24 janeiro 2008

Quem financia o astrólogo?

Anselmo Heidrich está se propondo a um trabalho interessante, a desmitisficação de dois engodos da imprensa eletrônica nacional, o jornal Mídia sem Máscara e seu mentor, o sedizente filósofo e astrólogo Olavo de Carvalho. Sedizente filósofo porque se pretende como tal. Astrólogo por ofício, já que escreveu três ou quatro livros de astrologia, que curiosamente prefere nem mais citar em sua bibliografia. Aliás, o “filósofo” parece ter desistido de definir-se como astrólogo, pois em seus créditos já não acrescenta o antigo ofício. Quando a profissão é infamante, melhor declarar-se bailarina.

Ok! Filósofo não é profissão regulamentada, como muito menos a de astrólogo, psicanalista ou ornitologista. Assim, quem quiser anunciar-se como filósofo, astrólogo, psicanalista ou ornitologista, esteja a gosto. Nihil obstat!

Como leitor que um dia teve algum apreço por Olavo de Carvalho e ex-colaborador censurado do Mídia sem Máscara, presto meu depoimento. Gostei de seu livro O Imbecil Coletivo. Quando Olavo o autografou na livraria Cultura, em São Paulo, fui lá prestigiá-lo. O autógrafo veio eivado daquela simpatia impessoal que os autores dedicam a um leitor quando não querem comprometer-se. Li também o Imbecil Coletivo II, menos interessante que o primeiro, como todas as suítes de filmes. Acabei sabendo que meu livro sobre a Suécia, O Paraíso Sexual-Democrata, fora citado em O Jardim das Aflições. Até hoje não entendi porquê. Meu livro nada tem a ver com o que pretende ser um tratado de filosofia.

Tratado de filosofia, umas ovas. Olavo irritou-se com uma palestra de um certo José Américo Motta Pessanha sobre Epicuro, proferida no MASP, em maio de 1990, e escreveu um livro inteiro para contestar o autor. Na verdade, quem Olavo não suporta é Epicuro,o filósofo de Samos que se opôs às concepções fundamentais dos estóicos, platônicos e peripatéticos, aproximando-se dos cirenaicos, movido por uma dupla necessidade: a de eliminar o temor aos deuses e a de desprender-se do temor da morte. Segundo Ferrater Mora, “o primeiro se consegue declarando que os deuses são tão perfeitos que estão além do alcance do homem e de seu mundo; os deuses existem (pois, contrariamente à opinião tradicional, Epicuro não era ateu) mas são indiferentes aos destinos humanos. O segundo se consegue advertindo que enquanto se vive não se tem sensação da morte e quando se está morto não se tem sensação alguma. (...) A felicidade se consegue quando se conquista a ataraxia, não para insensibilizar-se por completo, mas para alcançar o estado de ausência de temor, de dor, de pena, e de preocupação”.

É claro que este tipo de filosofia não pode servir a um astrólogo que, manipulando a superstição, quer exercer poder sobre seus semelhantes. Quem não teme a morte não teme deuses nem astros. O divertido em tudo isso é que, Olavo, irritado com o Pessanha, escreveu um livro inteiro sobre sua palestra. Ora, invejo o Pessanha. Adoraria um ouvinte assim irritado. Se cada palestra minha tivesse gerado um livro, minha bibliografia hoje seria vasta. Caso típico de um tiro que saiu pela culatra.

O autor de O Jardim das Aflições revela-se mais com vocação para garçom do que para ensaísta. Elabora sofisticados coquetéis de idéias que nada têm a ver com pensamento. Mistura todo tempo filosofia e teologia e chega a proferir este despautério: “O sábio deve, por um lado, obediência às leis e costumes, caso não deseje ser excluído da comunidade humana; deve-a, por outro lado, ao Deus verdadeiro, do qual a comunidade só conhece analogias e símbolos distantes, cristalizados em ritos e mandamentos cujo sentido se perdeu”.

Que Deus verdadeiro? Teria lido o pretenso teólogo algum dia a Bíblia? Até Jeová acreditava em outros deuses, tanto que mandava destruir seus altares. Os jeovistas contemporâneos são mais jeovistas que Jeová, acham que deus é um só. Jeová não achava. Aliás, esse gambito do astrólogo é muito safado. Professa um cristianismo abstrato, manifesta sua fé no tal de Altíssimo, sem jamais dizer à qual confissão de fé pertence. Aparentemente, é a fé católica. Mas o astrólogo não pode afirmá-la, sob pena de incoerência. Ninguém pode ser católico tendo tido três mulheres. Muito menos ser astrólogo e católico ao mesmo tempo. Então, fica professando aquele cristianismo indefinido, que só convence quem adora ser convencido – para não ter de comprometer-se. Em suma, um arremedo de Nostradamus que vive de mascambilhas. Nós, ateus, podemos ter uma, dez ou vinte mulheres. Católico só pode ter uma só.

Católicos, hoje, têm se mostrado mais enrustidos que homossexuais dentro do armário. Se homossexualismo se tornou uma opção comportamental, a fé católica é mais difícil de sustentar. Essas empulhações de mãe virgem, de deus-três-em-um, de Cristo que ressuscitou, de vinho que vira sangue, de pão que vira carne, já não convencem nem mesmo os cristãos.

De escritor de textos lúcidos contra as esquerdas, Olavo de repente descambou para aiatolices. O Mídia sem Máscara seguiu o chefe. Quando escrevi sobre as práticas medievais da Opus Dei aqui em São Paulo, recebi advertência do editor Paulo Diniz. Que não era bem assim, etc e tal. Quando escrevi que Cristo nascera em Nazaré, mas não em Belém – questão que sequer constitui dogma – fui censurado. Hoje o Vaticano mostra um presépio na praça de São Pedro, onde Cristo nasce em Nazaré. Se o Vaticano mandar um artigo para o Mídia sobre o assunto, certamente será censurado. Quanto a algum artigo do Bento, talvez passe. Neste Natal passado, enquanto o Vaticano afirmava o nascimento do Cristo em Nazaré, o Bento falava em Belém. Pelo jeito, está faltando comunicação interna na Santa Sé.

É curioso observar que o Mídia – que, bem ou mal, acaba se professando católico ou algo por el estilo – não escreveu uma linha sobre a visita do papa a São Paulo. Pelo jeito, temos cisma à vista. Quem sabe o Olavo cria uma seita. Dá grana a granel – os pastores da Renascer ou da IURD que o digam – e assim Olavo não precisaria pedir esmola a seus discípulos para sustentar suas vilegiaturas na Virginia. Também é curioso observar que Olavo, defensor incondicional da cristandade, nunca disse sequer uma palavrinha contra as práticas hediondas do islamismo, como a ablação do clitóris e a infibulação da vagina.

Padre não briga com padre. Muito menos astrólogos com teólogos. O ofício é o mesmo. Como escreveu Anselmo, “o Mídia Sem Máscara hoje é um site que detém elementos claramente totalitários. E isto parte da chamada “filosofia de Olavo de Carvalho”. Mas, seu maior erro é se julgar “sem máscara” enquanto que, na verdade, apresenta dois rostos: um anticomunista e outro tão totalitário quanto o comunismo, o do fundamentalismo religioso em campanha contra o estado laico e a pluralidade de opiniões intrínseca à democracia. (...) E não diferencio isto de um lixo como Carta Capital ou Caros Amigos”.

Mantive longos debates com alguns meninos da comunidade Mídia sem Máscara, no Orkut. Todos se manifestavam católicos, mas pouco ou nada entendiam de teologia ou doutrina da Igreja. Em boa parte, defendiam a Inquisição. Mais ainda: mantinham uma postura de quem se atribuía direitos sobre a orientação do jornal. Muito estranho.

