14 setembro 2007

Quem Planta Vento...

Depois que eu soube da salvação de Renan Calheiros prometi a mim mesmo que não falaria no assunto. Surpreendentemente, ninguém falou nada até a hora do almoço, quando um amigo sugeriu que melhor seria acabar com o Senado. Não resisti. Disse-lhe que isto era idéia de um petista de terceira categoria...

Mais tarde, eu estava assistindo à Roseana Sarney, líder do governo Lula no Senado, comentar que o governo não terá dificuldade em aprovar a renovação da CPMF pois terá maioria, assim como teve maioria para salvar Renan Calheiros. Confesso que fiquei um pouco surpreso com a afirmação. Afinal, o Lula se deu ao trabalho de arranjar um álibi viajando para a Escandinávia para tentar convencer os analfabetos funcionais que não tivera nada a ver com a salvação de Renan Calheiros.

O engraçado é que poucos anos antes a senadora Roseana disputava para ser lançada pelo PFL como vice-presidente na chapa do PSDB à presidência, que seria encabeçada pelo Tasso Jereissati. Como todos sabem, uma operação deflagrada pelo setor paulista do PSDB revelou a existência de uma fortuna em espécie na empresa do marido da senadora, supostamente arrecadado para despesas eleitorais, enterrando as suas chances. Hoje, talvez aquela pilhazinha de dinheiro não resultasse em nada.

Lembro-me bem que no Senado houve um confronto entre o papai Sarney ultrajado e um ilustre senador do PSDB. Os discursos foram inflamados e surgiu uma mágoa terrível que levou os Sarney a se tornarem aliados de primeira hora do Lula e do PT. O mesmo Sarney que era presidente do PDS, o partido que sucedeu a ARENA. Uma magoa e um admirável instinto de sobrevivência e oportunidade transformavam o velho Ribamar de lambe-botas de generais no senador da confiança de Lula e do PT, até mesmo para a eventualidade da sucessão de Calheiros.

Os americanos gostam de dizer que um homem pode fazer a diferença. Dizem que foi o que ocorreu ontem na votação da cassação de Renan Calheiros, quando Mercadante supostamente conseguiu que seis senadores do PT votassem em branco em uma votação secreta. Ato de uma covardia extrema: abstenção em uma votação secreta. Um ato digno de um Mercadante, que defendeu que o extrato do cartão de credito corporativo da presidência era segredo de Estado e que enterrou a proposta de redução da maioridade penal para 16 anos, além do escândalo do dossiê.

Depois dessa, acho que o Lula já pode perdoar o Mercadante por ter tido seu assessor envolvido na compra do dossiê fraudulento contra o Serra e que praticamente tirou a vitória de Lula no primeiro turno da reeleição. Mas o Lula só pôde ser reeleito porque o FHC semeou a reeleição e a CPMF só poderá ser renovada porque o PSDB a inventou para “salvar a saúde”.

Como já disse o Lula: “Política e pôr a mão na merda”. Para isto, o PT parece estar bem servido pela senadora Ideli Salvatti, sua líder no Senado. Além de horrorosa e truculenta, ela é uma lutadora incansável pelas causas mais imorais do partido, que vão desde o Mensalão até a salvação do Calheiros. Se houver um céu para os socialistas ateus ela certamente irá para lá pelos seus sacrifícios pelo partido e pela causa.

Lembro-me das afirmações inocentes de jovens feministas, que diziam que a mulher era naturalmente mais honesta que os homens e que em um mundo dominado por elas sequer haveria guerras. Só posso rir e lembrar que a líder do governo do Senado, a líder do PT no Senado, a Marta “Relaxa e Goza” Suplicy e para não mencionar a sucessora do Jose Dirceu, são todas mulheres e o mundo não se tornou mais honesto nem mais harmonioso (a resposta que fica implícita no post “Todo Poder às Mulheres"). Não podemos nos esquecer da velha ex-senadora Benedita da Silva e da viagem oficial para rezar na Argentina. Coisinha boba pelos padrões vigentes desta administração.

E o PT ainda tem coragem de falar em Reforma Política para moralizar o sistema? O problema destes caras é que tudo começa cheio de boas intenções para terminar na velha jogada de mudar o sistema político de forma a favorecer o seu partido. Todos já fizeram isto: os militares, o PSDB, o Chávez, e chegou a hora do PT tentar a sua Reforma Política.

Para os petistas a “democracia” se faz dentro do partido pelo seu centralismo democrático que escolhe o Diretório e a Executiva Nacional do Partido. A bancada eleita pelo povo é apenas um órgão subordinado da Executiva Nacional. Para eles, o debate deve ocorrer dentro do partido entre os pares de cada órgão do partido. Para eles, o Congresso é o lugar onde se trocam favores, cargos, emendas no orçamento e postos estratégicos em estatais com grandes orçamentos de investimento para se atingir os fins propostos pelo partido. Será que alguém acredita que um partido que tem esta práxis democrática vai propor alguma coisa capaz de melhorar o funcionamento da nossa democracia representativa?

Mas não se enganem, ontem, o que foi salvo não foi apenas o senador Renan Calheiros, velho companheiro de Collor, que aliás se manteve muito discreto neste episódio e deve ter votado em favor de Calheiros por uma questão de princípios. Ontem se salvou o governo Lula da fúria de Renan Calheiros. Afinal, se as revelações de Roberto Jefferson quase levaram Lula ao impeachment, imaginem o que as revelações de um Renan Calheiros poderiam fazer!

Este é um momento em que precisamos renovar nosso voto de confiança no Congresso e na democracia liberal e representativa. Não podemos permitir que este ato praticado por uma maioria construída pelo governo do Lula e pelo PT em troca de todos os tipos de favores possa abalar nossa fé na necessidade de haver uma instituição aberta, transparente e representativa de toda a sociedade. Enquanto isto, vamos torcer para que o PT entenda que na democracia quem tem voto tem voz e quem não tem, mesmo se for da Executiva Nacional, deve ficar quieto e deixar os representantes do povo tomarem as decisões.

83 comentários:

Heitor Abranches disse...

Catellius,

Desculpe a pressa...
Vamos chama-la de insonia civica.
Leitores, desculpem os erros...
Vou corrigindo-os aos poucos.

André disse...

Sinal dos tempos: o primeiro post do Pugnacitas sem uma imagem! Isso está no Apocalipse?

Roseana Sarney, iiirc! Até hoje ela quer se vingar daquela operação PF/PSDB. Ela e o papaizinho dela.

“o velho Ribamar de lambedor de botas de generais no senador da confiança de Lula e do PT” Perfeito!

“Ato de uma covardia extrema: abstenção em uma votação secreta.” Sim. Como eu disse nos comments do último post, é a covardia diante do quê? Diante da própria consciência...

“Mas o Lula so pôde ser reeleito porque o FHC semeou a reeleição e a CPMF so poderá ser renovada porque o PSDB a inventou para ‘salvar a saúde’.” Pois é...

Só a Ângela Guadagnin, cria do Dirceu e aquela da reboladinha, é mais dantesca que a Ideli Salvati.

Ah, tem a Jandira Feghalli também.

E a Suplicy, quase um traveco, esquisitíssima.

Acho q só volto na 2a feira. Bom final de semana pra todo mundo!

André disse...

Reinaldo Azevedo:

Marxilena Oiapoque, a mãe da teoria do golpe da mídia — o pai é Wanderley Guilherme dos Santos — concedeu uma entrevista à revista argentina Debate. Pela primeira vez, esta especialista na fusão do pensamento de Spinoza com a capacidade operativa de Delúbio Soares, reconheceu que pode, sim, ter havido algo parecido com mensalão, mas voltou a insistir que a “mídia” (a não-petista, é claro) manipulou o caso para provocar o impeachment de Lula. E refletiu: “Nenhum governante governa sem fazer alianças e negociações com outros partidos. Essa negociação tende à corrupção. Essa compra e venda ocorreu sistematicamente nos governos José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, sem que os meios se manifestassem sobre o assunto".

Viram só?
Premissa maior: nenhum governante governa sem fazer alianças e negociações;
Premissa menor: alianças e negociações tendem à corrupção;
Conclusão inescapável: é impossível governar sem ser corrupto.

Nunca ninguém tinha tido a coragem de dizer isso antes com tanta e tão escancarada clareza. Os petistas já estão dando um passo a mais na sua célere evolução para a delinqüência pura e simples, que vai perdendo até mesmo aquela fantasia socialista. Antes, o PT era o partido dos “donos da ética” — segundo um leitor, ontem, no Programa do Jô, Tarso Genro disse que essa pregação era um erro. Depois, o PT avançou para outra posição: “Roubo, mas todo mundo rouba, embora a gente não ache isso correto”. Agora, atinge o estado da arte: “Roubo, todo mundo rouba, e é assim mesmo que se faz. Ou não se governa”.

Em tempo: é uma mentira vergonhosa, deslavada, estúpida, a afirmação de que a mídia não deu espaço às denúncias havidas durante o governo FHC. Eduardo Jorge Caldas Pereira que o diga. É o caso emblemático. Foi esmagado, dona Marxilena. E era inocente, como fez questão de provar em todas as instâncias. Até Josef Dirceuyevitch admitiu a má-fé petista — infelizmente comprada por boa parte da imprensa. Com o caso dos mensaleiros, é diferente. Há confissões. Há provas. Recupere-se, por exemplo, o noticiário à época das privatizações. Ou tudo o que se publicou sobre a tal “venda de votos”. A imprensa jamais foi condescendente com o governo FHC. Ao contrário: foi implacável. E, é óbvio, foi ainda mais dura com Collor. Ele, afinal, caiu. Marxilena mente aos argentinos, mente aos brasileiros, mente ao mundo. Mas duvido que minta a si mesma.

Falei que Marxilena Oiapoque fundiu Spinoza com Delúbio? Pois é. Do filósofo holandês, não sobrou nada. Restou só a teórica do petismo, com sua retórica emporcalhada. Mas ela foi adiante. E, desta feita, não copiou nenhuma tese de seu amiguinho Claude Lefort. Não! Pegou carona num artigo escrito por Rosemarie Muraro na Folha de 12 de setembro do ano passado. O que escreveu, então, a decente senhora? Leiam o que vai em vermelho (quem estiver de estômago cheio, cuidado):

“A boa novidade no Brasil é que essas maiorias elegeram um presidente oriundo da classe dominada, de quem não se esperava que transgredisse a lei da honestidade e da moralidade. E quando ele se viu obrigado a jogar o jogo da classe dominante para continuar no poder, houve uma grita a partir da classe média, sinceramente honesta, contra a corrupção e a fraude que esse mesmo presidente antes condenava. E os pobres, que sabem desde o nascimento que são expropriados de quase tudo, crêem, também sinceramente, que, já que são sempre roubados pelos dominantes, pelo menos darão o seu voto a quem reparte com eles alguma fatia desse roubo.”

Num texto postado às 8h51 daquele dia (podem ver no arquivo), esculhambei Rosemarie e disse que ela era tudo o que Marxilena sempre quis ser, mas tinha vergonha de confessar. Não é que a danada perdeu também essa vergonha? Eu sabia. Para mim, era questão de tempo. Vejam o que ela afirmou à revista argentina e depois comparem com o texto de sua companheira de partido (também em vermelho):

“Há indícios de que alguns membros do primeiro governo de Lula negociaram com parlamentares, de acordo com essa mesma tradição. Mas o PT e seu presidente operário??? Como ousam fazer o mesmo que os partidos da classe dominante??? Que ousadia absurda!!! Resultado: os meios de comunicação transformaram a situação em um caso único, nunca visto antes, e construíram a imagem do governo mais corrupto da história do Brasil".

Pontuei as frases de Marxilena com três interrogações e três exclamações porque ela está tentando ser irônica, entendem? Ela está tentando debochar daquele que seria o espanto dos não-petistas quanto confrontados com os métodos do tal “partido operário”. E notem que a filósofa é o primeiro membro da legendaque atribui também a Lula a “negociação”.

Qual a diferença entre a tese desta senhora e a dos anões? Nenhuma. O que os diferencia é só o fato de ela ter ainda alguma credibilidade, ao menos nas madraçais acadêmicas. Eles já não têm mais nada — a não ser o salário pagos por seus estranhos patrões, que financiam suas momices.

