18 novembro 2007

O Preço da Liberdade é a Eterna Vigilância

Hoje, na nossa vizinha Venezuela, temos um regime totalitário onde o partido único domina o Estado, e este a sociedade, sob a tutela de um líder carismático. Chatelet considera que o século XX marcou o surgimento dos regimes totalitários nos quais um partido domina o Estado em nome das massas. O próprio nazismo foi uma doutrina totalitária que misturava socialismo e racismo.

Com a queda da União Soviética e o colapso do socialismo real, concluiu-se equivocadamente que o liberalismo havia triunfado e que a História havia chegado ao fim. A euforia global terminou com as crises financeiras e a euforia americana no 11 de setembro. Com a incapacidade de estabilizar o Iraque, a crise da hipotecas e a expansão do socialismo na América Latina, o liberalismo entrou em depressão.

Este confronto entre o capitalismo e o socialismo, para muitos, é o confronto entre o bem e o mal. Ironicamente, em certo sentido, estas duas propostas surgiram de duas tendências cristãs. A corrente liberal funda-se no livre-arbítrio e na doutrina da salvação individual, enquanto a corrente socialista funda-se na comunidade de Cristo e da irmandade de todos em Cristo.

Um ponto comum dos discursos filosóficos, teológicos e políticos é a sua intenção de libertar o homem. Embora todos estejam de acordo no diagnóstico, ou seja, o homem é um escravo, os prognósticos variam radicalmente. O discurso político socialista considera que o homem é o seu trabalho e que a expropriação do seu trabalho pelos proprietários dos meios de produção gera a alienação. A corrente liberal, após o advento do cartesianismo e do utilitarismo, deu origem ao capitalismo e à sua estrutura impessoal e mecanicista de regulação das relações sociais. O fato é que independente da corrente da qual sejamos adeptos, a qualidade das idéias não garante o sucesso do seu propósito de libertar o homem.

Krishnamurti, em um discurso filosófico, disse: “A liberdade só nasce com o autoconhecimento, nas ocupações de cada dia, isto é, em nossas relações com as pessoas, coisas, idéias e a natureza.” Ainda segundo ele: “Dominar significa fazer uso de outrem para nossa satisfação própria, e na utilização de outra pessoa não pode haver amor.” Por fim, temos que: “Apenas o autoconhecimento pode trazer a tranqüilidade e a felicidade ao homem, porque o autoconhecimento é o começo da inteligência e da integração. A inteligência não é mero ajustamento superficial; nem cultivo da mente, aquisição de saber. Inteligência é a capacidade de compreender as coisas da vida, é a percepção dos valores corretos.”

A social-democracia conseguiu como triunfos os “welfare states” escandinavos, que infelizmente por diversas circunstâncias não puderam ter reproduzidos em outras partes do mundo estes paraísos de prosperidade e igualdade. Hoje, na aurora do século XXI, temos o liberalismo americano em crise enquanto que o totalitarismo chinês e o socialismo latino-americano avançam. Resta ao indivíduo que valoriza a liberdade estar atento porque, como diz o velho ditado: “O preço da liberdade é a eterna vigilância.”

24 comentários:

Catellius disse...

Antes de comentar este texto.
Escrevi no Expressionista:

“Mas o Kenya tem uma taxa baixa de infeccao.”

Ho ho ho. Isso que dá ser alienada, nunca ter lido nada sobre Quênia e AIDS, e resolver agora, no grito, dar a sua “sábia” opinião. Quando a AIDS mais matou no Brasil, mais assustou a nossa população, tínhamos 19 mortos para cada 100 mil habitantes. 0,019% da população, portanto. Ora, no próprio site indicado pela P.M., o do cristão exemplar Martin Roth, está bem claro que a taxa de infecção é de nada mais nada menos que 15%, QUINZE porcento, he he he, apenas umas 800 vezes maior do que a maior taxa que o Brasil já teve e que mobilizou tanto a sociedade. Isto não chega nem a ser “dizer bobagem”, isto é fazer a Brutta Figura – um papelão mesmo, dos bons. Baixa taxa de infecção, ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha. Aliás, no próprio CIA World Fact Book lemos, a respeito da projeção demográfica do Quênia para daqui uns anos: “estimates for this country explicitly take into account the effects of excess mortality due to AIDS”.

