03 fevereiro 2008

Quem Disse que a Vida é Fácil?


Como diria o célebre personagem do filme “Tropa de Elite”: Quem disse que a Vida é Fácil? Algumas vezes, abatido pelas dificuldades, alguém pode desejar não ter problemas e isto é praticamente desejar a morte, pois somente com ela eles cessarão.

Com o passar dos anos, percebemos que muitos homens perderam uma certa doçura que tinham quando jovens. A idade, em muitos casos, além do envelhecimento, não muda apenas as feições; as pessoas ganham certo peso, uma certa dureza e um olhar incomodativo. Em troca da doçura podemos ganhar um pouco de dignidade, mas não aconselharia tal troca, pois dignidade vem à custa de muitas perdas.

Mas como já disse alguém, não se preocupem; a história, invariavelmente, não termina bem e no fim perderemos tudo. Alguns serão mumificados como Evita ou quem sabe o Lula. Alguns terão um monumento como JK e outros evaporarão, mas mesmo os que deixarem uma memória no mundo não conseguirão controlar seu legado. E ai de quem deixar uma múmia; pode sempre ter um general interessado...

Mas voltando à vida, os seus acontecimentos costumam endurecer as pessoas. Daí lembramos do sanguinário Che Guevara e sua célebre frase: “Hay que endurecer sin perder la ternura” ou algo assim. Depois de tantas vezes comandando um pelotão de fuzilamento, acabou vítima dele assim como Robespierre acabou vítima da guilhotina, que destroncara tantos inimigos seus.

Como já disseram e repetiram inúmeras vezes filósofos não-kantianos, tudo tem o seu preço e geralmente é mais caro do que se imagina. E não adianta amargura quando a conta aparecer bem mais cara do que imaginamos; é melhor pagar logo antes que ela aumente. Talvez daí venha a dureza da descoberta do preço das coisas. E, como diria o meu colega marxista gramsciano, vivemos uma época de inflação de ativos. De qualquer forma, prefiro o célebre adágio neoliberal: “there is no free lunch”.

Talvez devêssemos aceitar a perda das ilusões de forma mais graciosa. Uma das ilusões mais difíceis é a ilusão de controle. Achamos que temos mais capacidade de influenciar o ambiente do que efetivamente temos. Esquecemos que ao longo da vida fizemos todo um esforço para chegar onde estamos e nos adequar à situação em que nos encontramos, portanto, mudar isto não é trivial. Isto sem falar nos acidentes que nos trouxeram onde estamos.

Já dizia um velho ditado que o melhor negócio do mundo é comprar alguém pelo que efetivamente vale e vendê-lo pelo que esta pessoa acha que vale. Marx ficaria muito feliz com a mais-valia gerada nesta transação, que ainda por cima não teria retornos decrescentes, jamais. A vida tem o seu preço, e para quem não estiver satisfeito sempre existe uma alternativa....

5 comentários:

Anônimo disse...

Napoleão não foi mumificado

“E ai de quem deixar uma múmia, pode sempre ter um general interessado”

???

mais um texto confuso

I’m a loser, baby, so why don’t you kill me...

Ricardo Rayol disse...

é meu amigo, a gente envelhece e as ingenuidades se vão e as preocupações nos soterram.

Heitor Abranches disse...

Jornal britânico liga governo de Chávez a tráfico de cocaína


BBC Brasil

03/02/2008
14h31 (17h31 GMT)
A edição deste domingo do jornal britânico The Observer traz uma reportagem sobre uma possível cooperação do governo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e com o tráfico de cocaína da Colômbia.

Em um texto longo, de duas páginas, o jornalista John Carlin explora a ligação do Exército venezuelano com a guerrilha e afirma que "as Farc há muito se distanciaram de suas raízes revolucionárias de esquerda e são mais conhecidas como uma 'narco-guerrilha'", diz o texto.

Segundo ele, apesar do pouco impacto revolucionário do grupo colombiano, em comparação com os Sandinistas na Nicarágua, as Farc podem "sobreviver como grupo armado por causa dos lucros que tem com os sequestros, extorsões e envolvimento com o tráfico de cocaína".

