15 junho 2007

Cicatrizes e Beiços de Pau

Texto de C. Mouro

Se indivíduos são capazes de forjar cicatrizes em si e até rasgar o lábio para nele introduzir um disco de madeira, mais fácil é exibir adoção de ideologia redentora, de benevolência, santidade e qualquer coisa que os valorize num meio, sobretudo se triunfante, gabola.

Cicatrizes

Uma moral que crie valores consensuais, mesmo que sem valor algum fora da expectativa de consenso, é dos mais potentes narcóticos que o homem conseguiu criar. Certa vez, li sobre tribos onde a "moral" valorizava o indivíduo pelo número de cicatrizes que exibisse no seu corpo. Imagino que em tudo pode haver uma tentativa de razão. E esta tentativa por vezes revela-se uma caricatura onde a vontade de criar aparências faz com que se exagere o destaque das características marcantes, que por si garantem a associação com a figura real. Assim, pode-se imaginar que cicatrizes são característica de um caçador ou guerreiro, e, portanto, possuí-las é indicativo de valor individual. Isso porque para uma tribo o caçador e o guerreiro são de grande utilidade, presumindo-se valentia e habilidade em quem a estas atividades se dedique. Diante de tal "moral" os silvícolas ansiavam por cicatrizes, culminando com o desenvolvimento até de rituais para produzir cicatrizes nos chefes, guerreiros e caçadores, para que desta forma pudessem exibir o seu valor aos demais.

É claro que cicatrizes podem ser conseqüência da inabilidade e até obtidas num acidente durante uma fuga vergonhosa. Porém a estreiteza das dicotomias de aparências concebe que quem não caça e nem combate, restringindo-se a "tarefas menores", dificilmente terá cicatrizes, enquanto que mesmo um guerreiro ou caçador hábil as possuirá, dado os enfrentamentos em que se envolve. Tipo: só se machuca quem faz, quem não faz não erra nem se machuca. Não é muito racional, é uma "lógica" apressada e burra, mas serve como referência de aparência fácil para criar valores opostos; não é preciso pensar e julgar, basta ver cicatrizes. Então, na miscelânea mental das aparências fáceis, o indivíduo que possui cicatrizes é alguém admirável e qualificado; alguém valioso por presumidas qualidades. E pronto! Então, vai daí que produzir cicatrizes em si torna-se o mesmo que possuir as qualidades que estas possam caracterizar. Desta forma, quem tem, ou quer, valor para exibir, facilmente o consegue exibindo suas "cicatrizes", mesmo artificialmente produzidas para tal fim. (Obs. 1)

Digo mesmo que impressionar pelo menos um dos sentidos torna-se o "ideal de comprovação" para aqueles que desejam enganar, tanto quanto para os que desejam ser enganados, ou se enganar, amparados na preguiça e incapacidade de pensar e julgar que acomete as massas (estas tomam a forma que lhe dão). A verborragia insistente, contrária aos fatos que se pode perceber racionalmente, é uma tentativa de fazer com que aquilo captado pelos ouvidos se sobreponha ao que pode ser captado pela razão - palavras podem ser percebidas por todos os ouvidos sãos, mas nem todos os cérebros, mesmo sãos, captam e julgam a realidade. Se indivíduos tendem a aderir a consensos, as palavras são mais fortes que raciocínios, tanto mais quanto mais emocionam.

Elaborar julgamentos é algo já de há muito condenado: "não julgueis para não serdes julgados", propondo o conveniente acobertamento mútuo, corporativo. Assim, finge-se a verdade através de falsas aparências e ao mesmo tempo finge-se crer nela, também exibindo falsa aparência. Assim, dizer que se quer o bem é querê-lo, sobretudo quando se o "prova" opondo-se ao que se afirma ser o mal: amar o pobre e o assalariado é facilmente "provado" pelo ódio que se afirma ao rico e ao empresário; ou seja, uma coisa é boa porque se opõe a outra que é má; ou "X" é verdadeiro porque se opõe a "Y" que é falso. Nada mais fácil e antigo para os estultos adotarem "valores" e verdades, através de falácias, lógica chinfrim.

Beiços de Pau

Outra questão interessantíssima envolve as tribos de índios "beiços de pau" aqui mesmo no Brasil. Vi uma entrevista com determinado cacique botocudo, e este explicava que os meninos tinham que fazer um corte abaixo do lábio inferior e nele introduzir um semidisco de madeira. Faziam isso para demonstrar valor, possivelmente coragem, resistência, masculinidade ou coisas do gênero. Não fazê-lo era depreciativo para o indivíduo. Quanto maior o disco de madeira mais caracterizada a qualidade do sujeito. Os mais velhos, mais habituados, exibiam grandes "beiços". O velho índio informava que o início "doía muito, muiiito" e que ele ia para a mata tentando resistir a tal suplício sem expor sua angústia.

Bem, talvez irrefletidamente pretendessem exibir, previamente, capacidade de resistir à dor sem esmorecer, já que de fato esta é uma qualidade útil a quem a possui. Mas talvez tenha surgido apenas como um desafio. Quando um ou mais sujeitos resolveram que realizar algo incomum, muito difícil e contrário à natureza humana, era algo que os fazia mais "valiosos" (Obs. 2). Isso até parece lógico, porém desprovido da análise racional é apenas uma estupidez. Contudo, a tendência de tomar o suplício como atributo de valor (e redentor), sem maiores reflexões, tornou-se uma realidade baseada em falso e pretenso silogismo de "lógica irracional": consigo tudo que outros conseguem; outros não conseguem tudo que consigo; donde sou superior. Isto é uma estultice, posto que aquilo que consigo além dos outros não traz qualquer benefício, ao contrário, só prejudica quem o consegue. Demonstrando, sim, o quão insano é aquele que se prejudica injustamente, almejando aparentar "superioridade" física ou moral. Particularmente, eu considero isso prova inversa, ou seja, de nítida inferioridade. Por exemplo, um ricaço que se lança na miséria em busca de aparência santa é um néscio, um traste sem valor algum.

No final das contas, todos, ou a maioria, acabam por supliciarem-se apenas para não se verem depreciados perante a triunfante opinião alardeada de um indivíduo (ou grupo) que se gaba, com espalhafato, de ser, em oculta realidade, mais tolo que os demais. Mesmo assim, ante a gabolice triunfante, legiões são arrastadas para a estupidez e até para o suplício ao tentar repetir em si o "orgulho" que outros parecem exibir por determinados fatos, como indicativo de valor, agindo assim apenas porque ninguém ousou gabar-se, com a mesma visibilidade, de não partilhar de tal imbecilidade. Pois, funesto que seja, aquilo que não se exibe para a fácil percepção da turba é algo que "não existe". Logo, se ninguém cria um valor oposto àquele alardeado, igualmente alardeando-o com espalhafatosa efusão, tem-se a impressão que a jactância do tolo é uma sincera manifestação de glória sentida, decorrente dos motivos que apresenta (verdadeira), fazendo com que os demais pretendam igualmente senti-la (repeti-la em si - herança símia), imitando aquele que a exibe. Ou mesmo, apenas imitam a atitude alheia, cada um receoso que outros pensem que é inferior àquele que exibe tal "orgulho", aceitando até submeterem-se a suplícios para esconderem sua possível inferioridade ou para que ninguém suspeite de que seja inferior. O "valor" da humildade alheia é reconhecido por esta esconder o prazer consigo, capaz de ferir quem não o sente. E, como não poderia deixar de ser, sendo a humildade um valor consensual, muitos apenas a exibem por mera arrogância (ostentação de orgulho simulado). Ou seja, escondem a confiança e o orgulho sinceros com um simulacro valorizado - um estúpido arrogante dogmático não devia ser repulsivo por ser arrogante, mas sim por ser estúpido: na minha opinião, mais vale um antipático com razão do que um simpático sem razão.

O Rei está Nu

É algo como na estória do rei que se vestia com "belas roupas" só percebidas pelas "melhores pessoas", de forma que todos, cientes de tal pretenso fato, queriam se exibir como integrantes do grupo dos "melhores", e passaram a exibir sua anuência para com a beleza das "roupas" do rei, num consenso de mútua atribuição do conceito de "melhor pessoa". A estória dá a entender que todos acreditavam que os outros realmente viam as roupas, onde cada um tentava esconder dos outros e de si o fato de não as enxergar. Sendo então despertados de seu estúpido transe quando uma criança teve a impensada ousadia de gritar "o rei está nu!" - criança ainda
não se preocupa com a opinião alheia.

Esta é uma estória, porém na realidade as coisas não são tão simples, até pelo fato de que nem todos conseguem acreditar que as "belas roupas" existam, apenas exibindo sua anuência com tal no intuito de obter os ganhos morais e/ou até materiais só possíveis adequando-se ao consenso predominante (mais visível), pouco importando-se com a realidade do fato, e muito com o que dele se possa usufruir. No mundo real, tão logo alguém grite que "o rei está nu!", interesses e conveniências fazem com que outros imediatamente gritem que uma "má pessoa" se revelou. Fazem isso antes que mais alguém revele a nudez do rei, e diga que só estúpidos fingem ver suas roupas, ameaçando assim o habitat conveniente com a possibilidade de dissidência no conveniente grupo das "melhores pessoas", ainda sob risco dos dissidentes formarem outros consensos; e até mesmo o grupo triunfante dos que não se deixam enganar por fantasias.

Lamentável que seja, a discrição e a imobilidade contra os canalhas é tudo o que eles precisam para prosperar, pois que as massas vivem atrás de "valores" consensuais exibidos com estardalhaço, transitando alegremente entre morais ou ideologias que os ofereçam, por mais inverossímeis e contraditórias que se apresentem. O que impressiona a massa é o consenso sobre valores exibidos num grupo e os mútuos afagos corporativos, com exibição de prazer e autoconvencimento, para atrair carentes, frustrados e receosos da opinião alheia. Grupos criam consensos morais valorizadores, e aqueles que não exibem valorização mútua, corporativa, tornam-se dispersos e não atraem o "homem massa" para seu grupo, pois nem mesmo tal grupamento existe. Ou seja, aqueles que não exibem um objetivo moral triunfante (ideologia) que os represente como "algo superior" e redentor, não atraem as massas. Daí que a liberdade deve ser defendida sobretudo como um objetivo moral, um fim, e não apenas como o meio de progresso material.

Por mais aberrante que seja, para seres ditos racionais, a sedução da louvação mútua, principalmente explícita, tem sobre os indivíduos efeito semelhante ao das drogas. É o pior dos vícios. Tanto mais sentirão sua necessidade quanto mais frágeis em sua auto-imagem. O temor da repulsa também exerce grande influência na decisão. A combinação da necessidade de aprovação com o temor da repulsa, tem o efeito irresistível de induzir ao agrupamento corporativo. Pois, deste modo, os membros do grupo perdem o medo da repulsa externa, compensados pela louvação interna. É bem conhecido o fato de que indivíduos, quando em grupo, serem capazes de atitudes que não tomariam sem o apoio de seus pares (Jung). A violência que certos grupos manifestam só é possível pela adoção, por parte dos integrantes, de uma obscura "consciência coletiva" do grupo. Substituindo a razão própria pela ostentada aprovação grupal a seu integrante, contra o meio externo. Ou seja, o grupo cria uma moral particular para relacionar-se com o meio externo, e outra para uso interno, entre membros. Assim, cada integrante, enquanto presumir o apoio do grupo, com base na sua moral particular, não terá medida para seus atos contra o meio externo, tão pouco se importando com a censura da moral externa, já que almeja, antes de tudo, o apoio corporativo de seus pares.

Isso faz com que indivíduos incapazes da prática de atitudes que condenariam se sozinhos, ao integrarem-se num grupo presumindo apoio mútuo, percam completamente o controle e pratiquem atrocidades, sem qualquer remorso enquanto amparados pelo "calor" grupal ou "consciência coletiva". A anuência passiva e principalmente o apoio a atos racionalmente condenáveis por parte de seus parceiros dão ao indivíduo a tranqüilidade que sua consciência talvez não permitisse, sobretudo se, ao contrário, fosse bombardeada por censuras insistentes. As gangues e o crime organizado são exemplos característicos de implacável moral interna, necessária para impedir concessões ao meio externo e enfraquecimento da união corporativa dos membros. Os grupos surgem motivados por objetivos e interesses comuns, e as dissidências sempre tendem a gerar novos grupos de ideologia aparentada ou objetivos semelhantes.