“A maioria da populacao do Kenya eh cristã não-catolica.”

Grande América. A maioria no Quênia é não-protestante, a maioria no Quênia é não-muçulmana, a maioria no Quênia é não-católica, etc.
Segundo o CIA World Fact Book: Protestant 45%, Roman Catholic 33%, Muslim 10%, indigenous beliefs 10%, other 2%. O que podemos dizer é que a maioria da população é cristã, e dentre os cristãos, 42% são católicos. Só que a ICAR possui um número muito maior de clérigos, missionários, hospitais e escolas do que todos os outros grupos de religiosos juntos - mantidos com dinheiro alheio, claro -, e faz por lá uma campanha vigorosa contra o uso de preservativos, com boicotes e queimas de cartazes e preservativos. No Brasil, 94% da população acha que o uso de camisinha é uma forma de prevenção da infecção, segundo o Ministério da Saúde. Segundo um site católico que condena a ação dos líderes católicos no Quênia, “A recent survey conducted by the Kenyan Media Institute found that 54% of Kenyans do not believe that condoms are effective in preventing HIV and that ‘condoms encourage immorality, which exposes people to the risk of contracting the virus.’” - http://www.condoms4life.org/facts/lesserEvil.htm, site no mínimo isento, porque é do grupo Catholics for a Free Choice, portanto não “inimigos” da ICAR, he he - E quem espalhou a mentira?? Ora, ela foi dita até por João Paulo II, que mostrou “provas” de que o vírus passava pelos poros da camisinha. Neste site podemos ler o teor da mentira difundida pelo Vaticano nos locais onde pôde: http://hrw.org/backgrounder/hivaids/condoms1204/3.htm
Na Europa, Brasil, México e outras localidades não colou, claro, mas vemos que no Quênia e em outras nações de população muito ignorante deu certo. No mesmo site do Condoms4life.org, do lemos que:

“Shortly after AIDS was declared a national emergency in Kenya and the government officially embraced the use of condoms to curb the epidemic-over the loud objections of the Catholic church-a member of the Kenyan Parliament called the Catholic church "the greatest impediment in the fight against HIV/AIDS." ("Catholic Stand on Disease Criticized," The Nation (Kenya), Nov. 29, 1999.)”

Na página http://www.condoms4life.org/facts/lesserEvil.htm lemos que a ICAR fez um fortíssimo boicote à distribuição de camisinhas pelo país. Muitos bispos já se manifestaram favoráveis a simplesmente não fazer propaganda pela camisinha, mas as ordens do Vaticano são claras: Devem fazer propaganda contra e boicotar a distribuição em escolas e hospitais e entre os missionários. Muitos bispos e até cardeais africanos têm feito severas críticas a tal política intransigente. Mas há “católicos” por aí que acham que a ICAR não tem nada a ver com nada. Usam o argumento de que ela “não é a responsável pela AIDS na África” para não responder à verdadeira acusação, que é a de que ela é um entrave à profilaxia, portanto responsável por parte do aumento dos casos de contaminação.

