07 maio 2008

Qual o valor da oposição no Brasil?

O custo da Câmara dos Deputados é de aproximadamente R$ 3,5 bilhões de reais ao ano, enquanto que o Senado custa R$ 2,8 bilhões e o TCU mais R$ 1 bilhão. Somente para se ter uma idéia da ordem de grandeza destes números em relação ao orçamento do Estado, a despesa com Previdência Social está na casa dos R$ 200 bilhões, o orçamento do Ministério da Fome Zero é da ordem de R$ 30 bilhões e as famosas despesas com juros estão na casa dos R$ 250 bilhões. O orçamento da União estima receitas de R$ 940 bilhões para este ano. De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, a carga tributária em 2007 esteve em torno de 36% do PIB, ou seja, o setor público está consumindo 36% de toda a produção e da renda da sociedade. Algo similar deve ser esperado para 2008.

De acordo com o site Contas Abertas, um deputado custa aproximadamente R$ 100.000 por mês. Isto não é nada perto do custo do Lula que é de R$ 5,4 bi ao ano. É isto aí, o nosso presidente flex custa esta bagatela. Com o aumento da expectativa de vida para 72,3 anos, o brasileiro médio deverá trabalhar cerca de 30 anos para sustentar o Estado. Portanto, pagamos caro pelos serviços oferecidos pelo Estado na forma de segurança, educação, assistência social e as viagens e comícios do Lula.

O serviço prestado pelo Legislativo Federal tem sido o de aprovar as leis enviadas pelo Executivo, cerca de 80% das leis aprovadas, e o de fiscalizar esse mesmo poder. A maioria governista no Congresso evidentemente não deseja fiscalizar o governo, portanto, cabe à oposição reunir assinaturas para fazer CPIs para tentar fiscalizar o governo.

Considerando-se que, em média, a coalizão governista tem 350 deputados, sobram 163 deputados para a oposição. Desta forma, pela bagatela de R$ 16,3 milhões de reais por mês, os cidadãos dispõem de uma oposição que lhe presta serviços tais como investigar roubos como o do Mensalão, o do BNDES, o dos cartões corporativos, entre muitos outros. Mesmo considerando que esta fiscalização não pune os envolvidos, ela exige que os criminosos tenham que inventar novos tipos de golpes contra a administração pública, interrompendo o esquema em andamento. Além disso, como vimos, um deputado da oposição oferece um custo-benefício superior a um deputado do governo por prestar mais serviços à população em geral. Não obstante, um governista pode oferecer mais benefícios para a sua clientela eleitoral, redistribuindo benesses do governo pagos pelo restante da população.
Além disso, a oposição ajuda a denunciar as tentativas totalitárias dos socialistas gramscianos petistas, como a da criação de um conselho de ética para os jornalistas, a TV Lula e a montagem do dossiê contra o FHC. Aliás, este "banco de dados" é fichinha perto do que planeja o advogado-geral da União que luta para montar um "banco de dados" sobre todos os brasileiros e está elaborando um parecer para defender a integração das informações dispersas sobre os cidadãos. Apesar da oposição ter sido massacrada hoje pela Dilma, o fato é que os tais bancos de dados não são dossiês são fábricas de dossiês.
É inevitável que o socialismo seja totalitário, afinal a doutrina da dominação dos fortes pelos fracos e da negação do interesse individual pelo bem maior, não poderia ser de outra forma. Cometer o pecado de ter bens ou talentos será punido em tal sociedade de forma exemplar. O curioso é que seus líderes são expoentes em liderança. Portanto, no final, pelo menos um tipo de forte e talentoso será valorizado. Já posso imaginar a múmia de Lula e da Dilma lado a lado no Museu do Ipiranga. Quanto vale uma oposição que luta contra isso? Como diz a propaganda do Visa, isto não tem preço.

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