10 janeiro 2008

Os Professores Esquerdistas

Quem nunca teve um professor esquerdista? Acho que a minha primeira professora esquerdista foi de Organização Social e Política Brasileira, ainda no primário. Esta jovem casada com um empregado do Banco do Brasil estava lá para transformar em subversão a matéria criada pelos militares, supostamente para incentivar a ordem e o civismo. Acho que o mais recente professor esquerdista que tive foi na universidade; lá tive muitos. Como diz o ditado: “Quem sabe faz, quem não sabe, ensina.” Mas sejamos justos, o negativismo e o sadismo não se restringia aos professores esquerdistas.


Hoje, no site do PT, vi um artigo de um famoso professor marxista, o Emir Sader, a quem teria conhecido se ele não tivesse faltado ao evento da UFRJ em comemoração dos 70 anos da Revolução Russa. Ao escrever sobre o malfadado episódio dos reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, o eminente intelectual da esquerda afirma que uma nova Colômbia é possível. Lá, segue o velho roteiro dos discursos universitários de críticas da esquerda:

1) Chama os americanos de estadunidenses. Isto é uma expressão geograficamente correta, que na prática se traduz em um jargão da esquerda;
2) Acusa Uribe de ser neoliberal como FHC e Fujimori;
3) Insinua que Uribe não é democrático por querer um terceiro mandato. Até parece que o Lulinha também não quer;
4) Acusa Uribe de oprimir os direitos da população no combate às FARC. Guerra Civil é difícil né, meu caro;
5) Acusa a grande mídia oligárquica por apoiá-lo. Não se preocupe, em breve a TV do Lula vai poder reduzir esta infâmia sofrida pela Esquerda e pelos movimentos populares nas mãos da TV Globo e similares, suponho;
6) Acusa Uribe por querer demonizar as FARC para se manter no poder;
7) Acusa Uribe de não querer trocar prisioneiros com a guerrilha. Detalhe: para ele não são seqüestrados, são prisioneiros. De fato, mostra no mínimo falta de consideração pelo processo democrático: o seqüestro de um candidato em campanha, como foi feito pelas FARC;
8) Acusa Uribe de afastar Chávez do processo por motivo secundário. Com certeza, qualquer um dormiria tranqüilo sabendo que o Chávez anda conversando com os seus generais;
9) Acusa a imprensa oligárquica de não querer o sucesso do processo: “A cobertura da imprensa brasileira é vergonhosa, sem que nenhuma publicação escrita tivesse mandado jornalistas para fazer a cobertura direta na Colômbia”;
10) Lá Hugo Chavez é tratado como herói: “Revelando seu compromisso conseqüente com a pacificação da Colômbia, primeiro passo para que uma outra Colômbia – sem violência, sem narcotráfico, sem paramilitares, sem seqüestros – seja possível, Hugo Chávez se dispõe a dar seqüência às tratativas, apelando inclusive a operações clandestinas, com o objetivo de conseguir a liberdade dos presos.”

Curiosamente, o professor Sader é réu condenado em processo de calúnia contra o senador Bornhausen. De acordo com a Wikipedia:

Emir Sader foi condenado à prisão em novembro de 2006, em regime aberto, além da perda da função pública por calúnia ao senador Jorge Bornhausen (DEM de Santa Catarina).
Após a declaração do presidente do DEM, há cerca de um ano, de que o Brasil precisava "livrar-se dessa raça", em referência ao Partido dos Trabalhadores e aos petistas, Emir Sader atribuiu a ele, em artigo no site Carta Maior, no dia 28 de agosto de 2005, a prática de “racismo”. Sader imputou ao senador discriminação aos "negros, pobres, sujos e brutos", intitulando-o de fascista.
Em primeira instância Sader foi condenado por injúria “à pena de um ano de detenção, em regime inicial aberto, substituída nos termos do artigo 44 do Código Penal por pena restritiva de direitos, consistente em prestação de serviços à comunidade ou entidade pública, pelo mesmo prazo de um ano, em jornadas semanais não inferiores a oito horas, a ser individualizada em posterior fase de execução.”
Diz ainda a sentença: “Pelo disposto nos artigos 48 da Lei nº 5.250/67 e 92, inciso I, do Código Penal, considerando que o querelante valeu-se da condição de professor de universidade pública deste Estado para praticar o crime, como expressamente faz constar no texto publicado, inequivocamente violou dever para com a Administração Pública, segundo os preceitos dos artigos 3º e 241, XIV, da Lei 10.261/68, motivo pelo qual aplico como efeito secundário da sentença a perda do cargo ou função pública e determino a comunicação ao respectivo órgão público em que estiver lotado e condenado, ao trânsito em julgado.”

Em resposta à condenação judicial, que ainda não é definitiva, cabendo recurso, intelectuais encabeçados por Antônio Cândido fazem circular um abaixo-assinado contra a sentença, já com centenas de assinaturas.
Sustenta o manifesto que a decisão judicial afronta a liberdade de expressão, intimidando e criminalizando o pensamento crítico e a autonomia universitária. A sentença, continua o manifesto, transforma o agressor em vítima e em criminoso o defensor dos agredidos. O manifesto pode ser lido na íntegra na página Consciencia.net.”

Na minha opinião, o uso do poder simbólico de professor, que dá peso ao que é dito, também deve gerar responsabilidades e punições no caso do seu abuso.

Um dia, os jovens também serão libertados destes falsos profetas de utopias salvadoras da humanidade. Muitos deles não passam de desajustados e acovardados que nunca sairam da universidade. Um verdadeiro professor planta valores humanos e não utopias desumanas para as quais é necessário criar um novo homem que consiga vivê-las.

21 comentários:

André disse...

Ah, Bocage, eles são espertos. O homem cristão não serve pra casar, mas pro homem muçulmano eles sempre dão um jeitinho. Ah, mas ela não pode ser uma descrente, q pena.

Meu professor de OSPB no 2º grau parecia o Cocada, aquele da gravata q subia, feito pelo Ronny Cócegas.

Quem não sabe se esconde no ambiente acadêmico, perfeito pra gente de resto incapaz de fazer qualquer outra coisa. Há mentes capazes, mas são exceções q só confirmam a regra.

Professores esquerdistas?

Professores e alunos.

No 1º e 2º graus (o primeiro integralmente no Marista e parte do segundo também) havia muitos católicos de esquerda, aquela gente q adorava falar em miséria no Nordeste, usar sandálias de couro, falar em Campanha da Fraternidade e se sentar embaixo de uma árvore com um violão e dar uma de Renato Russo, o “filósofo” adolescente pueril dos óculos estreitos.

Sem falar nos q cantavam "Maria, Maria", do Milton Nascimento. E Chico Buarque, Gil e Caetano, aquele mesmo, irmão de Betânia, filha de Dona Canô, tia de Gil, amigo de Gal, amiga de Paulinho, aquela coisa assim amara, aquela coisa assim ó dara, todos eles lindos, muito lindos, lindos como o Carlinhos Brown (apesar daquela aparência).

