10 abril 2008

Balcanização do Brasil

Janer Cristaldo

Lá de vez em quando surge uma voz sensata na imprensa a anunciar o óbvio. Leio no Estadão que o comandante do Exército na Amazônia, general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, advertiu ontem que o Brasil está caminhando para perder parte de Roraima, por causa da demarcação de terras indígenas. “Roraima está acabando, porque o território indígena é maior que o do Estado”, disse o general, depois de criticar a política indigenista brasileira que, em sua avaliação, “está na contramão da sociedade, conduzida à luz de pessoas e ONGs estrangeiras”.

Hoje, os ministros do Supremo Tribunal Federal decidiram, por unanimidade, manter a suspensão da ação da Polícia Federal na reserva indígena Raposa do Sol, em Roraima, rejeitando o recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) que solicitava a revogação. Na sustentação oral do recurso, o advogado-geral da União, José Antônio Dias Toffoli, argumentou que a suspensão da ação policial determinada ontem pelo STF "pode causar situação de clamor". Segundo ele, "há informações dos próprios índios relatando situação de conflito que pode se tornar iminente".

O relator da ação cautelar, Carlos Ayres Britto, manteve o mesmo argumento de ontem, de que a área em conflito representa apenas 1% do território da reserva indígena, enfatizando que cabe à Polícia Federal evitar o confronto entre índios e não-índios.

Tarde piaram os ministros, tarde piou o general. O Brasil, graças à ação de ONGs ianques e britânicas, caminha a largos passos para sua desintegração territorial. O problema é anterior ao conflito em Raposa Serra do Sol. Em 1992, Collor de Mello entregou uma área contínua de 9.419.108 hectares – três Bélgicas – a um grupo de dez mil índios segundo a Funai, três mil segundo fontes militares. Leio na imprensa on line declaração do coronel do Exército Gélio Fregapani:

“A nação Ianomâmi é absolutamente forjada. São quatro grupos distintos, lingüisticamente, etnicamente e, por vezes, hostis entre eles. A criação dos ianomâmis foi uma manobra muito bem conduzida pela WWF (Worldwide Fund for Nature) com a criação do Parque Ianomâmi para, certamente, criar uma nação que se separe do Brasil. O Parque Ianomâmi é uma região do tamanho de Portugal, ou de Santa Catarina, onde, segundo afirmação da Funai, há 10 mil índios. A Força Aérea, que andou levando o pessoal para vacinação, viu que os índios não passam de 3 mil. Ainda que fossem 10 mil, há motivo para se deixar a área mais rica do país virtualmente interditada ao Brasil? O esforço deveria ser no sentido de integrá-los na comunidade nacional. Nenhuma epidemia vai deixar de atingir índios isolados. A única salvação, nesse caso, é a ciência médica.”

Ora, esta denúncia eu a fiz há mais de década, em meu ensaio intitulado Ianoblefe. Mas a denúncia original é anterior, e está em A Farsa Ianomâmi, do coronel Carlos Alberto Lima Menna Barreto, (Rio, Biblioteca do Exército Editora, 1995). A tribo ianomâmi é criação de uma fotógrafa, Cláudia Andujar, que ora se diz romena, ora se diz suíça. Em função de seu ofício, o militar gaúcho trabalhou em Roraima desde 1969, onde teve estreito contato com a população da região e jamais ouviu falar em ianomâmis, palavra que invade a imprensa brasileira e internacional somente a partir de 1973.

Segundo Menna Barreto, Manoel da Gama Lobo D’Almada, Alexandre Rodrigues Ferreira, os irmãos Richard e Robert Schomburgk, Philip von Martius, Alexander von Humboldt, João Barbosa Rodrigues, Henri Coudreau, Jahn Chaffanjon, Francisco Xavier de Araújo, Walter Brett, Theodor Koch-Grünberg, Hamilton Rice, Jacques Ourique, Cândido Rondon e milhares de exploradores anônimos que cruzaram, antes disso, os vales do Uraricoera e do Orenoco, jamais identificaram quaisquer índios com esse nome”.