A pergunta que permanece é esta: quem financia o Mídia sem Máscara? Porque o jornal tem algum custo de edição. Seus redatores não recebem nada. Os editores, recebem. Recentemente, a ministra petista Marina da Silva alinhou-se a Olavo de Carvalho na defesa do creacionismo. Quando tivermos esta resposta, saberemos a quem servem Olavo de Carvalho e seus acólitos.

Olavo estende o chapéu desde Virginia: “Estou pedindo a todos os meus leitores e amigos que me ajudem a fazer o que tenho de fazer. Doações pessoais ainda são permitidas e livres de impostos. Quem tiver sensibilidade e condições para isso, que faça uma contribuição por qualquer destes três meios, à sua escolha: “Para contribuições em dólares, por cartão de crédito, simplesmente clique o botão abaixo e siga as instruções (no formulário, em resposta ao item "payment for", escreva simplesmente "donation").

Ainda há poucos dias, o Mídia sem Máscara oferecia um curso de filosofia ministrado pelo astrólogo em Virginia, por módicos três mil e poucos dólares. Parece que o site tomou vergonha: o anúncio do curso não está mais lá.

Ora, alguém acredita que leitores financiarão um guru nos States? Guru brasileiro? Para isto é preciso manipular altos níveis de vigarice, oriundos de países que têm prestígio místico. Falo de Bento XVI, Osho, Dalai Lama, Deepak Chopra.

Não é empreitada para campineiro. Resta então a pergunta: quem financia o astrólogo?

47 comentários:

André disse...

“simpatia impessoal que os autores dedicam a um leitor quando não querem comprometer-se”

É, isso acontece muito.

Ele não gosta de Epicuro? Nossa, eu adoro Epicuro. E Montaigne, Nietzsche, La Rochefoucauld e Ortega Y Gasset.

Ele teve três mulheres? Essa eu não sabia.

Os caras que escrevem para o MSM são muito fraquinhos.

Vai ver o Papa não é suficientemente conservador para o MSM.

“Todos se manifestavam católicos, mas pouco ou nada entendiam de teologia ou doutrina da Igreja.”

É sempre assim...

Marina da Silva alinhou-se a Olavo de Carvalho na defesa do criacionismo? Que nível...

E ele ainda pede dinheiro...

Raphael disse...

Ler artigos do Olavo ultimamente tem significado ler sobre Foro de São Paulo e conspirações ateístas, só. Aliás, é interessante como os discípulos do Olavo acusam o Janer de estar obcecado por deus enquanto seus olhos brilham quando lêem o guru escrevendo sobre o Foro de São Paulo.

Mas Olavo tem seus méritos, admito. É um bom argumentador, é elegante e tudo o mais. Segundo a Desciclopédia, esse é Olavo de Carvalho em qualquer discussão: “Veja bem, cala a boca e vai tomar no seu cu, seu filho da puta! Eu estudo esta bosta faz mais de 40 anos! Você só conhece o besteirol voltareano!”

E viva o Olavo.

Anônimo disse...

Pode ter sido bom argumentador e elegante no passado, passado distante, e olhe lá.

Raphael disse...

Anônimo, peço desculpas pela minha precária capacidade de comunicação, fazer o quê?. O “elegante e bom argumentador” era sarcasmo.

Anônimo disse...

Eu é que peço desculpas, Raphael, porque a falha foi minha, vc realmente foi sarcástico e eu nem percebi.

Catellius disse...

Em um texto da semana passada publicado no Jornal do Brasil, e que reproduzi abaixo, o OdeC diz que devemos ler História como se fosse ficção, senão nunca a entenderemos, he he. E afirma - acho que foi isso que quis dizer, no fundo - que devemos ler as mirabolâncias da Bíblia como se de fato fossem ficção mas que aí entenderíamos que elas são verdades históricas, e para isso precisamos reconhecer dentro de nós os monstros e os santos descritos em suas páginas - uma gnose, aparentemente.

Ele diz que a aversão que o universo das religiões causa em algumas pessoas é derivada de uma "impressão humilhante de não estar à altura desse apelo (o apelo que o nobre e elevado nos fazem)". Ora, como se descrentes e críticos das religiões e de seus calhamaços de embustes não admirassem homens de engenho quase inatingível como Arquimedes, Shakespeare, Beethoven, Sócrates, etc. Se fosse assim, se não quisessem ter a "impressão humilhante de não estar à altura desse apelo", falariam dos textos de Marco Aurélio, Montaigne, Stuart Mill, de Nietzsche e de outros com o mesmo tom usado quando falam da Bíblia; falariam das Termópilas, onde povos rivais se uniram para barrar a entrada dos persas na região onde suas mães, esposas e filhos habitavam, no mesmo tom que usam contra as chacinas perpetradas pelo invasor Josué, a mando de Jeová, contra povos por séculos estabelecidos em Canaã.

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Como ler a Bíblia

Olavo de Carvalho
Jornal do Brasil, 17 de janeiro de 2007

Quando você lê um romance ou peça de teatro, não tem como julgar a verossimilhança das situações e dos caracteres se antes não deixar que a trama o impressione e seja revivida interiormente como um sonho. Ficção é isso: um sonho acordado dirigido. Como os personagens não existem fisicamente (mesmo que porventura tenham existido historicamente no passado), você só pode encontrá-los na sua própria alma, como símbolos de possibilidades humanas que estão em você como estão em todo mundo, mas que eles encarnam de maneira mais límpida e exemplar, separada das contingências que podem tornar obscura a experiência de todos os dias. A leitura de ficção é um exercício de autoconhecimento antes de poder ser análise literária, atividade escolar ou mesmo diversão: não é divertido acompanhar uma história opaca, cujos lances não evocam as emoções correspondentes.

A mesma exigência vigora para os livros de História, com o atenuante de que em geral o historiador já processou intelectualmente os dados e nos fornece um princípio de compreensão em vez da trama bruta dos acontecimentos. Se você não apreende os atos dos personagens históricos como símbolos investidos de verossimilhança psicológica, não tem a menor condição de avaliar em seguida se são historicamente verdadeiros ou não. Um livro de História tem de ser lido primeiro como ficção, só depois como realidade.

O problema é que nem sempre as possibilidades que dormem no fundo da nossa alma nos são conhecidas -- e então não podemos reconhecê-las quando aparecem na ficção ou na História. O resultado é que a narrativa se torna opaca. Pior ainda, você pode se deixar enganar por falsas semelhanças, reduzindo os símbolos da narrativa a sinais convencionais das possibilidades já conhecidas, senão a estereótipos banais da atualidade. O reconhecimento interior não é só um exercício de memória, mas um esforço sério para ampliar a imaginação de modo que ela possa abarcar mesmo as possibilidades mais extremas e inusitadas. Você não pode fazer isso se não se dispõe a descobrir na sua alma monstros, heróis e santos que jamais suspeitaria encontrar lá.

Compreensivelmente, os monstros são mais fáceis de descobrir do que os heróis e santos. O medo, o nojo, a raiva e o desprezo são emoções corriqueiras, e eles bastam para tornar verossímil o que quer que nos pareça ser pior do que nós mesmos. Já aquilo que é nobre e elevado só transparece a quem o ama, e esse amor traz imediatamente consigo um sentimento de dever, de obrigação, como no célebre soneto de Rilke em que a perfeição de uma estátua de Apolo transcende a mera contemplação estética e convoca o observador a mudar de vida, a tornar-se melhor. A impressão humilhante de não estar à altura desse apelo produz quase automaticamente uma reação negativa -- o despeito. Negando a existência do melhor, reduzindo-o ao banal ou fazendo dele uma camuflagem enganosa do feio e do desprezível, a alma encontra um alívio momentâneo para o seu orgulho ferido, restaurando uma auto-imagem tranqüilizante à custa de encurtar miseravelmente a medida máxima das possibilidades humanas.

