30 setembro 2007

Divagação Erudita

Introdução

Feliz 119!
Dedico este post ao novo membro do Pugnacitas, André Balsalobre, que veio à luz há exatos trinta e um anos, no reveillon do ano 88 da Era da Salvação, iniciada em 30 de setembro de 1888 do falso calendário.

Obviamente, não falo a sério. Entro no espírito de uma brincadeira feita por Nietzsche na data da conclusão de seu ensaio “O Anticristo”, 30 de setembro de 1888, há 119 anos.

30 de setembro é também o dia mundial do traidor, digo, tradutor. Traduttore = traditore, dizem os italianos. A homenagem nasceu do dia onomástico de São Jerônimoooo, padroeiro dos paraquedistas e praticantes de bungee jump e traditore da Bíblia para o latim a partir de manuscritos em grego e hebraico, no século IV d.C..

No dia 30 de setembro de 1452 Gutenberg apresentou o primeiro livro impresso: a Bíblia. Uns setenta anos depois, Lutero, valendo-se do invento do conterrâneo, difundiu pelas populações alemãs milhares de cópias do Novo Testamento traduzido por ele próprio para o alemão (saxão). Celebra-se entre os protestantes a tradução de Lutero como um símbolo de libertação em relação à Igreja de Roma. No entanto, existem várias impressões da Bíblia em alemão anteriores à versão do traditore Lutero, como podemos ler no verbete Versions of the Bible, da Catholic Encyclopedia. Trecho: “Of special interest are the five complete folio editions printed before 1477, nine from 1477 to 1522, and four in Low German, all prior to Luther's New Testament in 1522”.

Segundo os católicos conservadores, o livre exame das escrituras promovido pelos protestantes teria permitido a vulgarização e a profanação da Bíblia pela figura do "caçador de contradições". Segundo eles, as contradições apenas mostram o grave erro em que se incorreu ao dar a cada cristão a possibilidade de ser um exegeta. Como não existem explicações na própria Bíblia para as contradições, seria necessário um intérprete autorizado por Deus para harmonizar as diversas passagens, para explicar as divergências valendo-se da Tradição. A autorização de Deus viria por meio do sedizente sucessor de Pedro: o Papa. Para tais católicos seria muito melhor para a cristandade se os livros ainda fossem reproduzidos manualmente, por copistas.

“Tradição” não significa “traição”, é claro. Mas podemos traduzir a palavra para “prevalência da vontade das facções mais barulhentas e poderosas dos concílios”, “crendices populares consolidadas por gerações”, “sufocamento sistemático de 'hereges' e de inimigos da tradição", necessária esta para futuras interpretações baseadas na tradição.

Caçadores de contradições não faltam. Há milhares de sites Web afora dedicados a denunciá-las. E, como não poderia deixar de ser, outros tantos milhares a refutá-las.

Divagação Erudita

Nietzsche escreveu no supracitado ensaio, referindo-se não à hagiografia católica, como pode parecer ao se retirar o trecho de seu contexto, mas às páginas da Bíblia: “Que me importam as contradições da ‘tradição’? Como alguém pode chamar lendas de santos de ‘tradição’? As histórias de santos são a mais dúbia variedade de literatura existente; examiná-las à luz do método científico na ausência total de documentos corroborativos a mim parece condenar toda a investigação desde suas origens – isso seria simplesmente uma divagação erudita...”

Eu escrevi em determinado ponto do post Elemental, meu caro Watson: “Quero evitar falar desses deuses e do deus bíblico porque já sucumbiram em contradições que envolvem desde mandamentos conflitantes a códigos morais anacrônicos e invencionices descaradas hoje adaptadas pelos exegetas para ‘simbologias’”.

Mas confesso que às vezes me apraz fazer pescaria na Bíblia, fisgar botas revestidas de untuosos plânctons, pneus (hagia pneuma) e outros trastes velhos atirados pelos pais do cristianismo ao já poluído e enturvado lago divino, verdadeiro Piscinão de Ramos em cujas águas milhões e milhões de ignorantes diariamente se banham e contraem as mais diversas moléstias, comumente aquelas que atacam o córtex cerebral, a área do cérebro responsável pela razão.

Então, nesta última hora deste 30 de setembro, faço uma inútil “divagação erudita” sobre uma pescaria que fiz um bom tempo atrás.

Em Jerash

Vocês podem não ter fé em mim, mas no dia 30 de setembro de 1992 eu e um colega de universidade visitávamos as ruínas de Jerash (Gerasa), uma cidade da Decápole Romana, chamada hoje pelos jordanianos de "Pompéia do Oriente", a mesma alcunha dada pelos sírios à Palmira (Tadmor), e naquele local eu, à época um católico “exemplar”, tive meu primeiro contato com uma contradição bíblica, mais precisamente uma impossibilidade geográfica.

Pois bem, estávamos tão extasiados a explorar as preciosas ruínas por tantos séculos esquecidas no deserto, a contemplar a perfeição da pavimentação das ruas, com sarjetas, meios-fios e calçadas, a elegância dos templos e colunatas cujas cores esquentavam-se ao crepúsculo, que perdemos o último ônibus que saía para Amã, onde eu executava algumas pinturas para o Patriarcado de Jerusalém. Cliquem aqui para ver a capa do Livro History of Modern Christianity in the Holy Land, ilustrada com um óleo de minha autoria. As cores estão mortas na reprodução. A torre contra o sol gera uma auréola na Igreja de Mádaba, cidade próxima ao Monte Nebo, camarote do qual Moisés imaginou com pesar os massacres do povo cananeu que se consumavam a poucos quilômetros. Com pesar por não ter sido autorizado a participar, claro. Quem mandou ferir a rocha duas vezes com a vara para que brotassem as águas de Meribá?

O primeiro lugar onde nos ocorreu procurar pernoite foi a igrejinha que havia em Majdal, um dos vilarejos vizinhos, de maioria muçulmana. O padre, um francês, torceu o focinho para o nosso pedido. Por sorte, um muçulmano que passava pelo local parou quando viu os dois estrangeiros e, posto a par da questão, achou que era uma boa ocasião para vender a “grandeza” de sua fé e expor a hipocrisia da concorrente. Insistiu para que o padre nos indicasse algum canto da construção principal ou de seus anexos onde pudéssemos nos recostar até a manhã seguinte. O padre, que em determinado momento parecia disposto a ceder, após a interferência petulante do islâmico recusou-se peremptoriamente a nos dar abrigo. O outro proferiu com voz empostada de muezim que a hospitalidade era um dever do muçulmano e que ainda que fosse no mihrab da Mesquita arranjaria um local para nos abrigar contra o frio da madrugada.

No fim das contas, dormimos na casa dos pais do rapaz, que deram uma pequena festa em nossa homenagem com música ritmada por derbake, sucos, frutas, pães e queijos. Acabamos retornando a Amã somente seis dias depois porque os vizinhos quiseram que dormíssemos também em suas casas para que pudessem exercitar a hospitalidade. Os convites eram feitos ríspida e guturalmente enquanto nos seguravam pelos punhos, impedindo que cruzássemos o vão da porta. De fato, apenas despertávamos sua curiosidade, tanto que na quase totalidade das vezes o preceito da hospitalidade era esquecido tão logo os anfitriões esgotassem as frases prontas em inglês e nós as em árabe...

No terceiro dia, dormimos na casa de um certo Mohammad, cujo inglês era bem aceitável, apesar do sotaque. Durante o jantar falou muito, exaltou a região e sua história, o islamismo e, como não poderia deixar de ser, criticou a fé rival: “Alá não é três, é um!”, “Jesus não é um deus. Ele é um profeta do Islã”. Desatou a listar os erros do livro sagrado dos cristãos e acabou por citar Marcos 5, onde é descrita a visita que Jesus e sua gangue fizeram à terra dos gerasenos: Gerasa, ou Jerash. Para ele, a prova de que Marcos não fora testemunha de episódios da vida de Jesus como a sua prisão no Getsêmani residia no fato de que o verdadeiro autor daquelas linhas ignorava detalhes importantes da geografia da região.

Retirado da Bíblia Católica:

Marcos, 5
Passaram à outra margem do lago, ao território dos gerasenos. Assim que saíram da barca, um homem possesso do espírito imundo saiu do cemitério onde tinha seu refúgio e veio-lhe ao encontro. Não podiam atá-lo nem com cadeia, mesmo nos sepulcros, pois tinha sido ligado muitas vezes com grilhões e cadeias, mas os despedaçara e ninguém o podia subjugar. Sempre, dia e noite, andava pelos sepulcros e nos montes, gritando e ferindo-se com pedras.
Vendo Jesus de longe, correu e prostrou-se diante dele, gritando em alta voz: "Que queres de mim, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus, que não me atormentes." É que Jesus lhe dizia: "Espírito imundo, sai deste homem!"
Perguntou-lhe Jesus: "Qual é o teu nome?" Respondeu-lhe: "Legião é o meu nome, porque somos muitos". E pediam-lhe com instância que não os lançasse fora daquela região. Ora, uma grande manada de porcos andava pastando ali junto do monte. E os espíritos suplicavam-lhe: "Manda-nos para os porcos, para entrarmos neles." Jesus lhos permitiu. Então os espíritos imundos, tendo saído, entraram nos porcos; e a manada, de uns dois mil, precipitou-se no mar, afogando-se.
Fugiram os pastores e narraram o fato na cidade e pelos arredores. Então saíram a ver o que tinha acontecido. Aproximaram-se de Jesus e viram o possesso assentado, coberto com seu manto e calmo, ele que tinha sido possuído pela Legião. E o pânico apoderou-se deles. As testemunhas do fato contaram-lhes como havia acontecido isso ao endemoninhado, e o caso dos porcos. Começaram então a rogar-lhe que se retirasse da sua região.
Quando ele subia para a barca, veio o que tinha sido possesso e pediu-lhe permissão de acompanhá-lo. Jesus não o admitiu, mas disse-lhe: "Vai para casa, para junto dos teus e anuncia-lhes tudo o que o Senhor fez por ti, e como se compadeceu de ti." Foi-se ele e começou a publicar, na Decápole, tudo o que Jesus lhe havia feito. E todos se admiravam.


