23 janeiro 2008

Mídia com dois rostos

Ao longo de 2003 a 2006 escrevi no Mídia Sem Máscara. Aqui estão algumas razões para minha saída. Infelizmente, o pretenso media watch deixou seus propósitos iniciais para adotar mais uma máscara, a do fundamentalismo religioso. Nada condenável, se fosse assim explicitado...

Os textos iniciais de Olavo de Carvalho eram, realmente, bons. Mas, pouco a pouco ele foi abandonando aquela classe e estilo culto que, hoje, não vejo mais. Passou a adotar, cada vez mais, um "estilo baixo". Tão ao gosto de um bando de fanáticos que o idolatram. Tudo bem, ser duro, cru, mas não é só isto, o conteúdo foi, pouco a pouco, sendo colocado de lado. Gradualmente, a Religião parecia se sobrepor à Razão e, daí para frente, tudo que se referia ao Iluminismo, principalmente na cultura francesa, se tornou alvo de uma crítica injusta e anacrônica. Em seguida, começou, sofisticamente, a nivelar por igual ateísmo e totalitarismo comunista, o que é uma grande falácia, em que pese o fato do próprio Carvalho já ter afirmado ser o marxismo uma nova religião. O guru se contradiz. Confira aqui uma crítica à isto.

Carvalho não percebe (ou não lhe é conveniente perceber) vários matizes anti-socialistas. Prefere optar por criar uma dicotomia entre um Bem (supremo) e o Mal (mitificado, como além humano). Da crítica ao ateísmo, Carvalho passa, sumariamente, a condenar toda a Teoria da Evolução, sem entender patavina do que Darwin fez ou escreveu. Chegou, insanamente, a procurar criticá-lo em suas influências religiosas! Isto é o mesmo que procurar "desvendar" os meandros de uma filosofia a partir de um divã. Em muitos, seria algo perdoável por ignorância, mas no caso dele, dada a quantidade de informação que porta, ou é (1) mau-caratismo; (2) o que é pior, fanatismo.

Da mesma forma que ele, o defensor do fundamentalismo cristão em nossos tristes trópicos advoga ser necessário conhecer a cultura clássica, a filosofia medieval etc. e acusa nossos professores de não serem suficientemente afeitos a tal empreitada, no que concordo em gênero, número e grau, ele não se dá ao mínimo trabalho (já que a priori quer criticar Darwin) em discutir (por que não leu, provavelmente) uma obra como A Origem das Espécies. Nem conhece o lamarckismo, nem conhece a crítica renovadora de um Stephen Jay-Gould. Este está para a Teoria da Evolução, como Hayek está para o Liberalismo Clássico, um crítico construtivo. Leia o fabuloso A Galinha e seus Dentes (há uma versão compacta nas livrarias, também). O capítulo, “O Anel de Guano” sobre aves nas Galápagos é algo que nenhuma Teologia dá conta de contemplar.[1]

Note que quando se refere ao terrorismo árabe, opta por "totalitarismo" ao invés de "fundamentalismo" e, como me disseram seus redatores pessoalmente, "eles [os terroristas] não são fundamentalistas!" Como se algo bom existisse na possibilidade de fundamentar a sociedade em uma religião.

Marxistas são piores do que Marx, freudianos são piores do que Freud, mas Olavo de Carvalho consegue ser exceção a regra, os “olavetes” não são tão ruins quanto o próprio guru. Mas, há os que se esmeram em se equivaler ao mestre... Veja a defesa da Inquisição por parte de um deles, Comparações equivocadas que pretendeu criticar o lúcido artigo de Janer Cristaldo. Como se não bastasse, veja a deturpação absurda que faz outro “olavete” do excelente Cruzada de Ridley Scott em Filme triste. Nesta crônica, José Nivaldo Cordeiro acusa a película de ser anticristã apenas porque acusa erros históricos dos dois lados da contenda na disputa pela “terra santa”. Há vários artigos em que o conservadorismo chulo desdenha implicitamente, sem o saber ou explicitamente, quando baseado na fé dos princípios da Liberdade.