Tampouco o leitor que hoje tenha 40 ou 50 anos jamais terá ouvido falar, em seus bancos escolares, da tal de tribo, que recebeu um território equivalente a três Bélgicas, como sendo suas “terras imemoriais”. Imemoriais desde quando? Desde há duas décadas?

Para o coronel Menna Barreto, nada melhor que o idioma para definir a linhagem e contar a história dos grupos humanos. Em suas primeiras missões na região, encontrou os maiongongues - classificados no grupo Caribe - e os xirianás, uaicás e macus, falando línguas isoladas. Como os primeiros exploradores e cientistas estrangeiros, jamais ouviu falar de ianomâmis.

“É preciso ficar claro antes de tudo que os índios supostamente encontrados por Claudia Andujar são os mesmos de quando estive lá, em 1969, 1970 e 1971. Pode ser que, seduzidos com promessas, tenham concordado em renegar o próprio nome, deixando de ser os valentes que sempre foram, para se prestarem agora a esse triste papel. Ou, quem sabe, podem ter sido convencidos a vestir o apelido de “ianomâmis” por cima dos antigos nomes, numa forma de fantasia menos nociva aos valores e tradições indígenas... Entretanto, não é de se duvidar que, para cúmulo do desprezo pelos antropólogos nacionais, nada tenha sido feito para disfarçar a mentira e que, com exceção dos mais sabidos, eles continuem a ser os xirianás, os uaicás, os macus e os maiongongues de sempre, ficando essa história de “ianomâmis” só para brasileiros e venezuelanos”.

“Mas os índios tidos como ianomâmis são os mesmos que lá estavam de 1969 a 1971. Tenho certeza porque voltei à região em 1985, 1986, 1987 e 1988, como Secretário de Segurança, e vi as malocas nos mesmos lugares e os índios com as mesmas caras de antes. E, muito embora essa afirmação possa parecer temerária, pela dificuldade de distinguir-se um índio do outro na mesma tribo, é fácil de ver que, se nesses vinte anos não se registrou nenhuma ampliação de malocas, nem há notícia da ocorrência de epidemias ou guerras entre eles, os atuais habitantes são os mesmos visitados por mim, quando Comandante da Fronteira ou, então, são descendentes deles”.

Para este gaúcho que conheceu de perto - e de longa data - as tribos de Roraima, não é permissível enquadrar grupos tão distintos em uma única nação, “apagando-lhes as diferenças e variações culturais, quando a Antropologia tem como objetivo, ao contrário, salientá-las”. Segundo Menna Barreto, as diferentes tribos hoje designadas genericamente pelo gentílico ianomâmi, são bem definidas e distintas entre si.

O que houve, para Menna Barreto, foi a ianomamização de uma babel de tribos que pouco ou nada tinham a ver entre si. A ficção tomou força na imprensa internacional e os “ianomâmis” passaram a “existir”. Quando Brasília se deu conta de que o reconhecimento de grupos indígenas requeria capacitação em Antropologia, o mal já estava feito: a fotógrafa havia criado uma nação. Cabe lembrar que a profissão de antropólogo, como a de prostituta ou psicanalista, não estão regulamentadas por lei no Brasil.

Diz o coronel Fregapani, autor de autor de A grande cobiça internacional: “A área ianomâmi é imensa e riquíssima, está na fronteira e há outra área ianomâmi, similar, no lado da Venezuela. Então, está tudo pronto para a criação de uma nação. Um desses pretensos líderes, orientado naturalmente pelos falsos missionários americanos, Davi Ianomâmi, já andou pedindo na ONU uma nação, e a ONU andou fazendo uma declaração de que os índios podem ter a nação que quiserem. No discurso de Davi, ele teria dito que querem proteção contra os colonos brasileiros, que os querem exterminar”.

