que hoje nega que tenha existido, e que foi indicado pelo Astrólogo da Virgínia, militou para que o Brasil não participasse do consórcio Covax-facility para a aquisição de vacinas, pois não queria fortalecer a OMS, entidade ligada ao “globalismo”, segundo suas crenças. Foram contra a vacina do Butantan, contra qualquer vacina. Era muito pouco tempo para se desenvolver uma, diziam. “E os efeitos colaterais?”, “E por que insistem em negar a cloroquina e a ivermectina?”, “Querem mais mortos?” – diziam. E criaram a falsa questão da obrigatoriedade da vacina, em nome de uma suposta defesa da liberdade, isso quando não havia vacinas suficientes para quem as quisesse.
Aos 48 minutos do segundo tempo, sem vacinas, com a pandemia fugindo mais ainda do controle e novas cepas mais contagiosas surgindo, o governo desesperou. Tentou confiscar até mesmo as seringas de São Paulo. Hoje há alguma vacinação graças à vacina de São Paulo, do Dória, do Butantan. Agora, o presidente e seus asseclas comemoram os números absolutos da vacinação. Não o percentual de população vacinada. Análise dos números muito conveniente. A questão é que se tenta conter ao máximo o avanço de uma doença contagiosa que se iniciou com poucos infectados. Medimos aqui o fracasso do governo pelo número absoluto de mortos. Já no caso da vacinação a meta é vacinar 100% da população. Assim, Israel é um sucesso ao aplicar 9 milhões de vacinas. O Brasil um fracasso por ter vacinado apenas 16 milhões, num mesmo intervalo de tempo. Cada país deve se programar de acordo com sua realidade. Quando perdermos até no quesito "mortos por hectare", os bolsonaristas incluirão os 22 km de Mar Territorial, ao longo de toda nossa costa. Dar-nos-ão uma vantagem em relação ao Paraguai e à Bolívia.
O Brasil, sem vacinas e com altíssima taxa de transmissão, não tem alternativas a não ser adotar medidas restritivas. A doença vai avançando exponencialmente. Já estamos na metade do tabuleiro. Aqueles que criticavam a construção de hospitais de campanha e diziam que estavam vazios, agora perguntam por que foram desativados. Mas a questão não é o número limitado de leitos de UTI. A doença avança a galope. Não é possível criar leitos de UTI no mesmo ritmo. E, ainda assim, não há profissionais da saúde suficientes. O único jeito agora, sem termos vacina, é o isolamento. Bolsonaristas chamam qualquer restrição de “lockdown”. Dizem que ele mata. Mais do que o vírus.Os bolsonaristas erram feio em absolutamente tudo. Na cloroquina, ivermectina, máscara, número real de mortos, isolamento vertical, vacina, quarentena. Mas não têm vergonha. Como seu líder, não reconhecem qualquer erro. E continuam a apoiar o presidente, a ver nele um paladino do combate à corrupção, um paladino da liberdade, da verdade, do liberalismo econômico, da civilização ocidental, da Justiça, acreditam que a história da rachadinha é intriga da oposição, que a ligação com o Centrão é Realpolitik, que os fins justificam os meios e que, no fim das contas, tudo é válido para se combater o “globalismo” e o “marxismo cultural”.
Já começo a perceber, em várias reses, o discurso de "era uma doença nova", "ninguém sabia muito sobre ela", "o culpado era o coronavírus", para se vacinarem de críticas pela postura insana ao longo do último ano. Tarde demais. Isso poderia ter sido dito em abril, maio do ano passado. Não hoje. Mas, claro, normalmente insistem em velhas mentiras, para vencer pelo cansaço, desestimular mesmo o debate: "Bolsonaro foi impedido de agir pelo STF. O presidente não foi contra as vacinas; queria que fossem antes aprovadas pela Anvisa. OMS falou contra o lockdown. Angela Merkel pediu desculpas pelo lockdown. Este mata mais do que o vírus. Ivermectina é excelente profilático". Há vídeo em que Bolsonaro diz que não compraria a Coronavac nem com aprovação da Anvisa, ele negociou com a Astrazeneca antes da aprovação da Agência e nos mesmos termos que disse serem abusivos na oferta da Pfizer. A OMS disse que lockdown não deveria ser usado como medida primária. Angela Merkel pediu desculpas por cancelar o lockdown da Páscoa, porque não houve tempo hábil para implantá-lo. Bolsonaristas adoram fazer a Brutta Figura!
Bolsonaro deve ser afastado imediatamente do cargo. E depois disso deve ser julgado por assassinato em massa. Deliberado. Os bolsonaristas também são culpados? São aqueles que gritaram “lincha!, lincha!, lincha!" no pogrom. Que convivam com a própria consciência!