E depois vem falar da baixa taxa de contaminação no México, he he. Ora, a Itália deve ser mais católica ainda do que o México, mas garanto que por lá os católicos usam camisinha e ignoram a propaganda da ICAR e suas mentiras. E garanto que ela não pode boicotar a distribuição, queimar preservativos e cartazes em praça pública, seus clérigos não podem bancar os fanáticos em meio a uma Europa secular tão crítica, he he. Na Europa eles têm que ser mais bonzinhos... Onde pode, a ICAR não se incomoda em ser xiita, claro. Basta vermos como é sua política nas Filipinas e nos países africanos. Falando em México, falei há pouco que os bispos deste país excomungaram os políticos mexicanos que apoiaram a despenalização do aborto realizado até as primeiras semanas, com o apoio do Papa. Ora, em Portugal, pouquíssimo antes, onde o caso foi idêntico, onde o aborto foi despenalizado até as primeiras dez semanas, acho, nenhum bispo excomungou nenhum político que contrariou a vontade da ICAR. Ou seja: a ICAR é cordeirinha onde não quer parecer uma religião irracional e mais xiita onde pode. Dois pesos e duas medidas... Típico.

Bom, fica aqui minha sonora gargalhada pelos infames disparates que tanto me divertiram: HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA HA.

“Mas o Kenya tem uma taxa baixa de infeccao.”

HUA HUA HUA HO HO HO HA HA HA HA HA HA HA HA HA.

“só” 15% da população, ha ha ha ha ha.

Catellius disse...

Colo também por aqui porque por lá a verdade dói tanto que eles estão me moderando, he he he.

André disse...

Acho que essa euforia terminou antes do 11/9.

E depende de qual crise financeira vc está falando, mas foram tantas dos anos 90 pra cá q eu não teria como saber mesmo.

Não acho q o Iraque tenha algo a ver com uma depressão do liberalismo.

“A corrente liberal funda-se no livre-arbítrio e na doutrina da salvação individual, enquanto que a corrente socialista funda-se na comunidade de Cristo e da irmandade de todos em Cristo.”

Será mesmo q é isso? Pode ser. E, se for, q tédio. Essa influência toda das religiões em outros departamentos é tão chata... mas acho q não tem jeito, faz “parte”, faz parte...

No Brasil, ainda estamos num pré-capitalismo predatório com intervencionismo estatal. E a mentalidade é cartesiana, no pior sentido do termo, e também escolástica (o empirismo ainda não chegou por aqui). O Brasil também é a terra onde o Presidente é visto como um delegado de Deus na Terra. Nhô Nhô manda, caboclo faz. E, se caboclo fizer direitinho, Padim Ciço manda um maná lá das alturas pros bestificados aqui embaixo.

“Dominar significa fazer uso de outrem para nossa satisfação própria, e na utilização de outra pessoa não pode haver amor.”

Acho q não se governa ou administra com amor. Melhor ser temido do q amado (o breve, muito falado e pouco compreendido capítulo do Príncipe de Maquiavel)

Bom, La Rochefoucauld dizia que se não fosse toda a propaganda em torno do amor, a maioria das pessoas nunca se apaixonaria. Mas estava falando de outro tipo de amor, claro.

Boa semana pra todos.

Catelli, uma vez comentei algo por lá, nada polêmico, ofensivo ou contra-ataque, nada de mais mesmo, acho q era só uma observação besta de umas duas ou três linhas a alguma coisa q vc havia dito. Isso já faz tempo. Não é q alguém de lá me moderou, com o pretexto de q apenas "idéias" e "argumentos" eram aceitos? Como não apareci com nenhuma "idéia" (acho q eles gostam mais é das de jerico) ou "argumento" avassalador, como não baixou um Tratado Iluminista em mim na hora, fui cortado. Que ridículo. Essa gente não sabe o que é uma conversa. Querem respostas exatas para suas divagações preconceituosas, travestidas de "argumentos" com "autoridade". Quem quer demonstrar muita autoridade normalmente não tem nenhuma.

Ricardo Rayol disse...

pelo q entendi é cada um por si e deus por todos e salve-se quem puder... ah pequeno fidel é um baita fanfarrão, mas um fanfarrão com muita grana.

Catellius disse...

Mais Expressionista. Colo por aqui porque lá os maníacos moderadores de comentários estão à solta, he he.

Catellius, disse:
November 19th, 2007 at 01:29
“Confundi Meslier com Piaget! E daí?”

