12 setembro 2007

A Teoria do Mico Amestrado Telepata

Outro dia fiquei feliz em conhecer um economista marxista assumido. A maioria não consegue sair do armário, diz-se pós-keynesiana. Ele, além de assumido, participa de um Grupo de Estudos Marxistas e é um interlocutor de um bom nível. O engraçado foi quando o assunto chegou ao Lula e ele me disse que o presidente “é vítima dos nove ditadores do Banco Central”, que o manipulariam e o impediriam de baixar a taxa de juros.

Não é a primeira vez que ouvi essa idéia de que o Lula não passa de um mico amestrado e facilmente manipulável, então decidi fazer um breve histórico dessa tese. Na primeira vez que a ouvi o general Golbery do Couto e Silva, no período militar, teria poupado o Lula porque haveria um programa da CIA que visava tentar selecionar um líder sindical não-marxista e com baixa capacidade intelectual. Lula teria sido selecionado neste programa.

A versão seguinte desta teoria e que prevaleceu até o Mensalão ou depois é a de que o Lula passou a ser controlado por um grupo de ex-guerrilheiros esquerdistas liderados pelo José Dirceu, que decidiram usar o seu carisma de bom selvagem e o orientaram para que se tornasse o líder operário do Partido dos Trabalhadores.

Em oposição a esta tese temos o testemunho do Frei Betto, ex-assessor palaciano e consultor espiritual do presidente Lula, que teria dito que o presidente, apesar de não ler livros, conseguia ler pessoas, era quase um telepata. Tratar-se-ia então de um ser profundamente intuitivo. Mais um pouco e ele poderia ser recrutado como um dos mutantes do professor Xavier. Conversando com uma senhora idosa que foi vizinha da fábrica da Volkswagen no ABC, ela me disse que conheceu o Lula nos velhos tempos e que ele teria realmente um carisma pessoal incrível.

Encontrar um ponto de consenso nesta questão talvez seja impossível. Mais fácil é entender o Lula governante, porque tudo de bom é feito pelo governante e de ruim é assumido por algum subalterno maldoso e traidor. No caso do Mensalão, por um obscuro professor e tesoureiro do partido. Estas criaturas não têm o benefício da dúvida, são logo expulsas do partido e tornam-se traidores das suas causas. Este é um grave vício platônico de que sofre a esquerda, tradicionalmente utópica e idealista. As idéias são perfeitas; se não dão certo é culpa do indivíduo. Se não dão certo dez vezes é porque nunca foi feito direito.

Felizmente, a antropologia tupiniquim já superou estas questões. Afinal, para ela, se alguém se vê como indígena e é reconhecido como tal, então ele é indígena e pode virar latifundiário no Brasil. Nesta acepção, a identidade socialista da qual se imbuem os membros do PT, especialmente nos seus Congressos, pertence a eles e não lhes pode ser retirada por seus fracassos.

Acho que aí teríamos que formular a teoria do hímen complacente dos idealismos, onde a pureza dos ideais permanece apesar de todos já terem se F.... Pensando bem, acho que é tudo culpa do Platão. Quem mandou ele criar este mundo das idéias perfeitas de onde os idealismos são filhos bastardos? Daí, basta juntar ao idealismo doses generosas de narcisismo para podermos explicar grandes desastres da história da humanidade como o nazismo e o socialismo.

69 comentários:

Catellius disse...

Grande Heitor,

“é vítima dos nove ditadores do Banco Central”,

HA HA!

"Mais um pouco e ele poderia ser recrutado como um dos mutantes do professor Xavier."

HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA!

"...se alguém se vê como indígena e é reconhecido como tal, então ele é indígena e pode virar latifundiário no Brasil."

HA HA HA HA!

"Acho que aí teríamos que formular a teoria do hímen complacente dos idealismos, onde a pureza dos ideais permanece apesar de todos já terem se F...."

HA HA HA HA HA HA HA HA!

Tudo ótimo! Parabéns, Heitor.

Heitor Abranches disse...

Obrigado Catellius,

A sua imagem está primorosa.

Agora, cadê o o+cioso para esculhambar a gente? rsrsr

André disse...

Gostei das coisas q vc disse lá para o Milord dos Tamancos, Catelli. Principalmente a parte das navegações, a dos negros e o delírio do bom-selvagem (a tal da “nudez santa”, que mais parece coisa de jesuíta efeminado dos 1500).

Para saber pq Portugal não deu certo: O Império Marítimo Português, obra-prima de C. R. Boxer, editao pela Cia. Das Letras. Evaldo Cabral de Mello também deve ser lido com atenção, ainda q seja mais denso e rebuscado.

Ah, as maravilhas do Photoshop... essa foto ficou grotesca, mas perfeita.

Aqui em Brasília há muitos economistas de esquerda q nunca assumem, se dizem apenas “keynesianos”, pq é bonitinho.

Lula não tem capacidade intelectual para estruturar e manter esquemas algo complicados, como o Valerioduto. Pra isso, precisa do Dirceu, p. ex., q é muito mais esperto do q ele. Mas nunca foi idiota. É um porco ignorante, um animal, mas muito astuto e intuitivo.

“As idéias são perfeitas; se não dão certo é culpa do indivíduo. Se não dão certo dez vezes é porque nunca foi feito direito.” É bem assim q eles “pensam”.

Catellius disse...

Vou repetir o que escrevi no post passado para continuar por aqui o debate, sem é claro, desejar atrapalhar a discussão sobre este primoroso post do Heitor.
Sobre a fotografia, parte do mérito vai para o software online Face Transformer, com o qual é possível deixar qualquer um com cara de macaco, mangá japonês, etc. Acrescentei o "tarbouche" marroquino (o chapéu) e dei uns retoques.


"Klatuu disse: 'Posso assegurar-vos que a estirpe de Portugueses que atravessou oceanos para rotas de horrores desconhecidos... não é a do «Joaquim Portuga» das anedotas.'

Definitivamente não. Às vezes uma empreita além-mar demorava tanto e era necessário empenhar tantos recursos que os próprios investidores, quase sempre nobres, acompanhavam seu dinheiro nas naus. Devido ao alto índice de naufrágios, doenças, combates e outros "Adamastores", alguns estudiosos creditam EM PARTE a decadência portuguesa após as grandes navegações ao alto número de mortes entre a elite empreendedora, culta e rica. Refiro-me inclusive ao investimento do Estado. Experientes navegantes como Bartolomeu Dias e Nicolau Coelho naufragaram, em uma única empreita Pedro Álvares Cabral perdeu quatro de suas naus, para citar alguns casos.
Enfim... O que os homens não fazem por dinheiro, fama e glória?
Acho que o tipo mais assemelhado àquele português não é o jovem e sonhador português dos dias de hoje, que se deita com os amigos sobre um teto de uma casa no Alentejo e aprecia o céu pululante de estrelas, ouve fado fumando um cigarro, sentindo o frio da noite do ambiente desértico, a "sentir" sua alma portuguesa, esse português que só sabe lutar com palavras. O português antigo do qual os portugueses de hoje se orgulham e devem se orgulhar está tão distante dessa "liberdade" segura e hedonista quanto está próximo de Alexandre Magno e Marco Polo, na minha opinião.
Aquele português está muito, mas muito mais próximo do "WASP" da corrida espacial com os soviéticos (os portugueses competiam com a Espanha e outras potências marítimas), da chegada à Lua, das descobertas científicas, do DNA, etc.
Sad but True!
Abração "

Catellius disse...

Mas isto não diminui em um "centímetro" minha admiração por Portugal, pela sua história, cultura, pelo seu povo, etc.
Viva Portugal!

Clarissa disse...

Propositadamente não tenho comentado uma quantidade de coisas que aqui têm sido ditas, e nem sequer o vou fazer agora, vou limitar-me a repetir o que já disse antes, por outras palavras:
André e restantes leitores, desejo para mim o mesmo que para todos vós - metade da inteligência, sabedoria e cultura do «Milord dos Tamancos», como lhe chamaste.

Simone, um beijo de saudade e outro pelo teu silêncio que a maior parte das vezes é de ouro.

Beijos de sempre para o Catellius, Heitor, Mouro e Bocage.

O+Cioso, acho que tens perdido terreno ;)

C. Mouro disse...

Excelente artigo.

Contudo:

"Daí, basta juntar ao idealismo doses generosas de narcisismo para podermos explicar grandes desastres da história da humanidade como o nazismo e o socialismo."

É imperioso ressaltar que o partido nazista era um partido SOCIALISTA: NSDAP, que era o Partido Nacional Socialista do Trabalhador Alemão. Antes era só o partido do trabalhador alemão, que Hitler complementou com o "nacional-socialista" para diferencia-lo do socialismo bolchevique, por exemplo. Hitler recebeu apoio de outros socialistas. A economia não era livre e tão pouco o empresário podia arbitrar sobre sua empresa ou negócios; tudo dependia da autorização de um "fuhrer". O Estado/governo regulamentava e controlava TUDO: preços e até a produção. EXATAMENTE COMO QUEREM OS SOCIALISTAS QUE SE DIZEM "NÃO-COMUNISTAS". ...Aliás, não existem comunistas e nem mesmo tal patacoada é possível, não é possível nem na prática e nem na teoria, é apenas um embuste como fim utópico para justificar os meios. (os ultimos artigos do Constantino estão geniais).

C. Mouro disse...

Nessa questão de "fins supremos", aproveito para postar um velho texto lá da RL que até inspirou um outro listeiro a fazer o seu, e que ficou muito bom.
E aqui vai, sem reler:

