06 junho 2007

O Consenso de 68

Duroselle afirma que todo Império necessita de consensos para sobreviver; segundo ele, o fim dos Impérios é explicado pelo fim dos consensos. Desde a nossa independência, tivemos uns cinco consensos liderados por vários grupos muito ligados a algumas gerações, quais sejam: D. Pedro I como líder das colônias portuguesas na América, apoiado por um conjunto de servidores do Império Português e, posteriormente, seu filho, D. Pedro II, apoiado por uma elite brasileira, ambos centralizadores; o consenso da Republica Federalista Positivista Americanista descentralizadora do Café com Leite, liderada pelo grupo dos cafeicultores paulistas; o consenso modernista industrializante, estatizante, urbanizador e centralizador da década de 1920, liderado por Getulio Vargas; e o consenso justicialista socialista estatizante da geração de 68 liderado por Lula. Não podemos nos esquecer do Consenso de Washington - defendido aqui no Brasil pelo governo FHC -, que pregava o controle da inflação, privatizações, regulação de setores da infra-estrutura, abertura da economia, um estado pequeno com um núcleo estratégico e focado na educação e saúde. Mas por aqui tal consenso foi derrotado duas vezes nas urnas por Lula e a Geração de 68.

Na Republica do Café com Leite, vivia-se em estado de sítio e o povo votava no cabresto. Os cafeicultores paulistas e mineiros tinham como consenso o desejo de descentralização política e a não-intervenção do Estado na economia, exceto quando eram beneficiados. Este consenso, por sua vez, foi destruído pela Crise de 1929, que permitiu a Getúlio a oportunidade de dar um golpe nos falidos coronéis paulistas.

Getúlio chega ao poder como um representante do consenso surgido na década de 20 com os tenentistas, os modernistas e outras lideranças que queriam ver um país não apenas agrícola mas industrial, urbano e centralizado sob a liderança de um estado poderoso, que alavancasse o desenvolvimento. Esta geração de 20 teve no tenente Geisel e seu esforço nacional industrializante o seu último representante, e nos deixa a "Herança Maldita" da industrialização e urbanização. Como disse o embaixador Azambuja, em 50 anos passamos de 20% para 80% da população nas cidades sem nenhuma guerra, emigração ou peste para nos ajudar.

Com a Revolução Cubana de 1959 foram lançadas as bases para a Geração de 68, que veria nela um exemplo a ser seguido por toda a América, especialmente depois da CIA ter participado ativamente do Golpe de 1964. Esta geração, aluna de uspianos marxistas como Florestan Fernandes, passou a carregar as marcas destes acontecimentos e deu origem ao consenso que atualmente governa o Brasil, liderado pela elite petista paulista.

Este consenso tende a ver o Brasil como explorado, vide teoria da dependência de FHC, e, portanto, não teria de pagar a dívida externa. Na sua versão mais moderada, haveria uma dívida social histórica com os escravos, os pequenos agricultores e os marginalizados das cidades que deveria ser paga. Sua forma de atuação se dá por meio de ações afirmativas, assistencialismo e preponderância da via política sobre o mercado e do coletivismo sobre o indivíduo.

Lamentavelmente, assistencialismo não gera desenvolvimento humano, quando muito ajuda a reter gente no campo. Quanto à tendência de redução da concentração de renda, esta já vem desde 1995 com o Plano Real. Infelizmente, o IBGE não fará nenhuma revisão destes números.

Neste contexto, tem-se as cotas raciais, que também não resolverão o problema dos negros de forma geral, apenas de uma elite parda. Alem do mais, muitos deles já estão na classe média, iriam ingressar na universidade pública de qualquer maneira, mas agora se tornam devedores do PT e possíveis adversários da miscigenação racial.

Eles acreditam na integração sul-americana como uma resposta ao imperialismo ianque. Entretanto, a união sul-americana esbarra nas agendas políticas internas da Bolívia, que nos vê como exploradores, da Venezuela, que nos vê como concorrentes numa disputa por uma hegemonia regional, assim como a Argentina nos vê com ressentimento diante de nossas aspirações a um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. O Paraguai, animado com o exemplo boliviano, já se arvora em querer rever o tratado de Itaipu.

Acreditam na ficção histórica do nacional-desenvolvimentismo, como diria Amado Cervo, e com isto ainda vêem sentido em uma aliança do governo com a burguesia de estado, que gera um estado inchado, cheio de corporações chantagistas e com pouco foco nas áreas estratégicas. O excesso de intervencionismo do Estado em infra-estrutura (aeroportos, rodovias, eletricidade,...) impede os investimentos privados e, sem infra-estrutura, trava-se o crescimento do país.

Os da geração de 68 não consideram legítima o que chamam de democracia burguesa e, acostumados a roubar bancos na época da ditadura, parecem não ter grandes escrúpulos em se valer dos mesmos recursos de seus adversários, tais como caixa 2 e outros. Hoje usam a Polícia Federal e suas operações escandalosas como propaganda de uma ética inexistente, afinal o Mercadante, principal interessado no dossiê contra Serra, saiu ileso, o resto dos generais petistas foi reeleito e muitos continuam a agir nos bastidores, apesar de denunciados no STF pelo Mensalão. Isto para não falar da maior negociata de cargos já vista "nestepaís", que se arrasta há meses.

Talvez a saída seja a ida do PT para o centro, como o Lula já parece estar fazendo, e uma adesão discreta ao Consenso de Washington que eles tanto criticaram na era FHC. Em matéria de esquerdistas, o velho FHC continua sendo o primeiro da classe, sendo seguido a passos de tartaruga pels seus coleguinhas mais lentinhos. Se arrependimento matasse... Por que eu não votei no Serra?


48 comentários:

André disse...

É o Dirceu na foto não? O vi no Park Shopping, cerca de um mês antes de estourar o escândalo do mensalão. Estava de calça jeans e camiseta branca, mas de óculos escuros, falando o tempo inteiro ao telefone. Tem aquele ar de morcegão. Estava “todo todo”... ainda está, mas mais discreto.

“o consenso da Republica Federalista Positivista Americanista descentralizadora do Café com Leite” Mandou bem...

“e o consenso justicialista socialista estatizante da geração de 68 liderado por Lula” é isso aí...

Nosso golpe de 64 foi made in Brazil, não made in USA. Mas a participação da CIA foi considerável. Muito mais no golpe q derrubou o Allende.

Pena q acabar com Castro nunca foi top priority do Dep. de Estado norte-americano. Não passaram do desastre da Baía dos Porcos. Se bem q depois da crise dos mísseis Castro resvalou, caiu na insignificância. Tentou usar a crise para crescer e foi devidamente posto em seu lugar por Kruschev (q logo depois cairia, acusado de “aventureirismo” nessa mesma crise), o qual deixou bem claro q aquilo era briga de cachorro grande e q Castro não podia se meter na conversa. Foi reduzido a satélite por telefone, digamos. Antes ele tinha sonhos maiores, parece q pensava poder fazer qualquer besteira com o aval soviético, ou q estes o considerassem um igual. Pra quem conhece os russos, é uma piada pensar q dariam muita abertura pro Fidel... nunca deram pra ninguém. Para eles, só havia vassalos. Tratavam mal os alemães “orientais”. Tratariam bem um cubano? O fato é q até então ele não se via como um empregado, um pau-mandado. A crise mudou um tantinho sua relação com a monolítica CCCP.

Nas palavras do diplomata americano George Kennan, Cuba acabou se tornando um irritante desimportante. Que bom, pois poderia ter sido pior.

Se bem q os tripulantes de submarinos russos adoravam as raras paradas em Havana. Claro, só assim pra eles saberem o q era calor.

“haveria uma dívida social histórica com os escravos, os pequenos agricultores e os marginalizados das cidades” É mole, pessoal? Ressentimentos subdesenvolvidos...

“elite parda” Boa. E eu me pergunto: e os pobres brancos? Nosso problema é de renda mal distribuída, não somos uma África do Sul.

“integração sul-americana” Que bonito. E o q o interessante Bolívar não diria se visse esse tosco do Chavez usando seu nome numa revolução movida a petróleo.

As brigas entre os países na AL são várias. Nossas haciendas vivem brigando. Integração, aqui, é como a Luize Altenhofen: só nos meus sonhos. Meus sonhos são legais. Só acordado é q eu sou "mau". Como dizia Kafka: ao escrever, a mão do Diabo baixa sobre mim. Correto.

Eu nunca votei no PT, mas entendo pq muita gente boa votou neles. Só não entendo nessa última eleição, lógico.

Catellius disse...

Muito bem, Heitor,
Muito bem, André,

Acho que os últimos comentários do post passado foram abruptamente arquivados, por isso colo-os neste post, para que continuem a ser discutidos. O engraçado é que abordam temas mais conectados a este post do que ao anterior.
Ai vão eles:

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C. Mouro disse...

Por que não se começar a elaborar um manual dos ardis do Poder.

Até Thomas More deu uma contribuição para o assunto, e eu julgo que a melhor estratégia para movimentar cerebros é dar a explicação certa.

Por exemplo, o Poder sempre "explica"com a ganância, a ambição material, todos os males, inclusive usam isso contra a idéia de liberdade, tipo: se o homem egoísta não for controlado pelos altruístas, eles espalharão o mal. Isso é fácil de ser entendido como justificatoiva. É totalemnt falsa, bem nos disse A. Smith, mas a massa estúpida consegue assimilar isso.

Então, por que não dar os motivos para a defesa do Poder político? ...e ainda acomnmpanhada das mutretas para aliciar para tal defes.

Os funcionários publicos são agraciados com emprego vitalicio e aposentadoria integral. Assim, os altos cargos, com elevados salarios não têm que se preocupar nem com o emprego nem com a aposentadoria. Assim, não se importam em fazer investimentos, podem consumir toda a renda em despesas - perde-se investimentos. Já os assalariados da iniciativa privada têm que investir parte do que ganham para garantir o padrão após a aposentadoria.
Com isso, funcionários públicos tendem a ser socialistas tanto por usufruirem do poder para ganhar, como pela despreocupação com investimentos. Nunca se preocuparão com o destino dos investimentos, pois o emprego público efetivamente torna a população pagadora de impostos, sua escrava.
Dirão:
"que se danem os investimentos, não precisamos deles, já que nossa renda é garantida pelos impostos"

Ora, isso é já um ardil do Poder, que alicia funcionários lhes garantindo absoluta SEGURANÇA ECONÔMICA, de modo que nem precisam empreender nada para manterem o padrão. Já na iniciativa privada, quem tem renda alta devida ao trabalho, será obrigado a investir parte para garantir o futuro. Os funcionários dop governos não se importarão com os ataques aos emprteendedores e investidores, estão protegidos pelo Poder, e por tal o defendem e cultuam; vivem dele.

Geisel, aplicou a estratégia do bode para aumentar a gasolina, e ainda inventou os fraudulentos "emprestimos compulsórios" para mitigar o choque na população até habituar-se com o fato de ser tungada.
Até as tarifas telefonicas - fonte fantástica de recursos para os governos - foram exageradamente elevadas atraés do "truque dos minutos" com a propaganda da idéia que acabaria a assinatura e só se pagaria pelo que consumisse. ....hehehe! ...o povão imbecil "comeu essa", adorou e até elogiou os políticos que vieram com essa conversa. Resultado, o valor do minuto assumiu o valor do pulso de 4 minutos e a assinatura ainda continuou ...hehehe! o o povão se calou. ....hohoho!

O IPMF também foi pleiteado para a saúde: QUEM A ELE SE OPUSESSE SERIA UM MALVADO QUE NÃO QUERIA A MELHORA DA SAÚDE.... ....hehehe! ....PORRA NEHUMA! ...e o Jatene apenas canalhosamente se prestou a tal imundo papel. O OBJETIVO ERA DE SE TORNAR MAIS UM IMPOSTO, porém, como justificar??? ....hehehe! ...através desse estartagema: é exclusivo para a saúde, vamos tolerar porque a causa justifica mais essa robalheira ...hehehe! e o povão foi engabelado; ir contra era como se opor a excelência na saude pública, amansou critoicas (constrangeu criticos) mas o caso era para ser só mais um.... ....om povão imbecil capitulou direitinho..

Abraços
C. Mouro


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André disse...

Bom, eu estou a caminho de me tornar um funcionário público, mas o q o C. Mouro disse está certo. O difícil mesmo é passar num concurso e entrar num lugar bom (pq a maior parte do funcionalismo é uma droga, apesar do q diz a imprensa, como se muitos ganhassem bem, não é bem assim). Mas mesmo virando um burocrata da pátria, já tenho e vou manter uma aposentadoria privada/complementar, pq é óbvio q não confio em nada oferecido, sugerido, apresentado como alternativa (ou imposto logo de uma vez) pelo Estado brasileiro.

Isso se eu não entrar na iniciativa privada, claro, mas acho q vou acabar virando funcionário do Estado.

Só não invisto ainda em ações pq isso exige muito conhecimento do assunto e cautela. Mas pode até ser interessante, quem sabe um dia. O importante é não se empolgar e aloprar.

