02 janeiro 2008

Forrest Gump, o Iluminado

Inteligência é algo superestimado. O filme Forrest Gump ilustra isto muito bem. Neste filme, temos um indivíduo com 75% do QI de um indivíduo "normal" e que faz coisas extraordinárias. Outro dia, conversando com uma amiga médica, ela dizia que a depressão de um lavrador é muito pior que a depressão de uma pessoa intelectualizada, porque o intelecto funciona de forma a sublimar este estado emocional.


De qualquer forma, se a pessoa não sofre de uma depressão profunda, talvez seja melhor não ter um intelecto muito desenvolvido. Uma característica básica de Forrest Gump é a sua capacidade de obedecer e o seu estado mental de ausência de dúvida. Ele seria um religioso perfeito, obediente e sem fraquejar em sua fé. Para completar, ele é bom.

Como diria o mestre Zen: “As palavras são como um dedo apontando para a Lua; cuida de saber olhar para a Lua, não te preocupes com o dedo que a aponta”. O intelecto entende, mas a compreensão é um produto da vivência. Alguém que lê sobre um assunto não tem a mesma compreensão que uma pessoa que o vivenciou.

Muitas pessoas dotadas de grandes intelectos acham que compreendem coisas que elas apenas "entendem". É uma ilusão de compreensão. Quando alguém acredita em uma ilusão e tem um intelecto desenvolvido, está pronto para testemunhar sobre algo que não compreende, ou seja, para mentir. E convenhamos, alguns mentem muito bem.

Qual é o propósito da vida? Entender ou compreender? No filme, temos uma personagem chamada Jenny, que deseja "experimentar" o que seria um caminho para se compreender. Infelizmente, ela está presa a um estado emocional que faz com ela tenha uma atração que ela mesma não compreende por tudo que pode ajudá-la a manter-se neste estado emocional familiar e deprimente, ou seja, passa a vida vivendo relacionamentos onde é abusada e rejeitando o herói, Forrest Gump.

Este é um dos pontos onde a razão falha. Ela funciona como um instrumento, como uma ferramenta para a satisfação de nossos desejos. Se estes não visarem o nosso bem, então a razão não nos servirá. E nos perderemos com ela. Como dizia o Forrest Gump: “Stupid is who stupid does”.

40 comentários:

André disse...

Bom, quem tem inteligência, especialmente junto com cultura, conhecimento e outras coisinhas mais, acaba tendo muitos problemas na vida. Mas tudo bem. O problema é q mesmo um intelecto superior e extremamente refinado também pode cometer erros imensos, idiotas, além de se meter em situações quase trágicas em sociedade. E às vezes é mais vulnerável que o tipo médio, medíocre, por ser mais sensível e muitas vezes não feito para a crueza da luta pela sobrevivência, da vida “normal”.

O Forrest Gump tinha 75% do QI de alguém normal ou apenas QI 75? Dá na mesma? Ele era um autômato. Nunca questionava nada. Já esbarrei em muitos Forrests por aí.

Bom, saber é uma coisa, conhecer a fundo, ainda mais por vivência, é outra bem diferente. Mas saber já é muito se vc tem discernimento.

O engraçado é q o Forrest é apaixonado pela Jenny, mas enquanto ele faz tudo “certo” — na verdade, nem tem consciência do q faz — ela faz tudo “errado” (usa drogas, p. ex.). Ah, e no final do filme sabemos q ela tem uma doença ainda sem nome, meio misteriosa, AIDS, claro.

Ricardo Rayol disse...

Inetressante abordagem sobre o intectual x entendimento. Pelo jeito somos mais instinto do que imaginamos.

Heitor Abranches disse...

Do Ex-Blog do César Maia,

LEGITIMANDO OS NARCO-SEQUESTRADORES!

1. A narco-guerrilha- -FARC- que há anos se financia também por extorsão mediante seqüestro, e que usa seqüestros para barganha e escudos humanos, mais uma vez ganha as manchetes numa ação de legitimação. Anos atrás iludiu o presidente Pastrana numa rodada de paz, e usou-a apenas para sua legitimação internacional, como grupo político, coisa que há muito tempo não é.

2. Agora o caso é muito mais grave, pois Estados, participam diretamente desta farsa de legitimação. Ao tempo que a cocaína repassada pelas FARCs, é prioridade no combate ao crime organizado, ao mesmo tempo em que enfrentam ondas de extorsão mediante seqüestro, Estados Nacionais participam conscientemente desta farsa, pois em vez de enviar representantes profissionais da diplomacia, enviam o próprio co-presidente Kirchner e o ministro de relações exteriores ad hoc, Marco Aurelio Garcia.

3. Internacionalmente quem cumpre este papel é o próprio presidente da França, que por conta do ato bárbaro contra uma colombiana-francesa, entra no jogo da legitimação das FARCs. Até um cineasta -Oliver Stone- participa do "filme" e as imagens certamente servirão para isso, pois os cenógrafos das FARCs saberão criar as condições.

4. No fim de semana o governo colombiano -um estado democrático com organização partidária livre e eleições livres- mostrou um cemitério de reféns das FARCs. O JN mostrou, mas a imprensa em geral destacou quase nada comparado com o histrionismo conhecido de Chávez da Venezuela, país que hoje garante o tráfico de drogas de passagem por seu território e que criou áreas de "respiração" para a guerrilha.

5. Registre-se que são 50 os reféns destes narco-sequestradores.

6. Por isso ainda não entregaram os reféns. O que querem os narco-sequestradores é além de legitimá-los, usar os reféns como escudo, inibindo a ação do exército colombiano em defesa do estado de direito em seu país. Este jogo é para ser feito, de três em três reféns durante o tempo que for possível.

7. E tudo apoiado vergonhosamente pelo representante do Lula: o "Sargento" Garcia. Zorro certamente... acharia graça.

Victor disse...

Interessante artigo...

Muito oportuno, inclusive. Sabe, muito recentemente eu aproveitei para ver (mais uma vez) esse ótimo filme, no Axn, e não tive como não refletir à respeito. Curiosamente, acabei por faze-lo observando justamente dois temas que você abordou acima (que acredito serem, notóriamente, os mais interessantes dentre todos).

O que acho mais notável nas propriedades de Forrest é que sua 'condição' no filme acaba por eleva-lo à outro patamar, digno de um verdadeiro deus Homérico...

Sua vida, na história, foi permeada por eventos incríveis, porém ainda mais notável sempre o modo como ele reagia a todos eles. Justamente por ser dotado de uma capacidade intelectual "inferior", Forrest acaba por evitar os mais diversos aspectos negativos da mente humana.

São raríssimas as cenas em que presenciamos manifestações de raiva, medo, tristeza, culpa ou mágoa vindas dele (salvo raras exceções como quando batem em Jenny, quando estava no Vietnã -bem no fim do filme ele comenta com Jenny sobre o medo durante a Guerra- quando Bubba, sua mãe e Jenny morrem -sempre que ele não quer "falar mais sobre isso"- etc).

Coisas incríveis e coisas horríveis acontecem durante o filme, defrontando os personagens com a beleza e o horror a cada momento. Mas Forrest não via isso. Ao menos não da mesma forma.

Com relação à beleza, ele mesmo a cita (no final do filme) como sendo a própria razão de tudo aquilo, como sendo aquilo que fez valer uma corrida longitudinal pelos Estados Unidos, um período na pior Guerra de seu país, etc. Porém, à todas as coisas terríveis que surgiram em seu caminho (e o expectador sabe como não foram poucas) Forrest, justamente por conseguir entender apenas muito pouco delas, não deu atenção. Ele simplesmente não enxergava a maldade do mundo a seu redor: o preconceito de seus colegas, toda a lascívia na vida de Jenny, a violência no Exército, a presunção dos políticos, o rancor de seu antigo tenente... Ele nem sequer entendia o mal que faziam contra ele ou o mal que ele mesmo poderia fazer e não tinha condições de julgar os outros ou mesmo se prender em críticas ou análises. Nas palavras de Tom Hanks, "O filme é não-político e não faz julgamentos". Além disso, é sempre batante curioso o fato de que ao longo de todo o filme os sucessos de Gump resultaram a partir do que outros falaram, nunca mostrando nenhuma iniciativa própria (agindo sempre tão discreto e involuntário quanto a pena no início e no fim do filme), em contraste com o personagem mais independente de Jenny que é mostrada descendo em direção às drogas, prostituição e morte.