18 comentários:
Seu artigo é bastante tendencioso... Respeito sua opinião, porém é fato que, em todos os casos em que mais de uma interpretação é possível, você opta pelo discurso do “Presidente genocida”. Ignora solenemente uma série de informações relevantes, como as mudanças nas orientações da OMS; como a constatação de que o lockdown não funciona, só adia o inevitável (como ficou claro no caso da Nova Zelândia ou no da Alemanha, onde a Angela Merkel acaba de pedir desculpas à população pelo lockdown); que já há comprovação científica da eficácia da ivermectina como profilaxia, tanto que vários países já a adotaram. Se baseia em fake news da midia esquerdista, como aquela que nega o que aconteceu em Porto Feliz-SP. Distorce os fatos, como quando diz que o Bolsonaro era contra a vacina, quando o que ele dizia é que não compraria vacinas não aprovadas pela ANVISA. Fala do atraso brasileiro no combate à pandemia mas omite que o governo federal declarou estado de calamidade antes do carnaval de 2020 e que governadores, prefeitos e grande midia, na época, minimizaram o risco de contágio. Resumindo, vc diz algumas verdades mas o texto, no geral, não passa de militância sem maior profundidade.
Ad perpetuam rei memoriam
É a reflexão mais definitiva escrita até aqui acerca do contexto político da pandemia no Brasil.
Bravo, caro amigo.
Prezado anônimo,
Aparentemente ignoras solenemente uma série de informações relevantes. O lockdown na Inglaterra levou a uma redução de cerca de 80% dos novos casos, permitindo desafogar o sistema de saúde e o avanço na vacinação.
Também faz uso de fake news ao informar que a ivermectina funciona como profilaxia. Que fonte o Sr usou para tal informação? O FDA americano, a Agência Europeia de Medicamentos, e o próprio fabricante da ivermectina já publicaram notas oficiais contraindicando seu uso na COVID-19.
Espero que use máscara, álcool gel, pratique o distanciamento e se vacine assim que possível, se pretende continuar usufruindo de fontes de informação de má qualidade e destilando sua militância sem maior profundidade nos textos alheios.
Parabéns pelo texto excelente, queria poder espalhar aos quatro ventos por aí. Inacreditável que ainda haja quem não perceba (ou não queira enxergar) a contribuição política no verdadeiro genocídio que estamos infelizmente vivendo.
Ivermectin reduces the risk of death from COVID-19 -a rapid review and meta-analysis in support of the recommendation of the Front Line COVID-19 Critical Care Alliance. (Latest version v1.2 - 6 Jan 2021)
https://www.researchgate.net/publication/348297284_Ivermectin_reduces_the_risk_of_death_from_COVID-19_-a_rapid_review_and_meta-analysis_in_support_of_the_recommendation_of_the_Front_Line_COVID-19_Critical_Care_Alliance_Latest_version_v12_-_6_Jan_2021
https://www.youtube.com/watch?v=vYF8bnmdQfY
https://off-guardian.org/2021/03/23/lockdown-one-year-on-it-doesnt-work-it-never-worked-it-wasnt-supposed-to-work/
https://www.instagram.com/tv/CNDIE24rtHg/?igshid=ejcjwkdtm0bg
Anonimo disse:
Sou conservador,logo de direita, longe de mim , bolsonarismo e outras tribus., lógico defendo muitos pontos de vista desse governo e contesto e critico outros.
Respeito sua opinião-(coisas que esquerdista pode falar, mas não faz), mas discordo bastante do teu artigo.
Genocida são os governadores e membros do STF que praticamente destituiram JB de propor e encaminhar açoes visando o combate efetivo da peste chinesa.
Segundo, precisas estudar( se tiver interesse) em saber das drogas que podem combater o vírus nas suas diversas fases de infecçao. Suas teses negacionistas traem seus leitores que querem ter uma leitura confiável.
E terceiro- precisas também ler e conhecer as obras de Olavo de Carvalho, que pode sim, entender de astrologia e afins, mas possui um estofo intelectual de fazer inveja a muita gente que hoje se diz intelectual.
PS- essa crise provocada pelo PCC através da pandemia trouxe algumas considerações importantes, entre elas , o alvoroço da esquerda em relaçao à sua volta ao poder e o mais importante, a direita liberal e conservadores parece que estão saindo daquele sono letárgico e voltando a participar mais da vida política brasileira.
Anônimo 1:
“Mudanças nas orientações da OMS; como a constatação de que o lockdown não funciona”
Mentira. A OMS disse, no começo, que o importante era máscaras, TESTES e isolamento, principalmente dos contaminados.
Depois, o Bolsonaro distorceu uma fala da OMS. Lá disseram que o lockdown não pode ser a medida PRIMÁRIA de combate à pandemia. Aqui no Brasil o lockdown foi raras vezes aplicado, apesar do nome ser usado de um modo generalizado para qualquer quarentena ou bar/boteco/restaurante (não para take away e delivery)/academia/ fechados enquanto todo o resto funciona.
