18 janeiro 2008

Ensaiando os primeiros passos*

Embora possam ter alcance menor do que o alegado, os mísseis iranianos são suficientemente abrangentes para atacar Israel ou o Iraque.[1] Mas, não deixa dúvidas sobre um possível ataque à Rússia, inclusive Moscou. Como ninguém gosta de ter um vizinho com um rifle com mira telescópica apontada para sua casa, o desconforto russo é notório e a recente viagem de Putin ao Irã é mera diplomacia para jogar com as negociações entre Teerã e Washington.

Alcance dos mísseis Ashura e Shahab-3


Como os iranianos apresentam desvantagem frente o poderio americano há clara intenção de confundir o oponente quanto o alcance de seus mísseis. Uma arma capaz de “desviar do radar e atingir alvos múltiplos” parece um tanto exagerado para a capacidade tecnológica iraniana. Mas, o alvo mais tangível não fica muito longe, se trata do Estreito de Ormuz, principal passagem do petróleo do Golfo Pérsico. Apesar da possibilidade de bloqueio, ela não é duradoura. E tal expediente atiçaria um possível ataque dos EUA endossado pela comunidade internacional.
Com a derrubada do regime do xá Rheza Pahlevi, o Irã ficou defasado militarmente e não encontrou apoio soviético, em parte devido à negativa fundamentalista da própria Revolução Islâmica. Os avanços que o Irã atingiu no setor bélico decorrem de adaptações dos produtos importados dos EUA, como mísseis terra-ar para serem lançados de seus F-14, bem como novas adaptações de antigos helicópteros de serviço público JetRanger. Estes e outros itens têm cerca de 30 anos de uso. O próprio míssil Shahab-2 é uma adaptação do velho Scud-C soviético dos anos 50.
Há algumas boas adaptações, como um torpedo de alta velocidade também derivado do foguete anti-submarino russo VA-111 Shkval, que navega com uma bolha de ar no nariz onde libera bolhas de ar comprimido. A vantagem é o menor atrito que lhe confere maior desempenho. Com mais de 200 milhas por hora quando submerso se torna quase impossível à evasão por um submarino ou navio.


Shahab-2


Quando próximos (quatro milhas), a base do ataque também se torna vulnerável pela força de seu impacto. Portanto, a margem de aplicação no estreito é limitada. Para o caso, armas menos poderosas, como o míssil de médio-alcance Kowsar, similar ao C-801 chinês e ao Exocet francês antibarco serviriam.
Uma arma interessante também foi testada pelos iranianos. Trata-se de uma embarcação que paira sobre o mar, como se fosse um avião, mas com principio de funcionamento semelhante a um hovercraft, que cria um “colchão de ar” entre a superfície da água e suas asas. Tecnologia de origem russa no período soviético, a alegada resistência ao radar pode ser pelo material utilizado, madeira e fibra de vidro. Armado com pequenos mísseis antitanque, o veículo apresenta boa capacidade de resolução em possíveis conflitos no estreito.
Os mísseis ar-terra Noor servem para atacar defesas antimísseis. Também se alega que lançada de longe, “além-horizonte”, o míssil passa a perseguir seu alvo quando próximo. Embora não seja uma nova tecnologia, ela representaria um significativo avanço bélico iraniano.
Se verdadeiras as informações, tais armas conferem ao Irã um poder de dissuasão e ameaça aos vizinhos Omã, E.A.U., Qatar, Arábia Saudita e Kuwait. Frente a este desafio, só há uma potência capaz de obliterar os intentos imperialistas iranianos e ela se chama Estados Unidos da América. Urge que o faça antes que Irã queira ensaiar seus primeiros passos.



[1] The Iranian Missile Program, Stratfor Today » November 27, 2007.
____________________
* E por falar em primeiros passos, eu agradeço ao Catellius por me convidar a contribuir em seu excelente blog, bem como ao sempre atento, André Balsalobre pela disponibilização das informações que se seguirão neste e em outros textos.
Obrigado a vocês!
Anselmo Heidrich

18 comentários:

André disse...

Nossa, pra q cancelar a conta? Isso está se tornando comum na internet: cancelar a conta, apagar os posts, os comments...