Forrest se mostra feliz ao longo do filme, em grande parte dele, sendo que seus momentos de tristeza são sempre um objeto de destaque em suas histórias. Ao mesmo tempo, também parece sempre muito despretencioso, sempre tendo feito grandes coisas muito mais por coação do que por interesse. Ele demonstra sempre uma grande inoscencia, como uma criança faria. Como alguém que sabe o bastante p'ra saber que nunca dá p'ra se saber o bastante faria (e daqui pode-se discorrer indefinidamente sobre Sócrates, o que é enfim a 'inteligência', sobre onde ela acaba, sobre como os indivíduos 'inteligentes' podem se mostrar estúpidos em sua presunção, etc).

Logo, sou invariavelmente obrigado a discordar de sua amiga e propor que (principalmente depois de se ter contato com uma obra tão brilhante como 'Forrest Gump') a idéia simétricamente oposta à dela parece fazer muito mais sentido*: a capacidade intelectual, a capacidade -e a demanda- por entender o mundo ao redor é na verdade um verdadeiro incremento às crises depressivas, senão sua única causa, e é uma notável pena que os testes de Q.I. não ressaltem isso. O excesso de informação que chega até nós hoje em dia (mas que se preocupa cada vez menos em preparar as pessoas para a vida), a incapacidade de se reconhecer aquilo que não se sabe e, principalmente, a própria dificuldade em, na exaltação do raciocínio, vislumbrar a simplicidade existente na razão, muitas vezes significa para o indivíduo 'inteligente' uma imensa dificuldade de entender a si mesmo.

Enfim, acho bacano o post, e muito bom o filme que, como os outros de Robert Zemeckis, instiga o expectador mais atento à reflexão e à conclusões por vezes surprendentes (como em Contato falando de ciência e fé, e O Náufrago, uma obra que dá grandes interpretações em Psicologia e Comunicação...). 'Forrest Gump' pode levar à muita coisa, desde a reflexão sobre o conceito de 'inteligência' até as indiretas (mas marcantes) sugestões sobre a própria natureza da vida...


*uma ressalva vai para os aspectos associados ao desenvolvimento intelectual, à agregação de conhecimento, etc (que foi evidenciado na comparação ao lavrador, acredito) que, aí sim são, eventualmente, uma ferramenta no combate à depressão.

Obs.: Ponto para o André: acho que muitos deixaram passar despercebido esse pequeno detalhe na história. Cansei de ver críticas, sinopses, análises e comentários que nem sequer citaram a Aids, tema que consegue levar o filme ainda mais longe...

O+cioso disse...

Hector, o teólogo, kkkk.

Heitor Abranches disse...

Obrigado pelos comentarios Victor e pela boa imagem Catellius,

A proposito, inocencia e diferente de ignorancia. Uma crianca nao e inocente, ela e ignorante pois desconhece o mau. A inocencia inclui o conhecimento do mal mas a acao independente dele...Coisa que Krishnamurti gosta de discutir.

André disse...

A criança não é inocente? Essa eu não sabia.

Outra coisa: a referência ao caso Watergate no filme. Forrest teria sido o responsável pela descoberta dos caras do Nixon pondo escutas no escritório do adversário, pq ele estava hospedado no hotel em frente ou algo assim.

O filme não explica nada, só mostra. Só eu e um senhor bem velho rimos, o resto do pessoal não entendeu nada. Isso quer dizer q eu já sou velho. E olha q a sala estava cheia, fui ver na estréia, acho.

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Pakistan, Bhutto and the U.S.-Jihadist Endgame

