13 agosto 2013

Deuses devem ser belos

"O belo é o esplendor da ordem"
Aristóteles

Beleza é essencial? Os feios dizem que não. Muitos bonitos afirmam o mesmo, para não serem acusados de arrogantes e de não terem beleza interior, aquela que, por ser subjetiva, todos podem dizer que têm.

Não é comum mas também não é raro que pessoas bonitas desprezem as feias. Estas, em um primeiro momento, buscam a atenção das primeiras como um modo de agregar valor a si mesmas, afinal são bens quase sempre escassos e disputados, exceto na Suécia. No caso do corpo, ou se é jovem ou se tem boa genética ou força de vontade para ir à academia; ou dois ou três destes fatores combinados. Os feios, como a raposa em relação às uvas na fábula de Esopo, talvez passem a desenvolver um genuíno desprezo pela beleza, a repetir que os feios dedicam-se ao espírito para compensarem a falta de atributos físicos, e por isso são mais interessantes. Estas pessoas apreciam belos quadros, bela música, belezas naturais, aves coloridas, mas acham que a beleza humana é apenas convenção, uma ditadura estética europeia e, enfim, não é fundamental como queria Vinícius. Isto, claro, até uma bela sueca ou uma bela espanhola parecerem acessíveis, ou um Brad Pitt, no caso das mulheres. Aí beleza volta a ser importante, imprescindível até, afinal é um fator importante nas leis da atração e, portanto, foi crucial na forja do ser humano ao longo de centenas de milhares de anos.

Pesquisas demonstram que criminosos bonitos conseguem penas menores, candidatos bonitos têm mais chances de serem selecionados para uma vaga de emprego, após o contrato recebem salários maiores, ganham empréstimos mais facilmente; talvez por serem mais autoconfiantes e terem uma habilidade de comunicação desenvolvida e premiada desde a infância poderão ser líderes marcantes, como o Lula (brincadeira). Segundo o economista americano Daniel Hamermesh, nos EUA um trabalhador bonito chega a ganhar, ao longo da vida, 230 mil dólares a mais que um feio com o mesmo grau de instrução e inteligência. Pessoas bonitas tendem a ter mais contatos, e o "network" é essencial para corretores de imóveis, lobistas, arquitetos, advogados e em outras profissões.

Um Padre bonito passa a imagem de ter feito um grande sacrifício ao adotar a batina, demonstra que sua vocação foi verdadeira. O padre feio, por outro lado, parece ter recorrido ao hábito pela ausência de sinal verde das mulheres durante a infância e adolescência. As paroquianas enchem as igrejas em que o primeiro reza missa, seu sermão é mais interessante, principalmente quando fala com voz suave, elas se desdobram para ajudá-lo em tudo, na arrecadação, nas quermesses, fruem de sua beleza sabendo inconscientemente que ainda que ele não pertença a elas, não é de mais ninguém.

A aparência física influencia sobremaneira a personalidade, desde a primeira infância. O menino loiro bonito talvez seja docemente assediado pelos roqueiros neo-grunges da escola, por ser parecido com o Kurt Cobain, e adotará, com o tempo, o ar blasé, a fala mansa, o feitio de quem é indecifrável, turvará sua mente poça d'água para que pareça profunda. De tanto interpretar o personagem que seus amigos nele enxergam e, assim, para corresponder às expectativas e agradar, também para ser bajulado, acabará por incorporá-lo; tornar-se-á uma segunda natureza. O menino feio talvez ganhe a simpatia de um professor de química que nele se veja quando tinha sua idade. Será mesmo atraído para grupos de feios, que lhe darão atenção, criarão seus códigos, seus "inside jokes". Por outro lado, o feio rico comprará a amizade dos bonitos oferecendo sua casa com piscina para as festas da turma, seu carro para as noitadas, pagando as contas de restaurantes, etc. Será popular, obviamente. Se for feio, pobre e muito engraçado poderá servir como bobo da corte.

Os ricos tendem a ser bonitos e os pobres feios. Basta prestar atenção a quem surge pela porta de um carro luxuoso que acabou de estacionar: mulheres e crianças bonitas, homens que poderão ser tanto bonitos quanto feios, baixinhos, carecas, cabeludos. Grosso modo, uma mulher bonita é capaz de arranjar casamentos uma ou duas classes sociais acima, um homem feio pode conseguir mulheres bonitas uma ou duas classes sociais abaixo, um homem bonito pode casar com mulheres bonitas de mesma classe social. Sem falarmos nas lentes de contato, aparelhos dentários, salão de beleza, cremes, implantes, academia, lipos, cirurgias estéticas e outros simulacros de beleza genética acessíveis exclusivamente a quem tem dinheiro.

