27 março 2008

O Manifesto da Geração Coca-Cola

Uma das minhas músicas preferidas é Geração Coca-cola do Legião Urbana. Além de ser uma música divertida para festas também é retrato da Geração posterior à famosa Geração 68. Talvez a Geração Coca-cola no Brasil tenha sido a primeira geração a se afastar da cultura européia e trocar as aulinhas de francês por inglês.

“Quando nascemos fomos programados
A receber o que vocês
Nos empurraram com os enlatados
Dos U.S.A., de nove as seis.”

A Geração 68 é a que está no poder hoje no Brasil. Como já disse anteriormente, os heróis desta geração no Brasil foram Fidel Castro e os seus inimigos foram os militares. Antes que eu me esqueça, o critério que eu estou escolhendo na definição de geração são os fatos que marcaram a transição de adolescentes para a fase adulta. Um expoente da Geração 68 é o famigerado José Dirceu(1946-?).

“Desde pequenos nós comemos lixo
Comercial e industrial
Mas agora chegou nossa vez
Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês”

A Geração Coca-Cola ainda era criança quando os militares chegaram ao poder. Renato Russo (1960-1996) foi membro desta geração. Diferente da engajada Geração 68, que sonhava com o mundo dos ‘camaradas’, a geração coca-cola, identificada com o movimento punk, apregoava uma nova revolução dos costumes.


Se o Aécio Neves (1960-?) for eleito nosso próximo presidente, teremos uma troca de poder e de geração. Por outro lado, se a Dilma Roussef (1947-?) for nossa próxima mandatária, então a Geração 68 conseguirá reter o poder. Nos Estados Unidos, mais precisamente no Partido Democrata assistimos a uma luta entre a Hillary (1947-?) portanto, da geração 68 versus o Obama (1961-?).

“Somos os filhos da revolução
Somos burgueses sem religião
Somos o futuro da nação
Geração Coca-Cola”

Embora esta música esteja dialogando com a geração que deu o golpe de 64 e não a que lutou contra ele, podemos reinterpretá-la a partir da nossa atual experiência. Assim, a Geração Coca-Cola está preparada depois de assistir a Geração 68 mostrar “todas as manhas do jogo sujo”, depois de ter sacrificado todos os ideais juvenis no altar da obsessão do poder total. Quando vejo o Lula abraçado ao Chavez e tratá-lo por ‘pacificador’, não consigo conter o meu nojo. É o encontro de dois populistas carismáticos, um militarista e outro da Bolsa Família. Graças a Deus, o Brasil é maior que a Venezuela...

“Depois de 20 anos na escola
Não é difícil aprender
Todas as manhas do seu jogo sujo
Não é assim que tem que ser”

Depois da Geração Coca-Cola, tivemos a Geração que assistiu a queda do Muro de Berlim e ao desaparecimento do mundo bipolar. Esta geração viveu com grande ceticismo a retomada da democracia, a primeira eleição direta, o governo Collor, além de ter pego os militares em uma fase mais light.

“Vamos fazer nosso dever de casa
E aí então vocês vão ver
Suas crianças derrubando reis
Fazer comédia no cinema com as suas leis”

Por fim, tivemos a Geração FHC que assistiu ao nosso grande intelectual marxista tentar extirpar o corporativismo e o patrimonialismo do estado brasileiro, promovendo a amputação de algumas partes. Para estes jovens, o diagnóstico do velho professor marxista convertido ao liberalismo de que o maior inimigo do Brasil não eram os EUA, mas o estado corporativista no estilo Vargas, era por demais complicado para que eles pudessem digerir e muitos deles foram presas de um bando de professores preguiçosos e ressentidos tipicamente de esquerda. As gerações vão e vem e não há progresso. Também não devemos de ter vergonha por não querer carregar os valores da geração anterior. Pessoalmente, acho que o Brasil precisa ficar livre da Geração 68, pois esta já deu o que tinha que dar e já roubou o que tinha que roubar. Bye bye Geração 68.

