13 outubro 2009

Ciência confirma a Igreja - Nossa Senhora de Coromoto

- Reportagem do mui respeitado jornal Zenit - O Mundo visto de Roma
- Página 8 do jornal venezuelano Versión Final
- Reportagem em Blog isento intitulado 'Ciência Confirma a Igreja'

A mídia mundial agora se ocupa, mais que de qualquer outro assunto, das surpreendentes descobertas na minúscula imagem de Nossa Senhora de Coromoto, padroeira da Venezuela.

A notícia, primeiramente lida em um jornal católico venezuelano confiabilíssimo, que três páginas antes trata Chávez como um grande estadista, elogiando-o por aumentar seu arsenal bélico para se prevenir contra a Colômbia de Uribe, e em blogs católicos daqui e de outros locais da América Latina, causou profunda comoção no mundo científico, a ponto de unir cientistas, que agora consideram a imagem barroco-indígena cucaracha, ótima para filtrar água, uma prova incontestável do sobrenatural.

Os cientistas, que se dedicam por vezes a derrubar teses e modelos consagrados, porque, entre outros motivos, a ciência os premia se provarem que uma verdade científica aceita por centenas de anos não é verdade em todas as situações, ou simplesmente não é verdade, neste caso se renderam desconcertados à pesquisa encomendada pelo clero venezuelano, sabidamente o clero mais cético da região mais cética do mundo.

O Papa da ciência, o único com autoridade concedida pelo Sumo-Cientista para definir o que é certo e o que é errado no mundo científico, exigiu dos cientistas da Itália, China, Japão, dos EUA, que se unissem e desistissem de quaisquer contra-provas. Decretou que estão proibidas novas análises e o cientista que discordar será excomungado da comunidade científica, instituição tão infalível que se disser que algo inexplicado é inexplicável, é porque não dá para explicar mesmo. Se não é explicado hoje, não o será jamais.

Os olhos da imagenzita tosca - como tudo que é do período rococó e indígena - são borrados e disformes, mas quando os ampliamos nos deparamos com olhos perfeitos, fotográficos (ao lado, imagem retirada do jornal venezuelano), com reflexo de cílios, iris perfeita e uma silhueta de alguma coisa que só pode ser um índio a querer agarrar à força a Mãe de Deus.

A imagenzinha do bugre está contida na pupila, bem definida como um desenho feito no PaintBrush. E algo que não aparece nas reportagens, uma injustiça: essa mesma Nossa Senhora de Coromoto chorou óleo perfumado em 2003. Gosta mesmo de agradar cucarachos!

Impressionante, deveras, mas nada comparável ao índio perfeito visto nos olhos da Virgem de Guadalupe, imperatriz das Américas.

Não é fruto da imaginação daqueles que procuram imagens em vidraças manchadas. É evidente que é um índio. E há também um unicórnio na pálpebra e uma revoada de corvos no supercílio. Observem a imagem abaixo.


24 comentários:

Janer disse...

A propósito da virgem de Guadalupe, Catelli, há uma história curiosa. Quando João Paulo II foi ao México, não foi para degustar tequila ou ouvir mariachis, e sim para beatificar Juan Diego, o índio em cuja túnica as rosas teriam deixado gravada a imagem da Virgem de Tepeyac, mais conhecida como Virgem de Guadalupe, não por acaso a mesma venerada nas montanhas de Estremadura, e muito querida pelos conquistadores. João Paulo, padre astuto, intuindo que a tal de teologia de libertação está em franca decadência com o desmoronamento do fascismo eslavo, investe no mistério. E confere odor de santidade ao coitado do íncola manipulado pelo barroco europeu.

Tudo começa nos anos 1550, quando na colina de Tepeyac os indígenas mexicanos prestavam culto a um ixiptla, ou seja, estátua ou imagem de uma deidade que, na linguagem dos conquistadores, é traduzida como ídolo. O ixiptla, no caso, é o da deusa Toci-Tonantzin, nome que, traduzido do náuatle, dá - maravilhosa coincidência! - Nossa Mãe. Alonso de Montufar, arcebispo do vice-reino, não vai perder esta oportunidade - como direi? - divina, de sobrepor, como sempre fez a Igreja romana, aos símbolos e cultos pagãos, a tralha católica. Encomenda a Marcos, um pintor indígena, uma obra inspirada em um modelo europeu e a coloca ao lado do ixiptla asteca, gesto aparentemente inocente se visto daqueles dias, mas carregado de conseqüências quando o olhamos com o distanciamento de quatro séculos.