Infelizmente, não basta gritar que o rei está nu, é preciso fornecer um novo objetivo moral a quem afirma ver as "roupas" do rei por interesse, necessidade ou medo, almejando integrar-se em um grupo com um consenso moral consagrador, pelo simples fato que pouco se importam com o mundo real ou com a razão, apenas querem, sim, um consenso que os faça parecer melhores do que imaginam ser.

Canto da Sereia

Em âmbito mais audacioso, qualquer grupo de indivíduos que afirme, em consenso, um foco moral alardeado como atributo de superioridade ou consagração de seus integrantes ao pódio dos "benfeitores da humanidade", respaldados pela mútua louvação interna, encantará muitos que de tal louvação espalhafatosa desejam participar, na esperança de que, como suspeitos para afirmarem-se "os melhores", poderão contar com o apoio alheio, de seus pares, para afirmá-lo, simulando um desinteresse próprio através da consciência alheia "insuspeita", consciência esta que adere aos integrantes do grupo palavras que já contém em si um conceito, como se dispensando o público restante de analisar suas idéias e conceituá-las (julgá-las e por elas aos adeptos). Assim procedem pela utilização de palavras e inferências com conceitos e significados já cristalizados nas mentes, embora a análise das idéias a que tais palavras são associadas possam levar a conclusões opostas aos conceitos que estas palavras transmitem.

A coisa funciona propondo-se uma idéia afirmando-a previamente como um "bem geral", logo, quem se opõe a tal proposta é automaticamente associado ao mal, como alguém que não queira o "bem geral" - mesmo que este "bem geral", se analisado, possa revelar-se um "bem grupal" ou um mal, ou ainda as idéias propostas para alcançá-lo não conduzam a sua realização, constituindo-se apenas uma fraude para ludibriar incautos de mentes preguiçosas, ou ainda para atingir outros objetivos encobertos em sua complexidade, que poderão ser efetivamente desejados por quem não tem a coragem de afirmar tal intenção.

Analisar idéias e suas conseqüências não é das tarefas mais fáceis, geralmente exige esforço. No mais, deixar-se hipnotizar por fantasias, tentando vivenciá-las na imaginação até que se revelem à realidade, não deixa de ser um prazer, pois que imagina-se exatamente o que se deseja. A ressaca ou dependência é só para o futuro, e o que importa é saborear o momento. Depois é só adotar uma nova fantasia e aguardar até que seja desmoralizada. Enquanto isso, saboreia-se o "canto da sereia" até que as rochas provoquem novo naufrágio, até a próxima dose. Enfim, um "indo e vindo infinito".

Observações:

1) As exibições artificiais para produzir a "percepção" alheia daquilo que se deseja que pensem, de forma que qualquer tolo possa ser sugestionado. Prova-se "amor aos pobres" manifestando ódio aos ricos; preferência pelo assalariado ao depreciar os patrões e etc. Ou seja, diante da dificuldade de convencer e aliciar pelo que se propõe, apela-se para a destruição do simétrico, até fazendo-o antagônico, para facilitar a "demonstração". Esso é a política ao alcance dos néscios. Como disse Arthur Schopenhauer: "para uma sociedade de homens comuns, a concórdia é conseguida por meios corriqueiros, por exemplo: chá ou café? servem a este objetivo." Schopenhauer perguntaria aos intelectuais e povança da atualidade: Socialismo ou "Capitalismo"? ricos ou pobres?, patrões ou empregados? .e certamente... Esquerda ou
direita?...só isso já ocuparia o tamanho dos intelectos. Retornar

2) No maniqueísmo fácil ou dicotomia facilitadora, as platéias tendem a crer naqueles que exibem menor afeição por si que pelo "coletivo", considerando-os desinteressados e, então, confiáveis. Pois pouco se importar com o próprio mal pode "provar" potencial para o bem de outros (os alvos), por mais falsas, falaciosas, inócuas e insinceras que sejam tais exibições. Retornar

C. Mouro

80 comentários:

André disse...

Essas fotos de vcs…

Nossa. C. Mouro, dessa vez vc me fez queimar uns fusíveis aqui. Tava inspirado, hein?

Uma sociedade que suprime a aventura faz com que a única aventura se torne a supressão desta sociedade.

O povo nunca vai passar fome por falta de gabolices, C. Mouro.

A vida sem riscos (reais, não em sentido figurado) não tem graça.

“Por exemplo, um ricaço que se lança na miséria em busca de aparência santa é um néscio, um traste sem valor algum.” E eu acho ridículo quem diz q faz caridade só pra aparecer.

“A condição de existência dos bons é a mentira”. Nietzsche

Perfeita essa do Schopenhauer

“Ser imbecil é mais fácil.” Stanislaw Ponte Preta

Bolsa de apostas: Who is C. Mouro? Where does he live?

André disse...

Pequena blitz cultural:

http://execout.blogspot.com/2007/02/dom-casmurro.html

http://execout.blogspot.com/2006/09/wildianas.html

http://execout.blogspot.com/2006/11/stanislaw-ponte-preta.html

http://execout.blogspot.com/search?q=la+rochefoucauld

http://execout.blogspot.com/search?q=ortega+y+gassett

http://execout.blogspot.com/search?q=oscar+wilde

André disse...

Algumas frases legais pra vcs:

O poder de observação acurada é chamado de cinismo por aqueles que não o possuem. (George Bernard Shaw)

Salve as árvores – mate um castor. (grafite em Londres, 1970)

Só mesmo um grande esnobismo espiritual faz com que as pessoas acreditem que podem ser felizes sem dinheiro. (Albert Camus)

A consciência e a covardia são, na realidade, a mesma coisa. Consciência é apenas a razão social da firma. (Oscar Wilde)

Coquetéis são reuniões programadas pra se encontrar pessoas que não vale a pena convidar pra jantar.

Um menino-prodígio é alguém cujos pais têm muita imaginação.

A democracia é o governo nas mãos de homens de baixa extração, sem posses e com empregos vulgares. (Aristóteles)

Deve-se escolher os amigos pela beleza, os conhecidos pelo caráter e os inimigos pela inteligência. (Oscar Wilde)

Vai ser divertido ver por quanto tempo os fracos conservarão a terra, depois de herdá-la.

O povo é aquela parte do Estado que não sabe o que quer. (Hegel)

Posso simpatizar com a dor de uma pessoa, mas não com os seus prazeres. Há algo curiosamente monótono na felicidade dos outros. (Aldous Huxley)

É fácil ser gentil com as pessoas a quem não damos a mínima importância. (Oscar Wilde)

Qualquer preocupação com a idéia do que é certo ou errado em comportamento revela um desenvolvimento intelectual retardado. (Oscar Wilde)
O dinheiro não é tudo e, muitas vezes, não é nem mesmo o suficiente. (Voltaire)

Um conciliador é alguém que alimenta um crocodilo, esperando ser devorado por último. (Winston Churchill)

Adoro os católicos. Se não insistissem tanto em misturar-se aos cristãos, já teria me convertido a eles. (Aldous Huxley)

O casamento é a única aventura ao alcance dos covardes. (Voltaire)

Quando se vê com quem algumas mulheres se casaram, dá pra entender como elas odeiam ter de trabalhar pra viver.

Os animais têm muitas vantagens sobre os homens: não precisam de teólogos para instruí-los, seus funerais lhes saem de graça e ninguém briga por seus testamentos. (Voltaire)

A pena para quem ri na cadeia é de 6 meses na cadeia. Se não fosse por isso, o júri nunca chegaria a ouvir as provas. (H.L. Mencken)

Ricardo Rayol disse...

Desse jeito vocês vão ganhar a láurea que estou preparando fácil. Custa dividir o post em vários cacete? Quando eu começo a pensar em um comentário bacana eu perco completamente o fio da meada. Só posso dizer que esticar o beiço deve doer, doer e doer. e nunca parar de doer. Estou promovendo com o daviD uma enorme e gigantesca blogagem coletiva. A mãe de todas as blogagens. Passe lá no Indignatus e veja.

C. Mouro disse...

A foto está uma paulada, atingiu a perfeição! ....hehehe!

Belas frases André!
No fundo, tudo tem haveres em comum com a moral do escravo. Assim, quem manipula a vaidade domina, e vaidade tem haveres com visibilidade. E isso me remete à frase:
"Alguns homens são humildes por ostentação"

Ora, as ideologias manipulam através da vaidade, elas criam uma escala de valores fáceis de simular. Por exemplo, é fácil ser "bonzinho" mas é difícil ser honesto; é fácil ser humilde, difícil é ser capaz; é fácil ser pobre, mas é difícil ser rico; é fácil "ser" socialista (até os cães sarnento o entendem), difícil é entender a liberdade.
A força é a potência dos fracos, tanto que a união de fracos soma as forças, mas não se pode somar inteligência.
Ser bom podemos ser no instante que desejarmos, mas ser honesto depende de oportunidade.
Podemos exibir humildade a qualquer instante, mas orgulho só quando o possuirmos, e não vale falsea-lo pela soberba, ou representaremos o ridículo daqueles que se esforçam para depreciar outros a fim de simular superioridade.

André, infelizmente eu levo a vida aqui neste feudo bananéio, e me aborreço com coisas como as que escrevi no meu último comentário do post anterior.

Abraços
C. Mouro

Eduardo Silva disse...

Apesar de estudar humanas, sobretudo epistemologia jurídica, me interesso muito em religião e me proponho a logo mais publicar alguns excertos de Feuerbach e Tito lLcrécio numa pequena obra exegética, onde partes publicarei aqui...
Obrigado e aguardem, estou na universidade e muito ocupado com a papelada aqui...

C. Mouro disse...

André,
eu escrevi este texto faz tempo, logo após escrever, num debate, a resposta a um demagogo piegas que escreveu uma resumida ladaínha ideológicamente correta em provocação. Então eu respondi em reflexo à baboseira melosa com o seguinte:

"O grave é quando não há o "eu egoísta" ou capacidade de assumir-se segundo a própria percepção de si, demasiado dura para robôs sem referencia própria, que passam então a negar a si, ao "eu egoísta", privilegiando o "eu coletivo", que toma referencias alheias a si, já que não se vê único jamais, passando então a existir para valores alheios ou tentando simular em si o suposto bem estar de outros que, por vezes, assim afirmam para tentar uma "felicidade" valendo-se da idéia que em outros implantam a seu respeito. Desta forma um "eu outro" tem problemas para realizar-se e busca na demagogia, cada vez mais, a realização que não consegue encontrar, mas apenas fingir, entregando-se cada vez mais a "outros" que não a si, por não suportar-se, e por tal odeia o mundo e torna-se obscurantista, como forma de propor a outros o "seu nada" ou ergue-lo como um "nada-Rei". O fato é que o indivíduo está morto, é só um robô eterno, que eternamente estará à procura de referências e valores alheios para viver de imitação, perdido entre o "tudo" que procura através do "nada" que sempre encontra.
"Escravo" do "eu": sim! Escravo de um "outro nada": Não! Negar a si não rebaixa outros, tanto quanto negar a outros não eleva a si.
.
Claro que se tivesse o texto respondido (tenho mas a preguiça me impede de procurar) a resposta seria melhor entendida. Mas eu realmente gostei da minha resposta, por ter conseguido resumir o que penso.

Abraços
C. Mouro

André disse...

C. Mouro, sobre o que ficou lá atrás:

No Brasil, a segurança jurídica e a igualdade perante a lei são ficções jurídicas, muitas vezes.

A interpretação da lei por juizecos ideológicos ou promotores rábidos é normal. O que não pode é a eterna divergência, sem uma decisão definitiva. Uma das várias saídas (deveriam era aplicar logo várias ao mesmo tempo, neutralizando essas divergências jurídicas, na maioria das vezes tolas, custosas e movidas por pura vaidade) é cortar isso com o efeito vinculante e a súmula vinculante lá em cima, no STF. (tive q fazer uma monografia sobre isso no final do curso de direito), o que desperta o ódio de muita gente, juízes de 1º grau, p. ex.

Vai demorar muito pra q as leis garantam o direito, ao invés de serem a mãe dele.

"O Estado é uma grande ficção através da qual todos almejam viver às custas dos outros" Essa frase é boa...

Heitor Abranches disse...

Entendo que a diretriz básica da doutrina cristã seja a preservação da vida. Uma vez garantida a vida busca-se garantir o livre arbítrio. Me parecem coisas bem razoáveis...

Heitor Abranches disse...

E se o livre arbítrio puder ainda ser com amor então perfeito.

André disse...

É isso aí: preservar a vida e garantir o livre-arbítrio, faltando só o amor por todos e por todas as coisas. Não tenho nada contra, mas o difícil é chegar no amor genuíno pelo mundo e pela humanidade. O difícil é fazer isso dar certo, pq é uma decisão individual.