Agora é tarde. A ONU já publicou um livro com os 46 artigos da Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, aprovada por 144 países, em 13 de setembro do ano passado. O documento é o resultado de 27 anos de discussões entre representantes de cinco mil povos indígenas espalhados por 70 países, que somam hoje 370 milhões de pessoas. Nas próximas décadas, assistiremos, impotentes, a uma balcanização do Brasil.

No que a mim diz respeito, tanto faz como tanto fez. Não deposito esperança alguma nesta grife Brasil. Se os bugres quiserem tomar conta de metade do país, que o façam. Mas enganam-se se pensam que serão os donos do pedaço. Os donos do pedaço serão potências como Estados Unidos ou Reino Unido, cujo interesse não está na preservação da vida indígena, mas na riqueza do subsolo sobre o qual vivem essas tribos.

10 comentários:

Heitor Abranches disse...

Já fui a uma palestra do Fregapani e tbm já li o seu livro. Na época ele trabalhava na ABIN.

Acho que ele é um cara bem intencionado que vê o grande interesse de outros países em nossa Amazônia.

Nesta história, os indios são apenas massa de manobra e os antropologos são putas que servem a quem pagar mais pelos seus laudos.

Heitor Abranches disse...

------------------------------------------------------------------------------------
Ex-Blog do Cesar Maia 10/04/2008
------------------------------------------------------------------------------------------


ÁREA DEMANDADA EM TODO BRASIL, SOB O ARGUMENTO DE ANTIGOS QUILOMBOS É IGUAL AO ESTADO DE S.PAULO!

1. Este Ex-Blog recebeu de um oficial de patente máxima das FFAAs um material a respeito das conseqüências da hiper-flexibilização do conceito de quilombos e do uso político que está sendo feito pelo INCRA, fora de suas atribuições, com atropelamento da legislação e das decisões judiciais. Caso está na órbita do STF que deve decidir nas próximas semanas.

2. A auto-declaração, o aceite para qualquer reunião no passado, a desnecessidade de uso capião, a possibilidade de atribuir-se a ocupação em qualquer tempo, mesmo que séculos atrás sem presença por este tempo, etc... está produzindo um abuso de gigantescas proporções.

3. Paradoxalmente, a maior área demandada em hectares está no Amazonas, onde a escravidão não teve nem de longe a proporção e significado que teve no Nordeste e no Sudeste. E por que no Amazonas?

4. Em Porto Alegre a demanda está alcançando quase 100 locais. No Rio até o local da Ordem Terceira é demandado, além de Parque na Fonte da Saudade e o Alto-Leblon quase todo. Marambaia é outro exemplo, com história que impede aquela interpretação.

5. Os textos do INCRA introduziram a expressão "território" o que incorpora a possibilidade de autonomia e demarcação. Estes "territórios" uma vez demarcados deixam de pertencer a ocupantes individuais e passam a ter controle coletivo, abrindo uma brecha de extrema gravidade no futuro da integridade territorial brasileira. Coincidentemente muitas das áreas demandadas são de alto valor, sem nenhuma fixação recente de possíveis descendentes nelas.

6. ONGs estrangeiras financiam tais demandas oferecendo recursos para o encaminhamento das auto-declarações.

Raphael disse...

Essas reservas indígenas não são soberanas, correto? Se forem, não sabia.

No que depender de mim, quem quiser se separar do Brasil, que o faça. Contanto que com território proporcional e nada de velhacaria – que não é o caso desses índios – eu não teria problemas. Mesmo porque, comece onde começar, beneficiaria a autodeterminação sulista.

a.h disse...

Bem... Apenas um senão e podem me chamar de ingênuo, se são ongs que "estão por trás" disto tudo (o que não duvido), a exploração mineral não é um pressuposto básico da formação da reserva, mas sim qualquer forma de não-exploração, o que é (isto sim) um acinte à Razão de Estado.