Como repetiu várias vezes o nome de Piaget, deduzo que você não sabia quem ele era e que portanto não foi uma mera confusão, ainda mais que também não sabia nada sobre Meslier quando decidiu dar seu infeliz palpite sobre ele. Então nem confusão foi. Foi só um opinador compulsivo de olhos vendados tentando chutar algum espantalho. Agora, cá entre nós, não saber nem quem é Piaget, nem a sua área de atuação e o século em que viveu, é revelador. Agradeça ao seu deus pelo Google todas as manhãs e nunca abra mão de usá-lo quando inventar de dar “opiniões” sobre o que não sabe.

Quanto ao resto, blá blá blá blá. “Vocês acham que a Bíblia é historinha da carochinha e blá blá blá”. Fingiu que não leu as explicações e repete as mesmas bobagens já refutadas.

E cada recusa em repetir aqui o que sabemos sobre a sua “justissa” é um bom motivo para continuarmos a criticar a noção de justiça de crentes bovinos que acham que a lógica de Javé não pode ser compreendida pelos homens, portanto algo “aparentemente” injusto ordenado por ele só pode ser justo.

Independentemente de minha crença ou descrença, o fato é que você, Onildo, crê piamente que Javé realmente deu aquelas ordens e que portanto o bebê que foi passado a fio de espada tinha que morrer e Josué ou o soldado que rasgou sua fina epiderme agiu com justiça, porque não havia a remota possibilidade de ele continuar vivo. E Javé não poderia fazê-lo morrer simplesmente. O modo de matá-lo era pela espada e era o método justo. “Quem era inocente?”, você chegou a perguntar, como se houvesse culpa em um bebê para merecer aquilo. Você já deixou claro o modo como pensa. Mas você também já deixou claro que não é macho para assumi-lo. Você sim, sobre cuja vida não pairam quaisquer ameaças, é um COVARDE e mentiroso. E sua noção de justiça fede. O seu julgamento está corrompido pela sua fé. Ora, ao menos alguns adeptos do catolicismo a la carte que eu conheço usam a própria moral, superior à da Bíblia, para dizer que aquilo não havia sido ordenado por deus. Têm a cara de pau de escolher o que vale e o que não vale na Bíblia. Mas não admitem ver justiça em injustiça porque a lógica de deus não pode ser compreendida pelos homens.

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Onildo, disse:
November 19th, 2007 at 12:00
Covarde, não! Mentiroso? Só um grande mentiroso consegue reconhece outro!

Covardia é atirar pedras na ICAR e viver dela! E esse é o SEU caso, senhor Catellius! Você não tem moral para apontar covardia em outros.

Covardia é vir aqui e colocar textos do MEU blog em vez de me encarar lá no MEU blog como um verdadeiro macho!

Eu acredito em Javé, logo eu posso criticar Javé se eu quiser. Você não pode, a não ser que você admita sua tolice ao fazer isso!

A sua crítica a Javé é mesma coisa que criticar as atitudes de Ulisses. Afinal, para você ambos são ficção. Logo o que está te perturbando? Uma personagem fictícia?
Seria cômico se não fosse trágico!

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Janer Cristaldo, disse:
November 19th, 2007 at 12:52
Há uma diferença muito grande entre a Bíblia e demais livros de ficção. Ninguém impõe normas jurídicas ou morais a partir da Odisséia ou do Quixote. Quanto à Bíblia, que é uma mescla de história, relatos mitológicos e ficção, ela é imperativa. Ela moldou sociedades e comportamentos, está na base do poder da Igreja Católica e da Inquisição.

A Bíblia tem muito de ficção. Mas não pode ser comparada às demais ficções, que nunca impuseram normas a ninguém. Acresça-se ainda o fato de que várias normas bíblicas ordenam intolerância, massacres, assassinatos, limpeza étnica. Ninguém declara guerras ou organiza cruzadas em nome do Ulisses ou do Quixote. De Jeová, sim.