C. Mouro disse...

Bem,
esse "preservar a vida" carece de explicação.
Considerando que VSJC, contraditório que é, já alegou estar de inteiro acordo com o VT, e por tal não poderia ser um defensor da vida, considerando que o que Javé mais recomenda é matar, e matar por qualquer bobagem, mesmo inofensiva.

Fora isso, a idéia de garantir a vida, assim dita sem explicações, permite toda sorte de suposições, inclusive a de que para garantir vidas é válido até escravizar outras vidas. Ou seja, quando se pretende garantir a vida, genericamente, se está abolindo o livre-arbitrio. Sobretudo porque este "uma vez garantida" não faz sentido na dinamica da natureza.
E "garantir a vida" assim afirmado como que incondicionalmente, também não faz sentido, aliás o incondicional é perigoso meta. Podem ser lindas certas afirmações, mas beleza é apenas aparência, e a prática exige mais do que aparências.

...e se o livre arbítrio for sem amor?
....hehehe! o amor tem rasões* que a razão desconhece.
É uma palavra comovente, mas estéril de razão.
Lembrando Spinoza que é pauleira em certas questões, temos algo semelhante:
"não gostamos de algo por ser bom, mas o dizemos bom porque dele gostamos" (+/-) e nisso vai uma boa reflexão, longa de certo.

Amar o inigo, por exemplo é a coisa mais estapafúrdia que uma mente pode conceber. Afinal, ou denúncia masoquismo ou desprezo por si. Quem é capaz de amar, sentir profunda afeição por quem deseja-lhe mal e causa mal àqueles a que nos querem bem. ...um absurdo, que mais parece um apelo do próprio inimigo. Ou seja, política: não me odeie por eu causar-te danos.
...A quem isso poderia interessar? Hugo Chaves fosse Romano e apoiaria isso, Stalin também. Diriam: "povo do meu país, me amem, não confabulem, não se rebelem contra mim! ...amem-me e obedeçam-me e serão as melhores pessoas, cheias de méritos, que usufruirão da boa vida eterna ....mas ....só depois de esfolados por mim e meus agregados, ...só depois de mortos! ...hahaha! ...hohoho! ...troxas! ...hehehe!"

Abraços
C. Mouro

André disse...

C. Mouro, Javé só preservava a vida de quem ele estivesse a fim no momento. Que bom q ele foi "embora", ha, ha

Sobre o livre-arbítrio, acho q é uma armadilha de teólogos, como Nietzsche disse em Crepúsculo dos Deuses. Reproduzi isso aqui há algum tempo e está em algum post com o nome dele no meu site.

"não gostamos de algo por ser bom, mas o dizemos bom porque dele gostamos" Muito profundo.

O inimigo pode ser respeitado, até admirado, mas não amado.

O amor de verdade é livre e espontâneo.

E é lindo!!! E meigo!!!!!!! Vou parar por aqui, senão daqui a pouco vou estar fazendo emoticons e isso aqui não é blog diário nem fotoblog de adolescente :)

Holy Father disse...

Nobilíssimo Heitor, a diretriz básica da moral cristã é o amor, a diretriz básica do Cristianismo é Deus nos amar tanto que enviou Seu único Filho para carregar os pecados da humanidade na cruz.

Em São João, 15,13, Jesus diz que ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos. É o bastante para compreendermos que o amor está acima da própria vida. Se o próprio Deus abriu mão dela por amor, devemos fazer o mesmo, quando for imperativo.

Mas a vida é santa, claro! O corpo faz parte da dignidade da imagem de Deus: o homem é corpo porque é animado pela alma e está destinado a tornar-se no Corpo de Cristo, em Templo do Espírito Santo. O espírito e a matéria no homem não são duas naturezas unidas, mas a união deles forma uma única natureza.

C. Mouro disse...

Ah!
para escravizar, em último caso se terá que agir contra a vida.
Ou seja, garantir vida para só então defender o livre arbítrio é fraseologia.
Em nome da vida se causa a morte. Essas coisas ditas irrefletidamente acabam em absurdos, em defesa contraditória ...sem sentido.

A tolerância como incondicional, acabará tolerando a intolerância.
A democracia permitiria a eleição de ditaduras.
O fazer sempre o bem levaria ao benefício do mal.
O não matar jamais levaria ao morrer.
e.....

Ah!
O sucesso da democracia se deve mais à avidade que qualquer outra coisa: o povão parvo, que nada analisa, acaba defendendo a democracia não por ela presumir a defesa da liberdade de expressão, a liberdade política e possibilidade de troca do "rei" e parte da corte (único mérito da democracia), mas sim por ela fazer presumir que o povo(?) elege seu representante(?) e que por tal cada eleitor é importante participe.
As bajulações - fingidas - ao eleitor(?) faz o tolo envaidecer-se e ser tolerante com as democráticas cravadas que leva. ...hehehe! ...somos nós que elegemos os representantes, dizem os tolos envaidecidos. ...são vocês que pactuam com a eleição de se seus algozes, de seus senhores e feitores, digo eu!

Abraços
C. Mouro

André disse...

Em alguns casos, o amor está mesmo acima da própria vida. Mas isso é extremo e muito raro.

"O espírito e a matéria no homem não são duas naturezas unidas, mas a união deles forma uma única natureza." Nossa, me sinto tão bizantino quando leio uma coisa dessas... No meio de uma daquelas discussões teológicas de rua em Constantinopla entre vizinhos. O povão naquela época saía na porrada por coisas como a essência do Espírito Santo e a natureza do corpo de Cristo.

Bom final de semana pra todos!

C. Mouro disse...

"Jesus diz que ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos. É o bastante para compreendermos que o amor está acima da própria vida. Se o próprio Deus abriu mão dela por amor, devemos fazer o mesmo, quando for imperativo"

Bem, com certeza os amigos que aceitam que alguém por eles morra, NÃO SÃO AMIGOS! ...SÃO UNS EGOCÊNTRICOS!

...e ideologia é isso, egocentrismo coletivista. ...hehehe!

...OS EGOCÊNTRICOS ODEIAM OS EGOÍSTAS! ...hehehe!

Uma das estórias mais geniais, creio que está em Calila e Dima que suponho ser uma pretenção do do lendário "livro dos ardis".

É a estória do leão, a raposa e o camelo, mais hiena, abutre ou quais quer coadjuvantes.
Tem também a dos dois amigos e o bife, que não são do livro.
...Vou posta-las mais tarde.

...um perverso demônio de verdade se faria passa pelo bondoso deus. Se não é assim, então não é um demônio de verdade ....hehehe!

Abraços
C. Mouro

C. Mouro disse...

...VSJC seria efetivamente filho de deus?
...que raio estará fazendo tal corpo no mundo dos espiritos?
...bem, se era filho de deus e sabia que não morreria e sim "viveria" eternamente ao lado do pai, que mérito há em morrer por algo? ...poderia até dize-lo no sofrimento, mas o morrer foi totalmente sem sentido. Tá na cara que apenas um aproveitamento da palavra morte e o significado que ela tem para quem morre mesmo, de verdade. ...ou seja, politicagem!

Ademais, se VSJC foi enviado para morrer (...hohoho!) pela humanidade
- como cordeiro de deus? ...o sacrifício supremo ao deus pai? que determina a morte do filho em própria homenagem redentora dos pecados humanos? -
se foi enviado com uma finalidade, ENTÃO VSJC NÃO TINHA LIVRE ARBÍTRIO, logo não tinha mérito algum - mera máquina programada.

...mas e corpo de VSJC? ...subiu aos céus em carne e osso?
...oh! céus!

Abraços
C. Mouro

André disse...

C. Mouro, o povo adora dizer de boca cheia que "conquistou" direitos, que "conquistou" isso e aquilo.

Primeira lição do poder: na maioria das vezes, o povo não conquista nada. Apenas recebe o que as elites determinam. Concessões. O que é bem diferente de conquista.

C. Mouro disse...

André,
quando nos dispomos a morrer por algo, não é por esse algo, mas por nós mesmos.
Quando alguém que amamos morre, não sentimos por ele, mas sim pelo que perdemos. Niguém chora por mortos desconhecidos. Mas até é possível apavorar-se e sentir ao ver estranhos sofrendo, mas apenas por nos imaginar no lugar alheio - principio de julgamento ético.

Quando nossa casa desaba, nos entristecemos NÃO PELA DESGRAÇA DA CASA, MAS PELA NOSSA DESGRAÇA.

Um pai que dá sua vida pelo filho, por exemplo, é que sente, ou imagina, que a dor da perda lhe será insuportável, preferindo mesmo morrer que sofre-la.
Um estúpido ciumento mata a amada e a si mesmo depois, certamente que deseja livrar-se do sofrimento que advirá: a morte lhe parece um mal menor.
Até o bom Schopenhauer comenta a curiosidade do orgulho de condenados, que se mostram satisfeitos ao irem ao patíbulo derramando cortesias ante a platéia: ele está orgulhoso de morrer por algo, acredita-se herói ao desprezar a morte e vários são os motivos (vaidade no caso)para tal comportamento ...lembra-se das medalhas para os soldados mau pagos (fdd e mau pagos ...hehehe!).

Enfim o assunto é interessante. Lá no Blog do Tambosi eu postei um comentário sobre o "Dr. Morte" onde comento o que seria o "Amor irresponsável" ...não tem haver com este post mas com os comentários. Vou ficar devendo mais este comentário aqui.

Abraços
C. Mouro

Catellius disse...

Bravo, bravíssimo! Clap clap clap!
Ex-ce-len-te o Cicatrizes e Beiços de Pau, Mouro!
Como você costuma dizer, diamante, ouro em pó!
Depois comento com calma!

A imagem ficou engraçada, realmente. Minha idéia era colocar o beiço de pau em uma imagem de Jesus onde aparecessem também as chagas, para remeterem às cicatrizes moralmente superiores descritas no texto, mas acabou ficando essa imagem mesma. Espero que o Holy Father não se sinta ofendido. Afinal, se Jesus é loiro na Alemanha e moreno no Egito, se Maria é loira na Basiléia e negra no Brasil, Jesus tem beiço de pau para os Txucarramães e outras tribos de índios botocudos, he he. Eu gostei; achei que ele ficou mais simpático. Maria Madalena que não gostaria muito de vê-lo assim, mas, considerando que não existia creme dental há dois mil anos, o incômodo de beijar com o beiço de pau seria um bom pretexto para não sentirem mais o gosto de carniça e o bafo de onça um do outro durante os santos ósculos.

Heitor,

"Uma vez garantida a vida busca-se garantir o livre arbítrio."

O livre-arbítrio dá uma excelente discussão. É certo que ele não é tão livre assim. Grosseiramente, há a liberdade de fazer ou não fazer algo quando se tem poder para escolher. Um exemplo citado por Voltaire em seu Dicionário Filosófico: você tem liberdade para não ouvir um tiro de canhão disparado a poucos metros de você? Lógico que não. Segundo Spinoza, apenas seguimos os desejos, que são um capítulo à parte, facilmente moldados pelos valores em meio aos quais nascemos. Segundo ele, a nossa sensação de livre-arbítrio é a mesma que teria uma pedra descrevendo uma trajetória qualquer no ar. Discordo de Spinoza em alguns aspectos. O cristianismo é conflitante com o livre-arbítrio primeiramente porque o seu deus é onisciente. Ora, se é impossível para mim surpreendê-lo, porque ele já sabe o que farei, não tenho livre-arbítrio. Se para ele não existe tempo (segundo os argüentes mais "cabeças") e tudo para ele acontece dentro do tempo e também atemporalmente - criou o mundo e todas as almas no exato instante em que mandou a maioria para o inferno, sádico que é -, tenho menos livre-arbítrio ainda; sou/fui um mero hamster na gaiola do criador.

Quanto à vida, o Mouro foi no alvo: Jesus veio para dar pleno cumprimento à lei, e não se opôs à pena de morte em várias situações. Um exemplo pode ser encontrado no evangelho de Marcos, capítulo 7. Jesus está passando um sabão na galera, os grifos são meus:

8. Deixando o mandamento de Deus, vos apegais à tradição dos homens.
9. E Jesus acrescentou: Na realidade, invalidais o mandamento de Deus para estabelecer a vossa tradição.
10. Pois Moisés disse: Honra teu pai e tua mãe; e: Todo aquele que amaldiçoar pai ou mãe seja morto.
11. Vós, porém, dizeis: Se alguém disser ao pai ou à mãe: Qualquer coisa que de minha parte te pudesse ser útil é corban, isto é, oferta,
12. e já não lhe deixais fazer coisa alguma a favor de seu pai ou de sua mãe,
13. anulando a palavra de Deus por vossa tradição que vós vos transmitistes. E fazeis ainda muitas coisas semelhantes.