Ainda prefiro a Alcione

Havia também a TFP, uma graça. Tive um professor de matemática, matéria q odeio, q parecia um cavaleiro medieval, um deslocado. E, na época daquele plebiscito idiota, os padrecos do Marista abriram vergonhosamente a escola para a terceira facção apenas (a dos monarquistas, católicos de extrema direita da TFP), uma piada. Entre os professores e quase todos os alunos o esquerdismo era genralizado. Entre os irmãos marista, não. Muitos velhos com sobrenomes poloneses e italianos, alguns franceses. Sempre muito conservadores, mas enfim, banais. Todo mundo era banal e se achava importante ou “saber” das coisas.

Na faculdade (direito no ceub) o esquerdismo conseguia ser ainda mais acentuado. Minha sala só tinha petista. Um maluco, q nunca tirou uma nota abaixo de MS, só ficou dois anos lá, depois do 4º semestre foi embora, pq achava o curso de direito muito “burguês” e elitista. Mas esse era um extremista, claro. Largou o curso pra fazer filosofia na UnB. Na campanha q levou ao segundo mandato do Fernando Henrique, eu não sei o q foi q o Lula disse q esse mané interpretou como uma traição intolerável, pois no dia seguinte apareceu na sala com uma camiseta dizendo “PSTU — Eu Radicalizei”. Logo depois disso foi embora, ser “pensador” na UnB. Conheci alguns fanáticos assim, além de outros simplesmente doidinhos, independente de posição política, em filosofia, ciências políticas e relações internacionais, na UnB e em outras. E é impressionante como Rel. Internacionais dá viado. Pelo menos era só o q eu via — e por amostragem, nunca em bloco. Só moças, moçoilas, mocérrimas, ninguém que não fosse da irmandade. Esquerdistas todos eram, dos radicais aos supostos refinados (gente q falava como aquele José Luis Fiori, um chato da UFRJ que só diz bobagens nos jornais, mas sempre com ares sábios, o pedantismo e a empolação pseudointelectuais de praxe). E em ciências políticas, q no geral não passa de uma sociologia metida a falar de política, dá muito protozoário que se acha Lênin.

Emir Sader, o da editora Boitempo (q nome lindo...), q aliás publica os livros do Fiori e longa lista de luminares. A Enciclopédia Latinoamericana do Sader é uma piada. Imensa. Só perde em tamanho e pretensão para aquele livro do procurador Luiz Francisco, o maluquinho, q tenta fundir cristianismo com marxismo.

“Estadunidense”... O q mais essa gente fala, por acaso? “Colimar”? “Sinergia”? “Eurocêntrico”? “Mais-valia”? Essa gente ainda chama comunista de bolchevique. E eu acho q sou um menchevique.

Bom, já disse aqui o q poderia e deveria ser feito com as FARC, nos comentários de um desses últimos posts.

Há mais ignorância dentro de uma faculdade do q nas ruas. E quem tem cabeça, ou potencial pra cabeça, não perde tempo com o racket acadêmico. Procura o q realmente importa por conta própria — e muitas vezes dentro de si mesmo.

Esse cara é ótimo:

http://www.youtube.com/watch?v=L9k-5PID9Js

http://www.youtube.com/watch?v=rRNP98ewXjk

André disse...

The Islamic New Year begins in Pakistan on Friday, the first day of Muharram. Muharram is not only the first month of the Islamic calendar, it is also the month in which much Shiite-Sunni sectarian violence occurs in the Muslim world, especially in Pakistan.

Normally, we would treat this as a periodic, routine affair. But given the crisis in Pakistan, any such violence could be a very significant development during the political turmoil preceding the February elections.

While most of the world is taking a high-level view of the growing political instability and jihadist insurgency in the country, there are a number of other critical economic and social developments taking place that could accelerate the crisis of governance. Foremost among these are the huge shortages of flour and electricity throughout the country, the effects of which were already being felt when the country’s main opposition leader, Benazir Bhutto, was assassinated Dec. 27. Bhutto’s killing and the ensuing riots further compounded matters.

We also have heard about the flight of capital from the country and the real estate market taking a plunge, with prices falling and a lack of buyers. The public mood also is being described as increasingly pessimistic. There is growing uncertainty about whether elections will be held on the announced date of Feb. 18, especially if large-scale sectarian violence occurs during Muharram.

Certainly the jihadists who despise the Shia would like to take advantage of the situation to increase the level of chaos in the country, and thus further their own objectives. Derailing the elections would help them. But the jihadists are not the only ones who might not want the elections to go ahead.

President Pervez Musharraf’s regime is not exactly looking forward to the elections because of massive public anger against his regime. Musharraf and his allies in the pro-government Pakistan Muslim League fear they could be the target of anti-government public ire in the Feb. 18 vote — not only because of the Bhutto killing, but also because of the deteriorating socio-economic conditions in the country. From Musharraf’s point of view, the situation is all the more grave. The president needs his allies in order to secure the two-thirds majority required to legalize his Nov. 3 move to suspend the constitution.

This is why the country abounds with rumors that, should an outbreak of sectarian violence occur during the initial days of Muharram, the government might exploit the situation and further postpone elections. It is not at all clear, of course, whether this will happen. What is certain, however, is that conditions are explosive and such speculation is not unwarranted.

Since early spring 2007, Musharraf has gone from facing virtually no challenge to seeing his hold on power severely weakened and state authority eroding in a escalating crisis of governance. Stratfor’s position is that in Pakistan, it is the military that matters. So if another round of violence threatens to derail efforts to stabilize the situation, all eyes will be on the army, and on how long it will allow a particular regime to weaken the state.

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U.S. President George W. Bush has left on a nine-day tour of the Middle East, an extremely long time abroad for any American president, particularly this one.

Given the length of time and the scope of his travels, the trip will have to involve the three issues of the region: the Israeli-Palestinian conflict, the future of Iraq and U.S. relations with Iran. What is not clear is precisely what Bush is trying to achieve with this trip.

When Bush was running for president in 2000, he was critical of Bill Clinton’s attempt to create a legacy by trying for a comprehensive Israeli-Palestinian agreement at Camp David. It is not clear that the dynamics of the Israeli-Palestinian relationship are any more promising today.

One of the problems with talks of this sort is that it is difficult to resist making promises to the president of the United States to his face. Caught between American pressure and the lack of any supporting consensus at home for the concessions demanded, Israeli and Palestinian leaders find themselves caught between a rock and a hard place.

They make concessions they can’t keep or they choose to torpedo the talks. A combination of these things happened at Camp David, and the consequences were bloody.

Nothing in Bush’s record or in what he has said in the past provides any explanation of what he expects to come of the trip.

Similarly, a visit to Iraq at this point would force him into the complex negotiations in Baghdad, which turn not on broad principles but on narrow and sectarian political issues.

This is not the place were the American presidency is on firm or knowledgeable ground. Therefore, we would assume that any such visit to Iraq would be a symbolic one, centering on the troops, as anything more could destabilize an extremely delicate, if improving, situation.

