04 julho 2013

Quanto mais alegam querer mudar, mais querem que fique a mesma coisa

A seguir, dois comentários de C. Mouro mui sutilmente formatados por mim para se tornarem um post, com pequenas supressões, alterações na ordem das sentenças e outras violações, menores do que se um bom tradutor passasse seu texto para outro idioma. O texto original está na caixa de comentários do post anterior (Desculpe-me, Mouro, pelo abuso). Concordo com praticamente tudo que escreveu, com um pequeno lembrete: uma verdade não deixa de ser verdade quando dita por um mentiroso, por um comunista, ex-comunista, papista, tucano, arara ou o diabo. O uso do "tu quoque", reconheço, é irresistível, principalmente se ouvirmos Fidel dizer que é errado mandar oponentes para o paredão. É errado mesmo, o que faz dele, além de um monstro, um grande hipócrita manipulador. Acho Olavo um católico astrólogo herege gnóstico supersticioso monomaníaco por conspirações, Reinaldo Azevedo um desonesto defensor incondicional da Igreja Católica e do PSDB. Ambos podem dizer a verdade às vezes, fazer reflexões pertinentes sobre comunismo, bolivarianismo, gramscianismo, petismo, etc.

Quanto ao movimento das massas, sou bem cético. Mas fico curioso para ver como as esquerdas capitalizarão os resultados para si, manipuladoras mui bem organizadas que são. Usando o que o Mouro escreveu, digo que "hermeneutas" como Mino Carta poderão ver nas revoltas populares um desejo de retorno ao esquerdismo primordial, puro, ao paleopetismo da época das Diretas Já. Lutero, em meio à podridão da Igreja Católica, não desejou uma volta à pureza primordial do cristianismo, recrudescendo-o com a Reforma e recrudescendo indiretamente a Igreja Católica em sua Contra-Reforma? Os papas eram príncipes corruptos quase assumidos, alguns encomendavam talvez mais pinturas de Júpiter e Diana do que de Jeová e Maria. O cristianismo estava mais paganizado do que nunca, as plutocracias dos Medici e Sforza prosperavam. Antes aquele cristianismo - ainda assim vil, é certo - do que o "autêntico" apocalíptico e "virtuoso" de São Paulo. De igual modo, preferiria que os políticos fossem sujos e corruptos assumidos, como o Maluf e o Roriz. Mas que estivessem com focinheiras, vigiados, que fossem punidos literalmente com crueldade quando pegos. Castigos físicos em praça pública seriam divertidos. Falo sério. Quanto ao Estado, deveria ser cada vez menor, TENDENDO para a anarquia. Mas que seria odioso de qualquer modo. Basta ler os capítulos sobre a democracia grega em A Cidade Antiga de Fustel de Coulanges para nos espantarmos com o quão parecidos eram alguns de seus problemas com os atuais. Venda de votos, alternância entre formas de ditadura e aristocracia, a primeira com o apoio do povo cheio de ressentimentos e vontade de se vender por pequenos agrados e de ver os ricos sendo perseguidos pelo tirano, a segunda comandada pelos ricos, baseada na tradição, no respeito à propriedade e à democracia mas pouco preocupada em manter ocupada a população invejosa - passou a ser invejosa quando a propriedade deixou de ser divina e passou a ser cobiçável - já que dispunha de escravos. Na democracia, ao povo votante - apenas machos nascidos na Hélade e descendentes de gregos - uma opção de engordar os rendimentos era vender o voto.

Vamos ao Mouro:

Quanto mais alegam querer mudar, mais querem que fique a mesma coisa

Texto de C. Mouro

Aquilo que vejo no Brasil, com a maioria de sua população insolente, supersticiosa e guiada por morais ideológicas que não fazem qualquer concessão à ideia de ética como uma moral objetiva, em vez de subjetivamente ideológica, é um eterno oscilar entre o "mais morno" e o "menos morno". Essa moral ideológica cujos fins justificam os meios, ditando-os como receita para um nirvana qualquer, não deixará que a massa reflita conscientemente e menos ainda que atue conscientemente.

Novos profetas com novas ideias velhas ameaçam com danações qualquer ínfima reflexão que escape de sua tutela. A manutenção do clima ideológico é a fórmula do poder pleno sobre uma sociedade massificada e, assim, imbecilizada. Os que parecem sair do círculo apenas percorrem sua circunferência e, assim, sempre se acaba voltando ao ponto de partida. A disputa de castas ou, mais propriamente, irmandades e quadrilhas ideológicas não permite que se saia deste círculo com facilidade, pois as propostas dos neo-evangelizadores é mudar para ficar a mesma coisa.

