06 dezembro 2007

África, Negócios e Ditadura

Hoje assisti a uma palestra interessante sobre negócios na África. Uma das boas estórias foi sobre o final da guerra civil de Angola. Segundo o palestrante, após o assassinato de Jonas Sawinb, líder da UNITA, o governo - da MPLA - mandou um SOS para o mundo pedindo todo tipo de ajuda para reconstruição do país. As respostas foram um retrato das políticas externas de algumas potências: a Europa decidiu estudar a formatação de novos programas de apoio à África. Os EUA disseram que estavam abertos a financiar os projetos de reconstrução, via FMI, desde que a Angola se submetesse às tradicionais condicionalidades desta instituição. Os chineses disponibilizaram US$ 5 bilhões de dólares, na expectativa de negócios e fornecimento de petróleo.

Este é apenas um exemplo do pragmatismo da política externa chinesa, muito próximo da antiga política externa do Império Britânico, que não se importava muito com questões políticas desde que o comércio fluísse. De fato, os chineses e os africanos têm como afinidade o fato de ambas serem sociedades autoritárias.

Em Angola, por exemplo, o José Eduardo, um engenheiro formado na URSS e de um partido de origem marxista, está no poder desde 1979 e é considerado a 14ª fortuna do mundo. Naquele país, qualquer negócio de um porte maior precisa ter como sócio alguém que pertença à família do presidente. Na Nigéria, outro partido de origem marxista chegou ao poder a algumas décadas e deu origem a uma oligarquia de famílias de generais, às quais pertencem as principais fortunas do país. Este é um ponto favorável para a nossa própria ditadura, cujos generais não formaram grandes fortunas.

O Brasil é o segundo país negro do mundo, atrás apenas da Nigéria que tem 140 milhões de habitantes. Apesar das naturais afinidades culturais com os africanos, hoje, o ambiente político brasileiro é democrático e as formas de fazer negócio combinam práticas americanas, como a Lei Sarbannes-Oxley, com burocracia tupiniquim, como a lei 8.666. O resultado disso são empresários preocupados com uma série de procedimentos que não têm a ver com o negócio, com incapacidade para tomar decisões rápidas e oportunidades perdidas.

Enquanto os africanos e os chineses mostram um enorme pragmatismo nos seus investimentos, temos o exótico Chavez que tem um projeto de poder mais ao estilo da Rússia ou do Irã. Os chineses não se importam se o Chavez é bolivariano ou escravagista e estão fechando acordos com a Venezuela para investimentos da ordem de US$ 20 bilhões, em troca de exportações de petróleo da ordem de um milhão de barris por dia. O Brasil do PT reconheceu a China como economia de mercado, em troca de algum reconhecimento do PCC, mas não obteve nada exceto uma balança mais desfavorável. Como muitos já disseram, eles nos vêem como um potencial fornecedor de materiais primas, a despeito das afinidades ideológicas entre PT e PCC.

Em conclusão, sociedades autoritárias cujo poder está centralizado em um partido, em um oligarquia, ou indivíduo têm como vantagem uma capacidade de tomar decisões rápidas, enquanto isto, as inúmeras obrigações de prestação de contas a grupos de interessados torna o processo de tomada de decisões em sociedades abertas e democráticas muito complexo. Apesar disto, as sociedades abertas apresentam como vantagem a sua grande capacidade de adaptação, fruto da livre iniciativa, e hoje, por exemplo, muitas empresas abertas cansadas da Sarbannes Oxley estão se rendendo facilmente a captura por private equities que fecha o seu capital e eliminam uma série de obrigações entre as quais a de apresentar resultados trimestrais positivos o que dificulta projetos de longa maturação. O fato é que não se trata da qualidade das idéias dos sistemas políticos mas da capacidade de atuação consciente dos seres humanos, caso contrário, qualquer sistema pode se degenerar e entrar em decadência.

10 comentários:

André disse...

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/11/30/china-and-zambia/

A Nigéria é um país tribal, militares e ideologia política não contam muito lá. E eles praticam um tipo de protestantismo batista que permite a poligamia.

http://execoutcomes.wordpress.com/2007/12/02/nigeria-such-a-nice-country%e2%80%a6/

Nossa ditadura foi leve e extremamente tolerante com os “heróis da resistência”, tanto que estão todos aí hoje,
circulando.