Anônimo disse...

deveriam exterminar esses primitivos todos

autodeterminação sulista???, ai, ai, ai...

a.h disse...

Deveriam exterminar todos os anônimos da pátria virtual.

André disse...

Mainardi

Dilma Rousseff encolheu. Sua candidatura presidencial durou menos de duas semanas. Foi logo ceifada pelo bando de José Dirceu. Ou pelo bando de Marta Suplicy. Ou por seu próprio bando. Eu, que defendia ardorosamente a candidatura da princesinha do Créu, terei de escolher outro nome do PT. Qualquer um é pior do que ela. Qualquer um tem mais chance de ser eleito.
Fala-se muito sobre a popularidade de Lula. É espantoso que o eleitorado ainda o apóie desse jeito. Mas ninguém contabiliza o ganho que isso pode representar para o futuro. Para proteger a imagem de Lula, todas as maiores figuras do PT foram sacrificadas. E as menores também. Dou um conselho aos mais aflitos: pendurem na parede uma fotografia do primeiro ministério lulista, de 2003. A mortalidade entre seus membros foi maior do que a do politburo de Stalin. A velha-guarda petista sumiu do cenário político. Agora só pode agir às escondidas, nos bastidores. De José Dirceu a Humberto Costa, de Luiz Gushiken a Miguel Rossetto, de Antonio Palocci a – qual era o nome dele? – José Fritsch.
Lula é o Ricardo III de Garanhuns. Só falta a corcunda. E o pé manco. Nos últimos seis anos, para conseguir manter-se no poder, ele se desfez de fosse quem fosse. Os herdeiros do trono foram degolados um a um, sem o menor remorso, sem a menor piedade. Lula tem até aquele ar insolente de Ricardo III. Seu mote shakespeariano:
Consciência é apenas uma palavra que os covardes usam.
A inescrupulosidade de Ricardo III foi premiada por algum tempo, garantindo-lhe o poder absoluto. Mas tudo se perdeu depois de sua morte. Ele foi o último rei da casa de York. Assim como Lula será o primeiro e último presidente eleito pelo PT.
O aniquilamento que ocorreu na política se estendeu também às outras áreas. O lulismo se tornou um estigma. Quem se associou a Lula está condenado para sempre. Os lulistas do cinema, os lulistas da música, os lulistas da academia, os lulistas da imprensa – o engulho que a gente sente por eles jamais poderá passar. Lula canibalizou todos os seus aliados, em particular os do PT. Ele é a bolha que engole o que está por perto. Os lulistas ganharam um bocado de dinheiro nestes anos. Uns se transformaram em lobistas. Outros receberam financiamento estatal ou renegociaram suas dívidas com o BNDES. Mas um dia isso passa. Porque a imunidade que os brasileiros concederam a Lula é limitada a ele. Só a ele.
Se o Ricardo III shakespeariano é elaborado demais para Lula, ele pode recorrer a outro mote, ligeiramente menos refinado:
É Créu!
É Créu neles!
É Créu nelas!
Olhe a fotografia pendurada na parede. Olhe aquele ministro. Olhe aquele outro. Repito: um dia isso passa, garanto que passa.

