18 janeiro 2010

Vasto é o mundo e a vida é breve


Janer Cristaldo

Em sua secção Blog 10+, a Veja online traz nesta semana reportagem de Isadora Pamplona intitulada “Furadas” que podem estragar suas férias. A redatora não desrecomenda país algum, mas adverte para épocas ou circunstâncias que é melhor evitar. Por exemplo, ir a Machu Picchu entre dezembro e março, temporada de chuvas. Ir a Veneza durante o carnaval. Ou ir ao Vaticano numa quarta-feira, quando milhares de pessoas se amontoam para ver o papa. Ou ir atrás da Mona Lisa, no Louvre. “O quadro é pequeno (77 centímetros por 53 centímetros), o tempo para apreciá-lo é curto e há chances de você só ver cabeças de outros turistas que embarcaram na mesma furada”. Ou passar o réveillon na Times Square. Alerta ainda os pereginos do Taj Mahal para aspectos desagradáveis da Índia que estão por toda a volta do monumento: o rio que cheira mal, o calor insuportável, os mendigos, as hordas de turistas por todos os lados… (Confira em http://tinyurl.com/y9zh423).

Até aí, nada demais. O curioso é ler as reações iradas de certos leitores a um texto que apenas pretende facilitar a vida de quem viaja. Escreve um deles: “Uma lista tão pobre e preconceituosa só pode ter saído da imaginação de alguém que nunca pôs os pés fora de mais um apartamento burguês de São Paulo. A reflexão devotada à Índia, em especial, é de uma ignorância fascista exemplar! Parabéns ao ombudsman da Folha de São Paulo pela maneira generosa com que permite à juventude branca, fascista e míope de São Paulo, divulgar seus ensinamentos!”

Viagem é como religião. Cada um defende a sua. Em sua indignação, o leitor nem notou que está lendo a Veja e não a Folha. Ao que tudo indica, andou entrando em alguma dessas furadas e sentiu-se ofendido ao ter sua viagem definida como tal. E passa a usar argumentos ad hominem. (No caso, ad feminam). Situa a jornalista como “juventude branca, fascista e míope”, como se ser branca fosse algo tão abominável como ser fascista. Sem conhecê-la, a acusa de morar em um apartamento burguês em São Paulo e de jamais ter posto o pé no mundo. Coincide que conheço a moça de perto. Não mora em nenhum apartamento burguês e seus pés muito já trotearam mundo afora.

Gostei da indignação do leitor. Sua mensagem é talvez a mais significativa de todas. O turista brasileiro, que só começou a viajar mesmo há poucas décadas, é patético. Como todo marinheiro de primeira viagem, se encanta com o primeiro porto em que atraca. Mesmo se passou mal, volta dizendo que a viagem foi divina. Afinal, investiu não poucos dólares ou euros em seu passeio e não vai admitir que deu mancada. Brasileiro adora turismo de massa, a mais burra maneira de viajar. Volta se sentindo cosmopolita. Diz-se que as viagens ilustram. Mas há quem dê dez voltas ao mundo e não aprenda nada.

Quando o assunto é viagem, não resisto. Vou então enfiar minha esquiva colher neste caldo. Diria que a redatora teve mão por demais leve ao relacionar as furadas. De minha parte, não é que eu não vá ao Taj Mahal. Eu jamais iria – nem jamais irei – à Índia. Miséria, vejo aqui mesmo. Certa vez, em Paris, conversei com Severo Sarduy, escritor cubano que degustava o amargo caviar do exílio às margens do Sena. Mostrou-me uma foto sua, semidespido, banhando-se no Gânges, aquele rio onde flutuam cadáveres de vacas e gentes. Senti uma tal repulsa pelo cubano que cheguei a hesitar em estender-lhe a mão ao me despedir. Um ocidental precisa ter muito lixo na cabeça para mergulhar naquelas águas. À Índia, não vou nem de graça. Mais ainda: não vou nem que me paguem. Se um editor um dia me escalasse para ir à Índia, me demitia incontinenti do jornal.

Ao Louvre, já fui. Acho que pelo menos uma vez na vida deve-se passar no Louvre. Mas só uma, não mais. Quanto à Mona, é um mito. Um dos quadros mais sem graça que vi em minha vida. Antes da Gioconda, eu recomendaria a alguém cem, duzentas ou mais pinturas. Hoje, pelo que me contam, o turista dispõe de poucos segundos para contemplá-la. E sai da frente, que atrás vem gente.