Pelo período de aproximadamente um século, a imagem da Virgem permanece, sem trocadilhos, em banho-maria, sem que se fale de epifanias ou milagres. Em 1648, com a publicação de Imagen de la Virgen Madre de Diós de Guadalupe, do padre Miguel Sánchez, o culto mariano toma novo impulso. "Segundo esta versão destinada a tornar-se canônica" - escreve Gruzinski, em La Guerre des images - a Virgem teria aparecido três vezes em 1531 a um índio chamado Juan Diego. Segundo Juan de Zumárraga, primeiro bispo e arcebispo do México, Juan Diego abriu sua capa sob os olhos do prelado: "em lugar das rosas que ela envolvia, o índio descobriu uma imagem da Virgem, miraculosamente impressa, até hoje conservada, guardada e venerada no santuário de Guadalupe".

Mas nada surge do nada, muito menos imagens. Antes da publicação do livro de Miguel Sánchez, que oficializa a versão das rosas imprimindo os traços da Virgem na capa de Juan Diego, haviam chegado ao México pelo menos duas levas de pintores e arquitetos, profundamente influenciados pela escola flamenga. Colocando seus talentos a serviço da Igreja, estes artistas transportam ao novo continente o imaginário europeu. Vasto é o mercado. Para Gruzinski, a clientela dos artistas cresce e se diversifica: "A corte, a igreja, as autoridades municipais, a universidade, a Inquisição, as confrarias e os ricos entregam-se a uma concorrência cada vez mais viva e rivalizam em encomendas que afirmam publicamente, aqui como alhures, poder, prestígio e influência social. Eis então reunidos todos os meios de uma predileção pela imagem e de uma produção em larga escala, conforme o gosto europeu, impulsionada pela Igreja, posta sob a vigilância da Inquisição e de prelados de zelo por vezes intempestivo".

Faltava apenas o ingênuo para descobrir, sob as rosas, a imagem da Virgem. Como seria pouco convincente apresentar uma imagem sendo descoberta por seus criadores, foi escolhido Juan Diego, hoje alçado à condição de beato pela igreja que destruiu seus ixiptlas e sua cultura. E assim, como quem não quer nada, semeando marias mundo afora, vai o Vaticano alastrando seus domínios.

Ave, Regina!

Anônimo disse...

Janer,

Achei alegações e argumentos fracos... Ficou faltando algo mais consistente. Vcs acham que essas histórias são como contos da Carochinha, mas essas contestações não estão diferentes disso, já que padecem também de comprovação científica. Caímos novamente na velha questão das palavras e da fé.

Lu.

Anônimo disse...

'E assim, como quem não quer nada, semeando marias mundo afora, vai o Vaticano alastrando seus domínios.'

É o McDonald's da fé, produzindo McChurrasco na Argentina e McSushi no Japão.

Anônimo disse...

Janer

"Encomenda a Marcos, um pintor indígena, uma obra inspirada em um modelo europeu e a coloca ao lado do ixiptla asteca, gesto aparentemente inocente se visto daqueles dias, mas carregado de conseqüências quando o olhamos com o distanciamento de quatro séculos."

Em investigações científicas realizadas no manto sobre o qual se encontra a imagem da Virgem de Guadalupe, não foram encontrados sinais de tinta ou de pinceladas. A imagem encontra-se como que "impressa diretamente" sobre o tecido. Aliás, um tecido tosco, grosseiro, de fibra de cacto, que não deveria durar mais de 20 anos. Lá se vão quase 500... Se é para contestar, que se usem argumentos científicos.

"mais conhecida como Virgem de Guadalupe, não por acaso a mesma venerada nas montanhas de Estremadura"

O cara nem ao menos leu a história das aparições. Ela apareceu com um nome na língua indígena (significando algo como "aquela que salva da morte" – nome significativo numa época em que os índios ofereciam sacrifícios humanos aos seus deuses), que os espanhóis não conseguiam pronunciar direito e, achando parecido, adotaram o já conhecido por eles "Guadalupe". Após essa aparição, houve a conversão de milhões de índios, coisa que os espanhóis não tinham conseguido nem mesmo pela força (aliás, uma prática condenável, e que, de qualquer maneira, não estava funcionando). Após essa conversão em massa, cessaram os sacrifícios humanos – um grande avanço, a meu ver.

"João Paulo, padre astuto, intuindo que a tal de teologia de libertação está em franca decadência com o desmoronamento do fascismo eslavo, investe no mistério."

João Paulo II teve, durante todo o seu pontificado – e, aliás, durante toda a sua vida –, uma atuação coerente com a sua fé. Ele sempre teve um forte veio místico. Quanto à teologia da libertação, ele não "intuiu que a tal de teologia da libertação estava em franca decadência"; ele a combateu deliberadamente, por causa de sua ideologia política. É patente, também, que ele foi um dos responsáveis pela queda do comunismo na Polônia. Não estou aqui discutindo as ideias de João Paulo II; quero apenas mostrar que a frase acima não faz sentido.

Mas é óbvio que qualquer pessoa que escrever, em qualquer época, sobre os acontecimentos do dia 12 de dezembro de 1531, no monte Tepeyac, no México, merecerá mais crédito do que a Igreja Católica – desde, é claro, que seja para negar tudo, criando alguma versão "racional" – ainda que fantasiosa – dos fatos.

