08 março 2010

Plágio, uma próspera indústria

Janer Cristaldo


Em janeiro de 2008, da tradutora Denise Bottman, recebi esta denúncia de uma verdadeira indústria do plágio:

Talvez o sr. tenha tomado conhecimento pela imprensa de um certo início de movimentação entre tradutores contra a apropriação indébita de traduções muito consagradas, feitas por grandes intelectuais brasileiros e portugueses, de grandes obras da literatura universal. Um levantamento inicial mostra que mais ou menos 30 obras da grande literatura universal, que haviam sido publicadas na coleção da Abril Cultural, foram reeditadas pela editora Nova Cultural com a substituição dos nomes dos tradutores originais, aparecendo em lugar deles ou nomes de fantasia ou nomes de gente de carne e osso. Essa quantidade de obras corresponde a mais de 65% dos títulos traduzidos da coleção "obras-primas" da editora Nova Cultural, e portanto parece indicar que não se trata de casos isolados, e sim de uma prática deliberada e sistemática adotada pela referida editora.

O que parece se configurar, portanto, é que a editora de maior visibilidade no país (que muitas pessoas ainda associam à Editora Abril e à extinta Abril Cultural) tomou para si um patrimônio tradutório do país (pois nossa formação cultural, num país que depende tremendamente do acervo de obras traduzidas para o português, se constrói também e maciçamente sobre essa atividade - basta ver o caso de suas traduções de T. S. Eliot, que tantas gerações influenciou e continua a influenciar no Brasil!) e, por razões ignoradas, mas com certeza escusas e que não vêm agora ao caso, eliminou, suprimiu, enterrou e está contribuindo ativamente para o esquecimento da contribuição desses intelectuais da primeira metade do século passado à constituição de um acervo das grandes obras mundiais em tradução para o português. Assim temos que Oscar Mendes, Octávio Mendes Cajado, Mário Quintana, Lígia Junqueira, Hernâni Donato (este ainda entre nós), Sílvio Meira, Brenno Silveira, foram eliminados, suprimidos, tirados fora, aniquilados, exterminados, dos créditos de tradução.

Pelo andar da carruagem, dentro em breve Rachel de Queiroz, Carlos Drummond, Cecília Meirelles, Manoel Bandeira também serão banidos dos créditos das traduções... mesmo que isso não ocorra, de qualquer forma o sumiço já perpetrado é mais do que suficiente para despertar uma imensa indignação entre quem preza a parca tradição cultural deste país, construída tão a duras penas. (...) Por isso dirigimo-nos ao sr., para pedir apoio a esse protesto.

Atenciosamente,
Denise Bottman

Recebo hoje novas da Denise, através de um bom amigo de Florianópolis. Reportagem de Nahima Maciel, publicada originalmente no Correio Braziliense e replicada no Diário Catarinense, edição deste sábado, nos conta que a tradutora está sendo processada pela editora Landmark, que entrou com pedido na 4ª Vara Cível de São Paulo para retirar o blog do ar:

Palavras replicadas
TRADUTORA É PROCESSADA POR EDITORA AO CRIAR
BLOG PARA DENUNCIAR CASOS DE PLÁGIO NO BRASIL


Em junho do ano passado, a tradutora Denise Bottman constatou, perplexa, o plágio de traduções praticado sem pudores por algumas editoras brasileiras. Uma denúncia em jornal paulistano citava pelo menos duas empresas – Martin Claret e Nova Cultural – como verdadeiras fábricas de desova de traduções adulteradas nas livrarias do país.

