27 dezembro 2013

O Caminho Desastroso das Cotas Raciais Petistas

No Sudão do Sul, assistimos mais uma vez à velha história da África. O Exército do recém-criado estado se dividiu entre o presidente e o ex-vice-presidente. A ONU já aprovou o envio de mais forças para tentar dar estabilidade, mas enquanto isso assistimos às mesmas velhas cenas de idosos e crianças famintos e desamparados nas ruas. O Sudão do Sul foi criado justamente devido a tensões étnicas, econômicas e religiosas com o Sudão, que aparentemente deveriam ser resolvidas com a separação do território sul. Infelizmente, o ódio racial emergiu novamente e o país se encontra em guerra civil.

Alguns podem argumentar que o ódio que levou os hutus e massacrarem os tutsis em Ruanda foi alimentado pelos antigos colonizadores. Minha tese é que o projeto petista de cotas raciais vai pelo mesmo caminho ao separar a população brasileira pela cor da pele e propor direitos diferenciados entre eles. Parece aquela antiga política romana do dividir para conquistar. Se dava certo com os romanos, por que não daria certo com os petistas?

A sociedade americana, de onde isso foi copiado, adota cotas, mas é uma outra cultura e um outro contexto histórico. Lá houve uma sangrenta guerra civil que matou 600.000 pessoas e, posteriormente, houve uma política de segregação racial no sul dos Estados Unidos. Aqui, felizmente, não houve todo esse derramamento de sangue, muito embora no coração de algumas pessoas exista um desejo de ver o sangue correr, especialmente o dos outros. Coisa de gente covarde e frustrada.

O PT tem essa mania de que antes dele não havia nada de bom no Brasil, que este foi mal governado por 500 anos e que se recebeu uma herança maldita. Tudo mentira. O Brasil, até a virada do século XIX, tinha uma renda per capita igual à dos Estados Unidos. O imenso território brasileiro foi conquistado pelos portugueses, incluindo a Amazônia. O Brasil não se fragmentou graças à presença da família real portuguesa. E as finanças do estado brasileiro hoje estão minimamente organizadas graças ao trabalho do PSDB na gestão de Fernando Henrique Cardoso.

Mas o PT é isso. É um filhote rebelde dos militares. São, em quase todos os defeitos, parecidos com eles, mas os odeiam. O típico filho rebelde. Os militares, por exemplo, jamais proporiam políticas de cotas, pois, como nacionalistas, jamais correriam o risco de dividir os brasileiros. Afinal, eles têm uma lembrança clara do sangue que foi necessário para manter este país unido e são gratos aos heróis que o derramaram. O PT não é grato a ninguém.

Promover a justiça social e a igualdade de oportunidades é sempre bem-vindo, mas promover a divisão racial é semear o ódio e a discórdia. Na África, a colheita tem sido muito amarga. Não é isso que queremos para o Brasil.

24 dezembro 2013

A Família Sarney e os Estupros no presídio de Pedrinhas, no Maranhão

Hoje, li uma notícia que, confesso, me surpreendeu. Segundo O Globo (link), em inspeção ao presídio de Pedrinhas no Maranhão o Conselho Nacional de Justiça recebeu denúncias de que mulheres e irmãs de presos estariam sendo estupradas por líderes de facção, para impedir que seus parentes fossem assassinados. De fato, os inspetores foram avisados que seria melhor para eles não entrar no presídio porque os líderes da facção avisaram que eles correriam risco de vida.

Tem coisas que a gente fala "só no Brasil", mas parece que o Maranhão consegue estar um degrau abaixo. E pensar que até o século XIX era uma das partes mais desenvolvidas do país. Difícil entender o que pode ter acontecido. Talvez os Sarney tenham acontecido.

Esse Sarney é o aliado de toda hora do Lula. Quando estava para ser cassado pelos atos secretos do Senado, Lula ligou para o Delcídio e mandou aliviar a barra do cara. Afinal, Lula deve para ele uma grande ajuda na campanha de 2002.

