13 novembro 2007

Um Discurso de Ódio

Hoje fui com meu amigo comunista gramsciano assistir a um seminário em homenagem aos 90 anos da Revolução Russa. O lugar não poderia ser mais apropriado; o salão Nobre da Faculdade de Economia da UFRJ na Praia Vermelha. Infelizmente, o "camarada" Coutinho, um grande estudioso de Gramsci, faltou e teve de ser substituído por outros camaradas professores. Lamentável, na verdade.

Os dois fanfarrões, como diria o capitão Nascimento, passaram duas horas atacando a democracia e defendendo a violência como meio de libertar os trabalhadores da exploração da qual são vítimas. Quando desafiados por provocadores que falavam de Gramsci e o seu método de guerra de posições para ampliação da democracia, responderam que Gramsci era, antes de tudo, secretário-geral do Partido Comunista italiano e ninguém que ocupa um cargo destes é bonzinho.

De fato, eles afirmavam que a sociedade burguesa é essencialmente violenta em função da alienação do trabalho, que é apropriado pelos burgueses na forma de mais-valia. A solução proposta por eles é a substituição da propriedade privada pela propriedade coletiva de forma que a mais-valia seja expropriada pela coletividade. Um fez questão de lembrar que o problema da Comuna de Paris foi que poucos burgueses foram fuzilados.

Assistindo ao professor fulano de tal falando e fumando, fiquei pensando que este discurso de ódio estava muito próximo de um discurso racista ou nazista, e ponderei até que ponto a instituição da liberdade de opinião não estaria em contradição com o próprio discurso. Talvez fosse o caso de se proibir discursos incitando à violência feitos por servidores do Estado em estabelecimentos públicos.

Sempre achei correta a visão dos generais japoneses ou alemães que se suicidavam após mandarem seus homens para a derrota. Melhor ainda, o lugar de um general é na linha de frente ao lado dos seus soldados. Nada mais covarde do que mandar outros para matar ou morrer por suas próprias neuras. Este é o diferencial de um Che Guevara, que podia ser também um assassino revolucionário mas não era um covarde que vivia às custas do sangue de outros.
O curioso é que estes professores são um resultado de uma academia onde eles próprios foram explorados por seus orientadores para produzir teses que lhes investiriam de um poder simbólico dando-lhe as credenciais de poder simbólico que lhe permitiriam passar ao pólo ativo desta relação sadomasoquista.

Pessoalmente, acredito que a violência não está na alienação mas na identificação, ou seja, não somos definidos pelo trabalho que produzimos e portanto a alienação deste não nos degrada como seres humanos. Antes de tudo, acredito que o que nos define como seres humanos é a não-identificação ou, como diria Freud, é o estado de consciência em que nosso ser não está refém de nenhuma idéia, emoção ou desejo. É um estado de consciência onde o indivíduo encontra-se integrado, agora como diria Jung, em um estado onde o ser se integra com a realidade transcendendo os próprios limites da individualidade.

Mas se vamos comemorar algo, que seja os 70 anos do golpe de Getúlio que fundou o Estado Novo. Violência por violência, fico com Getúlio, que prendeu os comunistas e integralistas que pretendiam fundar uma versão tropical do nazismo ou do comunismo soviético. Criou o Estado moderno brasileiro, a previdência social e lançou as bases da industrialização com um custo de violência baixíssimo se comparado aos comunistas e nazistas.

Acho que estas pessoas são alienadas da cultura brasileira. Não entendem que o jeitinho brasileiro e o clientelismo são poderosos anticorpos antiautoritarismo. Creio que o melhor é seguirmos o conselho de Geisel e caminharmos de forma lenta, gradual e segura em direção a uma democracia mais aberta e com instituições que suportem a liberdade dos indivíduos. Ao contrário do que dizem os marxistas, acredito que é necessário esforço para se libertar das identificações e criar um espírito de boa vontade que torne possível negociações que nos ajudem a enfrentar os problemas concretos de forma que todos ganhem ou que se possa negociar as perdas.

30 comentários:

André disse...

Essas besteirinhas acadêmicas... há mais ignorância dentro da faculdade que nas ruas. Eu fico com as ruas.

Bom, se eles acham a burguesia violenta e querem derrubá-la... vamos bater neles também. Sem piedade. No prisoners. Querem guerra, ótimo. Mas será que agüentariam o rojão?

“Talvez fosse o caso de se proibir discursos feitos por servidores do Estado em estabelecimento público incitando a violência.” Deveria mesmo, apesar de ser só gente inconseqüente falando.

Generais e outros oficiais japoneses, vários se mataram. Alemães, só uns poucos. A coragem consiste em ir para o front e lutar, não em se matar.

A vida não começa quando ganhamos nosso primeiro salário. Acho q foi Sartre quem disse isso. Esse comunista entendia algo da vida.

O problema é que Getúlio foi o pai do moderno atraso brasileiro também. Apesar das coisas boas que fez, que foram muitas, inclusive essas q vc citou. Mas antes ele do q muita coisa q já tivemos.

Os leninistas de faculdade são uns bestas. Como se brasileiro desse pra isso, pra ditadura do proletariado estilo CCCP ou norte-coreana (que bom que não dá, esse é o lado bom da indolência, do devagar e sempre do brasileiro). Brasileiro é um povo pacato e moderado demais pra servir de massa de manobra pra essas loucuras de cátedra. Essa gente aí da faculdade é incapaz de atravessar a rua.

Heitor Abranches disse...

André,

Existe algo na legislação que proíba um discurso de ódio proferido por um professor, empregado do estado, no exercício de suas funções.

André disse...

Não, mas q eu me lembre, lá no direito penal (minha revisão ainda não chegou lá, estou em civil e processo civil) temos a Incitação ao crime. Definição: Incitar, publicamente, a prática de crime: pena - detenção de 3 a 6 meses, ou multa.

Acho pouco, como sempre. Deveriam meter o cara na cadei por uma ano, deixar ele lá, mofando, pra ele "refletir" um pouco.

O problema é q esse "publicamente" poderia não se aplicar a um amibente reservado, como esse lugar aí da palestra. Seria um local reservado.

Seria necessária também a produção de um sentimento de medo e insegurança, de quebra da paz pública em sociedade.

E tem q ser incitação ao crime, a uma conduta criminosa.

Esse é um tipo penal, uma conduta criminosa cujos exemplos poderiam ser a do sujeito q incita o povão a linchar um criminoso ou a sair quebrando vidraças no centro da cidade. Coisas assim.

O problema é q essa carnificina, esse monte de homicídios que o acadêmico de esquerda ou de direita (TFP, há muitos no meio acadêmico, pelo menos aqui em Brasília) tem na sua cabecinha, pra se traduzir em incitação ao crime é algo difícil. No final, os colegas dele iriam dizer q o cara se excedeu, q não foi bem isso q ele quis dizer, etc.

Se isso desse cadeia, o MST estava ferrado, acho. E eles nem incitam porcaria nenhuma: vão lá e destroem... e enm assim acontece nada.

Tive um professor de direito penal, um dos "queridinhos" da área aqui em Brasília e profissional conhecido (juiz importante) que adorava bandido. Morria de pena dos criminosos. Falar em pena de morte ou em prisão perpétua perto dele o deixava com frêmitos, todo ouriçado. Logo soltava um "o direito italiano não admitira isso, o direito alemão blá, blá, blá". Um merda de um janotinha, em última análise.

Certa vez falou em sala de aula sobre um crime ocorrido aqui. Um grupo de sádico pegou um pequeno empresário. Não queriam dinheiro nem nada, só queriam se divertir. Cortaram uns pedaços da vítima e a forçaram a tomar quase uma garrafa inteira de vodka ou cachaça. Depois o jogaram no acostamento, ele teve um enfarte e morreu. Bom, o legista concluiu q o enfarte ocorreu por causa de um problema cardíaco q ele sempre teve e q não estava ligado, relacionado, ao tratamento ao qual foi submetido pelos caras. Tá bom, eu acredito... Enfim, os caras escaparam com penas leves, depois de tudo o que fizeram.

E vc acha q esse professor se incomodava com isso? Que nada, antes muito pelo contrário, achava isso tudo lindo, um exemplo da maravilha q é o mundo do direito. O direito jamais se curva ao clamor popular, etc e tal... O direito analisa tudo minuciosamente, pa-ta-ti-pa-ta-tá... Eles escaparam por um tecnicismo, deram sorte. Isso foi uma tremenda de uma injustiça, mas é assim, infelizmente. Esse tipo de coisa acontece mais do q a gente imagina. E nossas leis tratam as pessoas como se vivêssemos em uma sociedade liberal. Aqui, mesmo q vc cometa um crime brutal, tem boas chances de "progredir na pena" e sair da prisão cedo. Entre outros mimos.

André disse...

Mas tem a vingança privada...

Dois exemplos, um famoso, outro nem tanto. O último eu ouvi de gente confiável, não dada a fofocas, logo dou crédito.

Seqüestraram um primo da dupla breganeja Zezé Di Camargo e Luciano. Ele tinha problemas mentais, aliás. Cortaram um pedaço do cara e enviaram pra família. Ele acabou sendo libertado, mas os seqüestradores ou parte deles sumiu. A "dupra" romântica contratou vários assassinos, que pegaram um por um.

Há coisa de uns 15 ou 20 anos, numa fazenda aqui em Goiás, a mulher do dono viu os empregados usando drogas e fazendo orgias. Ingênua (deve ter lido Rousseau, quem sabe), ela resolveu conversar com o pessoal. Eles garantiram q jamais fariam isso de novo, q meigo. Um dia, quando ela estava sozinha na fazenda, a pegaram, violentaram e torturaram durante um dia inteiro e a mataram. Dizem q fizeram coisas impublicáveis.

O marido, fazendeiro rico, estava fora. Sabe o q ele fez? Contratou uns matadores de primeira (não são como nos filmes, mas existem e são mesmo muito bons) e começou a caçar cada um dos envolvidos. O lider do grupo foi torturado e morto pelo próprio fazendeiro. Vários outros foram torturados antes de serem executados. Alguns foram apenas executados. Ele chegou a contratar um cara pra seduzir e depois matar uma das mulheres do grupo, que foi se esconder lá no Pará. O cara a seduziu - recebeu ordens pra isso -seqüestrou, fez misérias com ela e a matou.

Sabe-se que até hoje tem gente envolvida nesse crime q está se escondendo embaixo da terra, pq volta e meia esse fazendeiro pega mais um. Consta q já pegou quase todos.

Claro q isso sai caro e claro q vingança não traz ninguém de volta, mas o cara é decidido, isso a gente tem q admitir!!

Mas, cá entre nós, esses crimes como o da Maria Cláudia aqui em Brasília me deixam paralisado, sem reação, intelectualmente. Não dá pra entender o q leva alguém a fazer isso. O mal é mau...

Heitor Abranches disse...