Se esse problema existe em qualquer livro de ficção ou de História, imaginem na Bíblia, onde o personagem central é o próprio Deus. Abrir-se ao chamado da perfeição divina é trabalho para uma vida inteira e mais uns dias, e vem entremeado de inumeráveis derrotas e humilhações -- mas sem isso você não compreenderá uma só palavra da Bíblia. Cem por cento do ateísmo militante consistem em despeito e incapacidade de leitura séria.

fim

--//--

A última frase é impagável, he he.

"Cem por cento por cento do ateísmo militante consistem em despeito e incapacidade de leitura séria."

Cem por cento, ho ho ho!
Então, segundo o OdeC, há ateus que fazem uma leitura séria da Bíblia, com a seriedade exigida por ele. Mas não os militantes, he he. Caso resolvam expor suas idéias para outras pessoas, passarão automaticamente a ser militantes e portanto perderão a capacidade de leitura séria e a própria leitura séria do passado deixará de ter sido séria, he he. Afinal são cem por cento!!! E alguém que passou a vida inteira lendo seriamente a Bíblia e crendo piedosamente, se passar a descrer de tudo (basta de fato ler seriamente a Bíblia para tanto) e passar a divulgar os motivos que o levaram à descrença, deixará de ter lido seriamente a Bíblia, he he he.

Olavo escreve, entre parênteses: "mesmo que porventura tenham existido historicamente no passado"

Por que não "mesmo que porventura tenham existido fantasiosamente no futuro"?

ho ho

Escreveria, apenas, se não fosse homo-ideologicus CEM POR CENTO DO TEMPO: "mesmo que tenham existido" - E ponto final.

C. Mouro disse...

(...)
Depois de conquistar com textos brilhantes OC começou a pregação religiosa, e cada vez foi ficando pior. Em tudo o sujeito coloca seu besteirol religioso e seu tosco ataque aos ateus.

...É lamentável ver um sujeito se perder de tal forma. Fosse mais equilibrado e muito mais contribuiria até para sua causa. Mas o séquito o contagiou, ele se deslumbrou e não tem mais volta.

É uma pena.
Mesmo ainda astrologo era melhor que o fanático atual.

Catellius disse...

Escrevi o comentário acima no blog do Constantino.

E aproveito que o Mouro apareceu e cito o que ele escreveu a seguir. Muito bom.

--//--

"O fanfarrão ideológico tem seus méritos, mas ele gosta mesmo é de defender ideologias estapafúrdias. Era marxista militante, apparatchik, e depois passou a ser militante católico, beato.

Deve ser porque gosta de asserções como argumentos, coisa que só as ideologias permitem.
Porra! a simples afirmação:

'Cem por cento por cento do ateísmo militante consistem em despeito e incapacidade de leitura séria.'

É indigna de um sedizente filósofo. Afinal qualquer um pode usa-la do mesmo jeito afirmativo banal.
Um marxista diria:

'Cem por cento por cento do anti marxismo militante consiste em despeito e incapacidade de leitura séria.'

Xiii! já pensou se os gays também resolvem dizer com (des)fundamentos afirmativa semelhante:

'Cem por cento por cento do anti gaysismo militante consiste em despeito e incapacidade de arranjar namorado.' ...hohoho! Já pensou? ...e olha que eles poderiam até apontar evidências, dado que tais militante querem se meter na vida dos gays. Ora porras, as bichinhas, não fazendo mal a ninguém e dando aquilo que é seu, estão no seu direito, que se casem no civil e lá mais o raio que não envolva terceiros. ...mas os beatos militantes querem por que querem se imiscuir no reduto ...hehehe! ...será também por despeito? ...incapacidade? ...hohoho!
O tipo deve tomar mais cuidado com seu besteirol afirmativo, não é coisa digna de um filósofo, mesmo sedizente.

Abraços
C. Mouro"

C. Mouro disse...

...hehehe!
Veja só isso do fanfarrão:

"Observo essa miséria sobretudo nas discussões sobre religião. Mesmo que o Deus da Bíblia fosse totalmente imaginário, você não poderia discuti-Lo antes de imaginá-Lo tal como Ele está na Bíblia."

Porra! o negocio é que se um maluquete me vem com uma alegação estapafurdia, sem nexo, como eu poderei imagina-la?

Como imaginar algo em si contraditório? por exemplo bom e mau, feio e belo, alto e baixo, forte e fraco?

Ou seja, o desgraçado inverteu a coisa. Na verdade quem fez a proposição é que tem dela apenas uma formulação verbal sem sentido, um jogo de palavras - como a trindade, por exemplo - e o outro ao exibir as falhas da mera formulação verbal, passa então a ser acusado, pelo embusteiro, de não conseguir imaginar como coerente aquilo que em si é incoerente, não consegue imaginar aquilo que é inimaginável logicamente. ...pobre diabo.

Quem imagina um sujo limpo?

Abraços
C. Mouro

Raphael disse...

“Mesmo que o Deus da Bíblia fosse totalmente imaginário, você não poderia discuti-Lo antes de imaginá-Lo tal como Ele está na Bíblia." Que diabos isso quer dizer? Se ele está tentando defender esse deus, está fazendo um péssimo trabalho. Imaginar deus como ele está na bíblia é imaginar um sujeito inseguro e sanguinário com poderes.

Ricardo Rayol disse...

Até dois anos e pouco atrás, quando comecei a blogar, eu nunca tinha ouvido falar nesse sujeito. Tudo bem sou iletrado. Por tanto ler que OC disse isso OC disse aquilo fui lá conferir o tal OC. Achei um cu, pois de cara era pedido uma ajuda para uma nebulosa campanha nos eua para a alertar as autoridades e politicos de lá dos perigos do bolivarianismo, como se a CIA já não o fizessem com muito mais propriedade. Picaretagem pura, pensei. E nunca mais nem li. Não leio e não lerei. E toda a vez que entro em um lugar com uma citação de ou sobre ele mando tomar no OC e me mando.

PS: Como disse sou iletrado. Vocês aqui tem uma elegância, uma verve invejável. Eu metia logo a porrada e foda-se.

André disse...

Muito bom, Catelli...

“se não quisessem ter a "impressão humilhante de não estar à altura desse apelo", falariam dos textos de Marco Aurélio, Montaigne, Stuart Mill, de Nietzsche e de outros com o mesmo tom usado quando falam da Bíblia...”

É, “endeusariam” os humanos, he, he, se não quisessem ter essa impressão humilhante diante de um intelecto superior.

“Cem por cento do ateísmo militante consistem em despeito e incapacidade de leitura séria.”

Eu nunca vi um ateu militante, mas, dos ateus e agnósticos que conheço, alguns são extremamente cultos e refinados. Se tem uma coisa q fazem é ler tudo com muito cuidado.

Enfim, quem discorda dele é idiota, ponto.

“Deve ser porque gosta de asserções como argumentos, coisa que só as ideologias permitem.”

Também acho.

“Ora porras, as bichinhas, não fazendo mal a ninguém e dando aquilo que é seu, estão no seu direito, que se casem no civil e lá mais o raio que não envolva terceiros.”

Dando aquilo q é seu... Estou rindo aqui...

Ora, grande Rayol, mas vc está certíssimo. Eu, p. ex., também adoraria poder meter logo a porrada e foda-se. Nele e em muitos outros por aí.