The endgame of the U.S.-jihadist war always had to be played out in Pakistan. There are two reasons that could account for this. The first is simple: Osama bin Laden and the al Qaeda command cell are located in Pakistan. The war cannot end while the command cell functions or has a chance of regenerating. The second reason is more complicated. The United States and NATO are engaged in a war in Afghanistan. Where the Soviets lost with 300,000 troops, the Americans and NATO are fighting with less than 50,000. Any hope of defeating the Taliban, or of reaching some sort of accommodation, depends on isolating them from Pakistan. So long as the Taliban have sanctuary and logistical support from Pakistan, transferring all coalition troops in Iraq to Afghanistan would have no effect. And withdrawing from Afghanistan would return the situation to the status quo before Sept. 11. If dealing with the Taliban and destroying al Qaeda are part of any endgame, the key lies in Pakistan.
U.S. strategy in Pakistan has been to support Pakistani President Pervez Musharraf and rely on him to purge and shape his country’s army to the extent possible to gain its support in attacking al Qaeda in the North, contain Islamist radicals in the rest of the country and interdict supplies and reinforcements flowing to the Taliban from Pakistan. It was always understood that this strategy was triply flawed.
First, under the best of circumstances, a completely united and motivated Pakistani army’s ability to carry out this mission effectively was doubtful. And second, the Pakistani army was — and is — not completely united and motivated. Not only was it divided, one of its major divisions lay between Taliban supporters sympathetic to al Qaeda and a mixed bag of factions with other competing interests. Distinguishing between who was on which side in a complex and shifting constellation of relationships was just about impossible. That meant the army the United States was relying on to support the U.S. mission was, from the American viewpoint, inherently flawed.
It must be remembered that the mujahideen’s war against the Soviets in Afghanistan shaped the current Pakistani army. Allied with the Americans and Saudis, the Pakistani army — and particularly its intelligence apparatus, the Inter-Services Intelligence (ISI) — had as its mission the creation of a jihadist force in Afghanistan to fight the Soviets. The United States lost interest in Afghanistan after the fall of the Soviet Union, but the Pakistanis did not have that option. Afghanistan was right next door. An interesting thing happened at that point. Having helped forge the mujahideen and its successor, the Taliban, the Pakistani army and ISI in turn were heavily influenced by their Afghan clients’ values. Patron and client became allies. And this created a military force that was extremely unreliable from the U.S. viewpoint.
Third, Musharraf’s intentions were inherently unpredictable. As a creature of the Pakistani army, Musharraf reflects all of the ambivalences and tensions of that institution. His primary interest was in holding on to power. To do that, he needed to avoid American military action in Pakistan while simultaneously reassuring radical Islamists he was not a mere tool of the United States. Given the complexity of his position, no one could ever be certain of where Musharraf stood. His position was entirely tactical, shifting as political necessity required. He was constantly placating the various parties, but since the process of placation for the Americans meant that he take action against the jihadists, constant ineffective action by Musharraf resulted. He took enough action to keep the Americans at bay, not enough to force his Islamist enemies to take effective action against him.
Ever since Sept. 11, Musharraf has walked this tightrope, shifting his balance from one side to the other, with the primary aim of not falling off the rope. This proved unsatisfactory to the United States, as well as to Musharraf’s Islamist opponents. While he irritated everybody, the view from all factions — inside and outside Pakistan — was that, given the circumstances, Musharraf was better than the alternative. Indeed, that could have been his campaign slogan: “Vote for Musharraf: Everything Else is Worse.”
From the U.S. point of view, Musharraf and the Pakistani army might have been unreliable, but any alternative imaginable would be even worse. Even if their actions were ineffective, some actions were taken. At the very least, they were not acting openly and consistently against the United States. Were Musharraf and the Pakistani army to act consistently against U.S. interests as Russian logistical support for U.S. operations in Afghanistan waned, the U.S./NATO position in Afghanistan could simply crack.
Therefore, the U.S. policy in Pakistan was to do everything possible to make certain Musharraf didn’t fall or, more precisely, to make sure the Pakistani army didn’t fragment and its leadership didn’t move into direct and open opposition to the United States. The United States understood that the more it pressed Musharraf and the more he gave, the less likely he was to survive and the less certain became the Pakistani army’s cohesion. Thus, the U.S. strategy was to press for action, but not to the point of destabilizing Pakistan beyond its natural instability. The priority was to maintain Musharraf in power, and failing that, to maintain the Pakistani army as a cohesive, non-Islamist force.
In all of this, there was one institution that, on the whole, had to support him. That was the Pakistani army. The Pakistani army was the one functioning national institution in Pakistan. For the senior leaders, it was a vehicle to maintain their own power and position. For the lowest enlisted man, the army was a means for upward mobility, an escape from the grinding poverty of the slums and villages. The Pakistani army obviously was factionalized, but no faction had an interest in seeing the army fragment. Their own futures were at stake. And therefore, so long as Musharraf kept the army together, they would live with him. Even the less radical Islamists took that view.
A single personality cannot maintain a balancing act like this indefinitely; one of three things will happen. First, he can fall off the rope and become the prisoner of one of the factions. Second, he can lose credibility with all factions — with the basic political configuration remaining intact but with the system putting forth a new personality to preside. Third, he can build up his power, crush the factions and start calling the shots. This last is the hardest strategy, because in this case, it would be converting a role held due to the lack of alternatives into a position of power. That is a long reach.
Nevertheless, that is why Musharraf decided to declare a state of emergency. No one was satisfied with him any longer, and pressure was building for him to “take off his uniform” — in other words, to turn the army over to someone else and rule as a civilian. Musharraf understood that it was only a matter of time before his personal position collapsed and the army realized that, given the circumstances, the collapse of Musharraf could mean the fragmentation of the army. Musharraf therefore tried to get control of the situation by declaring a state of emergency and getting the military backing for it. His goal was to convert the state of emergency — and taking off his uniform — into a position from which to consolidate his power.
It worked to an extent. The army backed the state of emergency. No senior leader challenged him. There were no mutinies among the troops. There was no general uprising. He was condemned by everyone from the jihadists to the Americans, but no one took any significant action against him. The situation was precarious, but it appeared he might well emerge from the state of emergency in a politically enhanced position. Enhanced was the best he could hope for. He would not be able to get off the tightrope, but at the same time, simply calling a state of emergency and not triggering a massive response would enhance his position.
Parliamentary elections were scheduled for Jan. 8 and are now delayed until Feb. 18. Given the fragmentation of Pakistani society, the most likely outcome was a highly fragmented parliament, one that would be hard-pressed to legislate, let alone to serve as a powerbase. In the likely event of gridlock, Musharraf’s position as the indispensable — if disliked — man would be strengthened. By last week, Musharraf must have been looking forward to the elections. Elections would confirm his position, which was that the civil institutions could not function and that the army, with or without him as official head, had to remain the center of the Pakistani polity.
Then someone killed Benazir Bhutto and changed the entire dynamic of Pakistan. Though Bhutto’s Pakistan People’s Party probably would have gained a substantial number of seats, it was unlikely to sweep the election and seriously threaten the military’s hold on power. Bhutto was simply one of the many forces competing for power. As a woman, representing an essentially secular party, she was unlikely to be a decisive winner. In many ways, she reminds us of Mikhail Gorbachev, who was much more admired by Westerners than he ever was by Russians. She was highly visible and a factor in Pakistani politics, but if Musharraf were threatened, the threat would not come from her.
Therefore, her murder is a mystery. It is actually a mystery on two levels. First, it is not clear who did it. Second, it is not clear how the deed was done. The murder of a major political leader is always hard to unravel. Confusion reigns from the first bullet fired in a crowd. The first account of events always turns out to be wrong, as do the second through fifth accounts, too. That is how conspiracy theories are spawned. Getting the facts straight in any murder is tough. Getting them straight in a political assassination is even harder. Paradoxically, more people witnessing such incidents translates into greater confusion, since everyone has a different perspective and a different tale. Conspiracy theorists can have a field day picking and choosing among confused reports by shocked and untrained observers.
Nevertheless, the confusion in this case appears to be way beyond the norm. Was there a bomber and a separate shooter with a pistol next to her car? If this were indeed a professional job, why was the shooter inappropriately armed with a pistol? Was Bhutto killed by the pistol-wielding shooter, shrapnel from the bomb, a bullet from a third assassin on a nearby building or even inside her car, or by falling after the bomb detonated? How did the killer or killers know Bhutto would stand up and expose herself through her armored vehicle’s sunroof? Very few of the details so far make sense.
And that reflects the fact that nothing about the assassination makes sense. Who would want Bhutto dead? Musharraf had little motivation. He had enemies, and she was one of them, but she was far from the most dangerous of them. And killing her would threaten an election that did not threaten him or his transition to a new status. Ordering her death thus would not have made a great deal of sense for Musharraf.
Whoever ordered her death would have had one of two motives. First, they wanted to destabilize Pakistan, or second, they wanted to kill her in such a way as to weaken Musharraf’s position by showing that the state of emergency had failed. The jihadists certainly had every reason to want to kill her — along with a long list of (i. e.: as well as killing many other…) Pakistani politicians, including Musharraf. They want to destabilize Pakistan, but if they can do so and implicate Musharraf at the same time, so much the sweeter.
The loser in the assassination was Musharraf. He is probably too canny a politician to have planned the killing without anticipating this outcome. Whoever did this wanted to do more than kill Bhutto. They wanted to derail Musharraf’s attempt to retain his control over the government. This was a complex operation designed to create confusion.
Our first suspect is al Qaeda sympathizers who would benefit from the confusion spawned by the killing of an important political leader. The more allegations of complicity in the killing are thrown against the regime, the more the military regime is destabilized — thus expanding opportunities for jihadists to sow even more instability. Our second suspects are elements in the army wanting to use the assassination to force Musharraf out, replace him with a new personality and justify a massive crackdown.
Two parties we cannot imagine as suspects in the killing are the United States and Musharraf; neither benefited from the killing. Musharraf now faces the political abyss and the United States faces the destabilization of Pakistan as the Taliban is splintering and various jihadist leaders are fragmenting. This is the last moment the United States would choose to destabilize Pakistan. Our best guess is that the killing was al Qaeda doing what it does best. The theory that it was anti-Musharraf elements in the army comes in at a very distant second.
But the United States now faces its endgame under far less than ideal conditions. Iraq is stabilizing. That might reverse, but for now it is stabilizing. The Taliban is strong, but it is under pressure and has serious internal problems. The endgame always was supposed to come in Pakistan, but this is far from how the Americans wanted to play it out. The United States is not going to get an aggressive, anti-Islamist military in Pakistan, but it badly needs more than a Pakistani military that is half-heartedly and tenuously committed to the fight. Salvaging Musharraf is getting harder with each passing day. So that means that a new personality, such as Pakistani military chief Gen. Ashfaq Kayani, must become Washington’s new man in Pakistan. In this endgame, all that the Americans want is the status quo in Pakistan. It is all they can get. And given the way U.S. luck is running, they might not even get that.

Catellius disse...

Grande Heitor,

Opa, depois quero comentar com calma este texto, de cujo conteúdo em parte discordo.

"Uma crianca nao e inocente, ela e ignorante pois desconhece o mau."

Também discordo disso daí. Inocente é quem não tem culpa, quem não tem malícia. A definição de inocência é coisa de dicionário. Simples assim.
E acho que tais crianças não são "ignorantes". Não têm é capacidade para emitir juízos, por limitação cerebral e por falta de vivência. Assim, ALGUMAS crianças podem fazer mal (não O mal) sem deixarem de ser inocentes.

Abraços

André disse...

Concordo com tudo isso aí q o Catellius disse sobre crianças e sua inocência.

Heitor Abranches disse...

Lula dribla legislação eleitoral para ampliar o Bolsa Família


Da FolhNews


03/01/2008
08h52-Para driblar restrições da legislação eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou, a três dias do final de 2007, uma MP (medida provisória) para ampliar o Bolsa Família, o principal programa social do governo. Lula deu um bônus de R$ 30 reais para adolescentes de 16 e 17 anos. Antes, o benefício era concedido a famílias com crianças de até 15 anos, no limite de até três beneficiadas.

A proposta de ampliação do Bolsa Família foi enviada ao Congresso em outubro por meio de projeto de lei. Mas sua tramitação ficou parada porque a Câmara dos Deputados teve a pauta paralisada por outras MPs e pela ordem política do governo de priorizar negociações com a oposição no Senado para tentar aprovar a CPMF até 2011.

Como a Câmara não apreciou o projeto, Lula resolveu concretizá-lo via MP ainda em 2007 para evitar questionamentos judiciais com base na legislação eleitoral. Como haverá eleições municipais neste ano, há restrições para gastos do governo.

A lei n° 11.300, criada em 2006, proíbe durante todo ano eleitoral a distribuição gratuita de "bens, valores ou benefícios" por parte da administração pública, com exceção dos casos de calamidade pública, estado de emergência ou "programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária no exercício anterior".

Avisado por auxiliares de que a lei 11.300 poderia impedir a ampliação do Bolsa Família para adolescentes de 16 e 17 anos, Lula decidiu publicar medida provisória em edição extra do "Diário Oficial" da União do último sábado, dia 29, com data retroativa a sexta-feira, dia 28.

A MP aumentou o valor máximo do benefício do Bolsa Família de R$ 112 para R$ 172, no caso de uma família que tenha três filhos de até 15 anos e dois de 16 ou 17 - o número máximo de beneficiados. Em detalhes, são R$ 58 de benefício básico, mais R$ 18 por adolescente de até 15 anos e R$ 30 para cada um de 16 ou 17. Com a MP, as famílias já podem pleitear o bônus.

Dividendo político

Na avaliação de Lula, a ampliação do Bolsa Família trará dividendos políticos ao seu governo e aos candidatos nas eleições municipais que pertençam aos partidos que compõem a sua base de apoio no Congresso Nacional. O presidente crê que não prosperará eventual questionamento judicial da oposição com base na lei 11.300.

