02 março 2008

A Esquerda e a Guerra na América do Sul

Recentemente, foi morto um dos sete membros do secretariado das FARC, cujo acampamento estava 2 quilômetros dentro do território do Equador. Diante deste incidente, Chávez respondeu que se algo semelhante ocorresse na Venezuela, poderia ser a razão para uma guerra. Diante destes eventos, lembrei-me das minhas professorinhas do ensino médio e da sua mania de dizer que vivíamos em um lugar de paz eterna na América do Sul e que, portanto, não havia sentido em gastar dinheiro com armas em um país onde as pessoas passavam fome.

A Colômbia está em guerra civil há quarenta anos com esta guerrilha do Partido Comunista Colombiano que conta com simpatizantes pelo mundo afora, inclusive o mais popular historiador marxista, o Eric Hobsbawm, que criticou as injustiças do estado colombiano, a quem nega legitimidade. Enfim, agora sabemos como a elite das FARC sobrevive: alguns estão na floresta venezuelana, outros na equatoriana, e talvez haja alguns em território brasileiro. Depois da declaração de Chávez, podemos ter certeza de que parte do secretariado das FARC está escondida na Venezuela.

Apesar de não vivermos no Brasil em uma guerra civil declarada, entre 1996 e 2006 foram assassinados meio milhão de brasileiros. Os esquerdistas culpam a existência de armas de fogo e a injustiça social por isso. De fato, creio que boa parte destas mortes é explicada pela ação das quadrilhas de traficantes de drogas e pela existência de grupos de extermínio. O nível atual de organização das quadrilhas de traficantes de drogas deve muito aos antigos presos políticos da esquerda. Quanto aos grupos de extermínio, são a solução encontrada pela comunidade e por comerciantes, que pagam a policiais para exterminar jovens criminosos. De fato, a eliminação destes jovens pode até ser um fator de redução do número de assassinatos. Enquanto isto, os esquerdistas vêm com este papo furado politicamente correto defendendo a proibição da venda de armas e com campanhas para desarmar os cidadãos corretos, que pagam os impostos que sustentam a corja dos companheiros ,como vimos detalhadamente no escândalo do Mensalão, dos Cartões e das ONGs.

Mas voltando à questão da segurança sul-americana, temos agora uma possibilidade de guerra real à vista, caso o governo colombiano mate algum membro da elite das FARC na fronteira com a Venezuela. Uma guerra na floresta amazônica iria obrigar a mobilização do exército brasileiro na floresta para evitar que ela fosse usada pelas forças em conflito. A simples presença das forças brasileiras, por outro lado, aumenta o risco de “acidentes”. Levando em consideração os nossos atuais governantes, o peso das nossas forças poderia ser colocado ao lado dos venezuelanos, enquanto os Estados Unidos perfilariam ao lado da Colômbia... E poderíamos dar adeus à longa paz sul-americana. Mas o que alguém poderia esperar destas odiosas doutrinas marxistas que explicam a história pelo conflito entre opressores e oprimidos?

Devemos agradecer muito disso ao grande Fidel Castro; em um artigo surpreendente do Mino Carta ele se pergunta o que teria acontecido na América do Sul se a Geração 68 não tivesse se deslumbrado com a Revolução Cubana e desejado adotar o seu modelo. Talvez a história tivesse sido diferente e os americanos tivessem reagido menos histericamente os governos populistas que aos seus olhos se tornavam um foco de comunistas ansiosos por se aliar à União Soviética. Em certo sentido, tudo começa com a reação exagerada dos EUA diante da perda da sua influência em Cuba, o que acabou jogando Castro no colo dos soviéticos.


Fidel fez um grande estrago, as repercussoes da Crise dos Misseis mataram Kennedy, derrubaram Kruchev e lançaram os americanos em um Cruzada contra os seguidores dos grandes heróis cubanos na America do Sul. Neste ponto, uno-me à saudação de John McCain, que, a respeito da saída de Fidel do poder, desejou-lhe uma partida breve para o inferno para se encontrar com Karl Marx.

13 comentários:

Anônimo disse...