Desde então, Denise empreendeu uma extensa pesquisa e já chegou a 14 editoras que praticam plágio e atuam no mercado editorial sem grandes impedimentos. A pesquisa gerou o blog www.naogostodeplagio.blogspot.com, no qual Denise lista títulos com traduções plagiadas e as editoras responsáveis por sua publicação. O site incomodou tanto que a Landmark, uma das citadas no blog, processou a pesquisadora e entrou com pedido na 4ª Vara Cível de São Paulo para tirar o blog do ar. O pedido, no entanto, não foi atendido pelo juiz responsável pelo caso. “A Editora Landmark propôs a ação competente em face da blogueira Denise Bottman por entender que as denúncias por ela apresentadas encontram-se totalmente desgarradas da realidade fática, razão pela qual não existe qualquer cabimento quanto à acusação de plágio. Acrescenta-se que a existência ou não de plágio, por se tratar de crime, somente pode ser reconhecido na esfera judicial”, diz Alberto J. Marchi Macedo, advogado da Landmark. No blog, a tradutora apresenta provas de plágio na tradução de Persuasão (Jane Austen) e O Morro dos Ventos Uivantes (Emily Brontë), publicadas pela Landmark em 2007.

Essa agora! Uma editora, cujo acervo se nutre de plágios, quer censurar uma tradutora que denuncia seus plágios. Pelo jeito, a cultura do plágio está tão arraigada no Brasil, que editores já consideram o plágio um direito adquirido.

A pesquisa de Denise - continua a reportagem - é motivada por uma prática realizada há anos, sorrateiramente, no mercado editorial brasileiro e raramente questionada ou impedida. “Isso é um saque ao patrimônio literário. Bem ou mal, o Brasil é um país que até hoje depende muito de tradução na área do conhecimento e da literatura. A grande abertura do país para o mundo foi no começo do século 20, quando Monteiro Lobato e Francisco Alves começaram a traduzir as coisas. Quem traduzia na época era Rachel de Queiroz, Manuel Bandeira”, conta Denise. E são essas traduções mais antigas as preferidas dos plágios.

O método é sempre o mesmo. Mantém-se a estrutura da tradução e muda-se uma ou outra palavra antes que o texto seja publicado sob pseudônimo ou assinado por um tradutor desconhecido. No ano passado, o plágio praticado pela editora Martin Claret virou caso policial depois que o Ministério Público Estadual de São Paulo pediu para a polícia instaurar inquérito para investigar o crime. A Lei nº 9.610 confere direitos autorais ao tradutor e, segundo o Código Penal, o crime prevê de três meses a quatro anos de prisão. O inquérito da Martin Claret foi arquivado e os livros continuam nas livrarias. Entre as obras plagiadas estão uma tradução de O Lobo e o Mar (Jack London), feita por Monteiro Lobato em 1934 e assinada por um certo Pietro Nassetti, e uma versão de Orgulho e Preconceito (Jane Austen), vertida para o português por Maria Francisca Ferreira de Lima e atribuída pela Martin Claret a Jean Melville. Advogada da editora e única a falar sobre o caso, Maria Luiza Egea diz que a empresa está trabalhando em mudanças no catálogo. “A editora contratou novos tradutores para alguns títulos que havia publicado, para atender a interesses comerciais”, garante.

E por aí vai. O blog de Denise Bottman lista nada menos que 115 títulos plagiados. Segundo a tradutora, além da Martin Claret, Nova Cultural, Hemus e Ediouro, há uma lista que inclui a Rideel, Cedic, Best-Seller e outras. De onde concluímos que boa parte do acervo literário nacional provém da indústria do plágio. Mas, como escrevi à tradutora na ocasião, o buraco ainda é mais embaixo.

Seria interessante também pesquisarmos a fundo essa prática inominável para sabermos quais são as qualificações de Rachel de Queiroz em sueco, para traduzir Verner von Heidenstam, ou em russo para traduzir Dostoievski. (Salvo prova em contrário, o primeiro tradutor no Brasil a traduzir diretamente do sueco foi este que vos escreve). Onde Drummond de Andrade estudou norueguês para traduzir Knut Hamsun? Desde quando Cecília Meirelles conhecia suficientemente bengali para traduzir Rabindranath Tagore? Onde Manoel Bandeira estudou persa para traduzir Omar Khayyam?

