03 novembro 2017

André Catelli - Júpiter e Sêmele. Poema Sinfônico

 

2 flutes, 2 oboes, 2 clarinets, 2 bassoons, 4 horns, 2 trumpets, 2 trombones, 1 tuba, 4 timpani, a snare drum, a triangle, cymbals, strings.

Jupiter and Semele - Program Notes

On Olympus, Jupiter feels that for him was made a sacrifice of a great bull.
Flying in the guise of an eagle over a temple dedicated to him, he observes Semele, a priestess, who swims naked in the river Asopus to cleanse herself of the blood after she slaughtered a bull at Jupiter’s altar.

The god appears in human form and declares his love. She, frightened, repels him because she is a priestess of Jupiter. He then reveals that he is Jupiter himself. Simple love evolves into passion. She, after a night of love, becomes pregnant.

Juno, jealous wife of Jupiter, feels, from Olympus, that a demigod was generated. She descends to Earth. Disguised as an old crone, she befriends Semele. She confides in her that her love is Jupiter. Juno says that it's probably a lie. Semele, in conflict, fears to have given herself to a mere man, she who is a priestess of Jupiter. Juno suggests that she demand proof of her lover’s divinity - that he appear to her as god (Juno knows no mortal would support such a vision). Semele cries for being deceived. Juno leaves.

Enter Jupiter, in love. Semele, cold, asks him to grant her a boon. He promises on the River Styx to grant her anything she wants. She then demands that Jupiter reveal himself in all his glory as proof of his divinity. Though Jupiter begs her not to ask this, she persists and he is forced by his oath to comply. Jupiter shows her the smallest of his bolts and the sparsest thunderstorm clouds. She perishes consumed in lightning-ignited flame.

Jupiter rushes to her, rescues the fetal Bacchus by sewing him into his thigh.

Time goes by. Semele is rescued from the Kingdom of Pluto by Bacchus and is taken to Olympus, where she becomes the goddess Thyone. She is received by all the gods.

Rodrigo Constantino: ARQUITETO BRASILEIRO TEM SUA COMPOSIÇÃO CLÁSSICA TOCADA POR ORQUESTRA EM SYDNEY, APÓS SER IGNORADO NO BRASIL

Rodrigo Constantino escreveu em seu blog na Gazeta do Povo as seguintes linhas, a respeito de minha composição e de meu texto no post anterior:


Nem só de funk vive o Brasil. Há outro lado, mas ele não recebe a mesma atenção da imprensa, e não é tratado como “grande arte”, pois não vem da periferia e não pretende falar em nome das “minorias”. Em suma, não atende aos requisitos de mascote da esquerda caviar, e por isso é ignorado.Falo, por exemplo, de música clássica. Composta em pleno século XXI, e no Brasil. Um desses “compositores” é também um liberal defensor do capitalismo, André Catelli, que tinha um blog chamado Pugnacitas, assinando com o nome Catellius. Ele é, na verdade, arquiteto, e por isso não tem o “selo” exigido por um país obcecado por títulos em vez de resultados. 
(...)
Não sou entendido em música clássica, sou apenas um consumidor esporádico. Gostei do resultado. Mas pelo visto se trata de coisa refinada demais para os brasileiros, pela ótica da elite formadora de opinião, que prefere glamourizar o funk, ou então reverenciar nossos compositores de MPB tratados como sumidades e também grandes intelectuais. É, de fato, uma patota.Nela não há espaço para talentos independentes, de quem não está disposto a fazer o jogo político de cartas marcadas. Um MC desses que “canta” sobre como quer explodir algum prédio, matar um policial ou destratar uma mulher será recebido em programas de televisão e tratado como um grande pensador e artista. Um pichador vândalo que suja muros da cidade será reverenciado por sua “arte” subversiva. Mas um “compositor” que teve sua música tocada por uma orquestra em Sydney? Sequer será notícia…É triste, muito triste. Porque há no Brasil esse outro lado, claro que há. Só que ele não recebe muito a luz do dia, pois não é do interesse dos “formadores de opinião”…

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Nem tinha pensado nesse aspecto do funk, mídia, etc. Talvez por já estar resignado aos tempos modernos. Nos EUA (não apenas) também aquele RAP mais antimusical, agressivo, cheio de palavrões, tem mais espaço do que músicas sublimes e consagradas como uma sinfonia de Schubert. Se o austríaco perde para uma efêmera excrescência que nem falada é mas latida, quem sou eu para achar que mereceria qualquer espaço na grande mídia... rsrs. E não acho que eu mereça aparecer na TV. Sou um mero diletante que brinca às vezes de fazer música.