The third major issue is Iran. We continue to believe emphatically that the president did not oppose the declassification of the National Intelligence Estimate (NIE), which essentially removed the war option from the table. If he had, he would have maneuvered around it by now.

Nevertheless, just before he departed on his trip, the United States announced a naval confrontation with Iranian speedboats, which were initially said to have transmitted a threatening message to the American ship.

Given the precedent of the USS Cole, we find it difficult to imagine that an American warship being pursued aggressively by Iranian speedboats radioing threats would not open fire immediately, blowing the boats out of the water. Indeed, the Iranian government claimed that the boats meant no threat and that these encounters are routine.

Whatever happened out there, it gave Bush a platform from which to increase the tension between the United States and Iran, the first such uptick since the NIE was issued and, of course, coming on the eve of his trip.

It has been said that Bush is in the region to build a coalition against Iran. Obviously, there already is a coalition against Iran. Most of the regimes in the Arabian Peninsula are more worried about Iran than are the Americans.

The Syrians are playing their own arcane games and the Turks are not going to be pushed into an anti-Iranian coalition at this point. Coalition-building against Iran is either unnecessary or futile, depending on who you are talking about.

So there is a mystery here. Bush is taking a long trip. It starts with a modest increase in U.S.-Iranian tension. He is not going to do much more than make incremental improvements in Israeli-Palestinian relations, if that. He will stay out of local Iraqi politics. And he doesn’t need to build an anti-Iranian relationship.

Obviously, he wants to build his legacy, but his legacy rests on whether the situation in Iraq continues to improve. There isn’t much else to the Bush legacy at this point.

Therefore, if we accept that he is concerned about his legacy and this trip is tied to it, there is then a mystery. The key to long-term Iraqi stability continues to rest in Iran.

How that ties into this trip is what we need to watch unfold, if it does.

André disse...

A Tough Case for Scotland Yard


The Pakistani government is committed to finding and bringing to justice those responsible for the assassination of former Prime Minister Benazir Bhutto, a spokesman for President Pervez Musharraf told the media Jan. 8.
The spokesman also said he hopes Scotland Yard’s technological expertise will help Pakistani investigators solve the case.

A team of five investigators from London’s Metropolitan Police — Scotland Yard — arrived in Pakistan on Jan. 4, more than a week after the Dec. 27 assassination. The British have some of the best investigators, forensic technicians and laboratories in the world.

Moreover, after decades of investigating Irish Republican Army attacks and, more recently, attacks by jihadist operatives in London, they not only are extremely proficient, but highly experienced. However, the investigators sent to Pakistan face a daunting task.

Following an attack such as the Bhutto assassination, the crime scene investigation would need to proceed in two fronts, one focusing on the shooting and the other on the bombing.

The shooting investigation would be concerned with determining the number of shots fired and from where they came. The investigators also would conduct a forensic examination of the evidence to match any recovered slugs and shell casings to any recovered weapons. The recovered weapons and shell casings would be examined for latent fingerprints in an effort to determine who handled them.

Even in the best of times and in a location where the crime scene is able to be secured and carefully preserved for investigators, bullets can pass through a victim and never be recovered, or they can deform or fragment — making a forensic comparison difficult. It also can be very difficult to recover identifiable latent fingerprints from a weapon after it has been handled by police or other first responders at the crime scene. This difficulty will be magnified in the Bhutto case because the prints could have been smudged or obliterated as a result of the subsequent bombing, or the gun could have been touched by others during the ensuing chaos.

To complicate matters even further, the crime scene was quickly cleaned up and hosed down after the attack, which might have washed away valuable evidence such as bullet fragments and shell casings.

In Pakistan, particularly in the town of Darra Adamkhel near Peshawar, there are many skilled artisans who specialize in making guns from scratch, and some of their products are of high quality. Because of this cottage gun industry, the country is literally awash in weapons that cannot be tracked to a specific maker or by serial number to a specific gun dealer or owner. This means the manufacturer of the gun involved in the Bhutto
assassination might never be identified. Moreover, even if the maker were found, the lack of firearms sales records would prevent him from identifying the owner, even if he were willing to do so. Additionally, the gun could have changed hands several times since it was first acquired.

As for the bombing crime scene, the investigators would want to recover pieces of the improvised explosive device (IED) in hopes of determining the components used and the construction technique. This combination of components and construction technique, often referred to as the bombmaker’s “signature,” would then be compared to devices used in other attacks or unexploded IEDs that had been recovered in an effort to determine who made the device. (It most likely was not constructed by the bomber himself).

Although it is hard to believe, most components of an IED survive the detonation rather than simply vaporizing. They might be shattered — and scattered — but quite often things such as batteries, switches and even pieces of the timer, tape and wires can be recovered after an explosion. One very good place to find such evidence is in the bodies of those killed, as the force of the blast can hurl small pieces of the device into the victims. Although it is a morbid process, X-ray examinations of the victims can result in the recovery of important evidence. In countries with few refrigerated morgues, or where religious customs call for a speedy burial, victims often are interred without having been X-rayed.

Another obstacle for investigators is the difficulty of identifying a suicide bomber after the explosion, especially one who was not carrying identification or was carrying false identification, something that is easy to procure in Pakistan. However, two factors could aid the investigators in this case. First, Pakistan requires fingerprints for its national ID cards. Second, the bomber’s hands might have survived the blast. It is possible, then, that the bomber’s fingerprints can be compared to the fingerprints of potential suspects.

Even if that were the case, though, another problem arises. There is a phenomenon in explosions in which body extremities are ripped from the torso of those in close proximity to the blast. This phenomenon, called sudden traumatic amputation, is the reason the heads of suicide bombers frequently are recovered in good shape. Because of this effect, it is not uncommon to find dismembered hands and especially feet at a bombing scene. However, it often is difficult to connect these hands and feet to specific bodies, so even if the bomber’s hands survived the blast, they could have been buried with someone else’s body.

Much has been made in the media about the failure of the Pakistani government to preserve the crime scene. In our experience, however, the condition of the crime scene in the Bhutto case is not unique, nor is it an indication in and of itself of a cover-up attempt. Such crime scene contamination routinely occurs — especially in the Third World. In many cases, crucial evidence walks off on the soles of people’s shoes, is washed away with hoses and street sweepers or is collected and thrown away. In addition to clean-up efforts at the scene, time also works against investigators because weather and vehicle and pedestrian contact can all work to eliminate trace evidence such as explosive residue. Because of these factors, by the time a Western forensic team can get to a place such as Pakistan, much of the crucial evidence might have disappeared.

There are cases, however, in which forensic teams have been creative or have caught lucky breaks. For example, the American team that went to Buenos Aires in 1992 to assist the Argentine government in the investigation of the Israeli Embassy bombing there found that the crime scene had been completed cleaned up and hosed down, as was the Bhutto crime scene in Pakistan.

However, the investigators discovered a bomb fragment that had penetrated a hollow light pole, and thus had been preserved. From that piece they were able to recover explosive residue that allowed them to identify the type of explosives used in the bomb.
The armored vehicle in which Bhutto was traveling was heavily hit by shrapnel from the IED.