Marcos Vinícius Ferrari disse...

"Imaginar deus como ele está na bíblia é imaginar um sujeito inseguro e sanguinário com poderes."

Nota 10 para esta frase do Raphael. Resumiu bem o esquema do Jeová.

Catellius disse...

Mouro, acabei de ler esse texto cujo trecho você citou, o Discutindo com Macacos, de ontem.

E isto aqui?

"Quando recoloquei em circulação neste país o estudo da arte de argumentar - da qual imediatamente os macaqueadores começaram então a falar no tom de quem tivesse longa experiência do assunto - não esperava que a palavra 'argumento' se transformasse no fetiche em que se transformou. É característico dos macacos intelectuais achar que tudo é uma questão de 'ter argumentos'. Nem suspeitam que a argumentação é a parte mais baixa e rudimentar do treino filosófico."

Minhanossasenhoradaabadia! Ele recolocou em circulação o estudo da arte de argumentar. Não imaginava que, por causa dele, a palavra "argumento" se transformaria no fetiche dos racionalistas. "Meu Deus, o que eu fiz?" deve ter gritado Olavo de Carvalho olhando para o céu enquanto a câmera subia afastando-se de sua boca congelada em um grito, enquanto a chuva em perspectiva era realçada a cada relâmpago! Para ele, a argumentação é a parte mais baixa e rudimentar do treino teológico, ops, filosófico.... Argumentação é apenas a exposição do que se filosofou, ora bolas. Ou ele chega a suas conclusões por revelação?

"Infelizmente foi isso o que aconteceu na quase totalidade das discussões em que me meti com brasileiros, principalmente "intelectuais". Argumentos genuínos - eventualmente falsos no confronto com a realidade, mas genuínos enquanto argumentos - só encontrei nos EUA e na Europa. No Brasil, ninguém mais sabe o que é isso."

O profeta nunca é reconhecido em sua própria terra, he he. Por isso o OC mora em Varginha, ops, Virgínia, he he.

"Como em geral os inimigos da Bíblia só a lêem - quando a lêem - com uma firme disposição de esvaziar de sentido o seu personagem em vez de preencher-se a si próprios com esse sentido, o resultado é que não há discussão nenhuma: há apenas, de um lado, a imitação simiesca da arte de argumentar, do outro - o meu - o esforço inútil de explicar a um macaco que não estou argumentando com ele."

Tão superior, he he. Ele tenta explicar, ou seja argumentar, que não está argumentando. Se ele respeitasse seu pai, o dicionário, não tentaria, como bom "filósofo", alterar o significado da palavra "argumento" em proveito de sua gnose. De modo parecido, outros já tentaram alterar o significado de "razão" para abrirem mão dela quando fosse conveniente.

Argumento:
raciocínio de onde se tira a respectiva conclusão;
razão;
prova;
discussão;
altercação.

"Raciocínio de onde se tira a respectiva conclusão"...
Olavo de Carvalho realmente não pode argumentar com os que ele chama de "inimigos da Bíblia". Estes a lêem, raciocinam e tiram suas conclusões, e as expõem. OC já tem a conclusão, à qual chegou por gnose (ele é um herege, segundo Católicos conservadores como Orlando Fedeli) e pela confiança que depositava em sua mamãe, que lhe contava historinhas bíblicas para ele dormir, e a "argumentação" vem depois. Aí ele brinca com palavras e faz sua argumentação absurda, cheia de forçações de barra. Criticado por isso, acusa os outros de não saberem o que é argumentação, porque ele foi o pioneiro em estudá-la no Brasil, chama-os de macacos e diz que não está argumentando, apenas tentando encontrar a motivação dos oponentes, que mesmo quando proferem sentenças corretíssimas têm um juízo errado, no fundo, porque não estão falando a mesma língua que ele... (vocês precisam ler o texto inteiro para entender. Cliquem aqui)

Minhanossasenhoradaabadia!

C. Mouro disse...

...hehehe! como bom "ex-marxista" ele exige que se aceite suas premissas. Daí então se julga a conclusão que delas ele tira. Mas, contudo, por acaso e ademais apesar de o sujeito criticar sua erronea conclusão, é porque é um buguês... ops, um ateu que raciocina pela lógica atéia e não pela lógica superior dos crentes. ...hehehe!

Ora, como imaginar um dragão invisível cor de rosa?
Como imaginar um deus onipotente, logo onisciente, que precisa ver para crer?
Como pode um deus que tudo sabe, cuja palavra é a expressão da verdade, mudar de idéia, falar uma coisa ali e outra aqui e etc..
Como imaginar um deus que está em todo lugar que conhece "o coração dos homens" desejar adoração de criaturas insignificantes que le criou? Como pode tal deus apreciar oferendas/sacrificios?

Enfim, tal besteirol é fruto único de afirmações verbais contraditórias, por tal inimagináveis logicamente. Ou seja, é ininteligivel exatamente por ser mera formulação verbal sem sentido.

Mas como bom "ex-leninista", e le tanto repete isso, ele acusa os outros daquilo que ele mesmo faz. Ademais, dogmas não são para ser entendidos, são para ser aceitos ...hehehe! ele não pode negar isso. Como então entender, formular na imaginação a lógica do dogma?


Abraços
C. Mouro

Ou seja

C. Mouro disse...

Coisa macabra ...eu heim!

Estava lendo o post do heitor, houve um pico de luz, o computador apagou, eu religuei reacessei e.... Tcham! cadê o post????????????

Leo Cardoso disse...

O post era em ingles. Quando fui clicar em ver mais deu pagina nao encontrada. Fui voltar e o post sumiu.

Macabro mesmo :)

Raphael Piaia disse...

"Meu Deus, o que eu fiz?" deve ter gritado Olavo de Carvalho olhando para o céu enquanto a câmera subia afastando-se de sua boca congelada em um grito, enquanto a chuva em perspectiva era realçada a cada relâmpago!"

Boa. Rendeu risadas.

ROÇA COISA É OUTRA LIMPA disse...

Admirável, a clareza com que o Janer conclui argumenta todo seu ressentimento contra seu, outrora ,cumpanhero de msm!Por que o Janer resolveu expor-se assim.Estará pretendendo um toque , na próxima segunda-feira, no Talk Radio?
he he he !

a.h disse...

Peço uma pausa nos debates para assuntos mais relevantes, como esta verdadeira aula de Geopolítica sobre a Guerra Fria.

Veja André! E tu perdendo tempo lendo a Stratfor...

CAPITALISMO E SOCIALISMO SEGUNDO A ASTROLOGIA

por Olavo de Carvalho

A evolução do conflito entre capitalismo e socialismo acompanha rigorosamente os movimentos de três planetas: as relações geométricas (em linguagem astrológica, "aspectos") entre Saturno e Urano assinalam acontecimentos importantes nos países capitalistas, e os pontos cruciais da história do comunismo fazem contraponto aos aspectos entre Saturno e Netuno.

Essa é a tese que o astrólogo Antonio Facciolo Neto vai apresentar no Congresso Brasileiro de Astrologia, a ser realizado nos próximos meses em São Paulo. Ela está exposta em Ciclos Cósmicos da História, que é um dos vários trabalhos que astrólogos de S. Paulo estão enviando para a Associação Brasileira de Astrologia, responsável pela organização do congresso. Facciolo estabeleceu um minucioso quadro comparativo dos movimentos dos três planetas e da evolução do capitalismo e do comunismo desde 1846 (quando Marx fundou a Liga dos Comunistas) até os dias de hoje, obtendo assim algumas fortes evidências em favor da doutrina astrológica segundo a qual o ciclo Saturno-Urano rege o capitalismo e o ciclo Saturno-Netuno rege o comunismo. Alguns estudos anteriores já indicavam claramente essa direção. Alguns anos atrás o economista norte-americano L. Peter Cogan, por exemplo, da Academia de Ciências de Nova York, demonstrou a uma platéia de estupefatos cientistas a correlação entre as conjunções e oposições Saturno-Urano e as fases de otimismo e pessimismo das bolsas de valores. Saturno e Urano, segundo a astrologia, regem o capitalismo.