E, cá entre nós, apesar de meu profundo apreço pelo Mário Quintana: teria o poeta da Rua da Praia inglês suficiente para traduzir Lord Jim, de Conrad? Ou francês suficiente para traduzir Proust? Esta pergunta se justifica já a partir de como Quintana traduziu o título do segundo tomo de À la Recherche du temps perdu, no caso, À l'Ombre des jeunes filles en fleurs. Quintana traduziu por À Sombra das Raparigas em Flor. Rapariga pode designar jovem, moça virgem. Mas no Brasil sempre teve uma acepção pejorativa. Já no português de Portugal, essa conotação inexiste. Aparentemente, o poeta andou cotejando alguma edição portuguesa de Proust.

Ora, não vejo maiores diferenças em plagiar de uma tradução portuguesa e plagiar de uma tradução do russo ou sueco ao francês ou inglês. Bottman está fazendo um trabalho admirável ao denunciar esta próspera indústria que se nutre do roubo do trabalho intelectual alheio. Não é de espantar que os prósperos executivos da indústria do plágio queiram silenciá-la.

Mas, se a tradutora mergulhar mais fundo neste mar de plágios, verá que nem a elite literária do país escapa do crime.

17 comentários:

André disse...

Legal.

Mas que povinho picareta...

Por acaso, estou lendo alguns do Conrad agora, Lord Jim entre eles, todos da Penguin.

Anônimo disse...

Esqueça aquele RA,Janer,o último livrinho dele não tá vendendo nem pros baba-ovos ginecofóbicos,que ele vive mandando estudar e usar o word pra não escreverem com tantos erros.
Tá faltando o marketing agressivo que a editora fez no outro livro,filas de beija-mão...
Ele só foi honesto quando admitiu que deixou de ser professor porque não tinha "vocação pra lutar por salários".Vale dizer:admitiu que professor,mesmo dando aulas em colégios de ricos,como o Quarup e o cursinho Anglo,ganhava/ganha uma merreca e jamais poderia morar onde ele mora com salário de professor e ainda levando serviço burocrático pra casa,planejamentos de aulas diárias(que teria de submeter a alguma pedagogazinha que ele devia achar muito inferior a ele),elaboração e correção de provas e trabalhos/redações.Devia se entediar com a precariedade dos alunos,mesmo de elite,mas que estavam só aprendendo,afinal.Talvez se fosse um prof. da USP até ganhasse bem,mas como nunca quis passar pelo crivo da avaliação que ele tanto defende pra professores de malacos da periferia...Foi ser jornalista.Gansolino não é mole...Agora defende até aluno ser pago pra ter bom desempenho,projeto do PSDB,se fosse de outro qualquer,meteria o pau.Chama de meritocracia ter bom desempenho pra dar um up da bolsa família.
Só que desconfio que ele não lê seus posts não,isso é coisa de gente que está colando daqui pra lá,usando você pra provocar os maus bofes dele...Alguém que citou seu nome e atribuiu ao seu ateísmo as possíveis críticas que faz sobre o papismo dele.
Até o Mainard, que era tão ácido e divertido nas pentelhações contra Lula e PT,virou chato,apagadinho,depois que se juntou ao beato Salu.Deve ter se convertido e agora faz parte da igrejinha.
Acha mesmo que ele merece a atenção de ganhar um post de revide?O doutor lógica que acredita em deuses inexistentes,se ajoelha pra um pedaço de madeira,que era objeto de tortura e morte?

Ele escreve bem e muito,não dá pra negar mesmo que ele erre e nunca admita.Nâo vai além diss e só tem visibilidade porque está num grande portal.E só.

Lia¬¬

Anônimo disse...

Disse tudo, Lia!
Fábio C. Veloso

Anônimo disse...

Disse tudo

Janer disse...

Ah, é claro que ele me lê e se nutre de meus achados, Lia. O apedeuta e a comparação do Lula com o Chance Gardiner são óbvios. Mas há outros, menos óbvios, de expressões que joguei na rede e ele pescou.