Impossibilidade Geográfica

Jesus atravessa o Mar da Galiléia e ainge o território dos gerasenos. Jerash está a aproximadamente 60 km a sudeste do Mar da Galiléia (vejam no mapa e na fotografia ao lado, a partir do Google Earth. Philadelphia é a atual Amã). Mesmo antigamente, o território dos gerasenos era limitado por Pella, também da Decápole, Hippus, Gadara e Raphana, não sendo lindeiro ao Mar da Galiléia - apesar do nome, um lago de água doce.

Jesus expulsa uma legião de demônios de um só possesso e, como bem avaliou Bertrand Russel, ao invés de usar seus poderes divinos para simplesmente mandá-la embora, leva o(s) suinocultor(es) desconhecido(s) à falência - e quem sabe parte da economia da região, pois eram 2000 porcos! A propósito, para quê povos da província romana da Arábia, árabes portanto, que também não consumiam este tipo de carne necessitavam de população suína tão grande? Ordenhavam as fêmeas?* - e permite que os demônios possuam os animais, causando a morte de todos eles. Não parecia ser essa sua intenção inicial mas atende às súplicas dos capetas... E como tudo isto se passa nos domínios de Gerasa, os porcos-lemingues correm mais do que uma maratona para se precipitarem na água.
“A César o que é de César”, teria dito o homem-deus. No entanto, ao autorizar o suicídio induzido de dois mil porcos lesou os cofres de Roma, que tinha direitos sobre parte dos lucros do(s) criador(es) de porcos.

Outro ponto é que não existem precipícios na orla do Mar da Galiléia, quase sempre plana, no máximo os montes que originam as Colinas de Golã, ao nordeste. Precipícios podem ser encontrados mais ao sul, na região do Mar Morto, mas mesmo lá há praias entre os rochedos e a água. Em Marcos os porcos caem diretamente no Mar da Galiléia. Jesus não se importou com a salubridade da água, que servia aos moradores daquelas paragens. Dois mil porcos em decomposição devem ter transformado a água em um caldo bacteriano extremamente nocivo, matando peixes, arruinando pescadores e impedindo os humanos de consumi-la. Não foi à toa que a população escorraçou o Galileu e sua trupe. Pela interpretação de alguns religiosos os habitantes de Gerasa expulsaram Jesus da sua terra por amarem mais os porcos do que a Deus, he he.

Em Mateus 8, 28, lemos:

“No outro lado do lago, na terra dos gadarenos, dois possessos de demônios saíram de um cemitério e vieram-lhe ao encontro. Eram tão furiosos que pessoa alguma ousava passar por ali.”

Agora são dois os endemoniados e Jesus não desembarcou mais em Gerasa mas em Gadara, que distava uns 10 quilômetros do Mar da Galiléia. Pelo menos a chance dos porcos-lemingues morrerem afogados e não enfartados aumenta um pouco no Evangelho segundo Mateus...

Sujo falando do Mal Lavado
Mohammad irritou-se com algumas objeções que fiz. Na época argumentei que aquelas pequenas diferenças eram mais uma prova de que os Evangelhos eram autênticos, pois se o texto de Marcos tivesse sido escrito a partir do de Mateus e não por inspiração divina as informações não seriam conflitantes. Ele disse então que o livro sagrado dos muçulmanos havia sido ditado letra por letra por Alá e que por isso era muito mais confiável do que a Bíblia, “inspirada” e por isso plena de contradições.

Hoje sabe-se que inúmeras outras versões do Alcorão foram deliberadamente destruídas durante os primeiros califados. Em Sana, no Iêmen, encontraram nos anos 70 fragmentos de um Alcorão da metade do séc. VIII que continha passagens diferentes das que vemos na versão atual, o que deveria sepultar a ridícula crença dos muçulmanos de que cada vírgula de seu livro sagrado foi ditada pelo enViado de Alá, o anjo Gabriel, o mesmo que fez o primeiro exame pré-natal em Maria. Mas seria exigir demais dos pobres muçulmanos. Quando ouvem falar dos manuscritos de Sana dão as explicações Ad Hoc de qualquer religioso fanático: "aquilo foi plantado pelo Shitan (diabo) para confundir os crentes".

Não quero perder meu tempo pescando no imundo charco do Alcorão. Minhas “divagações eruditas” não descem tão baixo...

--//--

* - update: Certamente havia uma boa quantidade de romanos e de povos helenizados na região, ainda mais na Decápole, e não viam problemas em desfrutar de um bom lombinho assado de vez em quando. Infelizmente sem as rodelas de abacaxi, afinal os fenícios, caso tenham estado na América antes de Colombo, esqueceram-se de carregar para a Síria mudas da preciosa bromélia.

61 comentários:

André disse...

Obrigado pelo post!

É, eu acho q sou exatamente isso: um divagador erudito nato. E se filosofia, literatura, História, ouvir música clássica e tantas outras coisas pudessem ser condensadas num emprego, e se ainda por cima ele pagasse bem, nossa, eu viveria tranqüilo.

Já fiz uns três testes de QI ou “vocacionais”. Daqueles com acompanhamento profissional até os feitos na internet. Em alguns a nota foi normal, na média. Em outros, muito alta. Um até acertou ao dizer q minha área não é exatas, mas q eu tenho um “defeito”: ser visionário e dispersivo.

Mas viver sem divagar não tem graça. Não ser visionário também não tem a menor graça. Quanto ao dispersivo, bom, atrapalha um pouco na hora de estudar, p. ex., mas isso já foi muito pior. E quem divaga muito por natureza é dispersivo.

Mas acho esses testes furados.

Essa frase diz muito:

“Profession and vocation sometimes coincide but have nothing to do with one another.”

Ortega Y Gasset. Para mais dele:

http://execout.blogspot.com/search?q=ortega

Pois é. Lembra quando eu disse uma vez q imaculada conceição tinha a ver com a virgindade dela e o Holy Father me corrigiu? Tem a ver com o pecado original, ou seja, com nada. Porque pecado “original” não existe. Nem pecado, por falar nisso.

“Ela concebeu virgem para cumprir as escrituras.” É, o que não se fazia naquela época para não contrariar as escrituras...

Desses homens santos, profetas, enviados e Messias, só Maomé não era dado a viadagens. Era um conquistador, teve um monte de mulheres, etc. Gostava de uma guerrinha. Buda parece assexuado, sei lá, ou, mais corretamente, bissexual ou vai ver apenas uma bicha que também funcionava com mulher. Parece misógino também (quase todo homem santo parece desprezar as mulheres). Jesus, a mesma coisa: um tipo meio assexuado com ares homossexuais/bissexuais. Se esses caras não foram nada disso, sinto muito, mas as escrituras passam essa impressão. E toda essa cultura pop em torno deles.

O problema dos protestantes modernos (mas falo dos ditos “sérios”, nem quero falar nos evangélicos) é o mesmo dos católicos: pouquíssimos conhecem a história de sua própria religião. Por que fazem o que fazem, dizem o que dizem, essas coisas. Funcionam no piloto automático.

“O padre, um francês, foi um bocado indiferente e praticamente torceu o focinho para o nosso pedido.”

Dizem q em Jerusalém, que tem alta concentração de cristãos (turistas também), judeus e muçulmanos, a indiferença de todos com todo mundo é enorme.

Às vezes a hospitalidade muçulmana é legal mesmo. Mas deve cansar.

“Acabamos retornando a Amã somente seis dias depois porque os vizinhos também quiseram que dormíssemos em suas casas para que pudessem exercitar a hospitalidade.” Há, há, há...

“Alá não é três, é um!”. Bom, pelo menos eles simplificaram a coisa toda.

Então eles nem queriam Jesus por lá depois do exorcismo. Mas porcos? Isso não faz muito sentido. Ovelhas, quem sabe...

“anjo Gabriel, o mesmo que fez o primeiro exame pré-natal em Maria” Engraçado.

Já li passagens do Alcorão. É bem mais direto, o estilo é outro. O problema é a interpretação que cada um faz, e a maioria interpreta de modo a justificar suas próprias idiossincrasias, hipocrisias e maldades. Esses livros estão abertos a qualquer tipo de leitura e releitura, e a maioria das pessoas tem instintos baixos, baixa compreensão, mente estreita, etc. É muito perigoso. Mas fazer o quê? Proibir a leitura? O Alcorão até tem passagens bonitas. O que não adianta muito quando a gente pensa que, apesar disso, um grupo de loucos altamente disciplinado conseguiu extrair dele inspiração e ensinamentos suficientes para jogar dois 767 carregados de querosene de aviação contra dois arranha-céus, sem falar no Pentágono. E quase, quase, a Casa Branca.

E esses aí nem leram por conta própria ou com a "mente aberta", o que alguns ainda fazem. Eles foram instruídos pelos religiosos das madrassas que freqüentaram. Eu poderia lê-lo inteiro, coisa q não me interessa, mas não iria sair por aí numa jihad duvidosa, convertendo gente à força ou mandando-as mais cedo para o Paraíso. Acontece q eu só posso falar por mim e por alguns amigos e conhecidos, talvez. As outras pessoas são imprevisíveis.

Nossa sorte é q nossos evangélicos são quietinhos e que brasileiro é indolente. Já pensou se eles não ficassem satisfeitos em orar, orar e cantar aquelas musiquinhas chatas? Se eles fossem como alguns muçulmanos?

