01 fevereiro 2008

Sobre minhas viagens

Um menino que nada entende de jornalismo está preocupado em saber como custeio “viajens (sic!) à Europa, vinhos e restaurantes, foie gras, prostitutas” e meu ego. Bom, ego não custa caro. Quanto ao mais, já ouvi várias teorias ao longo de minha vida. No final dos anos 60, em meus dias de universidade, pelo simples fato de não ser comunista, considerava-se que eu era pago pelo DOPS. Se as jovens gerações já não lembram o que quer dizer, explico: Departamento de Ordem Política e Social, organismo do governo criado durante o Estado Novo, cujo objetivo era controlar e reprimir movimentos políticos e sociais contrários ao regime no poder.

Comecei então a trabalhar em jornais. Fui imediatamente promovido ao SNI. Se as jovens gerações já não lembram, o Serviço Nacional de Informações foi criado pela lei nº 4.341 em 13 de junho de 1964, com o objetivo de supervisionar e coordenar as atividades de informações e contra-informações no Brasil e no Exterior. Um burguês reacionário que trabalhasse em jornal, naqueles dias, só podia ser agente do SNI. Eu, camponês e filho de camponeses, achava muito divertida a nova profissão que me fora atribuída.

Comecei a viajar. Já na primeira “viajem” – como escreve o menino analfabetinho – percorri a Europa de sul a norte e de leste a oeste. Era jovem, as geografias longínquas me fascinavam e 30 ou 40 horas de trem para mim constituíam lazer. Após um ano de Suécia, voltei para Porto Alegre. Recebi nova promoção. Trabalhava agora para a CIA. Mais ainda: minha missão seria vigiar os exilados brasileiros que planejavam a revolução latino-americana nos hotéis de luxo de Estocolmo e nos restaurantes caríssimos de Gamla Stan.

Que assim seja, pensei. Já que vivia de parcos recursos na Suécia – vinho só em fins de semana e olhe lá! – pelo menos curti o prestígio de espião internacional bem remunerado. A Guerra Fria acabou, tornou-se demodé pichar como agente da CIA quem não fosse comunista. Após toda uma trajetória como jornalista, escritor, tradutor e professor universitário, ainda há quem queira saber como vivo bem. Nesta altura dos acontecimentos, certamente sou financiado pelo Foro de São Paulo.

Nada mais prazeroso para um homem honrado do que falar de si mesmo – escreveu Dostoievski. Não vou perder a vaza. O leitor em questão parece ignorar que a forma mais prática de viajar sem ter muito dinheiro é exercer o jornalismo. Me formei em Direito e Filosofia. Se exercesse o Direito, teria boas chances de acumular bom capital. Mas seria prisioneiro da profissão. Certa vez, viajei um mês pelas ilhas gregas com uma advogada trabalhista gaúcha. Na volta ao sul, ela descobriu que seu sócio no escritório lhe havia roubado todas as causas e clientes. Teve de recomeçar de zero.

Optei pelo jornalismo pela possibilidade de exercer este ofício onde quer que se esteja. Graças à profissão, consegui bolsas e muitas viagens. Volto à minha primeira viagem. Foi em 71. Com minha companheira, percorremos a Europa de ponta a ponta durante dois meses. Irritado com o Brasil – não com a ditadura, mas com o país do carnaval e do futebol – decidi ficar em Estocolmo. Na época, não pretendia mais voltar a meu país. Dois livrinhos me mantiveram em pé no reino dos Sveas: as Poesias Completas, do Fernando Pessoa, e o Martín Fierro, do Hernández. Mas minha mulher era funcionária pública e não era sensato largar seu emprego. Apesar do afeto das suecas, muitas noites chorei, estático junto a uma janela, olhando aquele deserto branco e hibernal dos hiperbóreos. Um dia, um amigo boliviano me disse: Sos un boludo, che! Tienes en Brasil una mujer que te quiere. Que haces en esta tierra de hombres tristes?