"O Fim supremo – 02 – 01 – 2004 — C. Mouro — (add 12-03-04)
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Existem perguntas sem resposta, tanto quanto “respostas” sem perguntas.
O problema é que muitas perguntas são formuladas sem que se deseje respostas, tanto quanto “respostas” são elaboradas sem responder pergunta alguma. Quem formula perguntas e “respostas” ora não quer saber a resposta, ora não quer saber a pergunta.
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Os fins justificam os meios?
Se fizermos esta pergunta é possível que a maioria diga que não, caso venha a desconfiar das consequências de uma resposta afirmativa. Contudo, a prática é apelar sempre para “objetivos supremos” a fim de tentar justificar meios racionalmente injustificáveis.
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Pare e pense sobre a porca realidade! A política e a moral não se realizam sempre sobre o argumento de se atingir um “fim supremo” ou um “objetivo consagrador”? não se construiu e constrói a moral e a política objetivando a “recompensa eterna” ou o falacioso “bem comum”, respectivamente? A idéia de ética não acaba sempre submetida à pretensões em vez submeter-se à lógica? ...é duro, mas vero!
...isso é não julgar os meios e sim os fins! E julgar mal, restringindo-se apenas na aparência ou apreensão fácil do que se ostenta discursivamente a seu respeito; sem o necessário aprofundamento na essência das proposições e questões. De modo que passa-se a arbitrar “meios ideais” de atingir fins idealizados e apregoados para platéias interesseiras e estúpidas. Pois que os tais meios só se confirmarão verdadeiros no momento do fim. Logo, a conveniência se vale da alegação de crença para reivindicar, no mínimo, a dúvida como uma hipótese a considerar, pelo menos sobre a sinceridade da crença: alivia-se a consciência reivindicando o benefício da dúvida e a realização da experiência para prova-lo, numa interminável questão. De onde proliferam intermináveis proposições de “receitas” para conduzir o rebanho humano a “salvação”, ao “fim supremo” e, quiçá, ao “sentido da vida”.
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ASSIM, PULULAM OS “FINS SUPREMOS” DEFENDIDOS POR AQUELES QUE VERDADEIRAMENTE DESEJAM OS MEIOS QUE ARBITRAM OU ADOTAM SOB PRETEXTO DE ALCANÇAR ESTES FINS. Desconsiderando-se, então, o julgamento dos meios como fatos isolados, mas apenas como “caminhos” para os mais delirantes “Paraísos” e “Utopias” aparentes, sempre jogados para um futuro incerto reivindicado como única prova válida da “teoria”, que ainda poupa o homem-massa* do penoso esforço de pensar e julgar.
(*: aquele que toma a forma que lhe dão: preferindo o mero seguir, em detrimento do trabalhoso ato de pensar e julgar ...aliás, julgar é coisa de “gente malvada”, basta ver como é comum as frases: “não que eu queira julgar alguém ...mas...”, “quem sou eu para julgar alguém!” e outras assemelhadas – dizem isso para exibirem-se aos demais segundo o modelo de “valor” pessoal difundido ...é patético! desanimador!)
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— A crença não faz o fato. Não basta crer para que exista; é preciso descobrir para crer; é preciso existir para ser descoberto, é preciso ser descoberto para que se saiba, é preciso saber para conseguir ... É preciso pensar e julgar!
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A idéia de mérito desde sempre foi dissimuladamente preconizada como uma mera “insensibilidade de pensadores egoístas”, e o justo apenas como a expressão do senso comum. A moral é percebida apenas como um meio para se atingir um objetivo, seja ele a deliciosa “vida eterna” ao lado do “todo poderoso”, a ordem social, a glória de uma “coletividade” (ou de um mito representativo qualquer) ou o “bem comum”. Assim, basta alardear ostensivamente os meios propostos como receita para atingir um “fim consagrador” e, logo, aqueles que se agradarem destes meios militarão na causa arrebanhando legiões que, como jumentos, correrão atrás da cenoura na ponta da vara amarrada a seus corpos. ...se não fosse tão trágico seria cômico!
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Se perguntarmos a alguém se concorda que a escravidão possa ser justa, certamente que a resposta unânime será “não”. Mas se perguntarmos o que o sujeito entende por escravidão, as respostas serão variadas. Dificilmente se tentará definir escravidão, mais se optando por descrições fatuais do que por uma definição precisa.
Por exemplo, se dirá que é o trabalho obrigatório ou não remunerado. E, então, perguntamos se alguém, sob ameaça, forçado por outro a realizar uma atividade por um bom salário é escravo ou não? ...haverá hesitações, dissimulações, respostas positivas e negativas.
Reforçando: podemos ainda perguntar sobre alguém submetido aos desejos sexuais de seu senhor, sem qualquer outra atividade, e até recebendo bom pagamento para tal, será escravo? ...o que se dirá? ...afinal, a imagem difundida da escravidão é alguém sendo obrigado a trabalhar sem nada ganhar (ou, ridículo que seja, ganhando pouco).
Pergunto: Será que escravidão tem haveres com imposição de vontade ou apenas com remuneração? ...Mas se ainda perguntamos se alguém forçado a continuamente dar parte daquilo que produz a um outro qualquer para não sofrer um dano maior, sem qq acordo prévio nesse sentido, será um escravo? ...hummm, a coisa vai começar a complicar. ...asserções arbitrárias, pigarros, vacilações e desvios de foco participarão da conversa ...humhummm!
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...Claro que vai complicar! ...afinal a escravidão não é um acordo entre partes que pretendem se beneficiar mutuamente fazendo CONTRATOS; mas sim a imposição da vontade daquele que, sendo capaz de IMPOR um dano maior contra o outro (poder destrutivo/coercitivo), e alterar sua situação para pior, exige continuamente deste outro um benefício, para não faze-lo: para não AGIR CONTRA ele; sem que tenha havido qualquer acordo prévio neste sentido. Ou seja, a escravidão é a inexistência de TROCAS ESPONTÂNEAS ou inércia mútua (não relacionamento). De forma que, na escaravidão, não há ausência de relação, e também não há trocas de benefícios, nem presumidos, mas sim a concessão de benefício para não sofrer o dano arbitrário (maior que o de conceder) que será IMPOSTO PELA AÇÃO daquele que tem o Poder de causa-lo (Poder destrutivo/domínio e não potência realizadora), alterando para pior a situação do desobediente; sem que este jamais tenha feito qualquer acordo neste sentido.
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Diante deste fato, não há dúvida: aquele que trabalha e produz, e é forçado a pagar tributos (impostos) dos quais discorda (sem que antes os tenha recebido, é claro!) É IRREMEDIÁVELMENTE UM ESCRAVO dos RECEBEDORES de IMPOSTOS. Logo, a escravidão tem atravessado milênios, e se mantém plena na atualidade, disfarçada por FINS embelezados. Assim, a exploração do homem pelo homem se realiza através do APARATO COERCITIVO estatal, quando uns EXTRAEM RENDA de outros ao ameaça-los de mal ainda maior: a escravidão pretensamente justificada pelas “boas intenções” pela “ordem e progresso”, pela moral do “bem comum”, civilização e toda sorte de coletivismo e “grandeza de espírito” invocados por candidatos a messias salvadores que se querem senhores e feitores...
...e não adianta enfiar a cara no buraco, como o avestruz, para não ver esta indignificante realidade. Ela se faz irrefutável: OS PAGADORES DE IMPOSTOS SÃO ESCRAVOS DOS RECEBEDORES DE IMPOSTOS. Numa real e efetiva exploração do homem que tem a força destrutiva (Poder), sobre o homem que tem a força produtiva (potência/trabalho), sempre a reboque de ideologias farisaicas que prometem consagradores “Paraísos” e “Utopias” mal analisadas, que se fazem acompanhar de ameaças de danação; também sempre no futuro incerto, para engabelar desesperados e imbecis, além de aliciar espertalhões e recalcados. TALVEZ ESTA FÓRMULA FUNESTA AINDA PERSISTA POR SÉCULOS, semeando o medo, a ambição messiânica, a cobiça, a discórdia, a inveja e o ciúme, como frutos da árvore da estupidez e vaidade humana.
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Ora, um escravo é aquele cujo o corpo não lhe pertence. Ou seja, ele não arbitra sobre o seu “próprio” corpo (próprio entre aspas, pois não será seu, apenas natural). Ora, propriedade é o direito do indivíduo de arbitrar sobre algo. Assim, se é proprietário de seu corpo, tem o direito de fazer com ele o que lhe apetecer. Ou seja, ninguém tem direito de impor sua vontade, lesar ou comandar o corpo alheio inocente. E a escravidão é exatamente a perda, pelo indivíduo, da propriedade do corpo que o contém (mente e corpo: indivíduo, ou indivisível). Passando este corpo a ficar sob o arbítrio de outro indivíduo. Ou seja, um escravo não possui o corpo que lhe permite existir, sendo este uma propriedade alheia (a individualidade lhe é negada pelos que possuem o Poder destrutivo). Logo, haverão indivíduos proprietários de mais de um corpo onde existir escravidão.
Um indivíduo solitário, sem contato com qualquer outro, será absolutamente livre. Pois será limitado apenas pela potência individual e pelo restante da natureza. Seria idiota dizer que um indivíduo é escravo de si mesmo ou escravo da natureza: UM INDIVÍDUO SÓ PODE SER ESCRAVO DE OUTRO OU OUTROS INDIVÍDUOS.
Assim definida, escravidão e opressão se confundem, cabendo então diferencia-las; definindo escravidão como a “apropriação positiva” do corpo alheio, e a opressão como uma “apropriação negativa” do corpo alheio. De forma que a opressão constitui-se não só num fim estéril, mas também em um meio (ameaça) para se atingir a escravidão como objetivo.
A escravidão é então a usurpação, por parte de um indivíduo, de outro corpo; com a finalidade de induzir sua atividade para satisfazer seus anseios e necessidades; determinando as ações e concessões que este outro corpo deverá realizar.
A opressão é então a usurpação, por parte de um indivíduo, de corpo alheio, com a finalidade de limitar a atividade deste sob o comando de seu proprietário natural, a mente. (não comanda, mas limita o comando alheio).
Ou seja, a opressão é meramente inibidora dos benefícios que o corpo alheio pode proporcionar a seu proprietário natural e a outros. Tirando deste o pleno domínio sobre seu corpo. Enquanto a escravidão é o uso do corpo alheio de forma a usufruir dos benefícios que este pode proporcionar.
Evidente que um indivíduo externo a um corpo não é capaz de comanda-lo senão através de seu proprietário natural, ou indivíduo natural, tentando induzi-lo ou força-lo a agir da forma desejada. .
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Assim, se o meio utilizado é material, concreto, será um escravo pelo domínio físico, e se o meio é através de artifícios intelectuais haverá um domínio mental. Contudo este domínio mental não se caracteriza propriamente como escravidão, já que é o próprio indivíduo que se deixa dominar mentalmente por vontade própria, agindo em função do próprio objetivo a que foi induzido, e não em função de outro objetivo (não há coação, ou ação forçada).
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Se indivíduos almejam forçar outros a fazerem algo, só o conseguirão através de ameaças reais ou imaginárias, bem como conseguirão ampliar sua potência destrutiva (diga-se coercitiva) aliciando e corrompendo parceiros, também com promessas imaginárias e reais.
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Quando desesperados, imbecis e recalcados se juntam sob o comando de espertalhões, não há razão que os possa demover de seus intentos. HÁ MILHARES DE ANOS ESTA FUNESTA REALIDADE SE FAZ PRESENTE. E só será possível combate-la combatendo os embustes e as aparências que saciam a vaidade, dissecando-as e expondo a sua falsidade.
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Obs.: a soberba simula o orgulho, mas é só um falso orgulho aparente, que se exibe para convencer os outros daquilo que se deseja convencer-se. QUANDO A OPINIÃO ALHEIA PERDER O VALOR, a HIPOCRISIA E A SOBERBA DEIXARÃO DE EXISTIR, pois o orgulho que alimentará a vaidade será apenas a opinião sincera, racional, do indivíduo sobre si. E não é possível enganar a si mesmo sem a colaboração da “consciência externa”, ou meio em que se está inserido (senso comum grupal), ficando o indivíduo DEPENDENTE APENAS DA PRÓPRIA CONSCIÊNCIA PARA AVALIAR OS ATOS QUE NÃO É CAPAZ DE ESCONDER DE SI MESMO, SENDO TESTEMUNHA INCONTESTÁVEL DESTES.
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Abraços
C. Mouro"

André disse...

O fez, o tarbouche na cabeça dele ficou legal.

O Portugal de Vasco da Gama era bem diferente, claro.

“Aquele português está muito, mas muito mais próximo do "WASP" da corrida espacial com os soviéticos (os portugueses competiam com a Espanha e outras potências marítimas), da chegada à Lua, das descobertas científicas, do DNA, etc.” Isso mesmo.

Clarissa, não sei se o Milord tem cultura, não parece. Mas educação ele não tem nenhuma. Mas tudo bem, não ligo. :)

E só pq vc falou no O+Cioso, logo ele vai reaparecer. :(

Hitler deixou on the record q Lênin e o marxismo (o político, não a teoria) foram muito importantes no início de sua carreira, pois foi com eles que ele aprendeu “os métodos”.

Legal, C. Mouro. Acho q no Brasil somos escravos de um Estado voraz, q ama impostos.

Anônimo disse...

hora não quer saber a resposta, hora não quer saber a pergunta.

o resto fica como está

C. Mouro

O+cioso disse...
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O+cioso disse...
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Clarissa disse...

O+Cioso, estás só um bocadinho enganado, coisa pouca,eu não sou o Lord, ou o Lord não sou, EU SOU CAMÕES RENASCIDO EM CORPO FEMININO.
Beijocas, rapaz, continua que vais no bom caminho :)

O+cioso disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Ed disse...

Heitor,
Olha a história política brasileira:
Alguns lideres tentaram, outros almejaram de forma até compreensível, outros
ambicionaram, e nunca conseguiram chegar a presidência, apesar da
enorme projeção nacional alcançada, independentemente da ideologia.
Ulysses Guimarães, Paulo Maluf, Mário Andreazza, Carlos Lacerda, vários generais
da ditadura e por aí.
Pemito-me a conclusão de que o cara que alcança, é sempre um pré-destinado.
Lula é um desses, olha a história, tinha tudo para não chegar e chegou. Tentou
insistentemente entre sucessivas derrotas e chegou.
Lembra do Tancredo que chegou e não aproveitou nem um dia?
É meu caro, tem Alguém que rege o destino!
Agora, se chegou e não cumpriu ou não cumpre o compromisso com esse Alguém,
haverá um preço a pagar (não faço afirmação nem que sim nem que não, e realço
que admiro a trajetória e o desempenho até aqui do nosso atual presidente).
Alguns pensam que o preço deve ser imediato. Nem sempre! Nem sempre!
A cobrança poderá vir, como dizia Shakespeare, depois da morte!

C. Mouro disse...

Ora, ora O+cioso, há horas em que queres apenas brincar e horas em que queres atacar. Mas mesmo os ataques podem ser úteis para aprimorar. Sobretudo porque o meu negócio é números, as letras, só para distrair, ora bolas. ...hehehe!

No mais, eu guardei o meu cérebro depois de extrai-lo em 2005, logo no inicio, fiquei com medo que alguém que nunca tenha tido um se interessasse em rouba-lo. Afinal, deve ser penoso jamais ter usufruído de um cérebro, de modo a nunca ter feito nada de valor, condenado à eterna mediocridade ...hehehe!

Abraços
C. Mouro

Catellius disse...

Foi só eu ficar um pouco sem aparecer e o homem-traque já tentou instaurar a anarquia. Chega de agressões, inconveniente, ainda mais contra quem sequer dirigiu-se a você ou o fez de modo gentil.
Esse é o problema de se tolerar um ou outro palavrão. Os inconvenientes abusam. Em consideração ao Heitor, que é contra a moderação, e aos que já responderam ao abusado, reproduzo aqui sem os palavrões os comentários que acabei de apagar.
O trabalho que este FDP me dá...
Aviso que doravante qualquer ofensa gratuita que este anônimo fizer será moderada.


--//--

At 12/09/07 17:20, O+cioso said...
Clarissa, o * do Hector pode criticar Platão, o * Catéquitus pode criticar Kant e Hegel, e eu estou apto a criticar Nietzsche e posso chamá-lo de bigodudo fedorendo se eu quiser, e estou apto a chamar o Rivaldo de perna de pau quando joga mal. Não me importa se um * me deseja metade da sua habilidade no futebol. É um jeito * de calar os críticos, * *. * aquela * de Lord of Erewhon, o * que precisa de discípulos para defendê-lo, aquele gótico * que criou a outra * do Klatuu dois meses depois de conhecer (ou criar) você, a Clarissa, que até que é um personagem convincente, que quase me enganou.

O avatar Clarissa disse: 'O Klatuu foi a primeira pessoa que conheci na net, é uma pessoa extremamente culta e inteligente que não tem medo de travar as suas lutas em favor dos valores que defende.'

E dou minha cara a tapa se não foi você que defendeu a * do Erewhon neste endereço: http://sexolicosnaoanonimos.blogspot.com/2006/03/ja-temos-sitio.html
Kkkkkkkk
O "Lord" entrou falando * e foi moderado. E logo depois entra uma defensora daquela *, kkkkkk:

" Anónimo Levantou a mão e disse...
xkeltos
Ainda bem que me reconheces razão, ainda que "em parte". E obrigada por não me apagares o comentário.
Espero que não apagues este, também, porque parece-me que não vais gostar do que vou dizer, mas é a verdade.
Lord_of_Erewhon não é um "menino", é um homem muitíssimo inteligente e culto, absolutamente peculiar e único. Não gostas de poetas malditos? Ele é parecido com eles. Não é meigo a discordar, pois não. E depois?! O pessoal daqui não se aguenta? Pois eu acho que têm um estômago bem forte só que - e espero que aceites esta opinião - no mau sentido.
Outra coisa: detesto aparecer como "Anonymous". Mas o Lord não aprecia que o defendam e eu não gosto que o subestimem, por isso não me calo! É dele que me escondo, entendes?
Sábado, Março 18, 2006 6:59:00 PM "


O mesmo discurso, kkkkk!
" É dele que me escondo, entendes?" KKKKKKKKKKKKKKKKK Que *!
Ele deve ser uma divindade realmente poderosa, kkkk. Super * rogai por nós!
A anônima, provavelmente a Clarissa, continua:


" Anónimo Levantou a mão e disse...
skeltos,
porque não vês a coisa assim: o Lord-of-Erewhon veio ao teu blog; não gostou, achou horrível. Foi construtivo dizer-to em vez de entrar mudo e sair calado. Se não gostaste do blog dele também podias têr-lho dito, lá ninguém te impede. Ele não apaga comentários.
Quanto a "quem é ele"... é um agitador de mentalidades. Um provocador brilhante. Uma personalidade de limiar, mas verdadeira, não faz concessões, não tem contemplações nem usa paninhos quentes. E é um excelente anfitrião de quem lhe ganha o respeito.
Não te prendas com questões de linguagem, aparentemente óbvia: ele é um cifrador.
Domingo, Março 19, 2006 7:03:00 AM "


Esse Lord of * é um místico, kkkk, comunistóide, todo cheio de utopias, kkkk, politicamente correto, CONTRA O CASAMENTO GAY porque o casamento foi instituído para celebrar a união do masculino e feminino, kkkkk. * os gays, mas acho ridículo ler comentários de um gótico conservador, kkkkk, e de sua mamãe Clarissa. Dou minha cara a tapas se ela e eles não são uma trindade. Todos são um e nenhum é o outro, kkkk. Klatuu é o pai, Erewhon o filho e a Clarissa a pombinha, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

Tem razão, André, seu *, kkkkk, é só falar nimim que eu apareço, kkkkk.

--//--

At 12/09/07 17:31, O+cioso said...
Ou melhor, o Lord of * é o pai, o criador do Klatuu, o unigênito, e da *, huhuhu.

Falando em *, vibrei pela primeira vez nesta * de blog quando o C. Mouro mandou uma * na Divine Brown. Acho que o único que se salva aqui é o * do C. Mouro, que deve ter extraído o cérebro em 2005, kkkk, porque todos os textos que cola aqui neste pedaço de * de blog são de 2004 pra trás, kkkk.