“tendem a ser socialistas tanto por usufruirem do poder para ganhar, como pela despreocupação com investimentos.” É faz sentido. Que bom q na minha família há poucos esquerdistas/petistas, e todos são funcionários públicos. Já os amigos da família, bom, há os idiotas inevitáveis e os chatos, sabe como é. A maioria desses, pra variar, funcionários públicos... mas Brasília é assim. Conheço pouquíssimos profissionais liberais, gente da iniciativa privada. O que não quer dizer q são poucos por aqui. Só são uma minoria, mas crescente. Eu é q não conheço muitos mesmo.

Há muitos funcionários públicos excelentes, gente do mais alto nível (sob todos os aspectos), mas também há um grande número de mortos-vivos. E são eles q sujam a imagem da classe toda.

Num país sério, de sociedade organizada e mais civilizada, a CPMF seria declarada inconstitucional pela Suprema Corte, lógico. Mas aqui pode tudo, é inacreditável. O brasileiro trabalha metade do ano pra pagar impostos.


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C. Mouro disse...

Nobre André,
eu mesmo conheço funcionários públicos e também empresários que vivem enrabichados nas tetas estatais. Se entrares para o emprego público, mesmo que numa estatal, terás contato com o assédio dos politiqueiros e dependendo até dos piolhos sindicais a te dar instruções corporativas. Numa estatal, dependendo, poderás contar até com um servo de informações melhor que das polícias - eles descobrem mais rápido.

Mas o que quis salientar é a estratégia para manipular. Essas coisas não são por acaso.
Se os aquinhoados com altos salários estatais não tivessem uma garantia, fosse o mesmo esquema da iniciativa privada, eles teriam que poupar e investir para garantir o futuro, para manter o padrão, e certamente não seriam público cativo das idéias estatais. Claro, pois dependeriam da iniciativa privada para manterem o padrão. Mas como os impostos garantem, eles cagam para os problemas dos "comuns mortais", pois estes nunca os tocarão - estão seguros - e isso não aconteceu por acaso não.

O lunático T. More em seu "Utopia" mesmo fez referência aos maneirismos do Leviatã para extorquir sem-Poder. Estas estratégias são antigas, já em Roma havia inflação e acusações aos "egoístas gananciosos". Daí eu considerar que a ideologia cristão foi sob medida para a politicagem. Agora é o socialismo que faz o papael da ideologia salvadora.

O IPMF que virou CPMF (contribuição permanente) é prova da estratégia: se anunciassem mais um imposto, o povão podia estrilar e o assunto podia gerar insatisfação. Mas dizendo provisório e apenas para melhorar a saúde, isso acalma e constrange críticas, afinal mesmo sendo absurdo, tende-se a condescendência por ser para a saúde ...MAS ISSO FOI SÓ ARTIFÍCIO, POIS ERA PARA SER APENAS MAIS UM MEIO DE ARRECADAR.
A canalhice é tanta que cretinamente mudaram de imposto para contribuição. Eufemismos desavergonhados.
Os donos e usuarios do Poder sabem usar as palavras, como bem dito está no artigo de T. Sowell no MSM.

Por duas vezes eu tentei chamar atenção para os ardis de que se valem os donos do Poder, fazendo alguns textos como "Astúcia e Poder" e outros sobre as manipulações que já nem sei o título. Mas parece que todos acreditam que os políticos e autoridades agem sinceramente e às claras. Assim, somente os não socialistas "são ardilosos para explorar os trabalhadores através de ideologias burguesas".

Os proprios socialistas desde muito são entendidos como boas pessoas cheias de boas intençoes, mas equivocados. Coitadinhos, eu até fico penalisado por estes santos, tão preocupados em salvar o mundo dos demoníacos egoístas, serem tão bloqueados para entender o óbvio.
Essa estória de dize-los bem intencionados, enquanto eles acusavam os divergentes de canalhas, é que permitiu esse mito que não cairá facilmente. Pode-se ver que mesmo "o PT apenas sofreu a influencia das más companhias" e Lulla é simbolo de honestidade e boa intenção.

Acredita-se até na absoluta lisura de concursos para cargos de Poder, mesmo que quem monta as provas seja coligado a um partido e adepto de uma ideologia que preconiza a hegemonia da classe estatal (...hehehe!). Ora, se o tipo é obediente a uma ideologia e sobretudo a um partido que se pretende hegemonico, é evidente que algumas vagas para cargos de Poder serão "reservadas" para "irmãos ideológicos" e militantes partidários. Não tem como crer que quem monta e demais envolvidos no processo de um concurso, tendo interesses ideológicos e partidários, se proibirá de APARELHAR postos de Poder no Estado. ...Pô! é mais fácil Papai Noel existir. ...podem outros penetrar, mas uma boa parte está reservada para os "orgânicos", que "passarão".

O Poder tem estratégia, a propria idéia de dividir para dominar é uma delas: joga-se pobres x ricos, empregado x patrão, consumidor x comerciante, preto x branco, estrangeiro x local, "nós" x EUA, socialismo x "capitalismo" (seja lá o que isso for), e etc.. Assim fazem para polarizar e banalizar as discussões pela confusão. No fim, todos estão contra todos e dessa rixa é o Estado que colherá o prêmio. ...è estratégia, talvez, mais antyiga que Sun Tzu.

- "è preciso dividir o povo, porque o dia que ele se unir, ninguém o dominará".

Há o incentivo corporativo dos beneficiários do Estado e o incentivo dissipativo nas suas vítimas.
É a estória do "e eles prenderam os judeus, mas como eu não era judeu, não me importei e....". é assim que funciona. Uma população que se odeia mutuamente não será páreo para uma organização como o Estado/governos que vivem de escraviza-la. É a vitória perfeita, onde o vencedor não precisa lutar, pois apenas lança seus inimigos uns contra os outros, para que se enfraqueçam, para que desunidos jamais possaam ameaçar a hegemonia dos donos do Poder.

vai milênio e vem milênio e nada muda além das moscas ...a merda é sempre a mesma.

Há uma estorinha sobre "o jeito de falar" e isso é realmente importante.
- Contribuições sociais e não Impostos.
- Patrimonio público e não patrimonio dos governos
- servidor público e não empregado do governo
democracia popular e não ditadura
controle popular da mídia e não censura
- tudo que os governos fazem é sob a égide de fazer um bem ao povo, nunca dizem que é para os governantes e agregados - que são os beneficiados "por acaso".

As multas (industria de multas) é para educar motoristas.
Proibe-se as armas para evitar acidentes com armas, mas solta-se bandidos que sempre voltam a matar inocentes.
e etc. etc.
...mas esse assunto não interessa.
...reclama-se muito, mas não se concebe um algoritimo para desestimular o Poder totalitário

...eu diria que o ideal seria que políticos só pudessem se eleger uma única vez na vida e mesmo os funcionários publicos tivessem um tempo máximo (15 anos p/ ex.). Que só se candidatassem que já tivesse trabalhado antes (há os que nascem e morrem no serv. estatal).
Que todos fossem iguais perante as lei:
juizes, procuradores, diretores, promotores, policiais e etc., TODOS, seguissem as mesmas regras da iniciativa privada. Imagine se o INSS seria essa ladroagem ...CLARO QUE NÃO! pois quem detem o Poder sentiria na própria pele.
Politico não teria aposentadoria própria. Nada de fundos de pensão estatais, onde as empresas cobrem os rombos e roubos e depois os impostos cobrem as empresas.

...Igualdade perante a lei para TODOS, TODOS MESMO! ...ninguém fala disso. Não se vai ao coração da questão, e no fim gastamos tempo com discussões inuteis. As propostas são "de vento".
Penso que a propsta socialista ou "comunista" ou assistencialista, foi um meio do Estado se perpetuar como Poder sobre a população, foi um ataque no coração da liberdade ...ELES SABEM BRIGAR pelo que querem, a massa apenas reclamar e pagar.
As propostas para atacar o Poder não provocam emoção. ...hehehe! e todos se movimentam mais pela emoção que pela razão, daí que a visibilidade é mais importante que a reflexão, daí que a defesa do Poder sempre foi espetaculosa, sempre barulhenta e visivel.
As reflexões... tsc tsc tsc.

Comentar "Astúcia e Poder" não vai colar.

Abraços
C. Mouro


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André disse...

Louvável C. Mouro,

Sim, também conheço alguns funcionários públicos picaretas e “empresários estatais”. Muitos FPs ( e também filhos da... ha, ha) que nunca passariam num concurso, mas que vivem em cargos comissionados, saltando de diretoria em diretoria, de um órgão a outro, dentro do mesmo Poder. Ou de subdiretoria em subdiretoria... E ganham bem, em torno de 12 a 15 mil mensais. Quando não levam logo 20.

Muitos dos servidores públicos que conheço (concursados ou não) tem alergia a qualquer coisa remotamente “privada”, privatizações, p. ex., ou aquela conversa de reduzir o Estado, de falar em liberalismo, em Roberto Campos, eles detestam isso. São quase todos, noto, nacionalistas, mesmo quando não são petistas/esquerdistas. E anti-americanos. Mas não deixam de fazer compras em NY ou na Flórida, naturalmente. Desnecessário dizer q tem uma cultura, com raras exceções, q só confirmam a regra, de enciclopédia infanto-juvenil...

E há também essas fantásticas criaturas que acreditam sinceramente na absoluta inocência de Lula. Eu ainda tenho uma leve vontade de dar um tiro em alguns e de rir de outros. Não fico penalizado quando vejo essas pessoas que imaginam ser socialistas (acho q quase ninguém realmente sabe o que é isso ou o que é capitalismo ou liberalismo), esses aí cheios de boas intenções. Fico levemente incomodado. Antigamente me revoltava.

No Brasil, o capitalista é o vilão, o inimigo público, na cabeça do povão. Mentalidade...

Já fiz uns dois concursos com fraude que não foram anulados. Coisas gritantes: p. ex., em 2000, para a Câmara dos Deputados. Feito pelo próprio órgão (interno), deles, o q já foi um erro. E muitos aprovados nas 1as posições e com notas muito altas, que eram sobrinhos, afilhados, enteados e outros aderentes de gente bem posicionada lá dentro. O falatório não deu em nada, o concurso foi mantido. Claro, conheço gente q se matou de estudar e passou. Que bom. Mas houve irregularidades, várias. Como era pra nível superior e eu ainda tinha uns 2 anos de faculdade pela frente, não estudei. Acho q se tivesse estudado bem tinha passado. Foi mais confuso/malfeito do q difícil. O caderno de provas era inesquecível: muito grosso pq a fonte era enorme, parecia prova especial (elas existem, para deficientes visuais), e a cor do papel era rosa. Aquele rosa de papel higiênico barato. Ótimo pra dar dor de cabeça na gente. Me lembro q na entrada montaram detectores de metal enormes. Deve ter sido pra ninguém entrar com pistolas automáticas e submetralhadoras...

Aqui em Brasília, o escândalo envolvendo o Cespe/Unb, supostamente “sem fins lucrativos” mas q arrecada uma grana violentíssima com concursos país afora, em 2005, foi até bom. Acabou com a aura sacrossanta dessa empresa, q até então era inatacável, perfeita, imaculada. Era um saco ter q ouvir sempre q o Cespe isso, o Cespe aquilo, a lisura (palavrinha idiota) do processo, o alto nível das questões, blá, blá, blá. Eu até admito q as questões são mais cerebrais, exigem mais inteligência do que decoreba, como é o caso das provas da Esaf, outra m..., mas por outros motivos. Mas sempre achei idiota a regrinha ais famosa do Cespe, que de uns tempos pra cá vem sendo relaxada: “uma errada anula uma certa”. Uma coisa q vc erra anula uma q vc acertou. Hátoda uma burocracia pedagógica, conversa fiada de “educador” (???) pra explicar pq essa regra é o que há. Pra mim, pura conversa fiada, bullshit. Claro q o esquema envolvia gente alta lá dentro, imagino até q a polícia daqui saiba exatamente quem foi, mas q não tenha provas substanciais para enquadrá-los. É complicado pegar alguns, infelizmente. Não deixaram muitos rastros, eram profissionais.

Muitos deles já estão empregados em outras empresas q fazem concursos...

Quanto ao loteamento de cargos pelo partido do momento, hoje o PT, acho q eles nem se utilizam tanto de concursos. Nomeiam direto os pelegos, pra cargos em comissão. Isso é q deveria ser drasticamente reduzido: cargos em comissão, funções comissionadas, os demissíveis ad nutum (a qualquer momento, ou seja, sem estabilidade). Os concursados/estáveis é q deveriam ter acesso a esses cargos ocupados por essa ratatuia, essa malta. Tanto os cargos mais baixos como os de direção. Os cargos por indicação política, do Presidente, nas empresas estatais e no Executivo, também deveriam acabar.

“Contribuições” sociais e não Impostos. É, ridículo.

Patrimonio público: muitas vezes não é...

Servidor público: já acho desagradável. Lembra “servo”.

Democracia popular: o que não quer dizer nada. Assim como “sociedade civil”. E lá existe uma militar?

E se tem o “popular” no meio, pode saber q é vulgar e populista.

Sou a favor das câmeras q multam. Mas sem dúvida há uma indústria. Se bem q o brasileiro reclama muito, é indisciplinado no trânsito e depois culpa o DETRAN.