Segundo auxiliares, Lula acredita que tentar impedir a ampliação do Bolsa Família seria um tiro no pé da oposição em pleno ano eleitoral. Em setembro, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome havia estimado a inclusão de 1,7 milhão de jovens com essa mudança. Ontem, a assessoria de imprensa da pasta disse que esse número deverá crescer.

A proposta de Orçamento da União para 2008 enviada ao Congresso prevê R$ 700 milhões para a ampliação do Bolsa Família. O valor total previsto para o programa é de R$ 10,4 bilhões -20,5% maior do que o de 2007.

De acordo com o Ministério de Desenvolvimento Social, o aumento decorre do reajuste de 18,25% das bolsas concedido em agosto e da extensão do benefício aos adolescentes de 16 e 17 anos. Além dessa medida, a MP publicada no dia 30 institui ainda mudanças no Projovem, como a ampliação da idade máxima de 24 para 29 anos para receber a bolsa de R$ 100.

Catellius disse...

Fala André,

Está explicado!
O Blogildo é Testemunha de Jeová, he he he.

Fiz um comentário no blog do CostaJr e fui moderado. Então colo por aqui, por questão de "arquivamento":

...

Desculpe-me pelas interjeições:

Merda, merda, merda, mil vezes merda!!!!

E eu perdi tanto tempo discutindo com uma testemunha de jeová. PQP!!! Eu achava que era alguém honesto (fui descobrindo, por outros motivos, que o sujeito é a desonestidade em pessoa) munido de um Bíblia e cheio de boas intenções.

O engraçado é que cheguei até a elogiá-lo em um post por ser um cristão independente, não filiado a nenhuma denominação. Escrevi o seguinte: "Acho que esta crença foi fundamental em determinado momento e ainda pode ser benéfica, principalmente para os irreligiosos como o Onildo (visite seu blog), já que não estarão sujeitos aos representantes divinos com poderes temporais e suas verdades absolutas reveladas, perniciosas de per se, independentemente de seu teor."

Claro que ele não me corrigiu, he he. Até reforçou, dizendo "Acredito na Bíblia e não em Igrejas”. É óbvio que ele queria parecer isento e conquistar os desgarrados. Tanto que Patrícia M, Suzy Tude e outras pessoas já andavam por outros blogs a dizer que "não há inferno na Bíblia, como o Blogildo bem demonstrou". He he. A Susy escreveu: “Quanto ao Inferno que você coloca, a Bíblia não menciona o 'inferno' como você aqui o define. Acho que é preciso não misturar as coisas. Pelo pouco que venho aprendendo lá no Blogildo, a religião não pode ser confundida com a Bíblia, tudo é uma questão de interpretação.”
E, por incrível que pareça, eu escrevi para minha colega arquiteta: “E eu sugiro que você pesquise mais essas coisas por conta própria. A opinião do Blogildo é super válida, preciosa até, mas eu não ficaria à mercê da opinião de um grupo restrito de pessoas. Meus textos mesmo podem servir para aumentar a curiosidade dos leitores, mas não recomendaria que colocassem a mão no fogo pelo que escrevo aqui.”

Será que estariam tão abertas se ele deixasse bem claro que era um membro da seita herética das Testemunhas de Jeová? Na vida real eles vão de casa em casa levar seus folhetinhos, imprimem bíblias adulteradas com vontade, aos milhões, e as enfiam em motéis, hotéis, puteiros, etc. E o Blogildo ia de blog em blog, he he. Não deve fazer transfusão de sangue (o parvo deixaria a filha morrer antes de permiti-lo?), etc. É apolítico como um bom TJ, que se recusa a saudar a bandeira nacional (direito dele), a cantar o hino, etc. Pura bovinidade de gente parva, he he.

Enfim...

Lamento ter perdido meu tempo com o desonesto...

...

Costajr disse...
Catellius, infelizmente, seu comentário foi muito pesado. Não tenho como publicá-lo. Tivesse sido contra mim, eu teria publicado sem problema.

Desculpe.

...

Sem problemas, CostaJr, eu estava escrevendo para você mesmo. De qualquer jeito, sempre colo na caixa de comentários de meu blog os meus comentários que são moderados.

...

PATRICIA M. said...
Bom, so lamento. Ja disse e repito: como cristaos, deveriamos isso sim nos unir contra os ateistas militantes (tais como o Catellius, que so querem a discordia no nosso meio).
Voces estao discutindo por bobagens, detalhes."

...

Ha ha ha! Ateus não precisam querer a porrada entre religiosos para que ela corra solta e com vontade, mesmo entre cristãos. No dia de Natal, na Basílica da Natividade, em Belém, ortodoxos gregos e ortodoxos armênios não saíram literalmente na porrada, vertendo sangue uns dos outros durante a limpeza do santuário, porque os armênios (ou o contrário) colocaram uma escada na zona controlada pelos inimigos? Religiosos não estão preocupados com ateus, estão preocupados com outros religiosos, e quanto mais parecido for seu credo pior, por causa do nicho de mercado.

Então esse papo de "caminhando e cantando e seguindo a canção", de cristãos unidos contra ateus (hua hua hua), que não chegam a 1% da população daqui do Grotão, é simplesmente digno de sua autora, ha ha ha ha.

Catellius disse...

Essa é para o André:

Canadian Snipers - Making a Good Taliban

André disse...

É... uma vez o Heitor fez um comentário ou escreveu um post, não me lembro mais, onde criticou alguma coisa do Nordeste, acho q os políticos de lá, nem ficou uma frase ambígua nem nada, mas me lembro q o Costa Jr., q é daqui de Brasília, se ofendeu e o chamou de preconceituoso ou coisa parecida. Acho q foi isso.

Witness of Jeovah, que engraçado. Ele é mesmo um? Que coisa...

Eu também sempre achei isso, q ele fosse um cristão independente. Já tive amigos e colegas de escola assim.

“Tanto que Patrícia M, Suzy Tude e outras pessoas já andavam por outros blogs a dizer que "não há inferno na Bíblia, como o Blogildo bem demonstrou".

Nossa, pra elas ele é uma espécie de doutrinador, parece.

Mas não há inferno na Bíblia? No Apocalipse pelo menos não falam nele?

Esse negócio de que “tudo é uma questão de interpretação” abre espaço pra qualquer coisa...

E eu, q às vezes desconfio até do q eu escrevo, e desconfio de muita coisa por aí, acostumado q estou com os caras da Stratfor, q costumam mostrar as coisas dos ângulos mais inusitados.

Já fui “moderado” naquele O Expressionista e em outros dois, na época em q entrava em tudo q era blog. Lá me cortaram pq eu não teria “exposto idéias”, só comentei mesmo algo q alguém havia dito. Vai ver foi alguma coisa q vc mesmo disse, Catelli. Q saco esse negócio de ser cortado.

Nossa, essa Pat M. realmente leva as coisas um pouquinho a sério, não? Ela acredita em cruzadas modernas, em ateus militantes, no Catellius malvado, gosta do Olavo de Carvalho...

“No dia de Natal, na Basílica da Natividade, em Belém, ortodoxos gregos e ortodoxos armênios não saíram literalmente na porrada, vertendo sangue uns dos outros durante a limpeza do santuário, porque os armênios (ou o contrário) colocaram uma escada na zona controlada pelos inimigos?”

Nesse natal agora? Não sabia.

Ah, snipers...

tenho q comprar alguns livros especializados sobre isso. Já li muito, mas quero saber de alguns detalhes operacionais, coisa q só interessa mesmo aos q gostam muito desses assuntos. Bom, se vc pesquisar no You Tube, aquela maravilha, lançando os termos certos, vai encontrar toneladas de vídeos de snipers no Iraque (exército, marines, força delta, mercenários da Blackwater, ingleses do SAS e outras unidades, etc).

Gostei do textinho ao lado do vídeo q vc me mandou.

Pelo estrago dos tiros, achei q fosse um calibre pesado mesmo. E é, é o .50. Quase 1 km de alcance, sem vento. Mas nesse caso não chega a tanto, dá até pra ouvir o vento nas montanhas. O recorde na
1ª guerra do Golfo foi de pouco mais de 1 km, mas sem vento, e com ar seco, condição quase ideal de tiro. Era um sniper da Delta, q acertou um soldado da Guarda de Elite Republicana com um Browning .50. Há calibres mais leves e letais, mas especiais, feitos sob medida. Na verdade, um bom rifle 7.62 mm com munição tratada já resolve numa guerra, 500 a 700, às vezes até quase 800m.

Claro, o rifle só é tão bom quanto o atirador atrás dele.

Um bom grupo de snipers é capaz de iniciar uma contagem e sincronizar as respirações, as paradas e a primeira salva de tiros, de modo q todos puxem os gatilhos ao mesmo tempo. Difícil, mas possível. Também não podem ter o menor tremor, claro. Um mundo fechado, mas interessante.