André,

Creio que o MST usa uma estratégia bem interessante. Ao se reunir uma multidão e promover a tomada de um bem torna-se difícil encontrar um responsável afinal é difícil prender uma multidão. Mas esta é uma questão interessante. Uma organização como o MST cujas práticas estão ligadas à violação do direito de propriedade, ela não pode ser processada?

Heitor Abranches disse...

Por exemplo, sei que um juiz pode dar uma multa diária para um sindicato que insista em uma greve ilegal. Não se poderia dar um multa diária para o MST por manter invasões declaradas ilegais pelo juiz?

André disse...

Claro que dá pra processar, sem problema nenhum. Deveriam. Isso pra mim é falta de vontade. Nem anéoca do FHC eram duros com essa gente. Agora que o chefinho deles é Presidente da Res Publica é q não vai acontecer nada.

Não sei sobre essa multa, mas seria razoável. E, lógico, deveriam tirar esses caras das fazendas e prédios q invadem, e na porrada. No mesmo dia em q invadirem, no máximo dali a uns dois dias, dependendo da dificuldade de acesso.

Não dá pra prender um monte de gente, mas dá pra dispersar de modo q eles pensem mil vezes antes de fazer isso de novo.

Heitor Abranches disse...

14/11/2007
A reestatização da justiça americana

Patti Waldmeir

Nos últimos 20 anos, os EUA criaram um sistema superior de justiça de segunda mão: arbitragem, mediação e outras formas cada vez mais criativas de justiça privatizada substituíram o evasivo julgamento americano. No melhor de todos os mundos possíveis, as disputas seriam resolvidas por juizes sábios e júris conscienciosos. Mas, em um mundo no qual apenas 2% das ações vão a julgamento, a justiça de segunda mão de um arbitrador é melhor do que nada. Os processos hoje em dia são resolvidos cada vez mais na base do "faça você mesmo"; os tribunais quase nem olham.

Agora, entretanto, os dois lados do espectro do capitalismo -de algumas das maiores empresas até os menores consumidores- estão reclamando que a privatização foi longe demais. O Congresso e a Suprema Corte estão debatendo a questão: será hora de trazer os juizes de volta?

No Congresso controlado pelos democratas, a reclamação é que os americanos não estão tendo seu direito de justiça quando assinam contratos que os forçam a arbitrar disputas com as mesmas empresas que lhes fornecem de tudo, desde seus telefones celulares até seus empregos. De fato, pede-se ao Congresso uma reestatização de milhões das brigas mais básicas, sob a alegação que as arbitragens privadas são parciais em favor do mundo corporativo. Isso talvez não aconteça no atual Congresso, mas, se os democratas dominarem as eleições gerais do ano que vem, pode facilmente acontecer no próximo.

Na Suprema Corte, a questão é inteiramente mais cerebral: qual papel o governo deve ter na supervisão da resolução privada das disputas? Os rivais que concordam em arbitrar uma briga de forma privada também têm direito de chamar um juiz, no último minuto, para pronunciar se o acordo é justo? Ou isso anularia todo o propósito de se privatizar a justiça?

Os juizes estão claramente perplexos com a questão. Na semana passada, dois dos principais advogados da Suprema Corte expuseram aos juizes seus argumentos em favor de posições opostas. Um insistiu que a autonomia é a essência da arbitragem: que, quando as partes concordam em arbitrar uma disputa, devem também ter permissão de escolher livremente se um juiz pode derrubar a decisão do arbitrador. O outro disse que isso deixaria a privatização da justiça sem sentido: que as arbitragens deixariam de ser rápidas, baratas e finais. Seriam como o litígio público: lento, custoso e interminável.

O caso diante deles, Hall Street contra Mattel, envolveu uma briga entre uma empresa de propriedades e uma firma de brinquedos sobre a contaminação da água de poço no Oregon. As duas empresas concordaram não só em arbitrar sua disputa, mas também em submeter o resultado a um juiz para que fosse revisto. O juiz derrubou a decisão do arbitrador, e eles voltaram à estaca zero -com apenas a Suprema Corte para recorrer e decidir se tinham o direito de pedir a opinião do juiz em primeiro lugar.

O caso se baseia na interpretação do Ato Federal de Arbitragem, lei de 1925 que decretou que a justiça devia ser privatizada em primeiro lugar. O ato parece permitir que os tribunais intervenham na arbitragem somente quando o arbitrador interpretou a lei de forma totalmente equivocada. Mas o espírito do ato decididamente favorece a autonomia das partes em disputa -e isso pode significar que têm a liberdade de decidir se um juiz pode entrar e derrubar o resultado.

Não está claro como os juizes decidirão o caso (o que deve ser feito até julho), mas está claro que, independentemente de como julgarem, a reestatização da justiça nos EUA deve continuar sendo um problema por algum tempo.

O caso meramente reflete um problema maior, diz Tom Stipanowich, diretor do Instituto Straus de Resolução de Disputas da Universidade Pepperdine. "Com a queda na incidência das ações na justiça, alguns advogados mudaram-se para a arbitragem", diz ele. Eles trouxeram "cada vez mais os instrumentos que usavam na corte para o processo de arbitragem". Isso ajudou a tornar algumas arbitrações mais longas, mais complexas e caras, levando a uma situação onde "a arbitragem é o novo litígio", diz ele.

A Suprema Corte deve resistir à reestatização da justiça americana. No melhor de todos os mundos, há processos legais; no mundo real, há arbitragem. Há muitas alternativas piores.

Anônimo disse...

Martir Luther King tinha amigos socialistas que o apoiava enquanto os capitalistas nao estavam nem aí pra ele e até o mataram. E depois vem vc aí pintar os marxistas como seres que odeiam. Isso é maniqueismo de 5ª categoria

André disse...

No Brasil também o direito arbitral/justiça arbitral vem dando muito certo. E desde 1996, apenas. Há muitos falsos tribunais, muita picaretagem por aí, mas também tem muita gente séria. Trabalhei um tempo com arbitragem, funciona muito bem e resolve muitos problemas, do particular a uma grande empresa.

Mais um anônimo burrinho que não sabe escrever. Martir Luther "I have a dream" King, por falar nisso, era bem malandro. Plagiou uma tese de mestrado. E o plagiado se sentiu lisonjeado, adorou o plágio. “Amigos socialistas”, “os capitalistas o mataram”... em que mundo simples a maioria das pessoas vive.

Heitor Abranches disse...

Em busca de um debate real sobre as diferenças entre cristianismo e islamismo
Na cristandade e no islamismo, os conceitos de amor a Deus e amor ao próximo diferem invariavelmente

Adrian Pabst*

No mês passado, 138 estudiosos muçulmanos dirigiram uma carta aberta ao papa Bento 16 e a outros líderes cristãos em que pedem um novo diálogo entre a cristandade e o islã, com base nos textos sagrados.

Intitulado "Uma palavra comum entre nós e vocês", o documento afirma que os princípios comuns dos muçulmanos e cristãos de amar a um só Deus e amar ao próximo oferecem o tipo de terreno comum entre as duas religiões que é necessário para se ter respeito, tolerância e compreensão mútuas.

A publicação dessa carta coincidiu com o aniversário de outra carta aberta em resposta ao polêmico discurso do papa em Regensburg em 12 de setembro de 2006, quando ele pareceu ligar a violência na religião à transcendência absoluta de Deus no islamismo. Sua tese era que, de acordo com os ensinamentos muçulmanos, a vontade de Deus é totalmente inescrutável e, portanto, não pode ser conhecida pela razão humana -com a implicação de que as injunções divinas não podem ser plenamente compreendidas e devem ser obedecidas cegamente.

Contra esse pano de fundo, a última iniciativa dos acadêmicos muçulmanos marca uma tentativa de afastar o diálogo entre as religiões dos debates sobre razão e revelação, em direção a uma leitura escritural. As relações cristãs-muçulmanas, segundo esse argumento, são melhor servidas pelas interpretações textuais que salientam os mandamentos e as crenças comuns.

Mas sugerir, como fazem os autores de "Uma palavra comum", que muçulmanos e cristãos são unidos pelos mesmos dois mandamentos mais essenciais de suas respectivas crenças e práticas -o amor a Deus e o amor ao próximo- é teologicamente dúbio e politicamente perigoso.

Do ponto de vista teológico, isto omite diferenças elementares entre o Deus cristão e o Deus muçulmano. O Deus cristão é um Deus relacional e encarnado. Além disso, o Novo Testamento e os primeiros textos cristãos falam em Deus como uma única divindade com três pessoas igualmente divinas -Pai, Filho e Espírito Santo.

Isso não é meramente um ponto da doutrina, mas algo que tem implicações políticas e sociais significativas. A igualdade das três pessoas divinas é a base da igualdade entre a humanidade -cada ser é criado à imagem e semelhança do Deus triádico.

Em conseqüência disso, a cristandade pede uma sociedade radicalmente igualitária, além de quaisquer divisões de raça ou classe. A promessa de igualdade e justiça universais que é encapsulada neste conceito de Deus fornece assim aos cristãos uma maneira de questionar e modificar não apenas as normas da ordem política prevalecente como também as práticas sociais (freqüentemente perversas) da igreja.

Em contraste, o Deus muçulmano é desencarnado e absolutamente uno. Não há Deus além de Deus, ele não tem sócio. Esse Deus é revelado exclusivamente a Maomé, o mensageiro (ou profeta), por meio do arcanjo Gabriel. Como tal, o Corão é a palavra literal de Deus e a revelação divina definitiva, anunciada primeiramente aos hebreus e depois aos cristãos.

Mais uma vez, este relato de Deus tem conseqüências importantes para as relações políticas e sociais. O islamismo não postula simplesmente divisões absolutas entre os que se submetem ao seu credo central e aqueles que o negam; também contém injunções divinas contra os apóstatas e os descrentes (embora proteja os fiéis judeus e cristãos).

Além disso, o monoteísmo radical islâmico tende a fundir a esfera religiosa com a política: ele privilegia a autoridade unitária absoluta sobre as instituições intermediárias e também dá ênfase à conquista e ao controle territoriais, sob o comando direto de Deus.

Estas (e outras) diferenças implicam que cristãos e muçulmanos não adoram ou acreditam no mesmo Deus; em conseqüência, nas duas crenças o amor a Deus e o amor ao próximo diferem invariavelmente.

Ao ignorar essas divergências fundamentais, os autores da carta aberta perpetuam mitos sobre cristãos e muçulmanos orarem de maneiras diferentes ao mesmo Deus. Pior, eles exibem uma teologia simplista de monoteísmo absoluto, não-mediado.

Dessa maneira, servem inadvertidamente aos extremistas religiosos dos dois lados, que alegam ter um conhecimento imediato, total e conclusivo da vontade divina somente por meio da fé.

O problema de todas as interpretações textuais é que elas são, por definição, particulares e parcialmente subjetivas. Sem conceitos universais e padrões objetivos como a racionalidade, os acadêmicos diferem dos extremistas meramente em termos de suas intenções honrosas.