Museus, hoje, só visito os Museos del Jamón. Não é exatamente o que se entende por museu. São restaurantes na Espanha que têm paredes e teto forrados de presunto. Em novembro passado, em Madri, a Primeira-Namorada quis visitar o Reina Sofia. Ok! Vai lá, te espero no Gijón lendo meus jornais. Mas abri uma exceção para o Thyssen-Bornemisza, que mais não fosse ficava perto do Gijón. Tinha uma certa curiosidade pelo museu. Já na entrada, me senti cansado. 48 salas. Uma imensa sucessão de quadros, dos quais minha memória não guardaria, talvez, nem um. Na 15ª sala, disse pra Primeira: vai em frente, estou lendo meus jornais lá adiante.

Os museus se tornaram acervos descomunais que só atraem turistas. Não encontramos parisienses no Louvre. Talvez tenham ido lá, quando estudantes. Em São Petersburgo, pensei duas vezes antes de entrar no Hermitage. Acabei entrando, me pareceu muito esnobismo estar na Rússia e não conhecer o museu. Durante três horas, só consegui ver o setor de esculturas. Quando chegou o momento de ver as pinturas, desisti e fui tomar um trago no charmoso Literaturnaya Café, na Nevsky Prospekt, onde Pushkin fez sua última ceia antes de morrer. Furada, a meu ver, não é ir atrás da Mona Lisa. Furada é visitar museus, exceto os del Jamón, por supuesto. Viajante inteligente olha os museus por fora e os bares por dentro.

Hoje, não é que não vá ao carnaval de Veneza. Jamais voltaria a Veneza. Estive lá duas vezes, nos anos 70, uma vez com a Baixinha e outra com uma árdega peoniana. Naqueles anos, Veneza não era ainda uma 25 de Março. “Há cidades que um dia conhecemos e às quais não devemos voltar – disse-me uma amiga, viajora experiente –. Para não nos decepcionarmos”. Prefiro guardar na memória a imagem daquela Veneza de quatro décadas atrás, onde ouvia o chiado de meus passos – de nossos passos – na noite silente, perambulando perdidos entre os canais.

Quanto a réveillons, não me parece que seja roubada ir ao da Times Square. Réveillon é roubada em qualquer lugar do mundo. Como é roubada qualquer data que reúna centenas de milhares de gentes. Isso sem falar na roubada das ceias. Os restaurantes triplicam seus preços e impõem um menu padrão só porque é réveillon. Meus réveillons, sempre os passei isolado do mundo, tomando um vinho com alguma amiga querida.

O texto da Veja demonstra sensatez e bom conhecimento de mundo. Verdade que as roubadas podem ser educativas. Para bom aprendiz, mesmo a experiência negativa é pedagógica. O pior país que já visitei foi a Romênia. Mas talvez tenha sido a mais importante de minhas viagens. Estive lá no tempo dos Ceaucescu e vi de perto o que era o comunismo. Ainda bem que não paguei nada, uma amiga levou-me como guia.

Uns bons dois terços do planetinha, para mim, estão descartados de qualquer projeto de viagem. A equação é simples. Vasto é o mundo e a vida é breve. E a grana, curta. Então, melhor curtir o melhor e deixar o pior para uma outra vida. Felizmente, não há outra vida.

12 comentários:

DD disse...

Talvez a melhor maneira de conhecer esses grandes museus seja trabalhar neles, sei lá, como guia. Mas isso é uma coisa que se deve fazer até, no máximo, os 25 anos de idade.

Outra alternativa são as pequenas exposições temáticas, com três ou quatro salas de obras, no máximo dos máximos. Lembro-me de uma exposição muito simpática que foi realizada pela Pinacoteca de São Paulo com vários retratos dos últimos Luíses de França. Proporcionou-me deleite e conhecimento. E o melhor de tudo é que não encheu o saco.

A propósito, o que você pode me dizer de Chioggia? Já esteve lá ou ouviu algo de quem a visitou? É verdade que é uma espécie de pequena Veneza, sem as hordas de alemães de papete?

Janer disse...

Tive um professor de Filosofia da Cultura, frei Antonio Cheuiche, que reduzia praticamente toda a cultura à pintura. Tinha uma erudição extraordinária na área. Mais tarde descobri porquê. Havia sido guia no Prado.