Lembra do caos q foi assim q entraram no ar as operadoras de telefonia, o novo sistema, pós-privatização? Ninguém sabia usar nada, mesmo após uma extensiva campanha de informação sobre os novos números/códigos telefônicos. Isso pra mim é preguiça. O zé-povinho reclamou por uma ou duas semanas, depois tudo se normalizou.

Quanto ao crime, o Brasil precisa de uma profunda reforma nos dois códigos, o penal e o de processo penal. Se vc lê o penal, pensa q está na Noruega. Tem q endurecer, baixar o pau, instituir trabalhos forçados, perpétua, penas longas, mas também tem q fazer isso funcionar, ser cumprido. E isso é q é difícil (corrupção...). Não acho q precisamos de pena de morte (Schopenhauer tem uma boa: aos q são contra a pena de morte, eu digo: se vcs abolirem o homicídio primeiro, podemos abolir a pena de morte...). Mas precisamos de policiais de verdade e com nível. Acho q em casos extremos daria até pra instituir, por um tempo, algo como “medidas extrajudiciais” (nome sugestivo usado pelos ingleses para assassinatos de terroristas do IRA na Irlanda do Norte). Eu autorizaria algumas contra grandes traficantes, entre outros. Simplesmente localizar e matar. Certos tipos não devem ficar numa cela, sustentados pelos nossos impostos. Eu extrairia toda a informação necessária de um Beira-Mar e depois o executaria, cut and dry, that is it. Direitos humanos, nesse caso, só os do cano da minha Ruger 357.

Caras q param um ônibus e põe fogo nele com os passageiros dentro, idem. E por aí vai.

Um brasileiro q mora em Miami me disse q o norte-americano não é um ser moralmente superior a nós (penalmente, ao menos). Não é mais civilizado ou certinho por natureza. Ele obedece a lei porque tem medo dela. É preciso ter medo da lei. Respeitá-la por saber q ela funciona, mas medo, enfim. Um medo necessário. Claro, há corrupção, safadeza, mas o sistema, bem ou mal, e apesar das injustiças, funciona. Dá resultados.

Políticos poderiam se eleger mais de uma vez na vida. Mas o salário deveria ser razoável, o carro oficial, um só, e as mordomias reduzidas. Uma vida espartana mesmo, sem frescura. Isso, só nos meus sonhos, claro.

Func. públicos poderiam trabalhar por muitos anos, mas eu revisaria a estabilidade. Ah, se um deles estiver me lendo agora, vai querer me matar.

O INSS pra mim tinha q acabar.

Aposentadoria pra parlamentar: jamais.

Fundos de pensão estatais: só se fossem muuuuuuuuuito bem administrados.

Ah, sim: igrejas, religiões e escolas particulares pagariam impostos como todos nós.

O resto desse interminável assunto é o velho problema da mentalidade do brasileiro médio: mal tem uma.

Mas acho q já falei demais.

De volta aos alfarrábios legais...

Catellius disse...

E destaco os seguintes trechos do Mouro, impagáveis, para variar:

“...usam isso contra a idéia de liberdade, tipo: se o homem egoísta não for controlado pelos altruístas, eles espalharão o mal. Isso é fácil de ser entendido como justificativa. É totalmente falsa, bem nos disse A. Smith, mas a massa estúpida consegue assimilar isso.”

“...funcionários públicos tendem a ser socialistas tanto por usufruírem do poder para ganhar, como pela despreocupação com investimentos.”

“O IPMF também foi pleiteado para a saúde: QUEM A ELE SE OPUSESSE SERIA UM MALVADO QUE NÃO QUERIA A MELHORA DA SAÚDE....”

“Os próprios socialistas desde muito são entendidos como boas pessoas cheias de boas intenções, mas equivocados. (...) Essa estória de dizê-los bem intencionados, enquanto eles acusavam os divergentes de canalhas, é que permitiu esse mito que não cairá facilmente. Pode-se ver que mesmo ‘o PT apenas sofreu a influencia das más companhias’ e Lulla é símbolo de honestidade e boa intenção.”

“... é assim que funciona. Uma população que se odeia mutuamente não será páreo para uma organização como o Estado/governos que vivem de escravizá-la. É a vitória perfeita, onde o vencedor não precisa lutar, pois apenas lança seus inimigos uns contra os outros, para que se enfraqueçam, para que desunidos jamais possam ameaçar a hegemonia dos donos do Poder.”

“vai milênio e vem milênio e nada muda além das moscas ...a merda é sempre a mesma.”

“...eu diria que o ideal seria que políticos só pudessem se eleger uma única vez na vida e mesmo os funcionários públicos tivessem um tempo máximo (15 anos p/ ex.). Que só se candidatassem que já tivesse trabalhado antes (há os que nascem e morrem no serv. estatal).”

André,

Realmente excelentes as peças com o Wilhelm Kempff e os outros grandes pianistas! Valeu! Os concertos para piano de Mozart são sempre inspiradores, principalmente o nº 20, que também é o meu preferido.
Hasta la vista.

Catellius disse...

Heitor, destaco os seguintes trechos do seu artigo:

“...o fim dos Impérios é explicado pelo fim dos consensos.”

“Lamentavelmente, assistencialismo não gera desenvolvimento humano, quando muito ajuda a reter gente no campo.”

“...as cotas raciais, que também não resolverão o problema dos negros de forma geral, apenas de uma elite parda.”

“...ainda vêem sentido em uma aliança do governo com a burguesia de estado, que gera um estado inchado, cheio de corporações chantagistas e com pouco foco nas áreas estratégicas.”

“Os da geração de 68 (...), acostumados a roubar bancos na época da ditadura, parecem não ter grandes escrúpulos em se valer dos mesmos recursos de seus adversários, tais como caixa 2 e outros.”

“Talvez a saída seja a ida do PT para o centro, como o Lula já parece estar fazendo, e uma adesão discreta ao Consenso de Washington que eles tanto criticaram na era FHC.”

Quanto ao arrependimento...
Estou no mesmo barco que você, Heitor. Após oito anos de FHC fui incapaz de votar no Serra, mas me arrependi nos primeiros dias de mandato, principalmente quando senti a bovina unanimidade em torno a ele, o "sofrimento" causado pela bursite estampado em todos os jornais - logo em um homem que já sofrera tanto por "estepaíz" -, o alarde em torno ao Fome Zero, a figura do Zé, a Eminência Parda não eleita pelo povo, etc.
Well well well, Georgie Boy (como diria Alex), Herrar é Umano...

André disse...

É, esse concerto 20 de Mozart é considerado de “arquitetura musical complexa”, no livreto do cd q tenho aqui (uma das suas gravações aí, a do A. B. Michelangeli).

Considerada de arquitetura altamente complexa também é a 4ª sinfonia de Beethoven (a q eu mais gosto, em 2º lugar vem a 5ª). Pelo menos é o q diz aqui.

O q eu mais gosto no concerto c/ o Wilhelm Kempff, apesar do som ruim, é q a cadenza no 1º movimento é dele mesmo, ele não utilizou a de Beethoven. E achei a dele bem melhor. Mais quente.

Catellius disse...

Para mim, as melhores sinfonias de Beethoven são as últimas ímpares. A ordem: 9ª (coral) - 5ª - 7ª - 3ª (Eroica) - 6ª (pastoral) - 4ª - 8ª - 1ª e 2ª.

Quanto à cadência, os grandes concertistas de antigamente faziam a própria, e era essa mesma a intenção do compositor, de criar um momento de virtuosismo para o concertista se exibir, literalmente. Mesmo assim, o virtuose devia fazer variações sobre o tema do 1º movimento e respeitar as progressões harmônicas do compositor que preparam para os instantes finais do movimento: a coda ou apenas a retomada do tema pela orquestra. E o resto são arpeggiate e escalas mais ou menos fáceis de elaborar, nunca de executar, claro.

Abraços!

p.s. antes que um anônimo venha encher o saco, Eroica é sem h e sem acento mesmo, he he

André disse...

Ah, danem-se os anônimos. E essa eu sei q é assim q se escreve, já vi nas capas dos cds, ha, ha...

Gosto mais da 4a, 5a, 7a e 8a

É, a cadência era o momento do virtuose, legal q alguém tenha pensado nisso. Áchei a do Kempff mais criativa q a do Beethoven, mas é só questão de gosto. Até agora não encontrei um cd com esse concerto de Mozart q tivesse uma cadenza diferente da de Beethoven, só esse. Ou, se já encontrei, devia ser um desses cds q custam 70, 80 reais na FNAC ou na Cultura, e eu não acho justo pagar tudo isso num cd, nem q fosse a gravação do ectoplasma de Mozart tocando. Na Itália até as óperas ou caixas de obras sinfônicas mais procuradas raramente passavam dos 50 reais quando estive lá, em 2000. Aqui tudo é inflacionado, exagerado.

C. Mouro disse...

Bem,
se consola, eu jamais votaria num traste como o Serra. Se tivesse que votar em alguém, tipo sem chance de anular, eu votaria Lulla. Não por considera-lo melhor - para mim todo excremento de porco tratado com lavagem é igual - e nem mesmo o menos pior, mas apenas o Serra vencendo oportunizaria mais créditos para o Lulla, mais confusão sobre sistema econômico. Ou seja, o crápula do Serra, permitiria que se atribuisse ao "neoliberalismo" toda a desgraça, mesmo que o canalha financiasse o MST (FHC o fez com mais de 12 bilhões), que violasse contratos e propriedade privada (na minha opinião é um canalha covarde sob todos os angulos), que fizesse confiscos, aumentasse impostos e colocasse em altos cargos a velha camarilha guerrilheira, ainda assim atribuiriam todos os males ao tal "capitalismo" para induzir a massa a pensar que o socialismo seria a salvação. Essa camarilha vive de apontar os males como antagonismo ao socialismo. O próprio Marx não explicou o funcionamento nem do socialismo nem do comunismo, apenas falou que neles tudo seria maravilhoso (apontava os pretensos fins que o socialismo atingiria, mas não explicou nos meios, o funcionamento, para alcança-los). O negócio do safado era tomar o Poder para os "representantes" dos proletários, e assim tudo seria maravilhosos... ...a estória da Branca de Neve me é mais verossimil, mas os imbecis adoram crer em absurdos. Haja vista, quanto mais estapafurdia uma ideologia, mais fanáticos ela produz, e mais aferrados seus crentes.

Enfim, quando FHC entrou em campo eu dizia que ele prepararia o terreno para o PT, ao posar de adversário embora associado ideológico. FHC financiou descaradamente o MST e Ongs das mais safadas. Sua eqiuipe era de velhos apparatchiks, até um assaltante foi ministro da justiça, e o povão achava que FHC era "neoliberal" ...mesmo aumentando imposto, criando "agencias reguladoras" - onde as tetas eram disputadíssimas pela corja militante -, violando contratos, violando propriedades, e mantendo o parasitismo estatal. ...mesmo assim foi entendido como "oposição neoliberal" ...PQP se o crápula do Serra entra seria a desmoralização total das idéias adversárias do socialismo.

PQP, é o salafrário do FHC que faz o papel teatral de "oposição ao PT" ...eu sempre voto nulo, e assimo farei, até que apareça alguém que me engane ou preste. ...o objetivo é o controle, enquanto a povança jogar sob as regras da "banca" (mesmo que ela as mude ao sabor da conveniencia), a banca saberá que tem a massa na mão, sob controle. Se não houver votação, é sinal de possivel rebelião, motim, e aí terão que ficar de "vara mais curta". Mas se o povão aceita, acaba moralmente enfraquecido para se rebelar, vivendo de esperança e coisa e tal. ...eles sabem que assim está sob controle, pois que ninguém dá o grito de que o rei está nú, todos estão aceitando e vendo os demais aceitarem, não se arriscam a uma rebelião.
.
Eu voto nulo! ...se a massa perceber que muitos não estão aceitando, que estão se rebelando, ela começa a ter mais força para não aceitar bovinamente, e os donos do Poder bem o sabem - se a tropa periga rebelar-se é melhor amansar no trato - ....e...

Abraços
C. Mouro

Ricardo Rayol disse...

Fico imaginando se é ir ao centro que o PT quer mesmo. Eles estão ineterssados no próximo golpe, na próxima falcatrua, não tem nenhuma agenda política. Se tivessem já teríamos mandado o pequeno fidel pra pqp, explodido as refinarias na bolóvia, invadido o paraguai (aquilo lá não é país) e usado o air 51 com uma grande faixa "Somos Pentacampeones" sobre Buenos Aires.

Bocage disse...

Raciocino perfeitamente como tu, Mouro. E não me satisfaz apenas anular o voto. No último pleito presidencial, digitei o 13 e irrompeu a odiosa fachada do Apedeuta na urna eletrônica, pressionei "corrigir", digitei o 45, contemplei a face estúpida do chuchu da Opus Dei, corrigi novamente e somente então digitei 69 e o "entra" que anulou meu voto. No referendo sobre a proibição da comercialização de armas de fogo e munições votei "3", por ser principalmente contra o referendo.

"se a massa perceber que muitos não estão aceitando, que estão se rebelando, ela começa a ter mais força para não aceitar bovinamente"

Como sempre, no alvo!

Bocage disse...

Ho ho ho! Feliz Corpus Christi a todos. Blém, blém, blém!