Por isso o perigo político de enfocar o diálogo cristão-muçulmano na leitura textual é que ela negligencia as especificidades teológicas de cada religião e suas implicações sociais; como tal, essa abordagem mina a compreensão mútua que pretende oferecer mas deixa de produzir.

Cristãos e muçulmanos não podem mais evitar as diferenças fundamentais que distinguem suas religiões. A melhor esperança de paz e tolerância genuínas entre a cristandade e o islã é ter uma discussão teológica adequada sobre a essência de Deus e a natureza da paz e da justiça.

De outro modo, o diálogo entre religiões representará pouco mais que as platitudes gentis de políticos e diplomatas. Em nome do compromisso comum com a verdade e a sabedoria, cristãos e muçulmanos devem ter discussões sólidas que sejam teologicamente informadas e politicamente francas.

É claro que isso não impede a cooperação pragmática entre as religiões sobre questões de interesse comum, como o secularismo agressivo, o ateísmo militante e, mais importante, a violência na religião.

Mas os fundamentalistas dos dois lados só serão intelectualmente derrotados e politicamente marginalizados por uma crença arrazoada e uma discussão racional -e não pela interpretação textual subjetiva.

* Adrian Pabst é professor de religião e política na Universidade de Nottingham, Grã-Bretanha, e bolsista de pesquisa no Instituto de Estudos Europeus e Internacionais em Luxemburgo.

André disse...

Recordar é viver:

Faith, Reason and Politics: Parsing the Pope's Remarks

On Sept. 12, Pope Benedict XVI delivered a lecture on "Faith, Reason and the University" at the University of Regensburg. In his discussion (full text available on the Vatican Web site) the pope appeared to be trying to define a course between dogmatic faith and cultural relativism -- making his personal contribution to the old debate about faith and reason. In the course of the lecture, he made reference to a "part of the dialogue carried on -- perhaps in 1391 in the winter barracks near Ankara -- by the erudite Byzantine emperor Manuel II Paleologus and an educated Persian on the subject of Christianity and Islam, and the truth of both."

Benedict went on to say -- and it is important to read a long passage to understand his point -- that:

"In the seventh conversation edited by Professor Khoury, the emperor touches on the theme of the holy war. The emperor must have known that Sura 2,256 reads: 'There is no compulsion in religion.' According to the experts, this is one of the suras of the early period, when Mohammed was still powerless and under threat. But naturally the emperor also knew the instructions, developed later and recorded in the Quran, concerning holy war. Without descending to details, such as the difference in treatment accorded to those who have the 'Book' and the 'infidels,' he addresses his interlocutor with a startling brusqueness, a brusqueness which leaves us astounded, on the central question about the relationship between religion and violence in general, saying: 'Show me just what Mohammed brought that was new, and there you will find things only evil and inhuman, such as his command to spread by the sword the faith he preached.' The emperor, after having expressed himself so forcefully, goes on to explain in detail the reasons why spreading the faith through violence is something unreasonable. Violence is incompatible with the nature of God and the nature of the soul. 'God,' he says, 'is not pleased by blood -- and not acting reasonably is contrary to God's nature. Faith is born of the soul, not the body. Whoever would lead someone to faith needs the ability to speak well and to reason properly, without violence and threats ... To convince a reasonable soul, one does not need a strong arm, or weapons of any kind, or any other means of threatening a person with death ...'

"The decisive statement in this argument against violent conversion is this: Not to act in accordance with reason is contrary to God's nature. The editor, Theodore Khoury, observes: 'For the emperor, as a Byzantine shaped by Greek philosophy, this statement is self-evident. But for Muslim teaching, God is absolutely transcendent.'"

The reaction of the Muslim world -- outrage -- came swift and sharp over the passage citing Manuel II: "Show me just what Mohammed brought that was new, and there you will find things only evil and inhuman, such as his command to spread by the sword the faith he preached." Obviously, this passage is a quote from a previous text -- but equally obviously, the pope was making a critical point that has little to do with this passage.

The essence of this passage is about forced conversion. It begins by pointing out that Mohammed spoke of faith without compulsion when he lacked political power, but that when he became strong, his perspective changed. Benedict goes on to make the argument that violent conversion -- from the standpoint of a Byzantine shaped by Greek philosophy, and therefore shaped by the priority of reason -- is unacceptable. For someone who believes that God is absolutely transcendent and beyond reason, the argument goes, it is acceptable.

Clearly, Benedict knows that Christians also practiced forced conversion in their history. He also knows that the Aristotelian tendency is not unique to Christianity. In fact, that same tendency exists in the Muslim tradition, through thinkers such as al-Farabi or Avicenna. These stand in relation to Islam as Thomas Aquinas does to Christianity or Maimonides to Judaism. And all three religions struggle not only with the problem of God versus science, but with the more complex and interesting tripolar relationship of religion as revelation, reason and dogmatism. There is always that scriptural scholar, the philosopher troubled by faith and the local clergyman who claims to speak for God personally.

Benedict's thoughtful discussion of this problem needs to be considered. Also to be considered is why the pope chose to throw a hand grenade into a powder keg, and why he chose to do it at this moment in history. The other discussion might well be more worthy of the ages, but this question -- what did Benedict do, and why did he do it -- is of more immediate concern, for he could have no doubt what the response, in today's politically charged environment, was going to be.

A Deliberate Move

Let's begin with the obvious: Benedict's words were purposely chosen. The quotation of Manuel II was not a one-liner, accidentally blurted out. The pope was giving a prepared lecture that he may have written himself -- and if it was written for him, it was one that he carefully read. Moreover, each of the pope's public utterances are thoughtfully reviewed by his staff, and there is no question that anyone who read this speech before it was delivered would recognize the explosive nature of discussing anything about Islam in the current climate. There is not one war going on in the world today, but a series of wars, some of them placing Catholics at risk.

It is true that Benedict was making reference to an obscure text, but that makes the remark all the more striking; even the pope had to work hard to come up with this dialogue. There are many other fine examples of the problem of reason and faith that he could have drawn from that did not involve Muslims, let alone one involving such an incendiary quote. But he chose this citation and, contrary to some media reports, it was not a short passage in the speech. It was about 15 percent of the full text and was the entry point to the rest of the lecture. Thus, this was a deliberate choice, not a slip of the tongue.

As a deliberate choice, the effect of these remarks could be anticipated. Even apart from the particular phrase, the text of the speech is a criticism of the practice of conversion by violence, with a particular emphasis on Islam. Clearly, the pope intended to make the point that Islam is currently engaged in violence on behalf of religion, and that it is driven by a view of God that engenders such belief. Given Muslims' protests (including some violent reactions) over cartoons that were printed in a Danish newspaper, the pope and his advisers certainly must have been aware that the Muslim world would go ballistic over this. Benedict said what he said intentionally, and he was aware of the consequences. Subsequently, he has not apologized for what he said -- only for any offense he might have caused. He has not retracted his statement.

So, why this, and why now?

Political Readings

Consider the fact that the pope is not only a scholar but a politician -- and a good one, or he wouldn't have become the pope. He is not only a head of state, but the head of a global church with a billion members. The church is no stranger to geopolitics. Muslims claim that they brought down communism in Afghanistan. That may be true, but there certainly is something to be said also for the efforts of the Catholic Church, which helped to undermine the communism in Poland and to break the Soviet grip on Eastern Europe. Popes know how to play power politics.

Thus, there are at least two ways to view Benedict's speech politically.

One view derives from the fact that the pope is watching the U.S.-jihadist war. He can see it is going badly for the United States in both Afghanistan and Iraq. He witnessed the recent success of Hezbollah in Lebanon and Hamas' political victory among the Palestinians. Islamists may not have the fundamental strength to threaten the West at this point, but they are certainly on a roll. Also, it should be remembered that Benedict's predecessor, John Paul II, was clearly not happy about the U.S. decision to invade Iraq, but it does not follow that his successor is eager to see a U.S. defeat there.

The statement that Benedict made certainly did not hurt U.S. President George W. Bush in American politics. Bush has been trying to portray the war against Islamist militants as a clash of civilizations, one that will last for generations and will determine the future of mankind. Benedict, whether he accepts Bush's view or not, offered an intellectual foundation for Bush's position. He drew a sharp distinction between Islam and Christianity and then tied Christianity to rationality -- a move to overcome the tension between religion and science in the West. But he did not include Islam in that matrix. Given that there is a war on and that the pope recognizes Bush is on the defensive, not only in the war but also in domestic American politics, Benedict very likely weighed the impact of his words on the scale of war and U.S. politics. What he said certainly could be read as words of comfort for Bush. We cannot read Benedict's mind on this, of course, but he seemed to provide some backing for Bush's position.

It is not entirely clear that Pope Benedict intended an intellectual intervention in the war. The church obviously did not support the invasion of Iraq, having criticized it at the time. On the other hand, it would not be in the church's interests to see the United States simply routed. The Catholic Church has substantial membership throughout the region, and a wave of Islamist self-confidence could put those members and the church at risk. From the Vatican's perspective, the ideal outcome of the war would be for the United States to succeed -- or at least not fail -- but for the church to remain free to criticize Washington's policies and to serve as conciliator and peacemaker. Given the events of the past months, Benedict may have felt the need for a relatively gentle intervention -- in a way that warned the Muslim world that the church's willingness to endure vilification as a Crusader has its limits, and that he is prepared, at least rhetorically, to strike back. Again, we cannot read his mind, but neither can we believe that he was oblivious to events in the region and that, in making his remarks, he was simply engaged in an academic exercise.

This perspective would explain the timing of the pope's statement, but the general thrust of his remarks has more to do with Europe.

There is an intensifying tension in Europe over the powerful wave of Muslim immigration. Frictions are high on both sides. Europeans fear that the Muslim immigrants will overwhelm their native culture or form an unassimilated and destabilizing mass. Muslims feel unwelcome, and some extreme groups have threatened to work for the conversion of Europe. In general, the Vatican's position has ranged from quiet to calls for tolerance. As a result, the Vatican was becoming increasingly estranged from the church body -- particularly working- and middle-class Catholics -- and its fears.

As has been established, the pope knew that his remarks at Regensburg would come under heavy criticism from Muslims. He also knew that this criticism would continue despite any gestures of contrition. Thus, with his remarks, he moved toward closer alignment with those who are uneasy about Europe's Muslim community -- without adopting their own, more extreme, sentiments. That move increases his political strength among these groups and could cause them to rally around the church. At the same time, the pope has not locked himself into any particular position. And he has delivered his own warning to Europe's Muslims about the limits of tolerance.

It is obvious that Benedict delivered a well-thought-out statement. It is also obvious that the Vatican had no illusions as to how the Muslim world would respond. The statement contained a verbal blast, crafted in a way that allowed Benedict to maintain plausible deniability. Indeed, the pope already has taken the exit, noting that these were not his thoughts but those of another scholar. The pope and his staff were certainly aware that this would make no difference in the grand scheme of things, save for giving Benedict the means for distancing himself from the statement when the inevitable backlash occurred. Indeed, the anger in the Muslim world remained intense, and there also have been emerging pockets of anger among Catholics over the Muslim world's reaction to the pope, considering the history of Islamic attacks against Christianity. Because he reads the newspapers -- not to mention the fact that the Vatican maintains a highly capable intelligence service of its own -- Benedict also had to have known how the war was going, and that his statement likely would aid Bush politically, at least indirectly. Finally, he would be aware of the political dynamics in Europe and that the statement would strengthen his position with the church's base there.