Depois que o FHC mandou a Polícia Federal detonar a campanha da Sarneyzinha, o Sarney pai resolveu dar um importante apoio para a vitória de Lula. Para mim, ter o apoio de Sarney é motivo de vergonha e constrangimento para qualquer governo, até mesmo para o PT.

Enfim, torço para que o Procurador Geral da República peça a intervenção federal no Estado. Enquanto isso, espero que alguém tenha o bom senso de proibir a entrada de mulheres nesse presídio.

E pensar que a governadora Roseana Sarney é mulher. É mais uma prova que cor da pele ou gênero não importam, o que importa é o caráter da pessoa.

23 dezembro 2013

O Petismo e o Autoritarismo do STF

O Brasil tem uma longa tradição autoritária. Se não formos muito rigorosos e considerarmos o período populista de 1946-1964 como democrático, então sequer tivemos meio século de democracia representativa. Por outro lado, tivemos muitos golpes e ditadores, começando pelo golpe que fundou a república passando pelo golpe de Getúlio até o ditador Getúlio. Finalmente, em 1964, todos queriam dar o golpe; a começar por Jango, por Brizola, e o golpe acabou sendo dado por um grupo de militares, embora o poder tenha sido assumido por outro.

Apesar da Constituição de 1988 ter sido uma reação à centralização de poderes promovida pelo Regime Militar, o Supremo Tribunal Federal ainda ficou contaminado por esta tradição autoritária e golpista. Primeiro, o STF ficou como última instância do Judiciário, como tribunal constitucional, como tribunal do foro especial de autoridades, e em 2004 os petistas ampliam o desastre com a súmula vinculante. A pá de cal foi a nomeação de Barroso, um ativista judicial, para o Supremo. Com isto, o STF se torna um inimigo da democracia brasileira.

Primeiro, o Supremo não deveria ser a instância final do Judiciário. Os processos deveriam parar no STJ. Talvez o maior interessado em ter o Supremo como instância final seja o Poder Executivo, que acha mais fácil manipular a opinião de 11 ministros do que os 33 do STJ. Recentemente, tivemos mais uma ação pedindo revisões de cálculos de antigos planos econômicos, que teriam grande impacto orçamentário. O governo federal fez forte lobby sobre os ministros alegando que sofreria enormes prejuízos se a decisão favorecesse os reclamantes. Talvez isto não fosse possível no STJ.

Segundo, como vimos com o julgamento do Mensalão, tivemos a corte constitucional ocupada por mais de um ano em torno de uma causa, que embora importante, não deveria ocupar a atenção do mais alto tribunal do país. Mais uma vez, a ideia por trás do foro privilegiado do STF era o de ter juízes mais dóceis para com as autoridades. Na verdade, uma autoridade federal, por exemplo, poderia perfeitamente ser julgada por um juiz federal com direitos de recurso até o STJ. A exceção deveria ser o chefe do Executivo e somente ele que teria direito a um rito especial.

Por fim, a súmula vinculante foi vendida como uma forma de desentulhar o Judiciário, que teria que julgar milhares de causas idênticas. Mais uma vez levamos gato por lebre. Nas mãos do STF, a súmula vinculante virou uma forma ilegítima de legislar. Ilegitima porque no sistema democrático representativo legislam os membros do Congresso que foram votados para isso.

Além disso, o Supremo começa com a presença de gente como Barroso a querer legislar em temas que o Congresso não o faz. O STF não pode legislar porque, como parte do Judiciário, ele deveria ser um poder pouco influenciado pela opinião pública, o que convém a um julgamento equilibrado. O Congresso, por outro lado, teria sobre si a ameaça dos eleitores na próxima eleição, o que teria um efeito no sentido de impedi-lo de votar temas contra a opinião pública. Um membro do STF não perde o cargo se perder apoio popular. É simples assim. Um Barroso da vida viola este princípio básico.