A regra era mais ou menos essa: você tinha que cuidar dos pais, por honrá-los, mas se você consagrasse os seus bens a deus, não precisaria gastá-los com os pais, pois não seriam seus, seriam "corban"; mas você continuava a usufruí-los. Foi o subterfúgio arranjado pelos espertos judeus para não cuidar dos velhos. Jesus critica a hipocrisia. Até aí tudo bem. O problema é que deixa bem claro que em alguns casos é lícito matar os filhos que desonram os pais, já que era favorável à lei mosaica.

Em Mateus 5,17 ele diz "Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas"; no versículo seguinte diz "Pois em verdade vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei." Quando veio ao mundo, sacrificaram, conforme prescrito pela lei do VT, um par de rolas a deus (não havia PETA naquela época). Três rolas, na verdade, porque ele fora circuncidado pouco antes, ha ha ha. Em Lucas, 16, 17, aparece novamente: "Mais facilmente, porém, passará o céu e a terra do que se perderá uma só letra da lei."

Assim, ele endossa as leis sobre a escravidão, as leis absurdas contra as mulheres, as penas de morte para feiticeiras, gays, adoradores de outros deuses ou de ídolos, etc. que infestam as páginas do V.T.

Quanto à cristandade, a doutrina sempre foi mais importante do que a vida, a ortodoxia da fé mais importante do que o amor, basta que leiamos livros de história.

André disse...

Quando nos dispomos a morrer por algo, não é por esse algo, mas por nós mesmos.

Nisso eu concordo.

Quando alguém que amamos morre, não sentimos por ele, mas sim pelo que perdemos.

Acho que os dois: sentimos pela pessoa e pela falta q ela faz pra gente.

Quando nossa casa desaba, nos entristecemos NÃO PELA DESGRAÇA DA CASA, MAS PELA NOSSA DESGRAÇA.

Certo, mas quando é com gente, não com coisas, sentimos duplamente a dor, pelo motivo já exposto.

Um pai que dá sua vida pelo filho, por exemplo, é que sente, ou imagina, que a dor da perda lhe será insuportável, preferindo mesmo morrer que sofre-la.

Pode ser. Não sei se o pai ou mãe pensam assim.

Vcs são os imorais do Photoshop com essas montagens!

“Três rolas, na verdade, porque ele fora circuncidado pouco antes” Boa!

Heitor Abranches disse...

PT: Executiva Nacional fecha questão em torno da reforma política







A Comissão Executiva Nacional do PT, após dois dias de debates com 62 deputados e 2 senadores do partido, decidiu nesta quarta-feira (13) fechar questão sobre os pontos da reforma política considerados prioritários pelo Diretório Nacional.


A Executiva entendeu que o partido irá votar favorável à fidelidade partidária, ao financiamento público exclusivo das campanhas, ao voto em lista pré-ordenada e ao fim das coligações para as eleições proporcionais.



A resolução ainda autoriza a bancada a “fazer as mediações necessárias”, ouvida a Executiva, para garantir no Congresso Nacional a aprovação do financiamento público e do voto em lista – que são os pontos mais polêmicos da proposta.



Por fim, ficou definido que o método a ser usado pelo PT na composição de sua lista pré-ordenada será objeto de debate no 3º Congresso Nacional do Partido, que acontece de 31 de agosto a 2 de setembro deste ano.



Dos pontos da reforma votados hoje pela Executiva, dois obtiveram a unanimidade dos 15 integrantes presentes: fidelidade partidária e fim das coligações proporcionais. As propostas de voto em lista e financiamento público tiveram, cada uma, 13 votos a favor, um contra e uma abstenção.

Fortalecimento das idéias
Durante dois dias (na segunda-feira e hoje) a Comissão Executiva ouviu as diversas opiniões de vários integrantes das bancadas petistas no Congresso, principalmente da Câmara, onde o projeto de reforma política está em discussão.

A decisão final sobre o ponto mais controverso dentro da bancada – o voto em lista pré-ordenada – levou em consideração as posições históricas do PT e a decisão do Diretório Nacional em sua reunião de abril.

Para a Executiva, o modelo proposto irá fortalecer o debate programático e os projetos coletivos, reduzindo drasticamente a influência do poder econômico sobre as eleições e acabando com a principal fonte de irregularidades na política, que é o financiamento privado de campanhas individuais.



Quanto aos argumentos de que a lista pré-ordenada levaria ao "caciquismo” e à predominância das “burocracias partidárias”, os integrantes da Executiva, em sua ampla maioria, concluíram que o PT possui “salvaguardas” para evitar esse tipo de desvio, entre elas o PED (Processo de Eleições Diretas), cujo mecanismo pode ser reproduzido no processo de formação das listas.



Leia abaixo a íntegra da resolução da Executiva



Resolução sobre a reforma política

A Comissão Executiva Nacional do PT, reunida no dia 13 de junho de 2007, considerando:

1) a importância, para a democracia brasileira e para o Partido dos Trabalhadores, da reforma política atualmente em debate no Congresso Naconal;

2) a orientação para a bancada acerca da reforma política, aprovada pelo Diretório Nacional do PT em 20 de abril de 2007;

3) os debates travados na bancada do PT na Câmara dos Deputados, bem como a discussão conjunta travada pela bancada e pela comissão executiva nacional, no dia 11 de junho de 2007;

4) o disposto no artigo 67 do Estatuto do PT.

Decide:

1) fechar questão em torno da fidelidade partidária;

2) fechar questão em torno do financiamento público de campanhas;

3) fechar questão em torno do voto em lista pré-ordenada;

4) fechar questão em torno do fim das coligações em eleições proporcionais;

5) autorizar a bancada a, ouvida a comissão executiva nacional, fazer as mediações necessárias para garantir a aprovação, pelo Congresso Nacional, do financiamento público e do voto em lista;

6) orientar a comissão organizadora do 3º Congresso do PT a incluir, na programação do Congresso, um ponto de pauta específico para decidir sobre o método que o Partido adotará para compor suas listas.

Brasília, 13 de junho de 2007

Comissão Executiva Nacional do PT

Heitor Abranches disse...

o futuro do PT

Assinam abaixo petistas que compõem a direção da União Nacional dos Estudantes:

Louise Caroline – Vice-presidente da UNE, PT/PE
Mauricio Piccin – 1º Vice-presidente da UNE, membro do Coletivo Nacional da JPT, PT/RS
Josué Medeiros – 2º Vice-presidente da UNE, PT/RJ
Bruno Vanhoni – 1º Tesoureiro da UNE, PT/PR
Marcio Ladeia – Diretor de Universidades Pagas da UNE, PT/SP
Maiara Oliveira – Diretora de Combate ao Racismo da UNE, PT/BA
Bruno Elias – Diretor de Assistência Estudantil da UNE, PT/TO
Rodrigo César – Diretor de Biomédicas da UNE, PT/RJ
Igor de Bearzi – 2º Diretor de Relações Internacionais da UNE, PT/RS
André Grigolo – Diretor de Movimentos Sociais da UNE, PT/SC
Sarah de Roure – 1º Diretora de Assistência Estudantil da UNE, PT/DF
Tatiana Cibele – Diretora de Mulheres da UNE, PT/PA
Ricardo Barazzetti – Diretor de Universidades Pagas da UNE, PT/RS
Mário Felipe – Diretor de GLBTT da UNE, PT/SP
Cauê Canabarro – 2º Diretor de Cultura da UNE, PT/RS
Mauricio Queiroz – Diretor de Meio Ambiente da UNE, PT/MG
Luiz Fernando Stoppa – Diretor de PPJ da UNE, PT/SP
Márcia Ribeiro – 2º Diretora de Pagas da UNE, PT/TO
Edsel Ferri – 1º Diretor de Movimentos Sociais da UNE, PT/RS
João Alves – 2º Diretor de Assistência Estudantil da UNE, PT/MG

Eduardo Silva disse...

Imagino que C.Mouro seja um sociológo, pois tem retórica relativizadora. Desisti de comentar sobre religião nesse texto, espero uma oportunidade melhor, quem sabe um artigo sobre religião...
"Imagino que em tudo pode haver uma tentativa de razão"
C.Mouro, relativizando mais um pouco, diríamos que a própria razão, isto é, a própria concepção de razão, é uma tentativa de dar nexo a algo que talvez seja desordenado ou até incognoscível. Assim tudo o que fazemos e fizemos não passa de irracionalidade, e continuamos na busca incessante de racionalizá-la. Chega-se a essa conclusão pela premissa de que a racionalidade não é absoluta, e absolutizá-la encontra óbice na variedade de racionalidades entre as diferentes sociedades. Por exemplo, os católicos acham que adorar um boi, como faziam as religiões aborígenes da Austrália, é uma irracionalidade, tachando-os inclusive de atrasados, como já ouvi, porém não há muita diferença entre adorar um boi e adorar 10 gramas de farinha de trigo. Exemplos como esse são inúmeros...
Isso é só especulação...

Heitor Abranches disse...

Os sabios da Executiva Nacional do PT que escolherao a lista fechada....


Luiz Sérgio
Líder na Câmara

Ideli Salvatti
Líder no Senado

Ricardo Berzoini Presidente
Marco Aurélio Garcia
1º Vice-Presidente

Maria do Rosário
2º Vice-Presidente

Jilmar Tatto
3º Vice-Presidente

Joaquim Soriano
Secretário-Geral Nacional

Paulo Ferreira
Secretário Nacional de Finanças e Planejamento

Gleber Naime
Secretário Nacional de Comunicação

Romênio Pereira
Secretário Nacional de Organização

Valter Pomar
Secretário Nacional de Relações Internacionais

Marinete Merss
Secretário Nacional de Assuntos Institucionais

Marlene Rocha
Secretária Nacional de Formação Política

Renato Simões (interino)
Secretário Nacional de Movimentos Populares

Neila Batista
Secretária Nacional de Assuntos Institucionais Adjunta

Martvs das Chagas
Secretário Nacional de Mobilização

Humberto Costa Vogal
Valdemir Garreta
Vogal

João Batista
Vogal

Raquel Marques
Vogal

Rosângela Rigo
Vogal

Eduardo Silva disse...

Aqui faço uma ponte entre o texto, a teoria sociológica weberiana e algumas descobertas de Peter Berger e Goffman, todos sociológos.
Assim é a dialética social
1.Exteriorização do espiríto
2.Formação da realidade objetiva
3.Internalização no individuo socializado.

O individuo nasce com o consenso já formado, não acabado e absoluto, mas já se encontra rígido. A sociedade, seguindo a dialética, socializa o individuo de acordo com o consenso estabelecido em determinada temporalidade, interferindo inclusive no físico. Aqui é algo impressionante, o social interferindo do físico. As mães nos EUA amamentam seus filhos pequenos de acordo com uma hora pré-estipulada, como hora do lanche, do almoço e do jantar, porém numa tribo indígena da Áfrca, os shiis, as mães andam com seus filhos numa espécie de bolsa, de tal forma que os filhos fiquem o mais próximo possível dos seios, para que esses logo sintam fome, se alimentem. Isso de fato interfere no físico do individuo.
A exteriorização do espírito é quando o próprio individuo produz o meio social, interferindo criativamente e formando a realidade objetiva. Essa realidade objetiva ganha força autônoma, embora interferível, e esse é o erro que as pessoas religiosas cometem quando acreditam numa sina, ou destino. A realidade objetiva se internaliza nos individuos através da socialização, e é aí que esse ser passa a ser um homem não só físico mas social e antropológico.
Tal teoria se coaduna muito com o texto que trata de sociedade, de forma mais sociológica do que filosófica...
Obrigado

Heitor Abranches disse...

Eduardo,

Em psicanalise afirma-se que a maioria das pessoas sao subjetos, ou seja, nao tem uma individualidade bem formada. O que e ser um individuo? Na minha opiniao, um individuo tem varios atributos: algum grau de consciencia de si e vontade...O mundo e negativo. A maior parte do tempo as pessoas reagem ou estao passivas. Acho que precisamos buscar um estado de mais atencao...Os outros sao os outros. Com eles o incomodo e os atritos estao garantidos. O desafio talvez esteja em ter flexibilidade para atritar quando necessario e nao se magoar por isto. Precisa-se de liberdade para ser afetivo quando se pode e energico quando se precisa sem grande sofrimento por isto...Acho que um verdadeiro individuo conseguiria fazer isto.

Catellius disse...