Enfim, há muitas coisinhas legais nesse meio...

Um dos melhores, até hoje instrutor, foi um sniper dos Marines no Vietnam. 98 mortes confirmadas. O cara era latino, não sei qual a ascendência. Era capaz de ficar imóvel por mais de um dia, não mudava de posição. É, essas loucuras existem. Mas é claro q ele teve muito mais do que as 98 "confirmed kills".

No You Tube tem de tudo. Muitos vídeos nacionalistas russos mostrando combates nas duas guerras na Chechênia. E um bando de neo-nazistas da Europa Central e Oriental, idiotas, mas os vídeos são interessantes pelo valor histórico (as Waffen-SS em combate, preto-e-branco de excelente qualidade e até uns filmes coloridos bons).

André disse...

“A Canadian sniper in Afghanistan has been confirmed as hitting an enemy soldier at a range of 2,310 meters or 1.434miles, at the time the longest recorded and confirmed sniper shot in history. The previous record of 2,250 meters was set by US Marine sniper Carlos Hathcock in Vietnam in 1967. The Canadian sniper was at an altitude of 8,500 feet and the target, across a valley, was at 9,000 feet.”

Esse é o cara, Carlos Hathcock, no Vietnam.

http://en.wikipedia.org/wiki/Carlos_Hathcock

Engraçado, hoje os canadenses no Afeganistão estão mandando ver. No início os canadenses eram muito fresquinhos, inexperientes, levaram a maior surra dos afegãos. Morreram muitos. Hoje são temidos pelo Taliban. Mas o Canadá tem uma boa unidade de elite por lá também, acho q um equivalente do SAS inglês, assim como a Austrália, a Nova Zelândia e a África do Sul (ou algum outro país africano) tem os seus SAS.

André disse...

O Blogildo:

“Eu me afirmo cristão. Me afirmo como Testemunha de Jeová (não como o pejorativo e errôneo “jeovita”).”
Criticou o Reinaldo Azevedo e o Olavo pq “eles não vão à missa”.

Como é q ele sabe? E não ir à missa faz de alguém menos católico?

Bom, agora entendo a fixação dele com a Bíblia e com os pensadores q a criticam ou defendem.

“Quem sobreviverá ao fim do mundo é decisão e julgamento divino. A Bíblia indica que haverá sobreviventes ao julgamento divino. Quem sobreviverá, só Deus sabe, CostaJr. Seria no mínimo tolo afirmar o contrário.”

Ah, vai ter o Armageddom? Que legal!!!!!!!!! Vai rolar a maior porrada!

“Eu faço proselitismo, sim. De casa em casa. Como TODOS os cristãos deveriam fazer e não fazem.”

Vade retro. Na minha casa não entra. Na rua, evito, mas sou educado. Se não forem muito inconvenientes.

Mas vejamos... ele se apresenta como um Tiranossauro. As Testemunhas também acreditam naquele troço fundamentalista cristão lá do Sul dos EUA de q o mundo tem uns 10 ou 16 mil anos, por acaso? Nesse caso, em q ano entram os dinossauros na escala de tempo deles?

Mas tudo bem, tem gente legal em todos os lugares... até no Taliban, quem sabe. Mas ele podia ser menos raivoso.

André disse...

É, esses atiradores de elite são malucos mesmo, mas corajosos. Achei legal essa historinha (esse Carlos já morreu, não sabia):

His actual total is believed to be well over 400, with at least an additional 300 being unconfirmed, which the official count does not reflect. (During the Vietnam War, kills had to be confirmed by an acting third party: this was feasible on a battlefield, but snipers usually worked in pairs (shooter and spotter) and often did not have an acting third party present, which made confirmation difficult.)

He is third only to U.S. Marine Corps sniper Chuck Mawhinney and US Army sniper Adelbert Waldron on the list of most confirmed kills for an American sniper.

North Vietnam even put a bounty of $50,000 on his life and his sniper teacher E. J. Land, which was far more than other rewards put on U.S. snipers—typically only $50-$100. The Viet Cong and NVA called Hathcock Long Tra'ng du'Kich, translated as "White Feather Sniper", because of the white feather he kept in a band on his bush hat. After a platoon of trained Vietnamese snipers were sent to hunt down "White Feather", many Marines in the same area donned white feathers in their covers to deceive the enemy. These Marines were aware of the impact Hathcock's death would have, and took it upon themselves to make themselves targets in order to preserve the life of the true "White Feather".

One of Hathcock's most famous accomplishments was shooting an enemy sniper through his scope, hitting him in the eye and killing him. Hathcock and John Burke, his spotter, were stalking the enemy sniper in the jungle near Hill 55, the firebase where Hathcock was operating from. The sniper had already killed several Marines, and was believed to have been sent specifically to kill Hathcock. When Hathcock saw a flash of light (light reflecting off the enemy sniper's scope) in the bushes, he fired at it, shooting through the scope and killing the sniper.
Surveying the situation, Hathcock concluded that the only feasible way he could have put the bullet straight down the enemy's scope and through his eye would have been if both snipers were zeroing in on each other at the same time, and Hathcock fired first, which gave him only a few seconds to act. In theory, the two snipers could have killed each other simultaneously. The enemy rifle was recovered and the incident is documented by a photograph.

Hathcock only once removed the white feather from his bush hat while deployed in Vietnam. During a volunteer mission on his first deployment, he crawled over a thousand meters of field to shoot a commanding NVA general. He wasn't informed of the details of the mission until he was en route to his insertion point aboard a helicopter. This effort took four days and three nights, without sleep, of constant inch-by-inch crawling.

In Carlos's words, one enemy soldier (or "hamburger" as Carlos called them), "shortly after sunset", almost stepped on him as he lay camouflaged with grass and vegetation in a meadow. At one point he was nearly bitten by a bamboo viper but had the presence of mind to not move and give up his position. As the general was stretching in the morning, Carlos fired a single shot which struck him in the chest and instantly killed him. He had to crawl back instead of run when soldiers started searching.

After the arduous mission of killing the general, Hathcock returned to the United States in 1967. However, he missed being away from the Marine Corps and returned to Vietnam in 1969, where he took command of a platoon of snipers.

Hathcock generally used the standard sniper rifle: The Winchester Model 70 .30-06 caliber rifle with the standard Unertl scope. On some occasions, however, he used a different weapon: the .50-caliber M2 Browning Machine Gun, on which he mounted the Unertl scope, using a bracket of his own design. This weapon was accurate to 2500 yards in single-fire mode.

At one point, he took careful aim at a courier carrying a load of assault rifles and ammunition on a bicycle. He had second thoughts when he saw a 12-year-old boy in his sights, but after considering the intended use of those weapons, he fired, hitting the bicycle frame. The boy tumbled over the handlebars, grabbed a gun and came up firing. Another shot put him down.

Hathcock's career as a sniper came to a sudden end outside Khe Sanh in 1969, when the amphibious tractor he was riding on struck an anti-tank mine. Hathcock pulled seven Marines off the flame-engulfed vehicle before jumping to safety. He came out of the incident with severe burns over ninety percent of his body, 43% of which were third-degree burns.

He was evacuated to Brooke Army Medical Center in Texas, where he underwent 13 skin graft operations.

His injuries left him unable to perform effectively in combat with a rifle.

He was told he would be recommended for the Silver Star, but he stated that he had only done what anyone there would have if they were awake, so he rejected any commendation for his bravery. Nearly 30 years later he was awarded the Silver Star, the U.S. military's third-highest award.

Hathcock said in a book written about his career as a sniper: "I like shooting, and I love hunting. But I never did enjoy killing anybody. It's my job. If I don't get those bastards, then they're gonna kill a lot of these kids we got dressed up like Marines. That's just the way I see it."

After returning from active duty, Hathcock helped establish a scout and sniper school at the Marine base in Quantico, Virginia. Due to his extreme injuries suffered in Vietnam, he was in nearly constant pain, but he continued to dedicate himself to teaching snipers. In 1975, Hathcock's health began to deteriorate and he was diagnosed with multiple sclerosis — an incurable, degenerative nerve disorder.

He stayed in the Corps but his health continued to decline and was forced to retire just 55 days short of the 20 years that would have made him eligible for 50% retirement pay. Being medically retired, he received 100% disability. He fell into a state of depression when he was forced out of the Marines because he felt as if the service kicked him out, which he later realized wasn't true.

During this depression his wife, Jo, almost left him, but she finally decided to stay. Hathcock eventually picked up the hobby of shark fishing with the locals, which is accredited to helping his depression.

Hathcock often paid visits to the sniper training facility at Quantico, where he was welcomed by students and instructors alike as being "bigger than life" due to his status in shooting circles.