Há pequenos museus na Europa, que não cansam e têm acervos belíssimos. Por exemplo, o museu Rodin, em Paris, e o Sorolla, em Madri. Y los Museos del Jamón, por supuesto!

Não, Chioggia não conheço. Deve ser interessante, mas não terá os encantos da Sereníssima, com seus canais. Tampouco um café com o charme do Florian. A verdade é que está sendo cada vez mais desconfortável ir à Veneza.

Catellius disse...

Falando na Monalisa:

Ninguém seria capaz de deitar fora um pedaço de papel onde estivesse desenhada uma garatuja qualquer feita por Alexandre da Macedônia. E, provavelmente, visitantes gostariam de ver os rabiscos do macedônico em algum museu.

O valor histórico da Monalisa é maior do que o intrínseco. Não nos emocionamos perante uma reprodução bem feita do quadro do italiano. Mas talvez nos emocionemos ao contemplar o Nascimento de Vênus de Cabanel, mesmo que seja uma reprodução.

Fazendo cálculos grosseiros, temos mais ou menos um visitante para cada dez metros quadrados de museu, no Louvre. São uns 60600 m² de museu e 8,5 milhões de visitantes/ano. E, amiúde, o museu fica nove horas por dia aberto. Isso considerando que cada pessoa passa quase três horas no museu; a média de tempo por visitante deve ser bem menor. Bom, já enfrentei aglomerações muito piores para assistir a uma ópera bem montada. Devo deixar de assistir óperas em teatros?

Discordo de inúmeras coisas do texto. Depois escrevo com calma.

Abraços

Catellius disse...

Adoraria conhecer originais do Sorolla. Aquelas figuras iluminadas pelo sol à beira mar são magníficas.

Adorei conhecer os originais de Turner no Tate Gallery. Quando já se conhece um pouco do acervo e já se sabe o que visitar e com o que se gastará a maior parte do tempo, a ida ao museu além de não cansar, se torna uma experiência "transcendental" - com aspas, claro. Estive recentemente no Metropolitan de Nova Iorque. Claro que não passei cinco horas olhando vasos islâmicos. Fui admirar as obras que me interessavam. Visitei uma ou outra coleção que não conhecia, depois tomei um café e fui para a livraria do museu. O mesmo com outros museus. Gosto até do Museu Nacional de Belas Artes, no Rio, com seus Pedro Américo e Vítor Meireles, e da Pinacoteca de SP, com seus Almeida Júnior, Parreiras e outros. Nas vezes em que estive nesses museus brasileiros, inclusive o MASP, encontrei mais turistas, nacionais e estrangeiros, do que gente local. Qual o problema disso mesmo?

Janer disse...

Em princípio – mas só em princípio – nada contra visitar museus, Cattelius. Um dia na vida, quem viaja tem de passar no Louvre, no Prado, no Hermitage, no Rijksmuseum, no Moderna Museet, e por aí afora. Mas eu cansei. Em primeiro lugar, as filas. Certa vez, minha filha quis visitar a Capela Sistina. Acho que tinha uns bons dois quilômetros de fila. Talvez mais. Eu já a conhecia e te confesso: não me atrai em nada. Para vê-la em detalhes, só com binóculos. Posso estar cometendo uma heresia, mas não tenho medo de cometer heresias: achei-a brega. A propósito, o El Greco, quando passou por lá, incorreu na mesma heresia: “eu faria melhor”. Foi expulso de Roma. Sorte da Espanha.

Considero os acervos excessivos. Mesmo percorrendo só a parte exposta dos museus, não há memória que guarde tantos quadros. Foi o que senti visitando o Thyssen-Bornemisza, em novembro passado. Já o Sorolla, até que visitaria de novo. É quando a pintura sai de quartos escuros e descobre a luz do sol. Esplêndidas, aquelas aquarelas.

Não suporto filas imensas. Nem para ópera. Prefiro ver em casa. Sem falar que em um DVD posso ver detalhes dos instrumentos, expressões do regente e dos músicos, coisas que não vemos em uma sala. Adorei o Metropolitan e o City Opera em Nova York. Comprei entrada na hora e entrei de jeans, sem sentir-me embaraçado. Em Viena, na Wiener Staatsoper, me senti mal. Todo mundo em blacktie, eu em manga de camisa. Estava com um parka, o chapeleiro me despiu na entrada. Tudo bem, não é proibido entrar em mangas de camisa. Mas não me senti bem.