Grande C. Mouro,

"E esta tentativa por vezes revela-se uma caricatura onde a vontade de criar aparências faz com que se exagere o destaque das características marcantes, que por si garantem a associação com a figura real."


Uma "cicatriz" comum nos dias de hoje é o carro 4x4 offroad que o urbanóide que jamais abandona o circuito apartamento-shopping-trabalho tem, e seu visual de surfista calhorda, tal qual víamos na música do grupo Replicantes - aquele trash dos anos 80.

"No final das contas, todos, ou a maioria, acabam por supliciarem-se apenas para não se verem depreciados perante a triunfante opinião alardeada de um indivíduo (ou grupo) que se gaba, com espalhafato, de ser, em oculta realidade, mais tolo que os demais."

Um dos maiores suplícios para o indivíduo é deitar fora seu dinheiro - que, grosso modo, é o próprio trabalho materializado -, conseguido a duras penas, rasgá-lo, como faz o mentecapto do provérbio. As igrejas, ardilosamente, consideram isto o maior sacrifício possível, pois podem resgatar para si o que exigem que seja sacrificado pelos fiéis. Elas não podem tirar proveito de inúmeras formas de sacrifício, então a principal abnegação que exigem é o dízimo. Os fiéis, por outro lado, sequer sacrifício fazem, embora finjam até para si próprios fazê-lo. Para eles, na verdade, o dízimo é um investimento como o da bolsa de valores, onde esperam resgatar em dobro o dinheiro investido. Os fiéis, assim, são os sócios capitalistas das divindades, pois entram com o dinheiro e elas com o knowhow. Muitos crentes arrotam a própria abnegação para a sociedade, principalmente para fiéis de seitas diversas, para demonstrar o quão virtuosos eles são. Se não estão tão bem financeiramente, é porque doam muito, ou não têm seu maior tesouro aqui na terra; têm uma justificativa para a própria incompetência, ou para o fato de sua “vocação” profissional ser coisa pouco valorizada. Se estão bem financeiramente, é a prova de que a teoria da prosperidade funciona melhor na sua religião, de que deus está do lado deles. E viram um modelo para os demais - tudo o que querem, aliás -, viram o Double Diamond da Amway, colocam sua foto no "profile of success" da paróquia...

A escolha da história As Roupas Novas do Imperador, de Andersen, como exemplo foi perfeita, Mouro. E a historinha é muito boa. Outro ponto que tem relação com o seu texto é que quem convence o rei de que a roupa é especial é um bandido que se fazia passar por alfaiate. Como no caso do dízimo, o bandido recebeu uma fortuna do rei para confeccionar a roupa de fios invisíveis. Seda, ouro, materiais diferentes, exóticos, foram guardados pelo estelionatário, que deu em troca a roupa mágica com a qual o rei idiota achou que se distinguia mais ainda e em presença da qual os súditos agiram do modo que você descreveu em seu ótimo texto.

O canto da sereia também foi na mosca, como exemplo. Todos falam em Verdade mas poucos não a querem pronta, embrulhadinha para presente. E evitam até abrir o embrulho “pra não estragar o conteúdo”, e deixam sobre a mesa o belíssimo embrulho, com fitas vermelhas e tudo mais, imaginando que contém lingotes de ouro.

Abraços a todos!

C. Mouro disse...

Show!

"quem convence o rei de que a roupa é especial é um bandido que se fazia passar por alfaiate"

Perfeito, Catellius. O que percebemos é que bandidos usam os meios ("armas") que estão ao alcance. No caso, o ardil. Aliás, o ardil é sempre a arma mais eficiente - até numa guerra; com o que se fez notório Sun Tzu.
No caso os bandidos manipularam através do apelo à vaidade (que se baseia em aparência). E esse apelo é o mais utilizado para manipular, pois que efetivamente a esmagadora maioria está mais interessada em "parecer" do que ser.
Como nos diz Schopenhauer (gosto de homenagear o amargo pensador):

- ...o que faz diferença no destino dos mortais são três classes básicas, a saber:
1 - O que alguém é: a personalidade no seu sentido mais amplo, a saúde, a força, a beleza,o temperamento, o caráter moral, a inteligência e a formação.
2 - O que alguém tem: propriedades e bens, quaisquer que sejam.
3 - o que alguém Representa: sob essa expressão subentende-se o que ele representa para os outros e vice-versa. Trata-se da sua própria opinião sobre si mesmo e traduz-se por honrarias, glória e categoria (status).

(Obs.: essa "própria opinião" do item 3, eu não entendo como tão própria assim, e Schop mesmo não a considera tão própria. Ela é o desejo de opinião, onde o indivíduo a colhe num meio social ou mesmo apenas numa ideologia "salvadora" e por tal consagradora. Ou seja, o individuo visa impressionar o meio para na opinião do meio justificar a sua, a desejada - ele induz-se a ter aquilo que chamo de "consciência externa" como a consciência da verdade, desejando-a superior mesmo a sua própria razão (enganar outros é mais fácil). Por outro lado, também pode tentar enganar a si mesmo solitariamente através de uma ideologia, embora esta geralmente produza grupos consagrantes, mas na impede que seja um artifício solitário, embora frágil se com o tempo não resultar num grupo, ou gang.

Absolutamente preciso e precioso na observação, caro Catellius:

"Todos falam em Verdade mas poucos não a querem pronta, embrulhadinha para presente."

Forte abraço
C. Mouro

Bocage disse...

C. Mouro, estavas realmente inspirado - e incomodado - quando escreveste o Cicatrizes e Beiços de Pau. Agora de manhã, quando vi que o artigo era extenso, que não seria um prazer passageiro, rsrs, imprimi-o para lê-lo enquanto tomava o café da manhã. Muito bom!

Heitor,
“Acho que um verdadeiro individuo conseguiria fazer isto.”

Temos o verdadeiro escocês, o verdadeiro cristão, o verdadeiro socialista... E agora o verdadeiro indivíduo. A rigor, é evidente, qualquer pessoa considerada isoladamente, qualquer ser, vegetal ou animal, é um indivíduo, ainda que nele não haja muita originalidade. Hitler, no sentido que deste para “individualidade bem formada”, era um verdadeiro indivíduo, embora um monstro. Não vejo relação entre “verdadeiro indivíduo” e o teu “precisa-se de liberdade para ser afetivo quando se pode e energico quando se precisa sem grande sofrimento por isto... Acho que um verdadeiro individuo conseguiria fazer isto.”

C. Mouro disse...

Imagino que a idealização do seria um "verdadeiro indivíduo" acaba produzindo certos disparates.

Um indivíduo que se queira cristão, certamente não se comportará como um objetivo cristão - de fato, Cristo não foi o último e nem o único cristão, pois nem mesmo ele conseguiu ser um cristão em tempo integral ...hehehe!. Se entendermos o cristão como crente e seguidor das recomendações do cristo, pois nem mesmo ele as seguia a risca. Assim, quem quer usufruir do conceito auto atribuído pelos cristãos, por exemplo, idealizará o "cristão verdadeiro" segundo a própria conveniência ou segundo sua concepção de ideal. Ou seja, eu poderia dizer que o "verdadeiro indivíduo" é assim e assado, que o "verdadeiro ateu ou agnóstico" seria assim e assado, e, dependendo, poderia me dizer, ou imaginar, um verdadeiro isso ou aquilo, caso pretendesse me atribuir os conceitos aderidos ao "isso ou aquilo". Claro que também posso idealizar o "verdadeiro isso e aquilo", dando-lhe um conceito desejado ou repudiado, a fim de manipular aqueles que desejarem ser "verdadeiros isso e aquilo".

A idealização do "indivíduo heitoriano" me parece muito boa e tal "indivíduo heitoriano" receberia de mi um bom conceito, segundo o que posso presumir na reduzida definição do Heitor. Contudo, friamente, ser um indivíduo não traz consigo nenhum conceito, nenhum tipo de avaliação ética ou moral inerente, é apenas um fato. Como uma casa é apenas uma casa, podendo ser bonita ou não, confortável ou não, mesmo que alguém resolvesse conceber a "verdadeira casa" com no mínimo 100m2 e três quartos; ou ainda assim definir a "casa digna" como fazem com o exdrúxulo "salário digno".
Ou seja, na verdade tende-se, maliciosamente ou não, a usar palavras com conceitos fortemente enraizados, já instintivos - atuando já nas profundezas da mente - para assim defender um ponto de vista e tentar garantir anuência. Claro que este não é o caso do Heitor, ressalto. Mas é uma forma de manipular através de um ardil, quando isto for de alguma forma proveitoso - volto a fazer a ressalva.
Imagine-se que eu quisesse defender a tatuagem (cruzes!), eu poderia dizer, absurdo, "uma pessoa verdadeiramente inteligente, usa tatuagem"; ou "para uma pessoa ser verdadeiramente bela, tem que possuir uma tatuagem". ...essa é uma bobagem, assim, agora, parece um besteirol, mas nesses cantos da vida essas merdas fazem um funesto sucess. ...São os ardis, que quanto mais elaborados agudamente mais pegarão até os mais cautelosos. ...Há que ser um tanto frio, um tanto "desumano" para resistir às armadilhas com qiue capturam nossas mentes. ...e já vou parando com o blá blá ...hehehe!

Abraços
C. Mouro

Heitor Abranches disse...

Ser um individuo e simplesmente ser capaz de agir como um. Alguem que somente reage ao meio, no limite, nao e um individuo.

Heitor Abranches disse...

Embora aparentemente o seja.

C. Mouro disse...

putz! que M, tinha postado no lugar errrado!

Repito:
C. Mouro disse...

Aproveito para realçar:
"Mas talvez tenha surgido apenas como um desafio. Quando um ou mais sujeitos resolveram que realizar algo incomum, muito difícil e contrário à natureza humana, era algo que os fazia mais "valiosos""
.
Miseravelmente agir contra si é entendido como uma qualidade. Isso acaba demonstrando relação com a idéia de altruismo:
supliciar-se, causar dano a si mesmo, usar um "beiço de pau" valoriza o tolo, consensualmente. Da mesma forma, sacrificar-se por outros, morrer pelos outros, amar o inimigo e etc., são idéias do mesmo jerico ou da mesma latrina.

É um primitivisnmo, uma busca desesperada por "valores" de fácil exibição. Como eu tenho dito, a visibilidade ou a impressionamento de qualquer dos sentidos torna-se argumento ou prova de verdade, sem que se dê importância ao que chamo de sexto sentido, ou a razão.
Por exemplo, se escuto o bramir de um elefante no banheiro de um pequeno apartamenteo no 25° andar, devo refletir sobre as possibilidade de tal ser verdade, mesmo que um dos meus sentidos diga que é. Ou seja, os 5 sentidos são apenas meios, são "matéria" que deve ser analisado pela razão.
Assim, um tolo ao ouvir o bramir, logo sentencia que lá existe um elefante, mas um indivíduo que usa o seu cérebro (um "indivíduo de verdade" ...hehehe!), irá analisar a informação que o sentido lhe passa juntamente com as demais informações que tem sobre a realidade, o prédio, apartamento, tamanho do WC e etc., para então concluir que o elefante não poderia estar lá, seja por não haver meio de lá chegar e também por não caber no local.

O que falta é exatamente isso: PENSAR E JULGAR!
Esse é o maior inimigo dos embusteiros, maníacos e etc.: PENSAR E JULGAR!

Abraços
C. Mouro

André disse...

“Sarah de Roure – 1º Diretora de Assistência Estudantil da UNE, PT/DF”

Parte dessa família (do boca mole Wasny de Roure) mora aqui na minha quadra. Retardados, todos eles. Clinicamente, digo.

Sociologia: tirem o “s” q o termo fica mais claro

Ciência política: um sociólogo metido a falar de política
Eu gosto de jipes e outros 4X4, Catellius, mas acho ridículo esse pessoal andando de Land Rover, Range Rover e Mitsubishi dentro da cidade. Isso é pra enfirar no mato!

“visual de surfista calhorda" Concordo em gênero, número e grau.

Dizem q o Ford Ecosport foi um fracasso de vendas no começo, um dos maiores da Ford. Caro demais pelo q ele oferecia, vc encontrava coisa melhor mais barata. Não sei, mas tenho certea de uma coisa: virou carro de mulher. Engraçado isso. Vc quase só vê mulher dirigindo o Ecosport. É raríssimo ver um homem dirigindo um. Dizem q tem algo a ver com o conforto e com o fato delas gostarem desses carros mais altos, q dão boa visibilidade. Sei lá.