The question is how far Benedict is going to go with this. His predecessor took on the Soviet Union and then, after the collapse of communism, started sniping at the United States over its materialism and foreign policy. Benedict may have decided that the time has come to throw the weight of the church against radical Islamists. In fact, there is a logic here: If the Muslims reject Benedict's statement, they have to acknowledge the rationalist aspects of Islam. The burden is on the Ummah to lift the religion out of the hands of radicals and extremist scholars by demonstrating that Muslims can adhere to reason.

From an intellectual and political standpoint, therefore, Benedict's statement was an elegant move. He has strengthened his political base and perhaps legitimized a stronger response to anti-Catholic rhetoric in the Muslim world. And he has done it with superb misdirection. His options are open: He now can move away from the statement and let nature take its course, repudiate it and challenge Muslim leaders to do the same with regard to anti-Catholic statements or extend and expand the criticism of Islam that was implicit in the dialogue.

The pope has thrown a hand grenade and is now observing the response. We are assuming that he knew what he was doing; in fact, we find it impossible to imagine that he did not. He is too careful not to have known. Therefore, he must have anticipated the response and planned his partial retreat.

It will be interesting to see if he has a next move. The answer to that may be something he doesn't know himself yet.

Geopolitical Diary: The Political Fallout from the Pope's Speech


The world is about to witness the next wave of Muslim rage against the West.

Addressing an audience at Regensburg University in Germany on Sept. 12, Roman Catholic Pope Benedict XVI delivered a controversial speech, in which he quoted 14th Century Byzantine Christian Emperor Manuel Paleologos II regarding the issue of jihad: "Show me just what Mohammed brought that was new, and there you will find things only evil and inhuman, such as his command to spread by the sword the faith he preached."

Muslim leaders from Turkey, Pakistan, Morocco, Kuwait, France and Germany loudly criticized the pope for his remarks and demanded an apology. A Vatican spokesman began the damage-control process Thursday by spreading the message that the Holy See fully intends to carry on Pope John Paul II's legacy of building bridges between religions and clarifying that Islam was not the focus of the speech.

But the damage has already been done.

While Muslim governments are still issuing official complaints against the pope's comments on Islam, the message of fury is quickly disseminating to the streets. Public demonstrations have already been organized to follow Friday prayers in Kuwait and Saudi Arabia. These protests are likely to spread rapidly across the Islamic world, particularly in Egypt, Pakistan, Iran, Kashmir, Indonesia, the Philippines and Turkey.

Coming at a time of heightened feelings of religiosity among Muslims in the lead-up to Ramadan, the pope's remarks are bound to kick up a massive sandstorm -- inspiring fiery speeches during Friday prayers on the U.S.-led "war on terror" being the new Crusade against Islam. The size and intensity of protests in different places will, of course, depend upon whatever local issues are currently in play that might distract attention from this issue. Protests might also be limited by a certain degree of "outrage fatigue" in places where Muslims have already been protesting the West for other reasons. But in the eyes of many Muslims now catching wind of the protests, the pope's speech is far more damning than, for instance, the Danish cartoons depicting the Prophet Mohammed; a religious official of the highest order in the Christian West has publicly called Islam an inferior religion. The context in which the statements were made is certainly debatable, but it does not really matter in the end what the pope said. What matters is how it will play out in the Muslim world.

It is important to note that the public condemnation of the pope's remarks by Muslim leaders did not appear until two days after he made the speech. The motor of fury is still revving up. While the February cartoon uproar is still a fresh memory in the minds of many, it was largely overlooked during the flag-burnings and embassy-stonings that the outrage over the cartoons did not actually surface until months after they were first published. A group of Muslim clerics in Denmark made a conscious decision to publicize the cartoons and draw attention to the Western insensitivities toward Muslims worldwide by taking a tour throughout the Middle East. The campaign allowed the Muslim diaspora to vent their frustration over their economic and social troubles in Europe, while enflaming anti-Western sentiment already brewing throughout the Islamic world over a growing list of complaints involving the Iraq war, U.S. support for Israel, the Koran desecration scandal and the Abu Ghraib torture scandal.

In a similar way, the current protests will play into the hands of many looking for a distraction, a cause to unite Muslims or simply a catalyst to intensify Muslim extremism against the West.

In the wake of the Israeli-Hezbollah conflict in Lebanon, surrounding Arab regimes came under intense pressure as they battled between supporting Hezbollah against the Jewish state and taking a public stand against Shiite power in the region. A controversy fueling anger toward the West would be a welcome distraction in many of these police states. Syria, a secular majority-Sunni state ruled by an Alawite minority, will also likely seize the opportunity to foment such protests in a bid to consolidate the regime's position.

Iran, meanwhile, is in the midst of an aggressive geopolitical push to establish itself as the kingmaker of the region. Iran's biggest handicap is its label as a Persian Shiite state in a Sunni Arab world. Playing up the pope protests will assist Tehran in trying to overcome the Sunni-Shiite divide and unify Muslims in their opposition to the West. Iran, after all, is currently the only Muslim regime that is taking a strong stand against the United States and is actually maintaining the upper hand in the stand-off through its nuclear gambit, its control over Hezbollah and its expanding influence in Iraq.

And let us not forget the jihadists. Al Qaeda thrives on offenses to the Muslim world to attract support for its transnational jihadist movement.

While the present imbroglio will be a serious flashpoint in tensions between Islam and the West, it can be cleared up more easily than the cartoon controversy. Whereas the cartoon uproar revolved around the Western adherence to free speech in addition to what was viewed as a serious offense to Islam, the pope's speech does not compromise core values of the West to the same degree. The "Crusade against Islam" theme will fester for a number of days, but can be defused with relative ease if the Vatican views it as its duty to clear up the issue. This will all depend on an official apology from the Holy See itself, and only time will tell whether the Vatican sees a need to put out this latest fire.

Catellius disse...

Pô, nem tive tempo de arranjar imagens para os últimos três posts nem para atualizar os links dos artigos. Vou tentar fazer isso hoje mesmo...

Heitor Abranches disse...

A morte do Ipea

Idéia de mudar Ipea existe desde Dirceu


Da FolhaNews


16/11/2007
09h11-
"É preciso estatizar o Ipea." A frase atribuída ao então todo-poderoso ministro José Dirceu (Casa Civil) no início do primeiro mandato do presidente Lula é tida por integrantes do próprio governo ouvidos pela Folha como a base das reformas que estão sendo promovidas no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.

O afastamento de quatro pesquisadores que tinham pensamento econômico divergente do predominante no governo, divulgado ontem pela Folha, segue a linha adotada após a transferência do órgão da tutela do ministro Paulo Bernardo (Planejamento) para a do ministro Mangabeira Unger (Extraordinário de Assuntos Estratégicos), há alguns meses.

Desde agosto, quando o novo presidente do instituto nomeado por Unger, o petista Marcio Pochmann, tomou posse, publicações foram modificadas e outros quatro diretores já haviam sido substituídos. A maioria deles foi trocada por profissionais de fora do instituto.

Entre eles, Ana Peliano, que não era tolerada no PT por ter sido a principal auxiliar da ex-primeira-dama Ruth Cardoso no programa Comunidade Solidária. A socióloga ocupava a diretoria de Estudos Sociais do instituto. Também deixaram o cargo de direção Paulo Levy (Estudos Macroeconômicos), João Alberto De Negri (Estudos Setoriais) e José Aroudo Mota (Estudos Regionais).

Segundo a Folha apurou, a idéia com a reestruturação é tentar abrir mais espaço para a corrente autodenominada "desenvolvimentista", que, na avaliação de integrantes do governo, estava sufocada por ortodoxos alinhados com as idéias econômicas do governo anterior e do ex-ministro Antonio Palocci Filho (Fazenda).

A visibilidade, a exposição e, principalmente, a repercussão que o pensamento de pesquisadores do Ipea, como o afastado Fabio Giambiagi, tinham na mídia sempre incomodaram a ala desenvolvimentista do governo, que ganhou poder neste segundo mandato de Lula.

Com isso, a tensão foi a marca do relacionamento do Ipea com petistas que consideravam que o instituto estava "tomado" por conservadores, quando não rotulados de tucanos. O ministro Paulo Bernardo, remanescente das fileiras paloccistas, era muito criticado nas reuniões internas do governo por não "enquadrar" o Ipea.

Autonomia

Apesar das pressões, o ministro não só manteve a autonomia do instituto como incorporou propostas sugeridas nos debates do Ipea. Uma delas previa equilibrar, no médio prazo, as contas públicas de tal forma que as receitas cobririam todos os gatos, inclusive com juros, o chamado déficit nominal zero.

Após embate público com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), que desqualificou o projeto classificando como "rudimentar" no final do primeiro mandato de Lula, a idéia emplacou como uma das medidas fiscais do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

A desvinculação do Ipea do Planejamento e a transferência para a esfera no novo ministro Mangabeira Unger provocaram uma revolta geral entre os pesquisadores do instituto no início deste ano. Eles temiam a censura e a implantação de um pensamento único no órgão, que sempre se destacou pela diversidade de idéias. Sem isso, acreditam, o Ipea não existe.

André disse...

A Veja está com uma boa reportagem sobre a destruição do IPEA, Heitor. Mais um órgão competente tomado de assalto pelos pelegos.

Catellius disse...

Coisas que escrevi em discussão no Expressionista:

Catellius, disse:
November 8th, 2007 at 00:01
Falando em horrores contidos no Calhamaço de Embustes, o que dizer do velho estúpido acometido por alucinações que amarra o filho para lhe cortar a garganta? O abuso infantil e a estupidez viram fidelidade aos olhos dos crentes. E Lot oferecendo as filhas virgens para que uma multidão ensandecida pelo excesso de hormônios fizesse com elas o que quisesse, apenas para poupar os ânus metafísicos dos anjos? E a esposa que olhou para trás e virou estátua de sal? Lá está o incorrigível Javé a implicar com a curiosidade feminina… E as mulheres eram punidas com a morte por terem sido estupradas na cidade e não no campo, e os ursos que destroçaram rapazes que caçoaram da careca de Eliseu?
Tenho um livro com todas as ilustrações de Doré para a Bíblia. Um dia tive a idéia de mostrá-lo para minha filha mas desisti após ver Abel caído com um rio de sangue correndo de sua cabeça. É raro encontrar uma prancha do Velho Testamento em que não haja alguma barbaridade. Vemos corpos perfurados por punhais e lanças, chuva de pedras, cabeças e pedaços de corpos espalhados pelo chão, inundações, ursos dilacerando crianças que zombaram da calvície de um profeta, e desgraças de todo tipo. E no Novo Testamento logo vemos o massacre de crianças ordenado por Herodes (sugiro que ouça L’Enfance du Christ, de Berlioz), sem falar nos leprosos, cegos, aleijados e naquele sangue todo da Paixão, que deve encher Mel Gibson de tesão. É claro que há belas passagens, literariamente interessantes, e muitos bons mas banais ensinamentos, obviedades como “não matarás”, etc. Aliás, antes de Moisés o assassinato era permitido, assim como caluniar, cobiçar mulher e bens (redundância) alheios, etc. Um povo tão monstruoso para o qual o assassinato não era proibido realmente precisava que um deus lhe desse dez mandamentos. O mais engraçado é que logo após o “não matarás” começam os “matem” “matem” “matem” “matem” da conquista de Canaã por Josué.