O estudo de Facciolo é bem mais abrangente que o de Cogan. Ele mostra, por exemplo, que aspectos "benéficos" entre Saturno e Urano acompanharam, entre inúmeros outros, os seguintes acontecimentos importantes para a formação e fortalecimento do capitalismo:

1851-52: a descoberta simultânea de minas de ouro na Austrália, na Califórnia e na Nova Zelândia dá um impulso, sem precedentes, no ritmo dos negócios nas principais bolsas de valores do mundo. 1857-58: as potências capitalistas européias ocupam a China e o Sudeste asiático. 1865-66: abolição da escravatura nos Estados Unidos e introdução da constituição democrática na Suécia. 1896-97: fundação do movimento sionista. 1905-06: formação da Entente Cordiale entre as potências européias. 1948-49: formação da OTAN. Inversamente, os ângulos "maléficos" assinalaram períodos de dificuldades para os países capitalistas: 1880-02: Guerra Civil Americana. 1873-75: crise econômica mundial. 1909-10: início das guerras européias. 1930-31: nova crise econômica mundial. 1950-51: o Irã nacionaliza o petróleo; a França é derrotada na Indochina; começa a guerra na Coréia. 1964-65: os Estados Unidos ingressam na Guerra do Vietnã. 1975-77: crise do petróleo.

No mundo comunista, as conjunções e aspectos benéficos entre Saturno e Netuno acompanharam, entre outros, os seguintes acontecimentos: 1846-47: fundação da Liga dos Comunistas. 1917-18: Revolução Russa. 1929-30: Plano Qüinqüenal. 1941-42: acordo com os EUA e a Inglaterra. 1952-55: morte de Stálin e início do novo ciclo histórico. 1959: sputniks. Os aspectos "maléficos" estavam presentes nos seguintes acontecimentos: 1868-69: dissolvida a seção francesa da Internacional Comunista. 1899-1900: cisão entre bolcheviques e mencheviques. 1926-27: surgimento da ditadura stalinista. 1937-38: Processos de Moscou. 1962-63: crise dos foguetes em Cuba e conflito entre Pequim e Moscou. 1971-72: aproximação entre Cuba e EUA.

Um novo ângulo maléfico entre Saturno e Netuno ocorrerá em 1979-80. Entre Saturno e Urano, em 1982. Em 1987-89, os três planetas entrarão simultaneamente em conjunção e, no fim do século, em quadratura. É lícito, portanto, segundo Facciolo, esperar um período de crise no mundo comunista, seguido de outro no mundo capitalista, em seguida uma aproximação entre os dois regimes e finalmente um período de crise geral.

Além de Ciclos Cósmicos na História, a associação já recebeu vários outros trabalhos para o congresso, entre os quais, A Lua e o Matrimônio, do psicólogo Juan Alfredo César Müller, ex-aluno de Jung e Szondi e estudioso da astrologia. Ele faz uma análise comparativa dos prognósticos matrimoniais e da posição da Lua nos temas astrológicos individuais, e propõe a introdução de novos métodos de previsão.

Pela tradição astrológica renascentista, as condições do matrimônio do indivíduo são estudadas pelo estado da sua 7ª casa astrológica. Sendo a parte mais ocidental do zodíaco oposta ao oriente, que representa o ego, a 7ª casa simboliza a relação entre os outros, os compromissos do indivíduo com a coletividade e, por extensão, o matrimônio.

Segundo Müller, essa doutrina surgiu numa época em que o casamento se definia essencialmente como um compromisso de ordem social, destinado a assegurar a procriação coercitiva (contrabalançando a mortalidade infantil, muito alta então) e o sustento dos filhos.

A diminuição da taxa de mortalidade infantil e o advento dos novos padrões de comportamento, na sociedade industrial urbana, amenizaram esse aspecto de coerção legal do matrimônio, ressaltando, ao inverso, seu aspecto de encontro interpessoal, seu lado afetivo e subjetivo.

Daí que, segundo Müller, o prognóstico matrimonial já não possa ser feito com base na 7ª casa, que tem um significado eminentemente social e coercitivo (contrato). O verdadeiro significador astrológico do matrimônio, hoje em dia, é a Lua, que representa tradicionalmente a subjetividade e as afeições.

Outros trabalhos já recebidos pela associação são: O Elo entre a Vida e a Matéria, por Antoine Daoud Philo, Urano e as Doenças Cardíacas, por Vera Facciolo, e A Mensagem da Astrologia, por Maria Ribeiro Franco.

A Associação Brasileira de Astrologia está convidando os astrólogos a participarem do congresso e a enviarem seus trabalhos. Ela pretende, também, paralelamente, formar um núcleo de estudos e pesquisas composto exclusivamente de pessoas de nível universitário, com vistas à formação eventual de um instituto superior de astrologia. Os interessados podem escrever para a associação (Rua Xavier de Toledo, 114, 3º andar, conj. 303, fone 239-0879, São Paulo-SP).


http://209.85.165.104/search?q=cache:iyyZ01myF5AJ:clubecetico.org/forum/index.php%3Ftopic%3D754.5%3Bwap2+Capitalismo+e+Socialismo+segundo+a+astrologia.&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=7

Raphael Piaia disse...

Anselmo, começou, na Warner, uma série chamada The Big Bang Theory. É a história sobre a relação de alguns nerds e uma garota bonita. A chamada do programa passa quase toda hora, sempre na parte em que a garota diz isso para um dos nerds e ouve essa resposta do outro:

Penny: I'm a Sagittarius, which probably tells you way more than you need to know.

Sheldon: Yes, it tells us that you participate in the mass cultural delusion that the sun's apparent position relative to arbitrarily defined constellations at the time of your birth somehow affects your personality.

Penny: (puzzled) Participate in the what?

Alguém precisa apresentar o Sheldon para o astrólogo.

André disse...

O Olavo fala como se, com um único gesto, virasse tudo do avesso. Ele recolocou em circulação o estudo da arte de argumentar...

Se vc falar em gnosticismo perto dele, ele não vai gostar. Já escreveu muito descendo o pau nisso.

É, Heidrich, e eu perdendo tempo lendo a Stratfor... Bom, então quando Saturno entra na casa de Urano, temos capitalismo, enquanto Saturno na casa de Netuno dá em comunismo. Mas faltaram os ascendentes. O meu é em Escorpião. Quando tudo isso entra em conjunção, ainda mais em quadratura, aí tenho que consultar uma amiga minha que é astróloga e entende dessas coisas muito mais do que eu.

Essa série, The Big Bang Theory, é legal. Mas hoje eu sou um viciado em uma série apenas (não, não é Lost): House. Esse diálogo da Penny e do Sheldon (acho q esse é o único dos nerds com alguma condição de traçar a Penny, ao q parece) é engraçado mesmo.

O Olavo escreveu mesmo isso? Que coisa.

Bocage disse...

Esquece, André. Se és de Escorpião não tens mais oráculo para consultar, pois o planeta que regia teu signo era Plutão, que perdeu o status de planeta, rsrs. E democraticamente, no voto!

Quem financia o astrólogo? - pergunta Janer.