Anônimo disse...

30/09 é o dia da secretária.

André disse...

Dizem que no dia 30/9 os motéis ficam cheios de secretárias com seus chefes. Talvez seja verdade. De qualquer forma, é engraçado.

O+cioso disse...
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O+cioso disse...
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Bocage disse...

Ótimo post, Catellius.

"Piscinão de Ramos"

Rsrsrsrs

"porcos-lemingues"

Rsrsrsrs

Ocioso, meu parvo, estás indo muito longe em tuas brincadeiras.

Bocage disse...

"padroeiro dos paraquedistas e praticantes de bungee jump"

Jeronimoooooooooooooooooooo


Rsrsrs

Bocage disse...

Catellius, não te esqueças que para além de gadarenos e gerasenos há os gergesenos, que primeiro aparecem na versão do King James:

"Mas Mateus, que tinha algum conhecimento sobre a Palestina, mudou o nome para gadarenos, em sua versão nova e melhorada, mas isso foi novamente melhorado para gergesenos na versão do Rei Jaime.

(...)

Copistas posteriores dos manuscritos Gregos de todos os três evangelhos com porcos afogados (Mateus, Marcos e Lucas) melhoraram Gadara mais tarde para Gergesa, uma região que agora se sabe ter feito parte da costa oriental do Mar da Galiléia."

No texto de Frank R. Zindler de onde extraí estes trechos aparece a mesma comparação entre aqueles porcos e lemingues, e entre a distância percorrida e uma maratona. Coincidência?

André disse...

Já estava demorando: as acusações de múltiplas identidades e e-mails. As pessoas aqui trabalham e/ou estudam, seu idiota. Ninguém fica brincando na internet 24 horas.

Gostei dos seus comentários, Bocage.

Catellius disse...

É fogo! O debilóide colou no Expressionista um convite que fiz para o Helder e o Mostardinha e assinou como outra pessoa.

Por aqui será moderado até que troque o disco arranhado e pare com essa fixação de múltiplas identidades.

Catellius disse...

Aposto que é crente e petista.

Ricardo Rayol disse...

Vocês decididamente conseguiram dar um nó no meu cérebro despreparado. Nem vou tentar comentar Nietchz (ou como é que vocês o chamem). Mas as contradições bíblicas são um ponto interessante. Talvez a transcrição dos evangelhos até sua escrita final tenha embotado lembranças. Ou foi puro chute. E pelo que leio por aí os mulçumanos são realmente hospitaleiros.

Osama disse...

Bismi'llah, clemente e Misericordioso!
Quanto mais vocês ridicularizam com o Islam, mais ele cresce porque nos preocupamos com a humaninade!!! Desejamos um mundo mais justo para homens e mulheres, para todos! Assalam'ua'allahikum. Que a paz de Allah esteja convosco!

Catellius disse...

"No texto de Frank R. Zindler de onde extraí estes trechos aparece a mesma comparação entre aqueles porcos e lemingues, e entre a distância percorrida e uma maratona. Coincidência?"

Muito perceptivo, Bocage. Eu li o texto de Zindler no site da Sociedade da Terra Redonda há um bom tempo e fiquei empolgado por já ter tido contato com a questão muito antes de minha descrença aparecer, na época em que se passaram os eventos descritos no post. Desde então a imagem de porcos-lemingues correndo em direção ao penhasco sempre me vem à mente quando o assunto é a incoveniente visita que os gerasenos do Evangelho de Marcos receberam. Vou revisar o texto e incluir a referência. Obrigado.

Catellius disse...

Grande Rayol,

"E pelo que leio por aí os mulçumanos são realmente hospitaleiros."

São mesmo. Eu e o dito amigo estivemos na fronteira entre Síria e Iraque pouco após os bombardeios de Bush pai e uns muçulmanos nos receberam muito bem mesmo achando que éramos americanos. Quando nossa verdadeira nacionalidade foi revelada os seus rostos transmutaram-se, ainda mais por causa do engano, nos abraçaram (os medíocres adoram encontrar outros medíocres, he he) e começaram a falar em Zico, Belé (Pelé) e Romário... Muito engraçado...

A situação que vemos hoje no Iraque acontece em qualquer guerra. Os homens se tornam bestas antropofágicas, matam crianças, comem sua carne e chupam os ossinhos. Os iraquianos que conheci eram humanos, embora cheios de preconceitos derivados da religiosidade doentia e da falta de contato com outras culturas, outras formas de pensar.

--//--

Osama,

"Desejamos um mundo mais justo para homens e mulheres, para todos!"

Não estou nem aí para o que você deseja. Importa-me o que você faz e o que as pessoas que recebem o seu apoio fazem e promovem.

Na verdade, tanto faz ser muçulmano quanto cristão, judeu, hinduísta ou budista. Todas religiões, toda ideologias podem ser pretexto para se praticar barbarismos. Até a democracia pode ser um pretexto. Os islâmicos já foram mais civilizados e tolerantes do que os cristãos, na época em que dominaram a Península Ibérica. E o Alcorão e o Novo Testamento eram os mesmos de hoje.

O problema da religião é que envolve verdades reveladas, pode prescindir da razão, envolve promessas irrealizáveis. Se matarmos em nome da democracia e as promessas não forem cumpridas no curto ou médio prazo as chances da máscara das falsas promessas cair é maior. O que não podemos é abrir mão da razão. Da única que existe, a razão humana. E religião e razão são como óleo e água. Podem estar no mesmo recipiente mas não se misturam.

André disse...

Quem diria, o Pugnacitas já está sendo lido nas zonas tribais do norte do Paquistão... é isso aí: a internet competindo com o Alcorão, que é a palavra de Alá, que é o único deus. E Maomé é o seu profeta...

As-Salāmu `Alaykum? السلام عليكم ?

Bem, nesse caso,

Wa `Alaykum As-Salām (and on you be peace), caro Osama.

Como vai seu amigo egípcio, Ayman Al-Zawahiri? Mande minhas lembranças pra ele.

Olha, filhote de madrassal, o Islã está preocupado com o Islã, só isso.

Os verdadeiros (e inteligentes) muçulmanos realmente desejam um mundo mais justo para todos. A Al-Qaeda e outros, não.

Mas agora não tenho tempo para discutir teologia islâmica. Tenho uma reunião com meu amigo persa, Ali Akbar Hashemi Rafsanjani, estadista iraniano. E depois pego um vôo pra Síria, pra conversar com o filho da “raposa”, Bashar Al-Assad. Não vou passar nem perto da sua toca nas montanhas. E esses caras aí q citei só acreditam em milagres e na graça de Alá oficialmente. Na prática, são bem realistas.

A Síria e o Iraque durante muito tempo compraram produtos nossos (frangos, enlatados de todos os tipos, o Passat da VW, etc). Nós temos boa fama por lá por causa disso também. E, lógico, pelo futebol, mas esse nos salva em qualquer canto. Em algumas situações é muito bom ser brasileiro.

Bocage disse...

"frangos, enlatados de todos os tipos, o Passat da VW, etc"

Não te esqueças da Mendes Júnior.

O+cioso disse...

Pode moderar, seu covarde filho de uma @#!*^`$%

"Be my Guess", kkkk
Só o Blogildo consegue ser pior do que vocês do Pugnetitas, kkkk.

Catellius disse...

"Se matarmos em nome da democracia e as promessas não forem cumpridas no curto ou médio prazo as chances da máscara das falsas promessas cair é maior."

Ou seja, se matamos em nome da democracia e as promessas forem cumpridas no curto ou médio prazo tudo bem, kkkkk.

E vem falar dos religiosos...

André disse...

Be my GUEST, O+Vagabundo. My GUEST.

O q o Catellius disse em outras palavras: se matamos em nome da democracia e as promessas não forem cumpridas logo, sua inviabilidade fica patente. Nada mais natural, pois se está num sistema democrático, aberto, onde é muito difícil esconder erros e mentiras. Impossível, na verdade.

Mas ele não disse "tudo bem se isso acontecer".

Tem razão, Bocage, me esqueci da Mendes Júnior. E dos armamentos da Engesa e da Avibrás. Dizem q a Sadia vende muito para países árabes e para Israel (depois da comida ser certificada como kosher por um rabino na fábrica daqui).

Roberto Eifler disse...

Muito bom o teu post, Catellius.
É uma bela uma crônica, escrita com estilo, boa informação e tiradas inteligentes. A gente lê com prazer e poderia ter sido publicada na Veja, por exemplo.
Entendo a tua obsessão contra as religiões, particularmente a católica. Acho que é a mesma reação que eu senti contra o “pensamento de esquerda”, particularmente quando se materializou politicamente em Porto Alegre na década de 90. Há pouco assisti a uma entrevista do Diogo Mainardi em que ele diz que no Rio e São Paulo se presta muito pouca atenção ao que acontece no resto do país e que o Brasil deveria aprender com o que aconteceu em Porto Alegre naquela época porque é o que está se repetindo agora no governo Lula (ver o livro “A Vanguarda do Atraso”, do jornalista Diego Casagrande e outros).
Mas o que eu quero te dizer, meu caro Catellius, é que já me dei conta de que não adianta discutir as idéias de uma crença com seus crentes, pois as idéias são como “espíritos” que “baixam” nos “cavalos” que são seus enunciadores. De fato, qualquer idéia serve para qualquer objetivo. Temos leitores “bons” assim como temos leitores “maus” da Bíblia. Por isso já não me interessam tanto as idéias, mas o que está por trás delas, o que eu chamo, na falta de melhor nome, de “estruturas transubjetivas”, que são uma mistura de predisposições subjetivas e culturais com forte investimento emocional.
É claro que em questões práticas temos de tomar posição, e tomamos posição através de idéias, de modo que eu tenho uma posição política, que é conservadora, e abomino o governo Lula. Só acho que não preciso escrever sobre ele porque já existe muita gente boa dizendo o que precisa ser dito, como o Mainardi, o Jabor, o Gabeira e o Heitor. A religião, como não se trata de coisa prática, pelo menos no Brasil, eu deixo de lado, mas concordo com tudo o que você escreve. Aliás, transparece uma espécie de dor no que você escreve, assim como a de um ex-esquerdista falando da esquerda. Há mais do que idéias, há uma espécie de desengano. Me parece que seu “rompimento” foi mais ou menos recente. Mas nada melhor do que escrever sobre isso, principalmente para que Dawkins e Hitchens saibam que não estão sozinhos.
Um abraço.