--//--

Catellius, disse:
November 12th, 2007 at 12:02
Falamos muito nas atrocidades do VT, mas Jesus é um dos piores personagens da Bíblia. Moisés mandou matar mulheres e crianças inocentes mas ao menos devia olhar para os cadáveres como carcaças de seres absolutamente aniquilados. Jesus fala em castigo eterno após a morte. A ameaça do inferno, entranhada na pregação de Jesus, eclipsa o personagem hippie que bem convivia com párias, putas e analfabetos, e que falava em amor.

Se pensarmos no mal que causou às gerações futuras o conceito de inferno - não inventado pelos sempre plagiadores cristianismo e islamismo, claro - não veríamos Jesus de um modo tão benevolente. O hipócrita perdoava e amava os seus algozes mas depois os mandava para o inferno por não terem se arrependido (deveria ser após o Juízo Final, mas vários “santos” da Tradição visitaram o inferno com as caldeiras em funcionamento) ou porque se afastaram voluntariamente do amor divino. É esta a explicação atual; os condenados “pediram” para passar um decilhão de eras elevado à potência de um decilhão de eras (este é o primeiro segundo de sofrimento no inferno) de indizível sofrimento e “odeiam” deus e o amaldiçoam lá do meio das labaredas, por isso deus não pode resgatá-los…

E Jesus morreu pelos homens sabendo que não estaria morto por mais de 40 horas (estou falando do Jesus mítico), o que é ridículo. Qualquer vampiro de filme B vira um kamikaze quando sabe que após a “morte” voltará a viver, he he.

Catellius disse...

Catellius, disse:
November 13th, 2007 at 16:27
Catellius disse: “Moisés mandou matar mulheres e crianças inocentes”.
Onildo, disse: “Perguntinha básica de Little Bill em ‘Os imperdoáveis’: Inocentes de quê?”

….

“Inocente” é quem não tem culpa. Em primeiro lugar, não vejo culpa em habitar uma terra disponível e não reclamada por séculos, e mesmo assim não seria uma culpa para ser punida com a morte, a não ser que de guerreiros em campo de batalha. Ainda assim o “justo” Javé poderia poupar mulheres, crianças, velhos e animais. Mas não; antes da invasão já ordenou que TODOS fossem mortos. A tal “ordem divina” é quase sempre usada para abafar o senso crítico daqueles dos quais se deseja obediência canina em atrocidades que normalmente suas consciências não permitiriam praticar.

O problema é que ainda há muita gente, mas muita gente mesmo por aí que acha que ele apenas cumpriu ordens divinas, então foi a coisa certa a fazer. Ou seja: é justo passar a espada no pescoço de um bebê desde alguém diga que deus ordenou e seja convincente na sua revelação. Um exemplo:

At 01/03/07 16:57, Blogildo said… “Quanto a Josué. Bem ele seguia ordens. Você o vê como um, sei lá, Slobodan Milosevic das antigas. Mas o cara da Bíblia só estava fazendo o que o Todo Poderoso havia ordenado.” (…) “E além disso, todas as guerras travadas pelos israelitas – na Bíblia – são ordenadas por Deus. Eles não têm autorização para fazer guerra sem ordem direta de cima. São até punidos por travar guerra sem ordem divina.”

Mesmo que existisse deus e mesmo que ele ordenasse a degolação de bebês indefesos, ainda assim uma pessoa justa deveria se recusar a obedecer. O certo seria retrucar: por que os criou então, filho de uma égua? Há culpa possível em uma criança de dois anos que faça com que sua execução se torne justa?

Crianças morrem em guerras, infelizmente. Se o Hezbollah ataca Israel a partir de uma zona residencial e Israel revida e acaba acertando crianças, a culpa é do Hezbollah, que deseja expor corpos de crianças mutilados para angariar simpatia mundo afora, inclusive dos esquerdopatas brasileiros, e principalmente a simpatia do mundo árabe.
Mas Javé não ordenou que atacassem Canaã, matassem os que resistissem e não se preocupassem com as crianças que porventura morressem acidentalmente. Não havia possibilidade sequer de rendição. A ordem era para matar homens, mulheres, crianças, velhos e até animais. Os cananeus devem ter tentado protegê-las. Imaginemos o desespero das mães. Se reconhecermos que não agiam por ordem divina, que eram bárbaros como milhares de outros bárbaros que cometeram atrocidades ao longo dos séculos, tudo bem. O problema é que não poucas pessoas - você, por exemplo - acham que ele agiu certo porque apenas seguiu ordens. Ora, não é à toa que as religiões e os líderes religiosos devem ser vigiados e seu poder restringido. É tudo o que queremos. O senso crítico em relação a tudo é crucial, inclusive em relação a “ordens divinas”. Se parecerem imorais, não as siga. Infelizmente, não é assim que funciona…

--//--

Catellius, disse:
November 13th, 2007 at 17:08
Onildo disse:

“Já vi que você e o Catellius gostam mesmo é do Estado. Vêm com esse papinho liberal, mas no fundo o negócio (é o bom e velho Estado!). Aí reside todo o antagonismo de vocês contra a religião.”

Em um primeiro momento não entendi esta bizarríssima proposição: ou se está a favor da Bíblia ou se está a favor do Estado… Sou a favor que haja um Estado, lógico; não sou anarquista. Mas não vejo o Estado como um deus provedor mas como algo necessário para fazer valer a justiça em um mundo de bilhões de egos. Bom, por acaso a explicação para a sua bizarra afirmação vem da crença abaixo?

“At 04/04/07 08:50, Blogildo said…
(…)Num resumo porco, eu defendo em meu blog, que a Bíblia sugere que o mundo é governado por Satã desde o pecado original. Deus deixou o mundo nas mãos dele quando ele(Satã) convenceu os “sem-umbigo” (Adão e Eva) a desafiar a autoridade divina. Toda a Bíblia seria a história de como Deus dá um tempo para Satã provar as questões levantadas, enquanto Deus seleciona pessoas que estão do lado do governo de Deus (o tal reino que Cristo vivia pregando).”

Como eu e Janer não estamos do lado do governo de Javé, logo estamos do lado do governo de Satã - os governos terrenos. Logo, somos a favor do Estado (?!??!!!!?). É esta a lógica? Bom, minha avaliação é que é uma crença absurda, mesmo dentro do absurdo universo das crendices humanas. Deus está esperando Satã provar algo…

Provar as questões levantadas… Lembra-me a história de Jó, muito bem escrita e divertida, por sinal. O autor, Salomão ou sei lá quem, apenas se esqueceu de que é mais fácil a pessoa ser religiosa, amiguinha do altíssimo, quando está na lama do que quando está bem. O teste de Satã deveria ser o inverso. Deveria ter pego um miserável e lhe concedido todas as benesses materiais possíveis. Mas mesmo assim o sujeito continuaria a amar seu deus nem que fosse por medo de perder o que conquistara. É muito mais comum o contrário. A pessoa sã, com plenas capacidades mentais, sem medo de ser feliz, educada, inteligente, tem uma maior propensão ao ceticismo do que se fosse doente e ignorante, como atestam várias pesquisas. Os céticos podem ficar supersticiosos e tementes a deus quando a morte se avizinha, quando são acometidos por misteriosas moléstias e desgraças como as que Jó sofreu. Mas eu confio mais no juízo de uma pessoa sã do que no juízo de uma pessoa desesperada.

Catellius disse...

Catellius, disse:
November 14th, 2007 at 16:55
“Tenho quase certeza que você, Janer e outros militantes ateísta acham que boa parte do que vai no Velho Testamento é invencionice. Logo, não entendo o fato de ateus ficarem escandalizados com o que consideram ficção. É um tal de “Uí, a Bíblia é violenta” pra lá”

Boa parte da Bíblia é mitologia, boa parte é invencionice, boa parte é exagero (a grandiosidade de alguns reinos, por exemplo), boa parte deve ser verdade e boa parte é verdade comprovada.
Quem disse que me escandalizo com o que está na Bíblia? Escrevi nesta mesma caixa de comentários, mas pelo visto você não leu:

“Encontramos barbaridades em tragédias gregas, em romances, em historinhas infantis, em “libretti” de óperas, em livros como Mein Kampf, O Príncipe, nas Mil e Uma Noites, no Mahabaratta.
E na Bíblia. A diferença é que a Bíblia ainda é lida pela maioria como se fosse inspirada por ninguém menos do que um demiurgo omni-tudo, como se contivesse toda a moral, toda a verdade que importa ao homem, como se tudo o que ela condenasse fosse por isso mesmo condenável.”

O que me escandaliza é loucos acharem que o que Josué fez foi justo porque apenas cumpriu ordens divinas, é as pessoas ainda acharem que as bárbaras leis do VT eram divinas, ainda que Jesus tenha, digamos, mudado as regras do jogo, he he. Ridículo isso de leis serem ditas por causa “da dureza de vossos corações”. Ou seja: Javé e suas leis eram brutos, de acordo com a Bíblia, por causa dos homens brutos! E no NT os homens não eram nem um pouco mais refinados, no entanto Jesus já se sentia à vontade para dizer que “quem comer de meu corpo e beber de meu sangue viverá eternamente”. Ainda que seja uma metáfora (não para os católicos, canibais e vampiros), aqueles brutos poderiam compreendê-la com o auxílio do Espírito Santo. Mas no VT não havia Espírito Santo para auxiliar na compreensão… É uma baixaria miserável, e o próprio Javé ajuda a matar os fugitivos dos massacres fazendo chover rochas. Ou seja, ele próprio tinha o coração duro por causa da dureza daqueles corações?

“Você, o Janer e outros entusiastas do Império Romano mal conseguem disfarçar sua predileção pelos Césares em detrimento dos cristãos e judeus (falo em sentido de judaísmo e não de etnia).”