Gosto mais de museus temáticos, tipo museus de cachimbos, relógios, de indumentárias. Ou históricos. Mesmo assim, não tenho muita paciência para museus ultimamente. Gostei muito de ver, em Toledo, o museu itinerante de “Instrumentos de Tortura desde la Edad Media a la Epoca Industrial”. Horresco referens! Mas é pedagógico ver a humana habilidade quando se trata de torturar o próximo.

Museus, acho que não mais. Prefiro aqueles cafés seculares, cujas paredes respiram história. E onde há vinho e a bona-chira.

Catellius disse...

Janer,
Segundo o site http://www.diplomatie.gouv.fr, 3/4 dos turistas na França são europeus. São eles, portanto que tornam insuportáveis os principais museus europeus. No 1/4 restante temos todo o resto, japoneses, americanos e, claro uns brasileiros pingados.

Esses turistas desagradáveis, que maculam a visão daquilo que julgamos ser feito exclusivamente para nós, despejam uns 100 bilhões de Reais por ano na França e garantem que as edificações e parques não estarão caindo aos pedaços quando retornarmos para vê-los.

“O turista brasileiro, que só começou a viajar mesmo há poucas décadas, é patético. Como todo marinheiro de primeira viagem, se encanta com o primeiro porto em que atraca.”

O homem do interior do Mato Grosso, lá do meio do mato mesmo, se encanta com Cuiabá, o cuiabano se encanta com o Rio de Janeiro, o carioca se encanta com a Europa. O Europeu se encanta com o interior do Mato Grosso. Os ingleses vitorianos se encantavam com os países árabes, apesar da “roubada” que significava ir para lá. O exótico que experimentavam, genuíno, hoje é algo meio pasteurizado, mas ainda exótico para quem nunca esteve lá. Hoje pode ser mais fácil viajar do que antigamente, mas ainda é, para muitas pessoas, realizar um sonho colocar os pés além-mar.

“Brasileiro adora turismo de massa, a mais burra maneira de viajar.”

Quando eu estava no Egito (como mochileiro andarilho, aos 20 anos), via americanos, japoneses, espanhóis, italianos, entre outros, aos bandos, literalmente! Bandos de japoneses com bonezinhos vermelhos, a bater fotos. Italianos e espanhóis a berrar. Americanos a olhar tudo com alguma indiferença... Seguiam guias, entravam e saiam de ônibus coloridos; em Israel, via-os por todo canto. Lotaram o único restaurante aos pés de Massada que, minutos antes, estava para as traças...

“Volta se sentindo cosmopolita.”

É um bom sentimento. Um bom começo...

“À Índia, não vou nem de graça. Mais ainda: não vou nem que me paguem.”

Não conheço a Índia. Tenho curiosidade de visitar alguns locais de lá. Vi pobreza na Jordânia e Síria, lugares em que estive por seis meses. Foi uma boa experiência. Viajava com um amigo gaiato e fazíamos troça daqueles parvos, infantilizados pela falta de convivência com mulheres. Faltava tudo. O povo era bizarro, maluco. Nunca me divirto tanto como quando me encontro com esse amigo para relembrar aqueles dias. Mas hoje não voltaria para lá. E jamais levaria minha esposa, tampouco minha filha! Aquilo é uma merda!

“Acho que pelo menos uma vez na vida deve-se passar no Louvre. Mas só uma, não mais.”

Vou a Paris em abril. Espero rever o Louvre! Em alta estação é perda de tempo visitá-lo, concordo!

“Não encontramos parisienses no Louvre.”

Mas devemos encontrar parisienses no Modern Tate, no Guggenheim de Bilbao, no Ufizzi de Florença...

Concordo com o resto!

Um abraço!

Janer disse...

Sim, Cattelius.

E o interiorano da França se encanta com Paris. E com o Louvre. Nos ponts (feriadões), uma massa de provincianos invade Paris. Essas massas atrapalham a vida de quem gosta de viajar sem multidões. De minha parte, jamais viajo em estação alta. Verão, ni pensar. Se bem que, em se tratando da Escandinávia, recomendo o verão. Por incrível que pareça, os hotéis são mais baratos do que no inverno. Sem falar no sol da meia-noite.