Bom, o Brasil é um país de mistura racial. Negra é a Nigéria. Afroblacknegona.

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China: A Banking Deal and Securing African Investments
July 23, 2007 22 22 GMT

Summary

China Development Bank has sought a strategic partnership with British financial services firm Barclays. The deal could give the Chinese bank a 7 percent stake in one of Europe's most influential financial conglomerates. Less highlighted has been the strategic advantage Beijing will gain from Barclays' extensive presence throughout Africa. The partnership represents a spectacular coup for shoring up Chinese investor interests in Africa, since beyond buying African government loyalties, Beijing now will be securing the loyalty of business for continued Chinese investment in Africa.

Analysis

The president of London-based financial firm Barclays, Bob Diamond, said in a TV interview aired July 23 that his firm has entered a long-term strategic partnership with the China Development Bank (CDB) and possibly with Temasek Holdings, one of Singapore's two state investment companies. Under the deal, CDB gains a long-term strategic partnership with Barclays, a nonexecutive seat on its board, and collaboration with Barclays in commodity, asset management and payment transaction systems activities. The deal was brokered by U.S. equity giant Blackstone Group, in which China's new State Investment Co. owns a $3 billion stake.

By announcing its new strategic relationship with Barclays alongside a high-profile intra-European financial takeover bid, Beijing has cleverly diverted international attention to Europe from Africa, where conflicts and controversies have accompanied China's rising prominence. While the mainstream media zoomed in on how the partnership boosts Barclays' takeover bid for Dutch bank ABN Amro by a staggering 37 percent additional cash value, the big story is how the deal shores up Chinese investor interests in Africa.

China's acquisition of energy and mineral assets in Africa and its courting of various governments all trace back to Beijing's energy security strategy. China imports more than 25 percent of its natural gas and oil from Africa. Along with copper, iron ore and other resources, Beijing is keen to secure absolute ownership over such energy assets at the source to avoid the price and supply uncertainty associated with spot market energy contracts. This desire for national energy security traces back to the Communist Party of China's (CPC) struggle for political survival.

Since the 1980s, CPC authority has rested on continued economic growth, but without energy resources, economic growth is not possible. Beijing thus has made securing foreign energy resources an absolute priority, ranking it far above moral questions such as Sudanese atrocities. This has led Beijing to purchase the loyalties of various African governments.

Over the last half year, Beijing has grown increasingly alarmed by the risks threatening its African investments. The wake-up call came April 24, when some 200 militants attacked a Chinese energy facility in Ethiopia's Ogaden region, leaving nine Chinese workers dead and another seven kidnapped. While occasional kidnappings of Chinese workers have occurred before and continue, these incidents mark the first time in decades of Chinese involvement in Africa that Chinese workers and facilities have been intentionally targeted on that scale in a coordinated, violent attack.

In its haste to expand its access to African resources, Beijing neglected to assess local reaction to its spiraling economic, military and diplomatic contacts in the continent. This ultimately stripped it of immunity to African accusations of imperialism. In Ethiopia, Chinese citizens were caught in the country's remote Ogaden region, where Addis Ababa faces an active insurgent movement. In other areas, such as Namibia and Zambia, Chinese business practices perceived to be unfair and exploitative -- such as poor wages and safety measures -- toward African laborers have fueled resentment. Such practices have become the focus of a major, if unsuccessful, campaign by Zambian opposition leader Michael Sata.

This Ethiopian episode kick-started a fundamental review of China's overseas investment strategy, which until then had focused almost exclusively on buying government loyalties. Though the review did not discard this tactic altogether -- and in fact upped the ante via the creation of a special Africa envoy position -- Beijing realized that something more had to be done beyond free trips for African politicians or sports stadium donations.

The linkup of CDB with the largest and most successful foreign bank in Africa -- Barclays -- is the something more. Although it was physical security issues that inspired the review, Beijing's solution approaches the problem from a different angle -- that of concentrating on building increased support for Chinese activities in Africa. Now Beijing will expand its purchase of political loyalties to business loyalties, leveraging off the British business' extensive penetration in both relatively rich and poor African countries.
Barclays has a big first-mover advantage among all international banks in Africa. Its extensive business penetration on the continent thus gives China the best possible chance of striking up a solid financial support base for Chinese investors working there, whether for everyday operations or emergency financing. Barclays will have to be careful that preferential loans granted to Chinese investors, however, are not perceived by Africans and the African business community -- already wary of the dominance of Chinese firms -- as additional Chinese pressure to drive them out of business.