--//--

At 12/09/07 18:31, O+cioso said...
C. Monstro, minha teoria se comprovou. Em 2004 você sabia que o certo era 'ora não quer saber a resposta, ora não quer saber a pergunta', kkkk. Hoje, lobotomizado, foi corrigir e *, kkkk. Não é 'hora', kkkkk. Vá estudar português.

Clarissa, é uma pena. Eu pensando que o Lorde * é que viria aqui defender a honra do discípulo, kkkk. Aprenda, rapariga admiradora da inteligência alheia, que ninguém é intocável, ainda mais um * que adora mandar os outros se *. Vou me dedicar a colecionar pérolas deste * que, segundo você, tem no mínimo o dobro da inteligência que nós, kkkkk. A começar pelos últimos comentários sobre a alma portuguesa, kkkk. * no úrtimo!

André disse...

Quem alcança algo é sempre um predestinado? Há “Alguém”, com A maiúsculo, q rege o destino? E essa: “Não faço afirmação nem que sim nem que não, e realço que admiro a trajetória e o desempenho até aqui do nosso atual presidente”.

Bom, melhor nem comentar isso. Vcs já sabem o q eu acho. E imagino o q gente como o Catelli, o Heitor, o Eifler e o C. Mouro pensam disso aí acima. Se é q vale a pena levar essas coisas em consideração.

Homem-traque, essa é boa...

É, a fauna é inesgotável... do Ocioso Odioso ao Lord das Batatas, do Ed Morte ao Atanagildo Minervino Nepomuceno ocasional (o bom velhinho q de vez em quando entra aqui e se horroriza com as coisas que lê, sinto falta deles/delas, já faz um tempo q não aparece um)... é cada figura. Mas, faz parte, faz parte... eles também dão um colorido ao site.

Eu não teria a paciência q o Catelli tem, e olha q ele tem muita, mas aqui é legal. É um espaço diferente. Inteligente. Vale a pena mantê-lo.

Até mais, meus amigos!

Catellius disse...

Querida Clarissa,

"André e restantes leitores, desejo para mim o mesmo que para todos vós - metade da inteligência, sabedoria e cultura do «Milord dos Tamancos», como lhe chamaste."


Prefiro jogar com enxadristas melhores do que eu, apesar de ser saudável para o ego dar um ou outro xeque-mate em determinado tipo de jogador.
O que é inteligência? Defini-la é meio complexo. Há uma inteligência que nos equipa a resolver toda sorte de problemas, responder toda sorte de questões, sair-se bem em qualquer atividade à qual resolvemos nos dedicar? Ou existem diferentes inteligências que nos ajudam a lidar com diferentes tipos de problema? Bruckner, por exemplo, um dos maiores gênios da música de todos os tempos, estava longe do que classificamos como "arguto"; talvez passasse por parvo caso se decidisse por opinar em questões como as que discutimos por aqui.

Acho que mesmo pessoas inteligentes podem se auto-enganar pelo "wishful thinking", pelas utopias e ideologias que adotaram. Em um primeiro momento usarão a inteligência para dar suporte ao que desejam seja verdade, e depois emburrecerão como "punição" pelo mau uso de seus dotes cerebrais. Estou cada vez mais com o Mouro. Ideologias emburrecem mesmo seres com alta capacidade intelectual, como o Aiatolavo de Carvalho.
Não estou me referindo a ninguém em especial.

Se elogio alguém é porque apreciei suas idéias e a clareza com que as transmitiu, não tendo me importado muito se o fez com elegância, e também levo em conta se é uma pessoa gentil e humana, obviamente. Você, por exemplo, preenche todos esses requisitos.

Bom, não tenho como discordar inteiramente do ***** do O+dioso, uma vez que já escrevi algo semelhante. Acho que o fulano ainda é plagiador. Copiou até o termo “perna de pau” que eu usei! Eu escrevi, na caixa de comentários de meu post Saddam e Cocoons:

“Qualquer perna de pau, pelo poder de comparação, pode avaliar que o Ronaldinho jogou mal, não precisa jogar melhor do que ele para fazê-lo.”

O O+dioso substituiu Ronaldo por Rivaldo, he he he. Interessante saber que além de perder tempo em nosso blog ele sai por aí a procurar saber o que falam de mim, se já fiz trabalhos para a ICAR, desenterra textos que defendem o Lord of E. e ainda lê a caixa de comentários de meus primeiros (e bobinhos) posts!!!! Como eu já disse, espero que ele não more em Brasília e não tenha vasculhado meu lixo em busca de cuecas puídas para pendurar no altar que erigiu em minha homenagem, he he he.

Desgruda, carrapato!!!!

Beijos para você também, querida Clarissa.

Catellius disse...

André,

"Homem-traque, essa é boa..."

Vi o Mouro usando o termo e achei engraçado, he he.

Heitor Abranches disse...

Prezados frequentadores do blog,

Peco um minuto de silencio e pesar pela democracia brasileira. Hoje, Renan Calheiros, o presidente do nosso Senado, conseguiu com a ajuda do PT, particularmente dos senadores Mercadante e Ideli Salvati nao ser cassado, apesar do lobista de uma construtora pagar a pensao do seu filho com uma ex-amante e de ter produzido provas falsas para justificar esta despesa incompativeis com o seu patrimonio.

Lula foi para a Escandinavia para tentar se desgrudar deste escandalo embora qualquer pessoa minimamente critica saiba que o PT, um partido autoritario e habituado a oprimir a sua bancada no Congresso ter "liberado" os seus senadores que ainda conseguiram tomar o muro do PSDB e meia duzia conseguiu se abster de votar.

Todos sabem que o grupo do Lula manda no PT e que se o Lula quisesse teria mandado que o partido mandasse os seus senadores votarem pela cassacao!

Mas ele nao sabe de nada afinal estava na Escandinavia...

Perfeito, o Lula nao sabia de nada porque estava passeando na Escandinavia...

Heitor Abranches disse...

E sobre o Bolsa Familia...

Aqui vai uma frase do Luiz Gonzaga.

"Mas dotô uma esmola a um home qui é são, ou lhe mata de vergonha, ou vicia o cidadão".

André disse...

Pois é, Heitor. Algumas coisinhas...

Dá pra entender abstenção em voto... secreto? É a covardia diante da própria consciência!

Mercadante ainda é pior do q a Ideli, pois essa fala mesmo q foi a favor do cara e pronto. Há uns dois anos, Zé Ribamar (Sarney) apresentou um projeto que criava uma zona franca que abrangia praticamente metade do país. O texto transformava o Brasil num Paraguai de dimensões gigantescas. O que fez o corajoso petista? Reconheceu o malefício do projeto, mas votou a favor porque disse que não podia se colocar contra uma proposição de um ex-presidente da República... incompreensível, lógico.

Mercadante, sempre pondo o bigode à frente da coragem...

Foi o PT quem salvou Renan. E ele, assustado, também fez ameaças. É claro q ele ameaçou o PT. Ele sabe muita coisa.

Essa viagem serviu bem para o Lula se afastar, ficar bem longe disso tudo, dando a impressão de q não tem nada a ver com a história.

Perfeita essa do Luiz Gonzaga.

Catellius disse...

Grande C. Mouro,

“O problema é que muitas perguntas são formuladas sem que se deseje respostas...”


Por que os unicórnios são ocos?
É uma pergunta, não dá para negar. Mas nitidamente visa estabelecer como verdade algo totalmente absurdo. Muitas perguntas que se fazem os teólogos são exatamente isso daí, todas as discussões bíblicas, profundas, he he.

“A idéia de ética não acaba sempre submetida à pretensões em vez submeter-se à lógica? ...é duro, mas vero!
...isso é não julgar os meios e sim os fins!”


Concordo com sua crítica, mas, no caso da ética, os meios são o fim, he he.
Quanto à moral, que se dane, como disse Nietzsche. Algumas pessoas são tão tapadas que procuram uma religião que não seja tão opressora, cuja doutrina não seja tão moralista, onde a ética fale mais alto, e não se dão conta de que estão usando meios objetivos, estão usando a lógica para julgar qual religião possui os preceitos ideais para serem seguidos, esquecendo que poderiam dispensar os intermediários da ética, sejam eles o hinduísmo, o cristianismo ou o diabo.

“...aliás, julgar é coisa de ‘gente malvada’, basta ver como é comum as frases: ‘não que eu queira julgar alguém ...mas...’, ‘quem sou eu para julgar alguém!’”

O mesmo que o plagiador O+dioso escreveu. Não interessa quem eu sou para que eu possa julgar alguém. O julgamento poderá estar certo independentemente de quem seja juiz. É claro que a maior parte dos julgamentos feitos pelos néscios é estúpida, mas ainda assim a baixa qualidade do julgamento pode ficar patente e desnudada sem ter-se de recorrer ao patético argumento de que foi feito por um néscio. “Quem é ele para julgar?” Tudo bem, é um hipócrita! É aquele do “façam o que eu digo mas não façam o que eu faço”, típico da elite iluminada cristã, socialista - de qualquer ideologia. Mas o julgamento poderá ser correto.

“A crença não faz o fato. Não basta crer para que exista; é preciso descobrir para crer; é preciso existir para ser descoberto, é preciso ser descoberto para que se saiba, é preciso saber para conseguir ... É preciso pensar e julgar!”

Bravíssimo! Há uma grande diferença entre “ver para crer” e “crer para ver”. Não são poucos os que vêem o que não existe. Isto sim é desanimador...

“Diante deste fato, não há dúvida: aquele que trabalha e produz, e é forçado a pagar tributos (impostos) dos quais discorda (sem que antes os tenha recebido, é claro!) É IRREMEDIÁVELMENTE UM ESCRAVO dos RECEBEDORES de IMPOSTOS.”

Ele pode escolher não trabalhar, ganhar apenas o tanto que o exima de pagar impostos, portanto não pode ser considerado um escravo. Ele tem alternativas. Que alternativas tinha um escravo dos cafezais? Se decidisse por fugir era perseguido e espancado, talvez morto.
E o pagador de impostos é escravo de uma entidade não pessoal chamada governo? Porque, com a alternância prevista na democracia (na ditadura a coisa está mais para escravidão mesmo), ele próprio poderá virar um governante algum dia, e mesmo assim continuará a ser obrigado a pagar impostos. Não quero entrar no mérito se ganhará muito, se sonegará, se compensará de outras maneiras.
Posso dizer que eu me escravizo? Conforme você disse, “Seria idiota dizer que um indivíduo é escravo de si mesmo ou escravo da natureza: UM INDIVÍDUO SÓ PODE SER ESCRAVO DE OUTRO OU OUTROS INDIVÍDUOS.” Digamos que em alguns casos eu crio situações que me gerarão profunda dependência de algo, mas ainda assim não posso me considerar um escravo de mim mesmo. No entanto, mesmo em comunidades pequenas o inexorável imposto pode ser criado, como uma espécie de taxa de condomínio. E um indivíduo que habitasse uma comunidade de 100 pessoas seria ele escravo de 1/100 avos dele próprio? Após uma primeira leitura esse seu argumento parece meio fraco.

Abração

Catellius disse...

p.s.
"E o pagador de impostos é escravo de uma entidade não pessoal chamada governo?"

Eu entendi que você argumenta que o pagador de impostos é, na verdade, escravo do não pagador, do que não ganha o suficiente para pagar impostos e que usufrui de incontáveis serviços pagos pelos impostos do pagador. No entanto, este "senhor" daria tudo e mais um pouco para ser "escravo" e não "senhor", não é mesmo? Quando um raciocínio leva a tantos absurdos como os que estou levantando, não pode estar correto. É a sensação que eu tenho. Então, mais uma vez, esse seu argumento parece meio fraco. Adoraria que você me convertesse racionalmente à sua posição, he he. Adoraria me sentir um escravo do "sistema", mas infelizmente não consigo...

Outro abraço!

Bocage disse...

O isento paga impostos embutidos em produtos que deve consumir para permanecer vivo e, deste ponto de vista, seria também ele escravo de um rico como Sílvio Santos, para o qual os serviços da polícia, dos bombeiros e até de hospitais públicos estão disponíveis, neste último caso desde que o apresentador queira se sujeitar a ser senhor em mais plenitude, rsrs.

De volta à tua acepção, nobre Mouro, no caso do hospital público, o escravo, talvez por estar mais alinhado e falar melhor do que o senhor, poderá até mesmo ser atendido primeiro e com alguma deferência. O escravo que tiver curso superior completo terá uma cela especial quando cometer algum crime, enquanto muitos senhores que roubam escravos e não têm curso superior serão jogados em uma cela comum em meio a outros cinqüenta senhores.

Clarissa, outro beijo para ti.

C. Mouro disse...

Porra Catellius! ...e eu que pensei que tua segunda resposta fosse corrigir o erro inicial, mas ela o reforçou. ...hehehe!

Até um mendigo que recebe uma esmola - que não derivada dos impostos - paga imposto. NÃO HÁ alternativa não. Faça uma reflexão sobre o que é escravidão, o que a define.

...E essa tua de que "Quando um raciocínio leva a tantos absurdos como os que estou levantando, não pode estar correto."

Porra, os absurdos são teus e não do raciocinio proposto. Qualquer raciocínio pode ser bombardeado por absurdos. Ora porras, fosse assim e qualquer teoria estaria errada, bastando para isso que um tolo lhe opusesse suas tolices.

E eu que pensei que estivesse claro que

"quem é forçado a algo pela simples vontade alheia, de forma continua, que limita artificialmente as opções, a fim de que a vítima se resuma a escolher entre possibilidades pré selecionadas onde a ação do algoz se imporá para o mal maior ou mal menor"

é que define escravidão.

Escravidão é estar submetido à vontade alheia de forma continua.
Por isso me desanimo, por isso me alongo para tentar não deixar arestas para dificultar a proliferação de absurdos como simulacros de contestação. ...mas mesmo assim....

Porra, eu falei que pagadores de impostos são escravos dos recebedores de impostos. Seria pertinente contestar que há recebedores que não impões sua vontade aos pagadores, pois não depende deles a cobrança. Aí sim, seria algo razoável de opor. Afinal os escravos negros eram escravos dos senhores e não dos feitores e.... haviam serviçais escravos que se beneficiavam de outros escravos e etc. Enfim, o que define é estar ou não submetido à vontade alheia, ao comando alheio, sem qualquer acordo anteriormente firmado nesse sentido.

E você me vem com:
"E o pagador de impostos é escravo de uma entidade não pessoal chamada governo?"