Nenhum destes grupos admite o enfraquecimento do Senhor Estado Todo Poderoso e são nisso acompanhados pelos servos, para quem o ideal é o pedir para conseguir. O mero pedir ao "bondoso senhor" é algo por demais arraigado; a promessa de se estabelecer como meio de dar às gentes o que desejam é própria de novos e velhos profetas, velhos neo-evangelizadores de discursos atemorizantes ou nebulosamente salvadores, que apenas reivindicam a obediência aos intermediários do Senhor Estado. E assim a roda gira. Em círculos desenhados por faladores profissionais interessados em obter nacos do poder estatal e, por tal, absolutamente contrários à sua diminuição. De fato, há o temor de que destas manifestações heterogêneas, sem mentores absolutos, possa resultar certa perda da mística do Estado, de seu "direito divino" sobre a população.

Sim, a massa crê no direito do Estado sobre ela, para quem ele é, ou deveria ser, a fonte da sabedoria e da justiça, de modo que aquilo que decorre de seu arbítrio - na verdade, de sua hierarquia de humanos - é a expressão da verdade e da justiça. Assim, cada indivíduo cultua o Estado que lhe convém, da mesma maneira que cada um elege o seu deus arbitrário conforme seu desejo sobre o que seja considerado verdade e justiça.

Claro que isso proporciona a criação de inúmeros deuses, aparentados ou não. São vários islamismos e cristianismos, pelo menos, já que estas são as ideologias historicamente inventadas por (prefiro "úteis para") governos dominarem e explorarem populações feitas servis, não pelo abuso da boa fé destas, mas sim pelo uso de sua má fé, de impor aos demais suas convenientes "verdades". Mas tais mentirosas verdades não produzem os resultados alardeados. Então a culpa é lançada na "deturpação" e não na sacrossanta ideologia salvadora. E aí, em meio a infindáveis interpretações, pululam hermenêuticas para salvá-la, com as quais os arautos das mudanças querem uma "volta às raízes", mudam as moscas velhas pelas novas, que antes foram mudadas, ou nem tanto.

O império romano criou a moderna política universal e não será fácil livrar-se de tal sistema com facilidade. A justificativa e pretensa legitimação do poder em nome dos pobres e coitadinhos, do povo (o bem coletivo sobrepondo-se ao bem individual com alegada legitimação do arbítrio divino) e mesmo d'uma tal de pátria cuja compreensão é obscura e não refletida, uma ideia incriada sobre cuja existência ninguém quer refletir. Assim, o Estado toma posse da sociedade, o governo se apossa do Estado, este ente místico, um partido ou quadrilha se apossa do governo e a alta hierarquia deste partido ou quadrilha se apossa do partido ou quadrilha. Pronto: agora esta alta hierarquia pode arbitrar as convenientes verdade e justiça que imporá a todos. E falsas verdades e injusta justiça logo darão lugar a novas fraudes, em novas ideologias e hermenêuticas ideológicas sem fim.

Reinaldo, Nivaldo, Olavo e Cia. como maiores opositores do socialismo é mais inverossímil que história da carochinha. Curiosamente, "ex" militantes marxistas, ainda defensores do Estado árbitro sobre a sociedade segundo a subjetividade deles mesmos, aspirantes a árbitros, anunciam-se os verdadeiros combatentes do socialismo atacando estas desnorteadas manifestações como essencialmente esquerdistas por "reivindicarem mais estado" e estarem comandadas por partidos radicais que foram delas escorraçados, tendo suas bandeiras sido queimadas. Ao mesmo tempo advogam pelo PSDB e DEM, louvam FHC, que anabolizou o MST com bilhões em verbas, legitimando-o, além de inventar as indenizações a terroristas e simpatizantes, entre outras ações "capitalistas", e mesmo chegam a ser cabos eleitorais de Serra. Defendem estes pulhas marxistas neomoderados como oposição. O discurso do Papa é mais esquerdista que os "pedidos de mais estado das manifestações". A igreja em sua totalidade e a própria ideologia cristã, defendidos por estes ex militantes marxistas, são muito mais estatizantes que as tais manifestações que queimam bandeiras vermelhas e escorraçam CUT, PSOListas, PTistas, PSTUistas, PCOistas e etc.. Estão confusos, sim, mas melhor confusos do que agarrados a ideologias e partidos. A esquerda irá se aproveitar e recapturá-los com a ajuda dos "ex" marxistas adoradores do Senhor Estado, que preferem o Estado com sua costumeira mística na esperança de ainda o tomarem para si e imporem suas baboseiras ideológicas.