E acreditem. A mulher não fez por menos. Lembrou-me Renan Calheiros negando o óbvio. Leiam isto: para Marxilena, “o falso moralismo ocupou o lugar de uma discussão de ética republicana porque permite atacar o PT naquilo que é seu ponto de honra: a ética na política".

Sim, já assisti a aulas desta senhora. Ela faz isso também em classe; isto é, atua com essa lógica que se vê. Acompanhem com Tio Rei:

1 - O PT, na melhor das hipóteses de Marxilena, fez o que todo mundo supostamente faz;
2 - Todo mundo, ela mesma diz, só governa com corrupção; logo, o PT também;
3 – A ética na política é um “ponto de honra” para o PT;
4 - Logo, mesmo quando está sendo corrupto, o PT está sendo ético.

O que a gente faz com ela? Manda prender, manda internar ou dá uma tigela de sopa?

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Com “menas” tinta no bigode e no cabelo. Ou: “Enganado no troca-troca”
Vi o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) na televisão ontem. Como se diz na gramática petista, está com “menas” tinta no bigode e “menas” tinta no cabelo. Aquele tom meio grisalho tenta afetar a gravidade moral que lhe faltou durante a votação da cassação de Renan Calheiros. “Merca” — como se referem a ele às escondidas os próprios petistas (os mais ousados já aproveitam e o chamam de “Quase”) — me pareceu um tanto devastado pela missão: olhos empapuçados, injetados, cara de ressaca — ainda que moral. Sua missão era coisa, assim, do MI6, mas acabou se parecendo com o trabalho do Pantera Cor-de-Rosa.

Qual era a brincadeira com o senador Renan Calheiros? “Primeiro eu o salvo; depois você renuncia à presidência”. Tratava-se do famoso “é dando que se recebe de mão dupla”, também conhecido em molequês por “troca-troca”. Merca foi pro sacrifício e, na hora do Garanhão de Murici cumprir a sua parte, fez o quê? “Minha mãe tá me chamando; agora eu não tou podendo...” E se picou, deu no pé, largou o outro pendurado na brocha.

O senador Tiao Viana (PT-AC), ontem, era a expressão do desconsolo. Dizia, meio apalermado, que o clima, de fato, é muito ruim e tal. Ora, o Planalto, com a ajuda de Idelianova e Merca, não conseguiu arrumar 46 senadores para aprontar uma ursada contra a nação no escurinho do cinema? Pois que agora encontre os 49 para recriar a CPMF. Coragem! Faltam apenas três. A única coisa chata é que os valentes têm agora de dar o nome.

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Impagável a entrevista com Aloizio Mercadante publicada no Estadão desta sexta. Leiam trechos. Por Ana Paula Scinocca e Expedito Filho:

Na sessão de votação pela cassação de Renan Calheiros o sr. chegou a defender a tese de que o julgamento fosse adiado. Por que deixou para propor isso só no dia do julgamento e na sessão secreta?
Eu não cheguei a defender na sessão. Fiz uma ampla consulta para verificar se havia alguma condição política de se chegar a essa conclusão e procurei apresentar os argumentos que me chegaram no momento que me vi diante do fato de ter de decidir se o Renan tinha de ser cassado ou não. Minha leitura foi de que não havia uma prova conclusiva, inquestionável, mostrando que o Renan recebeu recursos da empreiteira Mendes Júnior por meio do lobista (Cláudio Gontijo) para pagar suas despesas pessoais. Porém, ao apresentar sua defesa foram levantados questionamentos, como sua evolução patrimonial, que não configuram, até este momento, um crime que possa levar à cassação de mandato. (...)

Senador, não ficou claro por que o sr. não apresentou a proposta para adiar a sessão antes.
Eu não tinha chegado a essa convicção.

O sr. só se convenceu da necessidade do adiamento no dia da sessão secreta?Quando eu fui preparando meu pronunciamento e construindo os meus argumentos, me vi diante de uma situação na qual eu não achava uma solução satisfatória para o Senado.
(...)
O voto abstenção é o voto que também arquiva...
Nãooooooo! Se vencesse a abstenção, a matéria não seria arquivada e voltaria para o Conselho de Ética.

Senador, a vitória da abstenção anteontem era tão improvável quanto nós ganharmos na loteria.
É verdade.
(...)
Renan Calheiros deve se licenciar da presidência do Senado?
Eu disse isso a ele. Eu disse: “Renan, eu acho que não podemos mais continuar com essa crise no Senado. Decidida essa questão, você deveria se licenciar.” Não renunciar, porque é um prejulgamento, é uma condenação antecipada. Acho que ele deveria se licenciar para concluir o processo e para que o Senado possa evoluir com tranqüilidade.

Sarney, o hortelão

Vacinem-se. Nos jornais de hoje, vocês lerão farta plantação do hortelão José Sarney (PMDB-AP), que, claro, não aparece, dando conta de que conseguiu virar votos entre parlamentares do DEM e do PSDB — pelo menos dois em cada. É só parte da tramóia para tentar tirar das costas do PT e dos governistas o peso da absolvição de Renan. O intento é o seguinte: já que a oposição teria ajudado, então pra que fazer agora obstrução? De resto, ainda que fosse verdade, teriam sido quatro votos a mais: ter-se-ia chegado a 39. Eram necessários 41 para cassar Renan.

André disse...

Catelli, depois cheque seu e-mail.

Até mais! Bom trabalho!

Heitor Abranches disse...

Excelente, André...

Isto que o Sarney está fazendo chama-se contra-informação. É matéria básica do supletivo de guerrilha de Cuba que ele não cursou mas tem gente que já nasce sabendo.

André disse...

“um lambe-botas por manipulação da trindade gótica...” Engraçado.

Não somos escravos por pagarmos impostos. É uma grande sacanagem, mas não é escravidão.

Gosto dessas quase-crises filosóficas do Mouro, pq sempre dá pra tirar muita coisa boa, mas no momento eu só quero mesmo é uma ampla reforma tributária, pq do jeito q está, não dá.

Mas com esse Congresso e esse Executivo, não sai porra nenhuma mesmo.

Sim, isso é contra-informação. E vc já notou, Heitor, como o Sarney nunca aparece? Aliás, ele anda sumido há bastante tempo. Acho q bem mais de um ano.

Aquele coronelzinho de merda, auxiliar desses socialistas de merda.

E a filha dele ainda vai causar muito estrago na vida política brasileira, se deixarem. Aquela mulher é muito perigosa. Outro oportunista extremamente perigoso, mas q ainda não obteve os meios pra fazer o q bem entende, é o Ciro Gomes.

André disse...

Encerrando por hoje:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não escondeu a irritação, em Oslo, na Noruega, com a pergunta dirigida a ele, nesta sexta-feira, 14, sobre a absolvição do presidente do Senado, Renan Calheiros, e se recusou a respondê-la. Ao lado do primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, Lula escapou da pergunta, feita pela repórter do Estadão, durante conferência de imprensa.

Questionado se o governo havia orientado a bancada do PT a absolver Renan e se o Planalto pressionava o aliado a se licenciar do cargo - diante da ameaça da oposição de não votar projetos de interesse do Executivo -, o presidente abriu os braços e balançou a cabeça, em sinal de contrariedade.

"Eu só lamento que na minha despedida eu tenha de falar do Brasil. Seria tão mais fácil um jornalista do Estadão lá no Brasil ligar para o presidente do PT e receber todas as informações", reclamou. "Quando eu chegar ao Brasil, na terça-feira, você me faça quantas perguntas quiser sobre o Renan, sobre o PT, que eu falarei com o maior carinho. Mas eu estou terminando uma viagem de uma semana, estou tão cansado quanto vocês e não é justo que essa viagem não tenha despertado nenhuma curiosidade ao Estadão", encerrou. Não houve direito a réplica.

Apesar de não ter respondido a questão que mais atormenta o governo, Lula falou sobre etanol - sua obsessão - e disse não ter problemas com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, quando uma jornalista norueguesa quis saber como andava seu relacionamento com colegas de esquerda da América Latina, citando o vizinho.

"A Venezuela é boa parceira do Brasil e vice-versa. O problema do Chávez com seus discursos internos, com relação aos Estados Unidos, é um problema do Chávez e da Venezuela. E eu respeito, da mesma forma que eu quero que respeitem a minha posição. É assim, nessa convivência na adversidade, que a gente constrói a solidez da democracia", afirmou.

Ao final da entrevista, quando Lula já deixava a sala da conferência de imprensa, na sede de governo, os jornalistas brasileiros ainda tentaram insistir na pergunta sobre Renan. "É importante, presidente", gritaram. Ele não atendeu. "Chega, chega, chega, chega", repetiu, deixando a sala.

PAC
Lula encerraria ainda na manhã desta sexta a última etapa de sua viagem aos países nórdicos - Finlândia, Suécia, Dinamarca e Noruega -, que teve o objetivo de "vender" os biocombustíveis e apresentar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) aos investidores. De Oslo, o presidente embarcaria para Madrid, onde permanecerá até segunda-feira.

Pela manhã, Lula participou de cerimônia na qual foi assinado memorando de entendimento entre a Statoil - empresa de petróleo e gás controlada pelo Estado norueguês - e a Petrobras. O acordo prevê parceria para a produção do etanol de celulose, feito com sobras de colheitas, e exportação do produto para países europeus.

Ainda nesta sexta, na abertura do seminário empresarial "Brasil e Noruega: um encontro de gigantes na área de energia", o presidente disse que o Brasil crescerá 5% nos próximos anos e que a inflação não passará de 4%. "Estamos convencidos de que nós encontramos o denominador comum para garantir que o Brasil se transforme numa nação séria, respeitada economicamente, politicamente e que seja levada em conta nos solos internacionais", argumentou.

Voltei
Se a Suécia vacilar, Lula ainda se candidata a rei daquele país. É isto aí. Apedeutakoba 1º começou querendo ser presidente do Brasil. Quis ser de novo. E, parece, chegou à conclusão de que não há nada mais aborrecido do que falar do Brasil. É um escárnio. Lula quer também pautar os jornalistas, ensinando-lhes quais são e quais não são as boas perguntas. Parece ser um repúdio antigo a quem faz o seu trabalho, a quem cumpre a missão para a qual é pago.

É claro que a frase “"Eu só lamento que na minha despedida eu tenha de falar do Brasil” não se transforma num escândalo porque quem fala é ele, o inimputável. Ora, imaginem só se isso saísse da boca de FHC...

Lula está como certo tipo de brasileiro que vara sinal, cospe no chão, corrompe guarda, passa a mão do traseiro alheio, coça os países baixos, joga lixo na rua, fala alto em restaurante, palita os dentes à mesa, fala ao celular no cinema, fura fila em padaria e, desconsolado, sentencia: “O brasileiro não tem jeito; é um povo multo malcriado”. Apedeutakoba 1º está chegando àquela fase de considerar que “brasileiros” são os outros.

Sua fala, evidentemente, é asquerosa, coisa de troglodita político, de quem foi talhado para governar um ditadura, de quem já se imagina, sim, um monarca, mas do tipo absolutista. Por que ele dá a bronca na repórter? Porque, segundo a sua estreita visão de mundo, os jornalistas brasileiros, em solo estrangeiro e na sua presença, devem se comportar como súditos.

Feliz ele estava ontem, quando, consta, descobriu as vantagens da monarquia.

O Brasil é um país tão especial!

Lembram-se quando fomos chamados a decidir em plebiscito entre república ou monarquia e parlamentarismo ou presidencialismo? Às vezes — nem sempre — a população corrige as bobagens dos políticos. Por que digo isso? Ora, e se, naquela votação, tivesse vencido a monarquia com presidencialismo? Depois da jabuticaba, da besteira e da pororoca, seríamos o único país do mundo a ter uma monarquia presidencialista ou um presidencialismo monárquico. Huuummm... Pensando bem, acho que é o que temos, não?

