21 janeiro 2008

A Aurora do Mal


Proibiram o Counter-Strike no Brasil. E o role playing game de fantasia Everquest. Sabem do que estou falando? Esses jogos influenciaram muita gente má ao longo da História, de Adolf Hitler e Mao aos serial killers John Wayne Gacy e Ted Bundy.

E não vamos nos esquecer do Sr. Charles Montgomery Burns, de Springfield. Os videogames são a aurora do mal, the dawn of evil...

Até parece.

Esses jogos foram considerados “nocivos à saúde”, tsc, tsc... Nocivos à saúde? Só se for a do sedentário que passa 10 horas por dia jogando e consumindo Cheetos. Se for nocivo à mentalidade do infeliz, este tem que ter uma cabeça muito fraca e pais muito ausentes para acontecer do moleque querer matar os colegas da escola e seqüestrar a tia da cantina.

Duas esquisitices: a ação foi requerida pelo Ministério da Aeronaútica. Da Aeronáutica??? É, ele mesmo. E o processo não é contra a Electronic Arts, distribuidora do jogo, mas contra a União.

Alguns trechos do que andei lendo. Pelo visto, estão nessa o juiz de menores Siro Darlan, do Rio (que disse que Counter é uma “fábrica de bin Ladens”, sem comentários), a 17ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Minas e até uma notinha do Procon de Goiás:

“(…) traficantes do Rio de Janeiro seqüestram e levam para um morro três representantes da Organização das Nações Unidas. A polícia invade o local e é recebida a tiros (…)”

Só pode estar brincando. Tropa de Elite explode no Brasil. A maior pirataria. Aposto que os camelôs nunca lucraram tanto com um filme, que, basicamente, é a MESMA COISA que o Counter-Strike, nas poucas seqüências de ação que tem. Vejam o tamanho da hipocrisia. Os índios de Rondônia já devem ter assistido esse filme, mas será que já jogaram CS?

“O jogo “Counter Strike” (reféns, bomba, fuga, assassinato, armas, técnicas de guerra, táticas de guerrilha) reproduz a guerra entre bandidos e policiais e impressiona pelo realismo. O jogo foi criado nos Estados Unidos e adaptado para o Brasil. No vídeo-game, traficantes do Rio de Janeiro seqüestram e levam para um morro três representantes da ONU. A polícia invade o local e é recebida a tiros.”

Ui, ui, ui! Que mané... o jogo não foi “adaptado para o Brasil”. Alguém, por sinal muito bom, com um editor de níveis, criou esse mapa, mais um famoso MOD (de Modified Version, versão modificada), coisa que trocentos zilhões de adolescentes fazem no mundo inteiro, com dezenas de jogos de tiro, não apenas esse. O mapa é o cs_rio, fácil de encontrar na internet, jogava muito em lan houses lá por volta de 2001, 2002 e adorava. Pra quem não sabe, dá pra jogar offline, fora da internet, contra “bots” (inimigos controlados pela CPU, pelo computador). E é um bom mapa, por falar nisso. Boas posições de tiro e o aperto e desnível de uma favela são mesmo uma desgraça pra quem está subindo um morro.

No entanto, CS oferece pencas de mapas com as mesmas características. Hoje nem jogo mais esse nível, a não ser que encontrasse o MOD dele para o CS: Source, a nova versão. Não me interessa mais jogá-lo no Counter original, antigo, pois os gráficos são muito ruins, datados.

A propósito, proibiram o CS: Source também? Porque, que eu saiba, quase ninguém mais joga o CS velho. Ah, esses experts que decidem nossas vidas, tão bem informados.

“O participante pode escolher o lado do crime: virar bandido para defender a favela sob seu domínio. Quanto mais PM´s matar, mais pontos. A trilha sonora é um funk proibido. Nessa escala de violência, cada um escolhe suas armas: pistolas, fuzis e granadas. Na visão de especialistas, o jogo ensina técnicas de guerra, haja vista o jogador deve ter conhecimento sobre táticas de esconderijo, como se estivesse numa guerrilha.”

Levando essa lógica ridícula ao pé da letra, deveriam proibir também Sun Tzu e Maquiavel.

