25 fevereiro 2014

Preto, Pobre e Primeiro Lugar em Medicina na USP

Hoje, fiquei feliz em ver o mérito de Cleidileno Teixeira Silveira reconhecido com sua aprovação em primeiro lugar em Medicina na USP de Ribeirão Preto, conforme reportagem da UOL. Um rapaz que estudou em escola pública e ajudava o pai a vender alho na rua chegou lá. Bem, e agora, turminha das cotas?

Agora nada, porque a política de cotas raciais tem como objetivo criar um curral eleitoral para o PT, e não muda nada o fato de existirem pessoas esforçadas e inteligentes. Aliás, a aprovação desse rapaz cria um problema para o discurso que justifica a adoção dessa política, ao mostrar que o esforço e o mérito não têm raça.

Curiosamente, lendo a reportagem, comenta-se que o enfermeiro decidiu tentar a aprovação em medicina após ver uma prima que tinha sido aprovada em medicina em outra universidade. Vejam que a inveja é humana. O problema é o que fazer com ela. Ele poderia ter se revoltando contra as injustiças da vida e ter se tornado socialista, ingressado no PT, MST.

Bem, aparentemente, os pais dele lhe deram uma boa educação, valores, e ele resolveu trabalhar e se esforçar. Mais que isso, decidiu correr riscos ao pedir demissão de seus dois empregos para estudar. Esse é um caminho difícil e tenho certeza que deve ter havido momentos em que ele se arrependeu de ter pedido demissão dos empregos e teve medo de que todo o seu esforço não fosse recompensado.

O esforço foi recompensado e este enfermeiro deve, muito provavelmente, se tornar um bom médico. Oxalá as pessoas sigam o seu exemplo de busca de suas vocações, do seu esforço e tenham a inteligência para saber os objetivos que devem buscar.

A política de cotas raciais fica ainda mais ridícula quando se pretende beneficiar pessoas ricas desde que sejam “de cor”. Isso é o cúmulo do absurdo. Mais uma vez, o que importa é criar um curral eleitoral para o PT. Esse maldito socialismo, que busca dividir e corromper a sociedade, é uma desgraça mesmo, como diz o Pondé em seu artigo Socialismo é Barbárie:

Para mim, para o país ir para a frente, precisamos de pessoas que “orem” para Deus lhes mostrar o caminho e que tenham esforço pessoal para percorrê-lo. Se tivermos muita gente assim, o país vai para frente; senão decaímos.

5 comentários:

MPC disse...

Porém em ambos os casos o estudante que ficou em primeiro, por ter sido oriundo de escola pública, ganhou um bônus de quase 20% na nota final. Não vou criticar pois mesmo sem esse bônus ambos teriam passado.

MPC disse...

O vestibular da Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular) teve número recorde de inscritos na edição de 2014. No total, 172.001 candidatos devem fazer o processo seletivo para ingresso na USP (Universidade de São Paulo) e para a Faculdade de Medicina a Santa Casa. Desses, 65.224 são estudantes de escola pública (37,9%).

PREPARE-SE PARA FUVEST E ENEM

Arte UOL
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Os números preliminares foram apresentados pela Pró-Reitoria de Graduação da USP nesta terça-feira (24). Segundo a pró-reitora, Telma Zorn, o número de candidatos de escola pública também é recorde.

Entre os inscritos, 37.838 candidatos se identificaram como pretos, pardos ou indígenas. Pela primeira vez, a Fuvest oferecerá bônus racial de até 5% na pontuação dos candidatos.

Inclusão
Pelo Inclusp, programa destinado aos alunos que realizaram a educação básica ou o ensino médio integralmente em escolas públicas brasileiras, foram inscritos 60.683 estudantes. Desses, mais de 48,4 mil fizeram a educação básica toda na rede pública.

Esses alunos poderão receber bônus de até 15% em sua pontuação no vestibular da Fuvest. O percentual varia conforme o número de acertos dos estudantes. Se o aluno for preto, pardo ou indígena, poderá somar ainda até 5% de bônus racial.

Outros 27.995 estudantes se candidataram pelo Pasusp, programa direcionado a estudantes que estejam cursando o ensino médio em rede público. Para esses alunos, o bônus pode chegar a 20% por ser aluno de escola pública --outros 5% poderão ser somados caso haja bônus racial.

Ampliar
USP completa 80 anos em 2014; conheça ex-alunos famosos33 fotos 3 / 33
O apresentador Marcelo Tas cursou engenharia civil na Poli (Escola Politécnica) da USP Leia mais Fernando Donasci/UOL
Bônus racial
A proposta de bônus racial aprovada neste ano pela USP representou o abandono quase total do plano de metas do governador Geraldo Alckmin (PSDB), lançado em 2012 ao lado dos reitores das universidades estaduais paulistas. O plano tinha como meta ter 50% das vagas destinadas a alunos de escola pública até 2016.

Em 2013, apenas 28,5% dos matriculados na USP eram estudantes de escola pública. O número é pouco maior do de 2012, quando 28% dos alunos eram de escola pública.

Além disso, não entraram estudantes pretos nas três carreiras mais concorridas do vestibular 2013 da USP. Juntos, os cursos de medicina, engenharia civil em São Carlos e publicidade e propaganda matricularam 369 alunos, segundo a Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular). Desses, 78,3% se declararam brancos, 9,5% são pardos e 11,9%, amarelos.

Vestibular 2014
A primeira fase da Fuvest acontece no dia 24 de novembro. São oferecidas no total 11.157 vagas, sendo 11.057 para a Universidade de São Paulo e 100 para o curso de medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

MPC disse...

colei da vestibular.uol

Kellen Suellen disse...

Se ele é pardo/preto/indígena e estudou a vida inteira em escola pública ele recebeu bônus total de 15% a 20% na nota da Fuvest.

Rodrigo Sousa Silva disse...

Viva o poder do mérito, qualquer um consegue chegar lá. Não existe limitação por cor ou classe social.
Eu quase ri com tudo, isto.
Quem diz isso?
Quem teve que trabalhar desde os 12 anos em banquinha de camelô? Não!
Então nos lava-rápidos?
Não!
Nas ruas, como flanelinhas?
Não!
Como entregador de marmitex?
Não!

Puxa vida, esta pessoa que disserta sobre a realidade geral confunde com a realidade mais próxima dela.

Aos 34 anos ele conseguiu a vaga, uhhuuul o/
Enquanto playboy já tem a vaga praticamente conquistada.

É só comparar a qualidade das escolas, a estrutura, meio no qual a escola está inserida.

Obrigado por me fazer rir com o post.
Abraços!!

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