Catellius disse...

Perfeito, caro Eifler!!!!

Vou demitir meu psicólogo, he he. Brincadeira. O que você diz é a pura verdade, mas faço uma pequena consideração:

"Aliás, transparece uma espécie de dor no que você escreve, assim como a de um ex-esquerdista falando da esquerda."

Melhor seria dizer: "a de um ex-comunista em pleno regime soviético (imaginando que isto fosse possível sem se pagar com a própria vida)", quando o marxismo era bombardeado nas mentes do nascimento à morte. Muita gente brilhante devia ser comunista naquele meio, assim como muita gente brilhante é religiosa nos dias de hoje.

Ser esquerdista no Brasil de hoje é ser estúpido. Ainda não atingimos o ponto em que ser ex-religioso é ser ex-estúpido, e não sei se chegaremos lá algum dia. Se não chegarmos, sem problemas, desde que a religião seja algo de pouca importância, como era na Roma Antiga.

Depois comento com mais calma o seu brilhante comentário.

Grande abraço!

--//--

André,

Exatamente isso. Obrigado por responder ao O+dioso, he he he. Mas reconheço que me expressei mal.

Abração

André disse...

“Se não chegarmos, sem problemas, desde que a religião seja algo de pouca importância, como era na Roma Antiga.”

Certo, não tinha a importância que o cristianismo ou o islamismo viriam a ter nas vidas das pessoas que viveram e ainda vivem sob essas religiões. Não exigia, digamos, a importância, o “altar” que essas religiões sempre exigiram para si, nem a observância de bobagens mil (sei, sei, alguns rituais romanos eram complexos, mas tudo era muito maleável, bastante flexível). Mas a religião era parte importante das vidas dos romanos. A religião à maneira deles, bem entendido, e com a hipocrisia de costume, mas era. Bem mais light do que as que viriam, sem muito fatalismo também. E os rituais religiosos todos tinham propósitos práticos e muitas vezes imediatistas. Os objetivos eram claros, as ações eram diretas e os resultados deveriam vir logo. Mais ou menos isso.

Segundo Gibbon (pra variar, perfeito, com um estilo que poucos atingiram, ainda mais se tratando de um homem dedicado à História, mas que acabou de certo modo fazendo literatura. As infindáveis historinhas que ele conta são deliciosas):

“The policy of the emperors and the senate, as far as it concerned religion, was happily seconded by the reflections of the enlightened, and by the habits of the superstitious, part of their subjects. The various modes of worship which prevailed in the Roman world were all considered by the people as equally true; by the philosopher as equally false; and by the magistrate as equally useful. And thus toleration produced not only mutual indulgence, but even religious concord.”

Tirado do segundo capítulo do 1º volume.

http://www.gutenberg.org/browse/authors/g#a375

http://oll.libertyfund.org/Home3/Set.php?recordID=0214

http://oll.libertyfund.org/index.php?option=com_staticxt&staticfile=show.php&person=4084

Catellius disse...

Excelente, André.

A reprodução de minha pintura feita na capa do livro ficou muito apagada.

Clique aqui para ver a pintura com as cores reais.

Heitor Abranches disse...

o-cioso,

Queria saber as suas posicoes, se vc tiver alguma.

Entao segue um questionario para dissecar a sua personalidade.

1) Vc tinha uma boa relacao com o seu pai?
2) Vc alguma vez, quando crianca, se vestiu com as roupas da sua mae?
3) Vc e filho unico?
4) Vc recebeu pouca atencao?
5) Qual era a posicao politica dos seus pais? Eram esquerdistas?
6) Seus pais eram funcionarios publicos
7) Quando foi o seu ultimo relacionamento estavel
8) Vc acredita na possibilidade do fim do mundo
9) Vc acredita na imortalidade da alma

O+cioso disse...

O post tá tão bão q o Hector preferiu me entrevistar ao invés de comentar, kkkkk.

Quem escreveu "Be my Guess" foi o monstrinho do Blogilds, Dedé pé de chulé.

Bora pra entrevista, kkk. Acho q é de admissão no Pugnetitas. Minhas condições: o Catéquitus tem q sair.

1) Vc tinha uma boa relacao com o seu pau?

Ainda tenho. Um dia eu apresento ele pra vc. É meio cabeçudo mas vc vai gostar dele.

2) Vc alguma vez, quando crianca, se vestiu com as roupas da minha mae?

Não sabia q ela usava.

3) Vc e filho unico?

Sim, porque só tenho três irmãs.

4) Vc recebeu pouca atencao?

Elas me paparicavam praka, sabe como é...

5) Qual era a posicao politica dos seus pais? Eram esquerdistas?

E brasileiro tem posição política? Kakakakaka

6) Seus pais eram funcionarios publicos

Eu q sou. E trabalho. Não tenho tempo pra perder com bloguixos de quinta, kkk.

7) Quando foi o seu ultimo relacionamento estavel

Hoje mesmo tive um relacionamento estável. Eles não são é duradouros, kkk.

8) Vc acredita na possibilidade do fim do mundo

Q mané possibilidade. O mundo vai acabar daqui a 5 bilhões de anos. O Sol engolirá a Terra. Leve a Superinteressante pro banheiro de vez em quando no lugar da Veja, kkkk.

9) Vc acredita na imortalidade da alma

Pra quem tem alma, claro q acredito. O pobrema é q nunca encontrei ninguém q tivesse uma, kkkk.

Só isso?
Vai virar post? Vai virar post? Vai virar post? Vai virar post? Vai virar post? Vai virar post? Vai virar post? Vai virar post? Vai virar post? Vai virar post? Vai virar post? Vai virar post? Vai virar post? Vai virar post?

Heitor Abranches disse...

o-cioso,

No geral, as suas respostas estao boas exceto no tocante a seu pai....

Alguns analistas consideram que a aversao ao capitalismo estava ligada a rejeicao da figura paterna na medida em que esta figura se identificava com a lei.

Desta forma, o filho transferia para o sistema de produtivo opressor (a lei) a sua revolta em busca da afirmacao.

Outro dia, um amigo me contou que almocava com um professor de Economia esquerdista no restaurante dele operado por um ex-mulher.

Achei curioso e ele me contou que a familia era de comerciantes e ele apesar de esquerdista havia herdado este pendor. E o caso de varios deles que num misto de culpa pelo berco de ouro que tiveram ou revolta contra seus pais se tornam esquerdistas.

Assim, temos muitos esquerdistas no discurso que na pratica sao otimos homens de negocio. Por outro lado, podemos ter capitalistas no discurso que na pratica nao sao verdadeiros comerciantes.

Outra possibilidade, mais mediocre, sao os esquerdistas invejosos. Aqueles que defendem a igualdade para limitar aqueles que poderiam se diferenciar e porque ele nao esta incluido naqueles...

André disse...

“Não tenho tempo pra perder com bloguixos de quinta, kkk.”

Mas vive aqui.

"The cynic, a parasite of civilisation, lives by denying it, for the very reason that he is convinced that it will not fail."
(José Ortega Y Gasset)

Admito perfeitamente a coexistência pacífica de opiniões. A estupidez, por certo, ainda me provoca alguns surtos de vitalidade, sou até, por isso, grato à estupidez. E ela também nos dá assunto pra conversa. Me divirto com esses anônimos revoltados e incompreendidos. A incompreensão é um notório consolador manipulado por maridos e artistas que não saem do estado embrionário (o mundo é cheio deles). Funciona assim porque isso existe de verdade — em casos raríssimos, porque de resto, para cada Kafka, há milhares de desajustados túrgidos e ocos, incapazes de reproduzir sequer os rudimentos da arte que se propõem subverter. Despontam para o anonimato e morrem nele, alimentando-se, nesse insignificante intervalo, da ilusão de distanciamento dos outros, a ser compensada pela geração posterior de esclarecidos que os compreenderão. Esse distanciamento é real, mas no sentido inverso: ficaram tão para trás que se imaginam na frente, em sua solidão.

O Ocioso provavelmente foi criado por alguma tia-avó católica fervorosa ou protestante ferrenha e sempre quis ser igual às irmãs. Tem problemas pra arrumar namorada ou, mais ao ponto, pra arrumar uma mulher que o agüente. Talvez se vire com garotas de programa e viva feliz e satisfeito nesse esquema, o que acontece com muitos homens, mais do que a gente imagina. Provavelmente é só mais um burocrata da pátria de desempenho mediano, quem sabe até sindicalizado e vermelhinho. Dependendo do lugar onde trabalha, ganha bem, muito bem ou nem tanto assim. Também há a possibilidade de não ganhar bem mas ter uma FC via pistolão/indicação de alguém. Dependendo da época em que fez concurso, talvez tenha se matado de estudar, talvez tenha tido sorte, naquela época em que muitos concursos eram facílimos, lá pelos anos 80 e início dos 90. Talvez trabalhe muito mesmo, ou talvez não faça nada, passando o dia com as janelinhas do Windows abertas no Pugnacitas, no Free Cell, no jogo de Paciência e em algum site de acompanhantes. Talvez tenha alguma cabeça, algum intelecto, algo além da cultura de Almanaque Abril, internet e ambiente acadêmico da maioria da classe média brasileira, mas é o tipo revoltadinho que está sempre alerta, como um escoteiro. Extremamente egocêntrico, cínico pelo cinismo, o que deve torná-lo cansativo para algumas das pessoas que tem que conviver com ele, em casa e no trabalho. Tem sempre q ter a última palavra, dar a grande tirada, sair por cima, enfim, crescer em cima dos outros. O eterno gozador e piadista, ao menos aqui. Talvez lá fora seja retraído e ressentido, remoendo complexos mil em silêncio, o protótipo de Kafka já mencionado. Pode ser uma vítima da tal quiet desperation, quietude desesperadora, em que muita gente vive. Ou talvez não passe do tipinho médio, movido a futebol, cerveja e “certezas” de revistas semanais e noticiários de tv.