Carlin afirma ter entrevistado quatro ex-guerrilheiros das Farc, além de fontes diplomáticas, policiais e dos serviços de inteligência de pelo menos cinco países durante a sua investigação jornalística.

A reportagem ressalta que, segundo os entrevistados, "não fosse pelo tráfico de cocaína, as Farc já teriam se dispersado".

Conivência

Um dos ex-guerrilheiros, chamado pelo jornalista de Rafael, afirmou que a "rota mais segura para transportar a cocaína para a Europa é pela Venezuela".

"O governo da Venezuela deixa as Farc operarem livremente no país, pois têm os mesmos ideais bolivaristas do governo", diz Rafael ao jornal.

O jornalista cita ainda que todas as fontes que entrevistou concordam que as Farc e representantes do governo da Venezuela operam juntos em solo, onde as atividades militares coincidem com as atividades do tráfico de drogas.

Ele ressalta que nenhum de seus entrevistados acusou Chávez de estar diretamente relacionado com o tráfico de drogas. No entanto, segundo ele, nenhuma das fontes acha possível que o presidente não tenha conhecimento sobre a conivência das forças armadas de seu país com a liderança das Farc e do envolvimento da guerrilha no tráfico de drogas.

A reportagem traz dados de que 600 toneladas da cocaína contrabandeada da Colômbia todos os anos passa pela Venezuela e que o tráfico para a Europa rende cerca de 7.5 bilhões de libras (R$25,7 bilhões) por ano.

Armas

O texto cita uma declaração de uma fonte diplomática que afirma que a infra-estrutura proporcionada pela Venezuela ao tráfico de cocaína expandiu de maneira significativa durante os últimos cinco anos do governo Chávez.

O jornalista ressalta que, segundo os ex-guerrilheiros que entrevistou, o governo da Venezuela não apenas fornece proteção armada a pelo menos quatro acampamentos das Farc no país, como “não interrompem atividades das fábricas de explosivos e programas de treinamento de bombas que acontecem dentro dos acampamentos”.

Segundo um diplomata europeu citado pela reportagem, “este fenômeno pode corroer a Venezuela como um câncer”.

No texto, o ex-guerrilheiro Rafael afirma que, em alguns casos, a Guarda Nacional da Venezuela fornece granadas e material explosivo para a fabricação de bombas para as Farc.

Uma fonte citada pelo jornalista afirma que essas movimentações acontecem em larga escala. “O que vemos é que as drogas saem da Colômbia para a Venezuela e as armas, da Venezuela para a Colômbia”.

Impacto

O jornalista finaliza a reportagem citando uma fonte policial sobre a influência do governo da Venezuela no tráfico de drogas.

Segundo a fonte, “a verdade é que se a Venezuela colaborasse com a comunidade internacional, a diferença seria enorme. Poderíamos capturar duas toneladas de cocaína facilmente”.

De acordo com Carlin, a mesma lógica pode ser aplicada com relação aos seqüestros realizados pela guerrilha.

Ele cita uma fonte que afirma que Chavez poderia forçar as Farc a libertarem a refém Ingrid Betancourt, ex-candidata à presidência da Colômbia.

“Se Hugo Chavez quisesse, poderia forçar as Farc a libertar Betancourt amanhã pela manhã. Era só dizer: ‘vocês a entregam ou o jogo acabou para vocês na Venezuela’. A dependência das Farc com os venezuelanos é tão grande que eles não poderiam dizer não”, conclui.

Raphael Piaia disse...

Falando em mudanças, Ann Coulter diz que fará campanha por Hillary:

http://br.youtube.com/watch?v=HuTqgqhxVMc


Sobre a Venezuela, diferente da um tanto insana Ann Coulter, não é surpresa nenhuma.

Bocage disse...

"Napoleão não foi mumificado"

Heitor escreveu: "Alguns serão mumificados como Evita ou quem sabe o Lula. Alguns terão um monumento como JK e outros evaporarão..." De onde tiraste que Napoleão foi mumificado?

"'E ai de quem deixar uma múmia, pode sempre ter um general interessado' ???"

Um general argentino necrófilo apaixonou-se pela múmia de Evita. Lembro-me de cristãos quando penso em necrófilos e necrófagos. Nada pode ser mais emético que o amor e fome pela carne e sangue de um cadáver.

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