Mastiguei e engoli hóstias por cinco miseráveis anos, dos 12 aos 17. Após atravessarem um único miserável anus eu via, pesaroso, os naquinhos de Cristo sumir no sifão da latrina. Culpado por tamanha profanação, parei com a antropofagia – ou teofagia, como diriam os politeístas. Hoje prefiro pães com procedência conhecida, data de validade e uma pitada de sal e fermento.

Dois ótimos textos de Carlos Esperança publicados hoje a respeito desta festividade chuchu:

Corpus Christi

O corpo de Cristo, carcomido pelo tempo e pelos vermes, foi desprezado até ao Século XIII, altura em que o departamento de marketing resolveu aproveitá-lo para uma festa anual a ter lugar na primeira quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade, seja lá isso o que for.

O Papa Urbano IV foi o inventor da festa que realça a presença real do «Cristo todo» na hóstia. E quem não acreditar que naquela rodela está o corpo e o sangue do fundador da seita, é um herege.

Claro que causa alguma perplexidade que um corpo que subiu ao Céu, desça à hóstia em cada consagração e se meta na língua dos devotos, sem se saber qual a parte anatómica que pode calhar ao mais pudico dos crentes.

A primeira procissão temática teve origem em 1230 de acordo com visões de uma freira que as comunicou ao cónego que viria a ser o Papa Urbano IV.

Essas visões da freira exigiam uma festa da Eucaristia, à semelhança das visões da Irmã Lúcia que, menos de cinco séculos depois, obrigavam ao terço para conversão da Rússia e apaziguamento do «Nosso Senhor» que andava muito zangado e com humor lábil.

Esta festa da ICAR é festa «de preceito», isto é, uma festa que obriga todos os católicos a assistirem à missa. Assim, quem trocar a liturgia pela praia comete um pecado mortal e arrisca as perpétuas penas do Inferno onde o azeite fervente e o cheiro a enxofre eram os castigos certos antes de JP2 ter abolido o Inferno.

Na dúvida, católicos romanos, amanhã não faltem à missa nem à «Procissão Eucarística na Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo». Até o nome é uma delícia.

Ateu que vos avisa, vosso amigo é.

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Hoje há procissão

A Procissão Eucarística na Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo sai à rua em numerosas localidades. Numa padiola viajará um Cristo fúnebre e infeliz, com ar de quem regressa ao quarto, de castigo, para fazer companhia a S. Sebastião furado de setas e à Maria Madalena de cabelos compridos, oferecidos por uma devota que nunca lavava a cabeça.

Antigamente ainda acompanhavam o andor anjinhos de asas derrubadas que chegavam ao fim da procissão, em dias de chuva, com as alvas túnicas mais sujas do que as calças de um pintor da construção civil. As mães vigiavam a compostura das criancinhas e a banda da música enganava-se na partitura.

Hoje é um ritual sem graça que se aguenta por hábito. Os devotos profissionais enchem as ruas para os turistas tirarem fotografias e o bispo arejar a mitra e exibir a custódia sob o pálio que uns mancebos seguram com ar de enfado.

Quando a GNR manda soldados a cavalo aumenta o folclore e a ofensa à laicidade do Estado. Os cavalos defecam nas ruas por onde passam.

Alguns presidentes da Câmara, confundindo as devoções particulares com os deveres oficiais, aproveitam a boleia do pálio e a companhia do clero com o mesmo ar com que os cavalos transportam os soldados com dragonas.

As procissões são restos de um mundo que se transformou, encenações de uma liturgia que deixou de ser levada a sério.

André disse...

O problema do PSDB é q muitos deles são socialistas fabianos. Mais do mesmo lixo, enfim, relativamente pouca diferença para o PT.

Quem me dera FHC tivesse sido um liberal de verdade. Que nada.

Eu só não voto nulo pra Presidente. Já há duas eleições q não votei em ninguém nas outras posições. Anulei tudo.

Eu só fiquei sabendo desse feriado na quarta. Corpus Christi é o tipo do feriado q passa em branco pra mim. Deve ser pq nunca fui muito religioso e ninguém na minha família me forçou a seguir nenhuma religião. Mesmo sendo quase todos católicos, aqui nunca ligaram muito pra ladainha padresca e para esses rituais, tipo “1ª comunhão”, “crisma”, blá, blá, blá... Nunca me empurraram nada.

Mas, como estudei muitos anos em colégio católico, tenho antipatia de certas palavras, como eucaristia ou catequese.

Anônimo disse...

É interessante ver que os ateus têm ideais nobres. Preocupam-se com o obscurantismo intelectual daqueles "crentezinhos", a viver suas vidas "bovinas", ajoelhando-se frente a ídolos bobos. "Pobres coitados", dizem estes sapientíssimos, do alto de seus pedestais filosóficos. Porém, esquecem-se, estes verborrágicos senhores, que mais vale um amigo, um pai, um filho, uma esposa, um vizinho, - pessoas que sejam crentes, mas que também sejam companheiros, amorosos, piedosos, conscienciosos - que um papagaio ateu, bufão, falastrão, sem respeito, sem consideração,sem ética, sem moral. As ideologias são como alucinógenos nas mentes destes ingênuos boçais.

C. Mouro disse...

Grande Bocage,
eu li os artigos do C. Esperança, que são muito bons.

Já sobre os crentes, eles deviam cultivar alguma dúvida sobre suas divindades Vejamos:
Se existe um deus bom e um diabo mau e safado, é certoque o diaboseria muito mais verborágico em pr´pria propaganda; seria também perverso ao pnto de se fazer passar pelo deus bondoso, pois assim ele poderia semear o mal em nome do bem; isso é básico: um trambiqueiro, estelionatário golpsta, jamais avisa à vitima que ele a está enganando.

Ou seja, o deus teria efetivamente dado o lvre arítrio e um cerebro aos homens, para julgarem o certo e errado com a ferramenta lógica que um bom cérebro sabe usar; e não ais se envolveria.
Assim, o diabo manhoso, safado, estelionatário, sabendo que o deus deixou os humanos julgarem para, por tal julgamento, serem avaliados por deus, se justos ou safados, sabendo disso o diabo se fez passar pelos varios deuses alegados. Com isso conseguiu mandar os humanos não julgarem, darem a outra face aos perversos, amar os perversos (ah! os que amam os bandidos e or eles torcem sob o escudo dos "direitos humanos só dos bandidos") e etc. etc, tudo assim ensinando para fazer com que o mal prospere em nome do bem TAMBÉM, SENDO ELE O DEMO MALVADO E ASTUCIOSO, criou várias religiões passando-se por varios deuses, fazendo com que os variados crentes se conflituassem, brigassem e promovessem perseguições, genocidios e toda sorte de confrontos sangerntos e opressivos, com isso, com tal farsa digna de um demonio, o diabo consegue semear a discórdia entre variados religiosos e a persegução aos não religiosos que julgam os canalhas e os chamam de canalhas, bem como chamam os honestos de honestos, diferenciando bem uns dos outros (contrário o que manda JC, que diferencia apenas crentes dos não crentes).

Enfim, se houvesse algum diabo eu diria que ele veio à terra em carne e osso para promover a destruião do bom senso, valorizando a bondade (politicamente correta) em detrimento da honestidade, mandando amar os inimigos e louvar a bandidagem em nome do perdão e do "amor ao próximo" .mas só ao bandido próximo, pois amar as vítimas não atribui mérito ao crente, com claramente escrito no livro safado, pois o merito e amar o bandido e defende-lo dos malvados que querem o revide, a vingança, como justiça vingança é justiça, é retribuição, e de quebra desestimula a bandidagem, além de condenar moralmente o canalha.

até 2ª
Abraços
C. Mouro

Catellius disse...

Crente anônimo revoltadinho,

E mais vale um amigo, um pai, um filho, uma esposa, um vizinho, - pessoas que sejam atéias mas que também sejam companheiras, amorosas, piedosas, conscienciosas - que um papagaio crente, bufão, falastrão, sem respeito, sem consideração, sem ética, sem moral. Prefiro crentes amorosos a ateus sem ética, e prefiro ateus amorosos a crentes sem ética. Mesmo tratando-se de crentes, confio mais naqueles cuja consciência externa não sobrepuja a interna, racional. E evito conviver mais do que o estritamente necessário com aqueles que acham que um Vectra vermelho é mais potente do que um Vectra preto porque a maioria das Ferraris é vermelha, se é que você me entende...

Você não é capaz de sair do paradigma em que vive. Em países ricos como a Noruega ou até mesmo no Vietnã não é nada incomum que o cônjuge e o vizinho amorosos sejam ateus. No caso dos filhos, são sempre ateus até uns três anos de idade, ainda que seus pais pensem que eles tenham um deus simplesmente porque palavras mágicas foram ditas ao seu ouvido acompanhadas por um ritual com água e velas.

Quanto ao desrespeito, não entro em blogs católicos para ofender suas crenças e seus ídolos bobos, principalmente porque os crentes são os que gostam de ser papagaios. Prefiro ir direto à fonte; costumo acessar o Catecismo Online, a Bíblia Católica Online, a Catholic Encyclopedia, o site do Vaticano. Desrespeito por aqui mesmo e rio sempre de iconoclastas como o Bocage. Se os católicos vêm aqui para serem ofendidos, para se sentirem um pouco mais mártires e legais com o chefe, o problema é deles. Parei de enviar os textos mais polêmicos por e-mail. O André, quando esteve aqui, viu que eu evito falar sobre religião em alto e bom som, porque quase todos meus funcionários são evangélicos e não quero que se sintam ofendidos (nem desmotivados, he he). No máximo eu solto no ar umas perguntas capciosas. Eles sabem que eu tenho um blog. Se quiserem visitá-lo e me criticarem anonimamente ou não, são bem-vindos. Mas por aqui não esperarão respeito às coisas sacrossantas, pode ter certeza.

C. Mouro,

Muito bem!
Se existe deus e diabo, todos os deuses adorados são o diabo e o verdadeiro deus, que nos presenteou com a razão, não quer que acreditemos nele, he he he!
Forte abraço!

Catellius disse...

p.s. anônimo revoltadinho,

Como você copiou este mesmíssimo comentário em mais de um post, como bom papagaio (aliás é um bom nome para o sucessor de Bento 16: Papa Gaio I), vou deixá-lo apenas por aqui e apagá-lo onde mais eu o encontrar.

Ok?

"Desrespeito por aqui mesmo e rio sempre de iconoclastas como o Bocage."

Rio das iconoclastias, não dos iconoclastas, he he.

André disse...

“sem respeito, sem consideração,sem ética, sem moral”
Revoltadinho mesmo...

“E mais vale um amigo, um pai, um filho, uma esposa, um vizinho”...

E daí se elas são religiosas ou não? Essa nem é a questão aqui.

“Prefiro crentes amorosos a ateus sem ética, e prefiro ateus amorosos a crentes sem ética.”

Naturalmente. Eu também.

É, eu também evito falar sobre religião em alto e bom som, porque muitos parentes, amigos e conhecidos meus tem essa ou aquela religião ou simplesmente acham ateus e agnósticos “frios”. A maioria deles acha q eu sou católico, sei lá, ou q sou neutro como a Suíça nesses assuntos. Só os mais próximos sabem a "verdade", ha, ha...

O C. Mouro está inspirado hoje. Muito bom.

Holy Father disse...

O demônio odeia Deus, mas como não pode fazer nada contra Ele, ataca-nos, principalmente em nosso bem mais precioso: a família. É impossível uma verdadeira família católica ruir, separar-se. O hedonismo, o egoísmo de pais e filhos, o relativismo e o relaxamento dos costumes, tão em desacordo com os princípios altruístas que C. Mouro critica, louco que é, são obras do diabo, que vem tendo muito sucesso nesta empreita. Ele governa o mundo, mas aqueles que têm esperança em Cristo e O adoram, Ele e Seu Corpo Místico, A Santa Madre Igeja, estão livres de sua influência perniciosa. Só eles sabem o que significa a verdadeira liberdade!!

Bocage, que Deus tenha piedade de ti.

Catellius disse...

Holy Father,

"O demônio odeia Deus, mas como não pode fazer nada contra Ele, ataca-nos, principalmente em nosso bem mais precioso: a família."

E deus, porque nos ama, permite que o "encosto" arruíne nossas vidas. Deus quer que tenhamos mérito, por isso ser salvo não pode ser algo fácil demais, que possa ser conseguido sem fé. E qual mérito o barbudo tem em ser perfeito? Nenhum, porque não possui livre-arbítrio, uma vez que suas atitudes não advêm de uma opção. Ele está limitado em agir da melhor maneira possível, sempre, porque é perfeito. Se não possui livre-arbítrio, não tem mais mérito do que um paramécio ou um unicelular qualquer. Na prática, contudo, uma decisão divina pode ser alterada mediante novenas e ladainhas, desde que não sejam em prol da regeneração de membros amputados, os quais nenhum deus até hoje conseguiu regenerar.

André disse...

Deus nos ama, mas de vez em quando fica nervoso. E com ele não tem negociação. O Diabo negocia. Faz até contratos. O Diabo é um advogado...