Porra quem falou em ser escravo da entidade governo? Colocas palavras na minha "boca", caro catellius. E depois afirma que "Quando um raciocínio leva a tantos absurdos como os que estou levantando, não pode estar correto" ...Os absurdos são teus, e não dos raciocínios que simulas contestar.
Como no próprio texto eu previ, há questões que produzirão "absurdos" por conta da pouca reflexão que se faz a seu respeito.
Procure refletir sobre o que está escrito antes de sacar absurdos contra a questão. Pô! sem essa de escravo do sistema, porra. Quem afirmou isso? eu?
...francamente, caro Catellius, assim me decepcionas. Entendo que depois que Clarissa deu aquela manipulada do "não sou lambe botas" há a vontade de discordar apenas para não ser "lambe botas", mas assim, desse jeito, não tá bom não. Ademais, se não são o mesmo, demonstração de sabugisse maior que a que ela tem dado ao lord é impossivel. As botas devem estar encharcadas de baba. ...hehehe!

Bem, eu quando concordo o faço sem receios, vibro, elogio enfaticamente e tudo mais que tenho direito. Afinal, "pouco se me dá que a azemola claudique, pois eu quero é acicata-la".
Claro que posso ser manipulado, mas penso não ser algo fácil.
Não transfira a culpa pelos teus absurdos a terceiros, caro Catellius, eles são só da tua conta; preste mais atenção ao que lê.

Abração
C. Mouro

Bocage disse...

Pouco me importa a inteligência de um indivíduo quando quero chamá-lo de filho da puta, principalmente quando é merecedor do elogio, rsrs.

Não é este o caso do Lord of Erewhon, deixo aqui bem claro, rsrs.

Bocage disse...

Nobre Mouro,

Eu concordo com o Catellius. Se o "escravo" pode abandonar a vida em sociedade e mudar-se para a floresta ou para o Pólo Sul e ninguém se importará com isso, ele não é escravo nem de impostos nem do sistema. Quando retornar à vida em sociedade não será punido por ter fugido. Já em ditaduras como a cubana há escravidão, porque não há alternativas, mesmo as extremas como fugir do país naa nado.

Bocage disse...

a nado

C. Mouro disse...

Porra Bocage!
Defina o que é escravidão, reflita sobre o que a define.

João pode pagar um plano de saúde ou o seguro de seu carro. Pode jamais usa-los, pois são seguros para uso eventual. Assim, ele pode pagar sem usar os serviços. Isso nada tem com escravidão, porra.

Raios parta! ...será que eu escrevi que Silvio santos era um recebedor de impostos? ...que ele obrigava alguém a lhe conceder parte de seu trabalho(em espécie ou em moeda)?

PQP! ...como eu disse, a confu7são e as formulações apressadas pululam na questão.

Escravidão é ser forçado a algo de forma contínua, onde outro determina as opções para escolha do mal menor (dentre os que ele permite), independente de qualquer acordo prévio em tal sentido. Porra!

Silvio Santos é sim um escravo, como o é um mendigo, que ao consumir o fruto do seu "trabalho de esmolar" estará pagando impostos para aqueles que viverão dos impostos, cuja atividade é cobrar impostos.
Eu sou favorável a hospital público - que fossem decentes. Pagaria tributo com prazer por tal seguro hospitalar. Considero um serviço que o governo pode prestar a quem desejar pagar por ele. Também concordo em praticar a caridade neste caso, de forma a incluir os que não possam pagar. Se minhas contribuições são voluntárias não há escravidão. Claro que isso na prática é complicado: só pagar quem concordar em "assinar um contrato" com o governo, que assim seria uma empresa prestadora de serviços e não uma organização de senhores proprietários de escravos.

.........
Abraços
C. Mouro

C. Mouro disse...

Que dureza!

"Eu concordo com o Catellius. Se o "escravo" pode abandonar a vida em sociedade e mudar-se para a floresta ou para o Pólo Sul e ninguém se importará com isso, ele não é escravo nem de impostos nem do sistema."

Eu falei em "sistema"? essa palvrinha .....

Que sociedade?
Digamnos que eu quero comprar uma fazenda e fazer trocas. Na vizinhança e na cidade muitos querem realizar as trocas, nenhum deles condiciona a troca à minha integração aos pagadores de impostos. Quem me obriga é um terceiro, um grupo de pessoas organizadas para a violência, uma quadrilha ou uma organização de senhores e jagunços.

As opções que tenho são limitadas pelo Poder dos governantes que cobram impostos. A condição para que eu participe da tal "sociedade" (ai ai ai!) não é condição da sociedade, mas do governo que domina essa sociedade.

Se pessoas pudessem se juntar e adquirirem terras e viverem sem obrigação de fornecerem parte de sua renda aos recebedores, então eu concordaria que haveria opção. Mas se os governantes me limitam a viver na selva - sem direito a propriedade - ou ceder continuamente parte do que possuo para que me deixem em paz, então há escravidão. Como já antes falei, direito, liberdade e propriedade são inseparáveis.
Se não pago imposto o Estado não reconhece meu direito de propriedade. O direito não me é reconhecido como inerente, mas apenas como uma concessão dos governantes, que consideram-se detentores de todo direito, e apenas concedem direito de uso aos pagadores de impostos. Uma sociedade hierarquiza.
O cidadão não possui direitos inerentes, mas apenas concessões que os governantes do momento fazem - e quando quiserem desfazem.

Se tiver que usar a palavra sistema, o sistema é a escravidão. ...que raio é ser "escravo do sistema" ...que porra é isso? ...me parece mera fraseologia, retórica obscurecedora.
Como alguém pode ser "escravo do sistema" ...PQP! e olha que eu escrevi que "alguém só pode ser escravo de outro ou outros" ...e mesmo assim..... Que dureza!

Abraços
C. Mouro

C. Mouro disse...

....hehehe! alternativas:

Você é livre para escolher entre viver na floresta ou no polo norte oume dar continuamente parte do que possuis. Pois proibo que compres a propriedade do João para lá viver. Proibo-te de ter propriedade caso não me pagues.

É óbvio que estou limitando as relações de um sujeito, estou determinando sobre as relações dele com outros. Estou propondo-lhe escolher entre males que lhe imponho. Não há opções independentes da minha vontade. Muitos na tal sociedade se relacionariam com o "João" livremente, independente dele pagar impostos ou não. Contudo, essa opção lhe é negada.

Os velhos senhoires de escravos poderia dizer:
ó nego, és livre para viver sem me conceder teu trabalho, mas te proibo de se relacionar com qualquer um da sociedade. Se o fizeres e te pegarem, será castigado. Ou, podes andar onde quiseres desde que não comas nem bebas, tens a opção de viver livre sem comer e sem beber.

Ora porras, essa "liberdade" sem direito de propriedade que me dizem descaracterizar a escravidão é apenas questão prática. Ao governo não interessa capturar escravos na selva, e sabe que tal opção é um mal insuportável à quase totalidade. Os senhores de escravos poderiam dizer que, por exemplo, os negros poderiam sair das fazendas para viver no mar. Afinal o mar não está sob o controle de nenhuma sociedade.
Se os senhores de escravos tivessem feito isso, concedido o mar para os negros viverem, que dava no mesmo que fizeram, o que se diria?

...heheh! ...que não teria havido escravidão porque os negros podiam ir viver no meio do mar livremente, sem trabalhar para senhor nenhum. ...hohoho!
...Tá vendo só, os caras bobearam ...hehehe!
...se tivessem oferecido o mar para os negros viverem livremente, não poderiam ser acusados de escraviza-los, segundo a idéia do Catellius e do Bocage.

Imagine só, um sujeito chega numa cidade com uma tropa armada e diz: "todos me pagarão parte do que possuem, continuamente", quem não quiser pode ir viver na selva ou no mar onde me custará encontra-los e capitura-los. Contudo, para viverem aqui terão que fazer o que eu mandar e me pagar o que eu arbitrar. ...mas vocês são todos livres ...hohoho!

Abraços
C. Mouro

Abraços
C. Mouro

C. Mouro disse...

...hehehe! Fidel bobeia, poderia dizer que poderiam sair de Cuba sim, desde que a nado, na base das braçadas até sair dos limites de seu dominio maritmo. Garanto que serias mínimas as fuga de tal forma, possivelmente ninguém sairia de Cuba de tal forma. Assim, Fidel poderia dizer, segundo o Bacage e o Catellius, cá em Cuba há liberdade, qualquer um pode sair daqui para não seguir as minhas regras, digo, as regras da sociedade cubana, DESDE QUE o façam a nado, nas braçadas. ...Pronto, o Bocage não poderia mais dizer que há escravidão em Cuba.

:) ....?

Abraços
C. Mouro

C. Mouro disse...

Proibição de importações.
É a sociedade que não quer importar?
Se o José quiser levar o seu dinheiro, sobre o qual já pagou muitos impostos, para outro país, ele poderá faze-lo livremente (terá que pagar de novo outra grande parte).
Se José quiser usar o seu dinheiro para comprar algo em outro país ele poderá comprar o que quiser, mesmo concordando em pagar mais imposto? ...nem tudo, pois há proibição de importação.
Qual a diferença entre proibir e cobrar um imposto que ninguém concorda em pagar. ...hehehe! Geisel quando proibiu importações (muito mais qiue as atuais), poderia te-las permitido através de um imposto que ninguém se dispusesse pagar. Assim, ele poderia dizer: "no meu governo todas as importações estão liberadas, e todos podem levar seu dinheiro para onde quiserem, desde que sob minhas condições. Todos são absolutamente livres sob meu governo" ....hehehe!

Abraços
C. Mouro

André disse...

Os unicórnios são ocos? He, he.

E se vc começa a perguntar demais, os teólogos logo se saem com a clássica: “trata-se de um mistério”. O 1º mistério não sei do quê, o 2º mistério...

Eu concordo com o Catelli. Se o cara tem liberdade de movimento e ninguém vai terminar indo atrás dele, não é um escravo de coisa alguma. Em certas ditaduras pode-se dizer q há mesmo escravidão.

Não acho q o Silvio Santos seja um escravo. Só se for no sentido filosófico, algo como escravo do modo de vida q ele criou para si mesmo, escravo do trabalho, pode até ser. Conheço gente assim, meio sem vida própria. Mas às vezes ele adora o tipo de vida q leva. E eu acho q ele adora.

Impostos, meu caro C. Mouro, só tem dois problemas: tem q haver um retorno e eles têm q ser justos (o q não quer dizer q devam necessariamente ser baixos, às vezes podem até ser).

O q eu odeio é quando aparece algum especialista pra me dizer q a gente não pode dizer que paga impostos e os hospitais não prestam, q o asfalto é uma borracha e q não há segurança pública, etc, etc, porque os impostos são uma espécie de tributo não-vinculado. Existe até um princípio para isso, o da não-vinculação dos impostos. A receita deles não está presa, vinculada, a nada. Grande coisa, isso é puro tecnicismo! Assim como outro dia li no jornal um artigo de um economista da FGV ridicularizando quem critica a CPMF, dizendo q não há nada de errado com ela, que há outros impostos provisórios q nunca saíram de circulação e blá, blá, blá. Não me lembro agora, mas o cara deu uns sete ou oito argumentos, todos aparentemente muito bonitinhos, defendendo a CPMF. Se o cara era petista, era do tipo mais melífluo, mais dissimulado, pq em nenhum momento traiu sua “consciência de classe”.

Não deixou aparecer nenhum cacoete de típico burocratinha socialista da “sociedade civil”. Uma pessoa ingênua, do tipo que acha q tudo vai bem e q existe uma conspiração de mídia contra o governo (a qual convenientemente explica tudo o q ela, a pessoa, de antemão não quer VER, menos ainda ACEITAR...), lê um artigo desses e fica automaticamente a favor da CPMF.

Só q os argumentos dele não resistem a um raciocínio mais profundo. O fato é q o cara tentou contornar o ridículo patente desse provisório q se fez permanente, lançando mão de tecnicismos. Esse tipo de burrice embasada com argumentos técnicos é muito comum no Brasil, no mundo, na verdade. Com algum jargão técnico, os desinformados ficam sem ter o q dizer. Se bem q hoje nem é preciso usar desses expedientes “sofisticados” pra se sair bem, pra passar a conversa na massa ignara — vide nosso amado, idolatrado, salve, salve Presidente, Virgulino Ferreira, o Lampião, bandoleiro das terras nordestinas (em tempo: nada contra o pessoal do Nordeste, são pessoas maravilhosas).

Se essa burrice com perfumaria é intencional, então o cara é um FDP. Se é acidental, o cara é só mais um burro de mentalidade tecnocrática. Lembra o “ignoramus” de Ortega Y Gasset, o especialista que sabe tudo sobre uma pequena porção do Universo, o especialista das coisas pequenas - pois o mesmo é um tipo pequeno, medíocre. O expert de nichos.

Mas vc está certo nisso: “As opções que tenho são limitadas pelo Poder dos governantes que cobram impostos. A condição para que eu participe da tal "sociedade" (ai ai ai!) não é condição da sociedade, mas do governo que domina essa sociedade.” Sim, que o Estado complica nossas vidas, não há dúvida. E depois no Brasil contratos não garantem MESMO muita coisa, por mais força q tenham. Não há o saudável Império da Lei, não há respeito às leis e contratos. Insegurança jurídica é o nome disso. Há “alternativas”, mas, como vc notou, todas tão extremas q tornam nossa vida fora do sistema inviável. E olha q não gosto de usar essa expressão, “sistema”, pq é coisa de acadêmico enragé de esquerda, de “companheiro” (por falar nisso, coisa de viado isso de companheiro, não?).

André disse...

Essa é pra vc, Heitor, do site do Reinaldo Azevedo:

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) não se submeteria por nada ao vexame, mais um, indelevelmente incorporado à sua biografia. Uma força bastante poderosa atuou para que ele fizesse o que a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) não conseguia fazer sozinha: demover alguns petistas de votar contra Renan Calheiros (PMDB-AL). E, antes que o Planalto o escalasse para tal missão — que ele executou um tanto a contragosto (não por moralidade pessoal, mas porque sabe que isso sempre vaza, o que não fica bem) —, quem se encarregou de deixar claro que não morreria calado foi o próprio Renan. O recado chegou ao presidente Lula por meio do ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia. O “conselheiro” José Sarney (PMDB-AP) e a líder do governo no Congresso, Roseana Sarney (PMDB-MA), também foram muito convincentes ao encarecer o estado de ânimo do presidente do Senado. Iria para o tudo ou nada. Se cassado, prometia um clima de terra arrasada nas hostes governistas. O sinal vermelho se acendeu. E o Planalto escalou Mercadante, um medalhão, para a tarefa.

A oposição participou do resultado pró-Renan? Dois votos eram conhecidos: o de Edson Lobão (DEM-MA), que é da turma de Sarney, e o de João Tenório (PSDB-AL), amigo pessoal do quase-cassado. Digamos que tenha havido uma ou outra defecções. Como saber com o voto secreto? O fato, no entanto, é que as abstenções podem ser postas na conta do petismo. A chantagem, portanto, deu o resultado da votação. E não me refiro àquela coisa chinfrim, protagonizada por Renan durante a sessão, quando fez acusações a Jefferson Peres (PDT-AM) e Pedro Simon (PMDB-RS). Os dois só foram alvos do seu rancor porque ele sabia que eram votos certos pela sua cassação. A acusação era só um sintoma do seu estado de ânimo.