Barclays is the only foreign bank to have bought out any of the four-largest South African retail banks. (It holds a 56 percent majority stake in Absa.) It has a long history and is very active in most of Anglophone Africa. Besides South Africa, Barclays also has retail branch operations or office representation in Zambia, Zimbabwe, Botswana, Uganda, Tanzania, Nigeria, Kenya, Ghana and Egypt. It has branches in most major cities in each country -- not only in the capital to service the international banking needs of expatriate personnel, but in some of the most far-flung and deprived provinces -- intended to reach common citizens.

For Beijing's geopolitical insurance interests, Barclays' African operations have three things going for them: location, wide national coverage and wide social coverage. In the case of Zambia, Barclays has branches in both major copper belt province towns of Ndola and Kitwe, close to the town of Chambishi, where significant Chinese copper mining investment is located. In the case of South Africa, Absa owns 27 percent of the 500,000 national basic bank accounts in the country, making it the largest provider among all South African banks. And 60 percent of Absa's 2007 growth has been targeted at previously disadvantaged areas, meaning that Absa -- and thus Barclays -- is held in good regard among both the rich and poor in that country.

For its part, Barclays stands to benefit from CDB's privileged access to the Chinese market, while CDB will gain not only from Barclays' well-established presence in Africa, but also its extensive international banking experience. Even if the Dutch bank bid falls through, the benefits in Africa for Beijing still stand. CDB's strategic relationship with Barclays already appears cemented, and reportedly has been approved by Alistair Darling, Mervyn King, and Callum McCarthy -- the British chancellor, central bank governor and Financial Services Authority head, respectively.

Overall, the partnership represents a spectacular coup by Beijing for shoring up Chinese investor interests in Africa.


Angola: OPEC's Newest Member

November 30, 2006 18 55 GMT

Summary

Mohammed Barkindo, secretary-general of the Organization of the Petroleum Exporting Countries (OPEC) confirmed Nov. 30 that Angola is poised to join the global oil cartel. This maneuver will have little real effect on OPEC's ability to improve its production cutting capacity, but it will improve Angola's international profile.

Analysis

On Nov. 30, Organization of the Petroleum Exporting Countries (OPEC) Secretary-General Mohammed Barkindo confirmed Angola's all-but-ensured membership. The country will become OPEC's 12th member, alongside Algeria, Indonesia, Iraq, Iran, Kuwait, Libya, Nigeria, Qatar, Saudi Arabia, the United Arab Emirates and Venezuela.

Angola's proven crude oil reserves have tripled in the last seven years and currently stand at 5.4 billion barrels. The vast majority of the country's oil reserves are located offshore, and the country produces its medium-to-light sweet crude at a rate of 1.25 million barrels per day (bpd). Its primary export markets are the United States and China, although European and Latin American consumers also receive Angolan crude. Angolan state-owned oil firm Sonangol possesses little technical skill and acts primarily as a concession distributor and stakeholder, as opposed to other national oil companies such as Saudi Aramco, which enjoys a monopoly in production and distribution in its home market. Oil generates more than 90 percent of Angola's government revenues.

The massive spike in global crude oil prices since 2002 has started to recede, and OPEC producers have attempted to reverse the slide by enacting production quota cuts. However, commodity exchanges are skeptical that OPEC's members are allowing these quota reductions to affect actual production, and as a result, the markets have largely shrugged off OPEC's threats. In other words, OPEC is facing a collective action problem. The only market mover in the cartel is Saudi Arabia, the only OPEC member with spare production capacity. Angola's entry into OPEC will not change this, and the markets expect Angola to formally adhere to the production quota cut while violating it in practice -- like most OPEC members.

OPEC's motivation for giving Angola membership centers around the cartel's desire to have its production quota cuts genuinely affect the market. Angola, for its part, is hoping to gain status on the international stage, especially following the end of its civil war. Although OPEC membership is accompanied by output restrictions, Angolan officials have publicly stated their desire to boost oil production to 2 million bpd by 2008.