Se digo: “A Bíblia mostra um deus supostamente justo ordenando que seu povo massacre inocentes e não deixe ninguém vivo; e há pessoas que ainda acham que o povo tinha mais é que matar bebês e outros inocentes, afinal a ordem vinha do alto; é lógico que a “ordem divina” foi apenas um modo de fazer com que pessoas possivelmente não tão más agissem de modo monstruoso sem ferir a própria consciência; ou seja, obedecer a ordens divinas e não colocar a consciência e a humanidade (reconhecer a inocência em um bebê, por exemplo) acima delas é estar à mercê de interesseiros, manipuladores da vontade divina, representantes de deus, tiranos, etc.”
O Onildo me vem com este surpreendente “argumento”: “vocês gostam é do estado, gostam mais dos césares do que dos cristãos e judeus”. O que tem a ver uma coisa com a outra?
Mesmo assim, apesar de não ter absolutamente nada a ver com a discussão, deixe-me responder a esta acusação risível, he he.
Que eu prefiro a cultura, em especial a arte, a literatura, o pensamento, a arquitetura, o gosto pelos jogos olímpicos, e quase todas realizações greco-romanas do que o legado dos hebreus, não resta a menor dúvida. Quanto aos césares, a diferença é que são meros personagens históricos interessantes, como Alexandre Magno e Átila. Se fossem santos de alguma religião influente cujos fiéis ainda se pautassem por suas atitudes, eu seria o primeiro a dizer: “porra, em nome de deus Nero mata a mãe, a esposa, faz essa e essa barbaridade e ainda assim vocês acham que aquele deus era justo e que aquele déspota era um herói???”. Qualquer filme, qualquer “Bíblia para crianças” mostra Josué como um herói. Claro que não contam a historinha como está na Bíblia, porque seria revoltante. Revoltante para um herói, não se ele fosse pintado como um Gengis-Khan da vida.

“Não vou comentar o meu comentário novamente e colocado aqui totalmente fora de contexto. Não faz sentido.”

Ué, o contexto muda o que depreendemos do excerto? Qual a sua posição então? Está claro para quem quiser ler. Você acha que Josué agiu com justiça porque obedeceu a ordens de Javé. Não seja medroso e assuma. Pense que o demiurgo sabe tudo o que você pensa… Ou você acha que ele não agiu corretamente? E você acha que este mundo é governado por Satã com a autorização de Javé. Assuma e não me venha com essa de “contexto”, he he.
O problema é que você está em uma sinuca. Você tem poucas alternativas, na história do massacre de alguns povos cananeus: 1 - Josué agiu certo em assassinar bebês cananeus porque obedecia a ordens do deus que criara com amor todas aquelas criaturas para as quais, por amor, agora exigia uma morte violenta. Aí você é um monstro, não é mesmo? 2 - Josué não agiu certo em assassinar bebês cananeus, mesmo tendo recebido ordens divinas. Aí o seu deus vira um monstro e você um discípulo de Satã por não estar do lado do governo de Javé, não é mesmo? 3 - Josué mesmo quis matá-los e eximiu-se da responsabilidade dizendo que havia recebido ordens divinas, e também porque queria que o exército agisse de modo monstruoso sem questionamentos. Aí você está comigo, he he. 4 - É tudo simbolismo. Talvez seja a saída mais honrosa, he he, por mais absurda que soe. Que simbolismo, heim? Exegetas, venham solucionar este mistério!

Enfim, Onildo. Quando você põe o bom senso, a lógica, a humanidade, a vida humana, abaixo de um “nobre fim”, de uma “revelação divina”, você não fica muito distante de um comunista, um nazista ou qualquer um que apóie matanças em nome de uma ideologia. Pense nisso. Sei que você irá refutar com algo absurdo, como dizer que os descrentes que babam de ódio contra deus usufruem das conquistas do cristianismo - o que não é resposta, todos sabemos -, mas também sei que acabará refletindo sobre isso e revisando seus conceitos nas horas em que estiver fora da Web. Não adianta, rapaz. Ainda que por aqui você seja essa porta porque é obrigado a ser “coerente”, he he, no mundo real você passará a ver os que justificam as atitudes de Josué como loucos. Eu sei disso, he he he. Se você queria fortalecer sua fé na Bíblia nunca deveria ter começado a discuti-la.

--//--

Catellius, disse:
November 15th, 2007 at 01:54
Onildo, disse:

“O pensamento pagão que você prefere contém tudo o que você diz encontrar na Bíblia: putaria, violência, genocídio, sangue etc.”

O pensamento pagão contém genocídio? Não estaria se referindo à História? E quem disse que eu prefiro a violência do paganismo a qualquer outra violência? Falei em CULTURA CLÁSSICA. É difícil de entender? He he he! Caramba! Ridículo esse negócio de “prefere o estado”. Patético!

“Você não verá nenhum cristão sério dizendo que se deve matar mulheres e crianças pq Josué ou qualquer outra personagem bíblica fez isso.”

E quem disse isso? Outra vez a falácia da pressuposição. “E você, continua batendo na sua esposa?”. Eu falei que: VOCÊ E CRENTES COMO VOCÊ ACHAM QUE JOSUÉ AGIU CERTO EM MATAR BEBÊS CANANEUS PORQUE OBEDECIA A ORDENS DIVINAS. É óbvio que o crente não acha que pode imitar Josué e sair matando bebês por aí. E ninguém acusa o crente de pensar assim. Isto se chama falácia da pressuposição. Aí fica nessa de refutar algo de que ninguém acusou os crentes, talvez para parecer injustiçado. O crente só acharia certo matar um bebê se Javé mandasse ou se a ordem fosse dada a um profeta que o convencesse a isso revelando as ordens recebidas do alto. Como Javé não deve ter falado diretamente a cada um dos soldados, estes devem ter confiado na palavra de Josué, que disse que seguia ordens divinas.

“Esse é o raciocínio torto e desonesto de vocês militantes ateístas.”

Esta é sua falácia da pressuposição, que só bobos que caem de pára-quedas como esse Mauro aí engolem. “Já parou de bater na sua esposa?”

“Só que você nem acredita que Josué de fato existiu. Logo você tá falando de quê?”

Não entendeu ainda? Estou falando em embotar a consciência, em agir mal baseado em “boas intenções”, em terceirizar o cérebro e o juízo para os líderes civis ou religiosos. Não me importa se Josué existiu ou não. Não fico aqui fazendo juízo de valor das atitudes de Gengis Khan ou de Júpiter. Mas se houvesse quem considerasse o mongol um herói porque seguiu ordens divinas, eu falaria o mesmo que falo aqui. Faça um esforço mental e entenderá a acusação. Depois de compreendê-la você pode se defender do jeito que quiser. Mas pelo jeito nem entendeu do que é acusado… Triste…

“Você prefere pegar palavras minhas de debates antigos - palavras totalmente foras de contexto”

Você está fugindo da resposta, medroso.
Josué, ou um soldado israelita qualquer daquele episódio da tomada da “Terra Prometida”, agiu certo ou errado quando passou a espada em um bebê de colo porque Javé assim o ordenou? Não estou falando de qualquer bebê e não estou falando de qualquer pessoa que diz estar agindo em nome de Shiva ou Tupã. Estou perguntando a você, um canino defensor da Bíblia como sendo a palavra de deus, se Josué, ou um soldado daquele episódio, agiu da maneira correta. Você não responde e fica falando em contexto. Responde então. Se disser que agiu mal estará fazendo um papelão com Javé, he he. Se disser que agiu bem estará confirmando o meu ponto, que não tem nada a ver com ter me chocado com a maldade de Josué e sim com meu repúdio a um crente achar correto abrir mão da própria consciência para seguir ordens divinas, mesmo que “aparentemente” cruéis.
Responda, se for macho. Josué agiu corretamente quando passou uma criança no fio da espada seguindo ordens divinas?
Ideológicos sempre acham que sua ideologia está acima do que “aparentemente” é o bem ou o mal. Por isso os crentes tendem a ver a cena de Abraão prestes a sacrificar Isaac como um exemplo de crente fiel e não como um louco disposto a matar a filho porque Javé assim ordenava, ainda que a coisa não tivesse sentido e fosse errada, ainda que Isaac não tivesse culpa que merecesse a morte (inocente). O crente acha lindo, porque representa o próprio Javé sacrificando o inocente Jezuis para purgar os pecados dos reais culpados… “esses ateus grosseiros não sabem que é uma prefiguração do sacrifício de Cristo?” Sempre esse negócio de sacrifício com sangue, sempre a mesma baixaria. Ora, todo crente vê o Abraão deste episódio como alguém que estava apenas cumprindo ordens. Com Josué não é diferente.

“Se Josué não existiu seu lamento pelos bebês cananeus é puro jogo de cena!”

Mais uma vez, quem está lamentando bebês cananeus? Acorde! Estou lamentando a bovinidade de crentes que seguem ordens divinas e a bovinidade de crentes como você que justificam aquelas atitudes monstruosas – não qualquer atitude monstruosa, você me obriga sempre a repetir – por ser a vontade de Javé.

Estou aguardando sua resposta. Não é jogo de cena. Você não quer assumir algo que você já disse e no que ainda acredita, que Josué apenas cumpriu ordens divinas, e agora me vem com essa desculpa esfarrapada de “fora de contexto” mas se recusa a explicar o contexto em que aquilo foi dito e como ele poderia fazer com que significasse outra coisa, he he he. Fica na falácia da pressuposição, dizendo que eu fico chocado com aquelas histórias e que acho que o crente se acha no direito de matar porque Josué matou. Você está querendo enganar quem? O Mauro e a guria com P?

Responda, crente (sem ofensas)

Catellius disse...

Catellius, disse:
November 16th, 2007 at 13:16
Hum, Onildo… você levou esta discussão - bem distorcida, pra variar (rio-me) - para seu blog, talvez para aumentar sua auto-estima. Não importa. É seu blog, he he. Mas você escreve tudo tão distorcido que estou quase acreditando que é uma grave limitação cognitiva. Pode enganar quem você quiser, principalmente você mesmo, não muda muito para mim.

A seguir, pequenos comentários. Não têm nada a ver com o assunto deste post. Acho que será perda de tempo comentar em seu blog, então faço por aqui mesmo.

O que Jean Piaget tem a ver com aquela sua acusação de covardia? Por acaso você quis dizer Jean Meslier? Isto mostra que você nem sabe de quem está falando, afinal escreveu “Piaget” várias vezes. Bom, quando a discussão for sobre psicologia do desenvolvimento você que abra o Google e depois escreva em seu blog tudo o que “sempre soube” sobre Piaget… O Janer publicou algo sobre Meslier e você correu para lá denunciar a “covardia” do clérigo francês sem ter lido nada sobre ele ou ter lido seus escritos. E agora Galileu também virou um “covarde” porque disse o que uns prepotentes assassinos queriam que dissesse para preservar sua preciosa vida. É muita safadeza sua, safadeza da baixa, da ridícula, desculpe-me a sinceridade. Galileu se viu obrigado a afirmar que o heliocentrismo era apenas uma teoria e que “nada estava provado” e graças a isso continuou a respirar. Eu e qualquer pessoa sã em seu lugar faríamos a mesma coisa, afinal não teríamos culpa de o Cardeal Belarmino - recentemente canonizado por um Pio XI amuado por não conseguir destruir a estátua de Giordano Bruno (Belarmino mandou G. Bruno para a fogueira) - e a cúpula católica daquela época desejarem nos queimar por publicar os resultados de nossos estudos acerca do mundo natural.