A careful examination of the vehicle will likely yield bomb fragments covered in explosive residue, which could allow forensic chemists to identify the explosive used in the device. The vehicle also could have been struck by one or more of the shots fired at Bhutto, and thus could also yield some useful ballistic evidence. In the end, the vehicle could prove to be the most valuable source of evidence for the forensic team.

The biggest obstacles facing the Scotland Yard investigators in this case are not the shape and age of the crime scene, but the uncertainty over the exact cause of death and the fact that Bhutto was buried without an autopsy having been performed.

The autopsy not only would have determined what killed her, but perhaps also would have resulted in the recovery of the bullet that struck her — if indeed it was a bullet that caused her head wound and killed her. It is unlikely that Bhutto’s body will be exhumed for an autopsy. From a forensic standpoint, the Scotland Yard team could be able to tie the shell casings recovered at the scene to the gun used by the shooter — assuming the gun is ever recovered.

However, since no bullet was recovered from Bhutto’s body, it will be impossible to verify precisely which gun was used.
Without accurate documentation of the wound, it might also be difficult to determine the angle from which the gun was fired, meaning where the shooter was in relation to Bhutto. This will greatly add to the ambiguity surrounding this case, and could very well prevent the team from reaching any firm conclusions.

Regardless of Scotland Yard’s proficiency, experience and technical capabilities, the investigators simply cannot analyze evidence they do not have. Given the missing pieces, they will have to be extremely creative — and perhaps a bit lucky — to find evidence that will allow them to reach a conclusive determination.

However, given the historical context of political assassination in Pakistan — some investigated by Scotland Yard — it will come as no surprise if the investigation turns up little.

In 1951, Scotland Yard was summoned to help in the investigation into the death of Pakistan’s first prime minister, Liaquat Ali Khan, who was shot in the park that now bears his name, Liaquat Bagh Park. (This, incidentally, is where Bhutto attended a political rally just minutes before her death).

Then, in 1996, Scotland Yard was again asked to provide investigatory assistance in the assassination of Bhutto’s brother and political rival, Murtaza Bhutto.

In both cases, the investigations were inconclusive — as was the American-led investigation into the death of President Zia ul-Haq, who died in a mysterious plane crash that also killed U.S. Ambassador Arnold Raphel, U.S. Gen. Herbert Wassom and several Pakistani generals. Incidentally, Zia was buried without an autopsy.

Thick clouds of doubt have surrounded these past assassinations — doubts that have lingered despite the involvement of outside investigators. The Bhutto case will likely turn out to be similarly shrouded in ambiguity.

Anônimo disse...

We don't need no education
We don't need no thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave the kids alone
Hey teacher leave us kids alone
All in all it's just another brick in the wall
All in all you're just another brick in the wall

Heitor Abranches disse...

Vejam o programa de Economia Brasileira da UnB

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
DEPARTAMENTO DE ECONOMIA


Professor: Jales Dantas da Costa
Disciplina: Economia Brasileira Código: 132233
Curso: Ciências Econômicas Departamento: Economia
Carga Horária: 60 Créditos: 4 Tipo: Obrigatória (x) Optativa ( )
Pré-requisitos: (132012) – Introdução à Economia


Objetivos:

A disciplina pretende fornecer elementos para uma melhor compreensão da situação histórica e atual da economia brasileira, aprimorando a capacidade dos alunos de realizar avaliação consistente e bem estruturada da mesma. Com esse fim, será examinada a evolução da economia do país em um contexto amplo, que tome conta não apenas os aspectos econômicos, mas também aspectos sociais e políticos. Entretanto, será dada ênfase aos aspectos econômicos.
O marco inicial da análise é a década de 1930, mas será feita breve revisão das principais conjunturas e eventos passados ao longo da história brasileira, notadamente de fins do século XIX até fins da segunda década do século XX. Neste período a economia brasileira ainda era basicamente agrário-exportadora, dependendo fortemente das exportações de café. Mas embora predominasse o modelo primário-exportador, a estrutura produtiva do país já começava a se diversificar.
O material de leitura referente aos diversos tópicos da disciplina está constituído tanto de textos clássicos que tratam da matéria como de análises e interpretações mais recentes. Serão discutidos aspectos centrais da história da economia brasileira no período que se inicia na grande crise de 1930, bem como focalizadas as principais controvérsias suscitadas por sua evolução. Também serão tratados tópicos importantes que têm a ver com eventos mais recentes.
Recomenda-se aos alunos que seja realizado um esforço para acompanhar as leituras, dado a carga elevada.



Conteúdo e Referências:

1. Breve quadro histórico brasileiro (sociedade, economia e política): período colonial e imperial (1500-1889).

- BOFF, Leonardo. Depois de 500 anos que Brasil queremos? Petrópolis: Vozes, 2000. (Introdução e Capítulo I - Três Leituras dos 500 anos de Brasil, p.11-21).
- GREMAUD, A.P., VASCONCELLOS, M.A.S. & JÚNIOR, R.T. Economia brasileira contemporânea. São Paulo: Atlas, 2006. (Parte III – Abordagem histórica da economia brasileira – Capítulo 12 – O Brasil ao longo do século XX: alguns fatos estilizados, p.323-343).
- BAER, Werner. A industrialização e o desenvolvimento econômico no Brasil. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1966. (Esboço da história econômica do Brasil; Cenário político, p.6-11).
2. O período da Proclamação da República até a Revolução de 1930 – um breve esboço

● O período de 1889 a 1913, da Proclamação à véspera da I Guerra Mundial
● O período de 1914 a 1929, da I Guerra até a Revolução de 1930

- JÚNIOR, C.P. História Econômica do Brasil. São Paulo: Brasiliense, 2000. (A República Burguesa (1989-1930), Capítulos 21,22,23,24,25, p.207-269).
- FURTADO, Celso. Formação econômica do Brasil. São Paulo: Companhia Editorial Nacional: Publifolha, 2000. (Economia de transição para um sistema industrial (século XX), Capítulo XXX, XXXI, XXXII, XXXIII, XXXIV, XXXV p.191-243).
- GREMAUD, A.P., SAES, F.A.M & JÚNIOR, R.T. Formação Econômica do Brasil. São Paulo: Atlas, 1997. (Capítulo 2 – O café e o crescimento da indústria durante a Primeira República (1889-1930), p.39-97).
- BRUM, A.J. Desenvolvimento econômico brasileiro. Petrópolis: Vozes, 2000. (Capítulo 3 – A crise de transição da década de 1920, p.169-187).
- GREMAUD, A.P., VASCONCELLOS, M.A.S. & JÚNIOR, R.T. Economia brasileira contemporânea. São Paulo: Atlas, 2006. (Parte III – Abordagem histórica da economia brasileira – Capítulo 13 – A economia agroexportadora, p.344-362).