Antigamente a realidade era outra. Casamentos amiúde envolviam sérios interesses do resto da família. A filha não herdava os bens do pai, cuja fortuna não podia ser dispersada, devia permanecer no "sobrenome", então dependia de um bom casamento, quase sempre comprado com dotes generosos. Os nobres europeus eram feios - talvez não os bastardos, frutos de atração sexual. Dificilmente uma moça pobre e bonita casava-se com um rapaz rico. Se engravidasse, o amante negava a paternidade, ainda que pudesse contribuir materialmente na formação da criança. E a garota praticamente perdia o direito de casar até mesmo com alguém de sua classe social, por ter sido maculada. Assim elas poderiam servir, no máximo, para a diversão dos mais ricos, os quais irremediavelmente casavam-se com mulheres de sua classe social. No Rigoletto de Verdi/Piave, baseado em Victor Hugo, o conquistador Duque de Mântua - o da ária "la donna è mobile" - finge ser um estudante sem dinheiro para poder conquistar o coração da pobre e bela Gilda, filha do bobo da corte.

Se os seres humanos dão tanto valor à beleza, por que adorariam deuses feios? O Jesus histórico provavelmente era feio, afinal era a mistura de uma mulher nascida há dois mil anos no Oriente Médio e de uma pomba. Se fosse possível profetizar e se as profecias de Isaías estivessem certas, Jesus seria comprovadamente feio. Em Isaías, 53, 2 lemos:

"Cresceu diante dele como um pobre rebento enraizado numa terra árida; não tinha graça nem beleza para atrair nossos olhares, e seu aspecto não podia seduzir-nos."

Para parecer feio nas visões proféticas de um pastor de cabras da Idade do Bronze, Jesus deveria ser o cão chupando manga. Já o Cão, vulgo diabo, ao contrário, era formoso e atraente, segundo se lê em várias passagens bíblicas.

Os hebreus, talvez por não serem tão bons artistas quanto os gregos, proibiam imagens e esculturas, ainda que não fossem para adoração. Já o gentio convertido para a heresia judaica posteriormente chamada de cristianismo tratou de paganizar a nova religião, afinal às vezes é preciso mudar para as coisas continuarem como estão, como Lampedusa escreveu em seu O Leopardo. Deste modo, não foi apenas o latim que os cristãos tomaram dos romanos. Além desta língua, da própria sede ser em Roma, da arquitetura e de suas ordens, de muito da simbologia, a iconografia é a pagã.

Jesus aparece sempre majestoso, cheio de graça, atraente, alto, caucasiano, grandes olhos, nariz grego, poses clássicas, greco-romanas. Nas representações da crucifixão, deposição e ressurreição é possível ver, parcialmente coberto por uma túnica, o corpo esculpido em sessões diárias de caminhadas pelo deserto, abdominais, flexões e levantamento de pedras, talvez realizados religiosamente após aqueles sermões e parábolas edificantes. Bom, ao menos quando os artistas são de qualidade. Quando não são sempre é possível recorrer a cópias em gesso e reproduções fotográficas de obras consagradas.

A relação pessoal e profunda com Cristo tem muito a ver com a experiência de uma paixão amorosa. Como resistir às ebúrneas Afrodites e arrebatadores Adônis dos altares cristãos? Os católicos não seriam capazes de adorar deuses cuja representação não fosse sexualmente atraente, com exceção de Nossa Senhora Aparecida, aquele boneco de pau tão horroroso que até mesmo o cordato bispo Von Helder não resistiu a chutá-la. A Maria que adoram (dizem que é apenas veneração) tem os seios perfeitos, sua bunda não é caída, não tem rugas de expressão, é simétrica, cândida, é o modelo inimitável das cristãs, é a mãe virgem que lhes diz tacitamente que nunca serão boas o bastante; ou são virgens e não são mães ou são mães e - horror dos horrores - perderam o hímen ao fabricar o cristãozinho ou ao darem a luz, afinal não têm naquela membrana tanta queratina e elastina quanto a mãe de deus, que continuou virgem até mesmo depois do parto, como está escrito nos papeizinhos do Frei Galvão, ainda não autorizados pela ANVISA mas comprovadamente eficazes para o saldo bancário das freiras que os produzem.