16 comentários:

Anônimo disse...

Grande Catellius!
Agradeço a pela "editada" do meu comentário. Realmente não tenho tido cuidados ao escreve-los e pululam erros de toda sorte, desde sintaxe até concordancias. Enfim, tenho escrito direto na caixinha com algumas pausas para usos mais próprios do computador e por vezers até perco a idéia e dai por vezes saio escrevendo e a preguiça me impede de dar ao menos uma relida para que não fique o comentário demasiado destrambelhado.

Enfim, at5é agradeço pela boa vontade e paciência de tentar melhora-lo. De fato esta bem dentro da idéia original e até admiro o esforço de interpretação ante tantos erros.

Bom, quando me referi aos faladores que se fazem mentores de rebanhos encantados com estas celebridades que os pastoreiam, não o fiz sob a idéia de que sendo isso ou aquilo não pudessem dizer verdades. Afinal, uma coisa nada tem com outra e o maior mentiroso pode dizer grandes verdades tanto quanto pequenas mentiras. Não foi desqualifica-los minha intenção. Apenas quis mostrar que as alegações que fazem baseados na suposta "mente esquerdista" do manifestantes que, em boa parte, acabam por sugerir mais estado, mesmo sem o perceberem é contraditória ante aquilo e aqueles que defendem. Ou seja, os argumentos que utilizam para denunciar o esquerdismo das manifestações também valem com muito mais propriedade contra aquilo e aqueles que eles defendem com grande descasrtamento.

Disso resulta que seus papagauiosos discipulos andam pela rede repetindo bobagens que nada explicam sobre coisa alguma, como por exemplo sairem a afirmar que as ewsquerdas são organizadissimas e usuarias de estragia de guerra cultural e blá blá blá. Chegando a "não verem" alguns fatos que destoam de suas associações, asserções e mesmo imprecações contra as manifestações. São deliberadamente levianos, farsantes quando sua alegada precaução quanto ao poder estatal. E claro, são fofoqueiros descarados quando associam a papavra libertários aos socialistas aproveitando-se da ridicula farofa marxista de afirmar que através do estado máximo se chegaria ao estado nenhum. Embuste que o profeta economicista criou para empulhar aproveitando-se da certa ojeriza da população ao Estado na época, aliás quando idéias liberais tornaram-se conhecidas.

O velho profeta da boemia e/ou mesmo seus locatários(isso mesmo) foi eximio aproveitador de superstições, lugares comuns com suas possibilidades de deturpação. Assim nasceu a "acumulação de capital" em paralelo com "não acumular tessouros na terra"; a ganânciosa ilegitimidade do juro (a lei da usura); a reivindicação de igualdade material para abafar a reivindicação de igualdade de direitos naturais. É óbvio que reivindicar tudo para o Estado como senhor de todos e arbitro supremo, nada temn com anarquismo e muito menos com liberalçismo ou libertarianismo. Talves nos EUA o termo liberal para esquerdistas seja fruto das fofocas conservadoras para atrair simpatia associando os criticos do estatismo aos adeptos do estatismo total (socialistas). Inventar inimigos para fazer amigos, é velha estratégia.
Enfim, seguidores ideológicos são hábeis no uso e abuso das palavras, deturpando-as e interpretando-as segundo conveniencias de momento e de ouvintes e leitores (aliás RA é mestre neste descaramento - até fiz coment com o Janer no blog dele sobre RA e suas empulhações desavergonhadas).
...já me perdi. ...hehehe!
Isso é o que eu quis dizer, que os argumentos que usam para afirmar que a manifestação é esquerdista também, com muito mais propriedade, serviriam para aquilo e aqueles que eles defendem.
(continua....)

Valeu!!
Um abração.
C. Mouro

C. Mouro disse...

Continuando...