Acho meio difícil q todos os moderadores concordem que uma certa discussão possa ter passado dos limites.

Deve ser um colegiado de um só.

“Católicos enrustidos – que não ousam dizer o próprio nome – condenando o aborto, aderindo a uma das mais obsoletas teses da Igreja Católica. Testemunhas de Jeová pontificando sobre o cristianismo. Também sem ousar identificar-se como Testemunhas de Jeová.”

Prefiro os declarados.

O Pugnacitas vai ficar mais movimentado agora, que bom. Mais dois...

Levei um susto quando vi o nome do Heidrich e o post dele aqui.

E que bom que o Janer Cristaldo entrou aqui. Ele escreve muito, eu, quase nada, e escreve bem. Aquele artigo dele sobre o Deus à la carte, p. ex., ficou tão bom q até reproduzi no meu.

Estava pensando em fazer dois posts longos, um resumindo o programa nuclear iraniano e outro a zona no Paquistão, mas levaria uma semana pra fazer cada um, teria q selecionar o melhor de 10 a 15 análises em cada um desses assuntos, é muita coisa. Não dá.

Mando os links aqui pra quem se interessar:

Iranian nuclear program:

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/12/03/the-nie-report/

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/12/10/the-nie-questions-raised/

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/12/11/even-more-thoughts-on-the-nie/

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/12/13/george-friedman-on-iran/
http://execoutcomes.wordpress.com/?s=reversal+of+a+finding

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/12/10/hoodwinked/

S-300/400 SAM system:

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/12/30/russian-air-defense-exports/

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/12/27/iran-and-the-s-300/

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/12/27/air-defense-in-iran/

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/12/28/iran-and-the-s-300-2/

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/12/01/israel-syria-an-unchanged-air-defense-dynamic/

Com o tempo lanço mais links aqui, divididos por assunto ou região.

André disse...

Coisas minhas e de outros:

http://thelordofhosts.blogspot.com/search/label/Brazil%20%2F%20Brazilian%20articles%20and%20other%20related%20issues

http://thelordofhosts.blogspot.com/search/label/History%20%2F%20Philosophy%20%2F%20Thoughts

******

Um resuminho sobre os US of A:

http://execoutcomes.wordpress.com/2008/01/02/the-united-states-of-america/

E sobre o Paquistão:

http://execoutcomes.wordpress.com/2008/01/15/endgame/

Kosovo e, por último, o q aconteceu no estreito de Hormuz:

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/11/03/kosovo-again/

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/12/19/the-asymmetry-of-perceptions-just-perfect/

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/12/27/427/

Hormuz:

http://execoutcomes.wordpress.com/2008/01/16/the-strait-of-hormuz/

Bom final de semana pra vcs

Heitor Abranches disse...

Parabéns pelo artigo...

Muito bom mesmo. A experiência histórica americana mostra que o isolacionismo levou à Segunda Guerra Mundial e regimes de características totalitárias como os nazistas, comunistas ou fundamentalistas devem ser contidos de forma violenta se necessário.

Churchil dizia que a guerra só estaria terminada com a conquista de Moscou mas os EUA preferiram décadas de contenção. O regime dos aiatolás já existe há décadas e a falta da garantia da destruição recíproca além da presença de Israel dão uma instabilidade ao conflito que não havia na Guerra Fria.

Os israelenses tbm são umas peças...São o povo escolhido, Hitler os escolheu para Cristo e falando em Cristo ontem vi no Discovery um programa onde um grupo de doutores israelenses apresentam o túmulo de Cristo.

Se Cristo morreu ou ressuscitou é indiferente mas depois eles tomam mais uma porrada histórica e vão ficar aí chorando como vítimas para depois virarem nazistas.

Falando em porradas históricas...Arendt escreve que havia um judeu alemão no julgamento que ao longo da sua vida não se lembrava de alguma vez ter dirigido a palavra a um não judeu... Eram o estrangeiro próximo...Poucas coisas são mais odiosas do que isso...Talvez as FARC.

E falando nelas, bem que o Bush podia dar um presente à América Latina e explodir o palácio presidencial da Venezuela com o Chavez e entourage dentro...