Enfim, concordo com o que disse a Lu. Os argumentos são fracos. Nem tudo o que se alega em nome da ciência é científico. Para mim, quem analisa algo procurando apenas comprovações da sua conclusão assumida a priori, ou seja, alguém que não segue o método científico, não merece crédito como cientista.

Abraços,
Marcelo

Catellius disse...

Marcelo,

Vou procurar conhecer melhor a historinha de Guadalupe. Acho que ela tem todos os ingredientes de fantasia católica (mentira, melhor dizendo).

E ficaria mais impressionado se a imagem não estivesse limitada ao estilo pré-barroco, maneirista tosco feito nas Américas. O maneirismo e o barroco europeus, claro, eram infinitamente melhores. Eu teria ficado mais impressionado com uma imagem melhor do que as pinturas de Tiziano, El Greco e outros mestres do maneirismo. Como sempre, o ser omni-tudo é bem limitado. Aqui não vale o argumento de que a mensagem era a Nona Sinfonia mas o profeta era um radinho de pilha incapaz de reproduzir as nuances, os graves da música de Beethoven. A imagem própria teria sido confeccionada pelo ser omni-tudo, já que Maria não faz milagres, segundo a doutrina católica.

Sem falar na imagem do índio nos olhos. Caso típico de pareidolia grosseira. Que índio?? Como o rosto na superfície de Marte... Claro, como neste caso a imagem não está no olho de uma santa católica ampliado com microscópio, é apenas pareidolia...

Quanto ao comentário do Janer, onde ele falou em ciência? Em análises científicas? Você falou.

Eu li há uma tempo que há uma série de acréscimos bem posteriores, na pintura. Correção nas mãos, estrelas, etc. Não sei ao certo. Vou pesquisar e depois colo aqui.

Agora, eu ri MUITO das "análises" da virgem de Coromoto. Daquele borrão ampliado virar uma fotografia de um olho (hahahaha).

André disse...

“Em investigações científicas realizadas no manto sobre o qual se encontra a imagem da Virgem de Guadalupe, não foram encontrados sinais de tinta ou de pinceladas.”

Sempre aparecem investigações “científicas” muito rápido nesses casos, e elas sempre “comprovam” propriedades extraordinárias em materiais ordinários. Foi (e continua sendo) a mesma coisa com o Santo Sudário. Por mais datação por isótopos de carbono, e não sei o que mais, que se faça. Não adianta.

“Após essa aparição, houve a conversão de milhões de índios, coisa que os espanhóis não tinham conseguido nem mesmo pela força (aliás, uma prática condenável, e que, de qualquer maneira, não estava funcionando). Após essa conversão em massa, cessaram os sacrifícios humanos – um grande avanço, a meu ver.”

Não sei qual a vantagem de conversões em massa em vez de sacrifícios humanos. Acho que os povos daqui estavam perdidos, de qualquer maneira. Mas também que viviam bem melhor antes dos europeus aparecerem. De qualquer maneira, os que não estavam em franca decadência logo iriam entrar nela, pelo jeito. Aí vira tudo do avesso, pois chegam os espanhóis, um bando de assassinos. Pizarro e amigos, os Almagro, Cristóbal Vaca de Castro, Francisco de Carvajal (El Demonio de los Andes) e até o louquinho do Aguirre. Todas essas histórias são um barato — nos livros, claro, porque o que houve foi a maior carnificina.

Enfim, foi o inferno pra quem estava aqui. Se essas conversões em massa tiveram algum efeito, deve ter sido apenas o de pacificar uma gente que vivia sofrendo todo tipo de atrocidade espanhola. O que foi bom para os espanhóis. E para a Igreja que, naturalmente, fazia parte do pacote.

João Paulo II foi importante, geopoliticamente, contra o comunismo. Ajudou. Tudo bem, aquilo já estava caindo de podre, mas ele ajudou. E fez uma limpa na igreja, mandou muitos teólogos da “libertação” pra casa. Mas intelectualmente nunca foi lá essas coisas. Houve papas muito mais cultos, inteligentes e preparados.

“E ficaria mais impressionado se a imagem não estivesse limitada ao estilo pré-barroco, maneirista tosco feito nas Américas. O maneirismo e o barroco europeus, claro, eram infinitamente melhores.”

Eu também

“Eu teria ficado mais impressionado com uma imagem melhor do que as pinturas de Tiziano, El Greco e outros mestres do maneirismo.”

Idem...

Maria não faz milagres? Pensei que fizesse. Não sei se foi porque estudei boa parte da minha vida no Marista. E marianistas, quando dão pra ser fanáticos, são bem fanáticos. Praticamente só falam dela.

“Sem falar na imagem do índio nos olhos. Caso típico de pareidolia grosseira.”