Os sedizentes conservadores tem atacado e associado os libertários (que sassim tiveram que chamar-se para escapar das fofocas conservadoras contra liberais) aos socialistas, além de desqualifica-los com afirmações de exibido desprezo, como se tal fosse argumento. Chegam mesmo a tentar provocar antipatia contra estes ao chama-los de arrogantes que se acham "descobridores da pedra filosofal", por conta de advogarem o principio ético (axiomático) do não inicio da agressão contra inocentes; chamam-os também de fanáticos, como se a defesa intransigente de uma verdade fosse um desqualificante fanatismo.
- EU GOSTARIA QUE ESTES embusteiros "não fanáticos" que defendem intransigentemente a existencia do Senhor-Estado com o privilégio de arbitrar ("mas só um pouco", afirmam) sobre a vida alheia e mesmo de expropriar os frutos do trabalho alheio para custear caprichos da "côrte estatal" ..."mas só um pouco"
...EU GOSTARIA QUE DISSESSEM, se vergonha na cara tivessem, que SÃO FAVORÁVEIS AO INICIO DA VIOLÊNCIA CONTRA INOCENTES como suprte àquilo que pretendem ARBITRAR sobre a população segundo suias subjetividades.
Estes pulhas não têm esta coragem, fazem suas fofocas tentando antipatizar, desqualificar MAS NADA ESCLARECEM sobre suas críticas ou mais propriamente fofocas e xingamentos àqueles que defendem a idéia de justiça através de um principio axiomático que entra em conflito com suas ideologias divinas ou economicistas, onde desavergonhadamente defendem que os fins que defendem devem justificar os meios que preconizam (isso é ideologia) São os novos "salvadores" que almejam conduzir o rebanho humano através do Poder coercitivo - opressivo e destrutivo - do Estado legitimado como arbitro para impor subjetividades de sua hierarquia, da qual pretendem participar ou pelo menos influenciar.
Pulhas!

Quanto a "tradução" vou apontar uma falhasinha mais gritante:
No trecho:

"Sim, a massa crê no direito do Estado sobre ela. Ele é, ou deveria ser, a fonte da sabedoria e da justiça, de modo que aquilo que decorre de seu arbítrio - na verdade, de sua hierarquia de humanos - é a expressão da verdade e da justiça."

Ele não é e muito menos deveria ser a fonte da sabedoria e da justiça. O que eu disse foi que a mística estatal assim transforma a idéia de Estado na cabeça da massa. Embora o Estado/governo (aparato estatal) seja apenas um grupo organizado de indivíduos faliveis, ambiciosos e com todos os defeitos e qualidades possiveis a qq humano. E aqueles que são atraidos pelo poder tendem a ter raras qualidades e muitos defeitos.

O Estado não é e muito menos deveria ser a fonte arbitrária de onde emana a verdade e a justiça, é a mistica que o torna como um deus cuja opinião é a verdade, a sabedoria máxima e a justiça. O Estado (aparato) é um grupamento de individuos que atarem-se pelo Poder com as piores intenções.

Valeu!!
Um abração.

Catellius disse...

Daqui a pouco comento mais.

Grande Mouro, na verdade quis dizer, nesse parágrafo:

Sim, a massa crê no direito do Estado sobre ela. PARA A MASSA o Estado é, ou deveria ser, a fonte da sabedoria...

Coloquei o "deveria ser" porque a massa pode crer nisso e estar insatisfeita com o Estado por julgar que não está emanando sabedoria e justiça. Concordo que não se deve esperar isso do Estado. Farei a correção.

Usei a palavra "ressalva", no caso dos mentirosos que podem dizer a verdade, porque, admito, concordo com muito que foi escrito pelo Reinaldo sobre os protestos. Não pensei no que ele pensa sobre FHC, Papa, se foi ou não comunista. Mas talvez deva trocar o "ressalva" pela expressão "frisar um ponto".

Volto amanhã.
Abraços


C. Mouro disse...

Entendo a ressalva e é mesmo oportuna para q eu possa realçar que não estou afirmando que as afirmações tenebrosas sobre o "golpe comunista" elaborado para implantar a ditadura socialista estejam erradas pelos profetas (que sempre fazem ameaças tenebrosas p aliciar pelo medo) serem ex marxistas ainda adoradores do deus Estado, não. Estão errados pq daas manifestações não se pode tirar esta conclusão e são embusteiros porque usam 2 pesos e duas medidas para julgar aquilo que lhes interessa.

Por exemplo, acusam as manifestações de estarem pedindo interferencia estatal e defendem o PSDB e DEM, bem como socialistas assumidos como Serra e FHC q defendem interferencia estatal e e arbitrariedades estatais, advogando que estes devem ser seguidos. E então atacam libertários que não admitem o arbitrio estatal e tão pouco a interferência estatal na vida dos individuos, seja para expropria-los ou impor-lhes um comportamento arbitrado segundo achismos de líderanças, canalhamente associando-os aos socialistas e afirmando serem os conservadores a verdadeira oposição às idéias socialistas. Ou seja são safados e incoerentes. Comportamento comum a marxistas.