3. O período de grandes mudanças de 1930-1945. Aspectos a serem ressaltados

● A crise econômica mundial dos anos 30
● Mudanças políticas do Brasil no período
● Grandes mudanças da economia brasileira ao longo da década de 1930
● A economia brasileira no período da II Guerra Mundial

- BAER, Werner. A industrialização e o desenvolvimento econômico no Brasil. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1966. (Capítulo II – Esforços de industrialização anteriores à II Guerra Mundial, p.21-34).
- VIANA, C.R. Reformas de base e a política nacionalista de desenvolvimento: de Getúlio a Jango. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1980. (Primeira Parte – Gênese e evolução da política de desenvolvimento do trabalhismo nacionalista de Getúlio a Jango, p.13-32).
- GREMAUD, A.P., VASCONCELLOS, M.A.S. & JÚNIOR, R.T. Economia brasileira contemporânea. São Paulo: Atlas, 2006. (Parte III – Abordagem histórica da economia brasileira – Capítulo 14 – Processo de substituição de importações, p.363-369).


4. O período 1946-61 em que se consolidou estratégia de desenvolvimento apoiada na Industrialização por Substituição de Importações (ISI)

● O imediato pós-guerra: tentativa de liberação da economia brasileira
● A fase incipiente da industrialização por substituição de importações: o governo Dutra
● A ISI como estratégia explícita de desenvolvimento: segundo governo Vargas
● O Programa de Metas: o auge da fase de ISI
● Instrumentos básicos da estratégia de ISI
● O fim da fase da ISI: problemas, dificuldades e seqüelas do processo

- FURTADO, Celso. A hegemonia dos Estados Unidos e o subdesenvolvimento da América Latina. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978. (Quarta Parte – Considerações sobre o caso brasileiro, p.135-141).
- TAVARES, M.C. Da substituição de importações ao capitalismo financeiro: ensaios sobre a economia brasileira. Rio de Janeiro: Zahar, 1972. (Capítulo I – O processo de substituição de importações como modelo de desenvolvimento na América Latina; Capítulo II - O caso do Brasil, p.29-35 e 59-62).
- FURTADO, Celso. Subdesenvolvimento e estagnação na América Latina. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968. (Capítulo 4 - Análise do caso Brasil, p.91-107).
- FURTADO, Celso. A economia latino-americana. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1978. (Capítulo XI – O processo de industrialização, II. Substituição de importações. P. 123-148).
- BRUM, A.J. Desenvolvimento econômico brasileiro. Petrópolis: Vozes, 2000. (Capítulo 4 – Tentativa de um modelo de desenvolvimento nacional e autônomo (1930-1964), item 4.5. A decolagem do processo de industrialização; 4.6. Fases da industrialização brasileira; Capítulo 5 – O desenvolvimento juscelinista: “cinqüenta anos em cinco”, item 5.3. O Plano de Metas; 5.4. A abertura da economia ao capital estrangeiro; 5.5. A concentração econômica e 5.6. Contradições do desenvolvimentismo, p.213-217).
- GREMAUD, A.P., VASCONCELLOS, M.A.S. & JÚNIOR, R.T. Economia brasileira contemporânea. São Paulo: Atlas, 2006. (Parte III – Abordagem histórica da economia brasileira – Capítulo 14 – Processo de substituição de importações, p.370-385).


5. O período 1961-67 de estagnação, ruptura política e reorganização econômica e o período do “milagre” brasileiro (1968-1973).

- BRUM, A.J. Desenvolvimento econômico brasileiro. Petrópolis: Vozes, 2000. (Capítulo 6 – A crise do nacional-populismo: 1961-1964, item 6.3. Política econômica do governo Goulart; 6.4. As “reformas de base”; Capítulo 7 – O modelo associado e dependente: do “milagre” à crise (1964-1984), p.268-273; 322-354).
- GREMAUD, A.P., VASCONCELLOS, M.A.S. & JÚNIOR, R.T. Economia brasileira contemporânea. São Paulo: Atlas, 2006. (Parte III – Abordagem histórica da economia brasileira – Capítulo 15 – Da crise ao Milagre (1960-1973), p.388-413).


6. Crescimento com endividamento em um mundo em crise: o período de 1974-81

- FURTADO, Celso. O Brasil Pós-“Milagre”. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981. (Primeira Parte: As opções do decênio dos 60, p.37-43; Turbulência e desgoverno no decênio dos 70, p.43-56; Os desafios dos anos 80, p.56-75).
- DUPAS, Gilberto. A gênese da crise (73/82). In: DUPAS, Gilberto. Crise econômica e transição democrática (83-86): a delicada trajetória brasileira. São Paulo: Klaxon, 1987. (Capítulo 2, p. 19-22).
- GREMAUD, A.P., VASCONCELLOS, M.A.S. & JÚNIOR, R.T. Economia brasileira contemporânea. São Paulo: Atlas, 2006. (Parte III – Abordagem histórica da economia brasileira – Capítulo 16 – Do crescimento forçado à crise da dívida, p.414-430).



7. Dívida externa, recessão, inflação e crise do setor público

- ARRUDA, Marcos. Dívida e(x)terna: para o capital, tudo; para o social, migalhas. Petrópolis: Vozes, 1999. (Capítulo 1 - Dívida e(x)terna: para compreender a crise do endividamento brasileiro, p.11-56).
- FURTADO, Celso. A nova dependência: dívida externa e monetarismo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982. (Capítulo I - A dívida externa brasileira, P.15-47).
- POMAR, R.G.V. O Brasil endividado: como nossa dívida externa aumentou mais de 100 bilhões de dólares nos anos 90. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2000. (Apresentação, Origens e crescimento da dívida e A serviço da dívida, p.5-27).
- POMAR, R.G.V. A armadilha da dívida: como a dívida pública interna impede o desenvolvimento econômico e aumenta a desigualdade social. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2002. (A dívida interna na história brasileira, p.39-50).
- GREMAUD, A.P., VASCONCELLOS, M.A.S. & JÚNIOR, R.T. Economia brasileira contemporânea. São Paulo: Atlas, 2006. (Parte IV – Transformações econômicas nos anos recentes – Capítulo 20 – Brasil e fluxo de capitais: dívida externa, sua crise e reinserção nos anos 90, p.533-541).
- BRUM, A.J. Desenvolvimento econômico brasileiro. Petrópolis: Vozes, 2000. (Capítulo 9 – O governo Figueiredo e o ocaso do ciclo militar, p.383-397).
- GREMAUD, A.P., SAES, F.A.M. & JÚNIOR, R.T. Formação econômica do Brasil. São Paulo : Atlas, 1997. (item 4.3.4. Crise financeira do início da década de 80, p.220-226).