América Latina
Terça, 19 de fevereiro de 2008, 13h37
José Dirceu dedica texto emocionado a Fidel Castro

O deputado cassado e ex-ministro José Dirceu dedicou a Fidel nesta tarde um texto em tom emocionado em que conta como o conheceu nos anos 60 após ser preso pela ditadura militar.
» Veja fotos de Fidel Castro
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» Fidel Castro renuncia à presidência
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"Nada da história recente de nossas lutas e do povo da América Latina poderá ser escrito sem Fidel... Revolucionário, fiel às suas idéias, coerente, sempre aberto ao debate e a luta de idéias, Fidel deixa agora a linha de frente do comando do seu país para continuar como simples companheiro. Sua luta já é parte da Historia universal", disse Dirceu em seu portal na Internet.

Para o escritor Eric Nepomuceno, o afastamento da presidência de Fidel não surge como uma surpresa e abre caminho para uma nova etapa administrativa, ainda que de continuidade.

"Era uma coisa prevista. Desde que ele se afastou, há um ano e meio, já era um período de preparação para essa nova etapa que se abre agora", disse Nepomuceno, autor do livro sobre a ilha "Anotações sobre uma Revolução".

Nepomuceno disse que é evidente que são necessárias várias reformas no sistema cubano, tanto econômicas quanto democráticas, mas também é importante preservar conquistas consideradas por ele como "intocáveis", como o baixo índice de mortalidade infantil.

"Nada em Cuba vai ser brusco. Não acredito, por exemplo, que haja eleições convencionais, como conhecemos, a curto prazo", disse Nepomuceno.

"O importante é que Fidel sai, mas vai continuar exercendo poder, como parte de um processo não de transição, mas de renovação", disse Nepomuceno, autor também de "Caderno de Notas", com reportagens sobre a América Latina.

Anônimo disse...

Cuba: a eleição de Raul e a transição
Por Zé Dirceu
A eleição de Raul Castro para a presidência de Cuba...

A eleição de Raul Castro para a presidência de Cuba, ocorrida no fim de semana, era natural. Na prática a transição já estava feita. Concluiu-se, agora, com a passagem da chefia do Governo e do Estado de Fidel Castro para Raul. Fidel continua como primeiro-secretário do Partido e será consultado sobre defesa, relações exteriores e mudanças econômicas, como deixou claro o novo presidente.

O país não teve, portanto, nem uma ruptura e nem continuísmo. Mas Cuba vai mudar, até porque, essa é a expectativa da sua juventude e do seu povo que, seguramente, tomarão o destino em suas mãos, como o fizeram na Revolução. O ritmo e a extensão dessas mudanças, dependerão, em grande parte, da capacidade da nova direção do país e de como os Estados Unidos reagirão.

Cuba vai mudar porque chegou a hora de enfrentar vários problemas econômicos e políticos do pais, dentre os quais o tamanho do Estado, da burocracia, sua ineficiência, seus métodos de trabalho e a estrutura administrativa, como bem destacou o novo presidente Raul Castro. É preciso, também, enfrentar o grave problema do desabastecimento de alimentos e bens básicos de consumo, de aumentar os salários e enfrentar a questão da "libreta", mercado de cesta básica, subsidiada com preços "irracionais e insustentáveis", como assinalou o novo chefe do governo.

Para tanto, faze-se necessário e eu espero que o futuro governo dos EEUU ponha fim ao embargo econômico e reate as relações diplomáticas e comerciais com a ilha, o que terá um impacto extraordinário em sua na vida política, econômica e social, além de permitir a reconciliação do povo cubano consigo mesmo.

A questão central, portanto, é se os Estados Unidos vão mudar, já que Cuba, queiram ou não, muda há mais de 15 anos, desde o desaparecimento da União Soviética. E muda não só no na economia. Basta lembrar a abertura religiosa que o país viveu desde a visita do papa João Paulo II, agora reafirmada nas declarações e na visita do Cardeal Betone a Havana.