Hayek comentou a facilidade com q marxistas se bandeavam p o nazismo, por serem um tanto semelhantes no uso do estado. Bom, é mais que visivel o fato de ex marxistas tornarem-se lunáticos con$ervadores (mesmo qdo se dizem liberais e afirmam que conservadores são ceticos e não interferem na vida alheia, só faltando dizer que são mais bonitos, inteligentes e bons de cama ...hehehe!).
O que digo é que conservadores se opuseram a liberais e defendem o mercantilismo, além da intervenção estatal plena na vida privada, sendo o estado pautado pela religião, impondo uma oficial.

..e os farsantes canalhas associal idéias liberais aos socialistas ainda mais estatistas. Uma fofoca de safados que, como dr Love, "levantam o braço" involuntariamente mostrando que em essencia ainda são os mesmos.

As manifestações pela primeira vez desprezram bandeiras e slogans ideológicos; escorraçaram militantes de partidos socialistas radicais ou não e exigem que o estado seja um prestador de serviços e não o dono sobre a sociedade para explora-la e arbitrar sobre ela (sobre as relações individuais0. Nitidamente o Estado perdeu um pouco de sua mistica nestas manifestações e é isso que esta deixando os tais conservadores em polvorosa.

A esquerda pode apontar para estas celebridades conservadoras q se apresentam como "verdadeira oposiçãon ao socialismo" e dizer aos manifestantes:

- "Vejam! ...a direita, os anti socialistas estão contra voces. Isso poprque eles estão a favor "de tudo isso que esta ai", nós da esquerda é que estamos com voces, nos é que nos opomos a tudo isso! ...venham para o nosso lado para lutarmos contra essa direita corrupta".

Ai danou-se. Como desnorteados, sem conhecimento sobre teorias liberais e doutrinados no esquerdismo fantasioso conseguirão combater aqueles que os apoiam e simpatizarem com aqueles que, como visíveis criticos da esquerda, os atacam????

A esquerda pode facilmente se aproveitar do fato dos seus criticos visiveis (celebridades) atacarem as manifestações com um faklatorio idiota para aterrorizar, na ansia estupida de um "quem não esta conosco esta contra nós". Ou seja, quem não é conservador é "comunista". ...Aproveitando a estupida mente binária de uma forma safada e suicida.

zefirosblog disse...

Perfeito! Subscrevo tudo, menos o comentário assustador do Catelli sobre os castigos físicos...rs

Catellius disse...

Pronto. Fiz pequenas alterações.

"Concordo com praticamente tudo que escreveu, com um pequeno lembrete: uma verdade não deixa..."

"Sim, a massa crê no direito do Estado sobre ela, para quem ele é, ou deveria ser, a fonte da sabedoria e da justiça..."


Salve Raphael,

Eu sei que "castigos físicos em praça pública" não é algo prático. Mas seria divertido, como eu escrevi. Castigo físico pode ser, por exemplo, chineladas na bunda, como os pais fazem com os infantes. O pai bate com amor em uma criatura indefesa para educá-la. A sociedade baterá no infrator com amor, hehe.
Em alguns casos chicotadas iriam bem também. Hoje não se pode algemar político que roubou hospitais, para não humilhá-lo...

Em Veneza, conversei com o dono de um hotel, que me disse o seguinte:

Aqui não há muitos crimes porque não há para onde fugir, fecha-se a conexão com o continente, o meliante não tem como fugir nadando. Os barcos são poucos e cadastrados. Acaba sendo pego. Contudo, juízes acabam soltando os criminosos, no fundo porque as cadeias locais estão superlotadas. Quando o crime é de roubo ou furto, a polícia passou então a espancar o ladrão por aproximadamente meia hora para depois jogá-lo em um canto de um canal, avisando-o que apanhará mais meia hora se for visto pela região.

Foi o que me disse. Não sei se é verdade...

Abraços



Catellius disse...

Praticamente todas as pessoas que eu conheço ficam felizes no íntimo quando um malfeitor morre na fuga de um crime, seja capotando o carro, tropeçando e batendo a cabeça, levando tiros da polícia. E praticamente todas são contra a pena de morte porque apenas seu deus pode tirar a vida, hehe.