Querer fazer reforma política pelo Supremo é golpe. O STF querer proibir doações de pessoas e empresas em eleições é golpe. Não é esta a função do STF, especialmente quando o julgamento de uma ADIN desequilibra o sistema político em favor do partido governante. O Brasil já tem propaganda política obrigatória (de graça), os partidos já tem recursos públicos, os políticos que ocupam cargos já tem verbas publicitárias milionárias, o governo federal já tem uma tevê, o governo já patrocina centenas de ONGs com recursos públicos que serão revertidos em benefício de seus candidatos, temos os sindicatos que indicarão seus dirigentes para os cargos públicos, e temos os Caixas 2, que continuam intocados. Nesse sentido, proibir as doações legais de campanha é golpe pois o STF não tem legitimidade democrática para fazer lei nem capacidade de discutir de forma ampla uma legislação equilibrada e que promova a democracia. Além disso, é uma má decisão pois o problema é o Caixa 2 e não as doações legais.

18 dezembro 2013

O PT, os espertos, os otários e o Financiamento Público de Campanha

As grandes tragédias em política tendem a acontecer quando dois tipos de personagens se unem, o esperto e o otário. O esperto pode ser localizado nas Executivas de grandes partidos como o Partido dos Trabalhadores. São pessoas frias e calculistas que traçam e executam as estratégias para ganhar e manter poder de forma inescrupulosa. Alguns deles são até mesmo psicopatas. Gente como Celso Daniel cruzou o caminho dessas pessoas. Os otários são geralmente o público alvo da propaganda de um marqueteiro político. São aquelas pessoas que se deixam confundir e enganar. Sejamos claros; elas não são burras mas escolheram a ignorância.

A política pode até estar no coração dos otários, mas infelizmente eles não pensam a política. Para esses, qualquer coisa se justifica em nome da justiça social, do resgate da dívida histórica, da vitória do partido sobre os adversários, do ódio aos Estados Unidos, ... , enfim, um conjunto de crenças que foi formado e alimentado e que faz parte de seu ser. Os otários não são necessariamente idiotas. Em geral, eles estão se beneficiando do governo petista e talvez até mesmo em função disso eles apoiem os golpes do partido. Saber ou não saber as consequências dos seus atos é uma escolha e escolheram não saber, não entender, acreditar em qualquer coisa e se beneficiar.

Os espertos, por outro lado, são pragmáticos, manipuladores e conhecem as crenças do seu rebanho. Eles propõem o controle social da mídia, o financiamento público de campanha, uma constituinte exclusiva, uma reforma política e outras bobagens belamente embaladas em pacotes mercadológicos que, na verdade, são propostas que visam única e exclusivamente eternizar o poder do Partido dos Trabalhadores.

A última agora é a ADIN da OAB propondo ao STF proibir doações particulares para campanhas políticas. Articular com a OAB o encaminhamento de uma proposta de partido é coisa de gente muito esperta. Os espertos e os otários do Partido dos Trabalhadores estão jubilosos. Quem raciocina um pouco, lamenta. Mais uma lei que se for criada será cumprida em detrimento da oposição. Aqui a lei ainda é um instrumento de perseguição dos adversários políticos.

A lei é ruim; primeiro, porque Caixa 2 é formado justamente de doações ilegais, que não serão alcançadas por essa lei e, hoje, a melhor máquina de captação de recursos é a do PT, que está no poder. Segundo, porque a Polícia Federal vai perseguir as captações ilegais justamente dos partidos de oposição. Somente um otário acredita que uma organização liderada pelo Ministro da Justiça do PT não será influenciada por ele. Terceiro, que o PT já conta com uma ampla rede de ONGs (financiadas pelo governo e dirigidas por petistas), sindicatos e outras entidades que indiretamente apoiarão as campanhas dos seus candidatos com recursos públicos e privados.

Portanto, a proposta simplesmente criminaliza doações de campanha ao invés de tornar transparentes e criteriosas tais ações. Mais do que isto, o que seria de fato necessário seria, além de disciplinar as doações de campanha de empresas e pessoas físicas, também disciplinar a participação de sindicatos, ONGs, e entidades diversas nas campanhas. Não porque tais entidades não possam participar, mas porque receberam recursos públicos e precisam prestar contas da sua utilização, inclusive se estão sendo usadas em campanhas políticas de seus dirigentes. Enfim, trágico é o futuro de um país dominado por espertos e otários.