OPEC membership will give Angola clout and prestige commensurate with its status as an increasingly important oil exporter. However, Angola's inclusion in OPEC is not likely to create the oil price increase the cartel seeks.


Venezuela's Oil Dreams


Venezuelan President Hugo Chavez has made two interesting proposals concerning the Organization of Petroleum Exporting Countries (OPEC): He says he plans to push the cartel to establish long-term contracts with a fixed price -- $50 per barrel for Venezuela's oil -- and to ask that his country be recognized as having the world's largest oil reserves. Venezuela's proven oil reserves currently are estimated at about 77.2 billion barrels, but if undeveloped deposits of extra-heavy crude are factored in, the number would jump to 270 billion barrels. That alone would vault Venezuela past Saudi Arabia, which has 262 billion barrels in reserves, but Oil Minister Rafael Ramirez told The Guardian that the government wants OPEC to recognize the country's total reserves as close to 312 billion barrels.

In bringing up long-term contracts, Chavez said the era of "cheap" oil has ended and that $50 per barrel -- about $15 below current market prices -- is reasonable.

While the proposals themselves are interesting, the more intriguing question is what exactly Chavez hopes to accomplish in putting them forward.

Numbers tell some part of the story: While Venezuela is home to the largest proven oil reserves in the Western hemisphere, most of its oil consists of extra-heavy crude that is too expensive to pump out and refine -- unless market prices are at least $40 per barrel. In asking OPEC to set a reference price of $50 and attempting to lock in all its sales at that price, Venezuela is seeking a way to have its extra-heavy deposits counted as reserves by the market, since that oil could then be accessed and exploited. And if the country's "total" reserves are officially increased, its oil production quota as determined by OPEC would increase significantly as well.

But, what sense does any of this make? Apart from attaining the bragging rights of having "the world's largest oil deposits," there is not much intrinsic value in having Venezuela's extra-heavy deposits counted by the market. After all, if Chavez really wants to increase Venezuela's outputs, there is little to stop him from exceeding the current production caps set by OPEC quotas -- many other countries have flouted quotas before (though Venezuela, under Chavez, has not been one of them). Moreover, it is believed that Venezuela has not returned to full capacity since a strike at state-owned Petroleos de Venezuela -- which began in December 2002 and continued for weeks -- seriously affected production.

In attempting to fix a long-term price for Venezuelan oil, it would appear that Chavez hopes to secure a stable flow of revenues. That's fine so far as it goes, but considering that market prices are currently above $50 per barrel, the cost of doing this, for Venezuela, would be considerable. Additionally, at that price point, Chavez would in essence be subsidizing the countries that signed on for such a contract. And that does not add up, especially when the Venezuelan government needs more funds to pay for decaying infrastructure and to finance the dozens of projects and promises of aid that Chavez has offered in other parts of Latin America. Without more details, it is difficult to do more than speculate on what the Venezuelan president has in mind.

That said, there is a possibility that he wants to entice some countries -- perhaps a major purchaser like China, for example -- to agree to buy Venezuelan oil for several decades at $50 per barrel. But in order to work to Venezuela's advantage, such a contract likely would require purchasers to pay a considerable sum up front and invest in the development of the extra-heavy oil fields. It is very unlikely that anyone would agree to such a deal -- particularly considering that Chavez has a history of breaching contracts -- unless the purchasers never intended to abide by the terms themselves either.

International trust in Chavez has declined over time -- in no small part as a result of the government's campaign of appropriations, targeting foreign-owned companies and assets. In the latest example, Caracas ordered the takeover last weekend of two oil fields belonging to French company Total and Italy's ENI, which together produce about 100,000 barrels per day. The Chavez government has been renegotiating the terms under which foreign companies can operate in Venezuela, but Total and ENI -- like ExxonMobil before them -- did not accede to demands that would force them into joint ventures with the government (and in which Caracas would have the majority share).