Se a população cobre de chutes e socos um estuprador achamos bem feito. Mas não pode ser institucionalizado. Seria monstruoso...

Ser civilizado é um luxo para épocas de paz, dizem uns.

Estamos em paz no Brasil?

Contudo...

Se castigos físicos fossem postos em plebiscito eu votaria contra. Confesso ainda não estar preparado para isso, hehe.

zefirosblog disse...

Minha restrição tem um forte cunho egoístico, Catelli. O receio é de que , aberto o precedente, não demorará muito para você e eu estarmos recebendo também as tais chicotadas em praça pública...rs Afinal, como a sociedade (leia-se massas) tem condição de educar se ela mesma é uma grande cretina?

Sobre Veneza, eu não teria nada contra a suposta atitude desses policiais (ok, talvez eu tivesse algo contra mesmo assim) se a conduta estivesse tipificada em lei, algo como " art.1 do CP: é dado ao agente policial decidir individual e discricionáriamente espancar um infrator que incide em crime de menor potencial ofensivo, de modo que se evite a superlotação das prisões" Enquanto essa Lei não vier, prefiro continuar condenando veementemente a conduta do policial porquanto ela fere, ao meu ver, dois princípios indispensáveis aos Estados civilizados, e por isso o próprio Contrato Social: impessoalidade e legalidade (e também porque, confesso, não quero que o guarda da esquina possa eventualmente exercer tabnto poder sobre mim assim).

Quanto às algemas, pô, também sou contra o uso deles, apoiador integral da súmula vinculante 11. Na época da faculdade cheguei a ser ameaçado por alguns policiais por ter representado em favor de um sujeito que foi algemado sem necessidade - idiota que sou, eu me metia pro bono nesses casos em que poucos outros tinham coragem de se meter).

Enfim, espero que não me inclua na lista dos merecedores de chineladas depois dessa mensagem...rs

Abração,

Catellius disse...

Grande Raphael,

Abusus non tollit usum.

Andamos de carro e podemos morrer esmagados nas ferragens. Podemos morrer em parques de diversão por negligência dos donos, hoje mesmo podemos também ser processados e condenados injustamente, quem sabe presos injustamente, ser espancados por policiais, podemos morrer por bala perdida, se vivemos em zonas de risco. Haveria o risco de tomarmos umas chineladas sem merecermos. Mas daí processaríamos nossos acusadores e eles é que poderiam apanhar, hehe.

Digo que seria divertido ver o Sarney tomando umas chineladas em praça pública. Não acho que a medida teria qualquer vantagem prática. Não diminuiria a criminalidade, as pessoas não deixariam de cometer crimes por causa disso, não serviria como exemplo. Seria mera vingança e humilhação. Eles seriam, naquele momento, palhaços. Seria como cobrir o bandido de piche e penas, como algemá-lo, talvez. No Japão ser pego é humilhação suficiente. Aqui não. Nos EUA Madoff, Kenneth Lay, Karl Rove, assessor do Bush, Russel Crowe, Paris Hilton, Michael Jackson e muitos outros foram fotografados algemados. Mas no Brasil é muita humilhaçãozinha para o Jader Barbalho e o Luis Estêvão...

Concordo que surra de policiais não deve ser legalizada. Se for para apanhar tem que ser em praça pública, hehe, após um bom julgamento.

"Enfim, espero que não me inclua na lista dos merecedores de chineladas depois dessa mensagem...rs"

Ha ha ha! Claro que não. Na verdade, escrevi essas coisas sem pensar muito. Mais para me divertir mesmo. Não tentaria me eleger sob tais bandeiras...

Abração

C. Mouro disse...

Casos de flagrante onde o indivíduo violou, ou tentou, o direito alheio, seria justo que seu direito fosse violado. Justa é a reciprocdidade.

Quem quer arbitrar sobre os outros não há de se importar que arbitrem sobre si. Esta implicito na sua ação. Justiça é retribuição.

Eu bem que apoio a surra para flagrantes de pequenos crimes, sem perda das demais sanções. ...hehehe!

Para crimes como assalto a mão armada, sequestro e onde a vitima corre risco de morrer sob o arbitrio do facínora ...bem para estes, se flagrados (sem possibilidade de erro) então poderiam ser enforcados em ato contínuo. No mínimo prisão pérpetua custeada pelo trabalho dos presos, sem qq onus para a população que investe, trabalha e produz.

Abração.
Bom lembrar que houve época que os bandidos eram surrados e os crimes eram moderados, além do bandido envergonhar-se. Já que o crime era não só ilegal mas imopral.

