08 abril 2019

Olavo de Carvalho: Analfabeto Funcional




Olavo confunde tudo quando acusa o Gen. Mourão de contradição e confusão.
O Regime Militar não foi democrático, ainda que em determinado momento houvesse pluripartidarismo com eleições diretas para governador e senador.

Mas o regime foi Legal. Quase nunca o Legal é plenamente justo. Muitas vezes é completamente injusto.Uma lei democrática pode ser injusta e uma feita por um déspota pode ser justa. O contrário é o mais comum, logicamente. Mourão não disse que o Regime Militar foi ilegal. E quando disse "Fui eleito e Geisel não", aí fica subentendido o Sufrágio Universal, não uma eleição presidencial indireta na qual os candidatos são indicados por um Regime Autoritário.
Ao colocar como uma vantagem a democracia que o elegeu como vice de Bolsonaro, não está "achincalhando" o "regime de cujo prestígio ele se beneficiou para ser eleito". Os próprios militares fizeram a transição para a democracia, por ser melhor. Simples assim, como diria a Bettina.

Olavo reconhece que Mourão foi eleito. Mas beneficiou-se mesmo do prestígio do Regime Militar? E quanto ao forte repúdio ao PT? E quanto ao voto útil dos que em princípio queriam Amoêdo, Alckmin, Álvaro Dias, mas acabaram por votar em Paulo Guedes? Este foi "mais eleito" do que o Mourão. Se o governo não apoiar Paulo Guedes, comete Estelionato Eleitoral.

Mourão não tinha por que se comparar a um vice, uma vez que na pergunta do repórter em Harvard a comparação era entre ele, Mourão, e Geisel. Perguntemos ao Olavo: "Quem é mais honesto: você ou Sarkozy?". Tanto faz a resposta. Nossa tréplica será "Você tinha que se comparar a um astrólogo, não a um presidente, ainda por cima francês".
As orelhas de jumento aparecem, às vezes mais às vezes menos, por baixo da pele de glorioso leão.




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