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Catellius, disse:
November 19th, 2007 at 17:33
“Só um grande mentiroso consegue reconhece outro!”

Você afirma que o seu Jezuis foi um grande mentiroso e todos que reconhecem no Demo o pai da mentira são tão mentirosos quanto ele. É axiomático? Se houvesse alguma lógica nisso eu a chamaria de lógica chinfrim…

“Você não pode (criticar Javé), a não ser que você admita sua tolice ao fazer isso!”

Caramba. Só posso criticar Javé se admitir que é tolice criticá-lo, hua hua.

Você revelou não ter capacidade mental para compreender que o que está em julgamento não é o mitológico Javé ou o bárbaro-como-Gengis-Khan Josué. A situação pode ser traduzida assim: desejamos conhecer de um grupo de pessoas quais têm moral torta, quais são justas, quais têm titica na cabeça, quais são capazes de raciocinar, etc., e então exibimos um filminho ficcional na TV, após o qual fazemos determinadas perguntas: “o personagem tal agiu corretamente em tal situação? Ele agiu com justiça?”.

Pois bem, você é o de moral torta, o injusto, o com titica na cabeça que acha que determinado facínora do filme agiu corretamente, com justiça, porque apenas cumpria ordens. E também é o autista que repete ad nauseam: “ué, é ficção, então por que estão preocupados com as ações do facínora? Ele não existe!”. Desse jeitinho! Ho ho ho!

E depois tenta devolver a merecida acusação como uma criancinha: “bobo é tu, cara de tatu”. Ou dizendo que vivo da ICAR, hua hua hua. E eu vi fotos de você entrando em um motel com o Sérgio Cabral…

E a discussão começou aqui, então é por aqui que eu discuto. Não tenho nenhuma intenção de fazê-lo por aqui e ainda no seu blog, com suas patéticas respostas transformadas em posts em que o objetivo principal é distorcer e truncar a discussão em seu benefício. Mas se eu quiser colar aqui besteiras que você escreveu algures, você fica incomodado? Não reconhece a maternidade, que elas são fruto maculado de seu ventre (intestinos), criadas à sua imagem e semelhança?

Aqui a discussão foi mais ou menos assim:
A - crítica
B - demonstração de que não compreendeu a crítica
A - explicação da crítica
B - demonstração de que não compreendeu a crítica
A - explicação didática da crítica (chamem Piaget)
B - demonstração de que não compreendeu a crítica e que nunca a compreenderá

Ora, é impossível discutir com alguém sem capacidade sequer para entender o teor das críticas que recebe. É uma completa perda de tempo.

André disse...

“O seu julgamento está corrompido pela sua fé.”

Essa ficou boa. Literária.

“Eu acredito em Javé, logo eu posso criticar Javé se eu quiser.”

Não entendi: só pode criticar quem acredita nele? Pq, já passou lá na casa de Javé pra tomar chá com biscoitos? É íntimo dele (“vive lá em casa”)? E, nossa, ele acredita em Javé, o Deus do Antigo Testamento, ciumento e sedento de sangue. Bom, pelo menos ele admite isso...

Gostei do Janer: “Há uma diferença muito grande entre a Bíblia e demais livros de ficção. Ninguém impõe normas jurídicas ou morais a partir da Odisséia ou do Quixote.”

É isso aí...

Os nazistas adoravam dizer isso em Nuremberg: “eu só estava cumprindo ordens.” Ah, eles deviam achar tão chato, burocrático, mandar aquele monte de gente pra campos de extermínio... Aproveitavam também pra jogar a culpa em alguns dos caras que deram as ordens, já que eles estavam mortos.

http://en.wikipedia.org/wiki/Jean_Piaget

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Piaget

http://en.wikipedia.org/wiki/Jean_Meslier

Bom, não achei o verbete Meslier em português.

E, se alguém aí gosta de francês:

http://fr.wikipedia.org/wiki/Jean_Meslier

Esse verbete está ótimo.