Isso aí é como ver figuras em nuvens, janelas, rostos e outras partes humanas na superfície de planetas. É realmente “forçar a amizade”... Em outros casos de coisinhas escondidas em imagens, pelo menos o que está escondido tem alguma equivalência, proporção, relação com a imagem. Aquela parte parece fazer parte do todo. Encaixa, Agora, isso de ampliar uma figura, digamos, em baixa definição, tosca, e dar de cara com um desenho detalhadíssimo, quase uma imagem em HD, no caso um olho humano todo elaborado, aí não dá.

Quanto ao comentário do Janer, ele contou a história que conhece, só isso. Versão definitiva e incontestável não existe. A História é elusiva, como a realidade. O que não quer dizer que a gente não possa saber muita coisa sobre tudo o que aconteceu. Às vezes 98%. E, dentro do que sabemos, dos fatos, registros e evidências, concluímos o que é razoável e o que é suspeito.

Catellius disse...

Isso mesmo, André.

Mas a historinha de Guadalupe, pelo que acabei de ler, só começou a ser contada no século XVII. Ou seja...

The historicity of the apparition account has been controversial since the first publications of the apparition accounts in 1647, and a considerable amount of literature has been published discussing the problems that arise when attempting to understand the apparition as a historically accurate account.

An important argument against the historicity of the accounts is that at time of the apparitions in 1531, Zumárraga was in fact not yet bishop of New Spain; he would not be formally consecrated until 1533, and became an Archbishop in 1547. There is no explicit mention of Juan Diego nor the Virgin in any of Zumárraga's writings. Furthermore, in a "catechism" published in New Spain before his death, it was stated: “The Redeemer of the world doesn’t want any more miracles, because they are no longer necessary."[16]

Catellius disse...

As early as 1556, Francisco de Bustamante, head of the Colony's Franciscans, delivered a sermon before the Viceroy and members of the Royal Audience. In that sermon, disparaging the holy origins of the picture and contradicting Archbishop Alonso de Montúfar's sermon of two days before, Bustamante stated:

"The devotion that has been growing in a chapel dedicated to Our Lady, called of Guadalupe, in this city is greatly harmful for the natives, because it makes them believe that the image painted by Marcos the Indian is in any way miraculous."[16][17]

Some historians consider that the icon was meant to syncretically represent both the Virgin Mary and the indigenous Mexican mother goddess Tonantzin (Tepeyac is also believed to have been a pre-Columbian worship site for this goddess), providing a way for 16th century Spaniards to gain converts among the indigenous population of early Mexico. It may have provided a method for 16th century indigenous Mexicans to covertly practice their native religion, although the contrary was asserted in the canonization process of Juan Diego.[18]

In 1611, the Dominican Martín de León, fourth viceroy of Mexico, denounced the cult of the Virgin of Guadalupe as a disguised worship of the Aztec goddess Tonantzin.[16] The missionary and anthropologist Bernardino de Sahagún held the same opinion: he wrote that the shrine at Tepeyac was extremely popular but worrisome because people called the Virgin of Guadalupe Tonantzin. Sahagún said that the worshipers claimed thatTonantzin was the proper Nahuatl for "Mother of God"—but he disagreed, saying that "Mother of God" in Nahuatl would be "Dios y Nantzin."[19]

19th-century historian Joaquín García Icazbalceta, an authority on Fray Juan de Zumárraga was also very hesitant to support the story of the apparition and stated, in a confidential report to Bishop Labastida in 1883, that there was never such a character as Juan Diego.[20]

Many historians and some clerics, including the U.S. priest-historian Fr. Stafford Poole and former abbot of the Basilica of Guadalupe, Guillermo Schulenburg, have rejected the historicity of the apparition accounts. Schulenburg in particular caused a stir with his 1996 interview with the Catholic magazine Ixthus, when he said that Juan Diego was "a symbol, not a reality."[21] Schulenburg was not the first to disbelieve the traditional account nor the first Catholic prelate to resign his post after questioning the Guadalupe story. In 1897, Eduardo Sánchez Camacho, the Bishop of Tamaulipas was forced to leave his post after expressing similar disbelief.[22]

Catellius disse...