Talvez, talvez...

Acho que isso encerra o assunto “O+Cioso”. Catellius, se quiser cortar os comentários dele daqui pra frente, fique à vontade. Pra mim tanto faz como tanto fez. Só não falo mais nesse assunto.

“Aqueles que defendem a igualdade para limitar aqueles que poderiam se diferenciar e porque ele nao esta incluido naqueles...” Gente assim é bastante comum, Heitor. Muitos deles são mesmo de esquerda, mas nem todos. Bom, isso já sai um pouco da política. Tem um filme em q o Gene Hackman é um advogado tributarista, massacrado no interrogatório por dois policiais q suspeitam dele acerca de uma série de crimes sexuais envolvendo garotinhas. Achando, com alguma razão, q eles estavam era com inveja dele, um homem comum, ordinário, rico por força da profissão — mas ele mesmo admitindo q ser advogado tributarista era um tédio — além de ser um cara sem nenhum atrativo, porém casado com uma mulher linda (casamento infeliz e era a Monica Belucci...), diz uma das melhores frases do filme: “As pessoas aceitam/toleram o sucesso em alguém que lhes pareça extraordinário, como artistas ou atletas. Mas quando se trata de alguém como eles, alguém comum, ordinário, eles tomam o sucesso como uma ofensa pessoal.”

Essa frase é boa. Isso também é muito comum. E eu incluiria na palavra sucesso outra coisa: brilhantismo intelectual ou muitas vezes simplesmente um pouco de cultura.

Heitor Abranches disse...

Andre,

Muito interessante...Um filme com a Monica Bellucci e sempre algo a se buscar....E o Gene Hackman tbm é muito bom.

O+cioso disse...

O Dedé pé de chulé atirou no elefante com espingarda de chumbinho a um metro de distância. Será q acertou? Kkkkkk

E vc é baixinho ou não.
É feio ou não.
É pobre ou não.
É funcionário público ou não.
É vagabundo ou não.
É infeliz ou não.

kkkkkkkkk

O+cioso disse...

O cara só pode ser vidente, não tem outra explicação. kkkk

Blogildo disse...

Não vou entrar na questão da geografia local. Afinal, não tenho informações precisas a respeito. Já se certificou que a geografia do primeiro século ainda é a mesma de hoje? Algum terremoto? Enfim! Creio que já deve ter feito isso.

Estou me atendo apenas a uma questão: A propósito, para quê povos da província romana da Arábia, árabes portanto, que também não consumiam este tipo de carne necessitavam de população suína tão grande? Ordenhavam as fêmeas?

Se não me engano, essa região, também conhecida no primeiro século como Decápolis, foi uma antiga colônia grega habitada também por veteranos do exército de Alexandre, o Grande. Durante a "queda de braço" entre o domínio selêucida e o ptolomaico floresceu um centro cultural grego nessa região. Acho que isso explica os porcos!

Não precisa agradecer!

Simone Weber disse...

Querido Catellius,

Estava com saudades de teus minuciosos artigos. Este tem a tua bem humorada marca. Gostei muito.

Deste post: "Na época argumentei que aquelas pequenas diferenças eram mais uma prova de que os Evangelhos eram autênticos, pois se o texto de Marcos tivesse sido escrito a partir do de Mateus e não por inspiração divina as informações não seriam conflitantes."

Há pouco tempo escreveste: "na versão que meu pai lia para mim quando eu era moleque a feiticeira cravava um pente envenenado na cabeça da Branca de Neve após tentar matá-la apertando demais o espartilho."

Abraão acedeu a sacrificar Isaac, na mitologia dos hebreus, ao passo que para árabes era Ismael, o meio-irmão filho da escrava, o sacrifício. As disparidades demonstram tão somente que determinada narrativa sofreu variações através dos anos.

"Ele disse então que o livro sagrado dos muçulmanos havia sido ditado letra por letra por Alá e que por isso era muito mais confiável do que a Bíblia, “inspirada” e por isso plena de contradições.
Hoje sabe-se que inúmeras outras versões do Alcorão foram deliberadamente destruídas durante os primeiros califados. Em Sana, no Iêmen, encontraram nos anos 70 fragmentos de um Alcorão da metade do séc. VIII que continha passagens diferentes das que vemos na versão atual..."

A atual versão do Alcorão foi coligida por um só homem, Zaid Ibn Thabit, mais de vinte anos após a morte de Maomé. Uthman, o terceiro califa, dedicou-se a destruir as versões existentes na época.

Beijocas a todos.

André disse...

Welcome back, Blogildo.

Heitor, o nome do filme é Sob Suspeita, com Gene Hackman e Morgan Freeman. Acho q deve ser mais ou menos fácil de achar.

André disse...

Não sei se naquela época eles já faziam as restrições alimentares q fazem hoje.

Sim, Blogildo, era Decapolis mesmo, toda aquela região. Dependendo de até q ponto os costumes helênicos e, mais tarde, romanos, “pegaram” na região, essa criação de porcos pode fazer sentido. Acho que havia criações de vários bichos (comestíveis) nesses lugares.

“As disparidades demonstram tão somente que determinada narrativa sofreu variações através dos anos.” É isso aí, Simone.

“A atual versão do Alcorão foi coligida por um só homem, Zaid Ibn Thabit, mais de vinte anos após a morte de Maomé. Uthman, o terceiro califa, dedicou-se a destruir as versões existentes na época.”

Bem lembrado. O que sempre é uma pena. Pouco me importa a natureza do livro em questão, qual o assunto, se é bom ou mal, útil, inútil. Só acho que destruir livros é errado.

eleitor disse...

Francamente, não sei como o+cioso tem paciência com vcs...

Bando de filhinhos de papai que morrem de inveja do maior líder da história do Brasil...

E não se conformam porque tudo dá certo para ele. É porque Deus gosta dele e não adianta o Catéquitus dizer que Deus não existe porque existe.

Com o Lulinha dá tudo certo. Chove, a economia cresce, a pobreza diminui,...

Catellius disse...

E uma pequena correção:

A região passou a fazer parte da província romana da Arábia muitas décadas depois dos eventos descritos. É lógico que uma mera mudança de jurisdição não afetaria em um primeiro momento os hábitos de um povo.

Certamente havia uma boa quantidade de romanos e de povos helenizados na região, ainda mais na Decápole. Os romanos evitavam conflitos banais com os dominados e deixavam, na medida do possível, que mantivessem seus hábitos e que resolvessem eles mesmos seus problemas. Por isso achei estranho que gerasenos, gadarenos ou gergesenos convivessem tão bem em meio a varas (de porcos) tão numerosas.

Mesmo assim, coloquei o trecho em forma de pergunta, por não conhecer a resposta. Mas é indiscutível que os porcos eram animais imundos para os judeus e por isso Jesus achou por bem consentir a morte dos 2000 animais. Acho que se fossem ovelhas ele teria negado o pedido da "legião".

Bom, pode ser tudo simbólico, no fim das contas, he he. O porco simboliza a impureza e o homem deve livrar-se das impurezas pela água. Sei lá... Fica outra dúvida: Depois que os porcos morreram os demônios foram para casa satisfeitos? Por que não os mantiveram vivos a fazer porcarias pela região? Se os animais estavam possuídos por seres inteligentes poderiam migrar para longe e fundar uma nação de porcos demoníacos, conhecedores da escrita, capazes de erigir estátuas para o demônio, de travar porcas guerras contra os humanos, he he he.

“Não precisa agradecer!”

Agradeço mesmo assim, he he. Obrigado.

“Já se certificou que a geografia do primeiro século ainda é a mesma de hoje? Algum terremoto?”

Duvido que Gerasa tenha sido, por obra de um terremoto, arrastada 60 km para longe do Mar da Galiléia, ainda mais sem ter sido derrubada grande parte dos templos da cidade.
Quanto à possibilidade de alteração drástica no relevo e de aplainamento de grandes precipícios, acho que é nula, porque a poucos metros da superfície do solo de toda aquela região encontram-se vestígios de cidades de todos os tipos e de vários povos. Um terremoto capaz de fazer sumir seiscentos metros de altura de rochas não preservaria colunas e capitéis coríntios a cinco metros da superfície. No kibbutz Yad Mordechai, por exemplo, onde passei uns meses, as pessoas iam fazer obras de ajardinamento e acertavam a enxada em um pedaço de fuste de coluna, com caneluras e tudo. Os pedaços iam para o bosque e serviam de assento. Às vezes nós voluntários íamos para lá para jogar conversa fora. Sentávamos sobre pedaços de coluna e capitéis cheios de pétreas folhas de acanto. Aquilo à luz da lua era realmente inspirador...

Alex disse...