Dado o resultado, algumas questões, desde logo, se colocam:

Outros casos – Há outras representações contra Renan no Conselho de Ética. Parece evidente que elas ficam um tanto enfraquecidas. Até porque a novela já se estende além da conta, levando todos ao cansaço. Faltam evidências contra o senador? Ao contrário: elas abundam. Mas assim era no caso que foi julgado ontem, com o resultado conhecido. Ainda que esses outros processos venham a morrer no nascedouro, Renan recupera a sua capacidade de articulação política?

As oposições e a CPMF – A resposta à indagação anterior depende agora das oposições. Os senadores de partidos da base que votaram contra Renan — e os há — estão comprometidos só com o seu voto. É ao PSDB e ao DEM que cabe uma resposta articulada ao espetáculo grotesco que se viu ontem no Senado. Podem optar simplesmente pelo entendimento, ainda que em nome dos tais interesses nacionais, como se tudo fosse um caso superado na rotina do Parlamento? Está claro que não. Alguma resposta terão de dar. E é nesta hora que os, digamos, generais dos dois partidos têm de entrar em campo para dar instruções à tropa.

Se não se pode imaginar que PSDB e DEM fiquem em obstrução permanente, também parece pouco razoável que se espere de ambos o comportamento inerme. Se assim agirem, estarão renunciando a sua obrigação de fazer política. Algum instrumento de negociação terá de ser posto sobre a mesa. E, com efeito, ele tem um nome: CPMF. Para aprovar a emenda que recria a contribuição, são necessários 49 senadores, um número que o governo dificilmente consegue sem a ajuda da oposição. A votação, nesse caso, não custa lembrar, é aberta — e a contribuição não é exatamente popular. É uma pressão legítima? Claro que é. O governo que decidiu salvar Renan Calheiros, transformando o resultado da votação numa questão, digamos, oficial, tem de arcar com o custo de sua escolha.

Questões simbólicas – E por que a oposição não deve hesitar um só minuto em jogar duro? Porque, nesse caso, foi ela que encarnou o que era o sentimento de uma larga parcela da população, que via na cassação de Renan uma aposta na moralidade. A política também vive de conquistas simbólicas. A vitória de Renan é, sem dúvida, uma vitória do governo — ainda que um tanto incômoda no primeiro momento — e acabou se conformando, aos olhos da opinião pública, como uma derrota da oposição. Ora, derrotada em tal embate, o que se espera dela? Que caminhe para um acordo, vexada, cabisbaixa, como se pudesse ignorar a folha corrida dos serviços prestados à nação por Renan Calheiros?

Se o PSDB e o DEM cederem à velha racionalidade, hoje já caduca, de que tudo é “uma questão do Parlamento, que se resolve nos limites da Casa”, estarão eles também virando as costas para o eleitorado, a exemplo dos 46 que mantiveram o mandato de Renan, na sua covardia anônima. O líder tucano no Senado, Arthur Virgílio (AM), chegou a chorar tão logo foi proclamado o resultado. Sabia que, em 180 anos de Senado, ele nunca chegou a tal vileza. E isso demanda uma resposta.

Lula
Se vocês pesquisarem no Google, verão as vezes em que afirmei neste blog, repetindo tese antiga, anterior ainda a esta página, a seguinte fórmula: “sempre que o Congresso está fraco, Lula está forte”. E é preciso ser ainda mais preciso: há nesse binômio antitético mais do que correlação; há mesmo uma quase relação de causa e efeito. Ora, Lula está chegando por aí. Virá fazer praça do crescimento da economia — embora modesto se comparado a outros emergentes, mas vistoso ainda assim — num ambiente de explícita desolação do Congresso: descolado da opinião pública, enxovalhado, humilhado, ridicularizado.

E, aguardemos, indagado a respeito, dirá, com o ar grave de um pensador, que não lhe cabe comentar uma decisão do Congresso, que votou soberanamente etc e tal. E mal se perceberá, então, as suas digitais na operação para salvar Renan. Os ingênuos tendem a achar que a política é estranha a certos cálculos, mas não é: Lula tem experiência suficiente para saber que, salvando Renan, livrava-se de seu rancor e ainda tirava um pouco mais de peso político do Parlamento, o que é ótimo para uma Presidência forte. Ele só teria de fazê-lo afetando o máximo de distanciamento — e distância física também — possível.

Assim...
É por isso que estou convicto de que a oposição está obrigada a lhe dar uma resposta — tão dura quanto possa. Só nos regimes de exceção se viu o Executivo se imiscuir com tamanha nonchalance nos assuntos do Parlamento. E olhem que a Casa já foi até cercada pelos militares. Mas só agora as forças de segurança foram convocadas a distribuir choques elétricos em parlamentares nas dependências do próprio Congresso.

*****************

A absolvição do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), deverá dificultar a tentativa do governo de prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Mesmo antes de a votação ser concluída pela Câmara, os senadores de oposição já avisam que não farão nenhum movimento para aprovar o projeto, que garantiria uma receita extra de R$ 39 bilhões para a União. A idéia dos partidos de oposição é até derrubar a prorrogação no Senado, ainda mais depois de considerarem que o governo ajudou a salvar o mandato de Renan. O líder do DEM, José Agripino Maia (RN), já avisou que seu partido não suspenderá a obstrução que vem fazendo para impedir todas as votações no Senado enquanto Renan não for condenado ou, pelo menos, se afastar da Presidência do Senado. E a obstrução inclui a proposta de CPMF. “O governo não acolheu ele? Que arque com as conseqüências”, avisou. “Nós estamos desconfortáveis ao sermos presididos por Renan Calheiros.”

C. Mouro disse...

Caro André,
o dinheiro é apenas a representação do trabalho, como um cheque representa o dinheiro. Um marceneiro fabrica uns moveis e os vende - troca-os por dinheiro - com tal dinheiro ele compra um carro - troca o dinheiro pelo carro. Ou seja, na verdade ele trocou os móveis pelo carro. E os móveis são a forma dele acumular seu trabalho - como se acumula energia numa bateria para uso posterior, forma de se acumular energia.

Ou seja, no fim ele trocou o seu trabalho contido nos moveis pelo trabalho de outros contido no carro. É o trabalho que pode ser trocado. O minério no solo sem que lhe seja aplicado trabalho, não vale nada se lá no solo ficará (obs: presunção de uso).

Ou seja, quando pagamos impostos estamos dando parte do nosso trabalho. O escravo negro também dava parte do seu trabalho ao senhor, que o distribuia com os feitores, capatazes ou lá o raio. Ou seja, senhores e feitores usufruiam do trabalho do escravo independente de qualquer acordo prévio nesse sentido. O escravo não era senhor de si.

Quando afirmas sobre os impostos:
"A receita deles não está presa, vinculada, a nada."

Ou seja, estas dizendo que os impostos são cobrados arbitráriamente, e parece que concordas com isso. Ora, um senhor também cobrava "imposto" arbitrário do escravo, só que o pagamnento era feito diretamente em trabalho.

O escravo não podia sair livremente ou recusar-se a trabalhar para o senhor, pois se o fizesse a condição dos senhores era o castigo, a prisão ou até a morte. Ora, se tais senhores mudassem a condição para: poderás sair e ser livre, desde que vá viver no meio do mar, pois caso fique aqui, castigo, prisão ou morte.
...Pergunto qual a diferença? ....hehehe! que o escravo não seria escravo porque o senhor lhe permitia viver livre no meio do mar? ....hohoho!
Mera retórica. O fato é que o senhor limitava as escolhas daqueles que, então, eram escravos. Ora, os governantes não chegam ao extremo dos velhos senhores porque não precisam, e são mais astutos - os senhores poderiam ter oferecido o meio do mar ...hehehe! -

Como eu coloquei até nos comentários, TUDO VAI DAS OPÇÕES QUE OS SENHORES CONFEREM AOS PRETENDIDOS ESCRAVOS. Na época não pensaram na "opção mar", mas agora alguém pensa na "opção selva" ...hehehe!

Ou seja, como dito e demonstrado, essa questão é obscurecida, não refletida com a devida atenção. Sobretudo porque a conclusão será desalentadora, tal como aqueles que querem a crença verdadeira não refletem sobre ela para se protegerem de tal dor.

O que define escravidão é estar submetido à vontade alheia independente de acordo prévio.

Por favor, definam escravidão, que se diga aquilo que a caracteriza.

Abraços
C. Mouro

C. Mouro disse...

Quando alguém afirma que impostos não se vinculam a nada, e concorda com tal pagamento, está concordando que alguns tem direito de exigir continuamente parte do trabalho alheio. ...hehehe! ...têm direito de escravizar...

Será que os brancos por serem brancos tinham direito sobre os negros? Em que se fundamenta a idéia de que há indivíduos com direito sobre o trabalho alhio?

Mama mia, que dureza!

Abraços
C. Mouro

a.h disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
a.h disse...

Muito bem colocado, especialmente a referência ao Golbery, o que só prova que neste país, tanto direita quanto esquerda são paranóicas. Além de estatistas-protecionistas, é claro, pois uma coisa está, umbilicalmente, ligada à outra...

Clarissa disse...

Simone,
usei as chaves e entrei. Encontrei o chá que deixaste e tomei-o calma e delicadamente. Parece-me que deixei a chávena fora do sítio, desculpa o esquecimento.
Deixei um beijo de despedida.

Clarissa disse...

P. S.
Os beijos virtuais são fáceis, mas mesmo assim não são para todos.

Klatuu o embuçado disse...

Acho absolutamente lamentável que, no frenesim testosterónico e descerebrado de ofender alguém que não existe - eu o manequim com um machado e eu a sombra vermelha na cortina -, ofendam a minha criadora Clarissa, que é uma senhora educada e distinta já com 63 anos. Ainda por cima chamando-me - a ela, portanto - de babaca, puta de picadura e outros impropérios! Babaca?? Não sou eu que ando a masturbar-me para a foto da Liz Hurley (é ela? - sinceramente quando fiz ambas as templates dos blogs da minha deusa-mãe nem sabia, fiz uma pesquisa e gostei da imagem) há um ano! - os bonecos de pau não têm actividade sexual... apesar do mundo gostar muito de pau.

Também acho de um atraso mental profundo, quiçá congénito e ancestral, e de uma total ausência de poder vidente não terem percebido que os comentários em defesa do boneco de pau, no antro dos punheteiros virtuais, são da autoria de uma fada ilustre, que também posso ser eu, nós, eles, ela, elas.

Aconselho pagarem os serviços de um bom linguista... que, decerto, vos dirá que as estruturas sintácticas (ou marcas de estilo) de todos estes blogs são exactamente as mesmas - ao contrário do que acontece com as múltiplas e crescentes «identidade virtuais» desta Caixa de Comentários, blog, etc, etc!

Passem bem e votos de rápida colecção dos nossos comentários. Se eu existisse - nós, etc - até vos enviaria umas fotos minhas para ajudar ao entretém onanístico.

P. S. O Google-Analytics é uma péssima ferramenta - só detecta babaca informático.

P. P. S. Sou lésbica e sacerdotisa de Baal - só fodo com anjinhas, odeio pêlos.

F. Velasco disse...

Pragueja como um homem
Ofende-se como uma mulher

Catellius disse...

Grande Mouro,

"Até um mendigo que recebe uma esmola - que não derivada dos impostos - paga imposto."


Como assim? Um mendigo que recebe abrigo e alimentação gratuitos paga impostos? Acho que quem os paga é o doador, não o mendigo. Se eu recebi dez reais de graça e comprei um pão, aí é que não me importa se, filosoficamente, sou eu quem pago o imposto embutido naquele pão ou o doador. O mendigo ser escravo por causa dos impostos(!!!) soa-me, mais uma vez, absurdo.

"Faça uma reflexão sobre o que é escravidão, o que a define."

Não basta haver coação para haver escravidão, conforme você disse. O bandido coage uma pessoa a lhe entregar seu carro. Ela o fará por medo de morrer e seguirá adiante sem a sua propriedade. Acho que é esta a nossa situação, de impostos injustos. Reconheço, é ÓBVIO, que os impostos são aviltantes e os recursos malversados. Isto é ponto pacífico e está absolutamente fora desta discussão. Este debate poderia estar acontecendo mesmo se vivêssemos em uma sociedade sem crimes, com saúde pública beirando à perfeição, com bons salários e impostos de 10% - um dízimo - sem efeito cascata sobre alimentos, sem impostos sobre a produção, sei lá. No entanto, em um cenário hipotético como este, você, Mouro, faria tantos contratos com o governo que se tornaria praticamente um "escravo voluntário", ou seja, no momento em que se tornasse trabalho voluntário não seria mais escravidão (senão a selva e o mar são a serventia da casa, he he he). Ou seja: No fundo, a despeito de toda retórica, você se considera apenas refém dos impostos injustos. Estou com você nessa.

"Porra, os absurdos são teus e não do raciocinio proposto. Qualquer raciocínio pode ser bombardeado por absurdos. Ora porras, fosse assim e qualquer teoria estaria errada, bastando para isso que um tolo lhe opusesse suas tolices."

Para mim, é absurdo toda população ser ao mesmo tempo escrava e senhora, já que os supostos senhores, os cobradores de impostos, são presos se burlarem o fisco de alguma forma - dou o exemplo da sociedade americana.

"Escravidão é estar submetido à vontade alheia de forma continua."

Desde que aquele que é "submetido" seja responsável pelos próprios atos, tenha condições de cuidar de si mesmo, como não é o caso de minha filha de dois anos, que, obviamente, não é minha escrava, e desde que não haja alternativas. Então o seu postulado ficaria melhor assim, como aparece no dicionário:

"o que está sujeito a um senhor como propriedade dele;
o que está absolutamente sujeito a outrem;
cativo;"

Se olharmos uma cena de longe em que alguém parece dar ordens a outro, poderemos estar testemunhando um senhor coagindo um escravo ou um patrão dando ordens a um subordinado livre. Muito bem, então a coisa não depende só da ação e da ameaça velada mas também depende de que o trabalhador se sinta um escravo e não tenha alternativas. Porque se fizer a mesma coisa voluntariamente e achar que é livre, mesmo que manipulado, e que aquilo é justo, ele não será um escravo, não é mesmo? Será no máximo um trouxa.
A coisa soa absurda mais uma vez porque parece que você, ao alertar as pessoas de que são escravas, estará as ajudando a se tornar finalmente.... escravas, porque antes achavam que eram livres... Sei que não foi isso que você quis dizer, mas nesta discussão não interessa os benefícios que o "senhor" dá ao "escravo". Mesmo um imposto de renda de 1% muito bem aplicado seria escravidão, se fosse obrigatório, segundo você. E escravidão é algo torpe, para o qual não existem atenuantes.