O caso Lamarca: os militares estão certos ao recorrer à Justiça

Lê-se hoje no Estadão o seguinte, de José Maria Mayrink. Volto depois:

“O Clube Naval, o Clube Militar e o Clube de Aeronáutica, que representam respectivamente oficiais da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, entraram com ação contra a União perante a Justiça Federal do Rio, para pedir a anulação da portaria do ministro da Justiça, Tarso Genro, que concedeu anistia política post-mortem ao capitão Carlos Lamarca - com promoção ao posto de coronel e proventos de general-de-brigada, além de reparação econômica no valor de R$ 902.715,97, em favor de sua viúva, Maria Pavan Lamarca. Com data de 10 de setembro de 2007 e assinada pelo advogado Emílio Antônio Sousa Aguiar Nina Ribeiro, a ação requer também que sejam anuladas mais duas portarias que concedem indenização suplementar de R$ 100 mil à viúva e mais R$ 100 mil, igualmente em caráter indenizatório, a sua filha Cláudia Pavan Lamarca. A ação requer ainda que, declarados nulos os atos administrativos do ministro da Justiça, sejam sustados os pagamentos deles decorrentes e devolvidos aos cofres públicos os que já tiverem sido efetuados.” (leia íntegra aqui).

Voltei
Leitores querem saber o que eu acho. Ora, acho que os militares escolheram o caminho certo: a Justiça. Do ponto de vista, pois, institucional, não há qualquer problema. A ação não caracteriza revisão da Lei da Anistia. A reparação não está ligada àquela lei. Se for entrar no mérito, bem, aí eu realmente acho que a indenização a Lamarca é um absurdo e só foi concedida porque se admite que, se o sujeito pretextar humanismo de esquerda, então ele pode ser até um assassino.

E Lamarca era um assassino, além de desertor do Exército. Fez as suas opções, consciente dos riscos que corria. Que se queira argumentar que foi morto quando não podia mais se defender — “por que não foi, então, preso?” —, vá lá, até rende um debate. Mas promoção militar a coronel, com proventos de general, como se tivesse levado uma carreira militar regular? Ah, desculpem: é uma estupidez; não passa de pura provocação.

Llembram os militares que o decreto 3.998, de 5 de novembro de 2001, tem um critério para promover, post mortem, um oficial: ele tinha de estar entre aqueles que concorriam à promoção. Era o caso de Lamarca? Ah, sim, também prevê o critério da antiguidade e merecimento. Qual foi o merecimento desse patriota? Ter esmagado a coronhadas o crânio do tenente Alberto Mendes Júnior? Crime de Mendes? Ofereceu-se para ficar no lugar de subordinados seus emboscados pelo herói do terror.

A promoçãoo é acintosa à hierarquia e à disciplina militares — além de, como se vê, ilegal. A comissão que cuida do assunto diz que seu juízo é técnico. É mentira. Criou-se a indústria da reparação no Brasil, a chamada Bolsa Terrorismo — e há também a Bolsa dos Bons de Bico. As decisões são políticas. Até Lula, que nunca deixou de ter salário ou do sindicato ou do PT, recebe quase R$ 5 mil por mês. O escritor Carlos Heitor Cony recebeu uma indenização de R$ 1,536 milhão e desfruta de pensão mensal superior a R$ 20 mil porque teria tido a carreira de jornalista prejudicada. Teve? Mesmo quando era braço-direito de Adolfo Bloch e um dos maiores salários da extinta Manchete, em plena ditadura, numa publicação que era, vejam só, simpática... à ditadura?

Chega de hipocrisia e de fazer caridade ideológica — e cara!!! — com o dinheiro dos desdentados.

a.h disse...

O troco


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Um dia normal da vida de um brasileiro. João vai ao banco sacar dois valores em separado para prestação de contas à terceiros. Explica o porquê à operadora e pede que seja o valor exato. Como se trata de uma associação de moradores, uma entidade pública sem fins lucrativos, mas que pode receber incentivo municipal há muitos inimigos. Sempre os há, quando se envolve com dinheiro. A funcionária do banco estadual pergunta se são necessários os centavos restantes (embora, o cliente já tivesse avisado que sim). Como a resposta foi afirmativa, lá vai a funcionária mal humorada recolher dois centavos que faltavam. Não encontrando, lhe forneceu dez centavos. Ao agradecer pelo gesto de boa vontade num país onde obrigação é interpretada como "favor", o rapaz guarda seus centavos e o rosto em desaprovação da funcionária.
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Ao sair devagar, algum funcionário interpela a moça do caixa com dinheiro trocado ao que ela responde para ser bem ouvida "já dei dez centavos para ele!"
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O que temos aqui, um erro repetido: a indisposição ao dar o valor exato e a entrega de valor excedente como se não fosse importante, como se a contabilidade de centavos inexata fosse supérflua ou incongruente. "Como eu não dou valor para o que dou a mais, como tu podes me exigir dois centavos?" é o que faltava ser dito para coroar a situação.
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Mas, não termina aí. Ao sair da agência, um outro cliente ironiza a situação perante o detector de metais: "não tem revólver aqui na bolsa, não!" Se sofrem assalto é incompetência da segurança. Pouco importa se para obter segurança, todos tenham que tomar medidas de... segurança! Isto é lógica, mas o que é a lógica senão um detalhe neste país?
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A comparação com outro país é inevitável. Certa vez quando estive na Austrália fiquei admirado no supermercado. Como recém chegado tinha dinheiro grosso nos bolsos para qualquer eventualidade no outback e, ao trocá-lo no caixa, a atendente ergueu um saco cheio de moedas para me dar o valor exato do troco. Sem reclamações...
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Claro que isto não deveria ser comum. A maioria das pessoas deveria sair com dinheiro picado para facilitar as compras, mas um dia na vida teve que trocar pela primeira vez. A situação normal, embora de baixa freqüência é respeitada como uma casualidade.
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Não sei se eu que entendo tudo errado ou este país é que não tem lógica. E esta maneira de pensar faz com que se interprete errado pequenos atos cotidianos ou até mesmo outros com reflexos de maior envergadura na política nacional:
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O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse nesta quinta-feira que encomendou a confecção 78 broches com a inscrição: "eu sou 35". A frase é uma referência ao placar da votação secreta de ontem, que absolveu o presidente do Senado, Renan Calheiros, no processo por quebra de decoro. Renan teve 40 votos pela absolvição, 35 pela cassação e seis senadores se abstiveram.

"Mandei fazer 78 bottons [broches] porque sei que o Renan, o Wellington Salgado [PMDB-MG] e o Almeida Lima [PMDB-SE] não vão mudar de opinião até o final da terceira representação. Já os outros que votaram contra e ou se abstiveram, quem sabe [mudem de opinião]", afirmou Cristovam.
"Cristovam encomenda broches 'eu sou 35' para senadores que votaram pela cassação. Folha Online, 13/09/2007.
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Ainda aturdido pelo ouvira no rádio, minha mulher logo sacou a malandragem. Se se tratasse de distingüir realmente quem votou pela cassação deveriam ser confeccionados apenas 35 broches! Se fosse para mudar a opinião dos que importam, exceptuando os três mencionados pelo senador do PDT, deveriam ser 75 broches, no máximo. E, por fim, se fosse para angariar apoio de todos que votaram contra ou se abstiveram, deveriam ser 81, pois foram seis senadores petistas que optaram pela abstenção.
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Que Cristovam Buarque tenha dado uma de malandro para bancar o bom moço e proteger seus colegas de alguma retaliação popular, mesmo que meramente moral, eu não duvido nada. Mas, o jornalista que relatou esta notícia o fez pensando por vias totalmente tortas.
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Diferente do que poderiam pensar, não vejo nisto uma conspiração, mas um sintoma. Como disse o Janer Cristaldo, "Renan fez ameaças explícitas (...) e explicam em parte o veredito do Congresso". Só a "lei do silêncio" explica o comportamento da elite política brasileira. Por outro lado, querer algo mais de um Congresso que já teve chances de incriminar nosso presidente e não o fez é ingenuidade.
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Bem, com este exemplo, muitos diriam, o povo age da mesma forma... Não penso assim. O que se apresenta sempre para nós regularmente e que, proporcionalmente, negamos como se fosse uma ilusão óptica é que o Congresso nada mais é do que um reflexo do cotidiano do brasileiro em sociedade.
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Este é nosso troco pela falta de moedas, que vêm com juros altos.
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Solução? Só com choque cultural, "globalização de gente"... Ou se muda a cultura, ao menos parcialmente, já que "pacote completo" não se compra nestes casos ou estamos fadados a uma dívida sem consciência.

Heitor Abranches disse...

Revisei o texto. Obrigado pela imagem, Catellius.

a_maggiore@hotmail.com disse...

Decididamente um dos melhores posts que li ultimamente no blogoespaço. Tudo bem pescado.

a_maggiore@hotmail.com disse...

Legal esse texto que o a.h colou aqui. Quem é o autor?

a.h disse...

Eu: http://anselmoheidrich.blogspot.com/

C. Mouro disse...

André, se o "Zé mané" comunicar a você o seguinte:
- André, você tem que me dar todo mes a metade do que você ganha. Se não o fizeres tomo tudo que tens e lanço-te na miséria.
- Claro, tens a opção da miséria, a que o "Zé Mané" te submeterá.

Já o "João Mané" diz ao Beltrano, que é um mendigo:
- Beltrano, você tem que trabalhar na minha fazenda como agricultor. Se não o fizeres, eu te castigarei com chicotadas e outras torturas, além de te prender a ferros.
- Claro que o mendigo tem a opção dos castigos, que o "João Mané" o submeterá.

O grau do castigo ameaçado, é relativo às condições daquele ao qual se deseja coagir. Coerção contínua é escravidão. ...para evitar patacoadas, ressalto que depende acordos prévios e análise do direito. Ou seja, coerção arbitrária contínua, sem qualquer acordo prévio, é escravidão.
Caso digas que não é, estarás dizendo que coerção arbitrária continua não é escravidão.

- Pergunto em que situação há escravidão. (lembre-se que capital ou dinheiro são trabalho acumulado)

Nem sei porque ainda perco tempo, mas "tempo que gostamos de perder, não é tempo perdido"

Já não sei é se gosto.

Abraços
C. Mouro

Bocage disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bocage disse...

Não comeces a discutir isto com o André para não te decepcionares também com ele, rsrs.

És escravo? Sê um Spartacus, ao memos. Atrai outros como tu para a causa pelo magnetismo da razão e não a cuspir espuma.

André disse...

Eu, particularmente, sonegaria impostos se pudesse, se encontrasse uma forma segura de escapar da Receita. Pelo menos, dá uma vontade enorme de fazer isso...

É, uma revolta como a de Spartacus viria bem, Bocage. Vamos matar todos os auditores da Receita, técnicos da Receita e do Tesouro Nacional. Pegaremos primeiro o Secretário da Receita Federla, lógico. Vamos direto pra cabeça do monstro, he, he.

Bocage disse...

A "causa" em questão é provar que o regime de impostos é escravidão. Longe de mim sugerir que orquestres uma rebelião, em seguida à qual talvez viesse a clássica cena:

- Eu sou C. Mouro.
- Eu sou C. Mouro.
- Eu sou C. Mouro.
etc.

Só morreria crucificado à beira da estrada por uma boa causa, como por exemplo ser adorado por bilhões de pessoas como um deus através dos séculos, rsrsrs.

Bocage disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bocage disse...

Gostava de conhecer tua sincera opinião, André.

Disseste "Não somos escravos por pagarmos impostos. É uma grande sacanagem, mas não é escravidão" mesmo após ter lido todos os argumentos do Mouro e as desonestidades minhas e do Catellius. Tu, que concordaste com o nobre Mouro na querela sobre a pena de morte, provando não ter sido enfeitiçado pela Fata Morgana, tu que és um dos bons, baseado em quê discordas daquilo que cabalmente foi provado pelo Mouro? Tive um trabalhão para separar toda a espuma, mas nem assim consegui achar algo muito consistente do que o pueril raciocínio, estendido em incontáveis linhas mas nem por isso aprofundado:

- Escravidão é trabalhar sob coação continuamente.
- Somos continuamente coagidos a trabalhar para pagarmos impostos, mesmo os pedintes, que não trabalham.
- Logo, somos escravos.