Como em todo mapa de CS, trata-se de terroristas versus contra-terroristas, mas tudo bem, vamos dar essa folga para o juiz e os “especialistas”. Vamos imaginar traficantes contra o BOPE. Mas CS não ensina técnicas de guerra — risos — por mais que você vicie e fique bom na coisa. Na melhor das hipóteses, te dá bons reflexos.

“O jogo “Everquest” leva o jogador ao total desvirtuamento e conflitos psicológicos “pesados”, pois as tarefas que este recebe, podem ser boas ou más. As más vão de mentiras, subornos e até assassinatos, que muitas vezes depois de executados, o jogador fica sabendo (ou não) que era apenas uma armadilha para ser testado para entrar em um clã (grupo).”

Everquest entrou de feliz na história, nem tem distribuição oficial no Brasil. É um RPG de fantasia da Sony. Já matou alguns doidinhos mundo afora, gente que não conseguia desgrudar da tela, se tornava dependente e morria, sei lá, de inanição. O mingau dentro do cerebrinho fritou. Já joguei, é muito imersivo, um universo vasto, mas RPG não faz meu estilo, apesar de gostar de Tolkien — e esse e vários outros jogos são claramente inspirados na obra dele e no mundo de Dungeons & Dragons.

Mas Everquest tem violência no nível do desenho Caverna do Dragão, francamente... É um jogo singelo. Sem sangue, sem possibilidade de sair passando fogo em civis — aldeões seria a palavra mais adequada, afinal, é fantasia...

De qualquer maneira, se o que se quer é sangue, há RPGs infinitamente mais sombrios que não foram proibidos, como a série The Elder Scrolls: Oblivion, vastíssima, com possibilidades quase infinitas, e que já deve estar na quarta ou quinta expansão, ou expansion pack. Um barato, para quem gosta do gênero. Já meu negócio é dar tiros e experimentar alguma simulação de combate. Mas algumas das expansões, como Oblivion — Shivering Isles, são mesmo belíssimas.

Quanto a isso de “tarefas boas ou más”, não são nem tanto as tarefas, mas o grau de liberdade do jogador que lhe permite seguir um caminho bom, outro perverso e dezenas de outros mesclando altruísmo e perversidade, crueldade, violência, etc et tal. RPGs sem alto grau de liberdade não tem graça.

Além do mais, Everquest é bem mais complexo do que a análise da trama divulgada e trata-se de uma mídia social sobre a qual incidem diversos pontos de vista, inclusive os bons. Nada, absolutamente nada, nem uma simples barra de cereal deixa de ter um lado negativo e outro positivo.

Voltando ao Tropa de Elite, uma pequena digressão:

Em uma leitura tão cretina quanto a dos “especialistas”, diante da impossibilidade de saber quem são esses caras, podemos imaginar que recentemente uma modificação foi feita e, ao jogo, foi acrescentado o batalhão Tropa de Elite, que se popularizou após o filme de José Padilha.

Isso fez com que os jogadores preferissem o lado da polícia em oposição ao lado dos bandidos. O game foi proibido porque você não pode escolher se integrar a uma ONG de direitos humanos que atua na favela. Hackers teriam que criar uma ONG de direitos humanos no qual seus integrantes fumam maconha e redistribuem drogas em universidades de elite, evidentemente influenciados pelas cenas do filme, o que seria igualmente considerado anti-ético.

O desvirtuamento por parte dos jovens é que agora eles preferem combater os narcotraficantes e não a polícia, como acontecia desde 1999...

Fim da digressão.

“Os jogos violentos ou que tragam a tônica da violência são capazes de formar indivíduos agressivos, sobressaindo evidente que é forte o seu poder de influência sobre o psiquismo, reforçando atitudes agressivas em certos indivíduos e grupos sociais.”

Bom, isso é, em última análise, infantil. Não vou negar minha vontade ocasional de pegar um fuzil de precisão Sig Sauer, ajustar a sniper scope e mandar bala em alguns alvos (calma, esses foram selecionados, fizeram por merecer), mas não acho que mais ou menos horas de CS vão me levar a isso. Hoje, venho jogando muito Crysis, presentinho de Natal. Minha máquina quase não rodou, foi ao limite com esse, por causa do grau de detalhamento gráfico, altíssima qualidade. O mais puro combate num arquipélago cheio de soldados norte-coreanos. E, em matéria de violência, que é o nosso bone of contention aqui, o osso que queremos abocanhar, deixa CS caído no meio-fio.