O dízimo é a vaguinha no Céu, parcelada, como outras pessoas parcelam a BMW série 3, em mil vezes, enquanto moram num cubículo.

“Double Diamond da Amway” há, há, ótima...

Ser é mais importante do que ter. Mas isso é chapéu velho. O difícil é esse tal do “representa”.
Representar algo p/ os outros. Eu não represento, quer dizer, não uso máscaras. Ou tento não usá-las. Mas independente disso, vc sempre vai representar algo, quer dizer, os outros sempre vão achar algo de vc. Se eu os desagrado pela minha franqueza e opiniões pouco convencionais, nas raras vezes em q me manifesto em público, bom, eles q se danem. É como dizia o Francis: eu escrevo sobre aquilo q me interessa. Se o leitor quiser me acompanhar, ele é bem-vindo. Mas eu não rastejo para a massa.

Eu acho tatuagem vulgar, mas hoje a coisa se disseminou de tal forma q nem adianta mais falar. É até “indelicado”. Bom, se for discreta - e numa gatinha - tudo bem.

C. Mouro disse...

Bem, André,
vou aliviar um pouco da sua curiosidade:
o Eduardo errou, minha área é tecnológica.

FÁBULA REAL

Em certa época distante conviviam amistosamente o LEÃO, o CAMELO, a RAPOSA, a HIENA e o ABUTRE. O Leão dividia sua caça com os amigos, tendo profunda amizade pelo camelo, com quem dividia muitos assuntos.
Todos viviam felizes, a raposa, a hiena e o abutre se alimentavam das sobras do leão, sem a necessidade de qualquer esforço. O camelo aproveitava a proteção do amigo e sentia-se seguro. Até que um dia o leão ficou doente e não mais podia caçar, até que melhorasse. A raposa, a hiena e o abutre começaram a se preocupar incomodados pela fome, afinal não estavam acostumados a conseguir a própria comida com o próprio esforço. O camelo observava tudo sem nada poder fazer.
A certa hora a hiena reuniu-se com a raposa e o abutre propondo que comessem o camelo que ali estava. A raposa se opôs, dizendo que já havia pensado nisto, mas que se o fizessem o leão os mataria tão logo se recuperasse. Porém, disse que já tinha um plano para comer o camelo sem que o leão ficasse zangado, e combinou com os dois companheiros para que se oferecessem em sacrifício ao leão e aos demais.
Combinado o plano, a raposa aproximou-se do leão e em tom bem alto e comovido ofereceu sua carne para matar a fome do leão e de seus amigos, no que foi imediatamente contestada sob a alegação de que além de não ter a carne saborosa suas idéias fariam falta aos demais, e comovido o abutre ofereceu-se em sacrifício, no que foi prontamente recusado pela raposa e pela hiena, sob a alegação de ter pouca carne e muita pena, não podendo atender às necessidades do grupo. Em prantos a hiena ofereceu-se como opção de sacrifício, sendo também recusada sob vários argumentos. O camelo que a tudo observava não mais conseguia conter as lagrimas, comovido com a abnegação dos amigos, a grandeza de seus sentimentos e dedicação ao líder e amigo LEÃO, e já sem poder controlar-se resolveu que deveria acabar com a discussão entre seus abnegados amigos, e ofereceu-se em sacrifício, no que foi IMEDIATAMENTE ACEITO E DEVORADO POR TODOS.



EGOÍSTA!

Dois amigos se encontraram e combinaram um almoço. Chegado o dia, sentados a mesa, trocaram gentilezas oferecendo um ao outro o privilégio de servi-se primeiro, após algumas ofertas de parte a parte um deles resolveu servir-se, escolhendo para si o melhor bife. Imediatamente, após servir-se do bife, foi surpreendido por um olhar irado de seu amigo, que logo sentenciou:
- Como você é mal educado e egoísta! só pensa em si mesmo, criatura repugnante, aproveitou-se do privilégio de escolher primeiro e pegou para si logo o melhor bife.
O outro ainda um pouco surpreso perguntou:
- Se você escolhesse primeiro, qual bife escolheria?
Prontamente o primeiro respondeu:
- É claro que eu escolheria o pior bife, não sou egoísta nem aproveitador.
No que o outro concluiu:
- Então não entendo porque se chateou tanto, afinal o pior bife ficou para você, como você mesmo escolheria se tirasse primeiro.

Esta pequena estória em poucas linhas permite investigar e supor sobre as profundezas da mente humana, aquilo que necessitaria de várias páginas, dezenas ou até centenas para ser descrito. Quem analisa-la a fundo, bem como ao mundo que habitamos talvez possa compreender melhor tudo que nos cerca.
É para pensar, ... não é ?

E para descontrair um pouco:

A loura toda dengosa pergunta pro marido: Benhêê, o que você prefere: mulher bonita ou inteligente?
e o marido bem carinhoso responde:
Nenhuma das duas meu amor, eu só gosto de você...

Abraços
C. Mouro

C. Mouro disse...

Mudando de assunto, acho que Macurélio vai retomar a produção da genial (sobretudo no começo) versão da Bíblia sacaneada (http://www.jesusmechicoteia.com.br/)

Abraços
C. Mouro

André disse...

C. Mouro,

achei mesmo q fosse tecnologia, pelo seu conhecimento de informática.

Legal a fábula dos bichos. Por falar nisso, Animal Farm/ A Revolução dos Bichos, de George Orwell, é muito legal

Heitor Abranches disse...

A TV Light do Chavez


16/06/2007
Andrés Izarra: Criando um canal de televisão para esquerdistas

Simon Romero
Em Caracas, Venezuela

Na sede da Telesur, a rede regional em espanhol financiada em grande parte pelo governo da Venezuela, um âncora lê um boletim descrevendo uma manifestação dos sem-terra brasileiros; os produtores recebem um relatório da Bolívia sobre um encontro de líderes andinos; em um programa de atrações, intelectuais discutem tendências no cinema caribenho; um anúncio celebra a transmissão de um documentário sobre a vida de Che Guevara.


Andrés Izarra foi de diretor da RCTV a ministro das Comunicações do governo Hugo Chávez

Com menos de dois anos de idade, a Telesur é tida como a resposta do hemisfério à Al Jazeera, ou como uma rede latino-americana que promove a integração e combate a influência de organizações de notícias como a CNN. O homem guiando esse experimento é Andrés Izarra, uma estrela nascente do projeto ambicioso do presidente Hugo Chávez de vencer as elites na Venezuela e em outras partes na região.

Izarra, 38, era diretor de notícias da RCTV, que recentemente foi tirada do ar quando o governo decidiu não renovar sua licença. Durante o golpe de 2002 contra Chávez, Izarra renunciou, reclamando da cobertura pró-golpe.

Desde então, subiu rapidamente para os mais altos escalões do governo, tornando-se ministro de comunicações de Chávez e agora presidente da Telesur, na dianteira dos esforços de Chávez de conquistar maior controle da mídia.

Enquanto protestos convulsionaram a Venezuela nas últimas semanas pela ação de Chávez contra a RCTV, Izarra surgiu como defensor apaixonado da decisão. "A RCTV praticava uma forma de terrorismo da mídia", disse Izarra em uma entrevista. "As famílias que detêm a RCTV me odeiam por dizer isso, mas a oligarquia que controlava a Venezuela está finalmente se despedaçando."

Enquanto a antiga oligarquia é desfeita, uma nova elite política está emergindo na Venezuela, composta por partidários que apóiam Chávez como antídoto ao governo americano e, não incidentalmente, beneficiaram-se com a mudança de ordem.

Seus críticos chamam Izarra de "apparatchik", alguém que defendeu as políticas de Chávez para obter ganho pessoal, o que ele nega. Izarra diz que admira a capacidade do presidente de enfrentar as políticas americanas de "sabotagem e contenção".

Comendo sushi rapidamente em sua mesa de trabalho, Izarra conta que ele e sua mulher não conseguem mais jantar confortavelmente nos restaurantes. "Tornei-me alvo de violência verbal quando vou a lugares públicos", disse ele, explicando como é difícil andar por Las Mercedes, distrito chique onde mora.

Apesar de projetar uma imagem pessoal intensamente partidária, Izarra diz que é tolerante de opiniões diferentes em sua família ou nos estúdios da Telesur. Ele disse que 120 dos 400 funcionários da Telesur opunham-se a Chávez, admitindo que mantinha as contas usando as listas dos votantes e de suas simpatias políticas, disponíveis em software pirata.

O jornalista diz que nunca sonhou em trabalhar em uma profissão que não girasse em torno de notícias. Mas sua partida da RCTV em 2002 levou-o para outros mundos. Jogado para escanteio no que concernia à mídia privada, ele primeiro voltou à CNN como produtor durante uma greve geral que paralisou a economia, em 2002 e 2003. "Andrés estava longe de ser chavista quando o conheci", disse Lucia Newman, que foi sua chefe como correspondente da CNN para América Latina. "Mas ele se viu em uma posição na qual ele teve que escolher um lado", disse Newman, que atualmente cobre a América Latina para a Al Jazeera International, descrevendo a trajetória de Izarra depois que trabalhou para ela. "De uma forma geral, acho que hoje ele verdadeiramente acredita."

Izarra cruzou para a política definitivamente quando aceitou um cargo de assessor de imprensa da Embaixada da Venezuela em Washington, após seu breve período na CNN em Caracas. Depois, aos 35, ele assumiu o programa de televisão pessoal de Chávez e uma quantidade crescente de outras responsabilidades.

Seu pai, William Izarra, oficial da reserva da aeronáutica e cientista político, é um dos principais teóricos do movimento político de Chávez. Ainda assim, Andrés Izarra é um chavista incomum. Ele teve uma criação privilegiada e estudou na escola de elite Santiago de Leon, em Caracas. Ele fala inglês perfeito, e freqüentou escolas públicas em Newton, Massachusetts, enquanto seus pais faziam pós-graduação em Harvard. Ele passou quase cinco anos trabalhando na CNN e NBC, nos EUA, antes de retornar à Venezuela.

Atualmente, ele está no meio do debate sobre o fechamento da RCTV, enquanto a Telesur planeja expandir para a Europa, o Brasil e talvez os EUA, usando tecnologia de transmissão por Internet. A rede, que tem mais de 10 escritórios no exterior, incluindo Cuba, Nicarágua e Trinidad, está abrindo mais dois em Londres e Madri. No ano passado, a Telesur e Al Jazeera anunciaram um acordo de compartilhamento de conteúdo, que foi descrito por Connie Mack, congressista republicano da Flórida, como "a criação de uma rede de televisão global para terroristas".

Tais declarações, disse Izarra, apenas dão maior legitimidade à Telesur entre seus telespectadores. Comparada com a principal rede de televisão do governo venezuelano, que brutalmente rechaça os críticos de Chávez, a tendência da Telesur à esquerda é mais moderada. A missão da rede, disse ele, é "avançar a integração enquanto retrata os latino-americanos da forma que eles mesmos se vêem".

André disse...

Essa porcaria já passa na tv a cabo aqui em Brasília, num desses canais “de apoio”, cheios de profetas do proletariado e pastores evangélicos que não sabem combinar gravata, camisa e terno.

Se o mundo fosse mais simples, as coisas mais descomplicadas, seria legal ver uns F-15 dando uma passada em Caracas e bombardeando as instalações dessa tv. E o Palácio do governo e a casa do Chavez também. Podiam mandar logo uns dois porta-aviões e deixá-los estacionados no Caribe, descendo o pau por umas duas semanas. Fazer uma lista aí de uns 300 alvos e mandar ver. Quem sabe uma bomba não arrasa sua residência com ele dentro, ele sobrevive, mas fica mais manso. Foi o q aconteceu com Muammar Khadafi, cortesia da frota do Mediterrâneo, q atingiu a Líbia por uma semana nos anos 80. Ele escapou por sorte, mas tem sérias crises nervosas até hoje. Claro, depois que uma bomba de 500 kg de alto explosivo transforma sua casa em farelo e vc sobrevive pq, sei lá, estava enfiado num buraco, ainda assim o impacto dentro da sua cabeça é violento. Mas ele amansou bastante depois disso. Na verdade, continua manso até hoje. Tem suas esquisitices, tipo um exército só de mulheres que são suas guarda-costas, mas parou de colocar bombas em aviões comerciais.

andré disse...

Bom, já q seriam porta-aviões, os F-15 estariam fora da jogada. F-14 e F-18, em vez das Strike Eagle.

Heitor Abranches disse...

Acho que a saida vai ser a internet e ter dois passaportes...Nao demora e nos da minoria ressentida seremos convidados a migrar. E melhor irmos antes de mandarem a gente para algum campo de reeducacao onde vamos ter assistir videos de fidel falando dia e noite.