In 2002, art restoration expert José Sol Rosales said he examined the icon with a stereomicroscope and that he identified calcium sulfate, pine soot, white, blue, and green "tierras" (soil), reds made from carmine and other pigments, as well as gold. Rosales said he found the work consistent with 16th century materials and methods.[23]

Norberto Rivera Carrera, Archbishop of Mexico, commissioned a 1999 study to test the tilma's age. Leoncio Garza-Valdés, a pediatrician and microbiologist who had previously worked with the Shroud of Turin, claimed, upon inspection of photographs of the image, to have found that it consisted of three distinct layers, at least one of which had initials painted on it. He also stated that the original image showed striking similarities to the original Lady of Guadalupe found in Extremadura Spain, with the second image showing another Virgin with indigenous features. However he could cite no other independent observer who sees the same features.[24] Garza-Valdés also claimed that the fabric on which the icon is painted is made of conventional hemp and linen, not agave fibers as is believed.[23] Gilberto Aguirre, a colleague of Garza-Valdés who took part in the 1999 study, examined the same photographs and stated that, while agreeing the image had been extensively tampered with, he disagreed with Garza-Valdes' conclusions and claims the conditions for conducting the study were inadequate.[25]

Several similar icons have appeared through Mexican history. In the town of Tlaltenango, in the state of Morelos, a painting of Our Lady of Guadalupe is claimed to have miraculously appeared in the inside of a box that two unknown travelers left in a hostel. The owners of the hostel called the local priest after noticing enticing aromas of flowers and sandalwood coming out of the box. The image has been venerated on September 8 since its finding in 1720, and is accepted as a valid apparition of an image by the local Catholic authorities.[26]

Catellius disse...

Bom, de resto, coisas não explicadas existem às pencas. Nem por isso são divinas. Nem todos os cientistas e luthiers hoje reunidos são capazes de fazer um violino melhor do que o stradivarius. Não se explica como os incas puderam fazer determinados tipos de encaixe nas pedras gigantescas que usavam em várias de suas construções. E alguns tipos de pedra não existiam nas redondezas. Foram transportadas no lombo de lhamas? Os que gostam de E.T.s acham isso "prova" de que foram E.T.s... É fácil inventar historinhas mirabolantes, começar a contá-las muito tempo depois da época em que supostamente ocorreram, e achar que o ônus da prova cabe aos que não acreditam nelas. Típico de crentes...

Abraços a todos

Anônimo disse...

Novamente achei sua argumentação fraca... Sua refutação este embasada em estilo de pintura, mas não ataca o cerne da colocação do Marcelo: a constatação científica de que a imagem não foi pintada. Portanto, são só colocações retóricas colocadas de uma forma que visa a causar impacto, a chocar por serem feitas de forma agressiva aos que pensam ao acreditam de forma diversa. Entretanto, há alegação consistente, lógica e científica? Não! A ABNT dá dicas legais sobre argumentação científica, Catellius, e a 1ª delas é de que ela tem de ser isenta, não passional, etc. As alegações todas têm de ser comprovadas, com citação de fontes fidedignas, etc. E mais um monte de exigências. Se você renega a fé, que abrace a lógica, a ciência. Mas, se você abdica de uma sem abraçar a outra, padecerá de credibilidade tanto quanto os que você critica. Cai no outro lado do fanatismo...
Abraços,
Luciana.

Catellius disse...

Ué, Luciana, então você não leu o texto em inglês que colei. Os últimos estudos não acusam nada de miraculoso naquela pintura. E a historinha apareceu pela primeira vez uns cem anos depois, no século XVII.

E a refutação com base no estilo de pintura é só uma primeira refutação óbvia, na cara, é a mesma que se usa para derrubar sem maiores pesquisas a autenticidade dos livros de Victor Hugo psicografados. O texto devia ser, no mínimo, tão bom quanto aqueles que o autor escreveu aqui no planetinha. Mas aí podem dizer que o canal não era muito bom e a mensagem se perdeu... Bravo! Mas até o enredo é pueril! Mas imaginemos que a alegação é de que o próprio Victor Hugo entregou o livro já escrito. Materializou o livro em quéchua, língua dos índios do Peru, uma historinha meia boca, tosca. Aí me chegam dizendo que realmente é de Victor Hugo porque não tem sinal de tinta e já era para o papel ter estragado, após tanto tempo... E muitas pessoas disseram que é de Victor Hugo. Ora, mas aquilo é uma bosta! E é o que eu vejo pintado nesse pano: uma pintura ruim, ainda que tenha valor porque tem quase quinhentos anos de idade.

Quando eu era criança, a história era de que havia um buracão no pano. Via-se através do buraco apenas se olhássemos o tecido pelo verso. Pela frente a pintura estava intacta, perfeita, e o buraco sequer aparecia. E isto era passado adiante por gente idônea, bem intencionada, com conhecimento científico. Acho que a fonte era o Padre Quevedo, que viajou para lá e disse ter visto isso com os próprios olhos. Este é cético para o Thomaz Green Morton, crédulo e ludibriável (e mentiroso) quando se trata da própria fé.

Catellius disse...

Resumindo:

Zumárraga não era arcebispo naquela época, a historinha do milagre apareceu 100 anos depois, o índio não existiu, a pintura feita pelo ser mais perfeito do mundo é ruim pra burro, o índio refletido no olho parece tanto com um índio quanto uma nuvem em forma de cavalo se parece com um japonês, e não há nada de miraculoso no modo como foi pintada ou no substrato, no tecido. Em suma: nada surpreendente. Apenas mais uma reliquiazinha católica, mais um falso milagre. Impressionante talvez seja o relicário que a guarda, o ouro gasto, o altar, a igreja, as músicas, os corais, a multidão a rastejar perante tudo isso em troca de milagretes, além da montanha de dinheiro arrecadada dos peregrinos, às vezes sem muitos recursos mas que acham que fazem um bom investimento...