8 comentários:

Heitor Abranches disse...

a letra da internacional para a geração 68

INTERNACIONAL



Música: Pierre Degeyter

Letra: Eugene Pottier



De pé ó vítimas da fome

De pé famélicos da terra

Da idéia a chama já consome

A crosta bruta que a soterra

Cortai o mal bem pelo fundo

De pé, de pé, não mais senhores

Se nada somos em tal mundo

Sejamos tudo ó produtores.



Refrão:

Bem unidos façamos

Nesta luta final

Uma terra sem amos

A Internacional



Senhores patrões chefes supremos

Nada esperamos de nenhum

Sejamos nós que conquistemos

A terra mãe livre comum

Para não ter protestos vãos

Para sair deste antro estreito

Façamos com nossas mãos

Tudo o que a nós nos diz respeito.



Refrão



O crime do rico a lei o cobre

O Estado esmaga o oprimido

Não há direito para o pobre

Ao rico tudo é permitido.

À opressão não mais sujeitos

Somos iguais todos os seres

Não mais deveres sem direitos

Não mais direitos sem deveres



Refrão



Abomináveis na grandeza

Os reis da mina e da fornalha

Edificaram a riqueza

Sobre o suor de quem trabalha.

Todo o produto de quem sua

A corja rica o recolheu

Querendo que ele o restitua

O povo quer só o que é seu.



Refrão



Nós fomos de fumo embriagados

Paz entre nós guerra aos senhores

Façamos greve de soldados

Somos irmãos trabalhadores.

Se a raça vil cheia de galas

Nos quer à força canibais

Logo verá que nossas balas

São para os nossos generais



Refrão



Pois somos do povo os ativos

André disse...

Gosto muito de The Cure e The Smiths, duas influências do Legião.

“Quando vejo o Lula abraçado ao Chavez e tratá-lo por ‘pacificador’, não consigo conter o meu nojo.”

Eles usam um ao outro na medida do possível e de acordo com os seus interesses e os interesses dos seus países. No fundo, os dois se odeiam. Isso faz parte do jogo. Todo mundo tem que abraçar gente desagradável de vez em quando, políticos mais ainda.

“tivemos a Geração que assistiu a queda do Muro de Berlim e ao desaparecimento do mundo bipolar”

Acho que sou dessa. Ou sou inatual. E vim tarde demais para um mundo muito velho e cansado. E sou um homem velho num mês seco, segundo Alfred De Musset.

Os militares deveriam ter acabado com o pessoal da Geração 68 em 64. Quem sabe Carlos Lacerda poderia ter feito isso, certamente o teria feito, se tivesse conseguido se tornar um ditador, o que ele queria. Lacerda foi comunista na juventude, depois viu que era bobagem, mas nunca deixou de ser um leninista, nos métodos. Só acreditava em poder. Acho que teria feito grandes reformas, tinha visão de estadista, coisa rara em qualquer país, mas mataria bastante gente no processo. Com os esquerdistas e outros opositores seus da época, teria sido implacável. Não tinha escrúpulos, “só” gênio e um alto intelecto (incomum mesmo naquela época e antes dela. Hoje, então, nem se fala...). Senão ele, talvez uma ditadura de um ditador só, sem rodízio. Digamos, um Castello Branco, com gente como Roberto Campos na economia, mas por vários anos. Talvez hoje tudo estivesse bem melhor, com ou sem derramamento de sangue, sei lá...

Quanto ao hino da Internacional Comunista, prefiro a Marseillaise. Ou God Save The Queen (que também pode ser King). Ou o hino da Rússia/CCCP. Ou Das Lied der Deutschen, com música do Haydn, cuja 3ª estrofe é o hino da Alemanha (Deutschland Über Alles). E, claro, o nosso hino, que também é bonito, na letra e musicalmente, ainda que a letra não possa ser levada muito a sério. A letra de nenhum hino pode.

André disse...