Depois inventaram o bandido bom que só cometia crimes por culpa da sociedade malvada. Esse apoio moral ao bandido foi o grande incentivo para os bandidos perderem o constrangimento e sentirem além de vítimas até mesmo os "heróis" um tanto hobinhoodianos

...Suas vítimas é que foram desmoralizadas enquanto o banditismo glamoururizado ...Coisas da politica que pretendia dar mais poder para o estado explorar a populaç~~ao em nome destas "vitimas da sociedade" ...embora outros "vitimas" não se tornassem bandidos, preferindo trabalhar duro para produzir e dividir os frutos do seu trabalho não com o seu empregador, mas com politicos, funças inúteis e até mesmo com o bandido que ficará preso e recebendo auxilio reclusão, casa, comida e roupa lavada, camisinhas e lençóis limpos para suas visitas intimas ...tudo pago pela malvada sociedade que trabalha, nela incluso as vitimas dos bandidos e excluidos que veivem do trabalho duro.

Abs

Anônimo disse...

http://www.liveleak.com/view?i=3c9_1304013159

E isso q querem no Brasil, fascistas?

zefirosblog disse...

Só uma observação ao comentário do C. Mouro:

O auxílio-reclusão, a despeito do que dizem as correntes de internet, decorre do sistema retributivo (quase que como um "seguro", só recebem as famílias daquele que antes contribuiu) não do sistema assistencialista - assim, não sei se dá para dizer propriamente que é a sociedade que o paga.


Sobre os "flagrantes sem possibilidade de erro", sei lá, quem seria essa criatura perfeita que poderia decidir pelo enforcamento por ato contínuo? Seria o guarda da esquina? Sei lá outra vez, na época da faculdade uma viatura parou a mim e a alguns amigos teimando que meu carro era roubado - dentro dessa sugestão, se além de roubado o carro que supostamente parecia com o meu tivesse nascido de um latrocínio, eu não estaria escrevendo aqui agora, então prefiro continuar resistindo às idéias dos amigos...rs

Meu detector de irônia é péssimo, vai ver o comentário foi jocoso e eu não saquei, mas fica ao menos a observação sobre o auxílio-reclusão.

Abraço

C. Mouro disse...

Posso estar sendo precipitado, mas ao saber da nova idéia do Dilma sobre a formação de médicos, ...minhas entranhas se reviraram e não resisti a escrfever o que segue:

Por falar em liberdade e a idéia que os estatistas, sejam socialistas ou conservadores, tem sobre o que seja liberdade. É pertinente comentar a nova deliberação do governo para literalmente ESCRAVIZAR estudantes de medicina. Como sempre, disfarçadamente tentam justificar no utilitarismo o seu pendor escravocrata de valer-se da individualidade alheia em benefício próprio.
É o mais recente apelo em apoio à escravidão sob um utilitarismo pretensamente redentor. Sempre o pérfido apelo para que os fins justificquem os meios.

Os governos e todos aqueles que ambicionam dele participar para exercerem o Poder sobre a sociedade, não aceitam a idéia de que a população, os indivíduos (nota-01), possam ser autônomos e igualmente livres entre si. Ou seja, aqueles que ambicionam ocupar o Poder, ambicionam impor suas subjetividades ideológicas, ou não, a todos os demais. Daí apelarem para pretensas justificativas que afirmam compensar a intromissão e imposições arbitrárias na vida dos indivíduos. Estas idéias que que preconizam redentoras prometem um um fim "salvador" para assim justificarem-se como meios compensadores. A estas idéias arbitrárias, desprovidas de qualquer coerência com PRINCÍPIOS morais ou éticos, já que advogadas apenas por seu alegado utilitarismo pretensamente redentor.

Quem é a favor da ESCRAVIDÃO e é capaz de defende-la abertamente???

Ora, a escravidão já tem a si associado o conceito negativo, de algo nocivo, contrário a qualquer possibilidade de justiça ou respeito a dignidade (nota-02) do indivíduo. Assim, omite-se a palavra escravidão quando se deseja efetivamente escravizar indivíduos, de maneira não essencialmente diferente, se usa o termo escravidão para antipatizar à situações onde esta inexiste.

C. Mouro disse...

continuando:

Então vejamos:
O GOVERNO OBRIGAR QUE MÉDICOS TRABALHEM NO SUS POR DOIS ANOS PARA OBTEREM AUTORIZAÇÃO PARA EXERCEREM A PROFISSÃO PARA QUAL ESTUDAM ...