***********

Roberto Pompeu de Toledo

O senhor D., de 95 anos, choca-se toda vez que vê, na televisão, notícia da morte da menina Isabella. Não que se choque com novos desenvolvimentos do caso. Como não se lembra do noticiário do dia anterior, e nem mesmo, quando chega a hora do noticiário da noite, daquele que viu à tarde, a cada noticiário trava conhecimento do caso pela primeira vez. A cada vez um choque novinho em folha. D. mora com a filha e o genro. A mulher já morreu há alguns anos. A filha chama-se Luíza, mas ele a chama de Ana, que era o nome da mulher. A família já se acostumou às confusões que povoam a mente de D. e em geral não se dá ao trabalho de corrigi-lo. Contra essa confusão específica, porém, o genro costuma se insurgir. "Se esta aqui é a Ana, que estou fazendo eu nesta casa?", pergunta.
A senhora T., de 87 anos, passa horas lendo a mesma página do mesmo livro. Sentada à mesa, acompanha com o dedo a linha em que os olhos pousam. Às vezes o dedo permanece muito tempo na mesma linha. Outras vezes, vai velozmente até o fim da página, e então volta ao início, e começa de novo. Chega uma hora em que vira a página, e então permanece nela outro longo tempo, subindo e descendo as linhas, às vezes estacionando por tempo exagerado numa delas. Quando se levanta por algum motivo, ao voltar à mesa, retoma o livro na mesma página, ou na anterior, ou, se o livro está fechado, em qualquer ponto em que venha a abri-lo. T. não apenas não grava o que leu – também não grava o que come. Pode já ter almoçado, mas, se vê a sobrinha, que chega sempre atrasada, sentar-se à mesa, ela se senta também. Se não for detida, almoçará tantas vezes quantas perceber alguém almoçando na casa. A irmã que cuida dela tem o cuidado de não deixar nenhuma comida exposta na casa. As bananas e laranjas são guardadas dentro de um armário trancado a chave.
O senhor L., de 94 anos, às vezes é levado pelo acompanhante para dar uma volta no quarteirão, na cadeira de rodas a que foi reduzido desde que quebrou a perna. Outras vezes, a filha o tira de casa para uma ida ao médico. Quando volta, ele custa a reorientar-se. "De quem é esse apartamento?", pergunta. Não adianta dizerem que é o seu próprio apartamento, ele não aceita tal explicação. "Que apartamento bom", elogia.
A senhora H., de 82 anos, costumava comparecer uma vez por mês à reunião em que, com amigas da mesma idade, costurava roupas de criança para os pobres. Como as amigas sabiam que ela andava meio esquecida, telefonaram na véspera para lembrá-la da reunião. No dia mesmo voltaram a ligar, para lembrar que o compromisso era às 15 horas. E uma amiga mais zelosa ainda telefonou de novo meia hora antes da reunião, para um último lembrete. Eis porém que a reunião se inicia e nada de H. aparecer. Passa meia hora, passa uma hora. Resolvem telefonar para a casa dela e ficam sabendo pela empregada que H. realmente chegou a sair de casa. Na rua, em vez de tomar um táxi, pôs-se a andar a pé em volta do quarteirão. Esqueceu-se de para que saíra. Quando cansou, voltou para casa. "Ainda bem que voltou", comentou a empregada. Foi a última vez que chamaram H. para a reunião.
Um subproduto do notável progresso da medicina em prolongar as vidas é a explosão do mercado de trabalho para a profissão de atendente. Outro é a redobrada atividade das fábricas de fraldas geriátricas. Outro ainda é a quantidade cada vez maior de pessoas cuja mente lhes dá adeus bem antes do corpo. As avarias da memória acabam por roubar também o passado de pessoas para as quais o futuro já faltava – e o presente é uma linha tênue demais para equilibrar com segurança um ser humano. Começa-se por esquecer os compromissos, como a senhora H. Evolui-se para não reconhecer onde se está, como o senhor L., e daí para não se lembrar da linha que acabou de ler ou da comida que acabou de comer, como a senhora T. No percurso, vai se esgarçando essa coisa que nos segura a nós mesmos chamada "eu". A certa altura, essa coisa se extingue, e a pessoa não reconhece mais a si própria. Uma população cada vez maior de eus à deriva caracteriza o admirável mundo novo deste início do século XXI.
A maior esperança de cura, ou de atenuação, dos males que afetam o cérebro dos velhos reside hoje, como no caso do diabetes ou da doença de Parkinson, nas possibilidades regenerativas das células-tronco. No Brasil, as pesquisas com células-tronco obtidas em embriões descartados encontra-se pendente de decisão do Supremo Tribunal Federal. O julgamento, iniciado no dia 5 de março, teve seu andamento suspenso por um pedido de vistas do ministro Carlos Alberto Direito. Transcorrido um mês, o ministro Direito requereu, na semana passada, a prorrogação de seu pedido, e não tem prazo para recolocar a matéria em julgamento. Pode ser nesta semana, pode ser daqui a dois anos. O ministro Direito é um católico praticante e observante das diretrizes de Roma. A Igreja Católica é contra a pesquisa com embriões em nome da vida, tal qual a entende.