O que anda acontecendo pelo mundo:

www.execoutcomes.wordpress.com/2008/03/28/north-korea-is-screaming-again

www.execoutcomes.wordpress.com/2008/03/28/a-new-cold-war

www.execoutcomes.wordpress.com/2008/03/28/the-balkans-europe-and-russia

www.execoutcomes.wordpress.com/2008/03/28/europe-heating-up

C. Mouro disse...

Ôpa!

"Os militares deveriam ter acabado com o pessoal da Geração 68 em 64. Quem sabe Carlos Lacerda poderia ter feito isso, certamente o teria feito, se tivesse conseguido se tornar um ditador, o que ele queria. Lacerda foi comunista na juventude, depois viu que era bobagem, mas nunca deixou de ser um leninista, nos métodos. Só acreditava em poder. Acho que teria feito grandes reformas, tinha visão de estadista, coisa rara em qualquer país, mas mataria bastante gente no processo. Com os esquerdistas e outros opositores seus da época, teria sido implacável."

Podes crer. Pelo que ouvi sobre Lacerda creio que seria bastante razoável um governo seu, ditadura ou não. Era excelente administrador público. E como dizia meu pai, era um incendiário apto a competir com o canalhíssimo safado brizola o crápula covarde.

Os milicos efetivamente salvaram a esquerda. pelo que sei, se um Lacerda tomasse a frente a chapa ia esquentar. ELE SABIA FALAR, SABIA FAZER POLÍTICA, NÃO TINHA PEJO EM CHAMAR CANALHAS SAFADOS DE CANALHAS SAFADOS, NÃO ERA POLITICAMENTE CORRETO E NÃO ACEITARIA SER PAUTADO POR CAROLAS SAFADOS E IMBECIS, COMO FORAM PAUTADOS OS MILITARES. ...Militar é adestrado para obedecer, não para pensar. Ademais, são adestrados para o coletivismo.

...Foi pena o Lacerda ter sido tolhido. Adeamis, pelo que sei, grande parte, se não maioria, dos milicos eram melancias, queriam era o Poder estatal (nacional-socialistas canalhas como E. Geisel). Haviam muitos com dignidade e decencia, SIM haviam, mas sucumbiram ante a estratégia dos nacional-socialistas (sem ódio aos judeus).

Lacerda certamente teria dao aos socialistas aquilo que eles dão a seus divergentes ...foi um deles, sabia como fazer. ...os milicos eram uns traseirudos que agora só querem aumento de soldo para rastejarem ante um Lulla e sua corja.
Quando Lulla lhes der um aumento e comprar algumas armas e fazer promessas ateé de bomba atomica, os milicos rastejarão e lamberam as chinelas do Lulla depois de cheirar-lhe o traseiro.
Lulla saberá a hora de conquista-los.

Abraços
C. Mouro

André disse...

Muito bom o q vc disse, C. Mouro. Depois vou responder/comentar com calma isso tudo.

André disse...

Bom, C. Mouro, claro que o Lacerda poderia não ter sido necessariamente um ditador, talvez começasse ditador e terminasse restituindo a democracia, não sei.

Ele era mesmo um excelente administrador público — e corajoso. Consta que numa rebelião séria de presos ele entrou, sozinho e desarmado, lá dentro, passou horas conversando com cada um dos presos, ouvindo suas reivindicações, etc, e ainda chegou a um acordo com os caras. Resolveu tudo na conversa, ele fazia muito isso.

Era o cão e ninguém podia confiar nele. Incomodava todo mundo, acho, não só os militares. Acho que havia muita inveja também, pela sua capacidade intelectual, sua cultura e pelo fato dele adorar uma briga e quase sempre se sair bem.