Nova Zelândia foi um sucesso. Isso de a Angela Merkel ter pedido desculpas é fake news bolsonarista. Ela desistiu de impor o lockdown na Páscoa porque não havia tempo hábil de implantá-lo de maneira organizada. A Suécia não adotou. Depois o rei pediu desculpas à população. Hoje é implantada em todo o mundo onde a transmissão cresce. É questão de dois mais dois. Se não há vacinas e a taxa de transmissão é de 1,3, por exemplo, em que 100 mil infectarão 130 mil, não adianta aumentar leitos de UTI. Eles entrarão rapidamente em colapso. O único jeito, em um cenário assim, é restringir ao máximo a contaminação. Festas, locais onde as pessoas tiram a máscara, comem e bebem enquanto falam empolgadas. Não era mais para estarmos nesta situação. O grande inimigo da economia também foi o Bolsonaro. Tanto que o Brasil caiu 4,1% apenas em Real, a moeda que mais despencou no mundo, excetuando paisecos africanos. Mas no PIB em dólar, que é o que interessa no ranking de competição global, o Brasil caiu 23%. Por isso caiu 2 posições. É uma economia em frangalhos (apesar de toda comemoração do gado).
“ há comprovação científica da eficácia da ivermectina como profilaxia”
Isso. Por isso tanta gente na fila de transplante de fígado. Por isso Itajaí, que distribuiu ivermectina para a população tomar de quinze em quinze dias, tem o dobro de mortes por contaminados do que a média de SC. E sem falar no completo desastre da cloroquina. Dias após o presidento falar de nebulização de cloroquina em uma rádio gaúcha, 3 pessoas morreram por seguirem essa orientação, sempre com o aval de um médico mercenário, claro.
“Se baseia em fake news da midia esquerdista”
Bolsonaristas é que estão aliados com o PT pelo Pacheco. Unidos contra a Lava-Jato...
“como aquela que nega o que aconteceu em Porto Feliz-SP”
Analisei todas essas cidades. Comparei com cidades vizinhas. Números insipientes. E semelhantes aos números de cidades vizinhas que não fizeram nada disso.
“Distorce os fatos, como quando diz que o Bolsonaro era contra a vacina, quando o que ele dizia é que não compraria vacinas não aprovadas pela ANVISA”
Mentira. Porque tem uma entrevista para a Jovem-Pan em que ele diz que não compraria a Coronavac NEM após a aprovação da ANVISA. E empenhou dinheiro na Astrazeneca antes de ser aprovada na ANVISA. E os termos de responsabilidade eram semelhantes ao da Pfizer. Ou seja: um mentiroso de M* que não vale a alfafa que pasta.
“o governo federal declarou estado de calamidade antes do carnaval de 2020”
O Ministro do Turismo reforçou a importância de se fazer o carnaval. Realmente, ninguém tinha muita noção da coisa em fevereiro do ano passado. Agir como Bozo e seus asseclas fanáticos passaram a agir, até agora há pouco, não tem desculpa.
https://www.sbtnews.com.br/noticia/mundo/164049-angela-merkel-pede-desculpas-por-cancelar-lockdown-da-alemanha-na-pascoa
https://www.youtube.com/watch?v=SPrvS5MFV0Q
Grande Raphael,
Obrigado pelo comentário. Mesmo quando tentamos fazer o resumo do resumo poucas linhas não bastam. O ponto de partida foi a questão dos "mortos por milhão". Cansei-me de ouvir este método de medir o problema até entre quem é contra o governo.
Abs
Obrigado pelo comentário, querida prima Dayenne!
Você é uma heroína para toda a família, doando-se diuturnamente no combate ao COVID aí no Moinhos de Vento! Pena que o vírus tinhoso não deixou que viesse aqui para BSB, conforme seus planos (ou ainda estão de pé?)
Beijos!
Anônimo 2,
Sou conservador. Mas não tenho nada a ver com os reacionários que emporcalham o Palácio do Planalto, incluindo toda caterva bolsonarista. Reacionários veem o passado de modo idealizado, como um paraíso perdido. Revolucionários, de igual modo, veem o futuro como um paraíso a ser atingido a qualquer custo. No Brasil de hoje há poucos conservadores. E poucos capitalistas. Temos, ao invés destes, o patrimonialismo tacanho que adora um conluio com governo inchado e corrupto.
Dito isso, ser conservador não é atestado de bondade. Conservadores queriam manter a escravidão, no Brasil. Ser conservador não é sinônimo de defesa da liberdade.
Quanto à ivermectina, EMA e FDA proibem seu uso para combater o COVID.
OPA e OMS também não recomendam.
Primeiro achar culpado(China) não vai resolver o problema. Ver com bons olhos as medidas propostas pelo presidente e dizer que a ciência visa apenas o não desenvolvimento do nosso país é o mesmo que negar que 2+2=4.