...ISSO É ESCRAVIDÃO EFETIVAMENTE QUALIFICADA, COMO TAMBÉM O É A REQUISIÇÃO DE INDIVÍDUOS PARA TRABALHAREM DE GRAÇA NAS ELEIÇÕES, SOB AMEAÇA DE PENALIDADES.

Aí esta o mais recente exemplo do respeito que as autoridades tem pelos súditos do Estado. Se são servos para trabalharem e sustentarem os luxos da côrte estatal, não admira que estes senhores de servos não vejam empecilho moral em sujeitar estes servos a suas arbitrariedades mais indignificantes. Assim, com grande descaramento, alardeiam a utilidade de imporem aos médicos a prestação de serviços SOB AMEAÇA DE MAL AINDA MAIOR. Não importa que tais estudantes recebam um salário, alto ou baixo, A ESCRAVIDÃO É CARACTERIZADA PELA SUPRESSÃO DA LIBERDADE ALHEIA PARA ESCOLHAS DENTRO DO DIREITO NATURAL DO INDIVÍDUO. O controle das opções naturais ou a imposição de escolhas limitadas pela vontade de quem tem o PODER, mas NÃO o DIREITO, de limitar as escolhas alheias àquelas que delibera arbitrariamente sem qualquer espontane acordo prévio.

Obrigar estudantes a prestarem serviços ao SUS para se formarem, É A MAIS CARACTERÍSTICA DEMONSTRAÇÃO DA ÍNDOLE ESCRAVOCRATA DAQUELES QUE SEMPRE AMBICIONARAM VIVER DO PODER DE IMPOR A SUBJETIVIDADE E NÃO DO TRABALHO DE PROPOR TROCAS ESPONTÂNEAS.

Nota - 01 - São os indivíduos que compõem as comunidades; estas não são entidades, muito menos "seres coletivos", independentes do indivíduo, ou a ele superiores, mais meritórios ou sábios. Portanto, quando os indivíduos forem livres e respeitados em suas individualidades, não faz sentido falar em comunidades livres. Se os indivíduos são livres, todo o ambiente comunitário, ou não, onde vivem os indivíduos será livre. Não pode haver comunidade livre se existem líderes e simpatizantes impondo suas subjetividades ou ideologias aos demais indivíduos integrantes de uma comunidade.

Nota - 02 - Dignidade é outra palavra muito usada com seu sentido deturpado. Afinal dignidade nada tem com relação ao usufruto de bens materiais. Tão pouco há "salário digno", mas indivíduos com mérito. Dignidade tem relação com a respeitabilidade do individuo e, portanto, a renda de um indivíduo não implica na sua dignidade como indivíduo. Por mais rico que alguém possa ser, isso não o fará alguém digno de respeito ou portador de dignidade. Enfim, a idéia original de dignidade é politiqueiramente alterada para induzir a erro de avaliação e provocar desconforto. Dignidade é inerente ao caráter do indivíduo e não referente às condições materiais em que vive. Mesmo um mendigo morando na rua pode ter muito mais dignidade do que um milionário em seu iate.

Nãoa se impõem limites aqueles que sentem-se donos de populações como pecuaristas donos de seus rebanhos, a tudo se permitindo.


Ao Zefirosblog: Partilho de sua desconfiança sobre quem julga. Aliás, o sistema juridico é mais um embate de advogados e acolhimento de amizades entre estes e juizes, do que propriamente um julgamento justo. Sem falar no emaranhado legal (e ilegitimo) onde o juiz é instruído pelos advogados sobre as brechas legais e incongruencias legais.
O advogado e MP são jogadores e que se dane a idéia de justiça.

Porém, há casos onde há suspeita e casos flagrantes, bem como meios de ficar perto à verdade. Fora isso sou-lhe solidário.
Há o poligrafo a q se submeteria os reus e as testemunhas, bem como filmagens já tão comuns. Não seria dificil ter certeza sobre o bandido, ademais qq condenação de inocente é injusta e então não se deveria condenar ninguém a coisa alguma.
Abração

zefirosblog disse...

Perfeito. Talvez houvesse alguma justificativa se a política fosse limitada a aqueles que estudaram em universidades públicas, mas do jeito que a proposta está ela é simplesmente bizarra e inconstitucional.

zefirosblog disse...

Aliás, como bem lembrou o C. Mouro: quem disse que a escravidão estava extinta no Brasil?

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