Brizola, ah, esse sim certamente foi um ditador frustrado... Um dos mais prováveis candidatos a substituir Jango se o Brasil tivesse esquentado mais. Pois se Jango tivesse continuado no poder, tivesse conseguido dar um contra-golpe, formando um governo “legal” em oposição a um governo militar “ilegal”, com todas as conseqüências decorrentes disso (risco de guerra civil moderada, à brasileira, cisão da sociedade, talvez até divisão do país em áreas controladas por um grupo e pelo outro, etc e tal), dizem que ele não teria durado muito tempo, que logo alguém mais astuto, inescrupuloso e, pq não dizer, sanguinário, o teria derrubado. Apostavam em Brizola e naquele coronel-populista, Arraes.

Concordo com isso, acho que se o Brasil tivesse descido a esse ponto, Jango logo seria derrubado por alguém mais ambicioso, inteligente e violento.

Sim, Lacerda era politicmanete incorreto. Gosto disso. E jamais aceitaria ordens de setores conservadores da sociedade, fosse a Igreja ou os militares nacionalistas burros --- que afinal prevaleceram, depois de um início meio “moderado” com Castello Branco, que ainda era um sujeito razoável, não era um tapado. O início ainda sugeria coisas interessantes, talvez.

Mas aí entrou o Costa e Silva, o das palavras-cruzadas, e daí pra frente foi só imbecilidade, ignorância, incompetência, nacionalismo ufanista, estatismo suicida e toda a porcaria e roubalheira que terminou desembocando na “nova” república, na redemocratização, que não passou em grande parte de um acordo entre militares (que queriam que a sujeira deles fosse varrida pra debaixo do tapete, e foi) e a classe política que sobrara, toda mutilada.

Afinal, quem voltou? Políticos de esquerda cassados, alguns honestos, decentes, mas muitos apenas acomodados esperando a hora de voltar; alguns poucos que não eram de esquerda, mas, mais uma vez, mais safados do que gente séria; oportunistas de todas as matizes e, lógico, os que passaram o tempo todo aqui, servindo aos militares, e que obviamente não sairiam da política, como Zé Ribamar, a marabunta que é o Sarney. E tantos outros. Muitos dos exilados se deram bem lá fora, como o Arraes, que ficou rico intermediando operações de petróleo na Argélia. Acho que se pudessem teriam ficado por lá mais uns anos, posando de vítima.

Enfim, o pessoal que voltou era quase todo desqualificado, em todos os sentidos. Basta dar uma olhada no nível intelectual dos constituintes da CF/88. Não é à toa que saiu aquela lista telefônica impossível de cumprir, o “avanço do retrocesso” de que o Roberto Campos falava, enquanto a destrinchava, mostrando seus absurdos, algo entediado.

“Enfim, a nossa Constituição, a Carta Magna, a lei mais sagrada do país! Soberana, inviolável e incompreensível.” (Millôr)

“Militar é adestrado para obedecer, não para pensar.” Raros dentre eles pensam por conta própria, tem idéias.

Pois é, nossos “nacional-socialistas” nada tem a ver com nazistas, tem q ser entendidos no nosso contexto.

Bom, é isso aí. Abraços.

Anônimo disse...

A irrelevância de 1968

Dominic Sandbrook*

Em todo esse alvoroço sobre o 40º aniversário dos acontecimentos de 1968 no Reino Unido, as pessoas sempre se esquecem de que na realidade houve duas manifestações na Grosvenor Square, não uma. No dia 27 de outubro, sete meses depois da famosa briga de socos fora da embaixada americana, cerca de 30 mil pessoas marcharam por Londres para exigir a paz no Vietnã.

Nas semanas anteriores, a imprensa fervilhava de ansiedade. Os conservadores aconselharam o secretário de Assuntos Internos Jim Callaghan a fechar as estações da capital e preparar os regimentos da guarda real para retomar a cidade. E o que aconteceu? Nada, que é provavelmente a razão pela qual ninguém se lembra disso.

Parece até cruel chamar a atenção para o fato, dado o investimento emocional que algumas pessoas claramente fizeram, em uma fantasia de sua juventude, mas a maioria dos momentos emblemáticos daquele ano foram essencialmente irrelevantes. Os manifestantes pela paz não acabaram com a guerra no Vietnã, como costumam afirmar; de fato, a guerra continuou por mais sete anos e acabou só com a vitória militar do comunista Vietnã do Norte.


