19 agosto 2010

Veja nunca erra!

Jornalistas da VEJA assinam disparates de dimensões bíblicas quando o assunto é religião.

Há quase três anos Reinaldo Azevedo, o Esaú tupiniquim que trocou sua credibilidade pelas lentilhas de sua submissão ao PSDB e ao Papa, escreveu em seu blog hospedado na Veja online:

“Se você conhece mesmo Santo Tomás, sabe que ele jamais chamaria de ciência a concepção imaculada. Volte aos livros. O que é matéria de fé está fora do escrutínio científico. Mesmo as provas da existência de Deus, na Suma Teológica, são exercícios lógicos. Assim, em termos estritamente tomistas, Maria ter concebido virgem não pode jamais ser um ‘absurdo’ porque há uma condição anterior a qualquer verificação da experiência: ‘é preciso crer’.”

Comentei, no dia seguinte, aqui no Pugnacitas: “Ele acha que Imaculada Conceição se refere à concepção de Jesus, nascido de uma virgem. (...) Imaculada Conceição significa que ela (Maria) teria nascido sem pecado original.”

Decerto Reinaldo Azevedo julga que conceber pelo sexo – até pouco tempo atrás o único meio para tanto – é algo sujo, maculado. Ora, Maria teria concebido virgem para cumprir as escrituras – para cumprir uma falha de tradução, na verdade. Mas entendo a confusão (ignorância) do blogueiro da Veja: o modelo feminino dos cristãos – uma inimitável mãe virgem – condena todas as mulheres reais a jamais serem boas o bastante. Torna sujo, maculado, o sexo, mesmo para a procriação.

Na edição da Veja de 28 de julho de 2010, em cuja capa se lê “Perdão”, achei outros disparates.

Em matéria intitulada “Sombra, Luz e Drama”, sobre o pintor Caravaggio, o jornalista Bruno Meier escreve o seguinte:

“Uma encomenda para uma igreja de Siena foi recusada por retratar a morte de Maria, contrariando o dogma da ascensão aos céus da mãe de Jesus.”

O dogma é de 1950, proclamado por Pio XII, o Papa de Hitler. Caravaggio pintou A Morte da Virgem em 1606. Que bruto anacronismo.

Na reportagem de capa, assinada por uma tal Ana Cláudia Fonseca, lemos:

“Como manifestação direta de Deus na terra, a Igreja Católica, como instituição, nunca erra. Quem erra são os homens que ocasionalmente ocupam cargos no seio da Igreja. Em muitas ocasiões, os pecados dos homens serviram de poderoso elemento de defesa retórica da instituição. Como explicar Alexandre VI (1492 – 1503), o papa Bórgia, dissoluto, promotor de orgias no Vaticano, que comprou o voto decisivo de sua indicação para o Trono de Pedro com quatro mulas carregadas de prata? Ter resistido a Alexandre VI pode ser tomado como a prova definitiva de que a Igreja Católica é sagrada. Fosse produto dos homens, ela teria perecido sob a avalanche de pecados do libertino papa Bórgia.”

Ah... Existem incontáveis provas de que a Igreja Católica é sagrada, embora não haja ainda nenhuma, digamos, definitiva... Rio-me.

Um jornalista da Carta Capital poderia escrever:

“O PT, como instituição, nunca erra. Quem erra são os homens que ocasionalmente ocupam cargos no seio do partido. Em muitas ocasiões, os pecados dos homens serviram de poderoso elemento de defesa retórica da instituição. Como explicar José Dirceu, a eminência parda do primeiro governo Lula, inescrupuloso, que comprou votos decisivos de parlamentares com malas e cuecas carregadas de dinheiro? Ter resistido a José Dirceu, Delúbio e a outros como eles pode ser tomado como a prova definitiva de que o PT é sagrado. Fosse produto dos homens, ele teria perecido sob a avalanche de pecados dos mensaleiros e do chefe da quadrilha, José Dirceu.”

Basta substituir alguns sujeitos e objetos no parágrafo da jornalista Ana Cláudia, inserido gratuitamente em uma reportagem que o dispensava por completo, para percebemos o quanto é um despautério. A tal “defesa retórica da instituição” a que a pobre jornalista se refere é, na verdade, uma singela historinha narrada no Decameron de Boccaccio, escrito quase cento e cinquenta anos antes do Papa Bórgia emporcalhar um pouco mais o já imundo trono do negador de Cristo. No conto, Giannotto de Civigni, um comerciante parisiense, tenta converter ao cristianismo o amigo judeu Abraão, que então se propõe a visitar Roma para conhecer melhor a religião do amigo. Giannotto, ao ter ciência de seus planos e se ver incapaz de dissuadi-lo, dá por perdida a causa por saber o que o judeu encontrará por lá. Curioso é que na época em que Boccaccio escreveu o conto, que aparece logo no início do Decameron, o papado há muito tinha sido transferido para Avignon, no sul da França. Não encontrei na Internet a história em português e tive preguiça de digitá-la a partir do livro impresso. Segue o desfecho do conto, infelizmente em espanhol, já que italiano nem todos lêem.