Voltei. Foi certamente a decisão mais sensata de minha vida. Desempregado, estava me preparando para um concurso na Capitania dos Portos, para trabalhar como faroleiro no litoral brasileiro. Veleidade romântica minha, afinal eu jamais suportaria a vida de farol. Foi quando fui convidado a substituir Luís Fernando Verissimo na Folha da Manhã, em Porto Alegre. Após um ano de crônica diária, tive uma recaída de uma doença que geralmente acomete quem mora na Suécia, a resfeber. Em bom português, febre de viagens. Candidatei-me então a uma bolsa para um doutorado em Paris. Candidatei-me junto à embaixada francesa, não pela Capes ou CNPq, onde quem não tem pistolão não consegue nada. Não que estivesse interessado em doutorado ou vida acadêmica. Queria aqueles vinhos, queijos e mulheres só encontradiças às margens do Sena.

A bolsa me foi concedida sem que eu tivesse uma única carta de recomendação. Quando o cônsul telefonou-me para anunciá-la, disquei imediatamente para minha companheira. Eu, que sempre fora avesso ao casamento, perguntei à queima-roupa: “queres casar?” Perplexidade do outro lado da linha. “É que estou indo para Paris e quero te levar junto”. Envergonhado, casei meio às escondidas, num cartório ao lado de meu bar. Às onze da manhã, eu bebia com o Carlos Coelho, excelente amigo e colunista da Zero Hora, na Rôtisserie Pelotense. Deixei minha caipirinha pela metade e disse ao Coelho: “segura aí que vou comprar um jornal”. Entrei no cartório, onde já me esperavam familiares e testemunhas. Aí o juiz me fez uma pergunta idiota: você quer casar com esta mulher? Claro que queria, senão não estaria lá. Disse então aos circundantes: “vou comprar um jornal, me esperem na churrascaria aqui na frente”.

Voltei à Pelotense, terminei minha caipira com o Coelho, ele sequer imaginava que naqueles poucos minutos eu mudara de estado civil. Ocorre que Coelho, jornalista futriqueiro, tinha o detestável hábito de ler o Diário Oficial. Viu os proclamas e largou a história na imprensa. Dia seguinte, dei longa entrevista na Folha, tentando convencer minhas demais amadas que continuava sendo o mesmo homem solteiro de sempre. Não convenci muito. Mas afinal já estava com um pé em Paris.

Foram anos de muitas viagens. Durante quatro anos, fiz crônica diária para a Caldas Júnior, de Porto Alegre. O vínculo empregatício, mais a bolsa, nos deram vida folgada. Sem falar que o governo francês pagava metade de meu aluguel. A cada início do mês, um funcionário dos Correios me trazia em casa um pacote de notas estalando de novinhas e as contava em minha frente, até o último centime. Os seis primeiros meses de aluguel, por questões burocráticas, atrasaram. Quando peguei a bolada acumulada, compramos bermudas e sandálias e fomos para as ilhas gregas. Daí minha eterna gratidão à França. O Brasil nunca me pagou metade de meu aluguel nem jamais me proporcionou navegações pelo Egeu.

Quando passei a fazer correspondência de Paris, todo dia era festa. Minhas crônicas, eu sempre as elaborava em algum café, ao lado de uma Leffe radieuse. Minha pauta, eu mesmo a fazia. Se jantava em um bom restaurante, escrevia sobre gastronomia. Se andava nas ilhas gregas ou canárias, escrevia sobre as ilhas gregas ou canárias. Se marcava um encontro no Café Florian, em Veneza, com uma amiga macedônia, escrevia sobre o Florian, sobre Veneza, sobre a Iugoslávia e até mesmo sobre minha musa da Peônia, berço do Alexandre. Saudades daquelas noites de Veneza. Nos perdíamos entre os canais e só ouvíamos o chiado dos sapatos no silêncio da noite. Conversando com outros viajores que conheceram a ilha, soube que esta sensação de ouvir o chiado dos sapatos na calçada é bastante comum.

A peoniana levou-me para Skopje e Mljet. Escrevi sobre os soberbos restaurantes nas montanhas próximas a Skopje e escrevi sobre uma ilha de nudismo em Mljet, ilha dentro de um lago dentro da ilha maior, onde passei dias felizes. Não pelo nudismo. Mas pelo silêncio extraordinário da ilhota interior. Lembro que um dia dediquei-me a cortar as unhas e Katitza protestou com veemência contra minha insuportável agressão ao silêncio.