Então para você há mais hombridade na atitude dos “mártires” islâmicos, dos soldados de Hitler, dos montanistas (antigos cristãos ávidos pelo martírio) e dos loucos que dão a vida pelo que acreditam do que a atitude de Galileu de mentir para salvar a própria vida?

A vida é menos importante que a ideologia - para ideológicos, claro. É por isso que se teme matar um Che, um Saddam ou um Bin Laden, porque sabe-se que virarão mártires cheios de “hombridade” e inspirarão idiotas que exaltam a capacidade de morrer por uma causa, mesmo que falsa, absurda, desumana.

O irônico é que eu escrevi há um tempo em seu blog: “Como disse Nietzsche, não vale à pena morrer por uma opinião. Vale à pena morrer pelo direito de emitir uma opinião.”
E você respondeu isto, apenas isto (então não venha com essa de “contexto”): “Digo que, simplesmente, ‘não vale a pena morrer’.”
Ou seja, você é leviano e incoerente e no fundo sabe disso. Quer que a coisa vire verdade na marra, quer se convencer disso. Quer achar pessoas que pensem como você para se sentir seguro em suas tolas opiniões. Ora, boa sorte para você e esta sua adolescência tardia.

–//–

Voltando ao tema deste post, evidencio aqui as besteiras que você escreveu em seu blog, distorcendo esta discussão para parecer o virtuoso debatedor honesto e indignado. Quer enganar quem?

Sobre Moisés, Josué e David: “É inacreditável que essas personagens tenham passado mais de dois mil anos como exemplos de virtude! ‘Felizmente’, os ateístas militantes vorazes leitores da Bíblia vieram para nos mostrar a verdade libertadora!”

Então você confirma que Josué, para você, é um exemplo de virtude? Então optou pela primeira opção?

Onildo entre parênteses: “muito embora vários ateístas sintam ‘saudades’ dos ritos sexuais dos pagãos e o paganismo esteja mais vivo do que nunca”

Se o paganismo está mais vivo do que nunca, está mais vivo hoje do que na Roma e Grécia Clássicas, do que no Egito Antigo, do que na Babilônia, he he. Isso que dá excretar opiniões ao invés de pensar antes de escrever; saem essas pérolas… Com certeza a maior parte das orgias sexuais no Brasil é praticada por pessoas que gostam de crucifixo e que têm o maior respeito pelo sagrado, pelo simples motivo que qualquer coisa feita no Brasil pela maioria é feita por cristãos. Quanto a “vários ateístas” sentirem saudades dos ritos sexuais dos pagãos, a taxa de divórcio entre ateus, nos EUA, é menor do que entre católicos, evangélicos e judeus, o que significa que um ateu não terá maior propensão à promiscuidade ou a descuidar dos deveres do lar.
Do Religous Tolerance: “a taxa de divórcios nos estados unidos entre judeus é de 30%, a de cristãos renascidos de 27%, outros cristãos de 24% e ateus e agnósticos por volta de 21%.'’

“Quando querem criticar a Bíblia e apontar barbaridades eles tratam o texto como verídico. Quando querem atacar a crença dos crentes eles tratam o texto como lenda e mitologia. Só isso já é o bastante para evidenciar a falsidade do discurso do ateísta militante. Ora, ora! Quando convém, o texto bíblico é mentiroso. Quando deixa de ser conveniente para as críticas o texto passa a ser veraz.”

Maaaaau, sapão. Quem perde tempo criticando as reais matanças de Calígula ou afirmando ser mentira que Afrodite nasceu da espuma ensangüentada dos bagos de Cronos? Quando alguma barbaridade é tida por crentes como algo justo, seja ela lenda como o Dilúvio seja ela possivelmente realidade, como o massacre de povos cananeus, deve ser criticada, exposta como barbaridade. Quando lendas são tidas como verdades eu posso dizer o motivo pelo qual são lendas. Há também a discussão que envolve história, arqueologia, etc. Há também as contradições, anacronismos, absurdidades, plágios, mudanças de regras, ignorâncias. Estas coisas mostram que a Bíblia é um livro escrito a “mil mãos” de homens não inspirados por um deus, ainda mais por um deus justo e omni-tudo. O que é real, contudo, é que é tida por uma infinidade de pessoas como a palavra de deus, que tudo o que lá é condenado é condenável, que tudo o que lá é exaltado deve ser exaltado.

“…a Bíblia não entra nos méritos científicos de nada. Ela NÃO É um livro de ciência. Contudo, não há nada de anticientífico na Bíblia.”

Acho engraçado o onisciente Jezuis dizer que um dos sinais de sua volta (iminente, he he) seria as estrelas caindo (do firmamento). He he he. A lua se apagaria (como se ela tivesse brilho próprio), o sol se apagaria. Claro que Jezuis não entendia bulhufas de como o mundo natural funciona, ainda que se vendesse como um deus. O argumento de que falava para pescadores broncos não vale. Muito mais chocante é ele dizer que quem comer de seu corpo e beber de seu sangue será um highlander, he he – viverá eternamente. E a Pomba estava lá para fazer os burros compreenderem.

Apesar de toda sua revolta contra o “ódio” dos ateus ao seu livro sagrado, ainda aguardo uma resposta explícita, de macho, embora você já tenha deixado claro que Josué não podia deixar de matar aqueles bebês cananeus, que fazia a coisa certa, justa, afinal recebia ordens divinas.

E agora responda, repito, se for macho! Não vá fugir. Se quiser dar uma resposta indignada em seu blog, faça-o por aqui também. Reponda sim ou não. Escolha entre sair-se mal com os poucos que lerão isto aqui e sair-se mal com Javé, que tudo vê, he he. Saiba que ele não aprova sua covardia. Não seja como Galileu, he he he. Assuma o que você pensa. A condenação será apenas virtual e momentânea. Repita o que você escreveu em meu blog. Seja macho:

Ele (o personagem fictício ou real, tanto faz) agiu com justiça? Ele agiu corretamente no instante em que passou a lâmina da espada no corpo do bebê de colo?

Responda, se for macho!
Sorte sua não ter nascido em outra época, Onildo. Você seria um dos que veriam justiça em matanças de inocentes em nome de deus. Você daria um bom comunista, aliás.

--//--

Janer Cristaldo, disse:
November 16th, 2007 at 13:37
Quer dizer então que o Onildo fugiu da raia e dá sua versão particular do debate em seu blog?

Baita macho! E essa de confundir Meslier com Piaget é divina! O menino se mete a opinar sem sequer saber do que se está falando.

--//--

Catellius, disse:
November 16th, 2007 at 14:35
O Onildo disse que “Piaget” era covarde porque no séc. XVII a Reforma Protestante estava bombando e então ele podia abandonar a ICAR numa boa. Pueril desse jeito mesmo. Bom, tive um certo trabalho para explicar como era o esquema religioso sob o reinado de Louis XIV, o princípio de “Cuius regio, eius religio”, que justificava a existência de uma polícia religiosa para investigar, processar e prender apóstatas e blasfemos, mas ele, como bom ideológico, ignorou porque não lhe convinha e continuou nessa de “Piaget foi covarde, poderia ter abandonado a ICAR numa boa”… E agora está em uma cruzada contra a ciência – Cruzada dos Mendigos, claro, onde o Olavo de Carvalho é Pedro, o Eremita -, e diz que ela não evoluiu desde Aristóteles (sentiu-se à vontade para afirmá-lo porque o Olavo insiste em algo parecido e ultimamente tem esgrimido um espantalho com a cara de Newton) e que tudo o que temos hoje, dos satélites artificiais à energia nuclear, é apenas fruto da técnica e não tem nada a ver com a ciência, HA HA HA. Ma che brutta figura!

Depois de uma demonstração de sandice atrás da outra resta saber se será ao menos macho para responder à insistente pergunta que lhe fiz - à qual já respondeu, claro. Só quero que repita a resposta, já que disse que retirei um trecho do contexto de um comentário antigo. Acho que está rezando à Pomba para que lhe dê uma brilhante resposta desconcertante como aquela do “a César o que é de César”, he he. Deve me ver, em seu delírio, como um fariseu ávido por pegá-lo em contradição.

Onildo, fantasias à parte, responda. O post já saiu da página principal. Poucas pessoas testemunharão a monstruosidade de seu julgamento corrompido pela ideologia com a qual você se comprometeu.

Catellius disse...

Clique aqui, quem quiser ler a discussão inteira. Não quero colocar aqui todos os comentários, obviamente.

André disse...

Primeiro, o mais importante: ficou lindo o novo layout...

Eu prefiro o velho Testamento. O Novo é muito light.

É apenas mitologia, mas tenho minhas preferências. Assim como prefiro a greco-romana à cristã.

“Eu adoro historias violentas. Quase entrei em êxtase ao ler sobre as impalacoes de turcos na Idade Media. Penso inclusive que deveriamos voltar ao mesmo metodo na atualidade.”

Ah, nunca mais haiva lido essa Pat. Pat Pimentinha, sem dúvida. Já foi pra Whitechappel ou ainda está com as vaquinhas de Nova Jersey? Ela adoraria empalar turcos, nossa, uma Madame Vlad...

Será q ela sabe q turcos são muçulmanos não-árabes? Será q ela conhece alguma coisa da cultura islâmica turca? E essa gente acha q tudo funciona numa via de mão única: eu adoraria esquartejar, empalar, estuprar... mas se esquece de que o outro lado também sabe revidar...

“Não quero identificar-me”. Gostei dessa. Cansei de ler “anônimo”.

É aquela coisa: quem gosta de combater monstros tem q tomar cuidado pra não se tornar um. E, se vc olha fixamente para dentro de um abismo, o abismo também olha para dentro de vc.

“Para uma mulher entrar em êxtase ao imaginar uma empalação (não impalação, ignorante), a carência sexual deve estar bem preocupante.”

Também acho. E já errando no português. Deve ser mais um (uma) desses brasileiros idiotas q bastam fazer um intercâmbio de 6 meses fora q já vem com aquela história: “eu esqueci o português”. Cometem erros grosseiros de ortografia, entre outros. A culpa é sempre da viagenzinha. Isso é muito comum...

“Daqui a pouco aparece o tal do Andre, o Mouro, e todas as outras personas do Catelhos. Hilaaaaaaaario!”

Catelli, quando quiser sair pra comer uma pizza ou tomar uma cerveja, é fácil, nem precisa me telefonar: basta vc conversar com o seu alter-ego, eu, já q estão todos na sua mente.

Porra, esse fresquinho bricoleur, rócócó, do Expressionista modera vc o tempo todo!

“A Igreja de Renovação Carismática é um verdadeiro Cirque du Soleil.”

Boa. Os evangélicos também.

“Outro velhinho que talvez surpreendesse seria João Paulo I. Mas seu papado foi praticamente natimorto.”