“Todo consumidor goiano que se deparar com a distribuição e comercialização dos jogos virtuais “Counter-Strike” e “Everquest” deve acionar o PROCON/GO, via telefone 151 ou por meio do e-mail: consulta@procon.go.gov.br, visando a apreensão destes produtos.”

Que se “deparar”, essa foi boa... Mas vão apreender o quê, Dona Maria? E como? O meu CS não é pirata, é original, veio de graça com outro jogo, mas poderia baixá-lo por zero reais em algumas horas na internet se eu quisesse. Ou comprá-lo com o meu amigo, o contrabandista da feirinha, esse patriota malgré lui. E aí, vão fazer o quê? Fechar o Steam, serviço online da Valve, o fabricante do jogo? É pelo Steam que eu atualizo meu CS: Source e outros jogos da Valve. E jogo online se quiser.

O nível de desconhecimento de quem toma essas decisões é abissal. Algum desses idiotas já jogou esses games? Acho que não.

Eles podiam aproveitar e queimar tudo em praça pública, como os governos autoritários que gostam de fazer isso. No passado, o governo brasileiro já proibiu alguns jogos como Carmageddon, Postal, Doom e Grand Theft Auto. Jogos toscos, diga-se de passagem.

O Sr. Juiz parece não saber que na internet dá pra encontrar, com relativa facilidade, informações sobre montagem de bombas. O que sempre termina com o aspirante a wahabita se explodindo, se este for em frente com a coisa, porque montar bombas lendo instruções ou fazendo curso por correspondência é no mínimo suicida. Mas acho isso bem pior do que o mapinha cs_rio do Counter.

Mas digamos que eu fosse um designer de jogos. Se o meu produto incomodasse e fosse proibido no Brasil, fuck it, porque eu posso muito bem hospedar o meu site na Suécia, onde está o PirateBay, e continuar com a minha vida.

Sem falar que a proibição só gera mais marketing para o jogo e aumenta vertiginosamente a vontade dos jogadores de querer jogá-lo.

O Juiz que determinou a proibição disse que Counter-Strike e Everquest "trazem imanentes estímulos à subversão da ordem social, atentando contra o estado democrático e de direito e contra a segurança pública, impondo sua proibição e retirada do mercado".

As senhoras gordas da platéia, aquelas, patuscas, que ficam se refastelando de tanto rir nas fileiras de trás do programa da Hebe (nas da frente ficam as mocinhas gostosas com carinha de raposa ou de passarinho), agora devem estar com medo. Subversão da ordem social, atentado ao estado democrático de direito e à segurança pública, hummm... não sei não, mas esse tal de Counter-Strike deve ser muito bom, se faz tudo isso. E ainda por cima excitando nossos imanentes estímulos, waaal...

O Procon agora cumpre decisões que cuidam da nossa psique. Ou psiquê. Como queiram. Mas é a nossa psique que sai psicologicamente abalada depois que fazemos uma reclamação ao Procon. Aliás, o telemarketing das companhias de celular causa sérios danos psicológicos, principalmente se você pretende cancelar o seu número. Isso sem falar na conta. Um dano psicológico e tanto.

Para esses “especialistas” em violência: amar, em maior ou menor medida, também pode causar danos psicológicos. Pode levar até ao assassinato.

E clique aqui para ver o game mais violento que conheço.

15 comentários:

André disse...

http://execoutcomes.wordpress.com/2008/01/21/vovo-hitler-hitler-posing-as-a-man-fond-of-children/

O+cioso disse...

Que porra de post é este?
kkkkk

Catellius disse...

Gostei do joguinho.
Os politicamente corretos esquerdistas deveriam proibir o Chaves. Ele é um menino pobre que passa fome e sofre humilhações, mora em um barril enquanto todos que possuem uma cama quentinha bem ao lado ignoram o fato de que certamente dorme agachado, é espancado pelo Seu Madruga, esnobado pelo Kiko, humilhado pela Dona Florinda, manipulado pela Chiquinha... e apanha, apanha, e faz "pipipipipi"...