André disse...

Não acho q houvesse muito q os EUA pudessem fazer contra a Alemanha nazista na ascensão. E Hitler era bem visto e tolerado por quase todo mundo.

Churchil disse isso, mas provavelmente não acreditava nisso. Era inteligente demais para tanto. Uma guerra entre EUA e URSS logo em seguida ou em 46 teria sido desastrosa, e não só por causa das armas nucleares. E nenhum dos dois lados queria uma guerra.

Acho que EUA e Irã precisam um do outro, no final. Mesmo que haja um confronto um dia.

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/12/10/the-nie-questions-raised/

Garantia de destruição recíproca não é garantia de estabilidade, a mutual assured destruction, a MAD da guerra fria sempre foi conversa fiada, teoria. E Israel até dá algum equilíbrio numa região onde estabilidade é, e sempre será, algo anormal. Mas é claro, Israel não tem o poder imenso propagado pela mídia.

http://execoutcomes.wordpress.com/2008/01/16/the-israel-lobby/

Nas últimas décadas, os judeus vem batendo forte. Não acho certo eles terem montado um país na terra de outro povo (se todos os povos na Terra fossem reivindicar terras ocupadas no passado, imaginem o inferno que seria) nem o q eles fazem com esse povo, mas eles não chegam a ser nazistas.

Que bom que o Egito também ajuda a equilibrar as coisas.

http://execoutcomes.wordpress.com/2008/01/02/egypt/

http://execoutcomes.wordpress.com/2008/01/02/entente/


Assuntos relacionados:


http://execoutcomes.wordpress.com/2007/11/02/palestine/

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/11/02/the-middle-east/

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/11/16/the-middle-east-iii/

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/11/02/59/

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/11/05/all-roads-lead-to-mesopotamia-2003/

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/11/03/from-jerusalem-to-grozny-replotting-the-eastern-hemispheres-pivot/

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/11/03/from-skopje-to-jerusalem-the-american-empire/

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/11/03/king-hussein-of-jordan/

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/12/02/a-little-bit-of-iranian-theology-and-its-power-structure/

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/12/03/from-the-past-iraq-is-no-afghanistan/

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/12/10/iran-and-afghanistan-1998/

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/11/04/about-arafats-death/

Catellius disse...

Bravo!!!!!!!
Excelente post!!!

Daqui a pouco comento com calma!
Obrigado por terem aceito o convite, você e o Janer! Isto aqui está ficando sério...

Eventualmente, como administrador, poderei entrar nos posts de vocês e fazer alterações... Calma, he he. No máximo formatarei as figuras, que é o que já faço nos posts do Heitor e do André.

André, se você puder, troque aquele "A" que aparece na lista de membros por alguma outra coisa, tipo "André"... Is it possible? He he he!

Abraços a todos!

Catellius disse...

Ah, e está definitivamente proibida a moderação por aqui, salvo em casos de anarquia aguda, de vandalismo...

Espero que o O+cioso não abuse deste "decreto", he he he.

Abraços, mais uma vez, e agora...



Vamos discutir!!!!!!!!!

Catellius disse...

Comentários relacionados a este texto:

Patricia M., disse:
January 18th, 2008 at 02:04
Anselmo, faco uma pergunta: nao eh justamente por esse desequilibrio na regiao que os franceses estao vendendo tecnologia nuclear aos Emirados Arabes?

Anselmo, disse:
January 18th, 2008 at 03:17
Não estou ciente disto, Patrícia. Se tiver informações, por favor me envie.
Abraços

Anselmo, disse:
January 18th, 2008 at 03:18
Mas, cá entre nós. Com ou sem ‘instabilidade’, o negócio de armas é lucrativo…

Raphael, disse:
January 18th, 2008 at 08:23
Anselmo, recentemente Sarkozy deu uma volta por lá para negociar reatores nucleares com os Emirados Árabes, além de defender o direito ao desenvolvimento de energia nuclear para fins pacíficos pelos países islâmicos.