Ursula, uma namorada polonesa – que me chamava de “mon ours tropical” – rendeu-me várias crônicas sobre a Polônia. Não há melhor maneira de conhecer um país do que namorar uma das filhas desse país. Nem melhor dicionário que o dicionário de cabeceira. Em suma, meu lazer era meu trabalho. Durante quatro anos, viajei para onde quis e trabalhei onde quis. Sempre com uma maquininha de escrever a tiracolo. Fui ao Cairo e escrevi sobre o Cairo. Fui ao Sahara argelino, percorri El Hoggar em Land Rover e lombo de camelo, e escrevi sobre as montanhas e os tuaregues de El Hoggar. Aproveitei para escrever também sobre Argel. Percorri alguns países do Leste Europeu e escrevi sobre o socialismo. Participei dos festivais de cinema de Cannes, Berlim e Cartago. Sempre trabalhando. Nada melhor que ter como matéria de trabalho os melhores filmes da Europa e do mundo.

O menino preocupado com minhas viagens demonstra desconhecer o que seja jornalismo. Jornalista, em trabalho, não paga viagens. Além de meu salário e de minha bolsa, viajei subsidiado pela Internationes alemã, pelo Senado de Berlim, pelas mairies de Cannes e de Túnis, pelo Instituto de Cooperación Iberoamericana (ICI), da Espanha, e mais algumas instituições que já nem lembro. Viajar é inerente ao jornalismo. Esta foi uma das razões pelas quais optei pela profissão.

Cansei de Paris. Após quatro anos de Sorbonne – em verdade, a Sorbonne Nouvelle, Paris III, já que a Sorbonne mesmo naqueles dias já não existia – meu orientador ofereceu-me mais um ano de bolsa. Comovido, agradeci. Minha mulher já havia voltado e eu não conseguia viver sem ela. Meu jornal havia falido. Foi quando descobri que doutorado servia para lecionar em universidade, coisa que até então eu nem havia percebido. Fui lecionar Literatura Brasileira e Comparada na Universidade Federal de Santa Catarina, como professor-visitante.

Foram quatro anos de muitos dissabores e muitas alegrias. Os dissabores consistiam no relacionamento com meus colegas e nas reuniões de Departamento, verdadeiros aquelarres onde bruxas caquéticas se dedicavam ao estranho prazer de amarrotar egos alheios. As alegrias me foram dadas por minhas aluninhas, que – muitas delas – me honraram com a honra maior que um professor pode merecer. São homenagens que rejuvenescem.

Ocorre que eu não era marxista, nem petista, nem papista, nem politicamente correto. Claro que não duraria muito no magistério. Certo dia, o chefe de Departamento, com ar grave, veio falar-me. “Uma aluna se queixou ao Departamento que quando entrou na universidade tinha certezas. Depois das tuas aulas, não tem mais certeza nenhuma”. Nossa! Aquilo foi música para meus ouvidos. Me senti plenamente realizado como professor. Considero que a função maior do magistério é destruir certezas. Também causou espécie meu hábito de orientar teses em bares. Ora, por que não? – objetei. Não existe determinação nenhuma que proíba orientar teses em bares ou mesmo na cama. E continuei orientando meus alunos sempre em torno de um bom vinho. Por essas e por outras – e as outras foram muitas – fui ejetado da universidade.

Fui então para Madri, com bolsa do ICI. Orgia total. Nossas aulas terminavam a las dos de la tarde, como dizem os madrilenhos. O vinho era barato como água, comia-se bem por três ou quatro dólares, e eu terminava minhas tardes com minhas amigas latinas naqueles cafés adoráveis de Madri. Nunca consegui chegar à Biblioteca Nacional. Entre o ICI e a biblioteca havia um dos mais charmosos cafés da cidade, o Gijón. Ao passar pelo café, algo imperioso me atraía para suas mesas e nunca consegui atravessar o Paseo de Recoletos. Se não fosse o Gijón, havia o El Espejo ao lado. Não é fácil freqüentar uma biblioteca em Madri.

Pelas regras do ICI, estávamos proibidos de sair da Espanha. Cantiga para ninar pardais. Um dia tínhamos notícias de que uma colega fora vista em Fez, no Marrocos, uma outra zanzava por Berlim e um terceiro fora encontrado em Paris. E se alguém fora visto em Fez, Berlim ou Paris, era porque alguém o vira. Os turistas já eram no mínimo seis. Minha mulher vivia então em Paris. A cada mês, eu – ou ela – pegávamos um trem e íamos degustar vinhos em outras paisagens.