Outro exemplo: veja o que escreveu o excelente Diogo Costa em Libertarianismo de palha e a destemperada réplica recebida aqui e aqui de um “perfeito idiota religioso” que se diz “muçulmano sufi”... aquele muçulmano do tipo mais "espiritual". Não sem receber outra tréplica (com classe que não merecia) em O Conservadorismo mal retratado. Não são fofocas apenas, se trata de um curso de fanatismo do site que cada vez mais se afirma.

Um de seus gurus é um paranóico chamado Jeffrey Nyquist, quem escreveu uma ode anti-democrática em Democracia vs. Propriedade, a qual revidei em Democracia E Liberdade. A contraposição que pretendem fazer à democracia, não parte de uma leitura liberal, mas de clichês anti-socialistas. Se quisermos entender este regime político (e propor) um modus operandi mais racional, não dá para simplesmente vomitar por aí que "democracia é coisa de socialista", como fazem os olavetes.

Isto tudo não é gratuito. Carvalho deixou embriões... do perspicaz O Imbecil Coletivo passou para o confuso e sofismático O Jardim das Aflições que deveria se chamar, mais apropriadamente, de “O Jardim das Alucinações” em que faz defesa (minimizando a culpa) da Igreja Católica Apostólica Romana em suas atrocidades.

Para mim, o Mídia Sem Máscara hoje é um site que detém elementos claramente totalitários. E isto parte da chamada “filosofia de Olavo de Carvalho”.[2] Mas, seu maior erro é se julgar “sem máscara” enquanto que, na verdade, apresenta dois rostos: um anticomunista e outro tão totalitário quanto o comunismo, o do fundamentalismo religioso em campanha contra o estado laico e a pluralidade de opiniões intrínseca à democracia.
[1] Tive três artigos censurados em que defendia o evolucionismo frente à perspectiva criacionista que se afirmava cada vez mais. Clique aqui para conferi-los: Garrinhas de Fora; Neodogma Ambiental e Controle Social; Criacionismo de Caso; e este para uma perspectiva de um problema social, no qual nossos liberais não se posicionam nem tampouco sugerem algo, Tropeçando no Problema. Os redatores do Mídia Sem Máscara teriam todo o direito de bloquear artigos que não lhe conviessem, caso ficasse explícito sua linha editorial. No espaço conferido a isto no site, “Quem somos” (acessado em 23 de janeiro de 2008) não há nada de específico contra artigos anti-religiosos. Este detalhe faz do site ser tão “mascarado” quanto àqueles que se faz algoz.

[2] Filosofia vírgula! Olavo de Carvalho não apresenta um sistema filosófico para assim caracterizá-lo. O que temos aí é muito mais uma série de excertos de pensamentos que visam, sobretudo, justificar uma visão gnóstica do mundo ao fundir vários princípios religiosos como uma verdadeira pout-pourri de diversos fundamentalismos religiosos. Ainda estende os mesmos para a análise política e geopolítica não deixando, claro, de portar as recorrentes teorias conspiratórias. O que, digamos, é mais apropriado para debates de boteco ao sabor etílico do que uma monástica pesquisa. Conferir meu Conspiração, Eu Quero Uma Pra Viver, no qual critico, dentre outras, sua obsessão pelo Foro de São Paulo. Esta quimera que o “filósofo” e péssimo jornalista acusa como uma bem articulada organização internacional latino-americana.

8 comentários:

André disse...

O Falcão falou isso pra Hebe? Que legal. Ela e a Oprah Winfrey são duas lontras.

Esse War - Império Romano deve ser bom, mas não tenho com quem jogar.
Eu tenho 31 e joguei esse Jogo das Nações, ou outro, não sei, que era só Oriente Médio.

Mas o melhor, mais completo, jogo de tabuleiro q já joguei foi Supremacia. Guerra convencional, nuclear, econômica, alianças, formação de blocos, tinha tudo. Muitas unidades e regras, mas não era difícil.

Até hoje não aprendi a jogar xadrez. Mas já li sobre as regras e até sobre o xadrez de Capablanca, uma variação criada por esse grande mestre cubano.

Olavo de Carvalho no começo era bom mesmo.