"Seria pertinente contestar que há recebedores que não impões sua vontade aos pagadores, pois não depende deles a cobrança. Aí sim, seria algo razoável de opor."

Mas é mais ou menos isso mesmo o que eu também disse. O próprio cobrador de impostos é escravo porque pode ir para a cadeia se não pagar e é senhor porque persegue os sonegadores?

"Procure refletir sobre o que está escrito antes de sacar absurdos contra a questão. Pô! sem essa de escravo do sistema, porra. Quem afirmou isso? eu?"

Bom, se todos são escravos, até o miserável, até o cobrador de impostos, de quem o escravo é escravo? Ah, já sei! Das igrejas, ONGs e entidades "sem fins lucrativos", que podem montar uma comunidade no meio da selva, não pagar impostos e ainda receber ajuda governamental. Pronto, encontramos uma saída para o homem livre. Pode mudar-se para o campo em uma ONG naturista, como asceta de uma religião isenta de impostos ou sei lá como.

"...francamente, caro Catellius, assim me decepcionas. Entendo que depois que Clarissa deu aquela manipulada do "não sou lambe botas" há a vontade de discordar apenas para não ser "lambe botas", mas assim, desse jeito, não tá bom não."

Bravo! Prefiro o Mouro absolutamente sincero, he he. Fui sincero quando discordei de alguns pontos daquele post Vida Longa aos Facínoras, reconheci que o facínora MERECE morrer mas finquei o pé em minha posição contra instituição da pena de morte aqui e agora, por pragmatismo. Passei a reconhecer, pela primeira vez, que a pena de morte pode ser justa em alguns casos. E fui sincero ao discordar de que a visão do facínora como um ser humano que merece uma segunda chance seja fruto da moral cristã.

"Não transfira a culpa pelos teus absurdos a terceiros, caro Catellius, eles são só da tua conta; preste mais atenção ao que lê."

Transferi a "segundos", não a terceiros, he he he! Prometo prestar mais atenção, mas a sua teoria gera absurdos por si própria, como um regime de escravidão coletiva onde não é possível dar um tabefe na cara de um senhor escravocrata. Porque ele não tem bochechas, porque não é pessoal, talvez. Porque nem saiba que é senhor e nem saiba que está coagindo alguém. Bom, você, como escravo, já que se sente como tal, tem todos os motivos para estar fulo da vida. Eu, como prezo minha liberdade, se me sentisse tão visceralmente um escravo, talvez montasse uma igreja ou uma ONG sem fins lucrativos, isenta de impostos, me mudaria para algumas terras no Tocantins ou em algum subúrbio, pleitearia ajuda estatal apenas para cobrir os impostos dos medicamentos que eu tivesse de comprar para mim e para os outros voluntários da comunidade, e devolveria o excedente para o governo, se me sentisse incomodado em ser um senhor de escravos.

"Também concordo em praticar a caridade neste caso, de forma a incluir os que não possam pagar. Se minhas contribuições são voluntárias não há escravidão."

Desculpe-me, mas esse seria um mero trabalho mental, uma auto-lavagem cerebral.

"Claro que isso na prática é complicado: só pagar quem concordar em "assinar um contrato" com o governo, que assim seria uma empresa prestadora de serviços e não uma organização de senhores proprietários de escravos."

He he he! Legal seria o bombeiro pedindo o contrato para o sujeito desacordado pelo excesso de fumaça. Ou coagindo-o a pagar pelos serviços após salvá-lo. O sujeito, é claro, poderia se recusar a reembolsar o governo e eu passaria automaticamente a ser um escravo daquele filho da puta que mora no outro canto do Brasil, he he.

"Se pessoas pudessem se juntar e adquirirem terras e viverem sem obrigação de fornecerem parte de sua renda aos recebedores, então eu concordaria que haveria opção."

Funde a tal comunidade sem fins lucrativos, preste algum "serviço", tipo "rezar pelo fim da escravidão", e isto já bastará para que o "escravo" possa fundar a tal comunidade. Ele estará mentindo, pois não é religioso e nem gosta de rezar? Dane-se o senhor de escravos. Desde quando o escravo pensará duas vezes em se ver livre mediante uma mentira? O governo talvez fiscalize de vez em quando a comunidade, para ver se tem ou não tem fins lucrativos, mas isto é mais uma tarefa para o escravo mentiroso, he he. Um escravo que consegue manipular tão bem o seu senhor... que pode sonegar, que pode deixar de ser escravo e passar a cobrar impostos dos outros, desde que tenha instrução e o mínimo de inteligência, é realmente um "senhor" "escravo", he he he.

"Mas se os governantes me limitam a viver na selva - sem direito a propriedade - ou ceder continuamente parte do que possuo para que me deixem em paz, então há escravidão. Como já antes falei, direito, liberdade e propriedade são inseparáveis."

O andarilho pode viver de esmolas e carregar uma propriedade às costas, uma barraca, por exemplo, e outras propriedades como um violino Stradivarius, poderá ficar o dia inteiro coçando o saco, até fazer umas esculturas a partir de galhos retorcidos e vendê-las aos transeuntes.
Bom, muitos que moram irregularmente, sem pagar impostos, sonham em firmar um contrato com o governo sabendo que irão passar a pagar IPTU. Aí não serão escravos?

"Como alguém pode ser 'escravo do sistema' ...PQP! e olha que eu escrevi que 'alguém só pode ser escravo de outro ou outros' ...e mesmo assim..... Que dureza! "

Sim, ele é escravo de escravos de si mesmos, pois também são obrigados a pagar impostos sobre a renda e ao consumir produtos. Se não podemos encontrar o que escraviza, alguém com impressão digital, o escravizador seria a porra do "sistema", como diria algum rapper favelado? He he he.

"...se tivessem oferecido o mar para os negros viverem livremente, não poderiam ser acusados de escraviza-los, segundo a idéia do Catellius e do Bocage."

O sujeito nem precisa ir para a selva. Pode viver de escambo em uma rocinha lá na caatinga, em um terreno de sua propriedade, com liberdade para migrar e ser um escravo em Sumpaulo ou ficar na caatinga e além de não pagar imposto receber ajuda estatal e ser um senhor de escravos, que desce a chibata no Sílvio Santos, he he. Esse exemplo do mar, Mouro, não tem nada a ver. É o mesmo que matar o sujeito, obviamente.

"Fidel bobeia, poderia dizer que poderiam sair de Cuba sim, desde que a nado, na base das braçadas até sair dos limites de seu dominio maritmo."

Ria, Mouro, porque faz bem, he he. E se todos tivessem a liberdade de deixar Cuba por terra (he he), mar (de barco, agora temos que frisar...) ou ar (de avião, helicóptero ou balão, temos agora que frisar), poderíamos considerar Cuba um péssimo regime e o escambau, um ladrão socialista, mas o povo não estaria escravizado como hoje, pois poderia deixar aquela ilha para quem gosta dela, para García Márquez, Chico, Dirceu e demais castristas. Não estou tirando o caráter criminoso daquele regime, mantido por criminosos, mesmo se não escravizassem a população como hoje o fazem, aquele modelo de socialismo científico, he he.

"O que define escravidão é estar submetido à vontade alheia independente de acordo prévio.
Por favor, definam escravidão, que se diga aquilo que a caracteriza."


Dê uma definição em que minha filha de dois anos não seja minha escrava e eu não passe a sentir culpa por isso, he he.

"Quando alguém afirma que impostos não se vinculam a nada..."

Isto é um absurdo. A CPMF nasceu vinculada à saúde, e agora eles vêm dizer que não está vinculada a nada?

"Será que os brancos por serem brancos tinham direito sobre os negros?"

Acho que os europeus não escravizaram os negros porque eram negros e sim porque eram atrasados tecnologicamente e, claro, distantes culturalmente. Tentaram escravizar os índios, não por serem amarelos, e a coisa não saiu como pretendiam. Por isso acabaram preferindo os africanos, que por acaso eram negros. Não estou dizendo que o fato de eles serem negros não lhes tenha causado inúmeros e injustos dissabores, é óbvio!

Abraços,
Catellius

--//--

Clarissa, vou mandar um e-mail para você. Beijos.

André disse...

Grande C. Mouro, quando disse q "A receita deles não está presa, vinculada, a nada.", não estava concordando com isso, muito pelo contrário.

Concordo Heidrich: neste país, tanto direita quanto esquerda são paranóicas. Além de estatistas-protecionistas... e supernacionalistas...

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Mas, quéqué isso?!

Em português, não de Portugal, mas de Aldo Rebelo, aquele espantalho do PC do B: esse “SAITE” me surpreende...

Fui a uma reunião de última hora com a board of directors do Pugnacitas, na qual meu amigo Catelli me informou, não em off, mas em “on” mesmo, do que havia se sucedido por aqui.

Clarissa, the girl from overseas (d’além-mar)... a lesbian? E Klatuu, o Smith do The Cure com um machado, o John Wayne Gacy (um serial killer) de Lisboa, o homem do “dar-te-ei... mas também foder-te-ei” (parece Euclides da Cunha)... é ela???
Waaal... Tento ser como La Rochefoucauld e Montaigne, que eram impermeáveis a todo tipo de surpresas e decepções (nesse caso, uma surpresa), mas ainda tenho muito o q aprender. Meu estoicismo ainda é fracote.

Por outro lado, lembrei de meu guru espiritual, Didi Mocó, o mesmo do “Audácia da Pilombeta!” — e cá entre nós, o Klaatu era mesmo uma Pilombeta! Aff... meus sais! Onde estão meus sais? Estou aqui a ter um faniquito! — e ele também dizia:

“QUEM JÁ VIU NÃO SE ADMIRA. QUEM NUNCA VIU NÃO SABE O QUE É.”

Magistral, como sempre.

Ora, pois! Fiquei ESTUPEFACTO!

Fui até tomar um chá depois dessa, um Ceylon safra especial da Tee Gschwendner (que coisa de viadinho, alguns já devem estar dizendo). Brincadeirinha. Dessa vez foi só um Twining’s Orange Pekoe. Viadinho, mas pobre.

Mas esse chá era meu mesmo, não “entrei na casa da Simone”, ainda não sei o endereço virtual.

Por falar nisso, beijocas pra vc, Simone, q eu sei q é real e muito legal.

Ops! Melhor especificar esse viadinho aí, senão depois vão querer me incluir nas confissões de alcova do dia! Sou “espada”, hetero, macho, gosto de mocinhas! I’m riding with the good guys, my friends. Nada contra o terceiro (e já estamos em que número, por falar nisso? No quinto?) sexo, já tive amigos gays e, desde que não dessem em cima de mim, o q eles faziam com o rabicó deles não me interessava. Não é coisa de gente civilizada discriminar as pessoas por causa de sexo. Aliás, acho q preferências sexuais são absolutamente secundárias em sociedade, dão uma importância exagerada a esse tipo de coisa. Mas isso é outra história...

A surpresa, porém, persiste.

Bom, vamos por partes, como diria Jack, o Estripador, o terror de Whitechappel (onde a saudosa Patrícia M. deve estar a uma hora dessas, fazendo seu trottoir à la Olavo de Carvalho, o guru da moçoila):

Tomo Primeiro:

“E o Senhor fez os bichos. E viu que era bom. E o Senhor disse aos bichos: procriem. E eles o fizeram. E isso também foi bom. E todos se regozijaram.”

Desculpem. Tomo errado. Eu e minhas dúvidas teológicas! Se o Holy Father souber, não larga mais do meu pé.

Quer dizer que a Clarissa é lésbica? Hummm... por mim, tudo bem. Provavelmente do tipo majoritário, ou seja, feminina.

Não acho que seja uma diesel dyke (uma tradução livre daria algo como represa de diesel, por aí vcs já vêem q essa gíria se refere às lésbicas superultramasculinas).

Alas, ladies and gentlemen, Vcs já pensaram nisso?

Um homem homossexual quase sempre tem dificuldade pra esconder sua condição. Já as mulheres não. Uma mulher pode ser lésbica e 100% feminina, como as straight grils. Engana todo mundo. Tem uma liberdade de ação imensa. Além daquela coisa: um cara, se dormir com um colega de escola, é viado, sem discussão. Já uma garota pode ter experiências na adolescência, depois se casar, ter filhos e... a vida segue, life goes on, sem maiores ondulações na água. Sem stress.

É uma mobilidade/facilidade interessante essa. Aposto q o Eifler vai ter algo a me dizer sobre isso. Eifler, como dizem os aborrecentes atuais, é “o cara”. Gente finíssima e um intelecto profundo, de primeira grandeza.

Ah, sim, se a Clarissa/Klaatu se ofendere(m), go to hell all of you fakes! Um desses alter-egos aí me xingou de tudo o q é nome só por causa de um doidinho, agora vou tripudiar um pouco, enquanto tomo meu chazinho virtual, repito, próprio — um dia ainda vou tomar um com a Simone, quem sabe — mas acho q não, minha atual namorada é muito ciumenta, só se ela fosse junto.

Tomo Segundo

Bem que desconfiei da inteligente Clarissa elogiando o tolo Klaatu, dizendo querer ter metade da inteligência dele. Metade de um prato de mingau, só se for. Porque aquilo é um cabeça de mingau.

Ela e o revoltadinho do machado (a “Machadão”, logo vem à mente o trocadilho maldoso... André, vc é um cafajeste mesmo às vezes...) são a mesma pessoa?

Mesmo?

Ok, vamos supor que sim, que isso seja verdade. Se não for, paciência.

Nesse caso, fico com a doce Clarissa, a do avatar da Liz Hurley (que é um taco...). Até gosto dos blogs dela, falando sério.

Se isso for caso de esquizofrenia, de múltiplas personalidades, quero ficar é longe do cara do machado, the Axman. Pode vir aqui me esquartejar um dia. Eu e o Catelli, q é praticamente meu vizinho. Já pensou?

“Os beijos virtuais são fáceis, mas mesmo assim não são para todos.” Tudo bem, doce Clarissa. Eu já tenho minha cota de beijos garantida, e aqui no real world mesmo, não na Matrix.

Olha, pessoal, estou estudando feito um escravo na concepção do meu amigo C. Mouro, então já viram, a coisa é lenha, pau mesmo (ops! Nada de falar em pau hoje, André! Cuidado com as palavras de duplo sentido!), por isso vou encerrar com alguns breves comentários ao q já está aqui.
Amanhã volto pra ver o quanto falaram mal de mim (sniff, sniff...)

Que nada! Quem não gostar... bring it on! Manda ver!

Pensamento de fim de noite pra vcs: “O que querem as mulheres?” (Freud)

*************

“Ainda por cima chamando-me - a ela, portanto - de babaca, puta de picadura e outros impropérios!”
Quem a chamou disso? Eu não me lembro disso.

Já com 63 anos? Hummm... bem vividos ou mal vividos?