Nunca viajei tanto pela Espanha. Tinha de entregar uma tese ao final do curso. Ora, eu já tinha doutorado em Paris. Para que mais um? Entreguei então uma carta a meus professores. Nela, eu dizia que quando se faz uma bolsa, as teses são duas. Há aquela que se defende ante uma banca e fica mofando nas bibliotecas. E há a segunda, a mais vital, a que se defende freqüentando os bares da cidade, lendo seus jornais e conhecendo seu povo. A segunda – declarei – eu a defendi com brilhantismo nos cafés de Madri, Barcelona, Salamanca, Sevilha, Toledo, Cuenca, Santiago. A primeira, vou ficar devendo.

De volta da Espanha, vivi um ano em Curitiba e acabei vindo para São Paulo, onde trabalhei na Folha de São Paulo, no Estadão e depois na Folha de novo. Neste jornal, tive um problema sério. Vomitava todos os dias, antes de ir para a redação. Quando saí da Folha pela primeira vez, parei de vomitar. Quando voltei, voltei a vomitar. O diagnóstico se confirmava. Ora, eu não podia viver vomitando cada vez que pensava em ir para a redação. Acabei me demitindo. Dia seguinte, de novo parei de vomitar. Gostei muito de trabalhar lá e gostei do convívio com meus colegas. Mas havia uma incompatibilidade entre mim e o jornal e eu a somatizava.

De 71 para cá, acho que só não fui à Europa em três ou talvez quatro anos. De modo geral, sempre financiado por instituições ou em função do jornalismo. Ultimamente, afastado dos grandes jornais, não tenho mais essas colheres de chá. Hoje, graças ao bom Deus dos ateus, tenho como pagar minhas viagens. Depois da morte de minha mulher, a cada ano escolho uma parceira e saio a bater pernas pelo planetinha. Como nem sempre encontro a companhia adequada, não viajo tanto quanto poderia. Viajar sozinho, não consigo. Viajar é partilhar prazeres, paisagens, emoções. Não vejo graça alguma em comer um bom prato ou tomar um bom vinho sem dividi-lo com alguém, por melhor que seja um restaurante.

Tive vida serena até hoje. Gosto de meu passado. Para quem só conheceu cidade aos dez anos, está bom demais. Verdade que uma sombra empana meus dias, a perda da companheira com a qual partilhei quatro décadas de viagens e prazeres. Solo queda al desgraciao lamentar el bien perdido – dizia Hernández.

Não que a lembre todos os dias. Eu a lembro todas as horas de todos os dias. Que fazer? Morrer faz parte da vida. Como todo homem que chega aos 60, tive outras perdas na vida. Não foram uma nem duas. Foram mais. É normal. Envelhecer é perder. Nos últimos anos, muitas vezes me perguntei o que seria melhor, se ter sido feliz ou não ter sido feliz. A pergunta, à primeira vista, pode parecer sem sentido. Afinal é óbvio que ter sido feliz é melhor. A segunda vista, não. Pois quem não foi feliz não tem sensação de perda alguma quando não é feliz. Seja como for, concluí que ter sido feliz foi melhor.

Como vivo? Bom, isto é questão que só diz respeito a mim e à Receita Federal. E com esta estou quite. Poderia até dizer, em minhas rendas não há nada de ilícito. Mas deixo a questão no ar, para alimentar boatos. Esta questão irrita um tipo de leitor que adoro irritar e é claro que não vou furtar-me a este prazer. Posso no entanto afirmar que

- não vivo de tráfico, nem de drogas nem de ideologias, nem de religiões

- estou mais preocupado com os índices da Bovespa do que com o desmatamento da Amazônia ou o terceiro mandato do Sumo Apedeuta