Eu não preciso achar que Jesus era perfeito. No entanto, é fácil para mim, ver que o que há de escrito é uma mistura de várias posturas de cristãos primitivos. Tem texto que simplesmente não bate com outros, como por exemplo a frase, em Marcos, de que quem não é contra nós é por nós (extremamente tolerante) e que nos outros sinóticos aparece invertida: quem não é por nós é contra nós (intolerante). Aliás, o episódio 3 de guerra nas estrelas coloca essa afirmação intolerante na boca de Anakin quando ele está deixando de ser um Jedi. Assusto-me ao não ver nada de escrito sobre isso. Os cristãos, talvez preocupados com outros filmes nem sequer perceberam essa alusão. Lembre-se de que Anakin era o esperado...

De todos os evangelhos canônicos, prefiro o de Lucas para estudar, por ser o que mais contradições apresenta. Veja quando João envia seguidores para perguntar se Jesus era o Messias ou se deviam esperar outro. É um texto repleto de contradições. Suponho que deveria haver um texto sapiencial no começo, que depois foi modificados com acréscimos de outros cristãos, possivelmente convertidos dentre os essênios que fugiram para Damasco (não te parece muita coincidência de que tudo ou boa parte do que Paulo aprendeu tenha sido com cristãos de Damasco? Justamente esse Paulo que falava tanto de salvação e "filhos da luz" - linguagem essênica). Voltemos ao texto de Lucas. A resposta de Jesus é uma citação de Isaías, que mostra uma era messiânica e não um messias. Parece, para mim, que ele estava comparando sua pregação sábia (possivelmente próxima da dos fariseus, injustamente difamados pelos evangelhos, mas que no de Lucas aparecem várias vezes com Jesus - detalhes: fariseus só conviviam com quem respeitavam de um modo geral e, eram chamados de rabi, pregavam em sinagogas, e, tinha um grupo que já havia juntado os dois mandamentos. No Atos, são os fariseus que saem em defesa dos cristãos em pelo menos duas vezes...) à pregação apocalíptica do Batista (aliás, há menos dúvidas sobre a existência do Batista do que da de Jesus). Isso faz sentido com as afirmações de que o Reino de Deus não vem de maneira ostensiva (como esperavam os apocalípticos, dentre os quais João) mas está dentro de nós e com a parábola do grão de mostarda que apresenta esse reino como um processo quase silencioso mas que vai aumentando e transformando a sociedade. O texto de Lucas tem muitas partes que são modificações de partes do eclesiástico, um livro sapiencial, inclusive deixa escapar a frase: mas a sabedoria foi justificada pelos seus filhos. Por que aparece a sabedoria aí neste texto? Quando um texto estranho torna-se mais nítido ao se retirar algumas partes, eu sou levado a pensar seriamente sobre a possibilidade de ele ter sido alterado. É o que acontece com esse texto de Lucas. Ele se torna bem mais claro se tirarmos uma boa parte, que parece que foi de acréscimos posteriores. João foi para mim uma espécie de essênio, mas melhorado. Ao menos ele não achava que havia apenas um resto de Israel que poderia ser salvo no Dia do Senhor, como por exemplo somente seus seguidores. Essa parece ter sido a posição da comunidade de Qumram (parece que eles se colocavam como o "versus Israel", os que seriam salvos, como algumas seitas chatas de hoje em dia ). A fonte Q, que nunca foi encontrada mas que foi construída com base em estudos literários e comparativos só possui parábolas sem interpretações, ou seja, sem alegorias. O evangelho de Tomé tem essa forma, mas também ele parece ter acréscimos. A parábola do Joio é fantástica e, em minha opinião ela está se contrapondo a posição essênia de purismo separatista. Mas a explicação dela (alegoria) é péssima e de muito mal gosto. E qual padre consegue explicar para você a parábola do Administrador infiel? Nenhuma explicação é convincente para mim sem fazer referência aos essênios, mais uma vez criticados em sua postura separatista, constituindo até uma comunidade que excluía os outros que tratavam com dinheiro. Não deve ser à toa que é aí que aparece mais uma vez a expressão "filhos da luz" e a outra "filhos das trevas", tão caras aos essênios. E a parábola do fariseu e do publicano, que mostra o fariseu rezando como um essênio? Aquela expressão de agradecimento que abre a oração é tipicamente essênia...

A parábola sobre alguém que teve uma grande safra e resolveu construir grandes celeiros, termina com a frase: e o que ajuntaste para quem ficará? Tal frase já se encontra no eclesiástico. A frase para não se preocupar com o dia de amanhã parece-me estar mais próxima desta construção do que de uma expectativa do fim do mundo. Se lermos o texto todo, veremos que a mensagem principal é sobre confiança, um conceito forte para os judeus, mais do que fé da maneira que conhecemos. É um texto sapiencial que propõe um remédio para a ansiedade sobre o futuro.

E o que dizer de Apolo que veio de Alexandria (onde existia uma comunidade judaica neoplatônica, com forte influência do filósofo Filon) que pregava PELAS ESCRITURAS que Jesus era o senhor, sem ter conhecido Jesus, nem mesmo os apóstolos? Não seria talvez uma personagem criado esse salvador que ele tirava das escrituras? Não seria o Verbo, da filosofia de Filon?

O que quero dizer é que na origem do cristianismo se misturaram várias interpretações de mundo e de quem foi Jesus. Assim, acho mais fácil falar de cristianismos do que de Jesus. E assim, acho que havia pelo menos uma corrente sábia em sua origem. Não quer dizer que ela tenha sido perfeita.

Mais algumas complicações: a prisão de Jesus é bem parecida com o que se diz sobre Barrabás. Alguns textos dizem que Barrabás havia sido preso por estar num motim onde havia morrido uma pessoa. Na prisão de Jesus, havia pessoas armadas e alguém foi ferido. Jesus chamava Deus de paizinho ou papai (na verdade era uma forma carinhosa de se referir a Deus, por isso parece que essas palavras traduzem melhor a expressão original do que Pai). Em aramaico era Abba, que também aparece em algum texto de Paulo, de memória não me lembro qual. Bar significa filho de. Deste modo, Simão Bar Jonas é Simão filho de Jonas. Bartolomeu é filho de Ptolomeu. Se Jesus chamava Deus de paizinho (e ele não era o único Judeu a fazer isso), é razoável pensarmos que ele fosse conhecido como Jesus filho do paizinho, e não Jesus, filho de Deus. Em aramaico teríamos Yeshuá Bar Abbas. Estranho não?

Catellius disse...

Caramba, Alex.

Vou tentar comentar depois, com calma. Vejo que você é um estudioso da Bíblia.

Pronto, fiz um pequeno update no post em função do pertinente comentário do Blogildo.

* - update: Certamente havia uma boa quantidade de romanos e de povos helenizados na região, ainda mais na Decápole, e não viam problemas em desfrutar de um bom lombinho assado de vez em quando. Infelizmente sem as rodelas de abacaxi, afinal os fenícios, caso tenham estado na América antes de Colombo, esqueceram-se de carregar para a Síria mudas da preciosa bromélia.

Blogildo disse...

É verdade! Aquela área é um "paraíso" para arqueólogos.

Já que o negócio é divagação com erudição: Daquela vara alguns porcos sobreviveram. Uma dinastia suína cruzou o mar da Galiléia, correu até o Grande Mar (o Mediterrâneo) e nadou até Chipre. Um grupo foi pra Grécia, outro para Roma e estabeleceram colônias por todo o mundo romano. Séculos depois fizeram a "revolução dos bichos" devidamente documentada por G.Orwell! Hehehehe!

Eduardo Silva disse...

Sem ter muito o que falar:
Sem dúvida, uma das principais obras pagãs, ou seja, não cristãs, da história é a obra de Feuerbach. Nunca se viu tanta fundamentação filosófica, de cunho tão intenso e sistemático, como essa opus maximum desse pensador. Muitos exegetas dessa obra a situam como uma obra atéia, grande engano os que assim procedem, o próprio Feuerbach é muito claro em dizer “quem acerca de mim nada mais diz nem sabe senão que eu sou ateu, diz e sabe o mesmo que nada”. Com uma investigação que o pensador denomina antropológica, não no sentido científico, mas apenas como meio de aferir argumentos lógicos, a obra faz despencar os conceitos metafísicos do cristianismo, reduzindo-os a conceitos que revelam apenas uma essência humana, e não divina. O objetivo dos textos do autor jamais é afastar , ou contestar a existência de Deus, é, porém, afirmá-la, destituindo o sentido divino e atribundo a diversos conceitos cristãos uma simples exteriorização da essência mais humana. Alguns dos quais seguem abaixo.

A religião finca-se na diferença entre o homem e o animal, a consciência (scritcto sensu). O homem tem consciência de si mesmo, sabe da sua existência, e mais, reconhece-se a si mesmo. O animal é, segundo Rubem Alves, um produto do seu corpo, é limitado pela sua compleição, age por instintos não pela razão, e não reconhece-se a si, pois senão poderia criar um Deus, da mesma forma que na medida que nós ganhamos consciência de nossa essencialidade, e vemos que ela é incompleta perante nosso desejo de uma essência ideal, criamos Deus, o sublime todo poderoso que fará de nossa essência, não mais mortal, mas imortal, não mais sofredora, mas eternamente feliz. Dessa idéia é que Feuerbach tira uma conclusão que se torna quase que uma máxima de sua grande obra, a de que é vislumbrando o mundo sensível que o homem engendra o mundo supra-sensível. Destarte “ o mundo metafísico apenas existe pela dependência intrínseca com esse, real, pois nele é projetado. "

Ontologicamente, a consciência religiosa é infinita e só é possível por causa da nossa essência, que também é infinita. O diverso seria contra a natureza, pois a toupeira só tem consciência que lhe é facultada pela sua natureza. A essência do homem está nas perfeições (razão, vontade e coração). Em tais perfeições há a infinitude, não há que se falar em limitação da razão, da vontade ou nas emoções, aquele que admite essa limitação é porque foge ao real, especula. O argumento de Feuerbach para afirmar que a essência do homem é infinita é simples: como poderia o homem compreender uma essência infinita (um provável Deus), se a sua, outrossim, não fosse infinita?