Quanto ao texto, por que a Rússia deveria temer um ataque iraniano, uma vez que a mesma defende os interesses nucleares do país, fornecendo, inclusive, a tecnologia? Para ela, não duvido, quanto mais deterioradas estiverem as relações Oriente/Ocidente, melhor.

Bom seria se os EUA atacassem de fato o Irã, porém já imagino quais seriam as reações mundo afora. Perspectiva cansativa, até…

Catellius disse...

Sobre o post "Diogo, o Censor":

Resumo da ópera:

O Diogo fez a completa Brutta Figura! Papelão assim não se vê todo dia! Com o orgulho ferido saiu a escoicear para todos os lados, arrependeu-se e quis colocar uma pedra sobre o debate, unilateralmente, posto que ele (o debate) poderia continuar sem ele (o Diogo). Pois bem; choramingou, ficou delicado, sério, bravo, e agora agressivo, "partindo para o ataque"... Um coquetel de hormônios e de mixed feelings... Fez a besteira e agora julga que o outro lado está tirando proveito, he he. Tipo: agrido uma pessoa e depois a acuso de tirar proveito da situação, bancando a vítima...

O que sobra disso tudo? É óbvio que o Diogo está PROFUNDAMENTE ARREPENDIDO, mas seu ego quase infinito é que é seu porta-voz. O Diogo não é esse daí do post não. O Diogo está ainda atônito com o tamanho da cagada que fez., enquanto seu ego relincha e escoiceia.

André disse...

Ok, Catelli, sem problema. Voltei para “André”, enquanto não encontro um pseudônimo legal.

Sobre os franceses e a venda de tecnologia nuclear a países árabes

(só as reproduzo aqui na íntegra pq essas análises ainda não estão no meu blog):

France, UAE: A French Presence in the Gulf

French daily Le Monde reported Jan. 15 that on his recent trip to the United Arab Emirates, French President Nicolas Sarkozy signed a deal that will establish a permanent French naval base in the emirate of Abu Dhabi.

While we cannot at this time confirm the truth of the report, such base would make a great deal of sense for both the French and their prospective hosts.

For France the benefits are obvious. In the aftermath of the presidency of Jacques Chirac, France under Sarkozy is seeking to bury the legacy of Gaullism.

Part of that means working hand in glove with the United States. Part means to stop expecting to be able to command the other European states to serve French interests. And part means taking concrete steps to insinuate French power into critical nodes rather than obsess about cultural influence in the many relatively unimportant territories that used to be French colonies.

A base in the United Arab Emirates — which would allow France to assist U.S. efforts at maritime security, give it a position wholly independent of Europe, and insert itself into a critical region area where Paris never had a colonial footprint — serves all three purposes.

For the United Arab Emirates — or more specifically, for Abu Dhabi — the logic is more complex. The Persian Gulf is a touchy region for small states. Iran dominates the east side, Saudi Arabia the west, and foreign powers drawn by its energy reserves are constantly coming and going.

The United Arab Emirates’ strategy until now has been to serve as neutral ground to avoid any one power achieving domination over it, while making itself valuable as a trading partner and energy supplier to all. It therefore has given most of the region’s players a stake — even if only a small one — in the United Arab Emirates’ continuing independence despite territorial disputes with Iran and economic tensions with Saudi Arabia. And while the United Arab Emirates is friendly with the United States, it is the only state of the western gulf that has not housed a major U.S. military presence.

That dance has become labored of late. U.S.-Iranian tensions are forcing the United Arab Emirates to pick sides — something that would end a generation of carefully crafted policy. Hosting a French base, however, would introduce a new player to the equation — one that often serves as a bridge between different worlds already.

France is a U.S. ally (and one that is clearly ascendant in American eyes), so Washington will not be overly annoyed, and while Iran will not be thrilled about any foreign military presence in the Gulf, a French presence is probably the best that could reasonably be hoped for. With one agreement the United Arab Emirates can introduce a new player, achieve a greater degree of security and maintain its position as the region’s sandy Switzerland.