As it stands, the only clear incentive a country might have to participate in Chavez's $50-per-barrel plan would seem to be arbitrage: Taking shipment from Venezuela and then reselling that oil at market prices, for a profit. Of course, if anyone did that, Chavez would be justified in reneging on his part of the deal. And if both parties have incentive to breach, the deal would be a nonstarter under any circumstances. Or, viewed from another angle, even if Chavez finds many countries willing to sign such a contract, Venezuela likely would not be able to increase its oil output fast enough to meet demands. Then again, if he wants to lock in long-term contracts for Venezuela's oil in order to cut off supplies to the United States, the other buyers still would have plenty of incentive to turn around and sell supplies to Washington themselves (arbitrage again).

So, Chavez's proposal appears to amount to very little. It is not the first exotic proposal he has pitched in recent memory, and like others -- such as the proposal for a South American pipeline -- it makes little sense economically. And while leaders of some countries might be drawn to Chavez's offer of cheap oil -- and even sympathize or identify with anti-American rhetoric -- they will look closely at his record when it comes time to do business.


China, Venezuela: A Less Perfect Partnership than Chavez Says

August 25, 2006 21 17 GMT

Summary

Venezuelan President Hugo Chavez's announcements of late make it sound like Venezuela is about to jump completely into China's lap. The truth is considerably less sensational.

Analysis

Venezuelan President Hugo Chavez announced several deals after his Aug. 22-25 visit to China. To take Chavez's word for it, China will install a fiber-optic network in Venezuela and build 20,000 houses in the country by the end of the year. In the energy sector -- the Venezuelan economy's real powerhouse -- Venezuela will increase the amount of oil sold to China to 200,000 barrels per day (bpd) by the end of the year, 500,000 bpd by 2011 and 1.0 million bpd by 2012. (Currently Venezuela sells China about 150,000 bpd.) Additionally, bilateral cooperation in agriculture, gold and coal mining, tourism and the developing of new oil and natural gas fields will blossom. China will also sell Venezuela 18 oil tankers and 12 oil rigs.

At first, this Chinese-Venezuelan pairing looks like a match made in heaven. China consumes about 7.4 million bpd of crude -- 3.6 million bpd of which needs to be imported -- and is positioning itself to be a long-term challenger to U.S. hegemony. Venezuela exports about 1.9 million bpd of crude, mostly to the United States, yet resents anything that even alludes to the colossus to the north. China has shipyards but needs someone to bring tankers full of crude to its doorstep; Venezuela wants to buy tankers, and wants a customer to take its oil. Venezuelan oil fueling Chinese industry seems like a nice arrangement.

That is, until one looks at a map.

Venezuela is located almost precisely opposite of China on the planet, and since all of Venezuela's export points are in the central Atlantic and the Panama Canal is unable to transit supertankers, a Venezuelan-Chinese shipping run would be the single longest shipping route in the world. Right now China's oil supplies come predominantly from the Middle East and Africa, making them potentially vulnerable to a number of possible foes. But oil shipped around South America and then across the Pacific is vulnerable to U.S. interdiction anywhere along the way.

Additionally, Venezuela's crude oil is both viscous and contaminated with a host of impurities -- heavy and sour in the oilman's lingo. Not the sort of stuff anyone would pay top dollar for. In fact, Venezuelan crude generally trades for less than "normal" crude blends -- sometimes upwards of $5 a barrel less. The transport costs of a 45-day sail to China would add another $3 to $4 per barrel -- and that is assuming China's refineries can even swallow the stuff in the first place.

China can be described as aggressive. China can be described as hungry for commodities. China can even be described as focused on displacing the United States. But what China cannot be described as is stupid. China will not pay a premium of nearly $10 a barrel for the privilege of using the world's most-exposed energy transport route to consume some of the lowest-quality crude that has ever been discovered.

The only way China will take delivery of large volumes of Venezuelan crude is if:
1) Venezuela assists China in revamping its refineries to digest the stuff;
2) Venezuela buys its own tankers for the long-haul journey;
3) Venezuela pays the entire extra transport cost; and/or
4) Venezuela supplies the crude at a discount commensurate to its quality.

Taken together, this means that if Chavez were actually to make good on his promise to supply China with 1.0 million bpd of crude, he would need to extend the Chinese a discount in the neighborhood of $8 million to $9 million a day. That is a very high price for rhetoric. There is a reason every announcement about the details of this much-vaunted Chinese-Venezuelan cooperation has come from Chavez and there has not been so much as a peep from the Chinese.

