
Passei ontem em frente à Catedral de Brasília, que está em reforma. Os sempre danificados vitrais de Marianne Peretti, inspirados nas alucinações de Dumbo após pedagógica bebedeira com champanhe, estão sendo substituídos. Por outros idênticos, infelizmente. A catedral foi coberta por uma lona branca que, aliada à forma cônica da obra-prima de Niemeyer, deu à construção inegáveis ares circenses. Não resisti.
Foi difícil encontrar na Web um picadeiro fazendo as vezes de altar – o inverso é bem mais comum -, mas achei aos magotes palhaços de sotaina e fano, para bem compor meu "flyer". Minha idéia inicial era providenciar impressões e deixá-las em alguma igreja, ao lado dos santinhos de Santo Expedito, onipresentes em qualquer templo católico que se preze. Contudo, os devotos, já tão habituados a novidades idealizadas pelos padres Marcelo Rossi, Fábio de Mello e outros animadores eclesiásticos, seriam capazes de achar que o flyer é algo sério e irem para o suposto evento, prejudicando quem sabe o andamento das obras.

