26 agosto 2013

Médicos Escravos de Cuba e do PT

Neste final de semana chegou a Brasília a primeira leva de médicos cubanos de um total de cerca de 4.000, que custarão a pechincha de R$ 10.000 a cabeça. São médicos experientes, saudáveis, com bons dentes e canelas finas como convém a um bom escravo. Em Cuba, ficaram como reféns suas famílias, que responderão por qualquer tentativa de fuga. Além disso, no contingente de médicos temos também profissionais do aparelho de espionagem cubano, que montarão uma rede de informações que tornarão a ABIN cada vez mais inútil.

Alguns diriam que este debate é anacrônico, afinal a ilha caribenha de Fidel já não seria uma ditadura do Partido Comunista, mas estaria vivendo um processo de abertura comandado pelo seu irmão, o Raulzinho. O fato é que os laços entre os atuais governantes do Brasil e a ilha cubana vêm da época das guerrilhas esquerdistas contra o Regime Militar. Muitos dos atuais dirigentes foram treinados ou reciclados na ilha, ou “ponto zero”, como chamavam na época. E a ilha continua como uma Disneylandia das elites dirigentes dos partidos de esquerda latino-americanos. Outro dia, o ministro dos Esporte pegou um jatinho da República para levar sua família para uma visita "oficial" à ilha.

Do ponto de vista do cidadão brasileiro, eles terão “Mais Médicos” e isso parece ser bom. Ninguém seria louco de dizer que não é bom. Do ponto de vista do Estado, também é bom contar com médicos que não irão gerar despesas previdenciárias, afinal, este acordo é uma grande terceirização. Eu me pergunto o que deve ter sido oferecido à CUT para concordar com o uso desta mão-de-obra precarizada. Onde está a maravilhosa CLT para estes desgraçados? Se bem que para eles deve ser melhor ser escravo no Brasil do que trabalhar em Cuba.

O fato destes médicos receberem apenas uma parcela do valor pago pelo governo brasileiro pelos seus serviços é curioso, pois, é o que Marx chamaria de um mecanismo capitalista de extração de mais-valia. Neste caso, o Estado Cubano faz as vezes do capitalista. Alguns já chamaram isto de capitalismo de Estado. Deve fazer parte das modernizações do Raulzinho.

Hoje, o Advogado Geral da União, se apressou em dizer que não acha plausível a concessão de asilo para possíveis médicos dissidentes no Brasil. Isto está coerente com a postura do comissário e capitão do mato Tarso Genro, que no Segundo Reinado de Lula capturou dois boxeadores cubanos e os devolveu aos seus donos.

A nossa corporação médica também está preocupada, mas é com a concorrência, afinal, os médicos cubanos não irão faltar a plantões nem contratar ninguém para colocar suas digitais em sistemas de ponto. Se fizerem isto, correm o risco de serem imediatamente deportados.

Este programa nunca aconteceria no Reinado do Lula...Acontece na gestão da Dilma porque ela tem uma mentalidade de feitora. De fato, Lula usava o modelo de gestão de Casa Grande & Senzala de Gilberto Freire. Ele era o sinhozinho, livre e despreocupado para fazer suas articulações, e ela, a feitora que descia o chicote na senzala da Casa Civil. De vez em quando, Lula até fazia uns discursos inflamados talvez em função de alguma inspiração etílica que lhe dava coragem, mas não passava disto. Para Dilma, não falta coragem. Muito pelo contrário. Outro dia propôs uma Constituinte para refundar a República e hoje implanta um programa com o amparo legal de uma Medida Provisória em tramitação no Congresso. O negócio é que Congresso está mais para um prostíbulo do que para uma senzala, lá mais vale o toma-lá-dá-cá do que o estalar do chicote. E, cá entre nós, não acho que a ministra Ideli saiba rodar bem uma bolsinha.

7 comentários:

Realista disse...