Por exemplo, ele anda jogando com variantes de aiatolá. Ora, há vários anos venho chamando o Olavo de aiatolavo. Isso sem falar que há muito criei a expressão aiatolice, quando escrevia na Folha da Manhã, de Porto Alegre. Criei-a nos anos 70, quando o Khomeini vivia nos arredores de Paris. Mas a reproduzi recentemente em meus textos. Pelo jeito, ele gostou.

Há outros, palavras que só eu uso e introduzi na rede. Mas o problema não é apenas este. O recórter é faccioso, adepto incondicional do PSDB, que lhe deu emprego numa revista. É chapa-branca. Sobe nos tamancos quando são denunciadas as maracutaias do DEM e do PSDB.

Jornalista não pode ter partido.

Catellius disse...

traduttore traditore...

"Drummond de Andrade estudou norueguês para traduzir Knut Hamsun?"

Nunca pensei nisso! Quem diria... Mário Quintana, Carlos Drummond, Rachel de Queiroz versados em sueco, persa, norueguês?

Li "Os Frutos da Terra", de Hamsun. Não me lembro de quem era a tradução.

Abraços a todos!

Anônimo disse...

Não vai além disso*/Mainadi*

E tem mais:alguém sabia quem era ele antes de aparecer com a fotinha lá no cantinho do portal da Veja?A tal revista que faliu,a Primeira Leitura,era de alta tiragem?Sabemos que nem sempre sucesso de vendas/tiragem é garantia de qualidade,mas a dele durou muito pouco.Se tivesse o ibope que tem hoje talvez conseguisse anunciantes,ou patrocínios,sei lá como chamar a coisa.Não sou do ramo.
Ele escreve bastante,escreve bem e com qualidades inegáveis como elaborador de tiradas de efeito,assim como está acima da média no manejo do idioma.O problema é que a arrogância que já não era pouca quando foi apelidado de Gansolino no jornal onde trabalhou[você sabe qual é,Janer],está ficando fora de controle.Precisa mesmo é de sandálias da humildade,uma loja inteira delas.
Muita gente inteligente,com contribuições valiosas em termos de conteúdos e análises,já deixou de comentar lá.Pelo limite de toques que ele impôs e que abre só pra alguns,como se tivesse castas de comentaristas,e pelas constantes patadas que gosta de dar sobretudo em quem não é, como direi?,lógico-religioso?
RA é um Olavão que deu certo.Os dois escrevem coisas interessantes,concordo com algumas,discordo totalmente de outras,é o normal.Mas que os dois enganam leitores que se dizem conservadores,direitistas,reaças,etc.,e procuram neles sombra e abrigo,ahhh!! enganam mesmo.Olavão pelo que esconde de suas atividades astrológicas e outros detalhes privados.RA pelo mimimi de católico praticante,mas que foi 'facim, facim' pras bandas do Love,depois de passar dois dias revirando o google em busca dos podres do GT,com a ajuda de dezenas de comentaristas na tarefa de coleta e que se sentiram traídos quando ele virou o dvd de lado...Bastou um telefonema e todo o veneno sumiu.Foi quando houve uma grande debandada de comentaristas de lá,principalmente dos mais "conservadores",avessos a gays,ao feminismo de todos os tons,contrários ao aborto mesmo nos casos previstos em lei — que RA já disse uma vez que admite — mas volta e meia vem com aquele discurso pastoso de defesa incondicional da vida.Pra mim é enganar as pessoas.Ou não?
Vira e mexe,dia sim outro também,mergulha de cabeça na militância contra professores.Ainda que acerte em algumas críticas contra sindicatos e doutrinações nefastas que empesteiam o professorado,fica difícil não perguntar se ele não se envergonha de falar tão mal de professores e se ele fazia isso na cara dos 'colegas' de ganha-pão quando também era professor.Os antigos colegas devem querer o fígado dele!E tenho pena dos coitados que têm a infelicidade,má sorte,de serem profs das filhas dele no colégio particular.Imagino o que ele não deve falar em casa,passar pente fino nas tarefas e avaliações/correções,só pelo prazer de dizer que ele é mais competente...Talvez seja mesmo.Por isso defendo que quem se formou em Letras pela USP,universidade pública e gratuita,de elevado nível,como foi o caso dele,deve ser obrigado a lecionar em escolas públicas,de periferia,nem que seja part time,por um ano,pra saber o que é bom pra tosse.Se não quiser,que pague pelo curso que recebeu de graça e se livre da tarefa.Aí pode ser o que quiser,falar mal,etc.Mas quem se serviu do dindim pingado de professor,ainda que de elite,pra pagar faculdade de jornalismo e cair fora do hospício[nada contra,faço votos que haja uma debandada geral de professores],não tem lá muita moral pra falar de professores como ele fala.Já basta o Gustavinho da Torá...