Feuerbach, agora indo contra a idéia de Heidegger de que “tudo é no outro, nada é em si e mesmo”, diz: “tudo é em si mesmo a essência”. Tudo só se vê como tal que seja, se ele também o é, ou seja, a mesma essência. Assim, todo elogio é uma auto-elogio. Toda crítica é uma autocrítica. Tais pensamentos vão além do assunto religião, vão para o existencialismo, o homem só elogia se reconhece a si mesmo no outro, como no espelho. Só se reconhece um Deus porque dentro de si há um Deus. Religião é sentimento, a mais pura, o mais absoluto e nunca se negará a si mesmo. Portanto o homem não irá ultrapassar a sua própria essência, Deus é o próprio homem, a própria essência humana. Como poderia o homem enxergar uma outra essência senão a dele mesmo, é possível estender a visão para o além do que ele pode enxergar?Não.

Deus é a essência do homem, a religião vê Deus com uma essência divina, no entanto, com olhos perspicazes para perscrutar o fenomênico da religião, mostra-se que não. O homem é o seu Deus, através de Deus conhece-se o homem, “me diga quem és teu Deus e eu te direi quem és”. Para o religioso, Deus é determinado, tem características definidas, tem lugar certo. O ateísmo não é só descrença, é também indeterminação de Deus. Toda religião vê em suas representações de Deus, o próprio Deus, não diferente do ser-em -si, pois ela não se contenta com representação, ela quer o próprio Deus. Há a dicotomia entre o ser-em-si e o ser-pensado, a religião vê o ser-pensado como o ser-em-si, a representação como realidade, e pior essa representação é metafísica, é quimérica.

Se os predicados determinam o sujeito, e se percebe que os predicados de Deus são também humanos, também o sujeito desses é humano. Deus é heterônomo, pois ele é o que nós projetamos e não o que ele realmente é, não é o ser-em-si, é o ser-pensado. A santidade é um dever sem poder, deve-se ser santo, não é possibilidade, o predicado determina inexoravelmente. Vê-se como pecador porque projeta-se o sagrado. É a contradição religiosa: a identidade com a essencialidade. Sou mal por identidade, mas objetivo o bem da minha, e de Deus, essencialidade. Deus não é Deus sem os predicados que o homem lhe concede, não é sujeito por sê-lo, mas é porque o homem o determina, Deus depende do homem. O homem só visa a si mesmo, pois vislumbra Deus como um ser que deseja sua salvação e o seu bem, isto é, volta sua crença a si mesmo, fazendo do seu predicado o predicado de Deus.

Eduardo Silva disse...

O que faz uma opinião ser irredutível, como as opiniões religiosas?


Decerto não se pode atribuir tamanha estultice à razão. Ignorar o que contesta as nossas opiniões, ou considerá-lo de antemão, como insuficiente em qualquer investida,revela, na verdade, o medo. O medo de ter o suporte emocional, e não racional, sucumbir frente ao diverso.

Na escala de abstração cognitiva que compreende o senso comum,a episteme(ciência) e a filosofia, sem dúvida o primeiro é o que se mostra mais propenso a ser inexorável em suas conclusões e é justamente aquele mais destituído de meios para reiterá-las, como experimentos ou minuncioso exame lógico.Agora, por quê?

O senso comum deve ser envolto de algum instrumento para assegurar a sua própria existência, senão qualquer adesão voluntária a ele já estaria, desde o princípio, evanescente, destinada à ruína, logo não teriam adesões e nem mesmo o senso comum. Como não se fulcra na razão, seja lógica ou epistemológica, cria-se então a melhor forma de garantir sua perenidade: fechar os olhos da razão e abrir a sensibilidade para acreditar nas mais rídiculas quimeras sem ter nenhuma explicação plausível sobre elas.

É aconchegante saber que o invólucro que sustenta os meus mais íntimos desejos e crenças não se funda em nenhuma base passível de contestações, restando impossível sua queda. Quem não quer tal estabilidade? O preço dela é entra no mundo da burrice e cegueira para ignorar as mais explícitas e gritantes contradições, que são aferíveis apenas pela lógica. Assim: Jesus tem que voltar para cobrar os juros dos devedores e restituir as benfeitorias dos justos. As palavras de Jesus no evangelho: não passará esta geração até que eu volte e não deixe pedra sobre pedra(algo mais ou menos assim). É muito simples interpetrar isso, mas o que é uma geração para Jesus? Estamos no ano 2007.

É o desejo de que Jesus volte que faz permanecer tal crença, e não o exame racional disso. Uma adogada porta-de-cadeia, que tive o desprazer de conversar, sendo evangélica disse: "o meio ambiente está acabando porque Deus quer, e está próximo da sua gloriosa volta!" Tem senso mais comum do que esse?

Eu poderia dar inúmeros exemplos que como se consubstancia a rígidez de uma opinião do senso comum religioso. Mas vemos isso em outrar áreas, como no capim santo que nossa mãe deu pra gente se curar quando criança, mas ninguém explica o porquê. Tomar capim santo favorece maior atividade em nosso sistema imunológico, porém se tomado prolongadamente interfere na produção normal de glóbulos brancos e vermelhos afetando de forma prejudicial o sistema imunológico.



Deixa eu parar que meu ócio me faz divagar demais e como dinheiro é tempo, e não o contrário, vou trabalhar no enésimo pedido de pensão alimentícia do mês.

O+cioso disse...

Kkkkkkk

Olha quem tá aqui, o Bobildo!
Foi só o C. Monstro cascar fora deste lixo q a galera mais sensível tá voltando aos poucos, kkk. Boas fungadas!

O+cioso disse...

eleitor disse...
'Francamente, não sei como o+cioso tem paciência com vcs...
Bando de filhinhos de papai que morrem de inveja do maior líder da história do Brasil...'

Qualé muleque, não preciso de Robin não. Eu ajo sozinho, kkkkkk.

Lula tô fora. Impeachment no pinguço. Votei na Ana Maria Rangel.
Por causa da vice, a gloriosa e incomparável Delma Gama!

André disse...

Ocioso e Eleitor, Batman e Robin, anos 60, finalmente, o componente homossexual, GLS, da zona de comentários se revela.

Porque Pugnacitas também é tolerância e diversidade, he, he

Holy Father disse...

Caso você não conheça a posição oficial da Igreja Católica no que diz respeito à interpretação das Santas Escrituras:

Na Sagrada Escritura, Deus fala ao homem à maneira dos homens. Para bem interpretar a Escritura é preciso, portanto, estar atento àquilo que os autores humanos quiseram realmente afirmar e àquilo que Deus quis manifestar-nos pelas palavras deles.

Mas, já que a Sagrada Escritura é inspirada, há outro princípio da interpretação correta, não menos importante que o anterior, e sem o qual a Escritura permaneceria letra morta: A SAGRADA ESCRITURA DEVE TAMBÉM SER LIDA E INTERPRETADA COM A AJUDA DAQUELE MESMO ESPÍRITO EM QUE FOI ESCRITA.

Dai resulta que a Igreja, à qual estão confiadas a transmissão e a interpretação da Revelação, NÃO DERIVA A SUA CERTEZA A RESPEITO DE TUDO O QUE FOI REVELADO SOMENTE DA SAGRADA ESCRITURA. Por isso, ambas devem ser aceitas e veneradas com igual sentimento de piedade e reverência.

Para descobrir a intenção dos autores sagrados, há que levar em conta as condições da época e da cultura deles, os gêneros literários em uso naquele tempo, os modos, então correntes, de sentir, falar e narrar. Pois a verdade é apresentada e expressa de maneiras diferentes nos textos que são de vários modos históricos ou proféticos ou poéticos, ou nos demais gêneros de expressão.

Prestar muita atenção ao conteúdo e à unidade da Escritura inteira. Pois, por mais diferentes que sejam os livros que a compõem, a Escritura é una em razão da unidade do projeto de Deus, do qual Cristo Jesus é o centro e o coração, aberto depois de sua Páscoa.

Ler a Escritura dentro da Tradição viva da Igreja inteira. Consoante um adágio dos Padres, Sacra Scriptura principalius est in corde Ecclesiae quam in materialibus instrumentis scripta A SAGRADA ESCRITURA ESTÁ ESCRITA MAIS NO CORAÇÃO DA IGREJA DO QUE NOS INSTRUMENTOS MATERIAIS. Com efeito, a Igreja leva em sua Tradição a memória viva da Palavra de Deus, e é o Espírito Santo que lhe dá a interpretação espiritual da Escritura (...segundo o sentido espiritual que o Espírito dá à Igreja).

André disse...

Resumo da ópera: Primeiro Ato: basta ter fé (e como!) e confiar nos exegetas da Igreja, nas contradições de “apóstolos” mil, no Espírito Santo e, claro, em Deus, esse que há muito se ausentou, que a Bíblia fica mais fácil de digerir e deixa de apresentar grandes dificuldades de interpretação. Enfim, vamos entregar tudo nas mãos de Deus. Ou "segura na mão de Deus e vai", como diz aquela musiquinha. Segundo Ato: esse tal de Feuerbach era um tipo de deísta radical, pelo jeito. Terceiro Ato: raspado todo o trolóló teológico, o fraco Episódio III da fraca nova trilogia Star Wars tem significados ocultos (brincadeiras à parte, esse comentário do Alex foi interessante, quero ver o que o Catelli vai responder, lógico). Quarto Ato: depois da Pat M. e do Eleitor, novos pares românticos ainda vão se formar nas fileiras inimigas (se é q não são todos a mesma pessoa, he, he). Quinto Ato: adoraria comentar mais, mas tenho muitas coisas pra fazer aqui, vou ter q me ausentar por um tempinho. Uma pena, pq gosto muito daqui. Cai o pano, cortinas para mim. Um abraço para o Catelli, a Simone, o Bocage, o Eifler e o Heitor, pra todo mundo, afinal. Até daqui a pouco.