Eu, quando era moleque, assistia Tom e Jerry, cowboys matando índios, e ganhava armas de espoleta - para ficarem mais realistas: PÁÁÁÁÁ - de aniversário.

E hoje os moleques têm que ficar assistindo Discovery Kids, cheio de personagens boiolas, mas os pais também deixam que assistam ao Jornal Nacional, afinal é reality show! E a revista da semana, com o "presunto" esquartejado na capa, fica em cima da mesa de centro da sala!

Mas Counter-Strike? Aí não pode!

Raphael Piaia disse...

O que aconteceu com jogos feito o bom e velho Age Of Empires?

A idéia da proibição não tem sentido. Claro que não é lá muito aconselhável que garotos na favela passem o dia aprendendo a matar a policiais nos vídeo games, mas o Estado não tem poder ( ou pelo menos não deveria ter) para arbitrar sobre o que adultos podem ou não jogar.

Já que o garoto propaganda do post é o Burns, fico imaginando o que aquele sujeito "grande" que tem a loja de quadrinhos nos Simpsons diria sobre a proibição.

André disse...

Ontem morreu um ator da Globo, Luiz Carlos Tourinho, que era muito bom.

E hoje, de overdose, se foi Heath Ledger, ótimo ator, que faz o novo Joker (bem insano, gostei) em The Dark Knight, o segundo filme da série Batman. Provavelmente a pré-produção do terceiro Batman está complicada agora, pq o personagem dele deveria aparecer em dois filmes.

Uma pena.

Ricardo Rayol disse...

Pelo que li por alto na noticia sobre o assunto se os motivos que levaram o luminar prócer justiceiro a essa decisão deveriam ser aplicados ao MST, ao governo e à pocilga.

André disse...

Brazil: The Implications of the Jupiter Field

Brazilian energy giant Petroleo Brasileiro (Petrobras) on Jan. 21 announced a new, potentially sizeable natural gas reserve near the Tupi oil field, which was discovered in November.

Although Petrobras did not disclose the size of the newest find, named Jupiter, it did confirm the huge potential of the area where the deposit was found — which is at least three miles deep and just under a salt crust formation below Brazil’s offshore waters — opening the door for yet additional discoveries.

The Jupiter discovery adds to Brazil’s already impressive energy resources; the Tupi field, which is believed to hold between 5 billion and 8 billion barrels of light crude, put Petrobras’ oil reserves higher than Royal Dutch/Shell’s and Chevron’s and barely below those of Exxon and BP.

Although Jupiter — like Tupi — will take years to develop, it gives Brazil a way to end its dependence on Bolivian natural gas, which is fraught with complications given the Andean country’s political and social problems. More importantly, it opens up essential questions for a country that is getting closer to becoming a full-fledged energy powerhouse.

The sudden availability of financial resources to invest in the country’s priority items, such as infrastructure and social programs, would open up major opportunities for mismanagement, graft and corruption. The Brazilian bureaucracy, already bloated and inefficient, would find itself in a perfect position to demand additional resources that will end up increasing corporatist politics and clientelism.

If Latin American history is any indication, the experiences of other regional energy players such as Mexico and Venezuela show that easy money can lead to debt, wastefulness, economic distortions and nationalism; Brazil’s recent history of responsible economic management and prudence would be put to the test. Petrobras could even face pressure. The company is 56 percent state-owned but is not state-run; it has an independent board of directors and efficient management, and is rapidly consolidating itself as a world leader in deep-water production. However, the government might be tempted to tamper with it after its recent exploration successes.

But perhaps the most significant outcome is not the financial and administrative challenges that will arise from Brazil’s pending mineral wealth, but the way in which that wealth weaves into Brazil’s ambition. Brazil is clearly the most powerful of the South American states in terms of population, economic strength and resources, but it lacks the heft to impose its will upon its neighbors.

Thus, Brazilian policy has largely been limited to half-hearted efforts to unite the continent economically, but such projects are expensive, and Brazil has never been capital rich. The country’s newfound oil wealth, however, raises the likelihood that Brazil can finally put some muscle behind its ambition and break out of the barrier surrounding it.