Desculpe-me se me alonguei demais.


Lia¬¬

André disse...

Primeira Leitura era uma boa revista, mais ou menos de direita, por mim poderia até ser mais. Um tendenciosismo que não chegava a atrapalhar, pois havia um certo equilíbrio e bons colunistas/jornalistas. De qualquer maneira, todo mundo é tendencioso. Nada de mais nisso. Estranho é ser neutro demais.

A revista faliu por falta de anunciantes, de publicidade, enquanto pasquins do nível da Carta Capital e Caros Amigos têm propaganda estatal de sobra.

Tio Rei escreve muito, muito bem, e adoro quando ele desanca o PT. O que cansa é sua defesa renitente da igreja católica, muitas vezes excessiva, se bem que concordo com algumas coisas, aqui e ali. Seu ódio ao PT também é excessivo (e olha que eu teria passado fogo neles e em seus derivados, lá nos anos 60 e 70. Hoje, apenas os mandaria para minas de sal).

Sem falar no conservadorismo idiota, “anti” tudo, dos gays às células-tronco embrionárias, de comportamento em geral a tendências, sei lá, mais liberais em costumes. Cansativo.

Tem talento suficiente para não plagiar os outros, é uma pena que o faça.

Já fiz alguns comentários, quatro ou cinco, a posts dele. O único que divergia do Tio Rei, sobre o assassinato da Benazir Bhutto — questões técnicas envolvendo o cenário e os atores envolvidos, nada polêmico, porém diametralmente oposto ao que ele disse — foi para o saco. Vetado, cortado. Fui educado, não escrevi de forma agressiva. E expliquei em dois parágrafos curtos porque ele estava errado e o que havia acontecido de fato naquele dia. Inútil, fui ignorado. Depois dessa, continuei como leitor ocasional dele, sem comentar.

Da Veja, prefiro o Augusto Nunes. Na internet em geral, há o Pondé, na Folha, o Demétrio Magnoli, o Mainardi e outra meia-dúzia. Lá fora, Pipes (Richard, não o Daniel Pipes, um sujeito ralo), Luttwak, bom mesmo quando diz bobagem, Thomas Friedman, Landes, Bernard Lewis e grande elenco.

Olavo de Carvalho é bem pior que o Tio Rei. Muito culto, mais do que muitos são capazes de compreender e, sobretudo, de admitir, mas se perdeu. Enlouqueceu. Ou, o que é mais provável, virou um totem, um objeto de culto para as focas amestradas que o adoram. Um enganador.

Anônimo, quem é Gustavinho da Torá?

Janer disse...

Pois, Catellius,

neste país, quando se puxa um fio vem um novelo junto. Bota aí também o Monteiro Lobato, que tinha uma equipe de tradutores e depois assinava embaixo. Às vezes, se permitia uma gentileza: "revisado por Monteiro Lobato".