Catellius disse...

André,

"Maria não faz milagres? Pensei que fizesse."

Quem faz é sempre Deus, segundo a doutrina. Segundo o catecismo, aliás, as imagens de santos são sempre a representação de Jesus.

Janer disse...

Tudo isto decorre de um dogma idiota – como todos os dogmas – sobre a virgindade de Maria, personagem sem relevância alguma nos Evangelhos. A mariologia é uma criação de teólogos vivaldinos – como todos os teólogos – e serve para amenizar, como a hagiologia, a idéia pouco deglutível de um deus único. Proclamada Theotokos - Mãe de Deus, em grego - pelo Concílio de Éfeso (431), no Concílio de Latrão (1649) Maria ganhou novos atributos. Disse o papa Martinho I:

"Se alguém não confessa de acordo com os santos Padres, propriamente e segundo a verdade, como Mãe de Deus, a santa, sempre virgem e imaculada Maria, por haver concebido, nos últimos tempos, do Espírito Santo e sem concurso viril gerado incorruptivelmente o mesmo Verbo de Deus, especial e verdadeiramente, permanecendo indestruída, ainda depois do parto, sua virgindade, seja condenado".

Ou seja, não bastou declarar a Theotokos virgem apenas antes do parto. Foi sempre virgem, isto é, antes do parto, no parto e depois do parto. Na mitologia grega, Héstia, primeira filha de Kronos e Rhéia, obtém de Zeus a graça de preservar eternamente sua virgindade. Nada se cria, tudo se copia.

Depois disto, as Marias se reproduziram como cogumelos após a chuva. Uma das últimas é a de Medjugorje, na Iugoslávia, ainda não reconhecida pela Igreja. Mas como débil é a memória das gentes, mesmo nestes dias de cultura impressa, não é de se duvidar que dentro de alguns séculos esteja sendo canonizado algum discípulo do general Tito, para alegria das agências de turismo, que mesmo sem o reconhecimento papal lotam aviões para ver a virgem vermelha. Que, segundo me consta, se dispôs até mesmo a interceder junto ao Senhor pela entrada de Lula no Reino dos Céus.

Aqui em São Paulo, depois da Cida, houve inclusive uma tentativa de criar mais uma, a Virgem da Janela, em Ferraz de Vasconcelos. Aconteceu há uns quatro ou cinco anos. No vidro de uma janela, teria surgido uma imagem da Virgem, que chegou mesmo até a produzir alguns milagres. A televisão dedicou horas e horas ao milagre. Me consta que o Gugu Liberato desceu perto da casa, de helicóptero, ajoelhou-se enfrente da imagem e chorou. Um amigo meu, engenheiro especializado em vidros, foi chamado a dar um parecer. Concluiu que se de um fenômeno de irização do vidro, decorrente da umidade, que produz formas aleatórias. No caso, a imagem lembrava vagamente a da Theotokos.

Verdade que não houve dedo da Igreja no caso, foi apenas crendice do povão. Não colou. Mas se tivesse colado, colava. A Igreja demora a autorizar tais cultos, só os autoriza quando os crentes são legião. Se gera mais clientela, que mal tem? Para o turismo, é bom também.

André disse...

“Many historians and some clerics, including the U.S. priest-historian Fr. Stafford Poole and former abbot of the Basilica of Guadalupe, Guillermo Schulenburg, have rejected the historicity of the apparition accounts.”

E ainda tem que renunciar ao cargo, os religiosos que ousam duvidar.

“Nem todos os cientistas e luthiers hoje reunidos são capazes de fazer um violino melhor do que o stradivarius.”

Não sabem fazer e não sabem explicar. Há várias teorias, algumas bem interessantes.

“Não se explica como os incas puderam fazer determinados tipos de encaixe nas pedras gigantescas que usavam em várias de suas construções. E alguns tipos de pedra não existiam nas redondezas.”

Pedras enormes, lugares de difícil acesso e enciaxes (e cortes) perfeitos. Um barato.

ABNT? Pra quê? Pra saber que argumentação científica tem que ser isenta? Isso se resolve com bom senso.

“As alegações todas têm de ser comprovadas, com citação de fontes fidedignas, etc. E mais um monte de exigências.”

Não, isso não é uma monografia acadêmica. Se tudo na vida fosse assim, nada iria pra frente. Não é possível comprovar certas coisas, nem sair apresentando fontes, bibliografia e índice remissivo. E nada disso é necessário pra se provar, demonstrar, cientificamente ou de outra forma, que isso ou aquilo são absurdos, que são hipóteses nada razoáveis.