Brincadeira, Clarissa. Mesmo q seu
alter-ego queira me cortar em dois, eu ainda gosto de vc.

Acho q o pessoal aqui já passou da fase mastubatória há bastante tempo.

Além do que, ainda que a Dona Elisabete lá da Inglaterra seja mesmo uma graça, prefiro a minha, a sua, a nossa (e do C. Mouro)...

Luize Altenhofen! Yesss!

Mas francamente, a lista de beldades é interminável...

Bom, parece ser a Liz Hurley mesmo na fotinho.

“os bonecos de pau não têm actividade sexual... apesar do mundo gostar muito de pau”

Como especialista em assuntos militares e congêneres, devo dizer que estás correcta, doce rapariga. O mundo adora um pau, mas não no sentido sexual ou mesmo freudiano, no qual sempre há algo oculto. É pau na cabeça, não nas partes baixas.

Mas é claro q o mundo gosta muito do outro instrumento também. Já dizia Valéria Messalina, esposa do imperador Cláudio, após uma bacanal:

“E aí, “sastisfeita”, dona Valéria?”

“Fatigada sim. Saciada... nunca.”
Boa...

“total ausência de poder vidente”
Poder vidente? Ih, isso vai desembocar em outra discussão teológica atéia...

“o boneco de pau, no antro dos punheteiros virtuais, a fada ilustre”... Baixou o Marquês de Sade! Peraí que vou procurar meu cd da Enya pra fazer um fundo musical. Mas dá pra fazer melhor e, em homenagem ao Catelli, escolho o Idílio de Siegfried (é esse mesmo? Eu sempre confundo esse nomecom Parsifal!), longo e belo trecho de uma das óperas de Wagner.

“estruturas sintácticas” Exacto, exacto, exacto! (Chavez, o do “isso, isso, isso” dublado em português de Portugal)

São exactamente as mesmas, tens razão.

“votos de rápida colecção dos nossos comentários” Essa eu tenho q ir ao dicionário. Que colecção é essa?

“Se eu existisse - nós, etc - até vos enviaria umas fotos minhas para ajudar ao entretém onanístico.”

NÃO! Se vc fizer isso, a Interpol pega a gente numa daquelas investigações contra pornógrafos de internet!

“sacerdotisa de Baal”

Baal, o grão-duque do Inferno, comandante de 66 legiões, com 3 cabeças e corpo de aranha...

Esse vive lá em casa!

E eu também sou íntimo de Agrammon, de Beelzebub, Baalzephon, Balban, Arioch, Aamon, Abaddon, Abraxas, Agathion, Amaimon, Amduscias, Andras, Asmodeus, Azazel Sammael, Moloch, Satanachia, Seere, Valafar, Lúcifer, Choronzon, Molasar, Belial, Belphegor, Behemoth, Leviathan, Flauros, Foras, Focalor, Nergal, et al, todos grandes lordes do Inferno. E converso diretamente com as Três, a Hecatae. E com as Erínias, as Fúrias romanas. Mas até agora, a única coisa q consegui foi uma vaga aqui nesse mundo, q é uma mera filial do Inferno.

Mas também gosto de Wicca, he, he.

Momento Ciranda da Ciência Hoestche:

Nessa mitologia toda — só não me perguntem de onde desencavei, desenterrei isso — existe até uma história da descida de Cristo ao Inferno, logo depois de sua morte e retorno. Ele teria feito uma limpa no Inferno, passado o rodo. Foi o maior quebra-pau, e daria uma boa história em quadrinhos do Neil Gaiman, o criador de Sandman. Num dado momento, um diabão virou para outro e disse: “Vc não deveria ter atraído JC pra cá, isso vai dar merda...” E deu. É que o outro esperava poder aprisionar JC no Inferno.
Blasfemo!!!

P.S.: mas as anjinhas também têm pêlos. Só que num lugar só. Exceto as que... bem, vcs já sabem.

Anyway, Clarissa, vc continua sendo 10!

Mas, dos alter-egos por aí, só a Clarissa é q é 10, hein?

André disse...

Já ia me esquecendo:

Aí, Catelli! Obrigado pelo coffee break!

O próximo será por minha conta!

Lord of Erewhon disse...

André aka Mouro aka Heitor aka Bocage aka Simone aka
Catellius aka André Catelli - VOCÊ É A MAIOR ANEDOTA QUE ALGUMA VEZ ENCONTREI NA BLOGOSFERA!


JAJAJAJAJAJAJAJAJAJAJA!!! - OBRIGADA, VIU, ME DIVERTISTE! :)

André disse...

Vc também nos diverte, seu idiota.

André disse...

Correção: não Axman, mas Axeman

O+cioso disse...

Este diabrete que vos fala prestou um serviço comunitário inestimável, kkkk.
Os três são a mesma pessoa, a medusa saiu de seu casulo meigo para mostrar as garrinhas e despejar
O QUE TEM NO CORAÇÃO:
FEL DE MONTÃO
(13 de Setembro de 2007, escrito agora, nestes breves minutos).

Kkkkkk!
O traste é orgulhoso. Ficou com medo de parecer que a poesia pro Ariano Suassuna era uma poesia maturada, de 2004, igual aos textos do C. Monstro, kkkkk. O seu orgulho estúpido obrigou ele a dizer que era de improviso, KKKKKKKKK, sentiu-se na obrigação de demonstrar sua "capacidade" porque o Anselmo chamou ele de adolescente problemático, kkkk.
Só posso pensar de um traste que cria vários personagens e um fica elogiando o outro para levantar sua bola que ele é mais ocioso que eu e tem sérios problemas psiquiátricos, carência afetiva e o caralho. Deve escrever esses rios de diarréia de alguma prisão de verdade, onde tem tempo de sobra pra defender os criminosos e ter mil personagens que sonham com liberdade, que são bons mesmo quando são carrascos, kkkk. Freud explica.

A Divine Brown elogia seus avatares góticos como o discípulo do Nosferatu que aguarda o Mestre em uma gaiola, kkk. E o Lord Asshole entra lá no Instantes Clarissa e diz a ela que "A tua escrita é das melhores coisas que já li". Patético no úrtimo! Qual o ensinamento sublime que existe em ficar puxando o saco de si mesmo na pele de vários personagens? Coisa de macaco de portuga mesmo, de Joaquim, de MANUEL mesmo!!!!

Vou dormir tranqüilo por ter matado três moscas com um só golpe, kkkkk. Agora só faltam quatro para eu virar o mata-sete, como o Mickey, KKKKKKKKK.

Anônimo disse...

O Diabrete tem suas utilidades

é uma rêmora

um limpador de dejetos

disso ele entende

C. Mouro disse...

....hehehe!

"Este diabrete que vos fala prestou um serviço comunitário inestimável, kkkk."

Não há como discordar disso. Mesmo que inicialmente apenas tenha chutado, depois de tanto elogiar. Mas quando os outros personagens apareceram realmente começou dar o que pensar, e O+cioso adiantou-se nas investigações. ...hehehe!

Me curvo reverente e ainda aplaudo.
...hehehehe! ...ou "lambe botas" ou fim de farsa.
Os problemas se evidenciaram e depois se confirmaram.
Mas enganou bem, até surgirem os ativos personagens. Cada vez me acostumo mais com meus enganos. Mas isso é bom, pois crer-se espertão demais pode gerar um tolo.

Abraços
C. Mouro

Bocage disse...

Na tua sociedade livre, Mouro, o indivíduo que desejasse morar em zonas urbanas, quiçá para não perder contato com parentes e amigos, e não em comunidades isoladas, estaria proibido de circular pelas calçadas e ruas se não firmasse um contrato com o governo pela manutenção dos passeios, deveria forçosamente andar vendado se não firmasse um contrato aceitando os serviços de iluminação pública, deveria obrigatoriamente, sob pena de ser expulso da urbe, vestir uma tarja sobre a roupa para a polícia identificar que não possui contrato de segurança e não protegê-lo e não reconhecer seus direitos se atentasse contra algum dos "clientes".
Este indivíduo deveria mudar-se para outra comunidade onde aceitasse pagar pelos serviços oferecidos, e deveria pagar toda vez que fosse visitar seus parentes em outra comunidade, porque não teria direito de pisar em calçadas e usufruir a segurança e iluminação se não o fizesse. Talvez a polícia de uma comunidade não aceitaria a ingerência de outras polícias, porque não gostaria de perder contratos, defenderia seus clientes em detrimento dos clientes do governo ou de outra comunidade. Ou, quem sabe, o governo protegeria todos menos certas comunidades de anarquistas estúpidos, que seriam alvo fácil para os bandidos e se veriam obrigadas a possuir milícias. Antes ser "livre" no inferno do que um escravo em teoria, rsrsrs.

Bocage disse...

Adeus, orgulhosa tágide. Se tens prontos tantos elogios para ti mesma, não necessitas mais dos meus.

C. Mouro disse...

Bocage,
perdoe-me, mas é penoso ficar esmiuçando coisas por demais óbvias, apenas porque a vontade de contestar produz absurdos em profusão apenas para simular. Já tenho aqui me estendido tediosamente em outras questões para no fim perceber que debati com meras subjetividades, onde a insistencia visa apenas confundir através do saque de absurdos, mas para dar trabalho e desmotivar que para opor argumentos sérios, como já ocorreu. Sobretudo quando se dar interpretações tortuosas ao que se lê a fim de se beneficiar de tal "interpretação", quando se coloca palavras na "boca" alheia, quando se saca trechos fora do contexto para sugerir interpretação errada e etc.. Talvez isso se deva ao fato de não se ser mais "tão bobinho".
Contudo, eu continuo bobinho e bobão, e assim permanecerei, pois me faz sentir bem.

Mais uma vez:
quando alguém controla as opções de outro, esse outro não é livre.

Bocage, te aproveitas daquilo que eu mesmo apontei como dificuldade prática, mas não uma impossibilidade. Dado que o reconhecimento do direito natural, inerente aos indivíduos, seria de grande ajuda. Há muito o que refletir na questão, mas há de ser seriamente e não com patacoadas sacadas como em disputa de espertezas já tão comuns.
ès prova, não podes negar, que tenho me alongado em tediosas explicações sobre minhas posições, visando esclarecer. Mas há que se colocar medida nas coisas. Não posso me dar tanto trabalho apenas para Parecer* o "fodão", prefiro Ser um bobinho. Nem mesmo consigo insistir numa opinião sem apresentar argumentos, nem mesmo consigo sacar "interpretações" e absurdos para dar trabalho ao adversário, nem mesmo ponho palavras na boca alheia, sou bobinho demais ainda.

Veja só: para o bocage a liberdade, ou livre escolha, é poder escolher entre as opções ARBITRADAS por alguém com poder para impor restrições independente de qualquer análise sobre o que seja direito. Levando a que direito do indivíduo seja aquele que a autoridade do momento determina que é.
Essa visão é bastante comum. A maioria assim crê. Crê que o direito emana do Estado/governo e quando uma lei concede um privilégio, afirmam: "é direito, está na lei", como se fosse a lei a criadora do direito. Eu lamento isso.

Sobre filhos, eles são dependentes e os pais têm Poder sobre eles. Assim, os pais podem proibi-los de sair de casa para viverem na selva. Mas a questão é se os pais atribuem-se plenos direitos sobre o próprio filho ou se suas consciencias lhes limitam anseios sobre os filhos. Afinal, o senhor que escraviza é antes alguém que atribui-se pleno direito sobre a vida alheia. Enfim, não vou me estender mais em longas explanações do que penso, já disse o bastante para quem deseja entender, quem não deseja fara tudo para obscurecer ao máximo - talvez por considerar duro demais; o ultimo artigo do Olavo tocou num bom ponto.

Eu jogo a toalha, covardemente, e admito que me faltam recursos para "duelar" com aqueles que em muito me são superiores.

Um abração
C. Mouro

C. Mouro disse...

...hehehe!

Na tua sociedade livre, Bocage, o indivíduo a quem fosse permitido* ir viver na selva ou no meio do mar, é considerado um indivíduo livre. Dado que tem opção de não se submeter a ninguém.
Assim, bastaria que Fidel deixasse claro que aqueles que quisessem sair de Cuba nadando, na base das braçadas, poderiam faze-lo livremente. Portanto Cuba seria um lugar de individuos livres segundo tua concepção. Afinal haveria pelo menos uma opção (mesmo inviavel) de o indivíduo não se submeter.

Caro Bocage, sempre haverá mais de uma opção. O problema é exatamente qual o mal menor que se deve escolher. Digo, mal menor imposto por alguém, ou alguens/grupo organizado.

Um assaltante controla as opções da vitima, da mesma forma que um senhor escravocrata. Assim fazem sem qualquer consideração sobre direito; ou independente de qualuer reflexão sobre, fixando apenas na praxis: aceita como válido o ato apenas por assim lhe parecer vantajoso. Então concebe: se me parece vantajoso então é certo, é virtuoso. ...Mas ser venturoso não significa virtuoso, para bobos como eu.

Abração
C. Mouro

C. Mouro disse...

...pqp! que dureza!
Fui ler mais:

"E se todos tivessem a liberdade de deixar Cuba por terra (he he), mar (de barco, agora temos que frisar...) ou ar (de avião, helicóptero ou balão, temos agora que frisar), poderíamos considerar Cuba um péssimo regime e o escambau, um ladrão socialista, mas o povo não estaria escravizado como hoje, pois poderia deixar aquela ilha"

Pô????????????
Que dureza! ...

Numa outra discussão antiga no Constantino, eu afirmei que quem se submete voluntariamente e incondidionalmente a outro, não é escravo, pois age segundo a própria vontade livre.

...e o outro contesta bravamente:

"mas se ele assim faz porque estão ameaçando sua familia" ...hohoho!

...Que dureza!

Eu tenho que jogar a toalha, não me resta outra opção.

Abração
C. Mouro

Catellius disse...

Você escreveu, Bocage:

"estaria proibido de circular pelas calçadas e ruas se não firmasse um contrato com o governo pela manutenção dos passeios, deveria forçosamente andar vendado se não firmasse um contrato aceitando os serviços de iluminação pública, deveria obrigatoriamente, sob pena de ser expulso da urbe, vestir uma tarja sobre a roupa para a polícia identificar que não possui contrato de segurança e não protegê-lo e não reconhecer seus direitos se atentasse contra algum dos 'clientes'."

Entendi que foi um exagero, mas discordo mesmo assim.
Nos Shopping Centers, qualquer um entra e encontra galerias limpas, iluminação, água, segurança e fraldários, por exemplo, pagos pelos lojistas. O visitante pode entrar e sair sem gastar um centavo.
Na prática, talvez, nessa sociedade, os comerciantes se reuniriam e pagariam esses serviços para o governo pela população, que ficaria feliz em não ter que arcar com os custos dos contratos com o governo, e os bairros virariam espécies de shopping centers seguros, abertos gratuitamente até para habitantes de outras comunidades. O dinheiro pago pelos comerciantes, porém, seria embutido nos produtos e o povo pagaria a conta...
A coisa é meio complicada mesmo. Talvez o Brasil se pulverizaria em milhares de países, de condomínios de residências e shopping centers soberanos, talvez os avanços tecnológicos seriam bem mais contidos, veríamos comunidades de islâmicos armados até os dentes... Não consigo realmente não imaginar uma coisa meio feudal, sei lá.