Mais o Nelson Rodrigues. Como tinha renome literário, era chamado a assinar traduções que jamais fez. E por aí vai.

Janer disse...

Para ocultar uma mancada atroz, o recórter chapa-branca tucanopapista hidrófobo falsifica seu próprio texto.

Leia mais em
http://cristaldo.blogspot.com/2010/03/para-ocultar-uma-mancada-atroz-recorter.html

André disse...

Essa do "facto" foi feia.

Outro que eu imagino ser um plagiador (ou simplesmente preguiçoso) é o Moniz Bandeira. Um sujeito banal, sem valor intelectual nenhum, mas já que o assunto é plágio me lembrei dele. É um nacionalista de esquerda, professor de rel. intern. da UnB, entre outras coisas. Volta e meia aparece com um livro de no mínimo 800 pgs, com mais notas de rodapé do que texto propriamente dito em quase todas as páginas. Ilegível. Me parece colagem ou um caso de acadêmico que subcontrata colegas para que escrevam seus livros. Num deles, sobre Cuba, Fidel e quejandos, tem uma fotinha do autor, moleque, atrás dos jovens Fidel e Che, já no poder. Ah, está explicado... o cara é fanático de longa data.

Paulo Francis, que faz uma falta imensa, era acusado de plagiar aqui e ali. Duvido. Acho que a falha dele era dizer bobagens imensas, dar chutes demais, não plagiar. Quanto a dizer bobagens, tudo bem. "Ah, mas ele foi de esquerda, foi trotskista", dizem as marmotas. Ou bolchevique, como dizem os velhotes. So what? Muita gente foi. O que não dá é continuar a ser. Bom, sou suspeito pra falar porque adoro a figura. Tenho toneladas de textos dele aqui, não só os livros, como também anos e anos de colunas na Folha e no Estado.

André disse...

Pra fechar: é muito chato descobrir que um autor ou intelectual que admiramos faz coisas assim. Se é um vagabundo plagiando, um pseudo qualquer, nem ligo. É até previsível. Agora, quando não é um qualquer, é deprimente.

Anônimo disse...

Se fosse no portal dos outros,seria o quê?

http://veja.abril.com.br/
Teste +
Você pertence a qual classe econômica?

clicando no link:

http://veja.abril.com.br/testes/classe-social-voce-pertence.shtml

Vai para:

Teste seu Quociente de Intimidade Sexual

Uma das formas consagradas pelo mercado para definir a condição econômica de uma família é a divisão entre classes A1, A2, B1, B2, C, D e E. O enquadramento é feito a partir do grau de instrução do chefe de família e da posse dos chamados "itens de conforto familiar". Preenchendo as questões a seguir com as informações sobre a sua família, você poderá descobrir a que classe econômica pertence, conforme esta classificação, feita pela Ipsos/Marplan.



Vão dizer que foi erro de quê?ou de quem?
Redirecionamento involuntário?Defeito no pc?Falha de quem fez a pesquisa?
Até tem uma flagrante:conforto familiar sem fogão é show de bola;
nem elétrico,nem a gás,nem à lenha!
Mas o que tem a ver eletrodoméstico com QI Sexual?

Foi msg subliminar com o freezer ou com a mangueira do aspirador de pó?

segue...

Anônimo disse...

Hummm...

Plágios,manipulações de estatísticas e todo tipo de dados, até pesquisa de classe econômica com título de pesquisa sobre sexualidade...

Imagino o que diria o papista se a coisa toda fosse num 'blog desconhecido e sem leitores'.Na casa dos outros(no sentido profissional) seria incompetência,na dele[Abril] é o quê?

Janer,numa revista Nova Escola,de 2009,eles deram de brinde um encarte,um tipo de cartela para consulta rápida sobre a Reforma Ortográfica.No encarte diz " de acordo com VOLP 2009".Este está organizado em ordem alfabética na ABL.
Acontece que no encarte a ordem alfabética não foi obedecida. Na coluna da letra "A",por exemplo, tem palavras iniciadas por outras letras.Isto se repete nas demais colunas que estão claramente separadas por tarja larga e verde.