Já q o lance agora é mitologia, cool... algund dos primeiros demônios, não só Lúcifer, o Primeiro Entre os Caídos, saíram do Paraíso. As brigas entre eles e o Altíssimo devem ter sido feias.

E cuidado, meninos: não interessa se vcs não acreditam em Deus e no Diabo. Eles acreditam em vcs...

Nosso bem mais precioso é a família? E se for uma família de agnósticos, ou pior, de ateus? Aí ferrou...

O que é uma "verdadeira" família católica? Qunato a ela ruir, separar-se, realmente, há famílias que não se separam, por piores que sejam. Se prolongam. Se arrastam. O que é muito pior.

O hedonismo é legal. Tirando uns excessos. Se bem q até com Messalina eu me entenderia.

Acho esse negócio de relativismo muito relativo.

O relaxamento dos costumes, waaal... eu não iria querer viver numa sociedade onde o relaxamento dos costumes fosse ditado por uma Madre Teresa de Cálcuta. Até pq seria um apertamento só.

"C. Mouro, louco que é" Que meigo!

Ah... Quer dizer que o Coisa Ruim, o Pemba, o Tumba-Tupa, o Canho do Pé Preto, o Anhangá Tinhoso, o Carcará Sanguinolento, o Capeta, de rabinho e garfo... governa o mundo. Pelo menos agora sabemos quem manda.

"Só eles sabem o que significa a verdadeira liberdade!!" Essa liberdade me parece sair muito cara por muito pouco.

P.S.: Messalina: donzela moça romana, a quem se atribui, após uma orgia, ter respondido a seguinte pergunta “E aí, satisfeita?” dessa maneira: “Fatigada sim; saciada... nunca.” Waaal, bons tempos. Essa é das minhas.

André disse...

Valeria Messalina, sometimes spelled Messallina, (c. 17/20 - 48) was Roman Empress from 41 until 48 as the third wife of Emperor Claudius. She was the mother of future Empress Claudia Octavia.

A powerful and influential woman with a slatternly reputation, she conspired against her husband and was executed when the plot was discovered.

Messalina was the only daughter of Domitia Lepida and consul Marcus Valerius Messalla Barbatus. Her elder full blooded brother was Marcus Valerius Messala Corvinus (consul 58).

Her father was the child of senator and twice consul Marcus Valerius Messalla Messallinus and Claudia Marcella Minor. Her mother was the youngest child to Lucius Domitius Ahenobarbus (consul 16 BC) and Antonia Major. Messalina’s grandmothers were half sisters and the nieces of Roman Emperor Augustus.

Messalina’s father died in 20 or early 21 of unknown causes, as her mother remarried to consul Faustus Cornelius Sulla Lucullus III, a descendant of Roman Dictator Lucius Cornelius Sulla. Faustus and Lepida had a son in 22, Faustus Cornelius Sulla Felix, Messalina's half brother.

Messalina was most probably born and raised in Rome. Unfortunately, very little is known on her early life.

Either in 37 or 38, Messalina married her second cousin Claudius who was about 48 years old. During the reign of another second cousin of hers, the unstable Roman Emperor Caligula (reigned 37-41), Messalina was very wealthy, an influential figure and a regular at Caligula’s court.

Claudius was Caligula’s paternal uncle and was becoming influential and popular. Claudius probably married her to strengthen the ties within the imperial family.

Messalina bore Claudius two children, a daughter Claudia Octavia (born 39 or 40), who was first wife to future Emperor Nero, and a son, Britannicus (born 41).

On 24 January 41, Caligula and his family were murdered and later that day the Praetorian Guard proclaimed Claudius the new emperor and Messalina became the new empress.

Messalina became the most powerful woman in the Roman Empire.

Claudius bestowed various honors on her: her birthday was officially celebrated, statues of her were erected in public places and she was given the privilege of occupying the front seats at the theatre along with the Vestal Virgins. The Roman Senate wanted Messalina to have the title of "Augusta", however Claudius refused.

In 43 Claudius held a triumphant military parade about the successful campaign in Britain. Messalina followed his chariot in a covered carriage and behind her marched the generals.

It is said that Messalina was able to use and manipulate Claudius into ordering the exile or execution of various people: Roman Historian Seneca the Younger; Claudius’ nieces Julia Livilla and Julia; Marcus Vinicius (husband of Julia Livilla); consul Gaius Asinius Pollio II (see Vipsania Agrippina) and the elder Poppaea Sabina (mother of Empress Poppaea Sabina, second wife of Nero).

Messalina does not have a good reputation. The ancient Roman sources (particularly Tacitus and Suetonius), portray her as insulting, disgraceful, cruel, avarious and a foolish nymphomaniac. Many women of her age and status enjoyed festivities and parties, but the two historians contended that Messalina unwisely combined her zest for meeting people with a sexual appetite.

A widely reported tale was of Messalina’s challenge a notorious Roman prostitute named Scylla of an all-night sex competition. Scylla gave up at dawn when each woman had taken 25 lovers, but Messalina saw no reason to stop copulating until well into the morning. It is said that she was exhausted, but not satisfied.

Juvenal also highly criticises her in his Satire VI:

“Then look at those who rival the Gods, and hear what Claudius endured. As soon as his wife perceived that her husband was asleep, this august harlot was shameless enough to prefer a common mat to the imperial couch. Assuming night-cowl, and attended by a single maid, she issued forth; then, having concealed her raven locks under a light-coloured peruque, she took her place in a brothel reeking with long-used coverlets. Entering an empty cell reserved for herself, she there took her stand, under the feigned name of Lycisca, her nipples bare and gilded, and exposed to view the womb that bore thee, O nobly-born Britannicus! Here she graciously received all comers, asking from each his fee; and when at length the keeper dismissed his girls, she remained to the very last before closing her cell, and with passion still raging hot within her went sorrowfully away. Then exhausted by men but unsatisfied, with soiled cheeks, and begrimed with the smoke of lamps, she took back to the imperial pillow all the odours of the stews.”

During the Secular Games in 47, at the performance of the Troy Pageant, Messalina attended the event with her son Britannicus.

Also present was Agrippina the Younger with her son Lucius Domitius Ahenobarbus (Nero), and she received a greater applause from the audience than Messalina and Britannicus did. This is probably a first sign of Messalina's declining popularity.

Later that year, she became interested in the attractive Roman Senator Gaius Silius who was happily married to the aristocratic woman Junia Silana (sister of Caligula’s first wife).

Messalina and Silius became lovers and Messalina forced Silius to divorce his wife.

Silius realised the danger that he put himself in. Messalina and Silius plotted to kill the weak emperor and Messalina would make him the new emperor. Silius was childless and wanted to adopt Britannicus. They had committed bigamy: Messalina and Silius married in a full ceremony, in front of witnesses and had signed marriage contracts while Messalina was still legally married to Claudius.

Her plotting was sufficiently promising that many senior officials were swayed to her side. However, the plot was exposed by Narcissus, an advisor to Claudius.

Messalina, Silius and a number of others were summarily executed.

Messalina was apparently offered the opportunity of suicide but was unable to do it. Claudius was at dinner when he was informed of her death; his response was to ask for more wine.

After her execution, the Roman Senate ordered Messalina’s name and statue removed from all public or private places.

On New Year’s Day in 49, Claudius married as his fourth wife Agrippina the Younger, who went on to remove anyone from the imperial court who she considered loyal to the memory of Messalina.

Agrippina’s son Lucius Domitius Ahenobarbus was adopted by Claudius as his son and heir; he became known as Nero Claudius Caesar Drusus Germanicus and succeeded Claudius as emperor, not Messalina's son Britannicus. Nero married Messalina’s daughter.

Messalina’s name is now often used as a synonym for others with her vices.

Bocage disse...

Excelente, nobre Mouro!

Santo Padre,

"É impossível uma verdadeira família católica ruir, separar-se."

- No Scotsman puts sugar on his porridge.
- But my uncle Angus likes sugar with his porridge.
- Ah yes, but no true Scotsman puts sugar on his porridge.

Traz-me à memória as maçantes discussões com o Blogildo:

- Nenhum cristão extermina em massa.
- Mas Hitler era cristão, veja estas fotos que comprovam o que digo, leia estes textos de sua autoria e estas transcrições de seus discursos.
- Ah sim, mas nenhum verdadeiro cristão extermina em massa.

Ho ho ho!

"Ele governa o mundo (o diabo), mas aqueles..."

E o mesmo Blogildo escreveu exatamente isto em uma de suas últimas aparições por aqui. É efetivamente nisto que os cristãos devem crer? E eu sempre a pensar bem deles... mais uma vez, não é que são os próprios crentes que vêm ensinar-me que estou enganado?

Anônimo disse...

E vejam esse André puxa-saco e a Messalina com a qual sonha ter um relacionamento. Surpresa, depravado, elas existem às toneladas. Basta que se pague para elas e outros participantes das orgias, vulgarmente conhecidos como prostitutos e prostitutas, que você obterá o mesmo que Messalina obtinha.

'Waaal, bons tempos. Essa é das minhas.'

Deprimente! Sem rédeas vemos isso. Junto com orgias, álcool e drogas, daqui a pouco se estará mantendo relações sexuais com alguém do mesmo sexo, porque, sem Deus tudo é permitido. O Pugnacitas está cada vez mais deprimente!

Anônimo disse...

São incapazes de não falar mal de Deus, mesmo quando o artigo é sobre Consendo de 68. Pobre Heitor. Se eu fosse ele, fundava um novo blog e largava o Catéquitus e escumalha.

André disse...

Ave, Chester! Ave, Caesar!

Não, quéqué isso, anônimos do meu amado, idolatrado, salve, salve, Brasil! A Messalina não fazia meu tipo. Muito hardcore pro meu gosto. Muito chegada a um grupo de risco também. Sou mais pudico, he, he.

Claro que prefiro a permissividade romana, mas em matéria de sexo sou um bizantino (de fachada, fachada...), pois, como sabem o C. Mouro, o Bocage e grande elenco, quando ninguém estava olhando, eles, os cristãos, fossem bizantinos ou não, botavam pra quebrar... Ainda botam?

Se Deus existe mesmo, onde é que ele está quando a gente fura um pneu na estrada?

Contudo, os senhores da Igreja têm razão. O excesso de exposição física e de sensualidade através da mídia trouxe a promiscuidade gregária, rompeu as comportas do proibido, fez fluir a torrente do não consentido,, que rolou pelas vertentes da permissividade, abalou as reservas pudicas da comunidade e provocou entre nós essa explosão de gozo eclético e universal.

Tenho que aprender com vcs, crentes: quando a burrice manda, a suprema burrice é ser sábio.

Mas por quê os profetas de vcs são sempre péssimos tradutores?

Falando sério: a permissividade é ótima. Ruim é a promiscuidade, o ninguém é de ninguém, o não privilegiamento de nenhuma pessoa (amor).

Eu apenas me entenderia com a Dona Valéria, mas não numa orgia. Meu negócio é mais geopolítica. Seria o Maquiavel da decadência romana, o Richelieu do Fórum, uma eminência parda (i. e.: um bispo negro (falsa cultura). Olha o racismo, André!

Por aqui, virtualmente, quem sabe não a receberia. Se ela quiser se tornar comentarista post-mortem do Pugnacitas, está mais do q convidada.

Depravado? Também não! Eu sou só um desses que gosta de fumar o charuto dos sibaritas, deixando a cinza cair no tapete dos antitabagistas. Um contestador.

Sim, prostitutas existem às toneladas. Ainda que eu não seja um habitué delas, acho isso bom, pois, segundo Santo (teólogos de plantão, corrijam-me se estiver errado) Agostinho, “SEM LUPANARES, O MUNDO SE CONVULSIONARIA”.

O Santo sabia das coisas...

Deus existe. Mas é ateu. E não é full time. Nem quer se envolver.

Ele fez o mundo em seis dias. No sétimo o diabo assumiu, e o exilou como subversivo.

Hummm... nem sempre essas orgias envolviam money, minha casta horda de cônegos.

Álcool... whisky, vodka e um bom Porto, com moderação, são o néctar, meus amargos zelotes da fé. E lembrem-se: o cristianismo deu mais certo do que o islamismo porque, enquanto no Islã se proibiu o álcool, nos mosteiros os frades faziam licores verdadeiramente divinos!

Quando começou a comprar almas, o diabo inventou a sociedade de consumo.

Rédeas? Olhem aqui, sacrossantos cruzados de Edessa, eu e os demais aqui não estamos acostumados a usar rédeas. Somos bípedes, não quadrúpedes. Se vcs tiverem Net, liguem no Canal Rural, suas famílias estão lá. Agora acabaram de leiloar uma vaquinha nelore, a Silver Star, filha de Duquesa D’Oeste e Trovão da Serra, irmã de Ametista, da Fazenda de criação Mimosa, lá em São Paulo. Se vcs continuarem assistindo, logo mais tem o leilão de ovelhas — mais próximos ainda de vcs.

Os ateus têm um Deus que não acredita em nada.

Daqui a pouco se estará mantendo relações sexuais com alguém do mesmo sexo? Do meu lado, na-na-ni-na-não. No way, gentlemen, for I prefer the ladies. Só que esse lance do varão se deitar com varão (e até as varoas com as varoas, cruz-credo, dona Madre Superiora) já vem acontecendo há alguns séculos. Sabem como é, ajoelhou, tem que rezar. Se bem que nem sempre eles rezavam. Apenas ressalto para posterior introdução nos anais (literários, literários!), que esse aí não é o meu field of expertise, ó, prestimosos arautos do Senhor.