Isto não é uma ironia. Desejo ardentemente conhecer tua mais do que sincera opinião, sem querer com isso usar o argumentum ad populum, levar a questão para votação.

E se o Heitor se dignar a dar sua opinião, ele que busca A Verdade há mais tempo, rsrs...

O+cioso disse...

KKKKKKK

Entendi qual é a sua Catéquitus. Vc se cansou de gastar tanto tempo com essa légua de personagens ridículos que vc criou e partiu pra criar uma baguncinha básica, kkk. Parou de trabalhar direito, está dormindo tarde, só pra entreter o Hector e o André e ganhar umas discussões em outros blogs usando a tropa de choque, kkkk.
A estratégia é boa, bastante usada em filmes B. O C. Monstro apela, o Bocage aceita a provocação, o C. Monstro sai pra nunca mais voltar, putinho como um gayzinho autoritário que não aceita piadinhas, a Simone tem mais o que fazer e já saiu faz tempo, e prontinho, kkkk. Limpeza no blog e com crasse. O Hector e o André continuarão a se emporcalhar por aqui e o Catéquitus reinará mais uma vez soberano, kkkkk. O Bocage voltará a aparecer aos poucos para assistir de camarote como antigamente, com uma piadinha aqui outra ali. O Catéquitus foi usar ele pra argumentar também e a coisa saiu do controle, kkkk. E quando criou um blog só pra ele ele se meteu em uma enrascada.

Cara, eu sou bom mesmo, kkkkkk.
O+cioso lê pessoas melhor do que o Lula, kkkkkkkkk.

O+cioso disse...

E eu sou o Catéquitus anunciando tudo isso só pro C. Monstro não sair daqui e me deixar na mão.

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Adoro manipular bonecos de pau, kkkk.

Eduardo Silva disse...

Ficou legal o texto do Heitor!!!
Mais uma do Lula:
na posse o Ministro da Advocacia-Geral da União, José Antoni Toffoli, Lula quando vai cumprimentar, na frente de todos (advogados da União, promotores, procuradores, etc), o Exmo. Gilmar Mendes diz:
Queria agradecer a presença do Dr. "Giomá Mauriço"!!!-Perplexidade do auditório!!!

Continua Lula:
Eu não sabia que era tão difícil ter um cargo importante como o de Presidente da República, a gente tem que nomear pessoas de órgão que a gente nunca ouviu falar, o que é AGU?

Tá louco!!!

Com relação ao pagamento de impostos, acho que é um pouco parecido com a lógica do ladrão que chega à vítima e diz:
-A bolsa ou a vida?
Bom, nós podemos escolher!!!Se bem que se escolhermos a bolsa, acaba que morremos com um tiro e o ladrão leva a bolsa também!!!

C. Mouro disse...

Caro Bocage,
talvez possa eu ter escrito isso por descuido, sinceramente não me lembro. Mas é claro que você vai me dar a referência para que eu a localize no blog ou em meus arquivos, CERTO?

Você sugere que eu tenha escrito que "Escravidão é trabalhar sob coação continuamente." e faz a tua graça nem de todo errada, embora não alinhada com o meu texto original, onde se não me falha eu critico a idéia de ligar escravidão unicamente a trabalho forçado. Assim, não sendo lá muito correta a tua colocação:

- Escravidão é trabalhar sob coação continuamente.
- Somos continuamente coagidos a trabalhar para pagarmos impostos, mesmo os pedintes, que não trabalham.
- Logo, somos escravos.
.
MAS O TEU ERRO, MAIS UMA PATACOADA IDIOTA E DESONESTA (aliás já apontei essa tua tendência de "lambusar o selo" considerando-a um deslise, e tu concordaste, realçando que era deslise, mas percebo que é metodo) é sugerir que eu possa ter afirmado que:

"Somos continuamente coagidos a trabalhar para pagarmos impostos, mesmo os pedintes, que não trabalham."

Mostre onde fiz tal afirmação ou dei a entender.

NÃO SOMOS COAGIDOS A TRABALHAR, SOMOS COAGIDOS A PAGAR IMPOSTO: A DAR PARTE DO NOSSO TRABALHO.

Trabalhamos por almejar os benefícios do trabalho.
O negro escravo era coagido a trabalhar para não sofrer a ação direta do senhor. Como eu disse, tudo é realtivo a quem se deseja escravizar. No caso atual, os "senhores" não precisam coagir o indivíduo a trabalhar através de ameaça de ação. Basta que o indivíduo perceba que sem trabalhar, naturalmente terá uma vida pior - o mal maior - independente da ação dos "senhores". Contudo, se trabalha e obtem benefícios de seu trabalho, AÍ SIM, É COAGIDO A DAR PARTE DE SEU TRABALHO PARA NÃO SOFRER A AÇÃO DIRETA DOS "SENHORES".

É tão tolo que poderia, com mais pertinência, restringir escravidão à coerção para o trabalho. Seria um excelente argumento que eu teria que derrubar. Mas é tão estúpido que fez justamente o contrário. Parvo que é, resolveu fazer graça através da falsificação, da desonestidade, sugerindo impropriamente. ...hehehe!

Paro por aqui, pois está mais que clara a minha idéia, rebatida com patacoadas e molecagens rasteiras. Como já de costume.

Obs.: Não foram poucas vezes que apontei deturpações no que escrevi, estão aí para serem vistas.

Diante de tais esplendidos argumentos que me apresentas, até já desesperado a ponto de pedir a colaboração dos demais, em busca do apoio comunitário, como se fosse argumento (....hohoho!), não me resta boa opção além de uma boa gargalhada, que provocará espuma escorrendo pelo queixo ...hehehe!

Abração
C. Mouro

André disse...

Desculpe, Bocage, desde ontem estou cheio de problemas bestas de ordem pessoal (além dos estudos) e tenho entrado aqui correndo, lendo rapidamente todos os comentários e respondendo, mas sem pensar muito. Vai ver não prestei atenção aos detalhes.

Bom, vejamos...

Eu disse que "Não somos escravos por pagarmos impostos. É uma grande sacanagem, mas não é escravidão". Continuo achando isso. Não somos escravos. Se dei a entender isso com a parte do Spartacus, aquilo foi só uma ironia com bastante revolta, claro (conheço alguns funcionários da Receita aqui em Brasília e eles se julgam os perfeitinhos, não sei se por serem da Receita, mas me veio isso à mente na hora e escrevi aquilo).

Certo. E na questão da pena de morte, me lembro de ter concordado com o nobre Mouro, tudo bem. Pau na bandidagem, também, além da pena de morte, se não me engano.

Obrigado por me considerar um dos bons. Vc também é um.

Com todo o respeito ao C. Mouro, mas fiquei meio perdido ao longo de sua longa explanação da escravidão via impostos. Mas acho q peguei a essência da coisa.

O que não quer dizer q eu tenha algo contra o fato dele entrar aqui mil vezes e se estender nesse assunto. Essa aliás é uma das graças desse blog. Não me importo com isso e leio tudo com prazer, mesmo quando me perco.

Eu mesmo: muitas das coisas q falo aqui, não teria onde mais falar, pq lá fora tenho a mais absoluta certeza de que ninguém iria me ouvir ou se interessar, exceção feita ao Catelli — e a uns dois ou três amigos e amigas que não são daqui, desse espaço. É muito bom ter um lugar pra discutir, aprender e de vez em quando até extravasar.

E, de um modo geral, o nível aqui realmente é muito alto. Tirando é claro os engraçadinhos e palhaços, mas aí está outro divertimento...
Acho q é isso.

Em tempo: C. Mouro, Bocage, Catelli, Heitor, Eifler, Simone Weber e eu somos pessoas distintas, e bem reais, he, he. Todos nós existimos, ocupamos lugar no espaço. Se me esqueci de alguém, foi mal. Deve haver outros igualmente "reais". Acredito q o pessoal das múltiplas personalidades seja minoritário, uma exceção.

O Lula provavelmente não sabe nada sobre a estrutura do Judiciário e de outras partes do Estado. Ele não deve saber tantas coisas... daí esses comentários deprimentes dele, não saber o q é a AGU ou a PGR.

Bom final de semana pra todos...

Heitor Abranches disse...

o+cioso,

Vc existe?

Quanto a questao dos impostos. Um dos direitos individuais dos cidadaos em uma democracia liberal e o direito a propriedade privada.

No Antigo Regime, o Rei era dono de tudo na medida em que era suserano de todos os nobres e o sujeito de todas as merces e todas as demais pessoas eram suditos deste Rei.

A partir da democracia liberal, surge a nocao de propriedade privada como bens pertencentes ao 'cidadao', as nocoes de contrato social, e de direitos individuais entre os quais o direito a propriedade, a opiniao, ao processo legal, ao habeas corpus, a livre iniciativa...e outros.

Nas chamadas democracias sociais ha um refluxo em direcao ao Estado forte do tempo dos Reis ha principio para assegurar a demanda efetiva tao necessaria no capitalismo.

A partir da segunda guerra o Estado passa a acompanhar com mais cuidado as estatisticas economicas e a adotar politicas de desenvolvimento.

No Brasil, a arrecadacao de impostos serve para financiar um Estado ineficiente, inchado e que concentra renda.

Para os petistas, o Estado deveria ter um papel de sujeito nas politicas de desenvolvimento necessitando controlar recursos e direcionar iniciativas.

Ao lado disto, eles tendem a ver a arrecadacao de impostos como um caminho para distribuicao de renda sem a expropriacao da propriedade, caminho natural para os chamados socialistas revolucionarios.

Heitor Abranches disse...

Enfim, para um petista padrao, imposto e bom.

Serve para financiar as politicas sociais, mais concursos e cargos de confianca, mais dinheiro para o governo distribuir, e ate algum dinheiro para investimento em politicas de desenvolvimento....

Ou seja, filosoficamente, os impostos sao os melhores amigos de um democrata social...

Heitor Abranches disse...

Enfim, com esta concepcao de Estado que deva ter todas estas atribuicoes acho impossivel uma reducao de impostos

A menos que se sigam alguns setores mais radicais do PT que defendem uma reducao dos juros e aumento da inflacao como forma de desgastar e reduzir a divida publica aumentando a capacidade do governo de investir alem de expropriar as poupancas privadas...

Esta nao e a visao dominante no PT, hoje, mas varios setores da esquerda tem simpatia por isto...

Heitor Abranches disse...

Este e a tipica visao a la Conceicao, ou alguns dos seus filhos na UFRJ e Unicamp.

Heitor Abranches disse...

Alias, mais uma mulher delicada e harmoniosa....

Heitor Abranches disse...

Afinal, considerando que a aposentadoria dos empregados publicos e garantida por impostos e nao pelos investimentos dos fundos de pensao em divida publica e outros ativos.

Uma politica destas iria provocar a redistribuicao de renda para aposentados como a Conceicao e outros cujos salarios sao pagos por impostos e nao pela sua poupanca.

Catellius disse...

Muuuuito bom texto, Heitor, nada como ser compelido pelo civismo, he he.
Parabéns.

Deixem-me ver como tratar a questão da escravidão... Acho que não é por aí, Bocage, mas tudo bem. Vou tentar colocar minha merda de opinião pela última vez...

Primeiro, reconheço o caráter sofista do raciocínio do Mouro, exposto com assertividade exagerada, julgamento insistente das supostas motivações dos debatedores, adjetivos e interjeições que aturdiram mais do que os próprios sofismas, mais ou menos em cima disto: Ser coagido a algo de tal maneira é escravidão > Somos “coagidos” a algo de maneira “análoga” à da definição > logo somos escravos. Embora para qualquer idiota que se comunique em qualquer língua quando diz a palavra “escravo” não pensa em um postulado extensível ao contrato social, ainda que um contrato tácito.