Qual é o peso do embargo, na verdade, bloqueio econômico, já que na legislação americana há inúmeras medidas de represália aos países e empresas que mantenham negócios com Cuba como, por exemplo, exportação ou investimento, assistência técnica ou venda de tecnologia? Em que medida Cuba pode mudar se os EEUU mantém as medidas de embargo, bloqueio e uma política agressiva contra a ilha caribenha?

Estas são as perguntas que deveriam ser respondidas nos últimos dias. Mas, toda a mídia brasileira e mundial desprezou de propósito esse foco para seguir o caminho lógico e natural do manual do Departamento de Estado, que fica na eterna cantilena de que Cuba precisa de reformas liberais, de mercado, de abertura e de eleições livres e diretas, antecedidas da libertação dos dissidentes políticos.

Essa suposta fórmula mundial de democracia desconhece que Cuba abriu sua economia desde a década de 90, tanto para investimentos externos como para parcerias com empresas estrangeiras, dentre outras, nas áreas de cana de açúcar, níquel, cigarros e charutos, bebidas e licores, telefonia, construção civil. Aliás, o governo cubano tem declarado que com exceção das áreas da saúde, educação e defesa nacional,o país esta preparado para se associar a capitais privados externos em quaisquer outras áreas.

A suposta lenga-lenga, de que o embargo já não funciona é bom para americano ler. A verdade é que qualquer navio, empresa, barco, etc, que atracar, vender ou negociar com Cuba, está sujeito a lei americana. Felizmente os governos do Canadá, Espanha, Japão, os países escandinavos e a América Latina deixaram para trás, no lixo da história, o embargo americano.

Mas isso não elimina o torniquete americano ainda representado por ele e que encarece, quando não desabastece Cuba de matérias primas, insumos, bens intermediários e equipamentos, além de impedir investimentos em áreas estratégicas como energia, gás e petróleo, como foi o caso de nossa Petrobras.

Raphael disse...

A única pena, Heitor, é que o ditador tropical não tenha sido chutado do poder. Saiu por espontânea vontade, coisa que acaba trazendo certa vergonha para nós.

Anônimo disse...

Chávez envia tanques à fronteira com Colômbia e fecha embaixada
Da Redação*

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, enviou tanques para a fronteira com a Colômbia neste domingo (2), depois que tropas colombianas invadiram o Equador na véspera em uma ofensiva contra rebeldes das Farc.

Chávez também pediu o fechamento da embaixada da Venezuela em Bogotá e a retirada da equipe diplomática, alertando que as ações da Colômbia podem dar início a uma guerra da América do Sul.

"Senhor ministro da Defesa, mova 10 batalhões até a fronteira com a Colômbia, de imediato, batalhões de tanques", disse Chávez durante seu programa semanal de rádio e TV.

O presidente venezuelano disse que falou na manhã desse domingo com o mandatário equatoriano, Rafael Correa. O Equador está "mobilizando tropas para o norte. Correa conta com a Venezuela para o que quer que seja, em qualquer circunstância", assinalou Chávez.

"Não queremos guerra, mas não vamos permitir que o império nem o seu cachorro nos venham debilitar", acrescentou.

Equador
O Equador também retirou neste domingo seu embaixador em Bogotá, ao considerar como "transgressão" a operação colombiana que matou, em território equatoriano, 17 guerrilheiros das Farc, incluindo o número dois do grupo, Raúl Reyes, informou a chancelaria.

"O Equador resolver retirar, de imediato, seu embaixador em Bogotá frente aos graves fatos ocorridos na zona fronteiriça, que constituem uma transgressão dos princípios de soberania e integridade territorial", afirmou o ministério em um comunicado.

Farc
As afirmações do governo colombiano de que o chefe rebelde Raúl Reyes foi morto no Equador "são pouco menos que uma infâmia", disse nesse domingo a revista 'Resistencia', órgão de difusão das Farc, na primeira reação do grupo rebelde.

"Por agora, podemos assegurar que as afirmações do governo que dizem que nossos camaradas estavam na república irmã do Equador são pouco menos que uma infâmia", assinalou 'Resistencia' em sua página na internet. Na mensagem, os autores pedem ainda que não se abale "o esforço em favor da troca humanitária e que continua o nosso processo de paz".