Uma possibilidade é que seja a Sociedade Amigos de Plutão, ONG que já recebeu milhões do governo petista e cuja função é reabilitar o rebaixado astro.

Bocage disse...

UM ACERTO DE CONTAS COM A ASTROLOGIA
Entrevista de Olavo de Carvalho a Roberta Tórtora
Porto do Céu, Recife, junho 2000

http://www.olavodecarvalho.org/textos/astrologia.htm - Portanto, Janer, parece-me que o astrólogo não abandonou totalmente o ofício, uma vez que a entrevista pode ser lida em seu próprio site de pomposo título “Sapientiam Autem Non Vincit Malitia”.

Olavo afirma, na entrevista, ter criado uma ciência, a "Astrocaracterologia", cujo arcabouço teórico ele já teria concluído, faltando somente a fase empírica, experimental, que demanda dinheiro.

Nenhum conhecimento humano vale alguma coisa sem a astrologia. Quem não a estudou, não estudou nada:

"A Astrologia é um elemento obrigatório, por isto quem não a estudou, não estudou nada, é um analfabeto, um estúpido."

Inveja dos psicólogos:

"Precisamos retomar o estudo astrológico de um outro plano, para estruturar uma ciência. Só que não fizemos nem uma coisa nem a outra. Os astrólogos não fizeram porque têm preguiça e os outros, porque têm preconceito."

Pergunta: "Esta perda das tradições espirituais tem alguma coisa a ver com a era de Aquário?"
Resposta: "A era de Aquário é exatamente isto, a era da farsa, e já estamos nela. O Anticristo já está aí. Hoje, através dos meios de comunicação, é possível que dez pessoas mintam simultaneamente para bilhões e a farsa fica estabelecida."

Rsrsrs

No site da Ordem Nacional dos Astrólogos e Cosmo-analistas (rrs), o http://www.astrologia.org.br, lê-se que a Declaração Brasileira sobre Astrologia foi redigida, entre outros "cosmo-analistas", pelo sedizente filósofo:
"DECLARAÇÃO BRASILEIRA SOBRE ASTROLOGIA, ancorada nos princípios defendidos pela ABA e redigida em seu texto final pelos astrólogos Olavo de Carvalho, Vera Facciollo e Juan Alfredo César Müller."

Bocage disse...

O endereço que forneci aparece truncado. Aqui está o link para a página do Olavo: Entrevista com Roberta Tórtora.

Abaixo, o programa de um curso de Astrocaracterologia ministrado no ano passado por Edil Carvalho. Talvez dessas franquias venha parte do sustento do astrólogo.

*************

PROGRAMA DO CURSO
ASTROCARACTEROLOGIA

DESCRIÇÃO: A ASTROCARACTEROLOGIA foi elaborada em 1989 pelo filósofo Olavo de Carvalho que, inspirado na caracterologia de Ludwig Klages (1940), o caracterólogo por excelência, deu forma final às antigas observações que os escolásticos fizeram sobre as faculdades cognitivas e às relações que foram estabelecidas entre estas e os astros celestes pelo filósofo árabe Ibn’ Arabi (século XIII), desenvolvendo assim um instrumento atualmente indispensável para psicólogos, pedagogos, astrólogos e profissionais afins visto que ele proporciona uma avaliação da atenção individual, sendo, por isso mesmo, de extremo auxílio na área de desenvolvimento cognitivo, de orientação vocacional e existencial. A ASTROCARACTEROLOGIA é uma tentativa de abordar o saber astrológico através daquilo que o Ocidente melhor construiu em termos de conhecimento. Por isso, caso você julgue esta formação necessária e caso lhe pareça que o diálogo com outras disciplinas já existentes é fundamental para elevar o nível de compreensão e debate sobre o fenômeno astrológico, saiba que este é o curso certo.


OBJETIVO E RESULTADOS: Visa explorar certos temas que fazem parte do imenso corpo de conhecimentos com que a Astrologia freqüentemente dialoga mas que nem sempre constam de um currículo regular ou são apresentados com o devido rigor e aprofundamento, se tornando, por isso mesmo, uma oportunidade rara para o próprio amadurecimento profissional.


PROFESSOR RESPONSÁVEL: Edil Carvalho iniciou seus estudos e pesquisas astrológicas em 1985 e somente de 1991 a 1993 participou do curso de Astrocaracterologia com o próprio filósofo Olavo de Carvalho, onde defendeu a tese sobre a vida e obra de Fernando Pessoa. Lecionou esta pesquisa no instituto de Astrollogia & Recursos Humanos de Curitiba de 1994 a 1996 e até hoje transmite ao astrólogo iniciante noções básicas de cosmologia, filosofia e epistemologia. Durante este trajeto, participou também do curso de iniciação sobre simbolismo tradicional com o professor Eduardo Maia na Astrocientia (1985) e do curso de verificação astrológica com o professor Raul Varella na Unesp (1994). É co-autor do projeto Astrologia & Cinema: Uma Cosmovisão e do blog Coordenadas Celestes: http://coordenadascelestes.blogspot.com. Premiado no simpósio do Sinarj em 2003 pelo texto Por uma Teoria Simbólica.


DURAÇÃO: 18 aulas mensais, ministradas em finais de semana, com carga horaria de 12 horas cada. consulte o cronograma de aulas para 2006/2007.

Raphael disse...

André, o nerd que tem alguma chance com a Penny é outro, esqueci o nome dele. Acho que é Leonard.

O pessoal fala bastante de House, mas não é um tema que me interesse tanto. Ultimamente tenho assistido Two and a Half Men e, principalmente, Rome – da HBO – que é minha série preferida até então.

Raphael disse...

Fico imaginando qual é a série preferida do OC. A feiticeira, talvez? Vai ver ele faz até aquela coisa com o nariz quando está lendo os planetas. Imagina só

Bocage disse...

Texto de 2008:

Os planetas e a cognição

Para o filósofo Olavo de Carvalho, o mapa natal de uma pessoa pode revelar suas faculdades cognitivas ou o modo como ela percebe e reage ao mundo. Os planetas poderiam ser entendidos, em sua relação com as capacidades cognitivas, da seguinte forma:

SOL
INTUIÇÃO
percepção imediata que o sujeito tem de
determinado dado tão logo este se apresente

LUA
SENTIMENTO
alteração emocional – ora agradável, ora desagradável
- que o dado provoca no sujeito

MERCÚRIO
PENSAMENTO
associação que o sujeito faz do dado com outros dados já conhecidos

VÊNUS
FANTASIA
imaginação das infinitas possibilidades que o dado
permite e oferece, vislumbradas pelo sujeito

MARTE
ESTIMATIVA
reação instintiva que o sujeito tem
perante o poder de ação do dado

JÚPITER
VONTADE
expressão da liberdade que o sujeito se dá perante o dado, moldando-o de acordo com sua vontade

SATURNO
RAZÃO
formulação de regras e leis que o sujeito constrói a partir dos dados obtidos pelas demais faculdades, e com as quais compõe o seu entendimento de mundo

Fonte: http://portodoceu.terra.com.br/estudo/astrocaracterologia-01-b.asp

Raphael Piaia disse...

A fama de pessoas como Olavo de Carvalho e Reinaldo Azevedo em nosso país é compreensível. Na realidade em que vivemos, enquanto brasileiros, poucas são as opções para aqueles que não estão nas esquerdas. É principalmente devido a isso que por vezes liberais e conservadores são confundidos como sendo iguais.