Escrevi perguntando se havia ocorrido algum problema de diagramação,demoraram pacas para dar retorno e ,quando deram, alegaram que a consulta não é mesmo em ordem alfabética,que usaram outra metodologia,mas NÃO disseram qual...
Apenas dizem,aqui no e-mail, que os "autores"[de algo copiado e colado do Volp?]e que não foram nomeados,confirmam que o encarte está correto e me pedem telefone de contato para explicar como fizeram o tal encarte e como deve ser consultado...
Ora,por que já não esclareceram no tal retorno?Por que no encarte(um cartão plastificado)não informam que o critério adotado não foi ordem alfabética e sim outro,com a devida orientação para consulta?quando mostrava o brinde
e me perguntavam a razão da mistura,ficava e fico sem saber o que responder.Daí eu ter feito o contato.

Tal qual o "outro",estão tentando ganhar tempo e inventar uma desculpa[ suprimir trechos em negrito,hehehe],talvez a dobradura da cartela como sugeri,mas que também não funciona para justificar a mistura.Bastaria algo simples,do tipo " o critério não foi ordem alfabética,foi "tal" e se consulta "assim".Não seria o esperado?Eles querem telefone para um consulta de esclarecimento.Desconfio que não descobriram bem a utilidade de um e-mail;ou estão com receio de eu ter tudo preto no branco,coisa que não terei por telefone.A voz se perderá no éter,o escrito no e-mail não.

E ainda querem vender método de ensino da Abril para as escolas?O encarte tem logos da editoras Ática,Scipione e Abril Educação.E começa com uma faixa branca na qual está escrito,em letras garrafais,o alfabeto de A até Z,com destaques para as letras K,W,Y em vermelho,mostrando a volta delas e a posição por ordem...alfabética.

Parece que no copiar-colar,tanto do Volp quanto dos códigos de leis da net,a coisa lá anda feia...Pra disfarçar o uso do "facto",prova da mutretagem,o tio andou escrevendo algumas vezes, em outros posts,"facto" à moda tuga...Questão de garimpagem pra ver.

Problema não é errar, problema é a arrogância de nunca admitirem os erros[ falo de erros,não fraudes],é se colocarem acima de tudo,perfeitos,inquestionáveis,acima do bem e do mal.Napoleões e messias de hospícios.O de Pariii já foi desmascarado.Não fará falta se seguirem o critério do vizinho de portal que se escora nos números de leitores.Já o "santo" que não consegue nem ser professor porque não segura o tranco nem na USP,enqto tiver leitores,vai ficando.Mesmo com a máscara arrancada.Aprendeu com o ídolo dele a se adonar de feitos alheios,vide caso do Plano Real.Apesar dos pesares,de um jeito meio torto,é um dos poucos que dá voz,vez e faz repercutir com certo alcance os questionamentos que incomodam o conforto do 'establishment'...Ficará onde está enqto for útil à causa.Depois?Bem,o mundo gira e a lusitana roda...


Lia¬¬

Anônimo disse...

Hummm...

Plágios,manipulações de estatísticas e todo tipo de dados, até pesquisa de classe econômica com título de pesquisa sobre sexualidade...

Imagino o que diria o papista se a coisa toda fosse num 'blog desconhecido e sem leitores'.Na casa dos outros(no sentido profissional) seria incompetência,na dele[Abril] é o quê?

Janer,numa revista Nova Escola,de 2009,eles deram de brinde um encarte,um tipo de cartela para consulta rápida sobre a Reforma Ortográfica.No encarte diz " de acordo com VOLP 2009".Este está organizado em ordem alfabética na ABL.
Acontece que no encarte a ordem alfabética não foi obedecida. Na coluna da letra "A",por exemplo, tem palavras iniciadas por outras letras.Isto se repete nas demais colunas que estão claramente separadas por tarja larga e verde.