06 dezembro 2013

Mandela e as Cotas Raciais Petistas


Morreu um homem que contribuiu para que não houvesse mais uma guerra civil na África. Um homem que tinha um sonho, um projeto de país que unia brancos e negros. Sem ele, talvez a África do Sul tivesse se tornado mais um campo de batalha e não teríamos mais um BRIC, mas uma nova Etiópia marcada pela fome e pela guerra. Este é um de seus legados. É em cima dele que o Partido dos Trabalhadores tenta vender seu projeto de cotas raciais. Nada demais nisto; político é assim mesmo; enterro vira palanque.

Ao contrário dos petistas, que pretendem dividir o Brasil pela cor da pele, Mandela buscou unir o seu país em torno de um projeto de desenvolvimento nacional. O projeto de desenvolvimento petista baseado no endividamento da população parece que atingiu seu limite. O PIB do terceiro trimestre foi negativo, a dívida pública cresce, as taxas de juros sobem, a inflação está no teto e os técnicos do Tesouro Nacional se insurgem contra as manobras contábeis para esconder o que todos sabem.

Uma coisa que nos ensina a política venezuelana é que quando não é possível resolver os problemas do país, é o momento de encontrar inimigos externos, fabricar crises artificiais ou dividir a população. A política de cotas é isto, é uma semente de discórdia plantada na esperança de colocar brasileiro contra brasileiro, divididos entre vítimas e algozes. Este é o tipo mais odioso de político, aquele que semeia o ódio e a divisão.

Este tipo de política surge quando um partido acha que está acima do país, que tudo vale a pena pelo poder, quando perde a noção de que é um partido que representa uma opinião e não a verdade. Este partido marxista gramsciano junta o idealismo alemão com os métodos políticos italianos. O resultado do idealismo alemão todos já conhecem, o nazismo, e o resultado da política italiana maquiavélica é a desconfiança e o terror. Um país não pode avançar com base no ódio e na desconfiança.

05 dezembro 2013

Thammy Gretchen e Jean Wyllys para casal da FIFA

A política de cotas racistas chega a Globo. Em uma disputa para ver quem iria ser escolhido pela FIFA para casal que iria apresentar os sorteios da Copa, o casal derrotado, Lazaro Ramos e Camila Pitanga, joga a cartada da discriminação racial. Os blogueiros chapas-brancas petistas já entoam em coro a questão da discriminação racial.

Realmente, como dizia a música, que país é este? Agora, o fato do casal escolhido pela FIFA ser branco pesa contra eles. Este é o resultado desta política de ódio e divisão social inspirada em algum tipo de marxismo gramsciano do Partido dos Trabalhadores. Como diziam os romanos, dividir para governar. Talvez o marxismo tenha alcançado sua forma mais sofisticada na fusão com o pensamento político italiano.

O PT quer nos governar por meio de uma ditadura bolivariana e pela ditadura do politicamente correto. O esquema da primeira é o controle dos meios de comunicação e reforma política enquanto que a segunda passa pelo dogma da dívida social. Sob este dogma se escondem políticas racistas e odiosas implantadas pelo governo petista com o objetivo espúrio de criar uma política racial no Brasil.

Ao invés de se tentar encontrar os problemas do subdesenvolvimento e negociar saídas eficazes, prefere-se o caminho da mistificação que passa pela busca de culpados históricos e criação de vítimas presentes que serão demandantes de políticas injustas que aumentarão o ressentimento e a divisão do país.

Aliás, por que ficar só no critério da cor na escolha do casal da FIFA? Porque tem que ser um casal jovem, bonito, bem-sucedido...? Por que não pode ser um gordo, velho, homossexual? Neste sentido, proponho então uma solução de conciliação: Thammy Gretchen e Jean Wyllys; e não se fala mais nisso.
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