Mas é algo típico do Brasil você não ter espaço no mundo hermético da música clássica (e outros) por serem ambientes dominados por patotas ligadas ao governo e às universidades, onde reina o asinus asinum fricat, onde o spalla (principal violinista) da orquestra pode ser um funcionário público com estabilidade, sem interesse em se aprimorar e fazer a plateia chorar de boas emoções. Enquanto violinistas brilhantes vão para o exterior e às vezes conseguem por lá o que não conseguem por aqui.

Abraços a todos!

01 novembro 2017

André Catelli - Waltz Fantasy in D Minor - Sydney Contemporary Orchestra


Acima, uma composição minha executada pela Sydney Contemporary Orchestra.

Após tentar marcar audiência com um maestro de Brasília e não obter resposta, enviar a partitura dessa minha composição a dois outros dessa cidade, na qual a Cultura natimorta consegue agonizar, e também não ter retorno - talvez por eu não fazer parter da patotinha acadêmica -, enviei-a ao maestro sino-australiano Dr. Brian Chatpo Koo, que analisou a partitura, fez algumas exigências técnicas e, para minha enorme surpresa, inseriu-a na programação seguinte de sua orquestra, no Concerto de 6 de outubro de 2017 no Verbrugghen Hall, no Sydney Conservatorium of Music, na mesma área da Ópera de Sydney. Fotos abaixo.




E colocaram meu perfil no site da Sinfônica como "compositor". Cliquem aqui.

Enviei também a meia dúzia de outros maestros e orquestras mundo afora e praticamente todos responderam e comentaram a música. A Orquestra Filarmônica de BRNO, na República Checa, se propôs a gravá-la em CD, juntamente com outras composições de outros contemporâneos, mas eu teria que pagar meu quinhão nos custos de gravação. Ainda assim, infinitamente menores do que aqueles para se contratar uma orquestra de 50 músicos e o espaço para os vários ensaios. Eu teria que pagar uns 2000 dólares. Uma quantia irrisória, convenhamos. Mas recusei. Hoje me arrependo um pouco.

Voltando para a sinfônica de Sydney, foram muito bem, considerando que fizeram apenas dois ensaios. Mas talvez por causa disso, entre os minutos 3 e 4 de música os trombones e os tímpanos soaram com um compasso de defasagem, o que deixou os trechos "dodecafonistas", ou melhor "cacofonistas". Ao longo da peça os trombonistas aprontaram uma ou outra. Quando tocam não devem ouvir senão eles próprios, não têm retorno do resto da orquestra. Acho que isso contribuiu. Então... Qualquer dissonância não é minha... rsrs! Abaixo, a partitura executada pelo programa Finale 2011. Comparem os trechos.



De qualquer modo, foi uma grande honra para mim. Fiquei surpreso também porque 99,9% das músicas contemporâneas executadas são modernistas, atonais, como podemos ver nos 8 vídeos do concerto, disponibilizados no site da Sinfônica. Cliquem aqui.

Outra orquestra que executa principalmente música orquestral contemporânea, a Kaleidoscope, de Los Angeles, tem também listados em sua página os compositores cujas músicas já executou. Cliquem aqui.  Absolutamente todos são atonais, modernos, experimentalistas. Procurem por seus nomes na internet, se tiverem curiosidade.

Seria interessante que houvesse um Art Renewal Center voltado para a música (dita) clássica também. Se é que não existe.

Fico por aqui.
Obrigado, Brian, pela chance ímpar!
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