José Alberto Mostardinha disse...

Viva Catellius:

O texto só peca por focar uma tradição india que é feita num conceito cultural que nos é completamente alheio e impossivel de analisar dum ponto de vista exterior a ela.

Não é preciso ir tão longe.
Falemos da estupidez ocidental... isso já dá "pano para mangas".

Falemos dessa ignóbil "arte" do "piercing", alguma dela de caraterísticas indiscritiveis, da tatuagem corporal, da "recomposição" dos escalpes, etc.

Falemos destes protagonistas que não passam de "merda mal cheirosa" em termos sócio-culturais e deixemos uma cultura ancestral seguir o seu caminho.

Convem não esquecer nesta análise que muitas tribos criavam estes "figurinos" para afirmarem as suas diferenças e assim se destinguirem de tribos vizinhas, não por qualquer atitude que tivesse a ver com vaidades fúteis... inúteis.

Um abraço,

Heitor Abranches disse...

A Executiva mandou....



PT: Executiva Nacional fecha questão em torno da reforma política







A Comissão Executiva Nacional do PT, após dois dias de debates com 62 deputados e 2 senadores do partido, decidiu nesta quarta-feira (13) fechar questão sobre os pontos da reforma política considerados prioritários pelo Diretório Nacional.


A Executiva entendeu que o partido irá votar favorável à fidelidade partidária, ao financiamento público exclusivo das campanhas, ao voto em lista pré-ordenada e ao fim das coligações para as eleições proporcionais.



A resolução ainda autoriza a bancada a “fazer as mediações necessárias”, ouvida a Executiva, para garantir no Congresso Nacional a aprovação do financiamento público e do voto em lista – que são os pontos mais polêmicos da proposta.



Por fim, ficou definido que o método a ser usado pelo PT na composição de sua lista pré-ordenada será objeto de debate no 3º Congresso Nacional do Partido, que acontece de 31 de agosto a 2 de setembro deste ano.



Dos pontos da reforma votados hoje pela Executiva, dois obtiveram a unanimidade dos 15 integrantes presentes: fidelidade partidária e fim das coligações proporcionais. As propostas de voto em lista e financiamento público tiveram, cada uma, 13 votos a favor, um contra e uma abstenção.

Fortalecimento das idéias
Durante dois dias (na segunda-feira e hoje) a Comissão Executiva ouviu as diversas opiniões de vários integrantes das bancadas petistas no Congresso, principalmente da Câmara, onde o projeto de reforma política está em discussão.

A decisão final sobre o ponto mais controverso dentro da bancada – o voto em lista pré-ordenada – levou em consideração as posições históricas do PT e a decisão do Diretório Nacional em sua reunião de abril.

Para a Executiva, o modelo proposto irá fortalecer o debate programático e os projetos coletivos, reduzindo drasticamente a influência do poder econômico sobre as eleições e acabando com a principal fonte de irregularidades na política, que é o financiamento privado de campanhas individuais.



Quanto aos argumentos de que a lista pré-ordenada levaria ao "caciquismo” e à predominância das “burocracias partidárias”, os integrantes da Executiva, em sua ampla maioria, concluíram que o PT possui “salvaguardas” para evitar esse tipo de desvio, entre elas o PED (Processo de Eleições Diretas), cujo mecanismo pode ser reproduzido no processo de formação das listas.



Leia abaixo a íntegra da resolução da Executiva



Resolução sobre a reforma política

A Comissão Executiva Nacional do PT, reunida no dia 13 de junho de 2007, considerando:

1) a importância, para a democracia brasileira e para o Partido dos Trabalhadores, da reforma política atualmente em debate no Congresso Naconal;

2) a orientação para a bancada acerca da reforma política, aprovada pelo Diretório Nacional do PT em 20 de abril de 2007;

3) os debates travados na bancada do PT na Câmara dos Deputados, bem como a discussão conjunta travada pela bancada e pela comissão executiva nacional, no dia 11 de junho de 2007;

4) o disposto no artigo 67 do Estatuto do PT.

Decide:

1) fechar questão em torno da fidelidade partidária;

2) fechar questão em torno do financiamento público de campanhas;

3) fechar questão em torno do voto em lista pré-ordenada;

4) fechar questão em torno do fim das coligações em eleições proporcionais;

5) autorizar a bancada a, ouvida a comissão executiva nacional, fazer as mediações necessárias para garantir a aprovação, pelo Congresso Nacional, do financiamento público e do voto em lista;

6) orientar a comissão organizadora do 3º Congresso do PT a incluir, na programação do Congresso, um ponto de pauta específico para decidir sobre o método que o Partido adotará para compor suas listas.

Brasília, 13 de junho de 2007

Comissão Executiva Nacional do PT

Leia também:

Heitor Abranches disse...

"autorizar a bancada a, ouvida a comissão executiva nacional, fazer as mediações necessárias para garantir a aprovação, pelo Congresso Nacional, do financiamento público e do voto em lista;"

Por que sera que este negocio de mediacoes necessarias me cheiram a Mensalao e farra de cargos...mais corrupcao....

Na cabecinha deles e para o bem maior do pais...

Heitor Abranches disse...

e ai em setembro o congresso nacional do partido vai decidir como vai preencher a lista....hahahaha

se estes parlamentares tivessem forca e nao os zes dirceus da vida iam querer saber primeiro como a lista do partido seria composta e mais importante, por quem...

eu ja sei, e pelos zes dirceus da vida....

Suplicy que se cuide...da ultima vez quase que ele nao pode concorrer...

quem se tornar incomodo para o partido vai perder a cadeirinha....

Andre disse...

“Acho que a saida vai ser a internet e ter dois passaportes” Concordo, Heitor. Se eu pudesse, já estaria fora. Mas só se tivesse como viver bem lá fora, no mínimo com o mesmo grau de conforto q tenho aqui. Só fico por não ter perspectiva melhor.

O débil mental do Suplicy pode se dar mal mesmo. Que bom...

Roberto Pompeu de Toledo:

Deputados: modo
de eleger

O projeto apresentado na Câmara era ruim,
mas o sistema de lista fechada não é

O problema da reação, na imprensa e no Congresso, contra o sistema de listas para a eleição de deputado é fazer crer que o sistema atual é melhor. O sistema atual, em que o eleitor vota num nome, proporciona:

• enormes gastos de campanha, cada candidato montando seu próprio comitê e respectivo esquema de arrecadação de fundos;

• impossível campanha no meio que mais interessa, que é a televisão, pois, dada a multidão de candidatos, nunca sobram mais que alguns segundos para cada um;

• difícil escolha, pelo eleitor, pelos mesmos motivos de os candidatos serem multidão e escassas as informações sobre eles;

• obscuridade, para o eleitor, de um sistema em que se vota num nome mas em primeiro lugar o voto é contado para o partido, de modo que um nome bem votado não estará entre os eleitos se o partido não tiver boa votação e, inversamente, um nome pouco votado se elegerá, em caso de boa votação do partido;

• incentivo às candidaturas do tipo folclórico, com a conseqüente eleição, no rastro de suas expressivas votações, de candidatos com poucos votos.
Há mundo afora duas formas básicas de eleger deputado: a majoritária e a proporcional. A majoritária, também chamada de distrital, é a que se dá entre um número reduzido de candidatos – um por partido –, num distrito com reduzido número de eleitores. Quem tem a maioria de votos leva. Sua adoção seria talvez a ideal, no Brasil, dadas as vantagens de (1) aproximar o eleitor do candidato; (2) diminuir os gastos de campanha; e (3) tornar o sistema tão compreensível quanto a eleição do prefeito ou do governador. Se há no Congresso dúvida ou má vontade com esse sistema, uma alternativa seria continuar com o proporcional, mas na variante da lista fechada. O sistema proporcional é o que distribui as cadeiras do Parlamento na proporção dos votos de cada partido. Tanto quanto o sistema majoritário privilegia a pessoa do candidato, o proporcional privilegia o partido.

No Brasil e em outros poucos países, no entanto, adota-se o sistema proporcional, mas ao mesmo tempo o eleitor vota numa pessoa. Se o sistema é proporcional, mais coerentes com sua natureza e seus propósitos são os muitos países em que se vota no partido, não num candidato. O partido apresenta-se à eleição com uma lista de candidatos, escolhida em convenções partidárias. Se os votos no partido lhe dão direito a dez cadeiras do Parlamento, ocuparão essas cadeiras os candidatos que figurarem nos dez primeiros lugares na lista.
O argumento principal contra esse sistema é o de que dá excessivo poder às cúpulas partidárias, com quem ficaria a chave da elaboração das listas. Em primeiro lugar, as cúpulas já têm esse poder no sistema atual, tanto na escolha dos candidatos quanto ao privilegiar a campanha de um ou outro. Em segundo, não é em princípio mal ter cúpulas partidárias poderosas. Partidos fortes precisam de cúpulas fortes. O problema é ter cúpulas ruins, o que equivale a partidos ruins. Cabe ao eleitor derrotá-los. Não há sistema perfeito, assim como não há governo perfeito. O principal, na presente conjuntura brasileira, é que o sistema de lista fechada tem, sobre o atual, a vantagem de melhor se adequar a dois princípios que deveriam ser erigidos como regras de ouro, em cada passo da reforma política:

1. Enxugar os gastos de campanha. Os gastos antes pulverizados em milhares de candidatos seriam concentrados nos partidos. Não é que se vá liquidar com a corrupção, que, além de não ser liquidável, depende de outros fatores, a começar pela moral vigente no país, mas não há dúvida de que um forte incentivo a ela são as campanhas caras, em que a preocupação maior do candidato é se terá dinheiro para se eleger.

2. Tornar o processo eleitoral compreensível para o eleitor. Se o sistema proporcional foi feito para privilegiar os partidos, que isso fique claro de uma vez por todas fazendo com que se vote no partido. O compromisso com a democracia será tanto mais forte quanto se compreenderem seus mecanismos.

Nada do exposto acima significa que o projeto de lista fechada rebarbado pela Câmara na semana passada devesse ter sido aprovado. Tal projeto vinha eivado do costumeiro vício da malandragem nacional. Em primeiro lugar – malandragem suprema – determinava que os deputados atualmente eleitos ocupariam os primeiros lugares nas listas a ser apresentadas pelos partidos na próxima eleição. Com isso, esvaziava-se a instância da convenção partidária, o coração do funcionamento de um partido num sistema maduro. Em segundo lugar, o sistema era proposto sem a companhia de dois institutos indispensáveis a seu bom funcionamento: a fidelidade partidária e a cláusula de barreira. Não há como optar por um sistema que radicaliza a preeminência dos partidos enquanto não se coibir o troca-troca. Também não há como fortalecê-lo num ambiente em que os partidos se multiplicam sem freios.

Heitor Abranches disse...

Muito bom o artigo...

Mas nao confio nesta turma do PT...

Para mim eles perderam a credibilidade....

Qualquer coisa que venha deles tem que ser examinada com MUITO cuidado...

Heitor Abranches disse...

Melhor dizendo...

Nao confio no Ze Dirceu, no Lula, no Mercadante, e outros da cupula...

Ainda tem muita gente bem intencionada la dentro...

E alguns, muito pouco, cada dia menos que sao pessoas valorosas...

Heitor Abranches disse...

A gente devia melhorar o sistema educacional para aumentar o numero de pessoas com carater e inteligencia.

Heitor Abranches disse...

Acho que outra desonestidade do PT e nao discutir abertamente com a sociedade a reforma politica...

Ate internamente o que esta valendo e a truculencia da cupula...

Do que eles tem medo? Da democracia?

Sem duvida, e melhor nao fazer reforma alguma do que fazer alguma reforma neste espirito.

André disse...

Claro, reforma política ou de qualquer outra natureza, vinda do PT, eu passo...

Ah, sim, o sistema educacional teria q mudar muito, melhorar muito. Hoje é só essa massificação para o vestibular, para o "sucesso" na faculdade, depois o "sucesso" no mestrado, depois no doutorado, sem falar no "sucesso" profissional. A tal da "luta" sem fim de q as pessoas sempre falam. Ah, e tem a "guerra" dos concursos públicos também, essa eu conheço, Brasília é a capital mundial do concurso público.

O q se vê é só isso: instrução. Educar q é bom, nada.

95% dos meus colegas na faculdade de direito não eram capazes de "desenhar o "O" sentados", como se diz por aí. Mesmo q pusessem um copo em cima do papel pra facilitar o desenho...