Todos que não se alinham aos discursos da esquerda - homogênea na mídia e cultura latina como é - têm poucos refúgios se não nessa espécie de sujeitos. Dessa forma, não é de admirar que bom número de ateus racionais (e até teístas moderados) - ou seja, pessoas que conhecem as falácias do populismo e do politicamente correto - conheçam, acompanhem e até concordem com boa parte do trabalho de carolas feito os dois acima citados.

A parte triste dessa história é essa. Na falta de opções, ficamos com o que temos... É evidente que em dias de internet, opções há. Cronistas lúcidos e de verve como Janer Cristaldo e Rodrigo Constantino estão ai. Blogs que abrigam boa quantidade de mentes independentes também. Enfim, esses redutos até existem, mas estão segregados da grande mídia. Tendo de escolher entre o ruim e o pior, somos obrigados a lidar com delírios de astrólogos ranzinzas e surtos de papistas que pretendem entender as idéias do Pontífice melhor que ele próprio.

Como tudo que é verdadeiramente estúpido não fica sem massificação, bandos deslumbrados seguem fielmente palavra por palavra que seus gurus proferem. Sendo assim, é impossível para qualquer mente independente tentar racionalizar com fundamentalistas que, com freqüência, pouco se distinguem dos bárbaros de Alá ou das viúvas de Marx.

Fazer o quê? Essa é nossa gloriosa realidade tupiniquim. Não temos O’Reilly, vai Olavo. Não temos Revel, vai Reinaldo. Tem sempre um jeitinho brasileiro para tudo.

É por ai mesmo. Entre os gulags e a Inquisição.

a.h disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
a.h disse...

Pô, Raphael, tu acabou com a esperança nacional. Somos eternos reféns do "quem não tem cão caça com gato".

Agora vou ler com atenção os posts do Bocage, pois vislumbrei a possibilidade da "Sociedade Amigos de Plutão" estar por trás do Olavo também (afinal, o que seria de Escorpião sem esta ONG?).

Mas, a The Big Bang Theory é bem engraçada. Assisti ao capítulo da festa à fantasia. O nerd mais alto, o mais nerd dos nerds - aquele que avacalhou com a "seita" dos que acreditam em astrologia - usava uma fantasia do "Efeito Doppler" que, como sou um completo ignorante em Física tomei esta definição na Wikipédia: "O efeito Doppler é uma característica observada nas ondas quando emitidas ou refletidas por um objeto que está em movimento com relação ao observador." Bem, a fantasia parecia um pijama de código em barras. Mas, o mais engraçado de tudo era quando tentava explicar seu significado aos outros... Uma menina então lhe disse, "você está usando uma fantasia de algum tipo de deficiência (mental)? Que insensibilidade!"

House é muito bom, não tanto pela medicina em si que atrai mais a quem é da área, mas pelo caráter do House e, para mim, porque sempre deixa dúvidas entre o dilema Ética vs. Resolutividade. Considero como o melhor episódio aquele em deu uma aula (com debate entre alunos) e teve que julgar a si próprio. Sublime.

Mas, para mim, The Shield é all concours. Como já vi todas as seis temporadas e cada episódio, no mínimo, duas vezes só vejo acompanhado e com a 'gentileza' de comentá-lo durante toda a exibição. Pouco chato...

Portanto, atualmente, o que não perco é Ali G. O suprassumo do politicamente incorreto. Além deste muçulmano "G" tem, entre outros do mesmo ator (Sacha Baron Cohen), Bruno o comentarista austríaco da moda e Borat, o jornalista cazaque. Um pior que o outro. Não percam hoje às 22h30 no Sony.

Raphael disse...

Tarde demais, Anselmo, li seu comentário agora 00:09. Eu tava vendo Piratas do Caribe 2, não gostei. Mesmo assim, Borat é escatológico demais para mim.

Eu assisti esse episódio do Big Bang Theory, lembro dessa parte. O rapaz parecia uma zebra. O legal é a habilidade deles para ofender pessoas sem que elas percebam, ou a habilidade de fuga quando essas pessoas são grandes demais e percebem.

a.h disse...

Pois, Raphael, o ALI G também é, mas tem umas piadinhas meio ingênuas e que são boas por causar imenso desconforto. Como hoje quando entrevistou um, se não me engano, acadêmico sobre mídia que se cansou de corrigir o inglês do entrevistador. Ao que este 'se defende', dizendo se tratar de diferenças entre o inglês americano e britânico.

Raphael disse...

Diz a lenda que certa vez, sentado sob uma arvore, OC estava tristonho e desanimado. O pobre astrólogo sentia que as pessoas não davam muita atenção para a paixão de sua vida, conhecida por Foro de São Paulo. Sentia que os valores judaico-cristãos estavam sendo ameaçados, tinha escárnio pela falaciosa idéia de que o ocidente é fruto da cultura greco-romano ao invés da judaico-cristã. Sentia arrepios a cada vez que um garotinho descobria que pode se masturbar sem danar-se pela eternidade.

Foi então que, no outro lado da trilha do bosque, apareceu um coroinha pulando e cantarolando alegremente com um tucano no ombro. Viu OC triste e resolveu investigar. OC passou horas contado o que o afligia, as conspirações atéias que tramavam conquistar o mundo, o pacto maligno desses ímpios com lúcifer, que planejava substituir a santíssima trindade por uma versão pagã de Dawkins-Harris-Dennet. O jovem papista – de olhos vidrados, lábios trêmulos e com seu tucano no ombro - ficou horrorizado. Desde então ambos fizeram um pacto: sempre que o padre liberasse o jovem papista, os dois – astrólogo e coroinha - nunca descansariam enquanto não assegurassem a sobrevivência da cultura judaico-cristã...

André disse...

Hors concours, só Roma. Borat de vez em quando é inteligente, mas na maioria das vezes não tem graça.

Catellius disse...

Ha ha ha!

Raphael, todos os seus comentários têm sido ótimos!

Raphael e Raphael Piaia são a mesma pessoa?

O comentário do R. Piaia de 26/01/2008 às 18:55:00 está simplesmente excelente. Concordo em gênero, número e grau.

Abraços

Raphael Piaia disse...

São sim, Catellius. É que às vezes esqueço de escrever o sobrenome. Li alguns artigos teus e gostei bastante. O comentário do dia 26 foi um artigo que escrevi depois que começou a polemica com o MSM, Anselmo e Janer.

Abraço

Pedro disse...

Olavo de Carvalho, este é o nome. Nunca me esqueci do choque que senti ao ler o primeiro artigo de sua autoria que por acaso encontrei - era aquele Bandidos & Letrados, creio que saiu no JB em 1994. Fiquei pasmo: pela primeira vez alguém tinha coragem de afirmar aquilo que todos sabiam, mas ninguém ousava falar! Ler aquilo foi uma catarse para mim. Desde então nunca mais deixei de freqüentar a sua página, assim como um beduíno do deserto procura um oásis. Deliciava-me com a pertinácia com que ele desmontava, peça por peça, as fraudes intelectuais esquerdistas, ainda mais porque fazia-o em um estilo elegante, e com uma paciência que beirava o sado-masoquismo. Reduzia a pó, não deixava por menos.

Mas com o tempo, sua elegância foi sendo permeada por umas tiradas que me pareceram bem vulgares, de início até que bem colocadas, mas depois repetitivas. Desancava mais o autor que suas idéias, ao mesmo tempo em que abordava temas religiosos com freqüência cada vez maior. Isso não me agradou, pois notei que neste terreno seu brilhantismo como argumentador reduzia-se muito. Quando falava de política, abordava cada vez mais obsessivamente o Foro de São Paulo. Não que eu pretenda negar que o dito foro exista, ou que esquerdistas tenham segundas intenções. O que eu não consigo acreditar, nem fazendo força, é que o PT, com o material humano de que dispõe, esteja à altura de um plano revolucionário tão grandioso quanto o que é descrito por Olavo de Carvalho. Brasil, comunista? Orra meu, não dá! O PT é por demais venal e arrogante, e venalidade e arrogância têm ao menos um lado bom: fazem malograr, igualmente, as boas e as más idéias.