Cruzada é um filme excelente. Todo mundo ficou bem retratado ali. Pena que foi mutilado, na 1ª vez q vi já notei isso, alguns cortes eram muito bruscos. Em dvd, importado, a verrsão estendida custa uns 130 ou 150 R$. E é bem melhor que a oficial.

Olha o q esse idiota desse Nivaldo escreveu: “Não escapa ao observador atento a semelhança física entre o ator que encarna Saladino, Ghassan Massoud, com o terrorista Bin Laden.”

Nada a ver. Aliás, ele está ótimo como Salah Al-Din

Esse Nyquist é famoso. Acho q é o mesmo q fala em soft power norte-americano. Bom, democracia no Iraque é conversa, sempre foi. Além do mais é impossível. Mas acho q ele se perdeu um pouco naquele artigo sobre democracia e liberdade.

Ricardo Rayol disse...

Nãoen tendona dade filosofia, barata ou não. Mas desconfiod daquele que,a pretexto de cruzadas obscuras, pede dinheiro para a causa. A histeria que combate o lulismo, por exemplo, é muito suspeita.

André disse...

Gostei do porco cíclope.

André disse...

Se bem q ele pode ter mais dois olhos, um de cada lado, q não aparecem na foto...

Heitor Abranches disse...

Anselmo,

Na minha opinião, as grandes religiões como o budismo, cristianianismo e islamismo são como holdings que envolvem um conjunto de seitas que tem um número mínimo de elementos comuns.

Assim, no catolicismo, por exemplo temos vários "carismas" como os jesuítas, salesianos, cães de Deus, a turma da Teologia da Libertação, e por aí vai.

O papel do velho Inquisidor Ratzinger era justamente 'administrar' as divergências. Um ponto que para mim é claro é que elas são muito maiores do que aparecem.

Até onde eu sei, o Ratzinger não proibia ninguém de pensar ou discutir dentro da Igreja. Ele só proibia a publicação de livros por 'empregados' da matriz que ameaçassem o consenso que sustenta a organização.

Neste sentido, qualquer crítica que se faça a Igreja pode encontrar muitos simpatizantes nela própria e o debate teológico tem tantos níveis quanto os níveis das pessoas envolvidas.

Talvez fosse possível uma crítica ao papel da Igreja como agente político e as coalizões da Turma da Teologia da Libertação com o PT ou de alas mais liberais com outros mas mesmo os interesses mudam de tempos em tempos e como já dizia o Lula, a arte da política é a capacidade de fazer alianças com os inimigos.

Heitor Abranches disse...

23/01/2008
Temor a Chávez faz classe média venezuelana buscar refúgio no sul da Flórida

Kirk Semple
Em Weston, Flórida

Em dezembro de 2002, Ariel Dunaevschi, na época proprietário de uma rede de lojas de móveis em Caracas, Venezuela, estava de férias em Nova York com sua família quando oponentes do presidente Hugo Chávez convocaram uma debilitante greve dos trabalhadores na esperança de deixar o governo dele de joelhos.

Enquanto o protesto prosseguia, paralisando a indústria do petróleo do país e devastando a economia, os Dunaevschis viram um futuro muito incerto para a Venezuela e chegaram a uma dolorosa decisão: seria melhor permanecerem nos Estados Unidos.

Eles voaram para a Flórida e alugaram uma casa aqui em Weston, uma cidade suburbana a oeste de Fort Lauderdale que se tornou tão popular entre os imigrantes venezuelanos que é conhecida como Westonzuela.


Manuel Corao, diretor do Venezuela al Dia, um dos jornais da comunidade na Flórida

"Eu tinha um negócio na Venezuela, eu tinha lojas em Caracas, tudo estava funcionando perfeitamente", disse Dunaevschi, 39 anos. "Eu abandonei tudo." Ele acrescentou: "Eu comecei aqui do zero".

Os Dunaevschis são parte de uma onda de venezuelanos, a maioria de classe média e alta, que fugiram para os Estados Unidos à medida que Chávez aumentava seu controle das instituições políticas do país, impondo sua visão socialista e ameaçando promover um maior controle do Estado sobre muitas partes da economia.

Apesar de muitos terem conseguido estabelecer residência legal e obter o green card (o visto de permanência), seja por meio de negócios ou casamento, outros permaneceram aqui ilegalmente.