O modo de discutir não muda nada para mim. Cada um tem seu jeito de escrever, sua natureza, e eu tento pegar a essência da coisa e deixar o resto no lixo. Não me rendo a excesso de assertividade nem a exclamações emputecidas, mas tento me render à razão.
Fico, confesso, meio aliviado pelo julgamento e pela tola exposição da sua decepção, como se me tivesse sido tirada uma medalha, he he. Se você começar a se declarar teísta e a usar “raciocínios” teológicos, vou achar que você terceirizou seu cérebro, não vou perder meu tempo dizendo “você me decepcionou, Mouro”, he he.
Eu sou o que sou, embora deseje me aprimorar a cada dia. Se você não percebeu que eu era estúpido antes, a culpa não foi minha, talvez tenhamos escolhido temas muito óbvios como a existência de deus, que não existe, he he. Garanto que não fiquei estúpido por causa de umas frases da Clarissa, garanto que não mudei muito de uns meses para cá. Fico feliz por não fazer mais uma falsa idéia de mim. Alguns elogios são propina, principalmente quando não merecidos, e eu cago em elogios não merecidos. E ainda jogo uma terrinha por cima. Gosto da Clarissa mas vomitava cada vez que tinha que forçosamente ser “meigo” com ela. Se ela voltar a aparecer por aqui poderemos conversar com menos máscaras e sem estúpidas mesuras. E ela é uma menina – ou menino – com quem vale muito a pena conversar. Agradeço, então, Mouro, pela sinceridade, apesar de eu achar que você fez um julgamento errado a meu respeito.

Resumo: Imploro que continue me contradizendo com argumentos e prove que estou errado em determinada opinião. Não tenho um grande histórico de discussões racionais e por muito tempo fui acumulando preconceitos, como uma forte resistência à pena de morte. Prometo piamente que tentarei ser honesto, he he. Mas estou pouco me fodendo para o que você acha de mim. E cago na sua tola decepção e jogo terra por cima.

Dito isto...

No princípio era o caos.

Certamente após uma espécie de acordo tácito, cada indivíduo trocou uma pequenina parcela de sua liberdade pela criação de um governo que melhor asseguraria seus direitos, para sair do estado “selvagem” e progredir mais facilmente em comunidades maiores e mais organizadas, para poder se defender de agressores organizados. Esta pequenina parcela de liberdade pode ser chamada de “dever fundamental”, tipo “minha liberdade termina na liberdade do outro”.

E surgiram as leis, para listar objetivamente quais eram os direitos e os deveres de cada cidadão, porque bem e mal são por demais subjetivos. No contrato social delega-se ao Estado o poder de aplicar as leis. Infelizmente, existem leis injustas...

Muito bem, o Estado tem um custo. Já os serviços prestados pelo governo devem ser pagos por taxas, como acontece em muitos casos. Posso me recusar a pagar a estatal que ilumina minha casa, e o governo apenas suspenderá o fornecimento de energia.

Mas o máximo de serviços possível deve estar na mão da iniciativa privada.

Os impostos devem apenas sustentar o Estado, que deve ser mínimo minimorum. Cada cidadão terá o DEVER de dar sua contribuição. Como ela se dará são outros quinhentos. Sou contra o imposto progressivo, por exemplo.

Isto tudo surgiu em uma época em que o mundo era bem pouco povoado.

Naqueles idos havia também quem odiava fazer parte de determinada comunidade e pagar os impostos exigidos, imagino.

Os descontentes tinham a possibilidade de se mudar para uma região sem dono, para uma res nullius, coisa de ninguém, e de levar uma vida semelhante à que levavam antes, e se manterem donos de uma terra e criarem as próprias leis, até quando pudessem ainda defender sua propriedade de invasores. O meu cenário poderia ser a Núbia antes do domínio egípcio.

Logo, não eram escravos. Como não o é o morador de um condomínio apenas porque será expulso se não pagar as contas comuns, ainda que o síndico tenha estabelecido uma taxa meio alta e roube um pouco. Este síndico deve ser punido e afastado, a taxa deve baixar, os corredores devem estar sempre limpos, etc.

Hoje, como aqueles antigos, podemos abandonar qualquer comunidade com todos os nossos haveres, após cumprirmos certos protocolos.

Mas forçosamente sairemos de uma comunidade e entraremos em outra onde imperam regras iguais ou semelhantes, mais injustas ou mais justas..

Porque não existem mais terras de ninguém. O planetinha do Pequeno Príncipe está loteado. Tudo tem dono. Acabou a res nullius, até o Pólo Sul, aonde eu havia dito que os descontentes poderiam ir, já foi repartido após acordos internacionais.

Estas comunidades já entraram em tantas guerras que acordos internacionais de todos os tipos se intensificaram a ponto de que qualquer ser humano tem reconhecidos direitos mesmo em comunidades onde jamais contribuiu com trabalho ou impostos. Um panamenho chega ao Brasil a pé, sem desembolsar um centavo em solo nacional, e é assaltado próximo a um policial brasileiro. Este tem a obrigação de defendê-lo, mesmo que o estrangeiro nunca tenha pago impostos por aqui. Do mesmo modo, o pedinte, que não paga impostos, deve ter seus direitos básicos respeitados e deverá honrar com outros deveres, ainda que não tenha como pagar impostos.

É um planetinha com seis edifícios residenciais e só se pode sair de um condomínio para entrar em outro.

Logo, somos tão escravos quanto aqueles antigos que podiam migrar e fundar uma nova tribo às margens de um oásis desconhecido.

Mas não existem mais oásis desconhecidos.

Então que os descontentes se reúnam e tentem mudar as regras do jogo, que já foram alteradas incontáveis vezes ao longo dos séculos.

Mas não somos escravos, a não ser que seja METAFORICAMENTE.

Daniel disse...

Catellius....

Segundo alguns internacionalistas o alto-mar é res nullius, ou seja, coisa de ninguém.
Para outros, fundados na posição de Hugo Grotius, o alto-mar é "res communis", coisa comum, algo assemelhado a um condomínio.
A mesma polêmica pende sobre a Antártica: uns a tem como res nullius, passível de apropriação - partes ditas "territorialistas" do Tratado da Antártica - e outros como res communis.

Mande o sofista enervadinho ler: Dever fundamental de pagar impostos - José Casalta Nabais


Abraçón
Daniel

Bocage disse...

A real história do “simulacro de contestação” à pena de morte, estimulado pela “malícia” da Clarissa, rsrs:

Catellius, Anselmo, eu, Mouro, Heitor, André e inclusive a sempre-ausente Simone concordamos quanto à questão indígena primeiramente levantada pelo Janer Cristaldo, e opusemo-nos às opiniões pueris rousseaunianas da doce Clarissa. O Catellius convidou-a a postar no Pugnacitas suas considerações finais a respeito do debate. Novamente, houve forte oposição à concepção de contemporaneidades diferentes levantada por ela.

Em certo momento a Clarissa mencionou a pena capital e escrevi: “Oponho-me à pena de morte. No entanto, sou contra que determinada casta de presos tenha regalias a não ser que trabalhe (na prisão) para garanti-las. Não deveriam ser coagidos a trabalhar, mas caso preferissem levar seus dias ociosamente teriam de dormir sobre um colchão duro e comer uma ração que não pesasse no orçamento do país. Caso aceitassem trabalhar poderiam ficar com o excedente do custeio das ditas regalias ou enviá-lo a parentes. Claro que não me refiro a trabalhos com picaretas nas mãos e grilhões nos tornozelos, rsrs.”

APÓS meu comentário o Mouro colou um longo texto de sua autoria para me contestar – certamente não era um simulacro – a defender a pena de morte e a opor-se a detalhes relativos à questão do trabalho obrigatório nas prisões, nomeadamente o destino do excedente de seu labor. Esqueceu-se de tomar o remédio para a memória, rsrsrs, e julgou que a mera defesa de algo dito por mim mesmo e a seguir contestado por ele era um simulacro de contestação, e o coitado do Catellius entrou na dança por dar visibilidade ao comentário do Mouro transformando-o em post, abrindo espaço para discussões e não para ovações. O Mouro queria consenso, sob pena de banhar os contestadores em espuma de hidrofóbico.

Contestei sim o disparate de que os atuais direitos humanos para facínoras seriam conseqüência da moral cristã e demonstrei que são, ao contrário, o fruto de intensas batalhas travadas por influência de iluministas, utilitaristas e outros, com forte oposição dos defensores da moral vigente e do status quo; a ICAR, por exemplo, que ainda não deglutira o fim do absolutismo, época áurea em que vicejava a moral cristã, devidamente interpretada pelos sacerdotes, época em que uma blasfêmia podia ser punida com a morte. O Mouro rugiu, esbravejou, fincou pé em sua posição e até valeu-se de “patacoadas” como o "argumento" de que quase todos que são contra a pena de morte usam os ensinamentos de Jesus para justificá-lo, então este “valor” existe hoje por causa do cristianismo, e enquanto o “ama teu inimigo” for consagrador, blá blá blá...

Eu, por meu turno, mantive minha posição contrária à pena de morte, mas reconheci que houve uma mudança em meu modo de pensar, posto que agora sou contra por pragmatismo enquanto antes era contra por motivos éticos.

Fim da história do “simulacro de contestação”.

Antes que mencionasses o “reforço comunitário” adiantei-me e explicitei que não desejava fazer uma votação, caro amigo. Não sou tão bom vidente quanto o O+cioso mas sabia que irias apelar para isso, rsrs. Meu interesse foi em conhecer a opinião do Heitor e os argumentos do André, que já se manifestara conrário à tua teoria. Quem sabe o Heitor não harmonizava-se contigo e não te arranjava argumentos melhores? Quem sabe o André não nos arranjava argumentos melhores? Caso eu quisesse apelar para o reforço comunitário, reproduziria a afirmação do André e escreveria: estás vendo? Somos três contra um.

Boa noite a todos

Bocage disse...

Menos para ti, Mouro, rsrsrs.

C. Mouro disse...

Bem,
como aqui já conhecido, o conselho do rato é que se expulse o gato.
1) Um exemplo futebolistico. ...hehehe!
O marcador belisca, chuta, xinga, cospe e etc.; o outro jogador reclama, então o marcador desdenha " ora, deixe de choro e jogua o jogo". Então o outro se enche e revida francamente, "chuta o balde". E então o marcador posa de vitima, acusa o outro de violência, de falta de esportividade e etc.. ...que belo comportamento desse marcador. ...hehehe!

2) Bocage, como sempre, se vale de sugestões baixas ao falar do longo texto que fiz ante seu comentário. Esqueceu-se de outro que fiz para dar-lhe alguma explicação das minhas idéias, já que ele mesmo solicitou. Então ele faz sua gracinha rasteira acusatória do *tipo, "para ele o que os outros falam é simulacro, só o que ele fala não é". Ou seja, tenta desqualificar minha reclamação quanto a seus procedimentos rasteiros, que por vezes eu aponto. PORÉM, a diferença é que eu aponto, demonstro o que afirmo claramente, mas não recebo este tratamento. E como exemplo emblemático, logo acima, está minha solicitação para que ele, Bocage, demonstre onde escrevi o que ele sugere ter eu escrito.
Escreve o Bocage, para me contestar, uma gracinha como simulacro, já que eu afirmei que coerção contínua seria escravidão, ele posta:

"- Escravidão é trabalhar sob coação continuamente.
- Somos continuamente coagidos a trabalhar para pagarmos impostos, mesmo os pedintes, que não trabalham.
- Logo, somos escravos."

Lendo isso eu solicitei que me mostrasse onde eu escrevi, equivocadamente de certo, que "Somos continuamente coagidos a trabalhar para pagarmos impostos".
...Mas a resposta não veio, pois minha idéia é que somos coagidos continuamente a pagar impostos. Ainda dei a dica de que ele poderia me contestar pertinentemente alegando que a convenção para a palavra escravidão seria apenas coagir ao trabalho, que afirmei seria um excelente argumento a me opor. Que aliás, já antes solicitei que me dessem a definição do que entendem por escravidão, o que a caracterizaria?. Dica melhor e mais honesta impossível. Mas ocorre que ficar "jogando bolinhas de papel lá do fundo da sala" é mais fácil. Lançar patacoadas irrefletidas para aporrinhar e desanimar é boa estratégia de "jogo".

O que me dizes, Bocage? foi uma honesta argumentação essa tua gracinha idiota?
Digo-te que foi estúpida, pois de fácil desmoralização. Aliás, fossemos realmente coagidos a trabalhar, não poderia haver dúvida sobre a escravidão. Ficando a graça apenas na contradição na própria premissa. Ou seja, o ponto que deverias atacar, se verdadeiro fosse, seria a minha alegada contradição, cuja desmoralização não careceria do idioticamente gracioso silogismo. Mas o parvo habitua-se a molecagens fáceis, crê que a malandragem é valor.