Hathcock once said that he survived in his work because of an ability to "get in the bubble," to put himself into a state of "utter, complete, absolute concentration," first with his equipment, then his environment, in which every breeze and every leaf meant something, and finally on his quarry.

After the war, a friend showed Hathcock a passage written by Ernest Hemingway: "Certainly there is no hunting like the hunting of man, and those who have hunted armed men long enough and like it, never really care for anything else thereafter."

He copied Hemingway's words on a piece of paper. "He got that right," Hathcock said.

"It was the hunt, not the killing."

Hathcock died on February 23, 1999, in Virginia Beach, Virginia, after a long struggle with multiple sclerosis.

In 1967, Hathcock set the record for the 20th century's longest combat kill with a Browning M2 .50 BMG machine gun mounting a telescopic sight. The distance was 2,286 meters or 1.42 miles. Hathcock was one of several individuals to utilize the Browning M2 machine gun in the sniping role. This success led to the adoption of the .50 BMG cartridge as a viable anti-personnel and anti-equipment sniper round. Sniper rifles have been designed for this round.

The record stood until the 21st century, when in 2002 it was broken during Operation Anaconda in Afganistan by a Canadian three-man sniper team led by Master Corporal Graham Ragsdale from the Princess Patricia's Canadian Light Infantry (PPCLI). The record itself was set by Corporal Rob Furlong with a shot of 2,430 meters from a McMillan TAC-50 Long-Range Sniper Weapon on a Taliban fighter.

On March 9, 2007, the rifle and pistol complex at Marine Corps Air Station Miramar was officially renamed the Carlos Hathcock Range Complex.

MythBusters

In an episode of the fourth season of the television show MythBusters (29 November 2006, Episode 67), hosts Adam Savage and Jamie Hyneman attempted to test the feasibility of shooting through the scope of another rifle, citing the confirmed Hathcock incident of shooting a North Vietnamese sniper through his victim's scope. They were unable to replicate the results in the story using the modern equipment they had on hand, so they declared the myth "busted." However, they did not replicate the exact conditions of Hathcock's combat incident. The MythBusters did not take into consideration powder loads, bullet weight, muzzle velocity, angle, or variations in air pressure and density. On the show, they conceded that they were not shooting at the same scope that Hathcock shot at and stated that under the exactly ideal conditions and with extreme luck, the shot may have been possible. In the episode aired on March 21, 2007, the MythBusters revisited this myth and confirmed that it was possible, however had to use armor-piercing rounds to fully penetrate the scope. They used a vintage scope this time, which was smaller than modern scopes, and Jamie successfully fired a bullet through the scope. The bullet penetrated the ballistic gel dummy's face to a depth of two inches, which would be lethal to a human. However, it should be noted that on the March 21, 2007 episode, that Jamie used an M1 Garand, whereas Hathcock used a Winchester Model 70 chambered in .30-06 Springfield, and utilized armor-piercing ammunition.

André disse...

Bem, o recorde de tiro em combate foi de um canadense no Afeganistão. Imagino que em algum planalto desértico. Nas montanhas, nem pensar, por causa do vento e do tipo de atmosfera.

Aliás, disse q o ar quente e seco do deserto (Iraque) era quase ideal para um bom tiro. É, mas mesmo assim exige correções de mira. O ar quente tende a fazer com q a bala se desvie para o alto.

Quem diria, Blogildo, um Jehovah Witness... mas a gente acha q já "viu" de tudo na internet... engraçado, ams estou chocado.

É como descobrir um dia q meu vizinho é o Ned Flanders, o mesmo do Homer Simpson. Grande desenho...

Catellius disse...

Um bom vídeo sobre as TJ. O vídeo mostra como esperavam o fim do mundo para 1914, depois para 1915, 1925, etc., como ganharam dinheiro durante a depressão, obrigando seus membros a venderem tudo o que tinham porque o Armagedon estava próximo.

Ótimos comentários, André. Meu primo me mandou o vídeo dos canadenses informando que os talibans haviam sido mortos a partir de uns 2km! Achei muito e, pelo jeito, foi mesmo exagerado.

Já volto.
Abração

André disse...

Não, 1km com vento fraco ou sem vento, e não nas montanhas, mas nos planaltos, mais um atirador muito bom e alguma sorte também.

2 km com um rifle de precisão não dá, é demais.

Catellius disse...

"Nesse natal agora? Não sabia."

Da FOXNews

Priests Scuffle, Throw Brooms, Stones Inside Bethlehem Church
Friday , December 28, 2007


BETHLEHEM, West Bank —

Robed Greek Orthodox and Armenian priests went at each other with brooms and stones inside the Church of the Nativity on Thursday as long-standing rivalries erupted in violence during holiday cleaning.

The basilica, built over the grotto in Bethlehem where Christians believe Jesus was born, is administered jointly by Roman Catholic, Greek Orthodox and Armenian Apostolic authorities. Any perceived encroachment on one group's turf can set off vicious feuds.

On Thursday, dozens of priests and cleaners came to the fortress-like church to scrub and sweep the floors, walls and rafters ahead of the Armenian and Orthodox Christmas, celebrated in the first week of January. Thousands of tourists visited the church this week for Christmas celebrations.

But the cleanup turned ugly after some of the Orthodox faithful stepped inside the Armenian church's section, touching off a scuffle between about 50 Greek Orthodox and 30 Armenians.

Palestinian police, armed with batons and shields, quickly formed a human cordon to separate the two sides so the cleaning could continue, then ordered an Associated Press photographer out of the church.

Four people, some with blood running from their faces, were slightly wounded.

Catellius disse...

"Não, 1km com vento fraco ou sem vento, e não nas montanhas, mas nos planaltos, mais um atirador muito bom e alguma sorte também.
2 km com um rifle de precisão não dá, é demais."

"Gostei do textinho ao lado do vídeo q vc me mandou."

Ué, André, no texto ao lado do vídeo pode ser lido o seguinte (grifos meus):

A Canadian sniper in Afghanistan has been confirmed as hitting an enemy soldier at a range of 2,310 meters or 1.434miles, at the time the longest recorded and confirmed sniper shot in history. The previous record of 2,250 meters was set by US Marine sniper Carlos Hathcock in Vietnam in 1967. The Canadian sniper was at an altitude of 8,500 feet and the target, across a valley, was at 9,000 feet. Canadian sniper units often operate in support of US infantry units, which are very grateful for their help. The record lasted only one day, until another Canadian sniper hit an enemy soldier at 2,400 meters (8000 feet or 1.515 miles).

Abraços

André disse...

Pois é, errei:

Cartridges and their maximum effective range:


5.56x45mm 300–500 m

7.62×51mm 800–1,000 m

7.62×54mm R 800–1,000 m


.300 Winchester Magnum

900–1,200 m


.338 Lapua Magnum

1,300–1,600 m


.50 BMG / 12.7 x 107 mm


1,500–2,000 m


e o .50 de 14.5 x 114mm

1,900–2,300 m


Unlike police sniper rifles, military sniper rifles tend to be employed at the greatest possible distances so that range advantages like the increased difficulty to spot and engage the sniper can be exploited.

However, machine guns, battle rifles, counter-sniper rifles and designated marksman rifles can reach or even exceed the range of a sniper rifle.

The most popular military sniper rifles (in terms of numbers in service) are chambered for .30 calibre ammunition, such as 7.62×51 and 7.62×54R.

Since sniper rifles of this class must compete with several other types of military weapons with similar range, snipers invariably must employ skilled field craft to conceal their position.

The recent trend in specialised military sniper rifles is towards larger calibres that have greater range, such as the anti-personnel .338 Lapua Magnum cartridge and anti-materiel cartridges like the .50 BMG, 12.7 x 107 mm and the 14.5 x 114 mm.

This allows snipers to take fewer risks, and spend less time finding concealment when facing enemies that are not equipped with similar weapons.

Realmente, pra chegar a 1200m vc precisa de um Winchester .300, q é um senhor projétil. Acima disso, o Lapua e o .50.

É possivel, mas muito difícil atingir um alvo situado próximo do alcance máximo de um rifle. O cara tem q ser muito bom.

http://en.wikipedia.org/wiki/Field_craft

André disse...

Olha só o tamanho do Lapua em comparação ao .308 e ao .300 Winchester

http://en.wikipedia.org/wiki/.338_Lapua_Magnum

E esses são os muito pesados:

http://en.wikipedia.org/wiki/.50_BMG

http://en.wikipedia.org/wiki/.50

************

Armor-piercing ammunition
Armor-piercing ammunition is used to penetrate hardened armored targets such as body armor, vehicle armor, concrete, tanks and other defenses, depending on the caliber of the firearms. Armor-piercing ammunition consists of a hardened steel, tungsten-carbide, or depleted uranium penetrator enclosed within a softer material, such as copper or aluminum. Armor-piercing ammunition can range from rifle and pistol caliber rounds all the way up to tank rounds.