Pedro Mundim disse...

É significativo que a Colômbia, com seu presidente direitista, tenha sido a única exceção na atual onda populista que atinge toda a América Latina: a Colômbia é a pátria das FARC's, e quem tem as FARC's não pode ter nenhuma ilusão a respeito da esquerda.

Anônimo disse...

Seu chatóide, aprenda a escrever direito! Aprenda a empregar vírgulas, em vez de colocá-las separando o sujeito do verbo. E a saber quando deixá-las de fora também. Vá estudar concordância e regência. E pare de escrever sempre o mesmo texto, e sempre sobre o mesmo assunto. Vira o disco!

Aproveite também pra revisar o que escreve, garoto.

o mais popular historiador marxista do momento Eric Hobsbawn... Mais uma vírgula, dessa vez ausente. E Hobsbawn é chapéu velho, tolinho.

Mas voltando a questão... CRASE!

Considerando os nossos atuais governantes, o peso das nossas forças poderiam ser colocadas ao lado dos venezuelanos... ah, tá. O Brasil vai apoiar a Venezuela? Lula e Chavez não são coleguinhas.

às elites retrógrada... É, um grande poblema esse, dessas elite retrógrada!

John McCaine... McCAIN!

Anônimo disse...

É impressionante que esses que endeusam Fidel não vejam que usam deslavadamente dois pesos e duas medidas. Como podem se dizer democratas e rezam e se babam todos diante do maior ditador e desrespeitador dos direitos humanos da America Latina? Para mim, também, que Fidel vá logo arder no inferno! E que o povo de Cuba se livre, o quanto antes, desse ranço em que esteve atolado por tantas décadas.

Catellius disse...

Anônimo,

“Aprenda a empregar vírgulas, em vez de colocá-las separando o sujeito do verbo. E a saber quando deixá-las de fora também.”

Não era para ter vírgula aí onde você colocou uma.

“Vá estudar concordância e regência. E pare de escrever sempre o mesmo texto, e sempre sobre o mesmo assunto. Vira o disco!”

O certo é “vire o disco”, já que você optou pelo discurso na terceira pessoa. Se preferir tudo na segunda pessoa, deve escrever “vai estudar” e “pára de escrever”.

“Aproveite também pra revisar o que escreve, garoto.”

Aproveite também pra revisar o que escreve, garoto.

“o mais popular historiador marxista do momento Eric Hobsbawn... Mais uma vírgula, dessa vez ausente. E Hobsbawn é chapéu velho, tolinho.”

Há uma vírgula por lá, tolinho. E o certo é Hobsbawm, com M.

“Considerando os nossos atuais governantes, o peso das nossas forças poderiam ser colocadas ao lado dos venezuelanos... ah, tá. O Brasil vai apoiar a Venezuela? Lula e Chavez não são coleguinhas.”

Caro analfabeto, no texto do Heitor está certo: “o peso das nossas forças poderia ser colocado ao lado dos venezuelanos...” O peso (...) poderia ser colocado. E você escreveu: O peso (...) poderiam ser colocadas... Errou no número e no gênero, estúpido. E tem a petulância de corrigir os outros... E há um acento em Chávez .

“John McCaine... McCAIN!”

Hobsbawn... HOBSBAWM, com M.

Burrão!

André disse...

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/12/02/parallels-in-history/

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/12/02/the-mystery-of-marina-oswald/

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http://execoutcomes.wordpress.com/2007/12/02/overconfidence/

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http://execoutcomes.wordpress.com/2007/11/05/venezuelas-paper-army-2004/

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After Colombia’s cross-border raid into Ecuador on March 1 that resulted in the death of the Revolutionary Armed Forces of Colombia’s second-in-command, Venezuelan President Hugo Chavez warned March 2 that if Colombia launched any such action on Venezuelan soil, it would be cause for war.

Chavez then closed the Venezuelan Embassy in Bogota and ordered 10 battalions to the Venezuelan-Colombian border. The Venezuelan military is no match for Colombia’s larger, better-funded and more experienced forces.