- não dependo mais de chefes ou editores. O menininho que grafa “viajens” acha, por isso, que sou “mal sucedido” (assim ele grafou, sem hífen). Ora, me considero extremamente bem-sucedido, afinal posso trabalhar sem depender de patrão. Escrevo o que quero, quando quero e como quero. Não tenho mais as restrições que normalmente tem um redator de jornal. Nos jornais eletrônicos em que atualmente escrevo, posso criticar deuses, papas, lulas e castros, marxistas e carolas, petistas e tucanos, o que nem sempre é viável na imprensa em papel. Conquistei a liberdade de expressão e isto é muito bom. Feliz do jornalista que chegou à condição de escrever o que quer escrever. Não o invejo, porque também cheguei lá

- milhões de pessoas no mundo prefeririam que Nietzsche, Voltaire ou Swift permanecessem calados e nada tivessem escrito. Mas escrever é direito de todo cidadão e dele não abdico

- nunca fui chapa-branca, nunca escrevi para revistas do PSDB nem de partido algum, nunca fui tucano nem papista, nunca fui ghost writer de políticos em anos eleitorais, nunca dependi de fiesps nem de afifs

- last but not least, nunca pedi esmolas a meus leitores. Sangra mucho el corazón, del que tiene que pedir – poetava Hernández. Claro que coração de quem não tem vergonha não sangra nada. Volto ainda a meu guru: cuando la vergüenza se pierde, jamás se vuelve a encontrar. Sentir vergonha, escreveu Aristóteles, é um dos indicadores mais inequívocos de que não perdemos de todo o sentido da ética em nossas vidas. Ruborizar-se é conseqüência de termos consciência da maldade ou da imoralidade dos atos que praticamos. A ausência de rubor e de vergonha indica que as pessoas se tornaram imunes ante a imoralidade de suas ações. Quem acompanha esta discussão, sabe de qual astrólogo estou falando.

Se alguém anda irritado com minhas viagens, quero brindar-lhe com mais um motivo de irritação. (Cronista, tenho dois prazeres em meu ofício. Um, o de agradar leitores. Outro, o de irritá-los). Estou projetando para junho ou julho próximo mais uma, com uma menina jovem, linda, profissional competente e dotada de qualidade que muito prezo, a curiosidade pelo anecúmeno. Quero mostrar-lhe o sol da meia-noite, o verão boreal, Oslo, Bergen, Ålesund, os fjords noruegueses, Trondheim, Bodø, as ilhas Lofoten, Tromsø, Kiruna, Luleå, Umeå, Estocolmo. Penso sobrevoar o arquipélago de Estocolmo em balão durante suas noites brancas. Talvez tome um daqueles ferryboats divinos da Silja Line para visitar uma amiga em Helsinki. Volto por Berlim, para revisitar a cidade e uma outra amiga dos dias de juventude.

Mais uma passadinha por Paris, para matar saudades daqueles cafés onde bebi, li, pesquisei, escrevi, trabalhei, namorei e fui feliz. Quanto ao foie gras e às prostitutas, que constituem mais uma preocupação de meu irado leitor, talvez a responda mais tarde. Ou não. Veremos.

8 comentários:

Catellius disse...

Que inveja, he he!

André disse...

Rafael: someone has está certo. Só seria have se viesse com o auxiliar: does someone have to...

Bom, vc teve uma vida interessante, Janer. Viagens, boas companhias e todo o resto. É muito difícil conseguir tudo isso, e vc as teve em quantidade e qualidade.

Anonymous disse...

"Que inveja, he he!"

"É muito difícil conseguir tudo isso, e vc as teve em quantidade e qualidade."

La vem os imorais aprendizes do Marques de Sade, se ouricando com o Velho Babao.

Tsc tsc tsc

André disse...

O que o Marquês de Sade tem a ver com o Janer, com o que nós dois comentamos e com isso tudo, seu idiota?

Raphael disse...

Pois é, André. Note que eu comentei isso depois. É que um amigo irlandes viu o comentário e disse aquilo..

Raphael disse...

"corrigiu" aquilo*

Raphael disse...

Janer tem uma vida interessante. Quando cansamos de ler sobre esquerdistas, religiosos, etc. ele sempre pode oferecer mulheres, cidades, livros e vinhos. Poucos são os autores que conseguem.

+ raaport + disse...

A idéia da ilha dentro da ilha, onde barulho de trim atrapalha, é o que para mim mais atiça o imaginário e a vontade - pra não falar em inveja :)

Só não consigo entender de onde o anônimo sem til e cedilha conseguiu elaborar a conexão com o Marquês...

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