Rifle and pistol rounds are usually built around a penetrator of steel or tungsten. Aircraft and tank rounds sometimes use a core of depleted uranium. This penetrator is a pointed mass of high-density material that is designed to retain its shape and carry the maximum possible amount of energy as deep as possible into the target. Depleted-uranium penetrators have the advantage of being pyrophoric and self-sharpening on impact, resulting in incredible heat and energy focused on a minimal area of the target's armor. Some rounds also use explosive or incendiary tips to aid in the penetration of thicker armor.

Rifle armor-piercing ammunition generally carries its hardened penetrator within a copper or cupro-nickel jacket, similar to the jacket that would surround lead in a conventional projectile. Upon impact on a hard target, the copper case is destroyed, but the penetrator continues its motion and penetrates the substance. Similar armor-piercing ammunition for pistols has also been developed. It is of similar design to the rifle ammo above.

The entire projectile is not normally made of the same material as the penetrator because the physical characteristics that make a good penetrator (tough, hard metal) make the material equally harmful to the barrel of the gun firing the round.

Contrary to common belief, Teflon or other coatings on the bullet do not in themselves help it penetrate deeper. Teflon-coated bullets were meant to help reduce the wear on the barrel as a result of firing hardened projectiles. Teflon coating was a trend that has largely faded, in part because of laws resulting from this misconception.

*************

E essa também é um barato, urânio degradado/empobrecido:

http://en.wikipedia.org/wiki/Depleted_uranium

Catellius disse...

Comentando este post,

“Inteligência é algo superestimado. O filme Forrest Gump ilustra isto muito bem.”

Mister Magoo também ilustra.

“Neste filme, temos um indivíduo com 75% do QI de um indivíduo "normal" e que faz coisas extraordinárias.”

Alguns (poucos) autistas também fazem coisas extraordinárias. O filme é muito bom, mas o que há de extraordinário em sair correndo pelo país e ser seguido por uma multidão? Por acaso o extraordinário está na estupidez da massa bovina, que deseja atingir a suposta “iluminação” daquele que só está correndo por correr, o extraordinário está na massa, abrindo mão do senso crítico, querer vivenciar aquilo que o estulto faz irracionalmente?
Ademais, histórias extraordinárias – o nome diz tudo – valem à pena ser contadas. Um Forrest Gump seria um em milhões. Seria um caso extraordinário. O mais provável é que um sujeito sem muita inteligência, com QI baixo (mede uma inteligência, digamos, lógica), disposto a obedecer (obedecerá tanto justos quanto facínoras, por lhe faltar senso crítico) e em cuja mente não há dúvidas seja um lixeiro, um jagunço, um burro de carga. E poderá ser um senador como o Suplicy, se a família tiver dinheiro.

“Outro dia, conversando com uma amiga médica, ela dizia que a depressão de um lavrador é muito pior que a depressão de uma pessoa intelectualizada, porque o intelecto funciona de forma a sublimar este estado emocional.
De qualquer forma, se a pessoa não sofre de uma depressão profunda, talvez seja melhor não ter um intelecto muito desenvolvido.”


Pelo que eu entendi, a médica fez uma constatação. Não deve ter passado pela sua cabeça sugerir a prescrição de um “intelecto muito desenvolvido” àquele que sofre de depressão. Isto não faz sentido.

“Uma característica básica de Forrest Gump é a sua capacidade de obedecer e o seu estado mental de ausência de dúvida. Ele seria um religioso perfeito, obediente e sem fraquejar em sua fé. Para completar, ele é bom.”

Claro, e, como eu disse, estaria a serviço de facínoras ou de justos, teria fé no comunismo, no catolicismo com a mesma bovinidade. Seria um idiota útil.

“O intelecto entende, mas a compreensão é um produto da vivência. Alguém que lê sobre um assunto não tem a mesma compreensão que uma pessoa que o vivenciou.”

A coisa funciona como em um computador. A tal vivência são os dados que entram pelo mouse, teclado, webcam, scanner. Sem um processador esta “vivência” de nada vale, não produzirá qualquer “iluminação”. E com dez imagens escaneadas podem ser feitas mil montagens artísticas diferentes, sem a necessidade de novos inputs. Por exemplo: preciso vivenciar o gosto de uma laranja. Nenhuma explicação poderá substituir tal experiência. A partir daí, se alguém me disser que comeu laranja com sorvete de chocolate, posso ter uma idéia bem aproximada da sensação que ele teve.
Entender e compreender são sinônimos, aliás. Após pequenas alterações nos significados, tenta-se legitimar alguma idéia que de outro modo não PARECERIA justificada.
O fato é que a humanidade não pode avançar sem conhecimento acumulado. Não dá para se vivenciar (compreender, como você diz) a milésima parte do que precisamos conhecer para contribuirmos para o progresso humano.
Este pensamento falho é muito comum, por isso há os que têm uma determinada sensação ou inventam uma vivência que os fez compreender maravilhas, e passam a ensinar os passos para se atingi-las, sem uso do intelecto, da razão – que, afinal de contas, é a única coisa que nos diferencia de ratos (nem sempre) –, e é tudo inquestionável, afinal de contas é uma vivência. Pronto: posso ter uma legião de crédulos a me imitar, tentando vivenciar algo que os faça “compreender” as maravilhas por mim descritas. Alguns abandonarão a prática com a sensação de que se tivessem ido adiante teriam encontrado algo, outros abandonarão porque tiraram as teias de aranha do senso crítico, outros mentirão e simularão terem alcançado a iluminação – claro que desde que o “mestre” lhes dê um certificado de que vivenciaram de fato, caso contrário o resto da comunidade não acreditará neles – outros continuarão a procurar a “maravilha” sem nunca a encontrar. No final das contas, tudo o que há é uma confiança e uma sensação de fazer parte de algo maior, consagrador (como diz o Mouro), importante, nobre, transcendental, superior a esta vida pragmática sem graça.

“Qual é o propósito da vida? Entender ou compreender?”

A vida não tem propósito. Nós é que damos um propósito a ela. Para uns o propósito da vida pode ser viver, para outros esperar a oximórica vida após a morte, para outros pode ser atingir o Nirvana e beijar os pés do Kurt Cobain, para outros pode ser produzir arte, ser admirado, etc. A nossa espécie também tem propósito, metaforicamente falando. É reproduzir-se, ter filhos, passar os genes adiante, aperfeiçoá-los. E depois de criar os rebentos o melhor para a espécie é que você morra para não consumir recursos naturais inutilmente, he he he.

“Este é um dos pontos onde a razão falha. Ela funciona como um instrumento, como uma ferramenta para a satisfação de nossos desejos. Se estes não visarem o nosso bem, então a razão não nos servirá. E nos perderemos com ela.”

Posso ser um campeão da razão, a razão em pessoa, e satisfazer apenas meu desejo de não ser escravo de meus desejos, he he. Posso ser um mero observador, por exemplo, posso ser o último homem na Terra, como o Will Smith (e antes dele Charlton Heston), e usar e abusar da razão sem esperar nada a não ser a morte.
As pessoas confundem “razão” com pensamento cartesiano, quadrado. Razão, repetindo, é faculdade mental, é o que diferencia o homem-sapiens do homo-ideologicus...

Mas é isso aí, Heitor, nada como tentar usar a razão para provar que.... ...há horas em que é melhor deixar a razão em casa. Para mim tudo isto é absurdo.

Catellius disse...

homem-sapiens não

HOMO-SAPIENS

Heitor Abranches disse...

Fala sério Barretão...
Se eu fosse o PT poria o Caixa 2 do exterior nesta produção para controlar uma obra sobre o grande timoneiro...
O FILHO
O cineasta Luiz Carlos Barreto vai estreitar as negociações com produtoras da Espanha e da França em 2008 para rodar o longa "Lula, o Filho de Lindu", sobre o presidente Lula. Precisa captar R$ 7 milhões -"e apenas com empresas privadas". "Não estamos nem cogitando os editais das estatais. Embora a proposta seja algo como "2 Filhos de Francisco", seria impossível tentar esse tipo de patrocínio para um filme sobre o presidente", diz ele.

C. Mouro disse...

CARACAS! ...estou rouco de tanto aplaudir ...pqp!!!

...Caro Catellius, extrapolaste no brilhantismo. Apreciei estupefato suas colocações, nem consigo comentar - aliás ando péssimo nisso - seu comentário.

...BOM DEMAIS!

Congratulações e claps claps de pé e assoviando!