Following a March 1 Colombian cross-border raid into Ecuador that resulted in the death of the No. 2 Revolutionary Armed Forces of Colombia (FARC) commander, Venezuelan President Hugo Chavez on March 2 warned Bogota against launching any similar operation on Venezuelan soil.

The same day, during his weekly radio address, Chavez announced that he would be closing the Venezuelan embassy in Bogota. He added that he had asked his defense minister to send 10 battalions — including tank battalions and military aviation — to the Venezuelan-Colombian border.

Venezuela’s armored formations (with tanks that include a smattering of old French AMX and British Scorpion designs) are based on the outskirts of Caracas, but an infantry brigade is based at San Cristobal near an important border crossing, and another at Maracaibo. Some tanks appear to be regularly stationed on the border.

Unless this move has been premeditated, it would likely take several days — at the very least — to get an armored unit stationed outside Caracas spun up and on the road toward the border.

This road is the one most capable of sustaining heavy logistical trains from the capital. In fact, except for the northernmost 300 miles, the border is covered by dense rainforest and does not appear to have particularly heavy transportation infrastructure. The roads from Caracas to San Cristobal and Maracaibo appear to be the path of least resistance and thus, logistically speaking, are the paths a military mobilization is likely to take.

Much of this northern sector of the border runs along a mountain ridgeline, so while there is decent road infrastructure to get there, it would literally be an uphill battle for Venezuelan forces to move across the border there, as they would be ceding the high ground to Colombia.

Further north along the coast, a major road crosses flat coastal lowlands above Maracaibo, which offers Venezuelan troops the option of attempting to cut off the majority of the low-lying La Guajira peninsula — though there does not appear to be much of value there. Beyond the La Guajira Department lies the Magdalena Department, which contains Colombia’s highest peak, the 18,000-foot Pico Cristobal Colon.

Meanwhile, there is the very serious issue that the Venezuelan military is unpracticed at the fine art of logistics and is not known for its acumen for maintaining vehicles in depot, much less those that are deployed. Stratfor is skeptical of Venezuela’s ability to project and sustain forces meaningfully beyond its borders, especially regularly organized units and the tank battalions Chavez has requested.

Colombia’s military is larger, better funded and more operationally experienced — each by a factor of 10 — than Venezuela’s.

U.S. funding and the prosecution of the counternarcotics war have given Colombia one of the most noteworthy military machines in the region. In addition, Bogota’s military is well-disposed on its side of the border to counter any offensive move by Caracas.

Though Venezuelan forces moving quickly might be able to achieve some short-lived localized superiority, there is little to suggest that they would be capable of consolidating that gain before Colombia’s military came down upon them.

Thus, the metrics of a Chavez on the warpath are not thus far holding up to scrutiny. But Stratfor continues to monitor the situation closely. The Venezuelan president has been losing ground domestically of late and no doubt could benefit from stirring up some nationalist sentiment.

Meanwhile, Stratfor will be watching the movement of Venezuelan troops to see whether 10 battalions are moved to reinforce the ones already on the border and, if so, how quickly.

Should these reinforcements — especially armored battalions from Caracas — arrive in short order, it would suggest that Chavez’s announcement was premeditated, rather than an off-the-cuff reaction to the March 1 FARC raid.

And there is always the outlying concern that Chavez’s cultivation of relations with FARC was not because he wanted leverage over the organization for solely political purposes, but because he might attempt to use them as a militant proxy.

André disse...

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/12/02/the-problem-of-venezuela/

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Venezuela: Submarines, Air Defense and U.S. Concerns (2005)

Venezuelan President Hugo Chavez is leaving June 26 for a state visit to Russia and Belarus, where he reportedly will discuss buying submarines from Russia and an air defense system from Belarus. It is unclear whether either deal will actually materialize. The potential submarine purchase has received a lot of attention, but the important issue is the prospect of Chavez acquiring sophisticated air defenses.