Quando Olavo escreveu um artigo defendendo o criacionismo, virei o rosto, lamentei profundamente, e deixei de freqüentar sua página. Uma conclusão dá para tirar: religião é coisa muito perigosa para dois grupos de risco, os muito burros e os muito inteligentes. Felizmente não estou em nenhum dos dois!

Janer disse...

Olavo de Carvalho, Marina Silva e Rosinha Garotinho. A vida é uma caixinha de surpresas.

Anonymous disse...

O Olavao da de 1000 em vcs, petralhas!

a.h disse...

Uau! Nosso olavete aí é 'corajoso', tanto que assina como 'anônimo'!

E pensa de modo típico. Como olavete que é, quem não comunga as mesmas crendices e fantasias do mestre é "do Mal". Não importa que haja quilos e quilos de artigos falando mal do PT... Mas, o que importa se um olavete é, por definição, analfabeto funcional?

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

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ASSISTAM MÍDIA SEM MÁSCARA, OLAVO DE CARVALHO E REINALDO AZEVEDO!
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Anselmo Heidrich disse...

Maldita inclusão digital...

Catellius disse...

kkk
Boa, Anselmo.

zefirosblog disse...

ENTRE OS GULAGS E A INQUISIÇÃO. OU: POR QUE ACHO IMPOSSÍVEL QUE REINALDO AZEVEDO TENHA TRAÍDO UM MOVIMENTO QUE ELE NUNCA INTEGROU.

Há vários anos, quando o liberalismo no Brasil era algo que podia apenas ser sussurrado e quase todos os interessados pelo assunto se conheciam, eu às vezes tinha a honra de confraternizar com as melhores mentes independentes desse campo no país. Janer Cristaldo e Catelli, dono do blog Pugnacitas, estão entre essas seletas pessoas que mencionei.

Janer, por exemplo, não se deixou levar pelo discurso do astrólogo Olavo de Carvalho nem mesmo na época em que assinou uma coluna no Mídia sem Máscara, bem como nunca se iludiu com falsa idéia de que Reinaldo de Azevedo jogava no nosso time. Recórter-Hidrófobo-Tucano-Papista (era assim que Janer o chamava). Reinaldo Azevedo, por sua vez, fingia ignorar Janer ao mesmo tempo que plagiava expressões e idéias notoriamente criadas por Cristaldo - como o epiteto “Supremo Apedeuta” que colou no ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva. A despeito dos plágios, Reinaldo Azevedo conseguia afetar criatividade ao grande público usando uma plataforma maior e mais eficiente para a difusão de seus textos: a revista Veja.

O tempo, contudo, é inexorável. Por quê? Porque ontem, enquanto criticava a recente convocação para novas manifestações de rua, Reinaldo Azevedo, o (ex) ícone da direita, simplesmente afirmou que revogar o estatuto do desarmamento é um desserviço à estabilidade da sociedade, chegou a asseverar inclusive que países desarmados são mais seguros (sic!) – uma rápida pesquisa no google pode facilmente demonstrar que não era bem isso que o recórter-tucano-papista costumava escrever até alguns poucos anos atrás.

O tempo revelou, portanto e mais uma vez, que Janer era um profeta muito mais competente do que o astrólogo Olavo de Carvalho, outro ícone fajuto da direita e ex-amigo de Reinaldo Azevedo.

Nesse sentido, ainda em 2008 eu escrevia no blog do Cattelius sobre o quão grotesca era essa fé que as pessoas depositavam na aliança Olavo de Carvalho/Reinaldo Azevedo (aliança, por sinal, já rompida). Segue abaixo minha pequena reflexão em forma de anedota que nos rendeu algumas risadas à época:

zefirosblog disse...

“Diz a lenda que certa vez, sentado sob uma arvore, OC estava tristonho e desanimado. O pobre astrólogo sentia que as pessoas não davam muita atenção para a paixão de sua vida conhecida por Foro de São Paulo. Sentia que os valores judaico-cristãos estavam sendo ameaçados, tinha escárnio pela falaciosa idéia de que o ocidente é fruto da cultura greco-romano ao invés da judaico-cristã. Sentia arrepios a cada vez que um garotinho descobria que pode se masturbar sem danar-se pela eternidade.

Foi então que, no outro lado da trilha do bosque, apareceu um coroinha pulando e cantarolando alegremente com um tucano no ombro. Viu OC triste e resolveu investigar. OC passou horas contado o que o afligia, as conspirações atéias que tramavam conquistar o mundo, o pacto maligno desses ímpios com lúcifer, infiéis que planejavam substituir a santíssima trindade por uma versão pagã de Dawkins-Harris-Dennet. O jovem papista – de olhos vidrados, lábios trêmulos e com seu tucano no ombro - ficou horrorizado. Desde então ambos fizeram um pacto: sempre que o padre liberasse o jovem papista, os dois – astrólogo e coroinha - nunca descansariam enquanto não assegurassem a sobrevivência da cultura judaico-cristã...”

Reinaldo Azevedo, assim, nunca enganou aqueles que realmente pensavam de maneira independente. Seu compromisso nunca foi com ideias, seu compromisso sempre foi no sentido de apoiar determinados grupos com os quais ele tem ligações.

Foi nesse mesmo ano de 2008, a propósito, que eu fiz uma publicação um pouco mais séria sobre o assunto, publicação que transcrevo abaixo e com a qual encerro meus comentários sobre essas declarações do recórter que não deveriam nos trazer surpresa alguma:

“A fama de pessoas como Olavo de Carvalho e Reinaldo Azevedo em nosso país é compreensível. Na realidade em que vivemos, enquanto brasileiros, poucas são as opções para aqueles que não estão nas esquerdas. É principalmente devido a isso que por vezes liberais e conservadores são confundidos como sendo iguais.

Todos que não se alinham aos discursos da esquerda - homogênea na mídia e cultura latina como é - têm poucos refúgios se não nessa espécie de sujeitos. Dessa forma, não é de admirar que bom número de ateus racionais (e até teístas moderados) - ou seja, pessoas que conhecem as falácias do populismo e do politicamente correto - conheçam, acompanhem e até concordem com boa parte do trabalho de carolas feito os dois acima citados.

O lado triste dessa história é esse. Na falta de opções, ficamos com o que temos... É evidente que em dias de internet, opções há. Cronistas lúcidos e de verve como Janer Cristaldo e Rodrigo Constantino estão ai. Blogs que abrigam boa quantidade de mentes independentes também. Enfim, esses redutos até existem, mas estão segregados da grande mídia. Tendo de escolher entre o ruim e o pior, somos obrigados a lidar com delírios de astrólogos ranzinzas e surtos de papistas que pretendem entender as idéias do Pontífice melhor que ele próprio.

Como tudo que é verdadeiramente estúpido não fica sem massificação, bandos deslumbrados seguem fielmente palavra por palavra que seus gurus proferem. Sendo assim, é impossível para qualquer mente independente tentar racionalizar com fundamentalistas que, com freqüência, pouco se distinguem dos Bárbaros de Alá ou das Viúvas de Marx.

Fazer o quê? Essa é nossa gloriosa realidade tupiniquim. Não temos Sowell, vai Olavo. Não temos Revel, vai Reinaldo. Tem sempre um jeitinho brasileiro para tudo.

É por ai mesmo. Entre os gulags e a Inquisição.”

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