O aumento da emigração é um exemplo de como as realidades políticas e sociais da América Latina se refletem imediatamente nas ruas do sul da Flórida, uma dinâmica que passou a definir esta região no último meio século.

Muitos venezuelanos conseguiram transferir parte de sua riqueza ao se estabelecerem nos Estados Unidos. Por dois anos, Dunaevschi voava para Caracas a cada dois meses carregando malas vazias, que ele enchia com os pertences essenciais de sua família e os transportava de volta para Miami.

Em Caracas, ele dispensou os empregados da família, vendeu seus carros, móveis e propriedades e no final fechou seu negócio. Enquanto isso, em Miami, ele abriu uma nova empresa de móveis e se estabeleceu em sua nova vida americana.

Segundo dados do censo, a comunidade venezuelana nos Estados Unidos cresceu mais de 94% nesta década, de 91.507 em 2000, o ano após Chávez assumir a presidência, para 177.866 em 2006. Grande parte de tal aumento ocorreu no sul da Flórida, tornando a comunidade venezuelana uma das subpopulações latinas que mais crescem na região nesta década. De muitas formas, o afluxo de venezuelanos lembra a emigração cubana provocada pela derrubada de Fulgêncio Batista por Fidel Castro, em 1959, e sua imposição de um Estado socialista.

Manuel Corao, diretor de um dos vários jornais venezuelanos publicados no sul da Flórida, disse que o principal motivo para a emigração é o temor de que Chávez altere significativamente a qualidade de vida para as classes média e alta.

"O principal motivo é o temor de mudança no dia a dia, a perda da propriedade privada, a perda da independência para o governo, o temor de perda de direitos constitucionais e das liberdades individuais", disse Corao, que se mudou permanentemente para a Venezuela em 1996 e dirige o "Venezuela al Dia", um tablóide publicado três vezes ao mês com redação em Doral, um subúrbio de Miami onde venezuelanos se estabeleceram.

Como muitos dos cubanos que vieram para o sul da Flórida no início dos anos Castro, a maioria dos venezuelanos que chegou durante os primeiros anos do governo Chávez provavelmente não esperava permanecer muito tempo.

"Eles não achavam que Chávez duraria tanto, então muitos venezuelanos mudaram suas famílias para um local próximo, e o local mais próximo nos Estados Unidos é Miami", disse Thomas D. Boswell, professor de geografia na Universidade de Miami.

Fincando raízes no sul da Flórida, os venezuelanos transferiram seu dinheiro para bancos americanos, se casaram e divorciaram, abriram negócios, se tornaram ativos na política local e viram seus filhos se formarem em escolas americanas.

A decisão de Dunaevschi de manter sua família nos Estados Unidos foi facilitada por sua esposa, de quem está se divorciando, ser uma cidadã americana. "Eu podia trabalhar", ele disse. "Mas para muitas pessoas sem documentos, é mais complicado."

Como muitos venezuelanos que vieram recentemente para o sul da Flórida, Dunaevschi passou por uma mudança significativa em seu padrão de vida. Diante de um custo de vida muito mais alto, ele abandonou alguns luxos que tinha na Venezuela, como chofer e um quadro de funcionários domésticos.

"A vida era muito boa lá", ele disse. Mas como muitos venezuelanos aqui, ele não consegue imaginar um retorno enquanto Chávez estiver no poder, um sentimento semelhante ao de muitos exilados cubanos, que não retornarão a Cuba até que Castro morra.

"Eu não considerarei isso enquanto aquele sujeito estiver lá", disse Dunaevschi.

Até mesmo a derrota da reforma constitucional de Chávez em dezembro, que lhe permitiria permanecer na presidência indefinidamente, não ofereceu muita esperança para a comunidade de exilados. Enquanto isso, os exilados venezuelanos prosseguem com suas vidas aqui.

Atualmente há pelo menos cinco jornais e revistas com notícias sobre a Venezuela e a comunidade venezuelana no sul da Flórida. Os venezuelanos abriram restaurantes e padarias, empresas, organizações políticas que tratam de assuntos tanto americanos quanto venezuelanos, e até mesmo um centro médico para venezuelanos de baixa renda.