Submarines are not unusual in Latin America. Peru and Colombia -- among other countries in the region -- operate submarines, and Venezuela already has two German-made Type 209-class diesel-electric boats, acquired in the mid-1970s. The submarines Chavez reportedly is considering buying from the Russians -- five Project 636 Kilo-class boats and four Project 677 Amur-class boats -- would significantly upgrade Venezuela's fleet. Though the Russian boats have limited offensive capabilities against land targets, both classes of Russian submarines can launch SS-N-27 Klub anti-ship missiles and potentially anti-aircraft missiles. Venezuela's current submarines only fire torpedoes.

Chavez says the potential submarine purchase is part of a plan to defend Venezuela against the United States, which he says could invade Venezuela to take its oil. While this is an unlikely scenario (Venezuela needs oil money from the United States more than the United States needs Venezuelan oil), it is reasonable for Chavez to take steps to make a potential invasion more costly. And if all nine boats were delivered, Venezuela would have the largest submarine force in the Western Hemisphere outside of the U.S. Navy.

However, the U.S. Navy has more than 50 years' experience tracking Russian-built submarines and would have little problem locating, identifying and destroying them. Since the submarines pose little threat to land targets and would be vulnerable to interdiction by the U.S. Navy, they are of little concern to the United States.

Any potential U.S. military operations against Venezuela in the foreseeable future likely would be small, precision special operations with very specific objectives, such as hostage rescue or the evacuation of U.S. citizens from a dangerous environment. Chavez' submarines would be a minor consideration in these activities -- especially since the boats would have little hope of getting close enough to U.S. forces to do any harm.

Of the potential weapons deals Chavez could make on his current trip, the one that would cause U.S. military planners concern is the purchase of an air defense system from Belarus. Chavez has said he will put the final touches on an agreement with Minsk for an air defense system capable of engaging targets as far as 120 miles away from Venezuela and shooting them down when they get within 60 miles of the country. It is unclear whether Chavez is referring to the SA-10 system (also known as the S-300) Belarus uses, which has a maximum range of 124 miles and a formidable capability to engage aircraft.

Because air support very likely would be significant in any U.S. military activity against Venezuela, U.S. military plans would have to take the S-300 into account. Unlike the submarines, Venezuelan S-300 batteries would be difficult to deal with (as would the Su-30 multi-role fighter planes Russia began delivering to the Venezuelan air force in December 2006).

For now, it seems Moscow is using the possibility of sophisticated weapons sales to Caracas to influence its relationship with Washington. Russia has often used arms sales as a means of exerting geopolitical pressure on the United States. Russia once hinted at supplying Tu-22M Backfire bombers to China and three Strelets surface-to-air missile systems to Syria, despite objections from the United States and Israel. In response to recent U.S. inroads along Russia's periphery, Moscow might be deciding to muddy the waters elsewhere for the United States -- and Venezuela, already a sore spot for Washington, is a good launching pad.

Of course, the Venezuelan submarine and air defense deals could be called off or scaled back if doing so would be advantageous to Moscow. In the meantime, the political implications of the sale of advanced weapons to a regime that is openly hostile toward Washington can keep the United States off balance -- without a single missile actually being sold.

André disse...

Errata:

Venezuela: Submarines, Air Defense and U.S. Concerns (2006)

André disse...

http://execoutcomes.wordpress.com/2008/02/21/cuba-and-brazil/

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After Fidel Castro

Speculation has abounded about how — and if — Cuba will embark upon economic and political reform ever since Fidel Castro said Feb. 19 that he will not return to the position of president and commander in chief. The Cuban parliament on Feb. 24 named Fidel’s younger brother Raul and Jose Ramon Machado Ventura, respectively, as Cuba’s new president and first vice president.

Meanwhile, the Cuban economy faces significant problems. Its black market is growing significantly. Inequality is on the rise, along with corruption and crime. Its agricultural output is in decline and its industry inefficient.

Though Cuba is unlikely to address these problems by embarking upon an openly free-market, capitalist course, it is no secret that Raul has been looking to China and Vietnam as candidates for economic emulation.