Maria continuou bela mesmo na morte. Se após a crucifixão do filho viveu ainda por quinze anos, ascendeu aos céus com corpo e alma, de acordo com o dogma, com uns 60 anos. Sem filtro solar e creme hidratante naquelas paragens áridas da Judéia e, posteriormente, na Ilha de Patmos com João Evangelista, seu corpo, que, por definição, ocupa lugar no espaço e está algures, passível de ser visto por um ET ou por um astronauta, assemelha-se mais a uma jaca desidratada do que à Afrodite das pinturas e esculturas.

A seguir, as imagens ideais dos dois principais deuses cristãos e as imagens reais dos humanos que inspiraram a sua criação, fotografadas por J. J. Benítez durante a Operação Cavalo de Troia.

Jesus ideal, forte, majestoso, limpinho após um banho gostoso no Jordão.

Jesus ideal para os mórmons, o belo rabi desejado pelas fiéis prestativas. A tensão sexual está no ar, e para os mórmons ela será consumada em breve!


Maria ideal, virgem e mãe de feições clássicas, simétrica, limpa, coberta de ouro, tão atraente quanto intocável.
Casamento real de José e Maria, que o traíra pouco antes com o soldado romano Panthera. Aqui ela está grávida, aos treze anos.


Jesus real furioso a destruir o ganha-pão dos vendilhões do templo.
Maria real chorando durante a crucifixão do filho, e também por ter machucado a mão mais cedo ao preparar uma gororoba judaica daquela época.
Maria real aos 60 anos, olhando intrigada para a lente da Rolleiflex de Benítez. 


12 comentários:

C. Mouro disse...

Genial!!! ...hehehe!!

Apreciei sobremaneira a realidade das figuras.
Aprecio os assuntos que demonstram bem oque o tal serumano é em essência, sem preocupações com modas comentativas. É exatamente nas reflexões frias que conseguimos compreender o calor das paixões e sobretudo da estupidez.

"A Maria que adoram (dizem que é apenas veneração) tem os seios perfeitos, sua bunda não é caída, não tem rugas de expressão, é simétrica, cândida, é o modelo inimitável das cristãs"

O mais interessante é que mulher bonita é tentação irresistível e provoca e faz pecar "todo homem que sabe oq quer, que sabe dar e querer da mulher" ...hehehe!

Imagine-se ao menos um papa afrodescendentão, com boca torta, careca baixinho e gordo? ...a igreja ia perder toda a sua freguesia. Se os deuses então fossem feios, aí é que ninguém neles acreditaria mesmo.

Suprema a foto, certamente bem similar, do lendário JC irado a atacar os comerciantes, derrubando suas mesas e até dando-lhes umas chibatadas ...hehehe! ...Os pobres comerciantes (os pré burgueses) eram demasiado pacificos, pois que não reagiam a um magricelo lunáticos que mesmo preconizando que se devesse dar a outra face a quem lhe estaopoeasse uma, era o mesmo "kung fu do deserto" que xingava comerciantes de ladrões, acusando-os de transformar a alegada casa de seu pai num covil. ...Ou seja, fosse ele mais gordinho e tivesse um rico herdeiro a banca-lo poderia ser o protótipo de Marx.
Ao mesmo tempo que preconizava a submissão ao mau, a resignação ante as injustiças, a concessão ao ladrão dando-lhe mesmo mais do que tomou, e sobretudo recomendando que se lhe roubarem não reclames nem se queixe a ninguém, ainda assim o magricelo do deserto que mandava não julgar passa a ofender comerciantes como se sendo ambiciosos de acumularem riquezas fossem os piores seres da terra.

...Afinal, com já naquela época havia aumentos de preços e impostos que empobreciam as populações, até mesmo inflação ao se multiplicar moedas de ouro adicionando-lhe outros metais, nada melhor que satanizar comerciantes (ameaçados com apedrejamento por serem gananciosos) juntamente com os ricos para assim ganhar a simpatia dos santos pobres, cheios de méritos exatamente por serem pobres. ..hehehe!

PQP!! ...tal ideologia inventou o mérito da pobreza e deveria também atribuir mérito a feiura. Assim, o pobre deus seria também feio. ...mas como humanos são demasiado humanos, as igrejas que pregam a humildade e a renúncia às riquezas são ricas ao extremo sem produzirem nada qde efetivamente util, dedicando-se a alisarem vaidades e criarem valores fáceis de serem simulados para ostentação à comunidade de hipócritas, de fato uma raça de víboras.

Assunto show de bola!

...abração
C. Mouro

Anônimo disse...

Sem falar nos cantores pop, apresentadores
Se não forem bonitos não fazem sucesso

Catellius disse...