C. Mouro

antikommunista disse...

Você captura porcos selvagens encontrando um lugar adequado na floresta e colocando algum milho no chão. Os porcos vêm todos os dias comer o milho gratuito. Quando eles se acostumam a vir todos os dias, você coloca uma cerca mas só em um lado do lugar em que eles se acostumaram a vir. Quando eles se acostumam com a cerca, voltam a comer o milho e você coloca um outro lado da cerca. Mais uma vez eles se acostumam e voltam a comer. Você continua desse jeito até colocar os quatro lados da cerca em volta deles com uma porta no último lado. Os porcos que já se acostumaram ao milho fácil e às cercas, começam a vir sozinhos pela entrada. Você então fecha a porteira e captura o grupo todo.

Assim, em um segundo, os porcos perdem sua liberdade. Eles ficam correndo e dando voltas dentro da cerca, mas já foram pegos. Logo, voltam a comer o milho fácil e gratuito. Eles ficaram tão acostumados a ele que esqueceram como caçar na floresta por si próprios, e por isso aceitam a servidão.

O governo espalha o milho gratuito na forma de programas de auxílio de renda, bolsas isso e aquilo, impostos variados, estatutos de "proteção", cotas para estes e aqueles, subsídio para todo tipo de coisa, pagamentos para não plantar, programas de "bem-estar social", medicina e medicamentos "gratuitos", sempre e sempre novas leis, etc, tudo ao custo da perda contínua das liberdades, migalha a migalha.

Devemos sempre lembrar que "Não existe esse negócio de almoço grátis" e também que "não é possível alguém prestar um serviço mais barato do que seria se você mesmo o fizesse.

Heitor Abranches disse...

A princípio, os principais pagadores são ou o consumidor ou o pagador de imposto. O pagador de imposto vai pagar pelo que uma elite política decidiu fazer. O consumidor, em tese, é livre para escolher o que consumir.

Ou seja, se uma ponte for construída financiada pelos consumidores desta ponte vc vai ter escolha de consumir mais ou menos desta ponte.

Por outro lado, se o financiamento for com impostos então alguém que nunca usou esta ponte pode pagar por ela enquanto quem a usa pode nunca ter pago por ela.

Heitor Abranches disse...

Ou seja,

Uma comunidade que tenha um representante bem articulado e inserido na rede clientelar do governo pode viver às custas de outra comunidade cujo representante não tenha igual poder político.

Heitor Abranches disse...

André,

Uma pergunta para vc que tem a ver com as FARC.

Uma sequestrada que é engravidada em cativeiro por um dos sequestradores entraria na tipificação criminal de estupro?

André disse...

“Por acaso o extraordinário está na estupidez da massa bovina... vivenciar aquilo que o estulto faz irracionalmente?”

Concordo.

E poderá mesmo ser um senador como o Suplicy, se a família tiver dinheiro. Ele é um Gump, sempre achei isso.

“O fato é que a humanidade não pode avançar sem conhecimento acumulado. Não dá para se vivenciar (compreender, como você diz) a milésima parte do que precisamos conhecer para contribuirmos para o progresso humano.”

Certíssimo. Hoje o pessoal quer
“sentir”, não pensar.

A vida não faz o menor sentido. O que nós fazemos dela é q pode ter algum sentido. Isso é com a gente.

Quero ver esse filme do Will Smith. Num desenho dos Simpsons, Homer virou o último homem de Springfield depois de um acidente nuclear. Muito bom...

Heitor, os cineastas de esquerda são: os irmãos Salles, filhos de banqueiro, o Eduardo Coutinho, o Jorge Furtado, ex-publicitário q trabalhou muito pro PT, e esse Barreto, q puxa o saco do Dirceu,

Uma seqüestrada que é engravidada em cativeiro por um dos sequestradores certamente foi forçada, logo, estuprada. Imagino q por vários, aliás. Só não seria esturpo se ela quisesse, mas não acho q ela tenha tido uma queda por um daqueles caras lá no meio da floresta.

Heitor Abranches disse...

André,

Acho que esta é uma questão legal interessante, considerando que existe a síndrome de Estocolmo e ainda o fato que sexo com menores resulta em estupro presumido não seria o caso de se supor que sexo mesmo consensual em cativeiro seja estupro presumido?????????????

Heitor Abranches disse...

Mais um golpezinho dos Petralhas...

Agora vai ter muito mais petista passando em concurso...

O curioso é que na matéria que aparece na UOL e de origem da Agência Câmara eles dizem que o Jorge Bittar é do DEM de Minas.

05/01/2008 - 17h13
Projeto quer que voluntariado conte em prova de título de concurso
Da redação
Em São Paulo
A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 914/07, do deputado Jorge Bittar (DEM-MG), que inclui o tempo de serviço voluntário entre as provas de títulos de concursos públicos.

Pela proposta, a atribuição de pontos aos candidatos será feita de forma proporcional ao tempo de serviço comprovado. Entretanto, o texto não estabelece como será feita a pontuação, mas apenas a obrigatoriedade de inclusão do item nos processos seletivos. Os critérios seriam definidos em cada edital, de acordo com o tipo de concurso.

O projeto será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para votação em Plenário.

Heitor Abranches disse...

É a famosa consciência social...

Assim, o palhaço que quiser passar em concurso além de ser bom cidadão, ter estudado, pagar impostos,...

Ainda vai ter que ter consciência social no melhor estilo políticamente correto.

Este Jorge Bittar é podre. Quem não o conhece que o compre...Eu que me lembro dele agredindo o Relator do Mensalão numa atitude que deveria ter lhe valido a cassação não caio nessa.

André disse...

É, tem a síndrome de Estocolmo, claro. Sobre o sexo com menores constituir estupro presumido, tem mesmo q ser assim, é uma segurança, um inibidor pra quem está a fim de transar com menores.

Se bem que esse fim de ano vi numa festa umas “menores” que de menores não tinham nada... 16, 17, quase 18, mas tinham cara e jeito mesmo era de 25 — e 25 muito bem vividos...

Pra mim, pode haver sexo consensual entre terrorista e refém, mas é altamente improvável e, francamente, não me importo. Só acho uma pena que seja difícil mandar uma unidade de elite resgatar essa gente e matar os guerrilheiros.

Se o governo colombiano tivesse inteligência precisa, daria. E não só isso, resgatar reféns, mas caçar e matar essa gente das Farc como os animais que eles são. Não é novidade, isso já foi feito no passado em muitos lugares, e por forças estrangeiras também. E sem toda a tecnologia atual. Com uns 150 homens de 1ª e uma boa estrutura de inteligência, daria pra se fazer um belo estrago.

São 3 a 4 mil guerrilheiros, em cerca de 30% do território. Com operações de elite e ataques aéreos de precisão dá pra massacrar essa gente, mas com suporte de inteligência. Além do mais, eles não são guerreiros experientes, não são como os VCs vietnamitas, os afegãos, os peshmergas curdos e tantos outros. Simplesmente nunca enfrentaram soldados de 1ª classe. Aliás, eles evitam contato com nossos comandos de selva na Amazônia, que no passado andaram cortando cabeças de gente das Farc e pendurando os corpos decapitados em áreas por onde eles passavam, extamente pra intimidá-los. Uma operação bem montada acabaria com eles. Vivem mal acostumados, tem muita liberdade de ação. Não agüentariam esse tipo de pressão.

Muito mais difícil seria pegar os caras da AUC, Autodefensas Unidas de Colombia, q são muito mais organizados, traficantes de alto nível. Veja Miami Vice, ele mostra, aida q de forma um pouco fantasiada, essa gente. Mas esses não vivem no mato, naturalmente.

Serviço voluntário como título de concurso? Acho q isso não passa. O Bittar é o mesmo idiota da inserção de, sei lá, 50% de programação “nacional” em todos os canais de tv a cabo.

Heitor Abranches disse...

Acho que esta na hora de montarmos a nossa ONG.

Afinal, gastamos horas pesquisando e escrevendo sobre as maracutaias do PT...

Heitor Abranches disse...

Estamos servindo a democracia que precisa de debate e oposicao....Isto e um servico social.

Anônimo disse...

Blogar contra o PT deveria contar como servico voluntario. Afinal eh uma atividade de interesse publico sem fins lucrativos.

Catellius disse...

Gracias, Mouro!

Não usamos a razão para namorarmos, para apreciarmos um bom churrasco, para brincarmos com um bebê. Estas coisas são excelentes, sem elas a vida não vale a pena. Mas cachorros "namoram", adoram uma picanha mal passada e curtem uma boa brincadeira com as crianças (não falo das brincadeiras de mau gosto dos Pitbuls...).

Para todo o resto, penso que é necessária a razão.

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