Plus, of course, all politics are local. The United Arab Emirates is a confederation of emirates of which Abu Dhabi — the specific emirate that supposedly signed the deal with Sarkozy — is only one. According to the political deals that bind the United Arab Emirates together, leadership of the emirates as a whole is something that is supposed to rotate. Abu Dhabi has (so far) prevented that from happening. Having the aircraft carrier Charles de Gaulle put into port from time to time is an excellent way for Abu Dhabi to ensure that it remains on top.


France: Sarkozy's Nuclear Sweeteners for the Middle East


Coinciding with U.S. President George W. Bush’s Mideast tour, French President Nicolas Sarkozy on Jan. 14 embarked on his first trip to the Arabian Peninsula since taking office. Sarkozy will leave Saudi Arabia just hours before Bush arrives Jan. 14, and will make his way to Qatar and then the United Arab Emirates (UAE) on Jan. 15 before returning home.

Sarkozy comes to the Gulf bearing gifts on this whirlwind three-day tour. He and his 20-strong business delegation are busy signing multibillion-dollar deals left and right in electricity, telecommunications, transport, aviation, military education, oil and gas and border security contracts. The most notable deals that are being discussed during this trip, however, have to do with the highly politicized issue of nuclear cooperation.

Since taking office, Sarkozy has not wasted any time in promoting his agenda to share civilian nuclear technology with the Islamic world. France has already signed deals with Libya and Algeria for the construction of civilian nuclear reactors. During this trip, Sarkozy has said France is ready to provide Saudi Arabia with nuclear assistance.

Furthermore, he is expected to sign a nuclear energy accord Jan. 15 for France’s Total and Suez energy companies to team up with state-owned nuclear reactor developer Areva in building two third-generation nuclear reactors in the United Arab Emirates.

Commercially speaking, France has a lot to gain from these nuclear deals. With oil prices hovering around $100 per barrel, nuclear energy has become all the rage for countries looking to avoid unreliable energy partners and lower greenhouse gas emissions.

For the Arab states, which already are sitting on top of some of the world’s largest oil and gas reserves, the economic incentive behind developing atomic energy is primarily to diversify their domestic energy supplies in order to reap greater profits from oil and gas exports.

By dominating the Mideast nuclear market, Paris is strategically looking to secure handsome profits from the construction and maintenance of nuclear reactors being built in countries where skilled nuclear engineers are rare.

But all this nuclear talk carries a heavy political connotation as well. France under Sarkozy has been working hand in hand with the United States on a variety of Middle Eastern disputes.

Together, Paris and Washington forged a deal with the Syrians in an attempt to break Lebanon out of gridlock, and are now jointly expressing their frustration at the Syrian regime for failing to follow through with the deal.

On the Iran issue, Sarkozy has taken a much tougher stance than his Gaullist predecessor, even hinting at possible military action, and has toed the U.S. line in urging key countries to strengthen economic sanctions against Iran.

Bolstered by the Jan. 6 Strait of Hormuz incident between Iran and the United States, Bush is in the Gulf with a mission to solidify the anti-Iran coalition. His aim is to demonstrate Iran’s recklessness and drive home the threat to Gulf energy trade should Tehran take its naval power plays too far and seriously attempt to close this vital strait, through which 40 percent of the world’s energy supply passes.

Washington’s hope is that the Gulf Arabs, faced with the threat of a U.S.-Iranian military confrontation that would massively disrupt energy trade in the Persian Gulf, will be more compelled to take a stronger stance against Tehran.

In the United Arab Emirates, for example, where Iran’s economic livelihood is most vulnerable, the United States is hoping to convince the government to put the screws to Iran financially and more fully comply with the U.S. economic blockade against Iran.

Sarkozy’s job in this anti-Iran campaign is not only to offer economic sweeteners to the Gulf Arabs in hopes of solidifying their support. Nuclear cooperation also sends a message to Tehran that if it pursues nuclear technology, it will not be the only one in the neighborhood doing so.

Moreover, France is signaling that the West is not opposed to the idea of atomic energy in the Islamic world, as long as it is pursued openly and in compliance with International Atomic Energy Agency safeguards. Iran’s nuclear leverage runs the risk of losing its oomph now that Iran’s Arab neighbors are all being prodded by the French to jump on the nuclear bandwagon.