Sem Deus tudo é permitido. Com Ele também, mas tem que fazer tudo bem escondidinho, pagar umas taxas e se confessar.

Talvez Deus até exista, mas deve ser lá longe. Nunca atendeu ninguém aqui na minha portaria.

“O Pugnacitas está cada vez mais deprimente!”

Também acho. São Catéquitus de Trebizonda se perdeu. Logo vai estar pregando no deserto. Esse site virou um bastião da moralidade ascética, descrente e atéia. Mais anódino (ops!), mais chato do que um livro de Kant! Pô, pessoal, vamos dar uma colorida! Ninguém aqui acredita no caleidoscópico folclore cristão, no imaginário puro e mágico das massas crentes? Nem mesmo crêem que um dia o sertão vai virar mar — e o mar vai virar sertão! Eu mesmo não agüento mais ficar sem acreditar em nada. Nem que seja pra crer na crença do descrer! Estou com sede de maná, que Javé, naturalmente, nunca mandou pra mim. Vcs sabiam q o maná, de acordo com os escritos judaicos mais antigos, alimenta pra burro? Dá uma energia maior do que Nescau. Com ele, minha avó andaria de bicicleta. Seu consumo dispensava o de alimentos normais, cortava o sono e punha os cabras lá no deserto do Sinai pra trabalhar. Melhor que guaraná em pó.

Sábio era Diderot que, apesar de absolutamente cético, por uma questão de prudência elementar sempre se referia a Deus como “o cavalheiro lá em cima”.

Mas o diabo (vade retro, palavra dos quintos!) é que a coisa, ah, a coisa sempre piora, minhas vetustas rezadeiras de novena de Nossa Senhora Desatadora dos Nós...

Vejam só: um membro religioso do Pugnacitas seria, na melhor das hipóteses, chamado de gnóstico, que vcs aí, do bastião dos impolutos católicos apostólicos romanos, detestam. Ou de deísta, mas aí teria que ser deísta do SEU deus, senão a Senhora Suíno torceria sua extremidade caudal (forma kantiana de se dizer: “aí a porca torce o rabo”). E, se não for religioso, é ateu, agnóstico, incréu, fariseu e sodomita. E vcs sabem muito bem o que aconteceu com Sodoma e Gomorra.

Mas, se a situação é deprimente, a gente toma uns anti-depressivos e a depressão passa.

“São incapazes de não falar mal de Deus, mesmo quando o artigo é sobre Consenso de 68.”

Ora, vcs, que se dizem acólitos de Joseph “Será o Benedito?” Ratzinger, não sabem? Deus está em TODOS os lugares. É onipresente. O que acontece aqui é um caso clássico de intervenção divina. Já ouço o Padre Quevedo me dizendo: “Esto non ecsiste! Esto non ecsiste! Esto ser um fenômeno perfectamente explicável pelo Ciência!”. Mas dane-se o padre.

Negócio seguinte: Deus tem piedade de todos nós aqui, então ele força nossos subconscientes a falar dele, nem que seja mal, por mais que o Heitor se esforce pra falar de política. Deus aqui adotou a tática do água mole em pedra dura... vai insistir até a gente se converter. Freud (em tempo: ateu) explica.

Mas, novidade!, EU também tenho piedade de vcs, cristãos e sacristãos! Eu até me divirto com vcs e me disponho a compratilhar minha sabedoria mundana (a divina me falta) com vcs.

Um tiquinho de Schopenhauer pra vcs (aos leitores assíduos e/ou já condenados ao mármore quente do Inferno, desculpas pelo breve repeteco de parte de um comment do post passado):

É penoso ver roucos cantarem e mancos dançarem; mas saber de mentes limitadas que filosofam é insuportável.

Às vezes converso com os homens do mesmo modo como as crianças conversam com seus bonecos: embora ela saiba que o boneco não a compreende, usando de uma ilusão agradável e consciente, consegue divertir-se com a comunicação.

O que na verdade falta aos medíocres, dos quais o mundo está repleto, são duas capacidades bastante familiares, ou seja, a de julgar e a de ter idéias próprias.

Um monge autêntico é um ser extremamente venerável: mas, na maioria dos casos, o hábito é apenas um disfarce sob o qual é possível encontrar um verdadeiro monge tanto quanto o seria sob um disfarce.

A intolerância é intrínseca apenas ao monoteísmo: um deus único é, por natureza, um deus ciumento, que não tolera nenhum outro além dele mesmo...

Nossa situação é realmente precária! Ter pouco tempo para viver, com muito trabalho, necessidade, medo e dor, sem nem mesmo saber de onde viemos, para onde vamos e por que vivemos, e ainda ter de suportar padres de todas as cores, com suas respectivas revelações a propósito, além de ameaças contra os infiéis.

A fé e o saber não se dão bem dentro da mesma cabeça: são como o lobo e o cordeiro dentro de uma jaula; e o saber é justamente o lobo, que ameaça devorar seu vizinho.

Um Abraço daqueles de Papão Ratozinger em todos vcs, anônimos e testemunhas de Jeová!

E um ótimo final de semana para todos!

P.S.:

Deus é muito, muito rico!

Ignorar é a única defesa possível contra a ignorância.

e se algum de vcs for a uma orgia nesse fim de semana, usem preservativo!

O+cioso disse...

'e se algum de vcs for a uma orgia nesse fim de semana, usem preservativo'

tsc tsc tsc
USE preservativo, anarfa

Heitor Abranches disse...

Muitos ainda acham que o Lula e burro apesar dele ja estar no seu quinto ano de mandato como presidente da republica. e igual aquela estoria de que a maior artimanha do diabo e esconder sua existencia.
Para provar o que digo menciono a afirmacao da criatura hj dizendo que era democratica a revogacao da licenca da RCTV na Venezuela.
A criatura construiu um sofisma o que exige mais de um neuronio, ou seja, na forma o estado pode revogar uma concessao mas na essencia quando um governo revoga a concessao de uma teve que lhe faz oposicao nao esta sendo democratico evidentemente. Portanto, Lulinha e capaz de sofismar...

Simone Weber disse...

Heitor,

"Duroselle afirma que todo Império necessita de consensos para sobreviver; segundo ele, o fim dos Impérios é explicado pelo fim dos consensos."

Duroselle, em seu extenso Todo Império Perecerá, lista várias razões, não apenas o fim dos consensos. Examina os fenômenos que chama de ondas e criações, relações simétricas e assimétricas, qualifica os impérios em vários tipos, como os ligados a dinastias, os impérios marítimos, os comerciais. Não classifica os EUA como império, surpreendentemente, e afirma que a China tem vocação para sê-lo. Relacionados ao ocaso dos impérios, estão, segundo o francês, a violência, o nacionalismo (por incrível que possa parecer), a desagregação interna - que chamaste acertadamente de fim do consenso -, entre outros fatores.

Não vi relação entre a morte de impérios e consenso de 68, de Washington, o primeiro ter vencido o segundo nas urnas, Geisel pertencer ao consenso da década de 20! Algumas coisas soaram-me esquisitas. E se há vários "consensos" lutando uns contra os outros, só posso deduzir que não há consenso algum.

Beijocas a todos

André, estou rindo até agora de teu comentário!

Simone Weber disse...

"Lulinha e capaz de sofismar..."

E de ensinar por parábolas :-)

André disse...

Ok, o mais Ocioso gramático, vocês = usem, algum = use. Mas, ponto pra vc. Game, talvez um set... mas não match pra vc.

É, o Lula é capaz de sofismar. Isso é perigoso.

Hummm, Simone Weber, esse livro do Duroselle deve ser interessante mesmo... Um dia vou procurá-lo. E obrigado pelo elogio! Que bom q vc gostou!

André disse...

Millôr na Veja dessa semana:

LULA E A AUTOBIOGRAFIA DOS OUTROS

Na Índia, para todos os índios ouvirem (são índios, pois não?), Lula declarou que se tornou Ghandiano desde que leu um livro sobre a vida do extraordinário monarca (líder de mais de um bilhão de pessoas).

Vou mandar pro Lula um livro do Arthur Koestler contando algumas historinhas de Ghandi; a dos ternos que ele instruía os deputados a fazer em roca colocada no congresso, um terno que custava cinco vezes o preço de um terno comprado em Savile Row; a história das sobrinhas com que ele dormia pra resistir à tentação (sempre fracassava); a de suas viagens pra África do Sul em vagão de terceira (recheado de primeira), et cetera.

Um delegado da Polícia Federal, citado por O Globo, definiu Vavá como "um cara simples, quase analfabeto, que enrola as pessoas". Eu diria que ele possui todos os predicados para suceder ao presidente da República. Vavá 2010.

Catellius disse...

Grande André,

“Deus nos ama, mas de vez em quando fica nervoso. E com ele não tem negociação.”

Existe, claro! Você pode fazer promessas, que funcionam como um SEDEX a cobrar: se receber o bem, paga; se não receber, fica por isso mesmo. E você pode pagar adiantado por meio de novenas, sacrifícios e ladainhas, mas aí a mercadoria raramente é entregue.

“...o Capeta, de rabinho e garfo... governa o mundo. Pelo menos agora sabemos quem manda.”

Mas eles se enganam. O mundo é governado pelos Illuminati, he he.


“Se Deus existe mesmo, onde é que ele está quando a gente fura um pneu na estrada?”

Detalhe: os países onde deus age mais freqüentemente, quase todos na América do Sul e na África, casualmente são os lugares onde mais pneus furam. Uns dizem que é por causa das estradas esburacadas, dos carros velhos com pneus carecas, mas, para mim, o culpado é deus. Por que na Noruega e França, tão atéias, não vemos essas coisas acontecerem com a mesma freqüência? Qualquer detetive que se preze conduziria o omnitudo para o xadrez, preventivamente.

“Falando sério: a permissividade é ótima. Ruim é a promiscuidade, o ninguém é de ninguém, o não privilegiamento de nenhuma pessoa (amor).”

Quase todos os povos da antiguidade eram poligâmicos, inclusive o povo de deus. Os gregos eram monogâmicos e os cristãos pegaram isso deles, segundo alguns historiadores. Em um ambiente de poligamia, o pobre muitas vezes morria solteiro, enquanto o rico possuía várias esposas. O pai do pobre poderia bancar-lhe uma esposa com o dinheiro obtido pela venda das filhas. A promessa de uma sociedade monogâmica teria atraído multidões de neófitos semitas, principalmente da Síria e vizinhanças, para a heresia judaica. O déficit de esposas criava querelas constantes entre a população, mortes por ciúme, vendetas, etc. A monogamia também nasceu do pacto entre poderosos e pobres em busca da ordem social, para que as energias fossem canalizadas contra os inimigos comuns. A monogamia extinguiu o comércio de esposas e a economia dá um salto. Hoje a poligamia acabou no mundo civilizado. O que vemos é a chamada “monogamia em série”.

“Ele fez o mundo em seis dias. No sétimo o diabo assumiu, e o exilou como subversivo.”

Alguns exegetas dizem que, como o Big Bang teria ocorrido há uns 14 bilhões de anos, cada dia da criação representa 2 bilhões de anos, he he. Então, se Adão nasceu há uns seis mil anos e deus o criou no sexto dia, deus continuará dormindo por mais dois bilhões de anos, uma vez que, segundo o Calhamaço dos Embustes, descansou no sétimo dia. E aí encontramos a explicação para o que Harold Bloom chamou de exílio de deus. Está dormindo, e provavelmente quando acordar não existirá mais espécie humana, he he.

“Rédeas? Olhem aqui, sacrossantos cruzados de Edessa, eu e os demais aqui não estamos acostumados a usar rédeas.”

Muito boa! Tirou as palavras de minha boca, ha ha ha.

“Daqui a pouco se estará mantendo relações sexuais com alguém do mesmo sexo? Do meu lado, na-na-ni-na-não. No way, gentlemen, for I prefer the ladies.”

Metade dos padres católicos americanos é homossexual, segundo pesquisa do próprio Vaticano, e esse anônimo tem a coragem de vir aqui dar uma de homofóbico por causa de uma brincadeirinha sua... Francamente!

“Sem Deus tudo é permitido.”

No começo os crentes tinham medo do espantalho omnitudo. Agora refestelam-se com o milho proibido, pousam no boneco de palha, defecam em sua cabeça. Mas dizem temê-lo, dizem que sem ele o milharal sumiria em poucos dias...

“Estou com sede de maná, que Javé, naturalmente, nunca mandou pra mim.”

A ambrosia e o néctar dos deuses gregos deviam ser bem melhores do que o maná. “Com Maná, adubando dá” nos dá uma idéia do gosto. Só Hebreu passando fome no deserto para agüentar comer aquilo...