The one area in which Chinese-Venezuelan cooperation is likely to blossom is refining. Most of the world's major oil fields -- and the vast majority of its high-quality oil fields -- are past maturity. Chinese leaders are well aware that, as the years grind on, heavier and sourer oil will become more prevalent in the global crude stream. Despite years of creeping degradation, Venezuela still commands the technology to process such materials, and China knows full well that it will need precisely those skills -- particularly if China is to ultimately develop reserves of heavy oil just off the mainland's shore. The desire to master such technologies can neither be quantified nor ignored.

The government entity making the most inroads into the world of heavy crude is the China National Petroleum Corp. (CNPC), which boasts a refining capacity of 2.42 million bpd. That is more than enough to absorb every drop of crude Venezuela currently exports. But in the meantime, once CNPC finishes upgrading its refineries it will be happy to absorb everything Chavez is willing to send -- that is, of course, assuming Chavez is committed enough to his rhetoric to ship it across the Pacific free of charge.

André disse...

Finalmente alguém disse alguma coisa que faz sentido nesses blogs todos por aí. Perfeito.

UM DEUS À LA CARTE

Janer Cristaldo


Curioso para saber o que se fala a meu respeito, dei um googlada no universo blogueiro. Nossa, mudaram os tempos! Ninguém mais me chama de comunista, como já fui chamado em priscas eras. Muito menos de agente do DOPS, do SNI ou da CIA, epítetos aos quais também já fiz jus. Houve época em que me foi pespegada a alcunha Robin Hood às avessas, o que tira de todos e não dá nada a ninguém. Um publicitário teve inclusive um achado dos bons: Savonarola às avessas, que nos condena por não pecarmos.

Coisas da época da Guerra Fria. Mudam os tempos, mudam os insultos. Sou visto hoje, fundamentalmente como... ateu. Mais ainda, como ateu militante. Bom, ateu eu o sou desde meus tenros anos e não vejo isto como ofensa. Mas definir alguém como ateu é muito pobre. Significa apenas que a pessoa nega a existência de deus. Ora, uma negação não passa de uma negação. Não serve para definição. É algo como afirmar: o Cristaldo não gosta da literatura do Machado. Isto pouco ou nada diz a meu respeito. Se alguém dissesse que sou marxista ou anarquista, positivista ou espírita, tomista ou cartesiano, estaria de fato esboçando uma definição. Ocorre que não sou nada disto.

Em minhas universidades, estudei Filosofia. E principalmente História da Filosofia. Se foi estudando a Bíblia e História das Religiões que me tornei ateu, certamente foi a História da Filosofia que me afastou da filosofia. O sentido da vida é este, diz um pensador. Não, o sentido da vida é aquele, diz outro. Sem falar nos que pretendem – e entre eles me incluo – que a vida não tem sentido algum. Uns afirmam que a História ruma para lá. Já outros pensam que ruma para cá. Cada filósofo constrói seu sistema e busca legar um ismo ao pensamento humano. Ora, a vida é bem mais simples. O homem é um bicho que nasce, cresce e morre e fim de papo. Em meio a isso, trabalha e luta, constrói e destrói, faz pontes e poemas, romances e óperas, constrói cidades, barcos e aviões, sofre e se alegra, chora e ri, faz guerra e confraterniza... e vai pra tumba. Não vejo mistérios na vida. Os sistemas filosóficos só servem para confundir. Não tenho filosofia alguma.

Quanto ao ateu militante, é calúnia soez. Não sou militante de doutrina nenhuma, aliás não professo doutrina nenhuma nem nunca convidei ninguém a partilhar de minhas crenças. Apenas as exponho e não peço a quem quer que seja que me siga. Ateísmo não constitui doutrina, mas exige uma certa fortaleza de espírito. A maior parte das pessoas não consegue viver sem bengalas metafísicas. Jamais me ocorreria chutar a bengala de quem dela necessita para viver. Nunca disse a alguém: larga tua religião e vem gozar a vida.