8. As tentativas heterodoxas de estabilização da economia na segunda metade dos anos 80

- BRUM, A.J. Desenvolvimento econômico brasileiro. Petrópolis: Vozes, 2000. (Capítulo 10 – A nova república: da esperança à frustração, p.402-417).
- GREMAUD, A.P., VASCONCELLOS, M.A.S. & JÚNIOR, R.T. Economia brasileira contemporânea. São Paulo: Atlas, 2006. (Parte III – Abordagem histórica da economia brasileira – Capítulo 17 – A saga dos Planos heterodoxos: a economia brasileira de 1985 a 1994, p.431-462).
- TAVARES, M.C. & FIORI, J.L. Desajuste global e modernização conservadora. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1993. (Capítulo II – As políticas de ajuste no Brasil, item: O caso Brasil – as tentativas fracassadas de estabilização, p.95-106).


9. Modernização conservadora

- BENJAMIN, C., ALBERTI, A.J., SADER, Emir et all. A opção brasileira. Rio de Janeiro: Contraponto, 1998. (p.37-55).
- FIORI, J.L. 60 lições dos 90: uma década de neoliberalismo. Rio de Janeiro: Record, 2001. (Lições 47-55, p.183-216).
- FIORI, J.L. Polarização mundial e crescimento. Petrópolis: Vozes, 2001. (III. Leituras do Brasil – Para um diagnóstico da modernização brasileira, p.269-289).



10. O primeiro governo Lula (2003-2006) e os desafios do segundo mandato (2007-2010)

- COUTINHO, M.C. A política econômica do novo governo. In: PAULA, J.A. A economia política da mudança: os desafios e os equívocos do início do governo Lula. (p.63-70).
- CARVALHO, C.E. A política econômica no início do governo Lula: imposição irrecusável, escolha equivocada ou opção estratégica? In: PAULA, J.A. A economia política da mudança: os desafios e os equívocos do início do governo Lula. (p.71-85).
- SINGER, Paul. Uma alternativa de política econômica. In: PAULA, J.A. A economia política da mudança: os desafios e os equívocos do início do governo Lula. (p.55-62).


Observações sobre as leituras da disciplina:

A ênfase das leituras será indicada em classe, mas toda a bibliografia recomendada é importante. Poderão ainda ser indicadas leituras adicionais.


Jornais e Revistas e agências de notícia a indicar:

- Brasil de Fato – www.brasildefato.com.br
- Carta Capital – www.cartacapital.com.br
- Fórum – www.forum.com.br
- Caros Amigos – www.carosamigos.com.br
- Carta Maior – www.cartamaior.com.br

Critérios de avaliação:

A avaliação constará de 3 provas e um trabalho. Suas datas serão definidas em sala. A prova de recuperação constará todo o conteúdo da disciplina.





Data 25/07/2007

........................................................................
Professor responsável pela disciplina

André disse...

Nossa, que merda, Heitor. Pomar, Fiori, Sader, até o Boff... deprimente mesmo.

E tem até a Caros Amigos, aquele pasquim...

Ricardo Rayol disse...

tanta gente boa morre de desatres os mais variados e esses aí vão até os 100 anos.

André disse...

Também acho, tanta gente boa morre cedo e esses aí (e muitos outros) duram 100 anos ou mais. Vaso ruim não quebra.

Heitor Abranches disse...

Marco Aurélio critica troca de dados sigilosos entre órgãos do governo


Da FolhaNews


11/01/2008
09h13-O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello criticou ontem o parecer que o advogado-geral da União, José Antônio Dias Toffoli, prepara para tentar legitimar juridicamente a "transferência de dados sigilosos" entre órgãos do governo.

Para Marco Aurélio, a transferência de tais dados "contradiz o conceito de sigilo". "O sigilo visa preservar os dados onde eles estão armazenados. Essa é a ótica que eu defendo no Supremo", disse o ministro. "É como um segredo. Se você tem um, mantenha-o. Porque, se repassá-lo, a chance de vazar é muito maior".

O parecer, que ainda está sendo finalizado, já possui 300 páginas, de acordo com Toffoli, e prevê, "com base na Constituição", a transferência de dados sob sigilo entre os seguintes órgãos: TCU (Tribunal de Contas da União), Banco Central, Receita Federal e CGU (Controladoria Geral da União).

Toffoli argumenta que a troca de dados entre esses órgãos não configura quebra de sigilo. O tema é polêmico. O parecer é uma das metas estipuladas pela Enccla (Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro). Só que tal estratégia foi firmada na edição de 2006, com a participação de cerca de 50 órgãos dos poderes Executivo e Judiciário brasileiros e só agora estabelecida.

A reportagem apurou que a demora para a elaboração do texto é fruto de uma disputa entre os órgãos citados pela AGU. Enquanto o Banco Central e a Receita Federal relutam em compartilhar suas informações, a CGU e o TCU alegam que, como órgãos de governo, teriam direito ao acesso a tais dados.

"Coitado do relator"

Ao contribuir para a polêmica sobre a questão, o ministro Marco Aurélio também ironizou o tamanho do parecer elaborado por Toffoli. "Não sei por que ele precisa de tantas páginas para apresentar algo que ele julga ser tão claro. Se o assunto chegar ao Supremo, coitado do relator", brincou.

O presidente em exercício da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e advogado tributarista, Vladimir Rossi Lourenço, também criticou o parecer da AGU. Para Lourenço, o governo não pode "descumprir uma disposição constitucional [o direito ao sigilo bancário] para fiscalizar a sonegação".

No próximo dia 21, a Comissão de Direito Tributário da OAB se reúne para debater o assunto, considerado pelos próprios tributaristas como complexo e que evoca diferentes interpretações.
Para Ives Gandra Martins, advogado especialista em direito tributário e integrante da comissão da OAB, com a extensão do acesso a dados bancários -junto com a instrução normativa da Receita Federal-, o governo "coloca a suspeita em toda a população, apesar dos mensalões e aloprados".

Heitor Abranches disse...

Nível de reservatórios diminui para 44,6%
Data: 11 de janeiro de 2008
A curva de armazenamento de água nos reservatórios do subsistema Sudeste/Centro-Oeste continua em trajetória declinante, de acordo com o Informativo Preliminar Diário da Operação de terça-feira, publicado nesta quinta-feira pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico. O volume de água disponível nos reservatórios das hidrelétricas recuou 0,1 ponto percentual, para 44,6% da capacidade total das duas regiões.
Por conta disso, diminuiu novamente a diferença entre a curva do nível de armazenamento dos reservatórios e a curva de aversão ao risco, referência para o volume de água necessário que garantiria o abastecimento do mercado com segurança. No Nordeste a situação é estável: o nível dos reservatórios da região permaneceu em 27,1% da capacidade total. No Sul, o volume de água nas hidrelétricas passou de 74% para 73,7%. No Norte, baixou de 29,9% para 29,8%.

Bocage disse...

Recentemente, um planeta descoberto a partir de um observatório na Venezuela recebeu o nome de Huya, deus da chuva dos índios wayúu. Como os venezuelanos, precisamos agradar os deuses, senão nossos reservatórios continuarão a secar.

Bocage disse...

Se o herdeiro dos poderes do apóstolo Pedro de ligar e desligar coisas terrenas a celestes é Ratzinger, e São Pedro é o deus da chuva dos católicos, talvez possamos responsabilizar o alemão pela nossa crise energética. É uma teoria, rsrs.