---///---

Grande Bocage,

Bem lembrada essa do “verdadeiro escocês”. O Mouro também já havia mencionado a falácia um dia desses.
Quanto a Satanás governar o mundo, é um absurdo, principalmente quando os verdadeiros representantes do deus verdadeiro abençoaram os reis mais poderosos dos últimos dois mil anos e há pouco apoiaram Pinochet, Franco, Salazar, Mussolini, Hitler. Os representantes de deus assinam concordatas (o Papa Pio XI assinou com Mussolini e o cardeal Eugenio Pacelli, futuro Pio XII, assinou em nome do Vaticano uma concordata com os nazistas) com representantes do demônio? Deus escreveu o libretto desta ópera e Satanás a musicou, como escreveu Machado de Assis? É uma parceria a la Boito/Verdi, Da Ponte/Mozart?


Simone,

Abraços!

Heitor,

E então, ainda está em Portugal?

André disse...

É, os Illuminati. Só a Lara Croft, do joguinho de computador, pode nos salvar.

Para os ateus escandinavos, Deus deve mandar outras formas de punição.

Acho que os gregos não ligavam muito para as mulheres, quando o assunto era sexo. Acho q nem ligavam muito para sexo. Não q todos fossem como os espartanos, mas tenho essa impressão. Talvez os espartanos gostassem de mulheres, apesar daquela militarização toda. Só q elas ficavam à parte e não decidiam nada. Já em Roma a coisa era bem mais complexa. Eles eram bem liberais em matéria de sexo, mas não sei se entre a plebe era assim. Deviam ser mais conservadores. Ou não, pq estou pensando com cabeça de cristão agora, então estou pensando errado. A gente tem q se imaginar naquela época. Mas certamente as mulheres da aristocracia romana tinham um poder que nem passava pela cabeça das gregas antigas.

“A promessa de uma sociedade monogâmica teria atraído multidões de neófitos semitas, principalmente da Síria e vizinhanças, para a heresia judaica.” Tem razão

“A monogamia extinguiu o comércio de esposas e a economia dá um salto.” A poligamia atrasava muito a economia, sem dúvida

“E aí encontramos a explicação para o que Harold Bloom chamou de exílio de deus. Está dormindo, e provavelmente quando acordar não existirá mais espécie humana, he he.” Legal

E o lesbianismo em conventos é forte. Engraçado que a palavra conventilho aparentemente veio de convento. Só q conventilho é prostíbulo, não?

Já conheci muitos padres (e pastores de todas as vertentes também) claramente gays. A gente percebe na hora, eles nem disfarçam muito. Claro q a maioria não faz o tipo viadão, espalhafatoso, mas a gente nota.

Quanto aos padres q traçam todas as mulheres q conseguem na sua paróquia, isso é muito comum. Cansei de ouvir histórias assim, todas lá do interior de SP, histórias de família, muito engraçadas. Parece q há mulheres com tara por batina também. Então, já viu: vc junta a fome com a vontade de comer e...

“Se Deus não existe, tudo é permitido.” Se essa frase não fosse do grande Dostoiévski (eu não sou fã dele, mas ele escrevia mesmo bem demais), aposto q essa gente não a repetiria o tempo todo. Essa frase vive na moda.

“Com Maná, adubando dá”, pois é, engraçado, essa marca de fertilizante ainda existe?

Se o Diabo governa o mundo, ele tem um serviço de relações públicas violento dentro da Igreja, pelo menos desde a Idade Média.

O cardeal Eugenio Pacelli, apesar de muito provavelmente anti-semita, falhou mais por fraqueza moral (e medo, claro, do poder bem real, material, militar do III Reich) do que por maldade, dizem. Ele tinha cara de tapado, não de maquiavélico “mau”, mas isso é o q eu acho. Havia muita gente dentro do Vaticano q queria barrar os nazistas, mas deu tudo errado. O livro recém-lançado O Vaticano e Hitler, da Martins Fontes, parece bom. Mostra a guerra dentro e fora do Vaticano entre os pró-nazistas, os anti-nazistas e o pessoal q queria ficar neutro. Acho q venceram os “suíços” lá dentro, pq a Igreja ficou bem quietinha durante a II Guerra. Tirando umas boas almas isoladas (isso sempre há) dentro da Igreja que arriscaram suas vidas pra salvar o máximo possível de judeus e outros perseguidos, a política oficial era de neutralidade, de omissão. Quando não era de apoio. Aposto que Pio XII nem se deu ao trabalho de controlar muito o q os cardeais e bispos faziam com relação a isso. Deve ter deixado a coisa correr mais ou menos solta a partir de 1940-41, quando a guerra já estava bem desenvolvida, quando ela não dependia de outros eventos, já havia virado uma força própria e começou a arrastar o mundo inteiro pra dentro da carnificina.

Uma parceria estilo Da Ponte/Mozart na política, se fosse possível, seria boa...

André disse...

Final de semana... pois é, crentes - e esta é a última vez que me dirijo a vocês - tremei!

Logo mais largo os estudos mundanos para me juntar às criaturas da noite. Sairei para o “prazer”. Igualmente mundano.

Hoje estou concupiscente!

Concupiscência, do Lat. Concupiscentia, s. f., desejo ardente de bens ou gozos materiais; lascívia; luxúria; apetite sexual.

Já que a família cristã não fornica, só se reproduz (com asco) pra encher o mundo de gente, acho que alguém tem que fornicar. Assim como há os mantenedores de virtudes, há os promotores da depravação. O que seria do azul se todos gostassem amarelo? E o fornicator ainda tem uma utilidade, nobre, dentro do plano divino: ele mantém o reservatório de pecados sempre cheio. A caixa d’água da imoralidade transbordando.

Bom, a gente fazemos o que podemos...

Os pios, que a essa altura estão rezando, cantando músicas gospel (com aqueles cacoetes vocais insuportáveis de cantor “soul” de igreja do Meio-Oeste dos Estados Unidos), alguns talvez até se autoflagelando - para afastar pensamentos impuros – outros comendo mingau, devem me imaginar numa bacanal pagã digna das histórias de Conan, o Cimério. Naquela época em que nem os pagãos sabiam que eram pagãos.

Se lerem isso, provavelmente pensarão: "Maldito sodomita, blasfemo depravado e escravo da luxúria! Ávido de concupiscências, aberto às indecências, nutrindo as mais sombrias excrescências e, não satisfeito, ainda imprecando maledicências!"

E proferirão, do alto do Monte Ararat, de dentro da Arca de Noé (primeiro construtor naval da História), sua inescapável sentença:

"Que N. Sa. Atadora dos Nós faça um bem feitinho ao redor de seu pescoço, quando estiverdes sobre o cadafalso dos ímpios pecaminosos! Pois nosso dia chegará!”

Eles pensam que sou imoral. Corariam ainda mais em sua virginal pudicícia se soubessem que também posso ser amoral.

E sempre haverá um anônimo procurando pelo menor erro de concordância ou regência, verbal ou nominal, bem como pelas próclises, ênclises e mesóclises, pra ver se estão bem empregadinhas e no devido lugar. Deve ser um corretor de redações de concursos!

Nossa, esbarrei nessa num site obscuro, sem maiores identificações:

“Em homem sem recolhimento, a concupiscência cresce como a planta trepadeira do Mâluva. Ele pula de existência em existência como o símio à cata de frutos na selva.”

Portanto, macacos, fiquem nos seus galhinhos!

André disse...

Catellius, descobri outras músicas interessantes no dvd. Boa coletânea essa.

Até mais!

Luis Pestana disse...

Que confusão...

Catellius disse...

Opa!
Entrei aqui logo antes de dormir e me deparei com uma penca de comentários meramente anarquistas.
Dois comentários de um tal de O+cioso vindos de estados diferentes em um intervalo não muito grande de tempo fizeram-me concluir que vêm de pessoas diferentes. Tudo bem ser anônimo, mas querer se passar por outra pessoa é patético.
Boa semana a todos!

André disse...

Catellius, o anônimo, ao ser anônimo, já está se passando por outra pessoa? Ou só está assumindo sua própria personalidade ao se apresentar como um anônimo? Um reflexo de sua própria irrelevância, em alguns casos?

Dedique um post a isso um dia e quem sabe eles somem.

Como eles mesmos gostam de dizer: "A e B são a mesma pessoa..." O mesmo se aplica a alguns deles: "o anônimo e o anônimo são a mesma pessoa". E depois eles ainda evoluem mais um pouco, começam a se multiplicar. A mesma identidade é assumida por vários deles. Múltipla personalidade de internet.

Se a identificação não fosse simplesmente por região, mas por I.P. Address, obviamente a chateação diminuiria. Mas isso também não teria muito valor no final, pois vc estaria apenas "identificando" gente, de resto, inócua. Num futuro próximo, quem sabe, o "infrator" não será imediatamente localizado e, antes q possa dizer um "a", um helicóptero cheio de homens armados já estará pairando sobre sua casa. O que eu acho q não aconteceria nem q FOSSE possível, pois a gente sabe q os caras com armas e uniformes negros também tem mais o q fazer.

Ainda assim seria divertido. Assim como deve ser divertido ver de onde as pessoas são com esses softwares. Além de informativo.

C. Mouro disse...

....hohoho!

O André está impagável. Se for pelo vinho do Porto, vou frequentar mais a garrafa de Ramos Pinto. ...hehehe!

...hehehe! ora caro Bocage, todo ateu/agnóstico é viril, forte, bonito e inteligente, caso contrário não é um ateu/agnóstico de verdade! ...hehehe! ...hohoho!

...mas se eu acreditasse em deuses e diabos, eu ia temer estar servindo um acreditando estar servindo ao outro. Disso não tenho dúvida. Afinal, um diabo de verdade se passaria por deus. Pois se assim não é, então não é um diabo de verdade! ...hehehe!

O extremo da maldade é fazer o mal em nome do bem. E se existir algum deus, com certeza que ele du um cerebro ao homem para que soubesse julgar o certo e o errado, para assim não sair seguindo falsos profetas e falsos deuses apenas levado pela ambição de usufruir dos favores divinos. Ou seja, aqueles que seguem o "tinhoso" travestido pensando ser este o deus que os salvará, estão mesmo condenados ao fogo do inferno do traveco transcendental ...hehehe!
..."essa raça de víboras", esses hipócritas interesseiros estão perdidos, e não salvos, pois desprezam a maravilhosa ferramenta, que pode ser um presente divino - não para todos, é certo - ao serem corrompidos pelas artimanhas diabólicas ...hahaha! ...tremei, crentes! ...os demônios vos aguardam nos infernos que vocês inventam! ....hehehe!

caracoles, anônimos! ...não só um é vários como vários são um só?!? ...isso não me soa estranho! ...hehehe!

C. Mouro

C. Mouro disse...

Ah! excelentes links fornecidos pelo Bocage.
...hehehe! atualmente dizem os carolas, que Hitler não era um verdadeiro cristão - agora, pois só agora são "judaico-cristãos", da tal moral "judaico-cristã" que perseguia, expropriava e queimava judeus em fogueiras ...hehehe!

Bem, os esquerdinhas também dizem que Hitler não era um verdadeiro socialista. Alias, houve um debate em que um esquerdinha afirmava num mesmo parágrafo em frases consecutivas, algo assim:
"Hitler fingia ser socialista para enganar os trabalhadores e conquista-los. Porém, Hitler sempre deixou bem claro o quanto odiava o socialismo" ....hehehe! ....hohoho! adoro me lembrar desse debate com um esquerdinha.
Já os carolas, até farósofos, conseguem dizer que Hitler era ateu e em seguida dizem que praticava ocultismo, ou que era satanista e blá blá blá.... ....são ótimos estes tipos! ...esses ideológicos ao menso servem à diversão!

Abraços
C. Mouro

Eduardo Silva disse...

Vamos falar um pouco sobre essa mentalidade atrasada do marxismo, comunismo, socialismo, ou seja lá que "ismo", coletivismo, pura burrice, ou seria burrismo???
Não é inteligível ver o progresso da globalização na União Européia, ver o avanço econômico das medidas liberais dos tigres asiáticos, e o fantástico Estados Unidos, e ainda, aqui na América Latina, sonharmos com um "burrismo". Na prática, a história já desmantelou as sândices dos marxistas, na teoria, os grandes liberais já rediziram a zero as falácias fundadas em proposições religiosas, isso tudo já está ficando enfadonho...
Acredito eu que a sociedade brasileira incorporou muito as supertições dos povos africanos, pois ainda somos muito messiânicos, não só com a crença idiota de que um dia Jesus virá resolver nossos males sociais e econômicos, mas também na crença de que um Estado forte surgirá e será a solução para nossas vicissitudes...
O povo brasileiro está fadado ao fracasso se assim, com esse paradigma atrasado, continuar, e infelizmente a tendência latino americana é essa.

André disse...

Acho q um dia esse populismo de esquerda e os outros passam. Ainda acredito no potencial do Brasil.
Quem sabe o liberalismo pega por aqui um dia. Mas isso vai ser lento e complicado... Contudo, acho q o Brasil pode virar um Canadá dos Trópicos (ver aquela entrevista do Evaldo Cabral q joguei nos comments de um outro post aqui nesse site).

O brasileiro, dizia Paulo Francis, herdou a preguiça do português (para Evaldo Cabral de Mello foi a falta de imaginação deste) e o amor à burocracia do francês. Há alguma verdade nisso daí, sem querer ofender o povo do Vinho do Porto e o do croissant.

Eu acrescento esse maldito Sebastianismo messiânico.