Será este, de tua parte, um argumento válido ou o simulacro de um falsário parvo?
Aponte meus simulacros ou defenda os teus, em vez desse teu joguinho de sugestões levianas.
Também, entre outras, sugeriram que eu tivesse escrito que somos escravos da "entidade governo" ou algo assim, também "escravo do sistemna" e que tais. Como se eu estivesse alegando escravidão a entidades abstratas. Com isso tentando desqualificar, desmoralizar, minha afirmação. MAS APENAS COLOCARAM TAIS PALAVRAS NA MINHA "BOCA", aliás eu escrevi no texto original que SÓ PODEMOS SER ESCRAVO DE OUTRO OU OUTROS. OU SEJA, ignora-se plenamente aquilo que escrevo para se valer de simulacros, falsificações cretinas que muito se repetiram e algumas vezes fiz questão de apontar, de forma muito calma e cortês. MAS NÃO ADIANTOU, as cretinices persistiram. EU MOSTRO AQUILO QUE AFIRMO.

O que recebi como contestação, mesmo pedindo definições, foi que não se era escravo porque se podia fugir para a selva, como também se poderia mendigar e coisas do tipo.
Ora, eu então afirmei que neste caso, pela mesma lógica, bastaria aos senhores de engenho terem firmado que quem não quisesse trabalhar para eles poderia ir viver no mar. E assim, se diria que os negros não eram escravos, pois poderiam fugir para o mar ...quantos fugiriam para o mar e quantos trabalhariam para o senhor por “livre vontade”? (remeto a meu comentario p/ André)

(talvez o enervadinho Daniel, tenha se enganado, pois o que ele escrevreu em nada me critica, ao contrário - talvez seja apenas um incauto enervadinho com a antipatia que desperto ...hehehe! ...hohoho!)

Ora, no meu comentário para o André, eu expus situações tentando exemplificar que a coação se dá de acordo com o alvo, mas o objetivo é o mesmo. Não há necessidade de ameaçar o corpo do pretenso escravo em todas as questões. Mas parece ter sido ignorado.

3) Escreve o Bocage: "Mouro queria consenso, sob pena de banhar os contestadores em espuma de hidrofóbico"
Se dizes assim, então certamente que houve o consenso ou eu banhei os contestadores em espuma hidrofóbica, certo?
Bom, que me lembre não houve o consenso e nem o tal "banho", houve?.
E para SER MAIS EXATO, não houve nem mesmo a explanação dos irretorquiveis argumentos de fulanos e beltranos que tiveram o nome sempre bradado. Eu, por umas 4 vezes solicitei que fossem expostos, quase implorei.
Quais argumentos me foram opostos? que não resolve; que a igreja matou por séculos; “os direitos humanos”...hehehe!
Eu fiz um texto para o comentário tentando abranger ao máximo minha idéia e argumentação na questão da justiça, para esclarecer ao máximo meu raciocínio (errado ou certo). Ora, dos tais irretorquiveis fulanos e beltranos, que tanto foram citados como prova, não foram postados os argumentos por mim solicitados. Até a(o) clarissa, num comentario de algum artigo, afirmou que o cristianismo poderia ser uma mensagem de amor e perdão, ou algo que o valha, e fez isso contestando uma afirmação minha – ela(e) anui que o cristianismo é uma moral do amor e perdão, certamente contra a pena. Já o Bocage - posso dizer que afirmaste? então vou dizer - afirmou que o cristianismo nada tinha que ver com a questão de se ser contra a pena de morte, mas sim os fulanos e beltranos. Enquanto eu afirmei que a moral cristã, do amor ao inimigo e do perdão, influenciava em muito, mesmo que muitos cristãos defendessem tal pena. Da mesma forma que muitos cristãos querem ser ricos, apesar da moral cristã afirmar que ricos dificilmente entram no céu, e mesmo atacar a ganância. Assim, é bonito se maldizer a ganância, o egoísmo e etc.. Além de também influenciar naquele "não que eu queira julgar alguém" e que tais. É, Bocage, afirmaste que a religião, o cristianismo, não tinha relação com o conceito de pena de morte que a população tem. Pois que disseste que a Igreja Católica é a favor, se não me engano, citando até um documento, ou algo assim.
Caraca! o bocage diz que “demonstrou”! uaaalll ...o tipo nem atendeu minha solicitação para expor os tais argumentos irretorquiveis ...pif, cof puf! ...rrrrssc cuisp! ....hehehe!
Por que não foram postos os argumentos dos tão invocados fulanos e beltranos, contra os meus? eu os solicitei várias vezes.

4) ....hehehe! Bocage é tão ingênuo! ele só queria conhecer argumentos contra ou a favor dos meus ....hehehe!
Escreveu o Bocage:
"És escravo? Sê um Spartacus, ao memos. Atrai outros como tu para a causa pelo magnetismo da razão e não a cuspir espuma."
...hehehe! ...eu não quero atrair ninguém para coisa alguma ...hehehe!
Apenas exponho o que penso, afinal, nem sempre que discutimos idéias temos em mente atrair outros para alguma causa. Realmente, se eu tivesse tal intenção seria um vaselina, e rodaria pela internet a distribuir "beijinhos" e afagos, na esperança de atrair simpatizantes, sobretudo que pudessem discordar de meus desafetos e cerrar fileira a meu lado ...hohoho! Certamente, ato falho, quem me recomenda.... ...hohoho! ...argh! ...cuisp!

5) “Mouro rugiu, esbravejou, fincou pé em sua posição e até valeu-se de “patacoadas” como o "argumento" de que quase todos que são contra a pena de morte usam os ensinamentos de Jesus para justificá-lo, então este “valor” existe hoje por causa do cristianismo, e enquanto o “ama teu inimigo” for consagrador,”

Bem, o “rugiu, esbravejou” me faz ainda mais antipático ....hehehe!
Mas qual o argumento que me opuseste? aquele de que fulanos e beltranos é que foram os responsáveis pela idéia que a população tem para ser contra a pena. Curiosamente, nem tu, a despeito dos meus pedidos, postastes os argumentos tão irretorquíveis, resumindo-se a bradar os fulanos e beltranos, sem nada demonstrar. ...hehehe!
Eu disse e repito: a moral cristã, queira ou não, predomina. Ela estabelece valores, como o do “não julgar”, tão bonito de se falar. Também o altruísmo, a bondade e etc., como grandes valores. Ora, nem todos cristãos seguem absolutamente os valores cristãos ou ditados pela ICAR, os cristãos não seguem a risca a moral cristã vigente mesmo que a aceitem. Nem por isso tal deixa de ser pertinente à moral cristã vigente. Eu mesmo afirmei que muitos cristãos são favoráveis (até na base do “que deus me perdoe”), mas que isso não invalida a influência moral do cristianismo. O Holy Father, se não me engano, fez um bom comentário.
Eu mostro o que afirmo, não fico no blá blá blá e nas molecagens, falsificando, deturpando e etc.. Não preciso disso.

Ah! nunca imaginei que minha decepção fosse tocar tão fundo, mas ela não é tão recente não. ...hehehe!

C. Mouro

Bah! chega de ter trabalho!
Está tudo nos comentários para serem vistos, se não forem apagados ou até alterados, dado o que aqui vi não duvido nada.

Bocage disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bocage disse...

C. Mouro disse:

“Escreve o Bocage, para me contestar, uma gracinha como simulacro, já que eu afirmei que coerção contínua seria escravidão, ele posta:
"- Escravidão é trabalhar sob coação continuamente.
- Somos continuamente coagidos a trabalhar para pagarmos impostos, mesmo os pedintes, que não trabalham.
- Logo, somos escravos."
Lendo isso eu solicitei que me mostrasse onde eu escrevi, equivocadamente de certo, que "Somos continuamente coagidos a trabalhar para pagarmos impostos".
...Mas a resposta não veio...”

C. Mouro também disse:

“...o dinheiro é apenas a representação do trabalho, como um cheque representa o dinheiro. Um marceneiro fabrica uns moveis e os vende - troca-os por dinheiro - com tal dinheiro ele compra um carro - troca o dinheiro pelo carro. Ou seja, na verdade ele trocou os móveis pelo carro. E os móveis são a forma dele acumular seu trabalho - como se acumula energia numa bateria para uso posterior, forma de se acumular energia.
Ou seja, no fim ele trocou o seu trabalho contido nos moveis pelo trabalho de outros contido no carro. É o trabalho que pode ser trocado. O minério no solo sem que lhe seja aplicado trabalho, não vale nada se lá no solo ficará (obs: presunção de uso).
Ou seja, quando pagamos impostos estamos dando parte do nosso trabalho. O escravo negro também dava parte do seu trabalho ao senhor, que o distribuia com os feitores, capatazes ou lá o raio. Ou seja, senhores e feitores usufruiam do trabalho do escravo independente de qualquer acordo prévio nesse sentido. O escravo não era senhor de si.”

Coagido a dar dinheiro
Dinheiro = trabalho
Coagiado a dar trabalho = coagido a trabalhar

Bocage disse...

Tenho um dinheiro investido e pago impostos sobre os lucros. Poderia considerar que meu dinheiro "trabalha" para mim, que vivo de renda, e meu dinheiro é escravizado por seres humanos inescrupulosos, rsrsrs

Retorno mais tarde

Bocage disse...

Não posso escrever que o Mouro disse que "somos continuamente coagidos a trabalhar para pagarmos impostos", por ele não ter dito isto ipsi literis. E sou eu o desonesto...
Não creio que o Mouro seja desonesto. Por Júpiter que não. Aposto na falta de memória.

C. Mouro disse...

Porra Bocage, tu és parvo mesmo.

De onde raio tiraste isso, ó pá?

"Dinheiro = trabalho
Coagiado a dar trabalho = coagido a trabalhar"

...hohoho!

Eu disse que dinheiro é trabalho acumulado, aquilo que JÁ se tem, É ESTOQUE. ....hehehe! ...hohoho!

Putz grila! Perdoe-me, caro Bocage, por eu ter pensado que eras apenas desonesto. Nunca imaginei a amplitude da questão.

Imagina, por exemplo coagido a dar O carro seria o mesmo que coagido a fazer carros! ...hahaha! ....hohoho!

A grande maravilha é que quando um bosta tenta consertar a molecagem que fez, ele acaba fazendo pior, a emenda sai pior que o soneto.
Quando mente e tenta consertar uma mentira, acaba se enrredando com outras.

...hehehe! ...mas que asneira, mais uma! ...hohoho!

"Tenho um dinheiro investido e pago impostos sobre os lucros. Poderia considerar que meu dinheiro "trabalha" para mim, que vivo de renda, e meu dinheiro é escravizado por seres humanos inescrupulosos, rsrsrs"

...hahaha! achas que vou perder tempo com tamanha idiotice?
...hehehe! não achas, eu sei, não fizeste para isso, falta-te cerebro mesmo; dizes porque assim entendestes ....hehehe!

Preciso repetir isso:

"Poderia considerar que meu dinheiro "trabalha" para mim"

....hohoho!

Perdoe-me, agora tudo faz sentido.

Abração caro Bocage.
C. Mouro

C. Mouro disse...

Essa tentativa de consertar a molecagem foi ótima! ....hahaha!

Além de falsario é tonto. ....hehehe!

Abração
C. Mouro

André disse...

Ha, ha, perfeita essa:

“Gosto da Clarissa mas vomitava cada vez que tinha que forçosamente ser “meigo” com ela.”

Achei engraçado pq isso às vezes acontece comigo, esse negócio de ter q ser forçosamente meigo. É chato mesmo.

“e sem estúpidas mesuras.” Isso, isso, isso...

C. Mouro, com ou sem ofensas, só nos garanta uma coisa: não se vá! Stick around!

“é um planetinha com seis edifícios residenciais e só se pode sair de um condomínio para entrar em outro”. É o q parece mesmo.