If Iran can come under enough pressure in its own neighborhood, the United States could have a better chance in forcing the Iranians to the negotiating table and securing a deal over Iraq that would free up U.S. military bandwidth and potentially contain Iran’s nuclear ambitions.

But the Gulf Arabs are walking a tightrope, and even with nuclear sweeteners are unlikely to take any bold steps against their Iranian neighbor. Iran has strategically reached out to key Arab states to convince them of the benefits of cooperation in reshaping the regional balance.

These Arab states, particularly in the Gulf, are well aware that Iran’s array of Shiite militant proxies throughout the region could cause trouble for many of these regimes at home. In the minds of the Arab governments, it is better to deal on some level with the Iranians diplomatically than to push them to the edge of a military confrontation that could end up blowing up in their faces.

Following this French-U.S. charm offensive, Iran will be sure to do its part in convincing the Arab states of the risks of taking an anti-Iranian stance in the Persian Gulf.

By itself, this tool will not do the job. No matter which way the Gulf Arabs turn, they face a risk, and will thus have to maintain their balancing act until Washington and Tehran sort out their differences on Iraq.

But if Washington can manage to use diplomacy with the Arabs and the appeals of nuclear energy, along with a sophisticated diplomatic offensive in Iraq, there is still some hope for a comprehensive deal with Iran.


A Rússia se preocupa infinitamente mais com um Irã que viesse a ter armas nucleares do que os EUA ou mesmo a Europa.

Primeiro, pq as relações entre ambos sempre foram péssimas. Segundo, pq são vizinhos e dividem uma longa fronteira. Terceiro, pq a Rússia, em conjunto com a Inglaterra, invadiu o Irã em 41... e só saiu em 46 — e os iranianos nunca esqueceram isso.

http://en.wikipedia.org/wiki/Anglo-Soviet_invasion_of_Iran

Catellius disse...

Caros amigos,
Não sei como colocar apenas um resumo de cada artigo na página principal, para um novo e longo post não sepultar o anterior.

Alguém sabe como fazer isso?

André disse...

Nem eu. Acho q no Wordpress dá pra fazer isso com facilidade, o Wordpress é legal, mas nunca tentei, pq gosto do post inteiro, não daquele pedacinho com um "read more".

Claro q visualmente pode ficar mais bonito assim, do jeito q vc quer. Bom, é uma questão de gosto.

Mas olhei, olhei as opções daqui, no meu, e nada. Não achei.

Raphael Piaia disse...

Pode ser, André, mas creio que a preocupação principal do Irã ( e da Rússia), hoje, são os EUA. Tenho a impressão que essa aproximação e cooperação nuclear de Rússia e Irã foi um meio que Putin encontrou de manter os olhos em seu vizinho – podendo estar por dentro de seus projetos nucleares - ao mesmo tempo que seu país pode posar como parceiro do mesmo.

Quanto à nova parceria franco-americana para defesa, espero que o acordo para a base naval seja verdadeiro. Franceses e Americanos partilhando políticas comuns, quem diria...

Catellius disse...

O problema, André, é que temos posts muito longos. Quando há um intervalo de dois ou três dias entre as postagens não vejo muito problema em que aparecerem integralmente. Agora, com mais membros, creio que será melhor expormos apenas o primeiro parágrafo de cada post para que pelo menos os três últimos apareçam na tela inicial sem que o leitor canse o dedo médio de tanto usar o scroll do mouse – isto caso ele se dê ao trabalho...

Bom, mas nem sei como fazer isso. O Bocage indicou um tutorial. Vejamos como o trem funciona...

Abração!

a.h disse...

Catellius,
Mais uma vez, obrigado!

André e Heitor,
Excelentes insights! Mas, não tenho resposta para isto... Tendo a crer numa perspectiva anti-isolacionista, mas se isto impediria Hitler de chegar onde chegou, não sei, apenas conjecturo.

"Conjecturo" existe? Podem corrigir meu português a vontade. É um favor que me fazem...

Dizem as más línguas (ou seriam boas?), que o OdeC ficou putinho com o Constantino porque este lhe corrigiu o uso do "mim" ou "eu", sei lá...