Mexico, with an economy roughly 75 percent the size of Brazil’s, would continue to be immersed in North American affairs and would not be a direct competitor.

Argentina, a historical rival of Brazil, would be irritated and would adopt the most antagonistic stance, while Venezuela would see its own influence challenged as it would no longer be the only significant energy player in the region.

Bolivia stands to be hurt most, since its cash-strapped government would struggle to find new markets for its natural gas.

A more assertive and powerful Brazil would put pressure on the region as a whole to become more competitive economically as a way of mitigating Brazil’s excessive influence. The fuel for that assertiveness — Brazil’s new energy discoveries — will force Brazil to navigate the steps to becoming a major energy market player while its neighbors ponder what its hegemonic rise means to them.

a.h disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
a.h disse...

Pois é, se até o programa da Hebe é permitido, como proibir um jogo qualquer?

Fico com a opinião do grande cancioneiro e astro da música popular brasileira, vulgo "Falcão" que entrevistado e criticado pela apresentadora - "como você pode fazer estas músicas?" - respondeu de pronto: "Prefiro fazer minhas músicas do que um programa ridículo como o seu..." Não vi, uma pena, me arrependi amargamente de não ser um habitue da Hebe.

Mas, pelo visto sou muito mais velho que vocês, pois só conheço jogos de tabuleiro. Comecei com o War mesmo (agora, ganhei de aniversário, o War - Império Romano), mas depois evoluí para o Jogo das Nações, ótimo e inspirado no O. Médio; o Jogo do Poder baseado na indústria armamentista (um 'banco imobiliário' mais sofisticado); Cartago sobre as guerras púnicas; Waterloo sobre o período napoleônico; 1914; MX-1 só para dois jogadores com muita estratégia, como ganhar pontos cortando a linha de suprimentos do inimigo.

Nada melhor num dia de chuva...

Catellius disse...

O jogo de que gosto é bem mais velho do que o seu, Anselmo, he he.

Gosto mesmo é de xadrez. Antes de "perder" meu tempo em blogs costumava jogar no Yahoo e, antes dele, em um clube de xadrez perto da minha casa, com cronômetros e o escambau. Eu até que era bonzinho...

Catellius disse...

Eu ia ao clube de xadrez quando eu tinha uns 18, 19 anos. Passava umas duas horas por sábado lá. Mas jogava na faculdade, em casa com meu irmão, tinha uns livros sobre estratégia, etc. Obviamente foi por influência de meu pai.

Xadrez é o que há!

Catellius disse...

E eu, como futuro bom anticlerical, sempre preferi cavalos a bispos, ha ha ha ha!!!

a.h disse...

Ah, Catellius!

Tu és bom, então? O Xadrez é o oposto destes jogos que mencionei. Aqueles têm muitas regras, mas depois de dominá-las se torna, relativamente, simples. Já o xadrez tem regras simples, mas o jogo é uma evolução só. Como aquele lance pouco conhecido de "comer a Rainha atrás da torre"...

Catellius disse...

ha ha ha! Tinha me esquecido dessa da rainha.

A maior humilhação é ela ser comida por um peão. Ser comida pelo rei é muito difícil, pois ele anda de casa em casa... , ser comida pelo cavalo é bestialismo, ser comida pelo bispo é lugar-comum, vide Jules Mazarin, amante da rainha Ana de Áustria; ser comida pela torre é metafórico e, por fim, comida pela rainha adversária é lesbianismo interracial (uma negra e outra branca).

Quanta bobagem....

"Tu és bom, então?"

Veja bem, eu escrevi: eu ATÉ que era bonZINHO...

"

Morena Flor disse...

"Levando essa lógica ridícula ao pé da letra, deveriam proibir também Sun Tzu e Maquiavel."


Então, já q é p/ probir todo o conteúdo violento - seja jogos, filmes, livros, etc,eis aqui a pergunta q não quer calar:


Pq não proibem a BÍBLIA???


Já passou da hora, e há muuuuito tempo!

A bíblia é q é sim, um antro de violência, tem coisa lá q CS e Jogos Mortais perdem feio!


Abraços a todos!

;)

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...