Sim, são as grandes massas de turistas que garantem a grande oferta de serviços na Europa, os bons restaurantes, a diversidade de teatros e museus e outras ofertas culturais. Em algum lugar, li que em 2020 a China vai jogar cem milhões de turistas na Europa. Se procede o cálculo, estou com sorte. Em 2020, provavelmente não estarei aqui. Se estiver, posso te garantir que não vou disputar espaço com eles. Se sem cem milhões de chineses já está se tornando desconfortável viajar, imagina com essa chusma toda.

Minha estratégia hoje é evitar os lugares onde todo mundo vai. Só que com o barateamento das passagens aéreas, isto é cada vez mais difícil. Tudo bem, não nego a ninguém o direito a viajar. Mas procuro fugir das turbas.

Abraço e bon voyage, Catellius. Se quiseres, no que se refere à bona-chira, te mostro o caminho das pedras.

Catellius disse...

Caro Janer,

“Em algum lugar, li que em 2020 a China vai jogar cem milhões de turistas na Europa.”

Não se assuste, Janer, parece que o número é para viagens internacionais, não apenas para Europa. Parte dos chineses estará na Coréia, Bali, Malásia, Japão e Austrália, lá do lado, e também na Índia, aonde você jamais irá, a não ser acorrentado, rsrs. O artigo está no G1: Chineses movimentarão turismo internacional em 2020

“Se sem cem milhões de chineses já está se tornando desconfortável viajar, imagina com essa chusma toda.”

Hoje o número é de 34 milhões. Teremos, se não errarem as previsões, 66 milhões a mais, portanto.

“Tudo bem, não nego a ninguém o direito a viajar. Mas procuro fugir das turbas.”

Eu também. Tenho meu escritório de arquitetura e, portanto, flexibilidade para férias. Tento viajar em baixa estação e jamais enfrentaria 2 quilômetros de fila para ver a Capela Sistina, o Louvre ou o próprio Jesus Cristo, se ele existisse e resolvesse cumprir suas promessas. Prefiro perambular pelas ruas, sentar em uma praça, fazer alguns croquis, entrar em bares, restaurantes, etc. Adoro museus e óperas, e, por isso, tolero alguma aglomeração e alguma fila. Mas nada que me leve embora o bom humor...


“Abraço e bon voyage, Catellius. Se quiseres, no que se refere à bona-chira, te mostro o caminho das pedras.”

Obrigado, caro Janer. Por favor, mostre-mo. Infelizmente, terei apenas quinze dias, cinco dos quais estarei em Londres. O que sugere? E que não me custe os olhos da cara, claro!

Abraços!

Catellius disse...

"Hoje o número é de 34 milhões."

Na verdade, eram 34 milhões em 2007. Se o crescimento for constante, hoje já devem ser uns 45 milhões.

Catellius disse...

Janer, li ontem grande parte de seu livro "ENGENHEIROS DE ALMAS", no ebooks, e gostei muito! Obrigado!

Janer disse...

Vou postar no blog as dicas de Paris, Catellius. Assim fica mais acessível aos demais leitores.

Catellius disse...

Janer, esqueci-me de comentar algo. Você disse, sobre a Capela Sistina:

"A propósito, o El Greco, quando passou por lá, incorreu na mesma heresia: 'eu faria melhor'. Foi expulso de Roma. Sorte da Espanha."

El Greco propôs que o comissionassem para pintar um Juízo Final por cima do de Michelangelo. Ele venerava a pintura do toscano, mas achava que ela não estava de acordo com os cânones católicos, mais rígidos durante a Contra-Reforma. Talvez por ser cretense, portanto com forte influência do simbolismo bizantino, apesar do estilo nitidamente veneziano (Creta pertencia à Veneza), El Greco exigia que a simbologia pictórica fosse respeitada à risca. Então Michelangelo, que chegou a retratar um cardeal(?) como um demônio ou um condenado - não me lembro bem -, e que estava afinado com o humanismo greco-romano, era um artista mais livre e mais meritório, de meu ponto de vista, apesar de se sujeitar até a levar bordoadas de Júlio II por não cumprir a encomenda no prazo…

Mais meritória, digamos, seria a sua postura de artista. Mas identifico-me mais com a obra de El Greco, praticamente um expressionista trezentos anos antes do Expressionismo.

Abraços!

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