Valeu, grande Mouro!

Excelente comentário.
Destaco a brilhante passagem:

"Os pobres comerciantes (os pré burgueses) eram demasiado pacificos, pois que não reagiam a um magricelo lunáticos que mesmo preconizando que se devesse dar a outra face a quem lhe estaopoeasse uma, era o mesmo "kung fu do deserto" que xingava comerciantes de ladrões, acusando-os de transformar a alegada casa de seu pai num covil."

kung fu do deserto! Ha ha ha!

Eu, definitivamente, já desisti de evangelizar o ateísmo. Hoje poder sacanear as religiões me basta. Talvez minar a aura sacrossanta de que se investem seja mais interessante do que debates céticos sérios, afinal os devotos não começaram a crer pela razão mas por influência dos genitores, eivada de fortes emoções supersticiosas, e não deixarão, portanto, de crer por argumentos racionais.

Abração

Anônimo disse...

Uma amiga repete sempre o mote (que já se tornou um adágio, e bem atual): não existe mulher feia, existe mulher pobre. E se mesmo com dinheiro a mulher for feia, você precisa beber mais.

Deusao

Molochbaal disse...

De facto, é muito mais provável que os personagens bíblicos reais sejam como os dessas fotos de pessoas reais, do que as imagens idealizadas pela propaganda religiosa.

C. Mouro disse...

Grande Catellius
...Não lembro de quem é a frase, mas é perfeita, mais ou menos assim:

Não se pode abalar uma crença através da razão se ela não foi adquirida pela razão.

+/- a original é mais bem escrita.

Ora, a ciência, o conhecimento adquirido com base em raciocinios a partir de axiomas e mesmo com fundamentos empricos que levam a teorias, podem ser contestado e superado por novas teorias igualmente fundamentadas em axiomas e na realidade apreensível.
Ou seja, uma teoria ruim pode ser superada racionalmente por uma teoria melhor elaborada com a pretensão de ser definitiva.

Afinal, há principios por vezes inquestionáveis, mas cuja análise e progresso indutivo não são bem feitos. Há também pretensos principios não axiomáticos e arbitrariamente supostos que podem ser demolidos por novas apreensões da realisdade a respeito.
Enfim, parte-se de algo evidente ou pretensamente verdadeiro para se progredir racionalmente e assim, de evidências menores chegar-se a teorias extremamente complexas que podem ou não estar corretas. Assim podem ser constestadas por novos raciocínios que apontem falhas.
É lógico que neste caso os pretensos detentores do conhecimento se veem forçados a declinar de sua pretensão em vista dos raciocinios mais elaborados e percepções melhores sobre a realidade.

...Porém, quem adquire não um conhecimento, mas uma crença, não a adquire por motivaç´~ao racional pelo conhecimento, mas sim a motivação é a recompensa. Ou seja, uma crença não se baseia em principios, axiomáticos ou empiricos, mas sim na VONTADE de obter um fim, a vontade do objetivo. Umka crença não se baseia na razão, mas EXCLUSIVAMENTE na EMOÇÃO.

Assim, não há argumento racional capaz de demover o crente. A crença é meramente UMA IDEOLOGIA e NÂO uma TEORIA.
Ideologia é um conjunto de idéias que se dizem aq "receita" para atintgir um fim qualquer. Assim, NUMA IDEOLOGIA SE PARTE DO FIM PROMETIDO OFERECENDO-SE ALEGADOS MEIOS PARA ATINGI-LO.

Lógico que quanto mais atraentes os fins prometidos, mais crentes a ideologia aliciará. Tais crentes são tomados pelo desejo de que o fim (o objetivo supremo) seja uma realidade e aceitarão as idéias que se apregoar para atingi-los. ...ENTÃO:
...na medida que as idéias não atingem os fins prometidos ou mesmo na medida que alguns discordam dos meios, passa-se a INVENTAR o que chamo de IDEOLOGIAS APARENTADAS. Ou seja, novas ideologias que se aproveitam de partes das velhas (sincretismo) e objetivam aliciar fiéis anuentes. Afinal, o ambiente de anuência produz a sensação de verdade (oh! se todos acreditam, pq duvidar ...o velho apelo ao lugar comum como argumento, já percebido por Aristoteles há milênios). Que na verdade não difere da idéia de que uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade. Se não uma verdade verdadeira, pelo mejnos uma verdade consensual (que não é verdade, mas apenas consenso). Assim o consenso vira "verdade" mas nada realiza...