Raul Castro clearly would prefer to model any economic reforms on China, which has maintained state control along with its rapid gross domestic product growth. China is approximately 86 times larger in population than Cuba, but with a much larger proportional rural population — something that helped fuel China’s industrialization. In contrast, Cuba’s economy is more similar to those of the former Eastern Bloc nations, which experienced economic havoc in the 1990s after moving quickly from command-and-control economies toward liberalization.

To avoid such an outcome, Cuba will proceed slowly. Raul cannot make radical changes, and he knows it. Drastic changes reinventing Cuba’s capital structure could prove disruptive, possibly even undermining the island nation’s military. While he must implement reforms to maintain economic growth and prevent Cuba’s standard of living from worsening, continued assistance from Venezuela and China — Cuba’s two largest trading partners — will allow Raul and whoever takes his place to proceed with reforms at a slow pace for quite some time.

China could become Cuba’s new economic and political booster, though its support probably would be on a smaller scale than the Soviet patronage of Cuba during the Cold War, and Beijing would avoid dealings with Cuba that would significantly perturb the United States. This could prolong major change in Cuba indefinitely.

But China’s current trade with Cuba ($2 billion in 2007) will have to increase markedly if Beijing wishes to sustain Cuba the way the Soviet Union did via its Cold War trade with the country, which amounted to a total of almost $17.48 billion per year (in current dollars). Current Cuban trade with Russia totals slightly more than $200 million annually.

While China and Venezuela work to establish firmer footholds in the nation, U.S. business interests will continue to press Washington to open up dialogue and trade with Cuba. U.S. agribusiness reached a trade deal with Cuba in 2000 (something Washington permitted ostensibly on humanitarian grounds); the petroleum industry probably will be next in line to seek permission to trade with Cuba.

Cuba already has been making deals with China and Europe to drill on its coast; U.S. companies obviously want a piece of the action. As the race for ownership of resources in the Gulf of Mexico continues, the notion of China and Venezuela staking significant claims in the area will unnerve not only U.S. business interests but also U.S. security policymakers. Pressure accordingly will mount on the U.S. government to reach oil and natural gas deals with Cuba in Cuban waters.

Cuban market reforms similarly could pave the way for significant foreign investment in the agriculture, service and technology sectors. Raul Castro is less opposed to ethanol than his predecessor was, and Cuba has the capacity to manufacture as much as 3.2 billion gallons of ethanol annually from its sugar crop. This could serve as a huge source of capital, particularly as demand for the fuel rises worldwide.

Cuba’s well-educated population also could provide an ideal labor pool for outsourcing in a variety of areas in the service sector, as well as in technology and biotechnology firms.

For any real economic takeoff to occur, however, Cuba’s leaders will have to promote an entrepreneurial ethos among its people and businesses. (Such an ethos already exists in the black market.) Cuba will have to invent a business culture mostly from scratch, though it already has instituted programs that support (albeit heavily taxed) small businesses that serve the tourist industry. The regime also will have to balance any economic reforms with its propaganda of economic egalitarianism, though this already is being undermined by rising inequality. A successful model for maintaining communist rhetoric in support of the party while simultaneously pushing through capitalist reforms exists in China, and Cuba has been watching.

Whether the United States can take part in a potential broader range of investment opportunities in Cuba depends on the future status of the U.S. embargo. While a total end to the embargo is unlikely to come any time soon (none of the leading U.S. presidential candidates has indicated that he or she would support lifting the ban absent drastic political and economic changes in Cuba), small détentes are not out of the question — particularly if both governments portray these changes as primarily humanitarian.

A Cuban-U.S. rapprochement could bring the island significant investment from Cuban expatriates in the United States. It also eventually could be a significant source for business growth and linkages for the island. U.S. President George W. Bush’s administration has clamped down on remissions to Cuba; a new U.S. administration could change this policy. China effectively used the ability to tap large expatriate populations for business ventures during its economic rise. Cuba will look to do the same. The 1.5 million Cubans living abroad will be resolute in their demands for change in Cuba, however — change that might be a long time coming.