Quanto ao Isolacionismo vs. Intervencionismo pode ser melhor pecar pelo excesso que pela falta. Sei lá! Vou dormir que amanhã tenho que entregar jornal. Sim, como 'desempregado' tenho que fazer renda com bicos.

Sinceramente, eu preferiria uma sinecura petista...

André disse...

Claro, Irã e Rússia sempre vão se preocupar muito com os EUA. Coma Europa também. Essa cooperação nuclear, no entanto, é uma maneira da Rússia estar sempre presente ali, na área, porém sem ajudar efetivamente o Irã. O primeiro carregamento de combustível nuclear pra lá levou quase 10 anos pra sair, se é q saiu, há algumas semanas. E faltam várias peças críticas para q as usinas de refinamento de urânio e de energia iranianas possam funcionar normalmente, pq a Rússia está enrolando os caras há anos. Claro, eles sabem exatamente o q não dar pra q quase nada funcione. Agora usam a mesma tática com o sistema de mísseis S-300 (links pra isso num comentário mais acima).

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/12/28/bushehr-stalling/

http://execoutcomes.wordpress.com/?s=Bushehr

Enquanto isso, a Rússia experimenta movimentos novos, testando as águas do Mediterrâneo:

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/12/03/a-potential-mediterranean-move/

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/12/03/damascus-view-of-russias-mediterranean-ambitions/

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/12/18/russia%e2%80%99s-northern-fleet-in-the-mediterranean/

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/12/07/another-russian-naval-move-to-the-mediterranean/

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/12/07/naval-prospects-in-russia/

Mas problema sério esse ano talvez saia do Kosovo.

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/12/19/the-asymmetry-of-perceptions-just-perfect/

Acho q muita coisa interessante ainda vai acontecer com o Sarkozy e a nova postura da França. Quem diria mesmo...

Catelli, às vezes isso pode ser feito da maneira mais difícil, q é alterando a HTML do blog, tem uma seção nele q abre um retângulo cheio de linhas de programa, aquilo É o blog, na verdade, está tudo ali, estruturado em linguagem de computador. Ali vc pode alterar tudo, inclusive fazendo coisas q, imagino, o Blogger não permitiria pela via normal. Mas eu não sei mexer com isso. Monto um computador inteiro, já fiz isso, mas de programação entendo pouco. E ainda preciso aprender a fazer formatação de HD do jeito certo e backup. Só de hardware é q entendo pra valer.

Heidrich, não sei se é conjecturo ou conjeturo, he, he.

O Olavo deve ficar puto com qualquer tipo de correção. Ainda mais num assunto tão banal quanto gramática, já q ele está acostumado a viver nas estratosferas da filosofia aristotélica.

Vc tem q entregar jornal e eu tenho q sair da internet e estudar mais. Se bem q já consegui reduzir bastante o uso disso daqui. E ainda quero ver se pego um filme no cinema hoje à noite.

Ricardo Rayol disse...

Em resumo, cão que ladra não morde.

Catellius disse...

IMPORTANTE!!!!!!

Graças a uma dica do Bocage, encontrei um jeito de fazer aparecer apenas a introdução de cada post e o link "clique aqui para ler mais". Aumentei de 10 para 20 o número de posts por página. Acho que assim mais posts serão acessados.

Criei um "filtrar textos por autoria", adicionando um tag com o nome do colaborador a cada post de sua autoria, sem acento (Andre).

O Blogspot não cria um sumário automaticamente. Por isso criei um modelo de post. Toda vez que vocês clicarem em "criar novo post", no campo de texto aparecerá o seguinte:

ESCREVA AQUI O SUMÁRIO DO POST
< span class="fullpost" >
ESCREVA AQUI O RESTANTE DO POST
< /span >

Ou seja: substituam o "ESCREVA AQUI O SUMÁRIO DO POST" pelo sumário, deixem o "< span class..." no ponto em que vocês desejarem quebrar o texto (no blog aparecerá automaticamente um "clique aqui para ler mais..."), escrevam o restante do post no lugar do "ESCREVA AQUI O RESTANTE DO POST" (he he he) e mantenham o < /span > no final de tudo.

Abraços

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