Eduardo Silva disse...

"Na Sagrada Escritura, Deus fala ao homem à maneira dos homens"

Acho isso muito estranho. A essência do homem é humana, por óbvio que seja, e a essência de Deus é divina. Como pode uma essência divina falar à maneira dos homens? Deus nega sua própria essência para nos falar? Ou será que para ler as escrituras o homem deve transcender para a essência divina?

Está claro e atestado que é o próprio homem que escreve para si mesmo na bíblia, não é palavra de Deus cacete nenhum.


Assim vamos a um exemplo que coloquei em um texto meu bem antigo:

Quando Deus fala de amor, em "amai-vos uns aos outros como eu vos amei". Ora como Deus pode conhecer um outro amor senão o Divino? Como pode Deus conhecer o amor humano e saber como o ser humano ama? A única explicação plausível é: Deus é homem. Senão vejamos:

Como Deus tem uma essência distinta da nossa, o amor dele nunca deve corresponder ao nosso amor, pode corresponder a qualquer outra coisa, carinho, prazer, ou quem sabe ódio, ou pode nem ter correspondência. O amor dos Deuses é o amor dos Deuses, quando eles amarem como homens eh por que serão homens e não mais Deuses. Ou o contrário, quando o homem amar como Deuses é porque é um Deus.


De resto fica claro:


Nosso Deus é homem, e a sagrada escritura é uma simples obra literária produzida por pessoas que não se conheciam e fizeram aquelas folhas contraditórias que perpetuam nas mentes dos asnos,os quais continuam a sonhar como Alice no País das Maravilhas.

Eduardo Silva disse...

"Dai resulta que a Igreja, à qual estão confiadas a transmissão e a interpretação da Revelação, NÃO DERIVA A SUA CERTEZA A RESPEITO DE TUDO O QUE FOI REVELADO SOMENTE DA SAGRADA ESCRITURA. Por isso, ambas devem ser aceitas e veneradas com igual sentimento de piedade e reverência."

Rídiculo!!! A igreja é um ente abstrato, não existe. Segundo Maurice Hauriou, grande civilista, a pessoa jurídica, a igreja é uma, materializa-se em torno das pessoas (clero) que se unem em torno de um objetivo comum e definido, tais pessoas tomam as decisões como se a própria igreja fossem.Mais uma vez: a igreja foi escrita por simples pessoas inspiradas por uma insanidade, ou no máximo, por um ócio criativo de frases ambíguas e paradoxais, reunidas em um livro que de tanto vender e de tanto asno pra ler, comparo-a a capim.
As interpretações da bíblia são guiadas pelos desejos mesquinhos dos exegetas analfabetos que andam por aí, ou pelos altos escalões dos homens de saia que não pegam ninguém (com exceção das criancinhas).

Bocage disse...

Alex,

Essa eu ignorava: Jesus e Barrabás a mesma pessoa? Já pensaste na possibilidade de “filho do pai” ser um equivalente antigo para o “filho da mãe” de hoje? Rsrsrs

Eduardo,

“Como pode uma essência divina falar à maneira dos homens?”

Deus é omni+omni+tudo, hábil para tudo, inclusive perceber o mundo com sentidos de homem, quanto mais falar à maneira dos homens. Deve estar preparado para latir também, à maneira dos cães, rsrs.

Santo Padre,

O Catellius expôs no post o modo de pensar dos católicos conservadores no parágrafo que começa com “Segundo os católicos conservadores, o livre exame das escrituras...”

Bocage disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bocage disse...

Para ti, Santo Padre, rsrs.



Telescópio ajuda a procurar Deus


O director do Observatório Astronómico do Vaticano assegurou que a Igreja não tem medo da ciência e que "o telescópio é um instrumento que ajuda a procurar Deus".

O jesuíta argentino José Gabriel Funes falava à margem da conferência internacional sobre formação e evolução das galáxias em forma de disco, a decorrer na Universidade Gregoriana de Roma.


Este responsável defende que a ciência serve para questionamentos que vão "além das questões científicas" e permite aos fiéis poder "perceber a existência de Deus". O Pe. Funes lembrou ainda que, em muitos ramos da pesquisa científica, os sacerdotes e homens da Igreja têm sido os primeiros a apresentar estudos inéditos.


Um total de 210 astrónomos de 26 países do mundo participam, de 1 a 5 de Outubro, na conferência internacional organizada pelo Observatório Astronómico do Vaticano.


O Observatório Vaticano foi fundado em 1891 por Leão XIII para mostrar que "a Igreja e os seus pastores não se opõem à ciência autêntica e sólida, tanto humana como a divina, mas abraça-a, impulsiona-a e promove-a com a mais completa dedicação".


Apesar de a sede central do Observatório Vaticano ser em Castel Gandolfo, fundou-se um segundo centro de pesquisa, “The Vatican Observatory Research Group” (VORG) em Tucson, Arizona (EUA) no ano de 1981, quando o céu de Roma estava demasiado brilhante para a observação. Este segundo centro é uma das maiores e mais modernas instituições de observação astronómica.


Em 1993, em colaboração com o Steward Observatory, o Observatório Vaticano completou a construção do Vatican Advanced Technology Telescope (VATT) no Monte Graham, Arizona, considerado um dos melhores lugares astronómicos na América do Norte continental.


(Com Rádio Vaticano)

Pedro Amaral Couto disse...

"Traduttore, traditore": já tinha citado esse ditado italiano num fórum a respeito da Bíblia. Também disse "O sujo a falar do mal lavado..." no mesmo fórum (ClubeCético).
http://clubecetico.org/forum/index.php/topic,6034.msg238490.html#msg238490
http://clubecetico.org/forum/index.php/topic,11845.msg215172.html#msg215172

Crentes são especialistas em detectar contradições de religiões "adversárias". Há um YouTuber muito criticado pelos seus métodos totalitários no seu canal. Ele fez um vídeo sobre Maomé e o Corão: http://www.youtube.com/watch?v=QR6tGmJYLo8 .

Tenho estado algum tempo ocupado para preparar uns vídeos para o YouTube, e pretendo fazer uns em forma de animação nas férias do Natal sobre algumas passagens da Bíblia, tal como está escrita. Irei nesta semana enviar um anúncio para quem quiser colaborar.

Cheers

rogeriocatelli disse...

hugo chaves (se da certo), nome do filme
a soma de todos os medos
OSPB no colégio- cade o che, chaves anexa cuba, viva boca raton

Cético disse...

Por que vc não entra para o Clube Cético?

Anônimo disse...

colocar vcs no monte aramat junto com um monte de budistas raivósos
chamando ala de meu lôro, de quebra lendo eram os deuses astroooo....., seria igual a um monte de advogados acorrentados no fundo do mar.......um bom começo

Anônimo disse...

levem o peninha e o bial......

Anônimo disse...

.......faltou o panelão do Santo Daime.....

Anônimo disse...

..........esqueçi o Juca Kfuri...Padre Ki Azedo.....OBINA...

Anônimo disse...

Olá!

Meu nome é Flávio. Bom, eu achei interessante o seu ponto de vista em relação a alguns pontos da Bíblia. Gosto de estudar sobre isso, e , se possível, gostaria de estar discutindo alguns assuntos com você.

Por favor, me entenda. Não sou religioso e não costumo discutir "religião". Mas, acho interessante discutir "fatos históricos" que venham a parecer duvidosos.

Tenho certeza de que não vai se arrepender de me contactar. Posso te passar um pouco dos meus conhecimentos e tenho certeza de que vou aprender muito com você e com as suas experiências.

Meu email é emaildoflavio@globo.com
Estou aguardando o seu contato!

Anônimo disse...

Não sou sábio como vc mas gostaria que vc pensasse no assunto: Conversão e Salvação - ¶ Irmãos, a boa vontade do meu coração e a minha súplica a Deus a favor deles são para que sejam salvos.
2 Porque lhes dou testemunho de que eles têm zelo por Deus, porém não com entendimento.
3 Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus.
4 Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê.
5 Ora, Moisés escreveu que o homem que praticar a justiça decorrente da lei viverá por ela.
6 Mas a justiça decorrente da fé assim diz: Não perguntes em teu coração: Quem subirá ao céu?, isto é, para trazer do alto a Cristo;
7 ou: Quem descerá ao abismo?, isto é, para levantar Cristo dentre os mortos.
8 Porém que se diz? A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração; isto é, a palavra da fé que pregamos.
9 Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.
10 Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação.
11 Porquanto a Escritura diz: Todo aquele que nele crê não será confundido.
"1 Coríntios 1:18 Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus.
1 Coríntios 1:21 Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação.
1 Coríntios 1:23 mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios;
1 Coríntios 1:25 Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.
1 Coríntios 2:14 Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.
1 Coríntios 3:19 Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; porquanto está escrito: Ele apanha os sábios na própria astúcia deles."
Meu querido vc entende mais que eu sobre os assuntos mundanos mas por amor a Deus te digo que vc corre risco de perder a vida eterna
analise quantas coincidências o acaso nos formou, de onde partiu a idéia da existência de Deus peça mesmo duvidando em nome de Jesus Cristo uma experiência com ele
Que Deus Te Salve em nome de Jesus amém

Darlan, darlanmed@hotmail.com

Hanna Kildani disse...

My name is Hanna Kildani, from Jordan (Middle East). I saw the name of Andre Catelli on this blogger; Pugnacitas. I need to contact Andre Catelli. If he gets my comments or somebody who know his email... please contact me and let me know . My email is: kildani@orange.jo
Tel: ++ 962 79 5600638
Thank you
Hanna Kildani

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