Mas não renuncio ao direito de crítica às religiões. Assim como critiquei com veemência as ideologias deste século e do passado, critico as religiões e particularmente o catolicismo, que conheço melhor que muito bispo. A época, no entanto, é hostil a quem ousa criticar religiões. Sinal dos tempos: passei minha juventude discutindo com os comunistas. Hoje, meus desafetos são os cristãos. Se sentem mais donos da verdade que os comunistas. Na época da universidade, se disséssemos a um marxista que não éramos marxistas, ele nos olhava com piedade. “Esse pobre diabo não entendeu o sentido da História”. Com a Queda do Muro e o desmoronamento da União Soviética, o famoso sentido da História foi pras cucuias.

A bandeira dos fanáticos foi resgatada e passou a ser empunhada por católicos. A começar pelo atual papa, o Bento, que julga que fora do cristianismo não há salvação. Ser ateu, para muitos católicos contemporâneos, é sinônimo de ser analfabeto e nada entender do mundo.

Em minhas discussões, tenho ouvido argumentos que jamais imaginava ouvir. Tenho discutido com jovens que defendem – sem pejo algum – a Inquisição. Nem os padres de minha época de jovem ousaram tanto. Preferiam desviar do assunto. Já vi comunista defendendo matanças, mas nunca ouvi um comunista defender a tortura. Os comunistas sempre torturaram às escondidas, sinal que viam na tortura algo abjeto. A Inquisição louvava a tortura, como um instrumento para a salvação das almas. Os jovens defensores da Inquisição – e outros não tão jovens – consideram que a legalização da tortura pelos inquisidores foi um considerável avanço na área do Direito.

Nesses debates, tomei ciência de outros fatos não menos significativos. Descobri, por exemplo, que a maioria dos católicos pouco ou nada conhece da doutrina que professa. (Não por acaso, recente pesquisa feita na França revelou que apenas um católico em cada dois acredita em Deus). Eu, ateu – analfabeto por definição – preciso ensinar-lhes pacientemente os dogmas e sua história, o magistério da Igreja e os próprios fatos da Bíblia. Percebi que são raríssimos os católicos que um dia leram a Bíblia e mais raros ainda os que a lêem com isenção. Basta começarmos a citar os massacres de Jeová e não falta quem salte: estás citando fora do contexto. Mas que contexto, meu caro? Em que contexto é justificável genocídio, massacre de tribos, matança de inocentes?

Outra descoberta curiosa, que mereceria aliás um denso ensaio, é que voltamos definitivamente ao politeísmo. Monoteísmo não satisfaz. Os homens, lá no fundo, são nostálgicos do paganismo. Constantino percebeu isso quando os primeiros cristãos passaram a cultuar três deuses, o Pai, o Filho e o Paráclito. Conclamou então um concílio e, sob sua sombra, foi decretado o primeiro dogma da igreja nascente, o da Trindade. Ou seja, que o Pai e o Filho e o Paráclito, mesmo sendo três eram um só. Entenda como quiser. Mas creia. Pois é dogma e portanto ultrapassa o humano entendimento. É pegar ou largar.

Não adiantou. A Igreja criou os santos, uma forma de delegar deidade. Ao que tudo indica, os santos não foram suficientes para saciar a sede de deuses. Em meus debates, jamais discuti a existência ou não de deus. É beco sem saída. Uns querem provar deus a partir da fé, outros a partir da lógica e nunca se chega a conclusão alguma. O que questiono, isto sim, é em qual deus os crentes crêem. Pois só na Bíblia há vários. O Jeová que encerra o Velho Testamento não é o mesmo que o abre. No Gênesis, deus é bastante antropomórfico e chega a lutar a tapa com Jacó. Mais ainda: não era lá tão poderoso, pois sequer consegue vencer a luta. Há uma grande distância entre esse deus fajuto e o poderoso Senhor dos Exércitos, que manda matar, arrasar e não deixar vivo ser que respire.

Perguntando sobre em qual deus as pessoas acreditam, cheguei a uma descoberta surpreendente: os católicos – ou os que se dizem católicos – criaram deuses à la carte. Cada um tem um deus particular, reminiscência talvez dos manes, lares e pênates romanos. É um deus camarada, compreensivo, que mantém um papo ameno com quem o porta e sempre o absolve. Isso de punição é coisa do Livro antigo. Se você acha que só os antigos profetas tinham privilégio de conversar com deus, está muito enganado. Estes religiosos contemporâneos falam com deus a toda hora. No fundo, uma espécie de alter ego. As pessoas falam consigo próprias e consideram que estão falando com Deus.