Como bem disse o jornalista Paulo Moreira Leite o debate que está sendo feito em torno da contratação de médicos cubanos é vergonhoso. O Ministério da Saúde conseguiu atrair médicos de Portugal, Espanha, Argentina, Uruguai. Mas continua pouco. Então, o governo resolveu fazer o que já havia anunciado: trazer médicos de Cuba. Como era de prever, a reação já começou. É... o conservadorismo brasileiro não consegue esconder sua submissão aos compromissos nostálgicos da Guerra Fria...

Anônimo disse...

Este Ministro da Saúde é autoritário para caramba...Fi-lo porque qui-lo como dizia Jânio Quadros. É um verdadeiro quadro do PT, puro sangue...

zefirosblog disse...

Perfeito, Jorge. A crítica feita aos médicos brasileiros trouxe também um bom equilibrio ao texto. O mais importante, penso eu, é que se pergunte: O que será feito se milhares de “médicos” cubanos pedirem refúgio ao Brasil? Diremos que nossas vagas foram esgotadas depois que recebemos o Cesare Battisti e ofertaremos então nada além de um sorriso bem amarelo como que pudicamente tentando justificar mais uma violação à Constituição e a todas as normas internacionais de direitos humanos que concernem à matéria? Bem, já seria um avanço, uma vez que nem mesmo essa cortezia teria sido concedida aos boxeadores cubanos...

Caso esse escândalo realmente aconteça, contabilizaremos mais uma mancha grotesca na história desse país que se pretende composto por gente boa. Fico imaginando qual explicação se dará às gerações futuras? Questionarão algo como: “hey, como vocês puderam extraditar aquelas pessoas que pediram sua ajuda?”. Um velhote qualquer responderá: “bem, nós estávamos ocupados com outras causas, meu garoto. Como nossos pais nunca nos bateram o bastante, nós estávamos ocupados, por exemplo, bancando os ‘Black Assholes’, digo, os ‘Black Blocs’...”

Anônimo disse...

Alguém viu a cara de bunda da Dilma hoje no Congresso...

Parecia que iria vomitar a qualquer momento...

C. Mouro disse...

A idéia de escravidão é inerente ao homem.
Basta que alguém acredite que ela lhe será vantajosa e reconheça apoio num grupo para imediatamente apoia-la abertamente ou mesmo finja que tal não é escravidão.
Afinal, escravidão é consensualmente considerada uma injustiça e um mal comportamento.

C. Mouro disse...

O problema que parece que ninguém percebe é bastante simples:

Os socialistas de todas as intensidades se pautam na idéia de que o livre mercado é bom para os mais capazes (e é mesmo!). Porém, admitir isso claramente e se posicionar contra a liberdade nas relações para que sejam absolutamente espontâneas - onde todos se relacionam em busca de melhorarem seu atual estado (ISSO É IMPORTANTE DESTACAR)-será uma admissão de que é considera-se inferior e por tal advoga que "alguém" no comando de uma força irresistível use essa força para EXPLORAR OS MAIS CAPAZES. Ou seja, admitir isso é contra a vaidade, é aceitar que NÃO POSSUI MÉRITOS SATISFATÓRIOS À PROPRIA EXPECTATIVA.
Ora, a vaidade não permite tal honestidade e então cria-se a idéia do "MÉRITO ARBITRADO" por uma entidade superior incriticável, acima do indivíduo. Bom, essa técnica foi utilizada há milênios para atribuição de mérito de uns sobre outros. Como se alguns MERECESSEM ESCRAVIZAR OUTROS PARA OBTER DESTES OUTROS A SATISFAÇÃO DE SUAS NECESSIDADES E AMBIÇÕES.
...FOI ASSIM QUE O SER HUMANO INVENTOU A ESCRAVIDÃO DE SEU SEMELHANTE!

Claro que essa idéia foi aproveitada de diversas maneiras e as "justificativas" para "MERECER A SERVIDÃO ALHEIA" foram adaptadas aos interesses politicos e ambiente do momento.