Entretanto acima de tudo saiba que se mostrar um direitista safado nunca será errado. Pelo contrário, contrapor alguma opinião sempre possibilita uma troca melhor de informações e um debate mais rico em ideias, mas claro somente se feito com muita educação e principalmente respeito com o ponto de vista do outro. O que você mostrou ter, parabéns.
Porém acho difícil as pessoas mais novas que convivem com você adimirarem esta postura. Mas claro, levando em consideração eles serem jovens esclarecidos e que não acreditam cegamente em nada, sempre buscando por mais informações.
Para exeplificarmos melhor, vejamos, você em algum momento da sua vida chegou a conclusão que seus pais, ou pessoas mais velhas, estavam desatualizados, seja em questão de ideais, de julgamentos e de pensamentos num geral. E se você não chegou nessa conclusão é porque você segue fielmente o que eles te passaram, e nesse caso você que está desatualizado.
Podemos citar alguns seres humanos como Jesus e Buda que na teoria nunca se desatualizariam, e realmente nessas questões espirituais e filosóficas é mais difícil se desatualizar. Porém mesmo assim podemos ver facilmente essa desatualização nos formatos das religiões e de como os ensinamentos são passados.
Faltou responder isso, do último anônimo:
"precisas também ler e conhecer as obras de Olavo de Carvalho, que pode sim, entender de astrologia e afins, mas possui um estofo intelectual de fazer inveja a muita gente que hoje se diz intelectual."
Alguém que aos 50 anos prescreve o "remédio" para dor de cabeça descrito abaixo, em uma apostila de seus "cursos", pode ter lá seus lapsos de razão, guardar informação, saber falar e escrever, concatenar algumas coisas, mas ainda é uma cavalgadura de orelhas compridas, digna de ter um Sancho Pança montado nela. Vejamos uma de suas apostilas de 1996:
"Gato cura dor de cabeça! Como faz? Você olha o gato colocando o olho nele de tal maneira contra a luz de modo que você veja o fundo (que parece uma lua). A hora que a luz bater lá e você olhar, a dor de cabeça para. E o gato dorme quinze horas seguidas. Isto é magia. A definição de magia é você operar defeitos físicos através de imagens, através do olhar. Existem remédios para isso por via cutânea, sublingual, anal etc.”
Não vou nem descrever toda a lista de zurros, mas seguem alguns (não exatamente nas mesmas palavras): ninguém morreu de COVID (isso em plena pandemia); Pepsi adoça refrigerantes com fetos humanos; Ninguém até hoje refutou as "provas" dos terraplanistas de que os barcos somem no horizonte por inteiro e não descendo, escondendo primeiro seus cascos; Sara Winter sabe mais sobre estratégia do que qualquer um no Brasil, incluindo militares (certamente mais do que o Pazuello e o Bolsonaro); há correlação entre os acontecimentos históricos, e do dia-a-dia, e a posição dos astros; Teoria da Relatividade é empulhação; Newton espalhou o vírus da burrice junto com o ateísmo; quem cuidará da saúde de meus filhos não é o Estado mas Jesus; vacinas ou matam ou endoidam; Geisel apenas perseguiu comunistas porque queria ser o único comunista do Brasil; a Evolução das Espécies está completamente desmoralizada, e a ideia veio do ocultismo de Darwin; o método científico é o pior método para se descobrir qualquer coisa; a Inquisição conseguiu diminuir as torturas e dar julgamentos justos em meio ao caos; cigarro não faz mal, faz bem para o raciocício e previne o Alzheimer (ele diz: quantas pessoas com Alzheimer fumantes você já viu? "raciocínio" asnático semelhante a dizer que cenoura faz bem para as vistas porque ninguém nunca viu coelhos de óculos... hiii hooo);
Ninguém até hoje refutou as "provas" dos terraplanistas de que os barcos somem no horizonte por inteiro e não descendo, escondendo primeiro seus cascos
Olavo não consegue esconder seus cascos senão para cavalgaduras cegas.
Ah, e tudo aquilo, descrito no comentário anterior, é dito aos cuspes e entremeado de menções ao orifício pelo qual tem obsessão, e em meio a xingamentos e a citações de autores desconhecidos cujos livros são imprescindíveis para ao menos se poder começar a pensar em debater com algum de seus discípulos iniciantes... rsrs
Até podemos encontrar grãos de milho no meio de seus excrementos.
Mas não são lugar agradável para se procurar milho. Há locais em que os grãos estão frescos, cheirosos e em maior quantidade!
Bravo, Catellius!!!!
Excelente texto, Catellius. É realmente inacreditável o que nosso país está passando. Já até repassei para os grupos de família. Só para aqueles que tem a cabeça mais aberta...rsrs
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