Existe um grupo que ainda tem alguma força política e que é inimigo
da direita no Brasil, mina o conservadorismo, o liberalismo econômico, protege
bandidos, sepulta o combate à corrupção, a Lava-Jato, a Prisão em Segunda Instância,
a Delação Premiada, a Ficha Limpa, o Teto de Gastos, a Responsabilidade Fiscal.
Suas ações e omissões ameaçam sujeitar novamente o Brasil ao PT, pelo
qual esse grupo milita diuturnamente. Ainda que não o saiba.
Refiro-me aos bolsonaristas.
Todas as esperanças do Lula estão no
Bolsonaro e na militância bolsonarista para mantê-lo no poder até o fim do mandato. O PT só conseguirá levar a
presidência em 2022 se Lula concorrer contra o atual presidente. Em 2018, se 5% dos votos
válidos tivessem migrado para a esquerda, Haddad teria vencido. Isso num cenário de forte antipetismo, pós-facada, forte apoio à Lava-Jato, com o Lula preso e
representado por um poste inexpressivo. Hoje, após rachadinhas, Micheque,
Queiroz, Adriano da Nóbrega, Aras, Kássio Nunes, Wassef, Weintraub, Olavo, Pandemia,
Gripezinha, E daí?, Coveiro, Cloroquina, Jacaré, Vachina, Centrão, Bolsolão, Gabinete
do Ódio, controle da PF, ABIN, Fake News, Willy Wonka, Tonho da Lua, Bananinha,
Ernesto Araújo, Salles, Boi Bombeiro, meio milhão de mortos, ameaças às instituições e após muitos
outros ingredientes obviamente inimagináveis 3 anos atrás, é praticamente
impossível que o Lula perca para o Bolsonaro no segundo turno. Por outro lado,
qualquer um da dita “terceira via” que concorrer com o Lula ganhará os votos
dos bolsonaristas, dos não poucos antipetistas, de todos que têm alguma memória
e não querem repetir o passado tenebroso do Brasil sob o petismo. Lula sabe disso e morre de medo de ver Bolsonaro morto
politicamente. Em caso de impeachment, o Mourão, como Itamar e Temer,
talvez faça um governo austero, de conciliação, e Lula perderia seu
“demônio”, perderia o “timing” político. Não é à toa que Lula e Bolsonaro estão juntos contra a Lava-Jato,
juntos pelo Pacheco, juntos na Alerj, na CCJ com a Bia Kicis, e juntos contra o
impeachment do presidente. Seus interesses são bem parecidos. E seus métodos populistas e dependentes do Centrão também.
No 1º turno é importante que um dos dois candidatos não
vá adiante. Aí o Brasil estará um pouco mais seguro. A única chance de o Bolsonaro estar na cadeira presidencial em janeiro de 2023 é após um golpe de Estado. Mas, apesar da vontade do presidente e de parte de seus apoiadores, elas são bem remotas. A maior chance de o PT ganhar é com o
Bolsonaro no 2º turno. Este é o maior cabo eleitoral do Lula. E os
bolsonaristas estão fazendo o trabalho involuntário direitinho. Se depender deles,
darão o Brasil de volta ao PT, que nos governará por mais 20 anos. Salvemos o Brasil. Salvemos o conservadorismo, resgatemos os ventos de liberalismo econômico, extintos abruptamente.
Resgatemos a luta contra a corrupção, os valores democráticos! Sepultemos politicamente o Bolsonaro e adotemos a 3ª via, "quem quer que seja" (hasta cierto punto). É a nossa única chance de impedir que o PT volte.