Bocage disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bocage disse...

Não sabemos qual das cinco mil religiões acerta (provavelmente nenhuma) ao proclamar-se única e verdadeira, fora da qual não se agrada ao(s) verdadeiro(s) deus(es). Por isso convém que rezemos ao máximo de deuses da chuva possível. Desde que o(s) verdadeiro(s) não seja(m) ciumento(s) como Javé, pois então estaremos apenas aumentando a temperatura de nossa futura estada no Hades.

São Pedro (mitologia católica)
Javé (judaica)
Thor (escandinava)
Tlaloc (asteca)
Indra (védica)
Júpiter (romana)
Zeus (grega)
Chaac (maia)
Iansã e Oxumaré (do candomblé)
Nanã Buruquê (africana)
Dhaniya (budista)
Adad (mesopotâmica)
Baal (babilônica)
Bunzi (angolana)

e muitos outros.

E Pascal a julgar que a aposta era fácil...

Catellius disse...

Excelente post, Heitor.
Excelentes comentários!
Salve, Bocage! Feliz 2008 para você também.
Você precisa ver a quantidade de deuses ligados a fezes, excrementos, peidos, etc. Um dia tento listá-los, he he.

Entre aspas, afirmações ridículas do Diogo, administrador do site O Expressionista:

"Catelius, aí é questão de opinião pessoal. Acredito que a gente trabalhe para bancar nossos prazeres."

A sua opinião não é capaz de fazer com que não exista prazer no trabalho. Minha opinião não é capaz de fazer com que exista prazer no trabalho.

"Pra mim, este papinho de trabalhar se divertindo é apenas jogadinhas neurolngüísticas para enganar o funcionário e estimulá-lo a aumentar sua produção."

He he he. Não interessa se o prazer no trabalho é "enganoso" porque fruto de uma artimanha maligna do patrão. Prazer é prazer. E prazer é sempre... prazeroso...
Patrões se divertem no trabalho também. O que você fala é simplesmente absurdo. Não existe? Pffff Dizer que é mais incomum do que imaginamos, tudo bem.

"Pode-se ter, no máximo, orgulho do que se produz, mas sem o salário para bancar as viagens, os vinhos, as comidas e até aquela deliciosa massagem tailandesa."

Ter orgulho (não vanglória) é prazeroso.
Então não existe amor entre casais, porque sem uma boa casa bem localizada em uma boa cidade, filhos saudáveis e dinheiro para pagar as contas a relação se afunda em problemas... Boa, he he. Prazer é viajar, comer, beber vinho e ser massageado... Dá para ter prazer no trabalho e dá para aprender a ter prazer no trabalho (tem gente que tem prazer com cada coisa, até em subir escadarias de joelhos), porque é melhor viver prazerosamente.
Trabalhar com pessoas legais, fazer parte de uma equipe estimulante, derrubar limites (é prazeroso, sempre), superar a concorrência, projetar edifícios que moldarão a silhueta da cidade, construí-los, ser bem pago para esculpir, pintar, compor músicas, escrever, atuar, "brincar" de banco imobiliário e ser pago para isso, ser dono do botequim, ser dono da padaria da esquina, ser dono da farmácia de Tabocas do Brejo Velho... E homem não gosta de ficar de bobeira para a esposa ficar inventando moda com ele, he he. O bom é curtir a família ao fim do dia e no fim de semana, descansando do trabalho, e trabalhar para descansar da família, he he.

André disse...

Vai faltar luz, que vergonha. E aposto que o PT vai vir com aquela conversa de herança maldita do PSDB.

Gostei da listinha de divindades, Bocage. Bem completa...

E daqui a pouco vamos ter q rezar para uns demônios também, como Agrammon, Chronozon, Beelzebub, Samael, Asmodeus, Abaddon, Valafar... e é bom não esquecer da Hecatae, as Três, divindade greco-romana. The Kindly Ones...

Dizem que as Erínias ou Fúrias romanas teriam derivado da Hecatae, mas pode ter sido uma criação distinta mesmo.

Alecto, “a Incessante”; Megaera, “a Rancorosa” e a minha predileta, Tisífone, “a Vingativa”.

Bastaria a Tisífone em cima do PT, he, he.

Pascal, se é que apostou, perdeu.

“They were usually said to have been born from the blood of Ouranos when Cronus castrated him. According to a variant account, they issued from an even more primordial level—from Nyx, "Night". Their number is usually left indeterminate. Virgil, probably working from an Alexandrian source, recognized three: Alecto ("unceasing," who appeared in Virgil's Aeneid), Megaera ("grudging"), and Tisiphone ("avenging murder").”

“Dante followed Virgil in depicting the same three-charactered triptych of Erinyes. The heads of the Erinyes were wreathed with serpents (compare Gorgon), their eyes dripped with blood, and their whole appearance was horrific and appalling. Sometimes they had the wings of a bat or bird, or the body of a dog.”

“The Erinyes often stood for the rightness of things within the standard order; for example, Heraclitus declared that if Helios decided to change the course of the Sun through the sky, they would prevent him from doing so. However, they were predominantly understood as the persecutors of mortal men and women who broke "natural" laws.

In particular, those who broke ties of kinship through murdering a father (patricide), murdering a brother (fratricide), or other such familial killings brought special attention from the Erinyes. It was believed in early epochs that human beings might not have the right to punish such crimes, instead leaving the matter to the dead man's Erinyes to exact retribution.

The Erinyes were connected with Nemesis as enforcers of a just balance in human affairs. The goddess Nike originally held a similar role as the bringer of a just victory. When not stalking victims on Earth, the Furies were thought to dwell in Tartarus where they applied their tortures to the damned souls there.

The Erinyes are particularly known for the persecution of Orestes for the murder of his mother, Clytemnestra. Since Apollo had told Orestes to kill the murderer of his father, Agamemnon, and that person turned out to be his mother, Orestes prayed to him.

Athena intervened and the Erinyes turned into the Eumenides ("kindly ones"), as they were called in instances portraying their more positive, beneficial qualities.

Nonetheless, many scholars believe that when they were originally referred to as the Eumenides, it was not to reference their good sides but as a euphemism to avoid the wrath that would ensue from calling them by their true name.

The taboo in speaking the names of certain uncanny spirits included Persephone, and there are parallels in many cultures (for instance, the tendency to refer to faeries as "the fair folk" or "the little people"). The Erinyes might also be recognized as Semnai ("the venerable ones"), the Potniae ("the Awful Ones"), the Maniae ("the Madnesses") and the Praxidikae ("the Vengeful Ones").

Another myth says that the Erinyes struck the magical horse Xanthus dumb for rebuking Achilles.
The Furies (their Roman name) or Dirae ("the terrible") typically had the effect of driving their victims insane, hence their Latin name furor.”

******************

Bom, muita gente só trabalha pra bancar os próprios prazeres, mas muita gente tem prazer com o trabalho também.