Bocage disse...

É fácil simpatizar com Lisboa

Parece que, no Terramoto de 1755, várias igrejas ficaram destruídas. Mas a rua dos lupanares, ao que dizem os historiadores (que, aliás, deviam dar mais atenção aos lupanares), ficou intacta. Há que respeitar uma cidade em que isto acontece.


Ricardo Araújo Pereira in Visão de 10-04-2008

Anônimo disse...

PURA VERGONHA,
¨UM POVO QUE NÃO CONHEÇE SEU PASSADO NÃO TEM FUTURO¨

Muito se tem falado da questão das fronteiras com nossos vizinhos,no entanto ainda não se fala da imensa reserva de NIÓBIO(matéria prima para combustível dos ônibus espaciais, estratégico para nações que pretendem colonizar outros planetas),e que se encontra apenas em nosso território nacional,precisamente em RORAIMA,ÚNICO LOCAL NESTE IMENSO PLANETA TERRA ONDE HÁ PRESENÇA DO MESMO.Sem comentar do OURO e PEDRAS PRECIOSAS de alta qualidade e que nós Brasileiros somos impedidos de circular nesta parte do território nacional como tambem de não pudermos hastear nosso pavilhão,mais as bandeiras de outra nações podem,inclusive há uma horda de nerds de alguns países que circulam livremente pirateando nossa biodiversidade e levantando informações de campo sobre nossas reservas minerais estratégicas;Geólogos constataram que neste maciço rochoso e planaltino foi onde o planeta começou a milhares de anos atrás ainda quando a terra era uma imensa ilha,antes da separação dos continentes e por decorrente o núcleo da amálgama terrestre.

Tambem não ouço falar que no inicio do século XX o patriota e diplomata Barão do Rio Branco ofertou ás tribos do entorno do extremo norte do Brasil a opção de serem Brasileiros ou Guianenses,tendo estes optado pela segunda opção,no entanto quando nos anos setenta estes mesmos migraram para o lado brasileiro com alegações de que para eles não existiam fronteiras nacionais(nesta época iniciávamos a trans-amazônica,o que causou desconforto do staff de nações beligerantes que tinham a amazônia como terra de ninguém.Contrariando seus objetivos futuros em detrimento de nossos OBJETIVOS NACIONAIS PERMANENTES e através destes mesmos índios foram plantadas ações psicológicas meticulosamente orquestradas por cidadãos alienígenas com o intento de fragilizar a unidade nacional brasileira.O problema não é de hoje há vários livros que abordam o tema e posso citar alguns:A farsa ianomâmi do Cel Mena Barreto, A máfia verde de Lourenço Carrasco e artigos do Cel Fregapani.

Os militares;o governo e a sociedade organizada sabiamente e com espírito do dever público altruístico e patriótico aceleraram sua colonização,pois era preciso INTEGRAR PARA NÃO ENTREGAR.sabemos que desde 1965 é ré-publicado um livro que aborda sistematicamente este assunto intitulado ¨A AMAZÔNIA E A COBIÇA INTERNACIONAL¨, de Arthur César Ferreira Reis (este considerado a bíblia da resistência cívica em se tratando de assuntos relacionado com a amazônia brasileira),e que relata detalhadamente a conspiração para internacionaliza-la por parte de nações industrialmente mais desenvolvidas.COMO NOSSA MEMÓRIA É CURTA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!.PRECISAMOS VISITAR AS NOSSAS BIBLIOTECAS,LER E DESENVOLVER PENSAMENTO ESTRATÉGICO EM LARGA ESCALA OU NÃO TEREMOS EM POUCO TEMPO ESTE PAÍS QUE CONHECEMOS GEOGRAFICAMENTE HOJE COM BRASIL.

