O Excrementíssimo Presidento disse que há “três alternativas” para o seu futuro:
“Estar preso, ser morto ou a vitória. Podem ter certeza, a primeira alternativa, preso, não existe. Nenhum homem aqui na terra vai me amedrontar.”
Então são apenas duas alternativas, asno, e não três. É um Dilmo, não resta dúvida. Mas um Dilmo hidrófobo.
O último tiranete, facínora, assassino, que bradou "a morte ou a vitória", pelo que me lembro, foi Macbeth. "Homem nascido de mulher não poderá me matar" - repetiu para Macduff a profecia das bruxas. Macduff tinha nascido de cesariana, então não era considerado "nascido de mulher".
MACBETH:
Fuggi! Nato di donna
Uccidermi non può.
MACDUFF:
Nato non son; strappato
Fui dal seno materno.
No caso do presidento, "Nenhum homem aqui na terra vai me amedrontar". Atroz semelhança. Recomendo que não embarque em avião comercial. Poderá ficar amedrontado.
Sabemos como terminou Macbeth. Abaixo, o link para a ópera de Verdi no ponto certo: 2h 23m 29s)
Eu acho que há a alternativa "todas opções acima": Ele morto numa prisão (de velhice mesmo) e a vitória dos brasileiros.


6 comentários:
Dilmo….kkk
Certamente o seu cérebro está sem serventia.
"Seu cérebro"
Refere-se a mim ou ao excremwntíssimo?
https://www.youtube.com/watch?v=2elqogqt0pI
Desculpe pelo desvio na postagem, Catelli, mas escrevi em outra plataforma e imaginei que, nada obstante você talvez discorde de alguns pontos, o texto lhe despertaria algumas memórias afetivas.
Não consegui inserir a imagem aqui, mas o ilustrei com uma cena digna do Black Mirror, porém efetivamente da entrevista com o Lula na qual ambos riem como velhos amigos.
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LULA NÃO FOI INOCENTADO, TAMPOUCO O JORNALISMO PODE SER ASSIM TÃO INOCENTE.
Janer costumava chamar Reinaldo Azevedo de “recorter tucano-papista hidrófobo”. Pegava leve. Afinal, tratava o plágio com bom humor, uma vez que havia fortes indícios de que Reinaldo Azevedo era um dos homens da grande mídia que aproveitava do ostracismo de Janer para ostensivamente surrupiar seus escritos e ideias, vide o imbróglio acerca do epíteto que Janer sempre deu a Lula - "Supremo Apedeuta" -, do qual Azevedo aparentemente se apropriou sem qualquer pudor. O menor, mas o mais famoso dos exemplos.
Ainda que tenham se tornado inimigos fulcrais, à época Reinaldo Azevedo e Olavo de Carvalho eram irmãos na cruzada da moralidade, trocavam grandes elogios públicos e saltitavam de mãos dadas caminhando pelo bosque dos homens de bem.
Era essa a batota de Reinaldo Azevedo, a qual Rodrigo Constantino se integrou depois (nada obstante tenha iniciado sua projeção como cronista na turma do Janer). Reinaldo Azevedo, também à época, havia ficado famoso por escrever o best-seller “País dos Petralhas”.
Só por aí já é possível ter um ideia do personagem. Assim como Olavo de Carvalho, Azevedo nunca me enganou (criei uma anedota sobre a aliança dos dois que ficou relativamente popular naquele tempo), muito menos enganou ao Janer.
Ontem, ao assistir a uma afirmação do referido jornalista, não foi diferente. E é por isso que faço toda essa introdução.
“LULA É INOCENTE!” – disse expressamente o ex-anti-petista autor do... “País dos Petralhas”.
Ainda estivesse entre nós, confesso que mal posso imaginar o quanto Janer se refestelaria escrevendo sobre a esquizofrenia dessas criaturas e o surrealismo inimaginável destes tempos.
Reinaldo Azevedo, antigo prócere do antipetismo, resolveu dar eco ao que parece pensar 99% da malta que milita pelo PT.
(...)
Ocorre que não, Lula NÃO FOI INOCENTADO. Reconhecer que Moro foi um juiz parcial e ineficiente (e foi, eu dizia isso desde o início) não é sinônimo de que Lula é inocente, ora. Os processos apenas foram anulados. Há de se entrar no mérito novamente: e só então será ou não constituída a culpa.
Dizer que com a anulação Lula “voltou à presunção de inocência” é ao mesmo tempo tecnicamente correto e... uma falácia grotesca.
Sim, todos são inocentes até prova contrária transitada em julgado (esse é um direito constitucional sagrado), contudo, vai uma grande distante entre “presunção geral de inocência” e ser inocentado sobre acusações específicas de corrupção, pois não? A maneira como as palavras são colocadas faz toda a diferença, especialmente quando ditas a leigos por pretensos intelectuais.
Tudo indica que Lula é corrupto, caros. Pode ser uma corrupção mais próxima ao colarinho branco, menos afeta ao submundo violento do crime, mas é corrupção. No limite da cadeia de consequências, também custa vidas e dignidades.
Reconheço que Lula provavelmente não é tão corrupto quanto Bolsonaro - que escreveu a cartilha de como usar sua mínima projeção de político do baixo clero para desviar o máximo dinheiro e obter o máximo de vantagens possíveis, envolvendo-se até o pescoço com o crime organizado e finalmente provando que é possível fazer muito com pouco -, mas é corrupto. Lula é corrupto. Ou, no mínimo, na mais benevolente das hipóteses, Lula é altamente leniente com a corrupção.
Faz sentido votar em Lula num segundo turno contra Bolsonaro? Sem dúvida alguma (e já escrevi demais sobre o assunto). Mas, como digo há horas, também não convém ter ilusões: apenas escolheremos o corrupto menos violento e mais fácil de frear.
Algo como amputar a própria perna para evitar que uma infecção se espalhe, mas já ciente de que tudo isso poderia ter sido evitado se tivéssemos dado mais atenção à unha encravada.
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