(continua)

C. Mouro disse...

(continuando)

...e novamente novas dissidências e novas ideologias adaptadas às pretensões segundo a intensidade da emoção e da inteligência mesmo de cada seguidor.

Assim, alguém que adquire uma ideologia e a ela se entrega na esperança de que a crença alheia o convença da "verdade ideológica" que tanto deseja verdadeira, é efetivamente alguém que não crê em argumentos racionais, mas sim em fantasias nas quais deseja ardentemente crer. Assim, exigirá que sua ideologia falhe na prática para dela se afastar. Desta forma escondendo-se da própria razão ao despreza-la como meio de prever fatos. Esconde-se na idéia - quer convencer-se de fato - de que não é capaz de entender perfeitamente a ideologia, mas que seu mestre tem todas as respostas para derrubar os contestadores. Assim, quer o "fim da linha" para descrer. ...Mas se possivel o "fim da linha" o crente adota outra ideologia semelhante, fantasiosa, com nova "receita" para atingir o objetivo tão desejado (o objetivo supremo que a tudo justifica se em seu nome realizado ou alardeado). É como se andasse sempre a correr atras da cenoura na ponta da vara amarrada em seu pescoço.

Não é outra a razão de IDEOLÓGICOS transitarem estupidamente entre ideologias. Eles efetivamente querem uma ideologia para viver. O alegadop objetivo da ideologia fornece uma MORAL PARTICULAR ao grupo de crentes. Ora, uma moral é o comportamento que valoriza o individuo em sua comunidade (diferente de ética que se pretende uma moral objetiva ou ciência da moral). Assim, ao advogar um objetivo fantasioso e aparentemente agradável a quase todos e atodos os necessitados, o adepto imediatamente recebe o apoio fraternos de seus pares e quanto mais agarrado a ideologia e sua moral, é presumidamente mais valioso no meio. Assim, quanto mais carente, qto mais necessidadto e estima, mais fanático e cego aos argumentos.

Uma teoria é muito diferente disso.
Para simplificar, uma teoria parte de principios axiomáticos e empiricos desenvolvendo meios sem necessáriamente um objetivo a alcançar.
Já uma ideologia parte dos fins que aparentemente pretende atingir e então simplesmente concebe meios arbitrarios, incoerentes, desconexos (imbecis) que alega-se como receita para os fins inventados como objetivo supremo e redentor. Claro que ideologias facilmente levam a desgraças tanto quanto ao poder absoluto de lideranças cuja função é manter a crença, alimentando-a com a pregação insistente, a repetição como lavagem cerebral.

...Já passei da conta ...tentei ser breve mas não deu.

Abração

Raphael disse...

Rsss. Catelli é foda...

Sobre as mulheres e a beleza, lembrei de uma tese minha (é apenas um comentário acessório). Ei-la:

Eis minha teoria: todas, praticamente todas as garotas bonitas e inteligentes foram feias na infância. Why? Simples. Quando uma garota é bonita, não importa o quão imbecis sejam as coisas que ela diga, nós, homens, cretinos como somos, vamos prestar atenção em absolutamente tudo (ou ao menos fingir que prestamos). Ou seja, ela não precisa se esforçar em nada para se destacar, nunca vai precisar mudar.

As gurias não tão bonitas, por outro lado, não têm esse privilégio. Daí porque toda garota que consegue combinar beleza e inteligência um dia foi feia...
Para tolerar as primeiras (as que sempre foram bonitas) felizmente Thor criou um grande remédio: a cerveja

(P.S. Sei lá o porquê, mas não estou conseguindo comentar pela minha conta no Wordpress)

Catellius disse...

Excelente!

"O alegadop objetivo da ideologia fornece uma MORAL PARTICULAR ao grupo de crentes. Ora, uma moral é o comportamento que valoriza o individuo em sua comunidade (diferente de ética que se pretende uma moral objetiva ou ciência da moral). Assim, ao advogar um objetivo fantasioso e aparentemente agradável a quase todos e atodos os necessitados, o adepto imediatamente recebe o apoio fraternos de seus pares e quanto mais agarrado a ideologia e sua moral, é presumidamente mais valioso no meio."

Salve Rafael!
Abraços a todos!

Anônimo disse...

usou duas vezes as palavras <> no texto. engraçado

Anônimo disse...

as palavras

bobo da corte

Carlos Rafael disse...

todos se comovem se um coelhinho bonitinho morre, mesmo ele sendo uma praga que se reproduz igual... ...a coelho, hehehehe

ninguém liga se um gnu horroroso morreu, mesmo se estiver ameaçado de extinção. desaparece logo, coisa feia!

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