O alto-mar já está sendo dividido e o será cada vez mais. E claro q nem todos os países aceitam as linhas imaginária, daí sempre dá briga.

Muito bom o q o Daniel disse.

Bocage: “as opiniões pueris rousseaunianas da doce Clarissa.” É, é até engraçado ver essas coisas agora, em perspectiva. E vc estava certo naquela sua posição sobre o Iluminismo e a pena de morte.

Nossa, acho q essa discussão do imposto escravagista, he, he, é a mais longa q já tivemos por aqui.

André disse...

Grande C. Mouro, eu sei q vc não gostou, mas até q foi divertida essa do Bocage:

"Tenho um dinheiro investido e pago impostos sobre os lucros. Poderia considerar que meu dinheiro "trabalha" para mim, que vivo de renda, e meu dinheiro é escravizado por seres humanos inescrupulosos, rsrsrs"

Só isso.

Bocage disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bocage disse...

...hehehe!

"por exemplo coagido a dar O carro seria o mesmo que coagido a fazer carros!"

Seria o mesmo que coagido a plantar tomates, pois no mês seguinte teria outro carro para dar ao fiscal, que, como sabes, não tem como sair montado em tomates rolantes, rsrs.

"como se acumula energia numa bateria para uso posterior, forma de se acumular energia"

Não podes dizer que fulano rouba tua energia porque te obriga a recarregar suas bateriais na tua tomada (sem duplo sentido, rsrs)?

Espuma, mas fica patente que disseste que "quando pagamos impostos estamos dando parte do nosso trabalho. O escravo negro também dava parte do seu trabalho ao senhor...".

Quanto ao Spartacus, n(p)obre Mouro, foi troça, só uma porta não perceberia isso. Rio-me que tenhas tido o "trabalho" de dar explicações, certamente a outros leitores, rsrs, porque para mim sabes que seriam desnecessárias. Espero que não me consideres teu capataz por obrigar-te a "trabalhar", rsrs. Achaste que era um argumento, sugerir uma luta de gladiadores contra a escravidão?

Adoro discutir em banheira de espuma.

Colarei em uma outra oportunidade um texto qualquer de história que teça a evolução paulatina dos “direitos humanos” para os presos e para o homem livre e as batalhas travadas contra ela pelas religiões, cristã principalmente, que ditavam, como hoje ditam à tua empregada, o que era certo e o que era errado, o que deviam creditar a Cristo e o que deviam creditar ao Demo. Pode haver alguns por aí, tanto faz se dez ou um bilhão, que se opõem à pena de morte por seguir alguma filosofia milenar, ainda que pela mesma filosofia jamais se tenha condenado a pena de morte, nos milênios anteriores. Embora possam ser extraídas dos Evangelhos todas essas coisas, não é devido à sua moralidade consagradora que hoje se passa a mão sobre a cabeça de facínoras. Esta é uma leitura pueril.

Apesar do “amar o inimigo” e do “dar a outra face”, jesus não aboliu a lei mosaica. Disse explicitamente isto. Não revoga a pena de morte para todos “crimes” previstos, embora os relatos possam suscitar que se manifestava contrário a punições pela violação do sábado e por adultério. Da bíblia pode se extrair qualquer coisa, e a tua empregada é contrária por estar na bíblia e as empregadas dos americanos são favoráveis por estar na bíblia (se bem que as empregadas dos americanos são latinas, rsrs). A moral cristã é pernóstica, mas és ingênuo em pensar que se pode extrair algo de muito objetivo do Novo Calhamaço dos Embustes. Ele é mentira e um excelente instrumento na mão de manipuladores do sagrado. Quanto à interpretação imposta às massas, ela muda ao sabor dos ventos...

"Quem matar à espada, importa que seja morto à espada" (Apoc XIII, 10).

Ju*estrela* disse...

Agradeço a visita em meu blog. =D

Política é algo sempre frustrante. Queria ter a esperança de que tudo vai mudar. Mas, infelizmente, acho que caminhamos rumo à decadência da moral humana. Enquanto existir poder, haverá ruína. =/

Abraços

C. Mouro disse...

Ó pá! ...hehehe! ...crês que eu vou ficar tendo trabalho de reescrever e esmiuçar? ...hohoho! ...não, já acho que não. ....hehehe!

15-09-07 - 7:54
15-09-07 - 11:09

...hohoho! ...o pior é que não mais acho que queiras apenas me dar trabalho, já acho que é assim mesmo que entendes a questão. ...hehehe!
...já até acreditas que o dinheiro trabalha, ó pá! ...com ou sem aspas, caso contrário, se as aspas indicarem que não é bem assim, então de que valeu tua patacoada? ...hohoho!
...o teu embuste fica patente, pois que invocas algo falsamente, usando "trabalha", entre aspas, como se não as tivesse usando. Mostrando assim que não entendes nem o que escreves, já que também não entendes o que lês. Afinal, uma coisa compensa a outra, não é mnesmo? ..hehehe! ...hohoho!

Fico na dúvida:
Um falsário é parvo ou um parvo é falsário? ...hehehe!

Ou seja, não é que queiras me obrigar a trabalhar, é que és parvo mesmo!
...hohoho!

Assim me divertindo fica dificil eu resistir. Mas vou me esforçar. ...hehehe!

Caramba! como é bom ficar só "jogando bolinhas" ...hehehe!

Grande abraço
C. Mouro

ROÇA COISA É OUTRA LIMPA disse...

"Ontem se salvou o governo Lula da fúria de Renan Calheiros. Afinal, se as revelações de Roberto Jefferson quase levaram Lula ao impeachment, imaginem o que as revelações de um Renan Calheiros poderiam fazer!"
Imagino que a idéia foi mesmo salvar Renan a qualquer custo, pois o Pt quer o fechamento do Senado, e a não cassação do meliante seria mais um detalhe à somar.Será fechado.

Heitor Abranches disse...

O PT tem uma pratica politica nefasta que tira do Congresso a discussao do merito das questoes. Para eles, os parlamentares da base devem votar por lealdade em troca dos favores recebidos.
Seria importante que os debates no Congresso se aprofundassem no merito das questoes. A dinamica de tramitacao favorece isto. Passar pela Comissao de Constituicao e Justica e por outras comissoes vai gerando o debate e a circulacao da materia entre a camara e o senado no caso de alteracoes enriquece e aumenta a reflexao em torno das propostas discutidas que hoje em sua maioria vem do Executivo e sao encaminhadas para votacao por presidentes da casa cooptados pelo Executivo. Desta forma, o Senado funcionando como casa revisora amplia a etapa da discussao ocorrida no parlamento e favorece a nossa democracia ao ajudar a equilibrar o poder entre o Executivo e o Legislativo. Acho que o Berzoini fala em extinguir o Senado porque ele tbm nao tem forca politica para ser um senador nunca.

Heitor Abranches disse...

Meu palpite e que a Marta vai querer uma cadeira no Senado por Sao Paulo...Talvez no lugar do marido.

Heitor Abranches disse...

ex-marido

Catellius disse...

Bom, esse trem já me deu nos nervos e eu confesso que não tenho mais nada para escrever. Já disse no último comentário que ia tentar dar minha opinião sobre o assunto uma última vez. Falta-me capacidade para entender, pelo visto, e para concordar, portanto, com a proposição que gerou a polêmica. É sabido que a paixão exacerbada por qualquer coisa pode nos cegar, seja ela paixão por uma mulher, por um time, por discutir ou o diabo. Então me considero momentaneamente cego e incapaz de tratar da questão. Juro que me esforcei para ser honesto, mas talvez tenha me faltado discernimento, leitura atenta, meditação, paciência para entender o outro, etc. Se pela internet já temos tempo para pensar, escrever, pesquisar e ainda assim acontecem tantas conversas de surdo (não estou dizendo que esta tenha sido) imaginemos como foram e são as discussões viva-voz mundo afora através dos séculos, nos sínodos, concílios, parlamentos, etc. Não é à toa que este mundo está como está, he he. Peço desculpas por qualquer coisa, Mouro, e faço um mea culpa sobre a história do “cago nisso e jogo terra por cima”, apesar de ser verdade, porque é ridículo dizê-lo. Abraços a todos.

Simão Bacamarte disse...

Sr. Catellius.;

Recomendo que o senhor se ocupe em catar conchinhas na praia, amealhar estelas no céu e quantificar a via lactea. Mas não se descuide dos enemas, emplastos, e sanguessugas. Se a mania de inventar personagens e falar mal do Lula persistirem, faça uso dos supositórios efervescentes de fluoxetina concentrada.
Se os sintomas persistirem teremos de extrair as suas guelras e posteriormente a bexiga natatória de modo a drenar a direitofrenia-ociosa operante. Contamos curá-lo em breve, para o benefício dos povos.

André disse...

Heitor, agora a moda é falar no iminente fechamento do Senado. Claro q não vai chegar a tanto (espero q não, he, he, pois ainda acho q posso entrar lá um dia, via concurso, não via povão, via "voto livre e direto"), mas esse enfraquecimento do Legislativo é exatamente o q o PT quer.

O Senado deveria ser uma casa revisora e supervisora de um monte de coisas, mas a maioria daqueles caras não quer nem saber de fiscalizar nada. O problema não é com as instituições, mas com as pessoas dentro delas.

O Berzoini disse isso? Aquele sindicalista vagabundo? Também acho que ele não tem força politica para ser um senador nunca.

É bem provável q a Marta tente isso mesmo.

“É sabido que a paixão exacerbada por qualquer coisa pode nos cegar, seja ela paixão por uma mulher, por um time, por discutir ou o diabo.” Concordo. Eu não me manifestei muito ao longo dessa discussão, mas também já estou cansado.

Lá vem mais um idiota, o “Simão Bacamarte”, que bonitinho. Mais um “Padre Vieira” da internet, um falastrão dado a sandices, um puxa-saco, um “adulador de potentados”, he, he. A gente ainda tem muitos megabytes de espaço pra acomodar essas lontras por aqui? Se não for um dos nossos conhecidos com nova roupagem...

Bocage disse...

Rsrsrsrsrs

O+cioso disse...

E essa agora, kkkk, o macaco Simão entrou na jogada, kkkk

chuif chuif chuif

Chora Catéquitus!

Bocage tomou uma peia que deu gosto, kkkk.

Imposto é escravidão, bando de blogueiros macacos!

Bocage disse...

Outro escravo, rsrs.

The Onion - WTC

Holy Father disse...

O título deste post parece se relacionar mais aos comentários...

Catellius disse...

Chega, reze aí pelo fim do caflito, Holy Father...

Discutir argumentos, mesmo que um não entenda o argumento do outro, mesmo que um argumento seja ridículo, mesmo que sejam argumentos desonestos, até que vai... Neste caso cabe ao outro revelá-los e parar de discutir.

Porra, mas BRIGAR é realmente chato. Ficar provocando também é ridículo, é atestado de burrice...

Catellius disse...

Tipo "escravo, escravo, lá lá lá lá lá..."

Bom que o Heitor publique outro post e que joguemos terra sobre toda esta M*

André disse...

E que o próximo post não seja sobre impostos, nem sobre escravidão.

Brigar é muito chato mesmo. Essas provocações todas...

Com o Holy Father e o poder de sua oração, o caflito logo vai acabar.

Bocage disse...

Tudo bem, grande Catellius, no último comment não quis trabalhar para mim, declaro-o alforriado e finda a querela, rsrs.

André disse...

"Declaro-o alforriado..." he, he. É, isso é o melhor a fazer!

Eduardo Silva disse...

Está clara a pessoalização das idéias discutidas, assim, quando se vai dizer que as idéias são asneiras, acaba-se dizendo que quem o disse é um asno.
Já dizia Parmênides "já não sou o mesmo que ontem". Essa é a lógica humana, a lógica dialética, portanto concluo que não se pode pessoalizar as idéias, senão quando admitirmos os nossos erros estaremos admitindo nossa mudança de essência.
Esse C. Mouro adora ser polêmico, se é que a palavra certa é essa, mas o que é certo é que ele argumenta bem, mas está eivado de vício quando se esperneia todo ao vislumbrar uma contestação ao seu pensamento. Usa-se de distorções de causa e efeito, assim como fez na nossa discussão sobre a pena de morte(e não solicite uma demonstração, que eu demonstro), mas fazer o quê!!!
Acho boa a discussão e também as provocações, o que seria do homem sem as "picuinhas".
Heitor se for escrever escreva um texto bem polêmico, comprometo-me a participar da discussão, seja em qual eixo for!!!
Pagar impostos não é escravização, é no máximo uma redução de liberalidade.
Assim:
Dou-lhe segurança, saúde e educação(exemplos), se me pagares uma quantia em dinheiro!!!