Além do que, por acaso alguém da Igreja, de qualquer Igreja (nem precisa ser cristã, cabem todas) que trabalha pra manter essa mitologia e essas lendas de adoração popular, algum deles gostaria de ver tal método sendo aplicado em cima do que eles mantém sob a maior névoa de mistério com tanto cuidado?

Não é uma questão de se renegar a fé, logo, ter que abraçar a lógica e a ciência. Eu não abraço nenhuma delas, ainda que goste muito da ciência.

Pra mim é uma questão, sei lá, empírica. Um tanto óbvia. Está mais do que na cara que essa história está mal contada.

Sem falar que gente da própria Igreja não gosta da adoração a esse tal sujeito, esse índio santo que existiu, não existiu, mais um candidato a “aquele que foi sem nunca ter sido”.

“...é a mesma que se usa para derrubar sem maiores pesquisas a autenticidade dos livros de Victor Hugo psicografados. O texto devia ser, no mínimo, tão bom quanto aqueles que o autor escreveu aqui no planetinha.”

Pois é, e por que é que não é tão bom assim, não é mesmo? Um concerto para piano de Mozart não deixa de ser bom, apesar da perda de qualidade, via radinho de pilha. Se o sujeito se comunica diretamente com os mortos — imagino que isso envolva alguma sofisticação — deveria entregar uma partitura, ou um livro, tão bom quanto o restante da obra do sujeito contactado. Não tem desculpa. O que é isso? É só morrer pra perder o talento, o gênio?

“Segundo o catecismo, aliás, as imagens de santos são sempre a representação de Jesus.”

Olha só, aposto que muito católico não sabe dessa. Muitos nem sabem o que quer dizer católico... Eu mesmo, porém, nunca tive interesse absorvente por religião. Mais por história das religiões. Por isso, não conheço bem o catecismo.

André disse...

“Proclamada Theotokos - Mãe de Deus, em grego - pelo Concílio de Éfeso (431), no Concílio de Latrão (1649) Maria ganhou novos atributos.”

Exato

“Foi sempre virgem, isto é, antes do parto, no parto e depois do parto. Na mitologia grega, Héstia, primeira filha de Kronos e Rhéia, obtém de Zeus a graça de preservar eternamente sua virgindade.”

Quem diria, Héstia.

No fim, as pessoas querem acreditar. Ninguém quer entender nada. Conhecimento, sabedoria, essas coisas soam pedantes pra muita gente. Incomodam.

Catellius disse...

Janer,

"...Maria, personagem sem relevância alguma nos Evangelhos."

Gosto da seguinte passagem em Mateus, 12:


46. Jesus falava ainda à multidão, quando veio sua mãe e seus irmãos e esperavam do lado de fora a ocasião de lhe falar.
47. Disse-lhe alguém: Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar-te.
48. Jesus respondeu-lhe: Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?
49. E, apontando com a mão para os seus discípulos, acrescentou: Eis aqui minha mãe e meus irmãos.
50. Todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

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E em Lucas, 8, podemos ler:

19. A mãe e os irmãos de Jesus foram procurá-lo, mas não podiam chegar-se a ele por causa da multidão.

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Se Maria tivesse a importância que os católicos dão hoje a ela, Jesus jamais a teria tratado daquela forma, como uma mera genitora de hímen complacente...

Janer disse...

Parece que tudo foi um problema de tradução. Em lugar da palavra aramaica “almah”, que significa moça em idade de casar-se, os escribas empregaram a voz “partenos”, que significa virgem.

Diz Michael Jordan, em “Mary: the Unauthorised Biography”:

“O mito da virgindade de Maria in partu combinado com uma crença em sua virgindade perpétua (durante e depois do nascimento de Jesus) provavelmente encontrou seu lugar em um texto escrito durante a redação do Protoevangelho de Santiago. A partir do século I, no entanto, certos porta-vozes começaram a reconhecer que o aspecto da Imaculada Concepção do oficial de Maria apresentava pontos fortes e fracos. Concordaram em que a Igreja teria dificuldades para justificar a tradução inexata de ‘almah’. Em uma obra que suscitou grande polêmica, “Contra os Hereges”, dirigida principalmente contra o que considerava o açoite do gnosticismo, Irineu, bispo de Lyon no século II, foi um dos primeiros a defender a versão grega da palavra, como figura na Septuaginta. Irineu insistiu que valia como ‘prova incontrovertível’ de que Cristo nasceu de uma virgem”.

Carlos Rafael disse...

o 1º concilio de latrao nao foi em 1649 e sim 1000 anos antes. o ultimo concilio de latrao acabou em 1517.

André disse...

Mil anos antes? Waaal, nem tanto. Só se estamos falando de concílios beeeem velhinhos, bizantinos e romanos, quando as duas igrejas ainda se bicavam, até o grande cisma.