No Brasil, muita gente vê o Presidente como um delegado de Deus na Terra.

E pensa que uma estatal, p. ex. uma empresa pública, é mesmo isso, pública, do povo, “nossa”. Não é. Uma estatal é dos burocratas que a controlam e da meia-dúzia de políticos que a saqueiam.

Vladimir Ilitch André disse...

Hitler é a maior prova de q política às vezes dá zebra.

Ninguém esperava q ele fosse mesmo vencer aquelas eleições. E obviamente ficou com uma fama tão ruim depois do q fez que ninguém quer assumir a paternidade do monstrinho. Esquerda e direita, todos fogem dele. Ele era uma mescla dos dois. Do pior q havia nos dois. Já disse aqui uma vez q ele se dizia grato ao marxismo-leninismo por este ter lhe ensinado “os métodos”.

Pra quem conhece Lênin, isso é puro Lênin, inconfundível.

O negócio dele era o poder.
Hitler, idem. Ideologia era um acessório, importante, mas um acessório pra esses caras. Lênin falava abertamente o que achava do povo em suas infames Diretivas. Ele matava um monte de gente de fome com uma canetada, com uma “coletivizaçãozinha” forçada, no pau. O Comunismo, de Richard Pipes, mostra bem isso.

Lênin só não entrou pra História como um grande açougueiro pq teve pouco tempo no poder, um derrame o deixou incapacitado e ele morreu logo depois.

Mas ele era Mau, com m maiúsculo e na escala Adolf de maldade, não tenha dúvida. Stalin era pinto perto dele, por mais q tenha levado a fama de cruel e implacável, e era. Os poucos burocratas q serviram a ambos e sobreviveram eram categóricos ao afirmarem q Lênin era infinitamente pior. Com ele, ninguém repetia o mesmo erro (se este estivesse num dia bom, deixando passar o primeiro), por assim dizer. Se o cara tivesse sorte e soubesse levá-lo, Stalin era digerível. Lênin, jamais.

Hitler e os nazistas eram macumbeiros da pesada em dois bons filmes: Hellboy e no 1º Indiana Jones (o melhor).

Eduardo Silva disse...

Apesar dos ignorantes em teoria pura do direito criticarem infundadamente Kelsen, aqui vai uma lafinetada dele ao marxismo:
"a resposta da pergunta-é melhor uma economia centralizada?-depende de nossos valores quanto a liberdade individual e a segurança econômica. Assim aquele que preza pela liberdade individual e tem autoconfiança econômica, prefere o liberalismo; já aquele que é inseguro economicamente e incerto sobre sua capacidade de gerar riquezas com seu próprio trabalho, prefere a economia centralizada.

Deng André Xiaoping disse...

Vc também é impagável, C. Mouro. Achei aqueles dois comments de fundo religioso no final da semana passada tão bestas q resolvi dar uma resposta à altura, mesmo sabendo q logo em seguida iria aparecer alguém corrigindo algum erro gramatical ou me chamando de depravado, tarado, agente da dissolução da família cristã... (logo eu! Se me vissem, sou o cara mais certinho do mundo — claro, isso tem um pouco de lobo em pele de cordeiro, mas sou um lobo bom, não aquele lobo de q o Hobbes tinha medo. Só mordo se dão sopa. Se bem q entre o Hobbes da filosofia e o tigre de pano amigo do Calvin, prefiro o último). Vai ver, eu devo ser mais comportado do que muitos núncios apostólicos por aí. E mais moralista (no sentido positivo da palavra) do que muito moralizador por aí.

Ramos Pinto é um vinho muito, muito bom mesmo... Mas os da Osborne, da Burmester e da Casa Dom José também são muito bons. Tem um outro famoso, mas nunca experimentei, Dona sei-lá-o quê, deve ter sido uma dessas madames d’além-mar lá dos tempos de Dom João Charuto, o dos Tamancos. Prefiro a variedade Tawny, mas é questão de gosto. Ainda não pude experimentar os LBV(Late Bottled Vine), os Vintage e os de 20 e 40 anos, pq são caros demais. Devem ser mais licorosos, não sei se são tão bons assim. É mais ou menos como os whiskys muito velhos, 25 anos pra cima, q também são absurdamente caros. Aqui, então, com o famigerado “II” (o imposto de importação, que da última vez q vi era de 60% sobre o valor da mercadoria), só pra quem já tem a vida bem garantida...

Pois é, C. Mouro, já q a gente vai pro mármore do inferno, como diz o Catellius às vezes, acho q pelo menos nesse mundo sórdido a gente tem q ser mesmo viril, forte, inteligente... e bonitinho!

Agora, da Terra dos nossos amiguinhos amarelos:

Sobre o Bem e o Mal (ou mais ou menos isso), há um ensaio de Bertrand Russell sobre os chineses, q ele admirava, escrito em 1928. Chama-se Os Ideais Oriental e Ocidental de Felicidade. Para ele, os orientais eram mais felizes porque sabiam como ser mais felizes. Não se matavam de trabalhar nem buscavam incessantemente por confortos materiais como nós, entre outras coisas. Isso é algo datado, claro, mas o ensaio ainda é atual em algumas partes, e preserva muita sabedoria, a oriental e a dele, Russell. E é bom dizer q ele não ignorou o comunismo, q desprezava, muito menos a atuação desse sistema sobre a China. Mas devemos ter em mente que o ano era 1928. Naquela época, a China era mesmo um lugar aprazível sob certos aspectos, e os horrores da ocupação japonesa e de Mao ainda estavam um pouquinho distantes.

Russell contrapõe Confúcio, o pragmático, a Lao-Tsé (taoísmo), o idealista. Muito legal. Confúcio acabou sendo adotado como o filósofo nacional. Quando tiver tempo, transcrevo um bom pedaço dele aqui no futuro. Agora, cito isso daqui (já estava no meu Word, essa extensão da minha cachimônia):

O Duque de She dirigiu-se a Confúcio dizendo: — Temos em nossa terra um homem direito. Seu pai furtou uma ovelha, e ele depôs contra ele.

— Na nossa terra, retrucou Confúcio, ser direito é proceder de maneira diferente. O pai oculta a culpa do filho e o filho a do pai. Gente direita é assim que se comporta.

“Em tudo e por tudo, Confúcio era moderado, mesmo na virtude. Não acreditava que devêssemos pagar o mal com o bem. Uma vez lhe perguntaram: “Que achais do princípio de pagar o mal com o bem?” Ele respondeu: Qual será, então, o pagamento do bem? O melhor é pagar a injustiça com a justiça e o bem com o bem.” O princípio do pagamento do mal com o bem era ensinado na China de Confúcio pelos taoístas, cujos ensinamentos são muito mais próximos do cristianismo do que os de Confúcio. Seu fundador, Lao-Tsé, que se supõe contemporâneo de Lao-Tsé, embora mais velho, diz: “Aos bons serei bom, aos que não são bons, também serei bom, afim de torná-los bons. Nos fiéis terei fé, nos infiéis também terei fé, a fim de que se tornem fiéis. Mesmo que um homem seja mau, como poderia ser direito lançá-lo de nós? Recompensai com a bondade a ofensa.”

Certas palavras dele são espantosamente semelhantes a trechos do Sermão da Montanha. Diz, por exemplo: “Aquele que se humilha será conservado na sua inteireza. Aquele que se curva será endireitado. Aquele que está vazio será cheio. Aquele que está gasto será renovado. Aquele que tem pouco obterá êxito. Aquele que tem muito se extraviará.”

É característico da China que tenha adotado Confúcio e não Lao-Tsé. O taoísmo sobreviveu, mas principalmente como uma forma de magia e entre os incultos. Suas doutrinas pareceram visonárias aos homens práticos que administravam o Império...”

E, criticando o cristianismo ocidental:

“Nunca ocorreu aos chineses, como aconteceu entre nós, ter um sistema de ética na teoria e outro na prática. Não quero dizer que sempre sigam as próprias teorias, mas que tentam fazê-lo, e que se espera que o façam, ao passo que há grandes setores da ética cristã universalmente admitidos bons demais para serem aplicados neste mundo perverso.

"Temos, com efeito, dois tipos de moral, lado a lado: a que pregamos mas não praticamos, e outra que praticamos, mas raramente pregamos. O cristianismo, como todas as religiões, exceto o mormonismo, é de origem asiática: acentuou, nos primeiros séculos, o individualismo e a vida extraterrena, características do misticismo asiático. Deste ponto de vista, a não-resistência era compreensível. Mas quando o cristianismo se tornou a religião nominal dos enégicos príncipes da Europa, achou-se necessário afirmar que alguns textos não deviam ser entendidos ao pé da letra, enquanto outros, como o “Dai a César o que é de César”, adquiriram imensa popularidade.

Em nossos dias de industrialismo competitivo, a não-resistência é desprezada, mas ao mesmo tempo esperando-se que os homens fiquem perseguindo os seus fins. Na prática, nossa moral efetiva é a do êxito material obtido por meio de LUTA. Isto aplica-se tanto às nações quanto aos indivíduos.

Tudo o mais nos parece tolo, sem propósito e desfibrado.

Os chineses admitem, em teoria, haver ocaiões em que se pode brigar, e na prática essas ocasiões são raras, enquanto nós mantemos, na teoria, que não há ocasiões em que se pode brigar, mas na prática é o que vemos com freqüência. Os chineses às vezes lutam, mas não são raça combativa, e não admiram excessivamente o sucesso na guerra ou nos negócios, como nós.

Tradicionalmente, admiram a erudição mais do que qualquer outra coisa. Em seguida, e geralmente em combinação com a primeira qualidade, estimam a urbanidade e a cortesia. (...) Se tentássemos resumir numa frase a principal diferença entre os chneses e nós, diríamos que eles, de modo geral, têm como finalidade o deleite, enquanto nós, de modo geral, visamos ao poder. Amamos o poder sobre o próximo e o poder sobre a Natureza. (...)

Para ele, a preguiça do oriental era uma das “melhores qualidades do homem de massa”. Acho isso engraçado. Ele viveu lá por um tempo. Acho que não teria gostado dessas calculadoras humanas japonesas de 10 anos que se matam se tiram um 9,9 na prova.

Outra boa dele é que os chineses “não consideram a moral um método para se controlar os próprios impulsos e ainda interferir nos dos outros”. Que diferença pra moral torta que nos ensinam, hein? Ele detestava quem abandonasse os prazeres pessoais e ainda tentasse interferir nos dos outros. Dizia que entre nós o cara só é considerado “bom” se enche o saco de um monte de gente. E que essa atitude provinha de nossa noção de Pecado, que pra ele era a base da hipocrisia.

Afinal, o padrão é tão elevado que ninguém consegue atingi-lo. Na China, em contrapartida, os preceitos morais são positivos, não negativos. Espera-se que o homem seja respeitoso com os pais, generoso com os filhos, liberal com os parentes pobres (essa é dura de cumprir!) e cortês com todos. Ou seja, coisas possíveis de cumprir e que fazem efetivamente o bem.

Sublime, não, pessoal? Sem querer ser piegas, mas já sendo, acho isso digno de parar pra pensar.

E Confúcio não só achava q mentir era válido para preservar uma família, como no exemplo acima, como também para salvar a nação de um grande perigo.

E porrada de filme barato de kung-fu de Hong Kong (A Vingança de Shaolin - parte LXV) nos que ficarem "cafusos" com Confúcio!

É isso aí, gafanhotos! Boa semana pra todos!

André disse...

Eduardo Silva,

detesto Kelsen, acho ele balofo e monótono, mas não sou um apaixonado por direito, ainda q tenha me formado nisso. Mas o q vc citou dele é muito bom. Se vc não dissesse quem era, eu pensaria q era algo de Hayek ou Von Mises.

C. Mouro disse...

...sobre comentários acima ...yeah! :

- "Detalhe: os países onde deus age mais freqüentemente, quase todos na América do Sul e na África, casualmente são os lugares onde mais pneus furam. Uns dizem que é por causa das estradas esburacadas, dos carros velhos com pneus carecas, mas, para mim, o culpado é deus. Por que na Noruega e França, tão atéias, não vemos essas coisas acontecerem com a mesma freqüência? Qualquer detetive que se preze conduziria o omnitudo para o xadrez, preventivamente."


...e sobre o capeta governar o mundo, como o parvo anônimo nos informa outra vez, fico cá pensando sobre a bíblia. Onde Paulo nos informa também que a vontade de deus é que obedeçamos os governantes, por serem escolha dele. Raios parta! ...com certeza deus inspirou Paulo a fazer tal recomendação ...hummm, suspeito, muito suspeito. ...aí tem coisa, caro Holy Father, coloque suas barbas de molho ...hehehe! ...o tinhoso traveco te aguarda no inferno! ....hehehe!
.
Catellius, porra! acabe logo esses projetos!

Abração
C. Mouro

Catellius disse...

Grande C. Mouro,

Além de estar entregando dois projetos, fiquei sem internet no trabalho sexta à tarde e hoje o dia inteiro... Não foi por falta de pagamento, he he
O Heitor deve postar um artigo novo amanhã e eu vou na seqüência, com algum artigo sobre...
religião?
Quem sabe, he he he!

Abraços a todos!

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