"Nós desatracamos o barco na Venezuela e agora estamos aqui", disse Ernesto Ackerman, que dirige uma empresa de suprimentos médicos em Miami. "E atracamos neste porto."

Ackerman também é presidente da Cidadãos Venezuelanos-Americanos Independentes, um grupo que está tentando encorajar a participação dos venezuelanos na política local. Ele e outros líderes comunitários dizem se inspirar no exemplo dos cubanos, que passaram a dominar a política do sul da Flórida, mas reconhecem que os venezuelanos ainda estão na infância política aqui.

Os venezuelanos são superados em número no sul da Flórida pelos cubanos, porto-riquenhos, colombianos, mexicanos, nicaragüenses e dominicanos, segundo dados de um censo de 2006, mas os líderes venezuelanos acreditam que sua população pode ter saltado para o quarto lugar nesta lista, acima de 100 mil, levando em consideração aqueles que permaneceram após a expiração de seus vistos de turista.

A crescente população venezuelana foi uma bênção para os bancos de Miami, já que muitos venezuelanos trouxeram seu dinheiro para cá. Ken Thomas, um analista do setor bancário em Miami, disse que o tamanho de tal afluxo de capital é incerto, apesar de ter dito que "claramente está na casa de bilhões".

"Uma das coisas interessantes sobre o sul da Flórida é que quando a América Latina está se saindo bem, nós nos saímos bem", disse Israel Kreps, que cuida das relações públicas do Mercantil Commercebank, um banco de propriedade venezuelana com sede em Coral Gables. "E quando a América Latina vai mal, nós nos saímos bem." Para muitos venezuelanos, a mudança teve um custo emocional. Em troca de uma relativa segurança política e econômica nos Estados Unidos, eles sofrem com o deslocamento cultural e a saudade do lar, familiares para imigrantes de todas as partes.

Um local onde buscam amizade é El Arepazo, um pequeno restaurante venezuelano ao estilo café ligado a um posto de gasolina da Citgo, em Doral.

"Ele se tornou ponto de comemorações e protestos", disse Carlos Nunez, 46 anos, um venezuelano que se mudou para Miami em 2000 e atualmente é dono de uma empresa que vende equipamento pesado de construção. "Nós comemoramos os fracassos de Chávez e lamentamos os sucessos de Chávez."

Em uma recente noite de quinta-feira, várias dezenas de pessoas -a maioria homens, venezuelanos- se reuniram no El Arepazo para uma sessão semanal de jogo de dominó. As partidas eram animadas, os jogadores ruidosos. Eles apupavam uns aos outros e o noticiário nas sete telas de TV no El Arepazo, que exibiam novelas venezuelanas e a cobertura da comemoração de Chávez com duas mulheres colombianas, cuja libertação foi negociada por ele junto aos rebeldes colombianos.

Daniel Garcia, 34 anos, um promotor de eventos em Miami, estava em pé em um canto assistindo aos jogos. Garcia se mudou da Venezuela para Miami em 1996, para assumir um emprego de verão distribuindo a revista de entretenimento de um amigo. Mas ele acabou permanecendo mais tempo do que o esperado, e assim que Chávez chegou ao poder em 1998, ele decidiu tornar sua mudança permanente.

"Não havia dúvida de que eu não voltaria", ele disse. "De jeito nenhum."

Garcia atualmente está casado e tem um filho. Ele disse que locais como El Arepazo mantêm ele e outros venezuelanos unidos e ajuda a matar a saudade de casa.

"Por um instante é possível esquecer de Chávez, esquecer de Miami, beber sua cerveja, insultar todo mundo, se divertir", ele disse. "É uma forma de esquecer de tudo."

Tradução: George El Khouri Andolfato

André disse...

E lá se vai mais um. Uma. Depois daquele ator e do Heath Ledger, morreu a Dora Bria, 49 anos, a gata do windsurf. Sua Mitsubishi L200 bateu numa carreta Volvo no interior de Minas. Que coisa...

a.h disse...

Putz, Heitor! Tua análise sobre como funcionam as grandes religiões (holdings de poder) é assaz interessante. Se eu tivesse conhecimento sobre Teoria dos Jogos e a própria história dessas "holdings" daria pano pra manga...

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