O comandante da Amazônia está como mesmo disse a serviço do Estado Nação,acertadamente se posicionou e a história o absorverá no futuro por esta decisão funcional,de ofício e acima de tudo de consciência,pois nossa Pátria precisa sim! De muitos AUGUSTOS HELENOS;É neste momento contemporâneo que as nações em desenvolvimento aspiram seu lugar no contexto internacional de forma mais ativa e participativa e nós da GRANDE PÁTRIA BRASIL devemos apoiar e nos unir aos tantos outros que no presente e no passado deram sua cota de sacrifício para consolidar o que hoje conhecemos como nosso Brasil.Ao Governador de Roraima meus protestos de apoio incontinente e que DEUS nos oriente e oriente aos que fazem a formulação da política estratégica para não cometerem um crime irremediável a nossa nação brasileira,calcada na negligência e imprudência dos mesmos.¨SOMOS TODOS UM SÓ¨.

BRASILEIROS ACORDEM!!!!,O QUE DIRIA TODOS OS NOSSOS ANCESTRAIS AO VER ESTE ASBSURDO QUE ESTÃO MAQUINANDO CONTRA NOSSA INTEGRIDADE TERRITORIAL,COMO FICARÁ OS FRUTOS DE TODO LEGADO DOS QUE NOS ANTECEDERAM E COMO NO FUTURO A HISTÓRIA NOS JULGARÁ.

Por fim espero que o governo federal observe a constituição de nossa república,pois ações mediatas sem analisar os desdobramentos futuros da postura em tela,causam conseqüências irremediáveis e óbices de difícil reparação(geralmente só em conflitos bélicos é que se resolve no que os estrategistas definem como:A GUERRA É A DIPLOMACIA POR OUTROS MEIOS),o que não queremos;Contudo será por este meio que seremos forçados a agir para manter a sobrevivência do ESTADO NAÇÃO caso ações governamentais futuras não corrijam deturpações e interpretações nocivas ao interesse do povo e da nação Brasileira.Se já é delicado COOPERAR pela PAX SOCIAL,imagine COOPTAR.

SOU CIVIL,ENTRETANTO SERVI COM ORGULHO ÁS FORÇAS ARMADAS.

BRASIL ACIMA DE TUDO;TUDO PELA PÁTRIA;ASAS DE UM POVO SOBERANO

MAXELL REIDELL-Brasileiro 100% de corpo e alma
Médico,Advogado e Pesquisador
hotmaxbrasil@hotmail.com

Anônimo disse...

Com relação ao separatismo fundamentalista:

Eis uma questão fundamental,pois lembro-me de quando ainda criança conheci um neto de um oficial que lutou na guerra dos farrapos,pessoa esta já com uns 80 anos á época do comentário e este me disse de como foi combatido este movimento issurrecional ¨nós matamos até os animais destes animais separatistas na ponta da espada,disse ele¨.

Nos dias atuais poderemos dizer que eliminaremos todo e qualquer foco subversivo em nossa pátria,pois o Brasil é o que é.UMA GRANDE NAÇÃO DE POUCOS VERDADEIROS BRASILEIROS MAIS QUE SÃO MUITOS FRENTE A ESTA RALÉ QUE HABITA NOSSO SOLO PÁTRIO

Só nos falta banir estes mal cidadãos de nosso convívio.....LEMBREM-SE DO CLICHÊ,¨BRASIL AME-O OU DEIXE-O¨
Lembrem-se o BRASIL COMEÇOU NO NORDESTE,PORTANTO A ORIGEM DE TUDO QUE SOMOS.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...