O André deve conhecer.

Isso é um negócio jurídico com um acidentallia negotti, um modo, um encargo que restringe a liberalidade, não tem nada a ver com escravidão!!!poxa gente!!!

Pra quê ficar um alegando a taturfice do outro???

Bocage disse...

Que dureza!
PQP
Cuisp
...hehehe!
Espuma
Espuma
Espuma
Espuma

André disse...

Eduardo Silva,

o C. Mouro é polêmico, mas argumenta bem mesmo, quase sempre.

“...um acidentallia negotti, um modo, um encargo que restringe a liberalidade...”

Sim, trata-se de uma restrição à liberalidade.

Conheço isso, Eduardo, isso é direito civil, certo?, mas acho q nossos encargos, pelo menos os tributários, deveriam ser bem menores do q são. Mas aí é claro q estou falando de "encargos" no sentido tributário, digamos, e não no sentido civilista/processual, etc.

Bocage disse...

A sandice está explicada.

É um ideológico, rsrs.

C. Mouro disse...

Enquanto vocês esperneiam inconformados, eu me divirto.

Bocage, já está cabalmente provado que és desonesto, um flasificador, e burro prá mais de metro e meio. Afirmaste as maiores asneiras, mas nem coras porque nem mesmo consegues percebe-las.

Uns se valem da falsificação, da mentira, da safadeza. Eu não consigo fazer isso, então me valho da franqueza, de dizer o que penso demonstrando minhas razões para tal.
Como já dito, o conselho do rato é que se expulse o gato. Assim, o argumento contra mim é uma choradeira me acusando de "mal educado", agressivo e que tais. fazendo-se de moçoilas sensiveis ...hehehe!

Curiosamente uns paspalhos me criticam fazendo exatamente o que em mim criticam. ...hehehe!
E eu pedi sim Ed, mas a resposta veio algo +/- como dizer que não dá aulas de graça ou algo parecido. ....hohoho! mas agora o meu velho desafeto já se afirma disposto a dar demonstrações gratuitas. ...hehehe!

Bem, em outros tempos eu pensaria em escrever um "Elogio da safadeza" para homenagea-los, mas já me contento só com a frase final, aquela com que eu terminaria, não o Erasmo ...hehehe!

Adeus, pois, caros e ilustres amigos da safadeza, aplaudi-me, vivei bem, diverti-vos, pois que já tanto me divertiram, e assim continuarão a faze-lo enquanto espernearem rancorosos. Formem seus bandos, e cheirem os traseiros uns dos outros, como fazem os cães. ...hehehe!

Enquanto eu ver a tua inconformidade, o teu rancor, parvo Bocage, estarei rindo.

No mais, se acreditas naquilo que dizes, então eu também vou acreditar, não te preocupes ...hehehe!

Mas que tua burrice e safadeza foram emblemáticas, não há qualquer dúvida.

Os comentarios falam por si, sobretudo quando, visando os incautos, pinças frases fora do contexto para parecerem uma afirmação minha, quando são criticas a tuas patacoadas. ...hehehe! ...e boas fungadas. rsrsrsrsrs ...??? credo! ....hohoho!

Abração
C. Mouro

Daniel disse...

«talvez o enervadinho Daniel, tenha se enganado, pois o que ele escrevreu em nada me critica, ao contrário - talvez seja apenas um incauto enervadinho com a antipatia que desperto ...hehehe! ...hohoho!»

Sugiro que leia a referida obra de Casalta Nabais, cujo conteúdo não perderei meu tempo em resumir.

Catellius disse...

Clap clap clap!
Bravo!
(cai o pano)
Vá em paz, sinceramente;

Eduardo Silva disse...

"Adeus" é isso que o C. Mouro diz.
É satisfatório para o ignorante ir embora com seu pensamento irrefutado, como se sua opinião fosse inexorável!!! É satisfatório para o ignorante sustentar seus pontos de vista sabendo que a qualquer tempo os questionamentos podem impugná-lo e tirar-lhe sua máscara de detentor da verdade, que só de pensar em perdê-la debruça-se sobre argumentos infundados e acusações inexcrupulosas.
Sair da corrida é o melhor jeito de ser um fracassado e poder dizer depois do resultado: se eu quisesse teria ganhado!!! Coisa de pacóvio mesmo!!!

Alegar sua fundamentação ignorando argumentos ou dizendo-os ineficazes não é apresentar idéias é rebater as que já existem!!!

Croatus, de Hégira, na Grécia, ao discutir com Protágoras, após estar definitivamente convencido de sua derrota, em vez de admitir-se como derrotado, preferiu dizer que Protágoras estava louco, e que qualquer pessoa sã não discutiria com loucos, assim foi embora!!!Isso é dos ignorantes!!!

Dizer "Adeus" é apenas a demonstração do temor do Mouro que lhe faz tremer as pernas ao saber que sua presumida sapiência pode estar ameaçada por pensamentos de simples mortais-blogueiros.

Enfim a lógica do C. Mouro é a lógica da ignorância, no sentido estrito!!!

Sair com alegações que se cansou de rir é bem verdade na medida que seu riso revela teu nervosismo em reconhecer tua tartufice(peço que procure no dicionário o significado de tartufice para bem saber qual tua ardil natureza C. Mouro, é o mesmo termo com o qual Nietzsche se refere a Kant em Além de bem e mal).


Enfim... que tua ignorância seja reconhecida pelo teu amâgo por mais ardiloso que seja.

É isso
boa noite a todos

Eduardo Silva disse...

Tentando acabar:
acho que o C. Mouro ainda deve perdurar por aqui infestando o blog com suas idéias eivadas de uma lógica tartufa!!!maldizendo os argumentos que o impugnam pela sua ignorância.

C. Mouro disse...

Ora, ora, Ed, se acreditas nisso que falas, então eu também vou acreditar, não te preocupes. ...hehehe!

hummm:

1) "Sair da corrida é o melhor jeito de ser um fracassado e poder dizer depois do resultado: se eu quisesse teria ganhado!!! Coisa de pacóvio mesmo!!!"

2)"cho que o C. Mouro ainda deve perdurar por aqui infestando o blog com suas idéias eivadas de uma lógica tartufa!!!maldizendo os argumentos que o impugnam pela sua ignorância."

Antes:
"Esse C. Mouro adora ser polêmico, se é que a palavra certa é essa, mas o que é certo é que ele argumenta bem, mas está eivado de vício quando se esperneia todo ao vislumbrar uma contestação ao seu pensamento."

O que queres? se fico sou tartufo e se saio estou fugindo. Que opção me resta?

De fato a casa é alheia, e não posso ficar. Aliás já de muito pretendia me abster de discussões, e não poucos o sabem.

Boas fungadas.

Abraços
C. Mouro

Bocage disse...

É dureza sentir-se um escravo. Como culpá-lo pela sociopatia?

O feitor descuidou e o mouro correu para o quilombo. Que os capitães-do-mato organizem uma expedição de caça ao fujão. Que seja aprisionado, trazido de volta ao blog para, além das costumeiras vergastadas, ser marcado como fujão e ainda receber ao pescoço uma canga, rsrs.

É piada minha!

Estás livre, Spartacus (ou Isaura). Aproveita tua alforria, lambe as feridas dos dias de canga de animal de tração, as quais secam mais facilmente com espuma de hidrofóbico, cura-te da moral do escravo, vá com deus e que o diabo te carregue, filho da puta.

André disse...

Eu entendi o q o C. Mouro disse como um adeus.

Francamente, tudo isso por causa de uma discussão sobre impostos, que seriam uma forma moderna de escravidão, ou sei lá o que mais? Ou foram as farpas trocadas? Não sei, mas acho q se eu tivesse trocado farpas com o Bocage com a mesma “intensidade”, não chegaria a tanto, não chegaria a abandonar o Pugnacitas.

Nietzsche desceu o pau em Kant muitas vezes, em vários livros.

“Aliás já de muito pretendia me abster de discussões, e não poucos o sabem.” Isso é verdade, vc já havia falado antes em parar.

Escrava Isaura... ha, ha. O Bocage não perde a piada. Nunca.

Mas só se for na versão clássica, com a Lucélia Santos e o malvado Rubens de Falco!

Bocage disse...

errata: VAI com deus...

Ora pois, o Heitor untou o traseiro com um talco raro e lá me vou para dar umas fungadas, no pavimento superior. Por aqui as flatulências do escravo empestaram o ar, rsrsrs.

Bocage disse...

Caro André,

"Não sei, mas acho q se eu tivesse trocado farpas com o Bocage com a mesma “intensidade”, não chegaria a tanto"

Lembrei-me da fábula do lobo e do cordeiro.
O sociopata precisou criar toda esta situação por não ser capaz de honrar suas resoluções de ano novo de manter-se afastado de blogs e de longas discussões. O alvo da maior parte da espuma era ele próprio, escravo até dos próprios impulsos. Freud explica, rsrsrs.

André disse...

Resumo da ópera:

De qualquer maneira, pagando ou sonegando impostos, não somos escravos. Não somos "propriedade" do Estado. Pronto, só isso. E se eu tivesse algo mais a dizer, nem continuaria, pq essa conversa já cansou.

Bocage, eu às vezes me canso de internet, costumo avisar q vou sair por um tempo. Sem falar nas obrigações q a gente tem, que impedem nossa participação o tempo inteiro. Mas sair assim, por causa disso, não entendo.

Se ele quer se afastar, tudo bem, mas se foi por causa dessa discussão com vc, acho uma bobagem.

Se bem q no final ele saiu atirando pra todos os lados. Acho q chamou todos aqui de cães, não chamou, um pouco lá atrás?

E "parvo Bocage" foi o mais leve q ele disse, pelo jeito.

Bom, é uma pena q termine assim.

É, Freud explica muita coisa

Eduardo Silva disse...

Caramba nunca pensei que isso fosse ocorrer. mas poxa tah parecendo briga de mulheres, que depois de algumas trocas de adjetivos, caem nos prantos como se seu suporte emocional mais profundo sucumbisse a algumas poucas palavras afiadas como as augulhas que atravessam os mais recônditos cantos de soberba e vaidade!!!

O Catelius diz "vá com deus" e alguma coisa relativa a "defecar e andar ao mesmo tempo", o bocage (que inclusive já o saudei com o termo "urbano" pela sua cordialidade nas argumentações) chama a nobre genitora Sra. Mouro de profissional da sacanagem.
Tah louco esse blog ficou bom demais, mas tah bom. aquelas discussões sobre religião estavam boas há uns três meses, poderíamos voltar a elas!

Diz o saudoso Nietzsche:
"toda pessoa é um canto e uma prisão".

André disse...

Toda pessoa é um canto e uma prisão. Dá o q pensar. Se já li isso em Nietzsche, me esqueci. Mas acho q não conhecia essa não.

Catellius disse...

Fim da era gomesiana do Pugnacitas, he he.

Fosca - Debate sobre a pena de morte. Paolo e Délia caminham para a execução mas são libertados por Gajolo, que os envia de volta a Veneza.

Il Guarany - Debate sobre a questão indígena.

Il Schiavo - O escravo... Sem comentários, he he

Gomes também não é o personagem da Família Adams? Tudo a ver com a trindade gótica, he he.
Bom, nunca fui muito fã de Carlos Gomes e dos temas de suas óperas. Prefiro Wagner e R. Strauss...

Catellius disse...

Lo Schiavo...

Ricardo Rayol disse...

Sim, antes de incompentencia a operação para salvação de renan preconizou o auto-salve-se-eu-primeiro. Fico imaginando se renan conseguiria contar os ppodres dos poderes, tomava uma bala antes tal um careca amigo.

E d egrão em grão a pocilga vai para o brejo.

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