Alguns já são procuradores e juízes. Metódicos, estudaram feito cachorrinhos, enfiaram toda aquela doutrina e legislação na cabeça, blá, blá, blá, mas não agüentariam cinco minutos aqui nesse blog.

Heitor Abranches disse...

Cuidado Andre,

Participacao neste blog pode acabar com as suas chances de chegar ao Supremo...

Um estudo interessante seria analisar o perfil dos indicados do Lula para o Supremo...

Que tal escrever um artigo sobre isto?

Heitor Abranches disse...

Ouvi falar que um candidato forte para a proxima vaga e o advogado geral da republica e ex-advogado de campanha do presidente e do ze dirceu...este cara deve ser boooooommmmmm...acho que nao tem 40 anos.

Heitor Abranches disse...

sugestao de titulo...

o supremo do lula...

André disse...

A mentalidade do PT é essa, soviética, de resolver tudo no comitê interno, no Komintern ou Politburo deles.

Num país de gente apática e indolente como o nosso, eles fazem o q querem, estão sempre bem à vontade. Sem falar q o sistema todo, independente de ideologia, foi feito sob medida para o autoritarismo, a não-prestação de contas e a impunidade em geral. Mesmo nos raros casos em q uma lei é bem feita, ela é mal aplicada, distorcida. E quem precisa sabe q tem foro privilegiado e outros "agrados" legais/constitucionais. Além disso, o sistema jurídico-legal favorece a ambigüidade e, claro, a embromação ad infinitum.

Nos outros paises também tem dessas coisas, mas aqui não há limites, tudo é possível. Isso aqui só perde pra Nigéria em corrupção.

Mas quem sabe daqui a uns 50 anos não os alcançamos.

Heitor Abranches disse...

E ai Andre,

Como advogado vc nao poderia escrever um artigo sobre as ambicoes contitucionais do PT e o seu poder atual no Supremo?

Heitor Abranches disse...

Acho que ai tem questoes interessantes como a questao do direito de possuir armas de fogo, de proteger a propriedade, de proteger a propria vida,...

Heitor Abranches disse...

Sem falar na garantia da impunidade para os detentores de cargo como o Lula...

André disse...

O afroblacknegão, Barbosa, q era procurador da república, é um idiota, um débil, só diz bobagem. Sabe-se q é motivo de piada entre os outros ministros. Famoso por bater na mulher, dar em cima de funcionárias (já fui estagiário lá, mas antes dele entrar, aquilo ali praticamente só dá “raimunda”, nada q preste - com todo respeito às nossas eventuais leitoras, mas o nível ali é tosco) e por ter agredido um funcionário do STF, entre outras coisas. A própria procuradoria não gostou da indicação, ele tinha péssima fama lá dentro. Só entrou mesmo pq o PT queria fazer média racial.

Eros Grau é um comunista tolo, vazio, e agora dado a escrever romances pornográficos q fariam o Marquês de Sade revirar no túmulo. Esse ao menos tinha algum talento literário. As historinhas do ministro mais parecem contos eróticos de revista. Acho q até pior. Esse também é fraco em conhecimento jurídico, ainda mais pra estar lá dentro.

Lá dentro vc tira o Gilmar Mendes e, sobretudo, o Celso de Mello, q é um jurista, muito mais do q um juiz. A Elle Gracie Northfleet dizem q é competente. Dos q o Lula indicou, o único realmente bom é o Carlos Ayres Britto. Civilizado, gosta até de filosofia, o q por si só é uma raridade. Os outros não passam deincompetentes ou burrocratas.

Dois excelentes q saíram por causa da aposentadoria compulsória aos 70 anos, a “expulsória”: Néri da Silveira e Moreira Alves. Conheci os dois, era gente de outro nível... Mas eles são de uma época q não existe mais, quando a formação intelectual era sólida e até o nível geral do povo era melhor. Claro, havia muito menos gente no Brasil. Moreira Alves, imagino, talvez seja o único jurista brasileiro de renome lá fora. Tem livros publicados em várias línguas e é citado na jurisprudência alemã e francesa, p. ex. Fala essas duas línguas, além de inglês, italiano, espanhol e, claro, latim. Especialista em direito romano, tem uma obra clássica em 2 vols. sobre o assunto. Detestado por esquerdinhas por ter entrado lá na época da ditadura. Chamado de reacionário, mas nunca foi partidário de coisa alguma, pelo menos não abertamente. Era conservador, mas isso eu também sou.

O atual procurador-geral da república é um cara sério, mas um homem sozinho não pode fazer muita coisa. Conseguiu denunciar Lampião e os 40 cangaceiros, ao menos.
Eu conheço muita gente do meio jurídico pela minha família, q trabalha ou trabalhou toda em tribunais, mas eu mesmo quero ver se entro no Legislativo, lá no covil da pátria, pq os salários são bons e a carreira é dinâmica.

O problema é q todo mundo quer entrar lá, naturalmente.
Vou destruir o sistema por dentro, há, há... até parece...

É isso ou ir pra África do Sul e virar mercenário!

André disse...

É, esse assunto é bom, quando tiver tempo vou pensar em algo.

O q o PT adoraria mudar na Consituição? Eu mudaria muita coisa, mas pra melhor. Cortaria muitos artigos também, além de direitos impossíveis de concretizar. Roberto Campos chamava a CF de o avanço do retrocesso, de const. estatista e dirigista. Pus isso num trabalho de faculdade em q deveria elogiar a tal Const. "cidadã" do podre (de corrupto) porém louvado Ulysses Guimarães. Na época dele, a sujeira do Congresso não aparecia pq ele amarrava tudo direitinho. Logo depois q ele morreu começaram a pipocar uns rolos. Acho q aquele dos anões do orçamento foi um deles. Pra q fui escrever isso... o professor era assessor de um ministro do STF, novo (em termos, tinha só 40 anos) e idealista. Ficou ofendidinho com o q escrevi. Ele tinha sido marxista nos seus tempos de UnB. Grande novidade...

Mas o q o PT mudaria? Tentaria relaxar o direito à propriedade, enfiar uma reforma agrária vagabunda no meio, não sei, dá pra mexer em muita coisa quando se controla o Congresso. Radicalizar geral eles não conseguiriam, acho.

André disse...

Garantia de impunidade todos eles já tem, podem até tentar ampliá-la, mas o q vai acontecer com o Lula quando (e se) ele deixar de ser presidente, no atual sistema? Nada.

André disse...

Gatinha aquela amante do Renan Calheiros... a gente vê muito disso quando vai à Câmara ou ao Senado. E lobistas, muitos estrangeiros, pra lá e pra cá. E brasileiros trabalhando pra interesses diversos, multinacionais. Existe uma ilha de riqueza escondida aqui em Brasília, da qual a gente tem uns relances de vez em quando.

Heitor Abranches disse...

Com o Lula,

Se ele sair em 2010 e antes dele voltar em 2014 vai viver de mansao em mansao sendo adulado...

Estes viados da cupula levam uma vida de milionarios e ainda tiram onda de socialistas....

Pela pose eu jurava que este eros grau era eros gay mas pelo que vc esta me dizendo ele e mais chegando no sadomasoquismo mesmo...

Heitor Abranches disse...

ate faz sentido...

um juiz do supremo negro, outro gay,...

o proximo deve uma mulher negra...

depois quem sabe uma mulher negra gay...

Heitor Abranches disse...

ser um jurista respeitado?

que besteira, nao passam de um conservadores...

Vamos aparelhar o Supremo com os companheiros...ja se aparelhou o resto mesmo.

André disse...

Ah, sim, a viadagem na elite deve ser grande. A burrice eu sei q é.

Pois é, só falta uma negra gay

O STF vai ficar cheio de magistrados com pendores sindicais, q vergonha

Heitor Abranches disse...

Outro detalhe...

Se esta reforma politica passar a quota para de 30% para as mulheres passa tbm...

Nada contra as mulheres mas acho que elas nao precisam de ajuda de ninguem para chegar ao poder...

Elas ja estao bem em todas as outras areas e em pouco tempo vao se igualar ou superar os homens ai tbm...

Enquanto isto, e ate melhor para elas que uma Marta Relaxa e Goza nao chega a presidencia senao vai destruir a esperanca que se tem nas mulheres de uma vez por todas.

André disse...

Elas não precisam mesmo de cotas. Elas são mesmo bem melhores.

Vi a Marta uma vez no aeroporto de SP. Ela é muito esquisita. Parece um travesti, sem brincadeira. Depois vi q muita gente acha a mesma coisa dela.

Além de ser uma oportunista das mais vulgares.

Ela e o Ciro Gomes. O q será q a Patrícia Pillar viu nele? Dizem q todo ator/atriz tem um parafuso a menos na cabeça.

Vou indo. Até amanhã!

Heitor Abranches disse...

Na última quinta feira, por exemplo, a secretaria de administração da Presidência da República reservou em orçamento R$ 26 mil para comprar uma estante rack, da marca Black Box. O preço exagerado, valor de um carro zero, obtido por meio de licitação, não é explicado no documento emitido pelo órgão. Nele, não há descrição alguma do objeto: não se sabe o tamanho, a cor e nem onde vai ser utilizado

Catellius,

Vamos por um link para os Contas Abertas...

Estes caras sao bons!

Heitor Abranches disse...

Me faz lembrar do cartao corporativo secreto da presidencia da Republica defendido ardorosamente pelo Mercadante na tribuna do Senado...So se decepciona quem ja achou que ele fosse uma pessoa seria.

Heitor Abranches disse...

A muito tempo atras este filho de general e irmao de coronel ja foi serio...E melhor acreditar nisto.

André disse...

Ha, ha, é um trabalho chato o desse Contas Abertas, mas o resultado é divertido e informativo. Eles mostram todos os absurdos dessas compras feitas pelo governo. Quando fui estagiário num tribunal, vi muitas notas fiscais superfaturadas de móveis e computadores. No mínimo 3 a 4 vezes o preço normal, da loja.

André disse...

PLANTÃO REDE GLOBO

A BICHARADA ESTÁ SOLTA

André, o Hetero - CORRESPONDENTE DE JANELA DE ÚLTIMA HORA

Brasília, altura da 106 Sul

De uma hora para outra, o Eixão foi invadido pelo terceiro sexo. Ao som de This is the Rythm of the Night (Corona) e Don't Leave This Way (The Communards), o público GLS, animado por drag queens, rapazes alegres e muitas mocinhas com outras mocinhas insuspeitas do lado, de cima do trio elétrico, pula até não poder mais.

Mas essa repentina manifestação, da qual só eu provavelmente não fui avisado, é uma pálida sombra perto da Parada Gay de São PAulo, que passou dos 3 milhões e teve a presença de Marta "Stand and Relax" Suplicy, Isabelita dos Patins, Edson Cordeiro, Leão Lobo e muitos outros.

Aqui, nenhuma personalidade famosa do meio.

Pra se destacar na multidão, basta vc, homem ou mulher, aparecer de mãos dadas com uma pessoa de sexo diferente do seu.

Se bem q a quantidade de curiosos (e quem sabe enrustidos, que ainda não saíram do armário) ultrapassa em muito a de casais 100% cromossomos XX ou XY - olha o politicamente correto, pessoal!

Que parada mais fraca, tsc, tsc... Já começaram a tocar Enya, que quem não gosta chama de Tenya, em homenagem aquele bichinho solitário (ainda não arrumou ninguém) que vive dentro de algumas pessoas. E esse não discrimina sexo nenhum, entra em qualquer um. Bicho moderno!

André disse...

Correção, pra quem quiser procurar no You Tube: Don't Leave Me This Way

Simone Weber disse...

Adorei a fábula, C. Mouro. Retrata com precisão um tipo de apelo das ideologias, mais comumente das religiões, principalmente do cristianismo, especialmente do catolicismo.

Beijocas a todos

Heitor Abranches disse...

Simone,

O que vc acha de se indicar uma mulher negra da ilha de Lesbos para o Supremo???

he he he

Heitor Abranches disse...

Não se sinta ofendida,

É apenas para privilegiar a participação da única mulher deste blog...

Falando nisto, precisamos de alguem para preencher a quota de afro-descendentes...

Meu voto é para Condi Rice...Aquilo é que é mulher...

Catellius disse...

Mouro, realmente excelente a fábula!

Heitor, a Simone é responsável por 33% do "membership" (existe equivalente em português?) do Pugnacitas, embora só tenha publicado UM post! Uma vergonha!

Acrescento, Heitor: A vaga está aberta para uma mulher meio negra meio silvícola, gay, atéia, com Down e paraplégica, praticante de balé em cadeira de rodas e membro do PV. De preferência cega. Se conhecerem alguma, me avisem.

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