Assim, atribuiu-se mérito aos pobres por simplesmente serem pobres. Como se pobreza fosse a condição em que as melhores pessoas, as mais valiosas, se encontram por exatamente serem "as boas" pessoas, as mais meritórias depois daqueles que nelas reconhecem tal mérito e "por justiça" almejam impor a servidão os "impuros ganânciosos" em "justo" reconhecimento do mérito dos pobres e necessitados.

...cont

C. Mouro disse...

Continuando...
...Claro que a escassez natural dos bens, que então exigem potência e esforço dos indivíduos para poderem usufruir do "bem viver", leva a que a maioria seja carente de usofruto em relação a minoria que consegue atender necessidades alheias e sabe aproveitar o potencial alheio em próprio beneficio, remunerando-se então por esta potência e ação.

Ora, tal fato foi desde há muito percebido por aqueles que não tinham oque oferecer aos demais em troca daquilo que desejavam deles obter. Assim, NADA MELHOR DO QUE OFERECER AQUILO QUE É DE UNS A OUTROS PARA DESTES OUTROS OBTER A FORÇA NECESSÁRIA PARA ROUBAR TUDO QUE DESEJAREM DE UNS E CEDER UMA PEQUENA PARTE AOS OUTROS.
...a isso chamamos POLÍTICA!!!

Claro que os invejosos, mesmo que participando da minoria, adotam tal moral que valoriza a pobreza como honraria para com isso alimentar sua pretensão de DESMERECER aqueles a quem invejam e por tal desejam destruir ou ver menosprezados na comunidade. O ÓDIO ao MAIS MERITÓRIO é a reação daqueles que ambicionam ser detentores dos maiores méritos e encontram a ostentação alheia de mérito como o empecilho a realização de seu desejo. O invejoso ODEIA todo aquele que possui méritos reconheciveis e assim se mostra mais meritório por sua utilidade a todos os demais. O invejoso em sua vaidade exagerada e desprezo por si mesmo ao não conseguir atender às próprias ambições tem no ÓDIO ao mérito alheio a sua ferramenta para combate-lo. O ódio é uma emoção capaz de inibir completamente a razão e assim suplantar a consciência e permitir ações que a razão impediria que fossem realizadas.

Ou seja, o vaidoso extremado odeia todo mérito real, racional, e como vingança advoga méritos instituídos pela propaganda moral sem relação com qq análise ética sobre mérito; afinal a moral é arbitraria e fundamenta-se no consenso/costumes sem qualquer fundamento racional a ampara-la. Daí a idéia de ética como a ciência da moral, tentando descobrir as relações justas entre os indivíduos.

Enfim, a idéia de uma entidade suprema inquestionável é uma ambição dos vaidosos desde que tal entidade delibere segundo cada um deles deliberaria. Não é por acaso que os deuses concordam sempre com seus fiéis que então afirmam concordarem com seus deuses sob medida.

Foi o homem político que criou deuses a imagem e semelhança de seus fiéis seguidores, anuentes com a moral que arbitram como verdade e a justiça nas relações. Afinal, uma entidade sobrehumana com sabedoria infinita não admite constestação. Se a lógica de uma análise ética contesta a moral divina, certamente que a razão é imperfeita ante a perfeição divina.
O Estado é visto e desejado como um deus soberano, com pleno direito de arbitrar contra ou a favor de cada individuo. No fundo a idéia da entidade Estado é que ESTA PERSONIFIQUE O DEUS AMBICIONADO. Ou seja, cada indivíduo inseguro, atormentado pela vaidade insatisfeita que lhe produz a inveja, ambiciona por valores arbitrados que lhe sejam convenientes. Assim, o mérito racionalmente reconhecido é odiado e confrontado com o mérito estabelecido pela autoridade divina. ...cont

(A moral do escravo é a moral que valoriza a escravidão e foi elaborada como consolo para os escravos que mesmo ansiando a potência, sem consegui-la valoriza a servidão... ...são as contradições que podemos ver nas ideologias e o mundo move-se pela contradição em sua dialética marxista furuncular ...rsrs)

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