Beyond how much Cuba flourishes or stagnates under any reform, the decline of Fidel will eliminate what has been the most dependable promoter of global socialism for the last 50 years. While developing nations around the world experimented with market reforms and liberalization during the latter half of the 20th century, Cuba remained a symbol of resistance and socialist ideals for many left-wing movements, as well as for those throughout the world who felt disenfranchised by capitalism.

Beyond Castro’s symbolism as a bulwark against capitalism, the nation’s universal education and health care programs held widespread appeal for intellectuals and the poor worldwide. And because of a lack of petroleum in the 1990s, the small-scale, nonindustrial agricultural practices employed by Cuba — which often simply could not afford pesticides and fertilizers — became a symbol of sustainable agricultural and environmental practices.

Throughout his career, Castro supported Marxist guerrilla insurgencies in Peru, Argentina and Bolivia. He sent troops to support revolutionaries in Nicaragua in 1979, aiding the Sandinistas against Anastasio Somoza’s government. Beyond the Western Hemisphere, he sent Cuban troops to Angola and Ethiopia to help Marxist causes there. More recently, he improved ties with Caribbean nations, fomenting increased anti-U.S. sentiment in the region.

This is not to say that had Castro not existed, Marxism would have died, or that various insurgencies would not have taken place, but the existence of this socialist “utopia,” along with Castro’s ability to inspire political movements — particularly across Latin America — provided Marxism with sustenance. For instance, Castro aided Venezuelan President Hugo Chavez’s populist appeals by providing Venezuela with Cuban health care and education (two areas in which Cuba can claim some success) professionals in 2000 to help Chavez promote his goals of universal health care and literacy for Venezuelans. Fidel has used Cuba’s arsenal of doctors and teachers to spread his views on socialism not only in Latin America but also around the world.

For example, he recently sent approximately 100 doctors to Botswana to fight HIV/AIDS.
Following the fall of the Soviet Union, however, much of Fidel’s activity was redirected inward. Most of his attention was focused on maintaining control over his own people as the absence of Soviet subsidies led to drastic reductions in Cuban economic growth. Since then, his remaining influence largely has been limited to bolstering the socialist governments of Chavez and Bolivia’s Evo Morales, though Fidel played no role in bringing these men to power. Castro’s presence lent each a sense of legitimacy in that they could show that they were not embarking upon a socialist agenda alone as they turned against the market reforms of the 1990s. Internal forces reigned supreme in the rise of these leaders, but now, as Cuba either changes course or stagnates, Latin America’s potential revolutionaries will not have a major charismatic socialist leader, at least for the time being.

Anônimo disse...

declarações da suprema bestialidade...

O discurso de Lula nesta sexta-feira foi mais ameno que o de ontem. “Seria tão bom se o Judiciário metesse o nariz apenas nas coisas dele. Iríamos criar a harmonia que está prevista na Constituição para que democracia seja garantida. [...] O governo não se mete no Legislativo e não se mete no Judiciário. Se cada um ficar no seu galho, o Brasil tem chance de ir em frente. Se cada um der palpite [nas coisas do outro], pode conturbar tranqüilidade que sociedade espera de nós”, afirmou Lula. “E de repente alguém fala que se entrarem na Justiça vai analisar. Na verdade, ele deu uma senha para o PSDB e para o DEM”, disse Lula se referindo a Marco Aurélio Mello.

Lula insinuou ainda que Mello tinha a pretensão de entrar na vida política. “Quem falou essa sandice [Mello]... Ele quer ser ministro da Suprema Corte ou quer ser político? Se quiser ser político, renuncie lá e se candidate a um cargo para falar as bobagens que quiser na hora que quiser”, afirmou Lula. Na cerimônia, o presidente convocou os parlamentares presentes a fazer cumprir o papel do Legislativo. “Meus companheiros deputados e senadores, eu acho que vocês têm um papel a cumprir. Mais do que apoiar o meu governo e mais do que votar contra os que votam contra, é de fazer valer o Poder Legislativo brasileiro, que faz as leis. O Poder Judiciário interpreta as leis, não faz leis. Então, é preciso que a gente reordene as instituições brasileiras para que elas funcionem cada vez mais, democráticas e cada vez mais harmoniosas”.

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