Foi. E ele parecia ser um homem decente. Não gosto de teorias conspiratórias, já disse aqui q elas nada mais são do q um reflexo da perplexidade dos bestificados diante do mundo e da vida, mas acho q ele pode ter sido assassinado. Mas se foi, foi só pela Igreja, nada de “P2”, o braço secreto da maçonaria + Vaticano + Máfia, etc e tal. Mas ele queria mexer na grana, não só no Banco Ambrosiano, mas em tudo. Ia dar merda e apagaram o velhinho.

“Quanto à Africa e a questao da camisinha la, vale o mesmo que escrevi acima: se respeitassem mesmo a lei da igreja, nao seriam todos portadores de Aids. So transa quando casar, e se casar so transa com uma pelo resto da vida. Mas la eles tem certas religioes animistas que permitem outro tipo de coisa… By the way, a Aids nao surgiu la devido a contatos de humanos com macacos? Isso de forma alguma seria permitido na Igreja Catolica, eh pecado.”

Que freirinha imbecil. Os macacos livraram a cara da Igreja no q ela anda fazendo na África? Santos macaquinhos... E ela acha q zoofilia é exclusividade de “africanos animistas”...

Deveria ler mais sobre certas coisinhas q aconteciam na Europa Medieval.

“A questao eh a seguinte: se o sujeito eh catolico mesmo ele segue as regras da Igreja e fim de papo.”

Ingenuidade. Nem os macaquinhos são tão ingênuos.

Os africanos acham q o preservativo tira a masculinidade. E isso realmente nada tem a ver com a Igreja. Mas é claro q ela gosta dessas crendices e provavelmente as estimula...

O Onildo é o “leitor consciente” da Bíblia... com PhD. E crítico de Nietzsche, mas passando longe do q interessa (das entrelinhas).

E viva Josué, o Slobodan Milosevic de outrora!

Homofilia: um viado com opções em aberto, he, he. Um viado “leão da montanha” (sempre com uma saída estratégica pela direita)

Só pra constar:

sei q ninguém fora da nossa “diretoria” aqui vai acreditar, mas eu conheço o Catelli. Ele foi mesmo católico, mas não um desses bobos atuais: ele o foi com conhecimento de causa, ele sabe das coisas. Lá pelas tantas, largou o catolicismo. Virou ateu. E eu sou agnóstico. Particularmente, fico impressionado com o conhecimento q ele tem da Bíblia. Eu não teria tanta disposição, é preciso ter um interesse absorvente por essas coisas pra seguir em frente. Nesse assunto, meu jegue empaca muito antes de chegar na manjedoura do Messias Jisuis.

“Que eu prefiro a cultura, em especial a arte, a literatura, o pensamento, a arquitetura, o gosto pelos jogos olímpicos, e quase todas realizações greco-romanas do que o legado dos hebreus, não resta a menor dúvida.”

“Esse é o ponto! O pensamento pagão que você prefere contém tudo o que você diz encontrar na Bíblia: putaria, violência, genocídio, sangue etc.”

Ora, gafanhoto... mas também tem o direito, a engenharia, a arquitetura e o exército. E o vinho.

Flávio Josefo era um judeu q entrou no exército romano, se não me engano.

Bocage disse...

Sempre o Blogildo, rsrs. "Piaget"!!! Rsrsrsrsrsrsrs A Web é o RPG onde tenta interpretar um sábio com acesso a "infalíveis" oráculos: o Google, a Wikipedia e o site do Olavo de Carvalho, rsrs. Não conhecer Meslier é desculpável. Atacá-lo sem conhecê-lo é vergonhoso. Não conhecer Piaget revela educação e conhecimentos gerais paupérrimos. Desconectado, o parvo deve fazer um senhor papelão, rsrs.

Se Deus ordenar, tudo bem, rsrs. Todos créus repetem ad nauseam que a lógica do homem não pode compreender a lógica divina. A partir desta máxima, qualquer injustiça ordenada por Deus ou por seus representantes pode ser considerada justa - embora incompreensível.

Revelou-se, afinal, a injusta e maricas rês ideológica! E recusa-se a confirmar o que já disse há algum tempo neste Pugnacitas! Covarde é Galileu, rsrs.

Lembranças, caros amigos! Tenho estado quase sempre offline, por causa do trabalho. Gostei do novo visual, Catellius. Que texto ilustra o cabeçalho do blog?

André disse...

"Não conhecer Meslier é desculpável. Atacá-lo sem conhecê-lo é vergonhoso. Não conhecer Piaget revela educação e conhecimentos gerais paupérrimos. Desconectado, o parvo deve fazer um senhor papelão, rsrs."

Provavelmente, Bocage... deve fazer mesmo.

"Todos créus repetem ad nauseam que a lógica do homem não pode compreender a lógica divina. A partir desta máxima, qualquer injustiça ordenada por Deus ou por seus representantes pode ser considerada justa - embora incompreensível."

Concordo.

Catellius disse...

É isso aí, André e Bocage!

Heitor, segui seu conselho (e do Helder Sanches) e inseri no menu lateral o campo "subscrever por e-mail ou por RSS”. Qualquer pessoa pode deixar seu endereço eletrônico e receber todos os posts em sua conta de email. Por isso devemos revisar melhor os textos, he he.

Abraços a todos

Catellius disse...

Outra discussão no Expressionista:

Trecho de palestra do Luis Fernando Veríssimo:

"- Antigamente, as redações tinham máquinas de escrever. Era um barulho infernal. Tenho até uma teoria para explicar essa mudança da esquerda para a direita nas redações. Nos últimos anos, os jornais e as revistas brasileiras deram uma guinada à direita. Mas, quando comecei no jornalismo, todos nós éramos de esquerda. A gente aceitava o fato de ser direita quando era do editor pra cima. Hoje, é o contrário. Do editor pra baixo, os jornalistas preferem ser de direita. Isso tem muito a ver com a mudança das máquinas de escrever para os computadores. Como as redações eram barulhentas e agitadas, os jornalistas se identificavam mais com os trabalhadores das fábricas. Hoje, com os computadores, as redações parecem bancos. Limpas, aquele silêncio… Sei que é uma teoria meio forçada…"

.

Anselmo Heidrich, disse:
November 17th, 2007 at 01:22
Se o Veríssimo tivesse um pouquinho de discernimento veria que afirmou que ser “de direita” é ser mais evoluído, uma vez que máquinas de escrever são “de esquerda” e computadores, não.

.

Catellius, disse:
November 17th, 2007 at 09:19
Esse “falsíssimo” do Veríssimo está cada vez pior. Acho que ganhou um cromossomo a mais. Sei que é uma teoria meio forçada…

Ora, então o mundo das bolsas de valores tendia a ser de esquerda porque a gritaria dos corretores lembrava uma feira de favelados ou uma invasão do MST, e agora o ambiente propicia que se abandone o socialismo pela direita porque os pregões viva voz estão em vias de extinção…

Que vergonha!

.

Per Anbratt, disse:
November 17th, 2007 at 10:33
A extrema direita continua folclórica!

São incacapazes de entender uma simples ironia e, baseados em uma distorção, produzem um verdadeiro arrazoado pseudo-sociológico utilizando a limitada lógica positivista que lhes é característica para tentar provar sua superioridade intelectual.

Turma do papagaio (é assim que vocês são chamados na Faculdade de Direito do Largo São Francisco), vocês precisam se esforçar mais, o 4º Reich ainda está longe.

.

Catellius, disse:
November 17th, 2007 at 12:00
Ora ora, se a analogia entre máquinas de escrever e o ambiente industrial dos trabalhadores tivesse sido feita pelo Roberto Campos, eu daria uma sonora gargalhada, compreenderia a ironia. Mas vinda do Veríssimo-que-envergonha-o-sobrenome, daquele cujas tristes opiniões políticas temos acompanhado com mais atenção desde a época dos escândalos de 2005, a teoria soa séria, ainda mais seguida pelo “Sei que é uma teoria meio forçada”. Desde quando se estraga uma “ironia” desse jeito? Ao menos um pouco de estilo literário e capacidade de ser irônico o Veríssimo Filho tem. Então vá tirando o cavalinho da chuva, petralha barato.
E não me venha com essa de 4º Reich, porque todos sabemos que o regime de Hitler era socialista. Claro que um socialismo com Got (deus), como o da Heloísa Helena, inimigo dos soviéticos, mas mesmo assim socialismo até o talo. Se o 3º Reich se deu sob o Partido Nacional Socialista Alemão dos Trabalhadores, o NSDAP, quem estaria apto a fundar o 4º? Um grupo que, como os nazistas, queira restringir sobremaneira a liberdade econômica, sujeitar tudo às decisões arbitrárias governamentais, regulamentar cultura, estética, ética, produção, mistificar o trabalhador, investir em propaganda, em gloriosos cartazes, em “nunca antes neste país”, um grupo que queira fomentar a cizânia, o ódio racial, etc.
Que bom que temos um papagaio para repetir aqui o modo como somos chamados na USP, he he. Você deve ser um maconheirozinho e menino de recados do Centro Acadêmico XI de Agosto, deve gostar de uma invasãozinha de reitoria, né, vagabundo? Ora, vá lá falar mal da polícia, SEU VIADO, ha ha. PEDE PRA SAIR!!!

André disse...

O RSS/feed é uma coisa muito boa. Facilita muito pra todo mundo.

O q o Heidrich disse foi ótimo.

“Veríssimo-que-envergonha-o-sobrenome”, e como envergonha... o pai dele era um bom escritor e não parecia uma tartaruga ninja ou um besouro como o filho.

Mesmo q não houvesse socialismo nos ingredientes do III Reich, essa de IV Reich foi triste.

Eu gostaria q o BOPE do Rio tivesse “desalojado” aqueles moleques q ocuparam a reitoria da USP. "Sabe pq é que a gente veio aqui? Por causa de vcs, seus VIADOS! A gente veio aqui desfazer a merda q vcs fizeram! 05, passa a 12 aí...”

Catellius disse...

Pronto. Coloquei imagens nos últimos três posts. Fiz uma montagem da Carmen "americanizada" (com a bandeira dos EUA) e simulei rapidamente uma guerra no Rio (pena que é só simulação, ha ha ha. Brincadeira, heim...). Se eu tivesse mais tempo dava para fazer a coisa mais realista. Bom, e agora as imagens têm uma sombrinha; ohhhh. Vamos ajustando tudo aos poucos...

Abraços!

Catellius disse...

Seria engraçado se não fosse trágico:
A via mais mortífera de Portugal é a que liga Fátima, Leiria e Nazaré, devido ao grande número de peregrinos apressados em pedir proteção à deusa do hímen complacente. Infelizmente, a virgem que saltitava de azinheira em azinheira não é tão boa em ressurreições como seu filho...

Clique aqui para ler a reportagem.

André disse...

Gostei do B-52 sobre o Rio, he, he.

André disse...

Fiz uma rápida descrição dos tipos básicos de petistas/esquerdistas, levando em conta os escândalos de 2005, lá nos comentários no último post do site do Eifler. Talvez valha uma olhada.

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