Escrevi perguntando se havia ocorrido algum problema de diagramação,demoraram pacas para dar retorno e ,quando deram, alegaram que a consulta não é mesmo em ordem alfabética,que usaram outra metodologia,mas NÃO disseram qual...
Apenas dizem,aqui no e-mail, que os "autores"[de algo copiado e colado do Volp?]e que não foram nomeados,confirmam que o encarte está correto e me pedem telefone de contato para explicar como fizeram o tal encarte e como deve ser consultado...
Ora,por que já não esclareceram no tal retorno?Por que no encarte(um cartão plastificado)não informam que o critério adotado não foi ordem alfabética e sim outro,com a devida orientação para consulta?quando mostrava o brinde
e me perguntavam a razão da mistura,ficava e fico sem saber o que responder.Daí eu ter feito o contato.

Tal qual o "outro",estão tentando ganhar tempo e inventar uma desculpa[ suprimir trechos em negrito,hehehe],talvez a dobradura da cartela como sugeri,mas que também não funciona para justificar a mistura.Bastaria algo simples,do tipo " o critério não foi ordem alfabética,foi "tal" e se consulta "assim".Não seria o esperado?Eles querem telefone para um consulta de esclarecimento.Desconfio que não descobriram bem a utilidade de um e-mail;ou estão com receio de eu ter tudo preto no branco,coisa que não terei por telefone.A voz se perderá no éter,o escrito no e-mail não.

E ainda querem vender método de ensino da Abril para as escolas?O encarte tem logos da editoras Ática,Scipione e Abril Educação.E começa com uma faixa branca na qual está escrito,em letras garrafais,o alfabeto de A até Z,com destaques para as letras K,W,Y em vermelho,mostrando a volta delas e a posição por ordem...alfabética.

Parece que no copiar-colar,tanto do Volp quanto dos códigos de leis da net,a coisa lá anda feia...Pra disfarçar o uso do "facto",prova da mutretagem,o tio andou escrevendo algumas vezes, em outros posts,"facto" à moda tuga...Questão de garimpagem pra ver.

Problema não é errar, problema é a arrogância de nunca admitirem os erros[ falo de erros,não fraudes],é se colocarem acima de tudo,perfeitos,inquestionáveis,acima do bem e do mal.Napoleões e messias de hospícios.O de Pariii já foi desmascarado.Não fará falta se seguirem o critério do vizinho de portal que se escora nos números de leitores.Já o "santo" que não consegue nem ser professor porque não segura o tranco nem na USP,enqto tiver leitores,vai ficando.Mesmo com a máscara arrancada.Aprendeu com o ídolo dele a se adonar de feitos alheios,vide caso do Plano Real.Apesar dos pesares,de um jeito meio torto,é um dos poucos que dá voz,vez e faz repercutir com certo alcance os questionamentos que incomodam o conforto do 'establishment'...Ficará onde está enqto for útil à causa.Depois?Bem,o mundo gira e a lusitana roda...


Lia¬¬ se foi repetido,favor desconsiderar,tks.

Janer disse...

Grato pela dica da pesquisa, Lia.
Vou comentá-la.

Anônimo disse...

Por nada,Janer.
Mas antes de comentar aqui,logo que vi o teste,entrei no site da tal agência de pesquisa.Fiz o contol+c,control+v lá.Indagando sobre os critérios.De modo que não sei se eles fizeram contato com a Abril e acertaram os títulos ou foi eco do seu post.Enfim,serve pra mostrar quem engana e quem não engana.Quem cobra tanta perfeição nos outros,mas deixa o rabo de fora.
E sim,tenho visto vídeocassete nos últimos 10 anos,o meu srsrsr.
Pra o que preciso ainda serve.Aliás,chapa preta aqui abubda...Menos o celular,que não tenho,espero nunca ter,vou resistindo.Me recuso a usar coleira eletrônica...

Lia¬¬

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