Acho que qualquer sociedade, até de silvícolas, tem guerreiros, pajés, indivíduos especializados em atividades das quais todos se beneficiam, e exige que os que colhem os seus frutos dêem em troca o seu trabalho sob pena de exílio. A vida social é natural no homem, é genética, e, como acontece entre quaisquer animais sociais, se um indivíduo não cooperar é expulso do bando como um cancro, para terras de ninguém. O problema, talvez, esteja no fato de que o mundo já foi loteado, não existem mais terras de ninguém. Só sobrou (boa cacofonia) o leito dos oceanos, he he he, onde apenas os atlantes conseguem viver.

Mesmo as terras particulares podem ser desapropriadas pelo governo.
Acho que a situação em que o mundo está é semelhante a várias matilhas limitadas umas pelas outras - não há como sair de uma sem se invadir o domínio de outra - e onde cabe ao indivíduo escolher em qual delas prefere ou consegue viver. Algumas são meio impermeáveis a imigrantes (EUA), em outras os cães estão em guerra uns contra os outros...
Mas se o chefe de cada matilha é substituído de tempos em tempos e as regras valem para todos, do líder ao indivíduo mais fraco, qual o grande problema que há nisso? Os membros de uma sociedade, claro, podem mudar as regras a qualquer momento, mas correrão o risco de virar presas fáceis de outras sociedades mais organizadas e de poder não tão pulverizado. Enfim.... É possível, para mim, haver uma sociedade justa com IMPOSTOS, desde que justos e bem aplicados. Uns receberão mais do que outros, mas os que arcam com a maior parte dos custos certamente não concordariam em perder mão de obra para doenças, consumidores potenciais, odiariam tropeçar em doentes pelas calçadas... Prefeririam talvez ter 90 bilhões e morar na Suécia do que cem bilhões morando em Moçambique. Com isso quero dizer que pagamos impostos com satisfação quando o resultado é baixa criminalidade, saúde, emprego, lazer, etc.
Teoricamente, a cobrança de impostos poderia até ser delegada a robôs estúpidos programados apenas para calcular, cobrar e prender, e os cidadãos, mesmo o presidente, não poderiam se declarar escravos de robôs que poderiam desprogramar quando quisessem. Isto é apenas um exemplo idiota.

Quanto à discussão, Mouro, lamento que ache que estou discutindo por discutir, discordando de um ponto com o qual concordo, apenas para turvar a questão e para não ser um lambe-botas... Não me ofendo com isso e nem tenho o que retrucar. Não precisa nem responder a este comentário. Não vou considerar que concorda. Se não responder, vou considerar que repetiu os últimos comentários em que demonstrava estar profundamente desanimado.

Bom, apesar de toda a sua paciência, não consegui entender quem é o senhor de escravos que tem poder absoluto sobre mim, de me tirar a vida se eu não trabalhar para ele, que tem o poder de me punir do modo que lhe aprouver; ainda aguardo o nome do cargo que os senhores escravocratas ocupam, seus nomes, o nome de uma pessoa, desde que ela não seja também escrava como eu.

Catellius disse...

Aliás, tivemos uma discussão semelhante, meio estéril também, sobre agnosticismo e ateísmo, muito antes que eu fosse supostamente acometido pelo medo de ser um lambe-botas por manipulação da trindade gótica...

Você acha que o meu medo é esse, (e do Bocage também, e do André, que aparentemente também não concorda que sejamos escravos por pagarmos impostos).
Eu, ao invés de ficar muito preso aos seus supostos motivos, imaginar que talvez simule discordar de mim por medo de que pareçamos ser a mesma pessoa, ao invés disso, acredito que você realmente pensa assim e TENTO apenas me ater ao que você está argumentando, se me convence ou não. Não me convenci. Fazer o quê? Não obrigaria você a tentar me convencer nem se tivesse poder absoluto sobre você, he he. Então, sinta-se à vontade em ignorar meus questionamentos sempre que você achar que são simulacros.

O+cioso disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
C. Mouro disse...

Pô!!!!! acabo de chegar, li o O+cioso e fui ao RC fazer um "copy", mas ao voltar.....

Na hora que eu ia responder ao O+Cioso... ...puf!

Concordo com o Heitor, quanto a não moderar. Ademais o que ele falou não foi nada de mais: levantou a suspeita de que eu seja baixinho e careca e até gordo (essa ultima não tenho certeza se lembro) ...hehehe! ...errou feio! não acertou uma; se bem que 1,80 não chega ser alto, mas baixinho também não. Contudo fosse como o sugerido, não vejo demérito algum em ser baixinho, gordo e careca.

Quanto às discussões elas estão aí para serem lidas; e então que se analise o que nelas está escrito. Tem que haver medida para tudo, já não dá para ficar tendo trabalho atoa.

Cícero dizia:
"é preciso evitar duas coisas, uma é dar por conhecidas coisas desconhecidas, fazendo afirmativa arriscada (...), outro defeito incide em colocar muito estudo e muito ardor nas coisas obscuras, difíceis e desnecessárias. Esses dois defeitos, se evitados, só merecem elogios pela aplicação e trabalho que dedicamos às coisas honestas e ao mesmo tempo úteis."

Abração
C. Mouro

Catellius disse...

Ok, he he.

Colo de novo o comentário do O+dioso, mas só tenho o que me chega por e-mail, com os acentos todos errados e com uns caracteres bizarros:

--//--

O+cioso deixou um novo comentário sobre a sua postagem "A Teoria do Mico Amestrado Telepata":

chuif chuif chuif

Chora, Catéquitus!
Medinha do C. Monstro abandonar o blog, kkkk.

Vc não entendeu nada do que o C. Monstro, a Escrava Isaura, explicou né São Catéquitus padroeiro dos asnos! Ele se cansou de ser escravo e agora quer ser o dominador, kkk. Cansou de usar os adereços de couro e as correntes, kkkk, agora quer segurar o chicotinho de couro, huhuhu.

Até que eu queria ver ele ao vivo e a cores. Um instante frente a frente com o careca baixinho do C. Monstro já dá pra entender de onde vem tanto odiozinho, huhuhu.


Postado por O+cioso no blog Pugnacitas em 14/09/07 17:19

--//--

"outro defeito incide em colocar muito estudo e muito ardor nas coisas obscuras"

Concordo com o mestre romano. Mas não acho este um tema obscuro. É uma discussão pertinente. Quem sabe não somos mesmo escravos? Tentei cumprir um pouco o papel do advogado do diabo, além de não ter realmente concordado com a teoria.
Bom, que a discussão fique em stand-by até você conseguir se expressar melhor e eu evoluir em compreensão;
ou vice-versa, he he.

C. Mouro disse...

Veja bem, dizes que não há escravidão porque os supostos senhores podem ser presos. Ponto.

Que raio tem isso com escravidão?
Tua visão está ligada à prática histórica do branco sobre o negro, e isso turva a mente, como eu afirmei no texto, entre outras.

Porra, se os senhores de engenho estabelecessem regras (eles não podiam assassinar arbitrariamente os negros) para lidarem com os negros. Por exemplo, o senhor que determinasse mais de 10 chicotadas seria castigado, o que forçasse o negro a mais de 15hs de trabalho e etc., seria castigado, preso ou lá o raio. PORRA! isso faria com que os negros não fossem mais escravos?

Francamente!
Estas apenas lançando patacoadas para simular contestação, não acompanhas raciocinio algum mais, tão preocupado estas em ridiculamente "duelar". Esta preocupação ocupou o espaço que antes (epoca em que dizes que eras bobinho) usavas para entender as coisas.
Essa de ficar sacando tolices irrefletidas apenas para aporrinhar e dar trabalho, simulando contestação, chega uma hora que enche, e já vem de longe isso. Eu já falei bobagem e você refutou e eu admiti com destaque, louvando-te, mas pareces insaciável ....hehehe! Chegas a negar o obvio sem apresentar argumento algum, só patacoadas, como no caso pena de morte e outros anteriores.

Sinceramente o, como dizes, o antigo Catellius, bobinho, era mais brilhante. Não dá para ficar nesse joguinho, é bobagem. Já joguei a toalha e o fiz tardiamente.

Abraços
C. Mouro

Bocage disse...

O que chamas de "senhor" também é "coagido" a trabalhar para pagar impostos, pareces não ter compreendido ainda. Não são meras punições que o ameaçam quando abusa do poder. Se não trabalhar e pagar impostos perderá o cargo, como qualquer outro "escravo", e paulatinamente seus imóveis, carros e outros bens. Tu que não compreendeste ainda que em uma sociedade justa onde o Estado seja mínimo e os impostos mínimos e todos tenham os mesmos direitos, o governante, o funcionário público, eu e tu seremos todos "coagidos" a trabalhar para pagarmos impostos.

"Por exemplo, o senhor que determinasse mais de 10 chicotadas seria castigado, o que forçasse o negro a mais de 15hs de trabalho e etc., seria castigado, preso ou lá o raio. PORRA! isso faria com que os negros não fossem mais escravos?"

O teu branco senhor de engenho corta cana coagido, como os negros, recebe chicotadas e vai para o tronco, embora chicoteie também ele muitos escravos.

Quando sai mais espuma pela boca do que argumentos, está mesmo na hora de se terminar uma discussão, rsrs.

C. Mouro disse...

"O teu branco senhor de engenho corta cana coagido, como os negros, recebe chicotadas e vai para o tronco, embora chicoteie também ele muitos escravos."

Não precisa ser o branco senhor, basta saber que haviam ESCRAVOS FEITORES DE ESCRAVOS, negros que mesmo escravos do senhor branco usufruiam da escravidão, mas ainda eram escravos por serem coagidos a tal. Se não eram coagidos, se eram livres para negociar com qualquer um, então não eram escravos, se faziam apenas feitores.

Creio que eu esteja escrevendo em algum idioma ininteligível, pois imaginava que me tinha feito entender quando escrevi:

"Diante deste fato, não há dúvida: aquele que trabalha e produz, e é forçado a pagar tributos (impostos) dos quais discorda (sem que antes os tenha recebido, é claro!) É IRREMEDIÁVELMENTE UM ESCRAVO dos RECEBEDORES de IMPOSTOS. Logo, a escravidão tem atravessado milênios, e se mantém plena na atualidade, disfarçada por FINS embelezados. Assim, a exploração do homem pelo homem se realiza através do APARATO COERCITIVO estatal, quando uns EXTRAEM RENDA de outros ao ameaça-los de mal ainda maior: a escravidão pretensamente justificada pelas “boas intenções” pela “ordem e progresso”, pela moral do “bem comum”, civilização e toda sorte de coletivismo e “grandeza de espírito” invocados por candidatos a messias salvadores que se querem senhores e feitores...
...e não adianta enfiar a cara no buraco, como o avestruz, para não ver esta indignificante realidade. Ela se faz irrefutável: OS PAGADORES DE IMPOSTOS SÃO ESCRAVOS DOS RECEBEDORES DE IMPOSTOS."

Repito:
"SEM QUE ANTES OS TENHA RECEBIDO, É CLARO!"

Que dureza!

O fato de um escravo ser senhor de outro não muda nada na idéia de escravidão.
Escravidão é coerção contínua, ou não?

A espuma não é minha, tão pouco tenho raiva mas lamento as bobagens sacadas. Os argumentos estão aí, não são patacoadas visando apenas obscurecer a questão. De definições em vez de meras alegações pretensamente contestatórias.

Um governo eleito pela maioria, mesmo por todos menos um, NÃO TEM DIREITO DE COAGIR ESTE UM, NÃO É JUSTO, POR MAIORES QUE SEJAM OS BENEFÍCIOS QUE DISSO POSSA PARECER ÀQUELES QUE O DESEJAM ESCRAVIZAR, visando beneficiarem-se.

OS FINS NÃO JUSTIFICAM OS MEIOS!

Essa idéia de justiça é pifia:
"O bem comum precede o bem individual".

Por essa idéia, se a maioria for convencida de que 100% de imposto proporcionará o "bem comum", ela poderá eleger o governo e impor o socialismo pleno, absoluto, coagindo a minoria através da lei. Ou seja, a maioria anuente passa a justificar a coerção para um "Estado máximo justo"

E essa conversa de "Estado mínimo" coercitivo PODE SER apenas aceitável, tolerável, PORÉM NUNCA PODERÁ SER CONSIDERADO JUSTO.

UMA CURRA DE 5 MINUTOS, OU MERO SARRO FORÇADO, JAMAIS SERÁ JUSTO, POIS É COERÇÃO ARBITRÁRIA.
Não importa de pretensos beneficiarios que anuem com uma "breve curra" contra si, na espectativa de valer-se dela, ao compararem a breve curra com um estupro de duas horas, a digam "justa". ...NÃO É JUSTA, INDEPENDENTE DOS ANSEIOS DOS PRETENSOS BENEFICIARIOS.
CURRA É CURRA! não tem curra justa, por ser rápida, e curra injusta, por ser demorada.

Francamente, é dureza.

Quando sai mais patacoada e asserções sem fundamento do que argumentos, está mesmo na hora de se terminar uma discussão. - Como ocorreu lá na questão da pena de morte; onde os magnificos, irretorquiveis, argumentos de fulanos e beltranos não deram as caras, mesmo invocados como verdade capaz de superar uma versão moral ideológica. Houve apenas mais um desenrolar de uma rabiola de patacoadas que não levou a lugar algum. No fim apenas a demonstração cabal de que a preocupação não era com os argumentos mas com o que a(o) Clarissa pensaria: oh! "ela vai me crucificar" esse era o "argumento" que produzia a "opinião embasada" ...hehehe!

...E depois eu é que não oponho argumentos? ...hehehe! será eu que fico espumando de raiva? não preciso disso da mesma foram que dispenso patacoadas numa discussão que se pretenda séria.

Que dureza!

Abraços
C. Mouro

C. Mouro disse...

Porra! ...esse ultimo comentário do Bocage, acima do meu anterior,não é nem uma patacoada, é menos que pif! ...que raio o sujeito quis dizer?

Pqp!

Troque lá isso em miúdos, ó pá.
Viajou na maionese?

Abração
C. Mouro

Ricardo Rayol disse...

Entraram por uma celeuma polêmica aí em cima, mas enfim. Lula é um néscio, e tenho certeza que ele é manipulado. O seu ego inflado cega-o. Foda-se o Lula. Quem estará por trás dos cordéis?

Quanto a impostos. Gostaria eu de recuperar, integralmente, o que gasto com saude privada e escola particular.

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