No Ocidente, temos hoje milhões de deuses, talvez mais que os milhões de deuses do Oriente. Uma cabeça, um deus. Com uma diferença. Os milhões de deuses do Oriente têm existência oficial, enquanto que os milhões de deuses cultuados pelos crentes de cá têm existência mais ou menos clandestina. São deuses prêt-à-porter, cada um servindo como uma luva a seu portador. Assim, quando evoco o velho Jeová, que está na origem do cristianismo, sou visto como um perigoso ateu militante que quer minar as bases do Ocidente.

Ora, nada disso. Apenas estou conclamando os crentes à coerência, ou seja, à volta ao monoteísmo. Continuo outro dia.

Ricardo Rayol disse...

Bom, se é pra encher o rabo de grana seria de se estranhar que um pais oligárquico não fosse ágil. O pior é que aqui temos o pior de tudo. Temos um processo burocrático do caraleo e corrupção. Viva o Brasil.

Catellius disse...

Nossa! Acho que o post passado foi o primeiro que não comentei (fora os bem do comecinho). Estou atoladíssimo de serviço e trabalhando no site de minha empresa, porque preciso de um portfólio atualizado.

Novidades:
- Ganhamos um prêmio em cerimônia no Blue Tree de Brasília como o escritório de arquitetura que mais projetos desenvolveu entre janeiro de 2006 e junho de 2007 para as grandes construtoras filiadas ao SINDUSCON-DF.
- Ontem foi a badaladíssima inauguração do prédio Ícone Parque, cujo projeto é de nossa autoria em parceria com a Valéria Gontijo. Todo térreo está tomado pela academia Abodytech de Alexandre Accioly e de outros sócios, como o Bernardinho, que estava lá. O projeto, na beira do lago, sairá na próxima Casa Vogue. Aço Corten, tijolinho e muito vidro espelhado.
- No final de fevereiro viajo para Dubai, onde me encontrarei com alguns construtores e visitarei algumas obras (e comprarei ouro barato, he he).
Até mais!

André disse...

Vi uma propaganda dessa academia. Bonita, mas deve ser cara demais, como aquela Cia Atlética no Pier. Não faz sentido pagar uma pequena fortuna todo mês só pra malhar. Mesmo que pudesse pagar, ficaria nas mais simples mesmo. Acho q o pessoal paga 400 ou mais por mês pra ficar puxando ferro (e, no caso das mulheres, derreter na esteira e em outra maquininhas) só pra aparecer. Modismo. Daqui a pouco vão inventar alguma outra coisa pra ser elevada à condição de "templo secular" - claro, além das caixas registradoras jecas e faraônicas construídas para o Edir Macedo tirar dinheiro dos otários.

Divirta-se em Dubai. Lá é relativamente tranqüilo e parece q tem umas coisinhas legais pra se fazer. Até eu, q não sou muito fã de Oriente Médio, gostaria de conhecer.

André disse...

Ah, sim, parabéns pelo prêmio. A primeira vez em q entrei no seu site gostei muito de vários projetos q vi.

Heitor Abranches disse...

Parabens pelo prêmio.

Dizem que Dubai está mesmo bombando.

Heitor Abranches disse...

O mundo dá voltas...

O FMI anunciou um corte de 15% da força de trabalho, demissão de economistas e substituição por analistas de mercado de capitais e intenção de venda de ouro provavelmente para ingressar nos mercados financeiros.

Para quem receitava remédios amargos parece que agora chegou a hora de tomar do próprio remédio.

Bocage disse...

Um cristão, um muçulmano e um ateu estão a jogar às cartas.
A dada altura, falha a luz e ficam às escuras.

O cristão começa a rezar:
- Senhor! Por favor dai-nos luz novamente, para podermos terminar o jogo!

Como não resulta, o muçulmano também reza:
- Alá é grande! Alá vai-nos fazer ver a luz! Alá vai-nos permitir acabar o jogo!

O ateu levanta-se e vai mudar o fusível.

O cristão e o muçulmano gritam em uníssono: Milagre!

Anônimo disse...

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