Luther King havia perdido grande parte de seu impulso mesmo antes de morrer em 1968

Nos Estados Unidos, o movimento pelos direitos civis estava em efervescência, o liberalismo perdia o rumo e Richard Nixon liderava em uma nova era de domínio conservador. Na França, os gaulistas conquistaram uma grande maioria e de Gaulle acabou dando lugar a Pompidou. Mesmo em Praga, talvez a mais inspiradora de todas irrupções de idealismo do ano, o pulso de ferro se reafirmou. É fácil dizer agora que a primavera de Praga anunciou o eventual colapso do comunismo, mas isso era pouco óbvio na época.

Em um contexto britânico, é difícil se afirmar que 1968 foi um ano de idealismo juvenil e sonhos românticos. A libra acabara de ser desvalorizada, os salários estavam estagnados, cada vez havia mais greves e o governo Wilson parecia esgotado. A maior história política do ano foi o discurso de Enoch Powell atacando a imigração. Muito mais pessoas escreveram a Powell apoiando suas idéias do que os que jamais participaram de uma passeata contra a guerra.

O feminismo foi a principal coisa que sobreviveu a 1968, e isso porque foi provocado por 1968 em vez de fazer parte diretamente. O importante em relação a 1968 não foram apenas os próprios movimentos, mas sim as vastas mudanças subterrâneas ocorridas na sociedade, que começaram no final da década de 1950, das quais foi um reflexo
1968: LIBERDADE OU ILUSÃO?

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Foi semelhante nos Estados Unidos. Veteranos da década de 1960 lembram do assassinato de Martin Luther King, mas raramente se lembram que ele havia perdido grande parte de seu impulso mesmo antes de sua morte, com um claro fracasso na sua campanha para deter a segregação residencial no norte urbano. Eles também lamentam o assassinato de Robert Kennedy, mas mal se lembram de que era quase certo que ele perderia a indicação pelo Partido Democrata de qualquer forma.

E quem, afinal, era o grande vencedor americano em 1968? Era Richard Nixon. Ele deu voz às esperanças e aspirações de milhões de pessoas que tiveram uma boa vida durante as décadas de 1950 e 1960; supostamente estúpidas, suburbanas, o tipo de pessoas que gostavam de Julie Andrews e de "The Brady Bunch" (Família Sol-Lá-Si-Do no Brasil). Para eles, a Guerra do Vietnã foi um erro, não um crime, e os protestos nas ruas não eram animadores mas sim alarmantes. E foram essas pessoas, a "grande maioria silenciosa", que conduziram a história nos anos que se seguiram.

Os jovens votaram em massa em Nixon, e as pesquisas mostram que dos dois lados do Atlântico muitos, até mesmo a maioria dos jovens se mantiveram conservadores em suas atitudes políticas e culturais.

Os acontecimentos de 1968 estão agora quase tão distantes de nossa experiência quanto a greve geral estava para Tariq Ali e Germaine Greer. Eles tornaram-se um agradável mito romântico, uma frívola mistura de produtores de televisão e avós de olhos lacrimejantes, um útil bastão com o qual se bate nos supostamente cínicos e auto-centrados jovens de hoje.

Mas embora nós provavelmente venhamos a lembrar de 1968 a cada dez anos, até que o último dos integrantes da geração Grosvenor Square se tenha ido, talvez nós possamos então chamar a atenção para os acontecimentos de uma década mais tarde -a revolução islâmica no Irã, a ascensão do Papa João Paulo 2º, as dores do nascimento do Thatcherismo e do Reaganismo. Menos inspirados que os acontecimentos de 1968, mas no longo prazo, para o bem ou para o mal, foram bem mais importantes.

*Dominic Sandbrook é o autor de dois livros a respeito da década de 1960; "Never Had it So Good" e "White Heat"

Blogger disse...

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