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“El judío montó a caballo y tan pronto como pudo se encaminó a la Corte de Roma, donde al llegar, fue recibido con honor por los judíos. Y, mientras estaba allí, sin decir a nadie para lo que había ido, cautelosamente comenzó a observar la conducta del Papa, los cardenales, de los otros prelados, y de todos los cortesanos. Y entre lo que él advirtió, como hombre agudo que era, y lo que otros le contaron, halló, que del mayor al menor todos allí, generalmente, pecaban con gran deshonestidad en cosas de lujuria, y no sólo en la natural, sino en la sodomítica, sin freno alguno de remordimiento o vergüenza, al punto de que sin la mucha influencia de las meretrices y los efebos no se podía conseguir nunca nada. Además de esto, conoció claramente que los que observaba eran universalmente comilones, bebedores, ebrios y más servidores de su vientre, como animales irracionales, y de la lujuria, que ninguna otra cuestión. Y, ahondando más, tan avaros y ansiosos de dinero los vió, que tanto la humana sangre, incluso la cristiana , como las cosas divinas, y a los sacrifícios y benefíos perteneciente, por dinero vendían y compraban, haciendo mayor mercadería y más ganancias teniendo, que cuanto pudiera encontrarse en París con ventas de pañerías u otras cosas. Habían a la sintonía descarada puesto el nombre de procuradoría, y llamaban a la gula sustentamiento, como si Dios, prescindiendo del significado de los vocablos, la intención de los pésimos ánimos no conociese y, a semejanza de los hombres, se dejara engañar por los nombres de las cosas.

Las cuales junto con muchas otras, que conviene callar, desagradaron sumamente al judío, como sobrio y modesto que era; y así, pareciendole haber visto bastante, resolviose a volver a París. Y así lo hizo. Y cuando Giannotto supo que había llegado, fue a él y, aunque lo que menos esperaba era que se hiciese cristiano, hízole, y el otro a él gran fiesta. Y en cuanto Abraham hubo descansado algunos dias, Giannotto le preguntó que le parecía el Santo Padre, y de los cardenales y los demás cortesanos. A lo que el judío respondió prontamente:

-¡ Así Dios los confunda a todos! Y te digo, que si juzgo bien, no me pareció ver allí santidad alguna, ni devoción, ni obra buena, ni ejemplo de vida ni de nada, en nadie que clérigo fuese. Pero la lujuría, la avaricia, la gula y cosas semejantes y peores ( si peores se pueden encontrar en alguien) parecióme hallarlas más por una sede de obras diabólicas que divinas. Y, a lo que estimo, se ve con toda solicitud, ingenio y arte se aplican a vuestro Pastor, y entiendo que todos los demás, a reducir a la nada y a arrojar del mundo la cristiana religión , aun cuando debieran ser fundamento y sustentáculo de ella. Mas, puesto, a lo que se me alcanza , no sucede lo que procuran, sino que continuamente vuestra religión aumenta y más lúcida y clara se torna, con razón me parece discernir entre que el Espiritu Santo es su fundamento y sostén, como más santa y verdadera que otra. Por lo cuál mientras me mantuve rígido y duro a tus exhortaciones y no quise hacerme cristiano, ahora abiertamente te digo que por nada del mundo dejaré de hacerme cristiano. Vamos, pues, a la iglesia y, allí, según debida costumbre de vuestra fe, me haré bautizar.

Giannotto, que esperaba una conclusión totalmente opuesta a aquella, sintióse, cuando así le oyó hablar, más contento que ningún hombre jamás lo fuera. Y fuese con él a Nuestra Señora de París y pidió a los clérigos de ella que diesen a Abraham el bautismo. Ellos, oyendo que así lo quería, apresuráronse a atenderle. Y Giannotto sacóle de la pila, llamándole Juan; y en breve a muchos hombres de valía hízoles este instruir adecuadamente en nuestra fe, que a muy deprisa aprendió; y fue luego hombre bueno y meritorio de santa vida.”

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Parece-me que Boccaccio se vale do conto para pintar a pervertida Roma de sua época sem esmaecer-lhe as cores, blindando-se do mau humor dos padres, astuciosamente, no surpreendente final em que dá as rédeas da Igreja não aos homens mas ao Espírito Santo. Por ser péssima administradora, a pomba deveria ser urgentemente substituída. Tal qual o Lula, ela diria não saber de nada, mesmo sendo onisciente, como nosso eneadáctilo líder...

Munidos de falácias semelhantes é que muitos julgam poder branquear qualquer nódoa, purificar qualquer podridão. O Socialismo seria santo e conduzido pelo inexorável destino, e Stalin, Mao, Fidel e outros facínoras não terem conseguido extinguir com suas atrocidades o socialismo seria, então, a prova definitiva de que tal ideologia é sagrada.