Uma deliciosa massagem tailandesa? Waaal... Que tipo de massagem tailandesa?, he, he. Porque tem aquela que não é bem massagem, aplicada em casas que não são bem casas de massagem...

“Então não existe amor entre casais, porque sem uma boa casa bem localizada em uma boa cidade, filhos saudáveis e dinheiro para pagar as contas a relação se afunda em problemas...”

Claro, dinheiro ajuda, mas um casal não precisa dessas coisas pra ser feliz.

“E homem não gosta de ficar de bobeira para a esposa ficar inventando moda com ele, he he. (...) e trabalhar para descansar da família, he he.”

Boa essa.

a.h disse...

Bom texto, Heitor.

Mas, se me permite, tem uma figurinha aí que teve grande dose de responsabilidade nesta m toda: O PEDAGOGO.

Quando fiz o colegial (se chamava assim na minha época), os professores de exatas e bio geralmente eram fortes e, mesmo os de humanas cobravam muito. O problema é que a postura destes mudou e, os outros também se adaptaram. Deixando de cobrar, de ensinar com método tradicional e tudo o mais.

O grande problema que vejo não é só o conteúdo marxista que avacalhou o ensino, mas a postura libertária do ‘deixa rolar’ e ‘vamos fazer uma auto-avaliação’. Daí fudeu tudo.

...

“E é impressionante como Rel. Internacionais dá viado.”

Ora, André! Por que eles dominam no Itamaraty. E porque também tem muito lá? Por que é um emprego onde todo mundo se veste bem e sonha em fazer compras em Nova York e passear pelos bulevares parisienses. Simples assim.

...

Mas, me digam o que o Boff faz em um curso de economia?!

...

Nível dos reservatórios em declínio? Agradeçam aos ‘ambientalistas’. Graças às suas ações públicas etc. e tal que tem obra embargada pra dedéu! Como se o letárgico IBAMA já não bastasse...

...

Bocage,

Se continuássemos no rumo do Governo Geisel poderíamos já ter várias centrais nucleares. Tecnologia alemã, mas sem influência do compañero Ratz.

...

Está impressionado com a quantidade de deuses, Catellius? Deveria ver o que seus emissários prescrevem... Tenho “O livro verde do Ayatollah Khomeini”. Começa com um capitulo ensinando a cagar. Juro.

André disse...

Que maluquice, digitei o endereço desse site errado, faltou o “s” em blogspot, e vejam só o site em que eu fui parar:

http://www.pugnacitas.blogpot.com/


É, eu peguei essa época (anos 80 e parte dos 90) do ‘vamos fazer uma auto-avaliação’...

No Itamaraty também há muitos casamentos de fachada, pq diplomata quando chega a uma certa idade e começa a (lenta) ascensão na carreira, fica malvisto se continuar solteiro. No começo dela, tudo bem. E a hipocrisia lá dentro é enorme. Viadagem, só escondida. Se aparecer, acaba com a carreira da pessoa. Outra coisa engraçada é que todo mundo que passa no concurso parece que muda o nome antes mesmo de se inscrever, pq é raro o diplomata que não tem nome quilométrico, de “aristocrata”, tipo Carlos Henrique Almeida Bastos de Rouanet St. Villiers, Antônio Augusto Veiga de Miranda Cardoso e Toledo ou Maria Lúcia Fonseca de Mendonça Ferraz e Paraty. Tem sempre um “de” ou um “e” alguma coisa. E sobrenomes estrangeiros abundam. Deve haver uma dinastia dos Rocambole lá dentro.

“Por que é um emprego onde todo mundo se veste bem e sonha em fazer compras em Nova York e passear pelos bulevares parisienses.”

Sim, andar todo empertigado, durinho, comprar cosméticos em Paris, assistir aos musicais chatos da Broadway e peças de teatro “cabeça”. Um luxo!

Também não acreditei quando vi a bibliografia/currículo desse curso de economia. Mesmo com a longa tradição de esquerdismo da UnB. Era UnB, não era?

Jornais e revistas vivem publicando matérias idiotas, como “O que vc pode fazer para levar uma vida ecologicamente correta” e “Como contribuir para reduzir o aquecimento global”. As regrinhas: escolher a escola dos filhos bem pertinho da sua casa, usar menos o carro, andar de bicicleta (pensam que o mundo é a China), não usar mais sacolas plásticas, blá, blá, blá. Enquanto isso, eu gostaria de ter um carro Mercedes diesel ou turbodiesel. Diesel rende mais, mas parece q é um dos mais poluentes, se não for o mais. Mas eu sou “mau”, pq pra essa gente estou me lixando para o coala translúcido verde furta-cor da Nova-Zelândia ou para o calau lápis-lazuli de Sumatra. Logo eu, que adoro os documentários do Discovery e da NatGeo sobre natureza selvagem. Não há nada melhor.

Chineses e indianos descarregam milhões de toneladas de tudo o que é composto tóxico na atmosfera e eu é q tenho q “evitar usar sacolas plásticas” ou “plantar uma árvore”?

Desastre ambiental não é esse modismo de superaquecimento. Desastre será o dia em q todo chinês tiver acesso a um carro 1.0, água potável e três refeições por dia. O mundo acaba.

O Brasil já deveria ter uma rede de usinas nucleares, se tudo trivesse sido bem feito ao longo de todos esses governos ruins q nós tivemos. E boas estradas e uma malha ferroviária que cortasse o país todo. Mas isso é outra história...

Eu já vi um livro, traduzido para o português, da embaixada do Irã, que dizia tudo o que as mulheres podiam e não podiam fazer. E é de direito islãmico. Todo escrito por homens, claro.

Heitor Abranches disse...

Pois é André,

Não podemos esquecer que no Brasil não é politicamente correto ter uma Mercedes, um Rolex e outras coisas que a burguesia decadente gosta.

Dentro deste espírito bem que eu gostaria de arrancar os 4 mil e tantos cabelos que o Zé Dirceu implantou na cabeça para preservar a aparência, mas que burguesinho...

rsrsrs

Heitor Abranches disse...

Isto sem falar nas milhares de transfusões de sangue e outras paradas que a elite comunista geriátrica de Cuba toma para se perpetuar no poder....

a.h disse...

"May God bless you."

ÊI André! Isto é karma!

Tu acabou achando um site engraçado e ainda tem um joguinho no pop-up: "acerte a menina pentelha". Putz!

Mas, falando de 'ambientalismo'... Viu como o tema 'aquecimento global' suposto, reposto, imposto está na inversa proporção à Febre Amarela, Dengue e outros surtos no país? Não é estranho que há muitos 'ambientalistas', justo por aquilo que não diz respeito ao cotidiano, àquilo que está próximo e que poderia ser sanado?

Já, quando se trata de ser 'ambientalista' para achar UM culpado pelo 'aquecimento global' (os EUA) aparecem milhões...

E a moda de criticar fraldas descartáveis porque são descartáveis. "Use as antigas de pano"... Ora! Mas, estas têm que ser lavadas diariamente, VÁRIAS VEZES. E daí me pergunto e o consumo de água?

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