Primeiro Concílio de Latrão: 1123

Segundo: 1139

Terceiro: 1179

Quarto: 1215

Quinto: 1512

E depois veio o de Trento: 1545 a 1563.

E o Primeiro do Vaticano em 1869 e o Segundo "agora", nos anos 60.

Conclusão: êta povo que gostava de uma reuniãozinha. Agora entendo porque certas ordens de monges trapistas se especializaram em fazer centenas de cervejas e licores incríveis. A ocasião exigia.

Basta seguir o "followed by" ou next em azul pra ver todos:

http://en.wikipedia.org/wiki/First_Council_of_the_Lateran

Carlos Rafael disse...

http://en.wikipedia.org/wiki/Lateran_Council_of_649

André disse...

Ah, claro. Mas aí é coisa lá das calendas gregas. Esse foi pra condenar o monotelitismo (pobre imperador Heráclio...) que veio do monofisitismo.

E não nos esqueçamos do duotelitismo, do miafisitismo, o nestorianismo e outros. Cristologia...

As histórias de intrigas e assassinatos entre papas, patriarcas bizantinos e imperadores bizantinos são legais.

Anônimo disse...

Quanto ao suposto milagre de Nossa Senhora de Coromoto eu ainda não posso dizer nada; mas, acompanho há muito tempo os estudos científicos sobre o Santo Sudário e sobre a Imagem de Guadalupe e posso afirmar que são autênticos sim!

O PORQUE QUE A IMAGEM DE GUADALUPE É UM MILAGRE AUTÊNTICO!!!

Antes eu também achava estranho essa imagem do olho ser tão mal feita e granulada!

Mas, na verdade, é porque essas imagens dos olhos foram DIGITALIZADAS em um computador da IBM de análise de fotos de satélite em 1979 pelo Dr. Aste, a partir de fotografias da imagem original de Guadalupe; daí ela parecer tão granulada!

Na verdade, a resolução da imagem original é altíssima, haja vista que foi possível ampliar a imagem do índio (dentro do olho da Imagem de Guadalupe) e descobrir o reflexo que tinha no olho dele. Isto é realmente incrível!



Não podendo os computadores trabalhar sobre a superfície rústica e sinuosa da tilma –exigem uma superfície lisa–, o Dr. Aste tirou muitas fotografias. Os olhos da Imagem medem de 2 a 5 milímetros de altura por 3 a 7 milímetros de comprimento. O computador, dividiu nas fotografias cada milímetro quadrado em 1.600 até 27.778 micro-quadradinhos, e depois ampliou, segundo o que se pretendia, de 30 até 2.000 vezes cada micro-quadradinho. Nas fotografias computadorizadas os olhos ficavam de enorme tamanho.


MAIS SURPRESAS: – O espanhol com a mão na barba e o índio sentado, por estarem no extremo mais externo do semicírculo, ficavam mais perto do observador. O computador só podia ampliar os olhos do índio, porque o espanhol estava meio virado. E… em ambos os olhos!, em tripla imagem!, em relevo!, em cores!, os computadores comprovaram toda a cena de outro ângulo! Corresponde a figuras microscópicas na pequeníssima pupila da Imagem Guadalupana…

Ampliaram 3.500 vezes as pupilas dos olhos do Bispo, que na Imagem é de um milímetro. Num espaço correspondente a uma quarta parte de um milionésimo de milímetro na Imagem, vê-se a figura do índio Juan Diego mostrando a tilma com a figura da Virgem de Guadalupe!

E o olhinho de Juan Diego também refletia uma figura: a cabeça de um homem de nariz aquilino, o bispo!

José Aste Tönsmann tivera muitos motivos para perder o sono.

Em fim, fica colosalmente ridícula a escapatória dos… céticos. Mesmo com a tecnologia atual, quem pintaria em um grosseiro ayate figuras da dimensão, da precisão e detalhes daquelas contidas nos olhos da Senhora de Guadalupe?

OS MELHORES DOCUMENTÁRIOS SOBRE A IMAGEM DE GUADALUPE E SANTO SUDÁRIO:

Quem ainda não viu, não deixe de ver (no YouTube) o incrível documentário do History Channel “GUADALUPE: UMA IMAGEM VIVA” que conta a fascinante história e também os principais estudos científicos realizados na Imagem de Guadalupe, com entrevista de pintores, astrônomos, físicos e até do Dr. Aste da IBM.

http://www.youtube.com/watch?v=7yTwabUjgYQ

E também o excelente e sério documentário do Discovery Channel (disponível em DVD ou no YouTube) “O MISTÉRIO DO SANTO SUDÁRIO” e sua continuação “O SUDÁRIO DE TURIM”.

http://www.youtube.com/watch?v=M9j38PmEGWA
http://www.youtube.com/watch?v=h_1_ag_H6Kk

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