É dos jornalistas a culpa por tantos disparates lidos na sacrossanta Veja impressa e na online, obviamente. Veja nunca erra!

12 agosto 2010

Muçulmanos usam o pênis como arma na Escandinávia

Janer Cristaldo


Comentei há pouco o espantoso número de estupros na Suécia, que coloca o país apenas abaixo do Lesotho, na África, no que diz respeito a estes crimes. Uma boa amiga de Estocolmo me envia uma página do Brottsförebyggande Rådet (Brå) – Conselho de Prevenção do Crime, do qual extraio apenas dois dados. Em 1988, o total de crimes denunciados na Suécia era de 1.086.211. Em 2009, subiu para 1.405.626. A incidência de crimes sexuais, nos mesmos anos, é respectivamente, 5.269 e 15.693. Isto, enquanto a criminalidade em geral aumentou em 29%, os crimes sexuais aumentaram em quase 200%. Atribuo este aumento à crescente onda de imigrantes muçulmanos e pelo jeito não me engano.

Coincidentemente, recebo via um amigo de Porto Alegre, um relatório de 2005, do mesmo Conselho, o Brå, que esclarece melhor a questão. Segundo o documento, a proporção de estupradores nascidos no estrangeiro é quatro vezes maior se comparada às pessoas nascidas na Suécia. Estrangeiros residentes da Argélia, Líbia, Marrocos e Tunísia dominam o grupo de suspeitos de violação. Segundo estas estatísticas, quase metade destes criminosos é composta por imigrantes. Na Noruega e Dinamarca, sabe-se que os imigrantes não-ocidentais, o que freqüentemente significa muçulmanos, são largamente representados nas estatísticas de estupro. Em Oslo, em 2001, imigrantes estavam envolvidos em dois em cada três casos de estupro. Os números na Dinamarca são idênticos, e maiores ainda em Copenhague, com três imigrantes em cada quatro casos. Segundo Ann Christine Hjelm, advogada que investiga crimes na Suprema Corte sueca, 85% dos estupradores condenados no país nasceram em solo estrangeiro ou são filhos de pais estrangeiros.

A situação é tão grave que algumas suecas estão reinventando um cinto da castidade às avessas, isto é, cinto que é controlado por seu usuário em vez de ser controlado por outra pessoa. O aparelho exige duas mãos para ser removido e espera-se que dissuada os estupradores. Segundo uma pesquisa on line do Aftonbladet, 82% das mulheres têm medo de sair ao escurecer. Outro esporte dos imigrantes é apunhalar suecas em discotecas.

Um mufti declarou em Copenhague que mulheres que não portam véus estão “pedindo para serem estupradas”. Para estes pobres diabos, uma mulher sueca independente não é uma mulher sueca independente. É apenas uma “puta sueca”. E como tal pode ser tranqüilamente estuprada. Se for árabe, não. Pois não é o mesmo violentar uma sueca e uma árabe. “A sueca recebe um monte de ajuda depois, além disso já foi fodida” – afirma Hamid, participante de uma gangue de violadores. - “Mas a árabe têm problemas com sua família. Para ela, é uma grande vergonha ser violentada. Para ela, é importante ser virgem quando casar”.

O número de estupros cometido por imigrantes muçulmanos no Ocidente é tão extremamente alto que é difícil vê-los apenas como atos aleatórios de indivíduos - continua o relatório do Brå. Mais parece ser guerra. Muitos muçulmanos vêm a si mesmo como um exército conquistador e as mulheres européias são simplesmente botim. As mulheres ocidentais não são vistas pelos muçulmanos como indivíduos, mas como “as mulheres deles”, as mulheres que “pertencem” aos hostis infiéis. São botim, para serem tomadas, até que a terra dos infiéis um dia caia, como se crê, nas mãos dos muçulmanos. Mulheres ocidentais são baratas e repulsivas. Nós, muçulmanos, estamos aqui para ficar, e temos direito de tirar vantagens desta situação. É nossa visão que deve prevalecer. As mercadorias ocidentais, como a terra onde agora vivemos, pertencem a Alá e aos melhores homens – seus crentes. Mulheres ocidentais pertencem também fundamentalmente a nós – são nosso futuro botim.

Comentei, há alguns anos, manchete que me surpreendeu no Aftonbladet:

Stockholmarnas farligaste gator

Ou seja, as ruas mais perigosas de Estocolmo. Ora, quando vivi lá, em 71/72, não havia uma única rua perigosa na cidade. Eu vagava de ilha em ilha, nas noites brancas dos hiperbóreos, sem sensação alguma de perigo. Há alguns anos, o mesmo Aftonbladet listava mais de cem ruas perigosas. Que ocorrera de lá para cá? A invasão muçulmana.

A Suécia está se entregando de mãos atadas aos imigrantes árabes e seus bárbaros costumes.
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