André disse...

Bom, acabei de ler vários trechos da obra de Meslier no original. Gostei. Ele era um moralista profundo e muito exato, muito objetivo. Nunca tinha me dado ao trabalho de lê-lo. Estava perdendo, sei agora.

André disse...

E ele atacou/refutou esse cara aqui:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7ois_F%C3%A9nelon

http://en.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7ois_F%C3%A9nelon

http://fr.wikipedia.org/wiki/F%C3%A9nelon

Catellius disse...

Mais Expressionista:

Catellius, disse:
November 20th, 2007 at 13:40
Caramba, quanta água…

Janer: “Não vejo nada demais nestas perguntas. Quero apenas estabelecer a univocidade dos termos. Preciso saber se você é de fato católica para poder argumentar. Porque se não for - como parece que não é - minha argumentação será outra.”

Eu me sentir norte-americano e defender os EUA com unhas e dentes não me torna um americano. Mas acho que isso não altera em nada a discussão. Tanto faz para mim se a pessoa com a qual discuto acredita na virgindade de Maria ou não. O que importa é o que escreve, inclusive em outros blogs, apesar de não gostar que façam isso: “só vale o que eu falo aqui e agora”. Claro que quando começam as tolas cobranças por coerência, acusações de hipocrisia, etc., aí sim fica inadmissível, por exemplo, ouvir alguém culpar africanos por não seguir a doutrina da ICAR, porque se seguissem não seriam contaminados. Inadmissível porque no 1º mundo as pessoas têm acesso a tudo o que a ICAR quer proibir na África, podem levar uma vida promíscua (ou não) e serem católicas “exemplares” sem ninguém saber de sua vida pessoal. Ótimo! O que a pessoa faz entre quatro paredes e que não prejudica ninguém (exceto ela mesma) não diz respeito senão a ela, embora ela seja uma hipócrita quando cobra de outros aquilo que ela mesma não é capaz de fazer. Acho que os africanos também têm o direito de bancar os católicos exemplares e que devem poder levar uma vida sexual antes do casamento com privacidade, se desejarem, sem ficarem cobertos de pústulas e com o carimbo “Aidético” na testa. Acho que os africanos merecem informação. Ou seja. Qualquer entrave à informação é um crime. E a ICAR é criminosa por boicotar propagandas sobre preservativos, queimá-los juntamente com cartazes em praça pública, impedir a distribuição onde pode, espalhar mentiras deslavadas (o vírus passa pela camisinha), etc.

“Tambem sou contra mulheres e homossexuais serem ordenados padres. Os assumidos, digamos assim.”

Falando nos homossexuais, há uma subcultura gay violenta nos seminários. Heterossexuais são até discriminados. O que acontece é que os seminários são um fortíssimo atrativo para homossexuais; ganham respeito da comunidade, podem ascender social e financeiramente, não precisam casar, vivem nos claustros com centenas de outros gays, etc. Ora, vários estudos nos seminários, incluindo alguns realizados pela própria ICAR, revelam que a porcentagem de viadinhos pode variar de 10% a 58%! Ho ho ho! Muito, mas muito acima da porcentagem de gays entre a população em geral. ( Religous Tolerance: http://www.religioustolerance.org/hom_rcc1.htm ) Ora, juntemos isto ao gosto por criancinhas, porque representam a pureza e são mais ameaçáveis, além de não entenderem o que se passa direito, e ao acobertamento descarado de superiores, que apenas transferem predadores de batina para outras paróquias, e entendemos porque a ICAR já gastou bilhões de dólares apenas nos EUA em acordos judiciais para evitar um desgaste nos tribunais.

--//--

Janer Cristaldo, disse:
November 20th, 2007 at 14:11
Patrícia,

não é só padre católico que tem de ser casto. Leigos católicos também têm de ser castos. Nada de sexo antes do matrimônio. Me desculpe, mas a pergunta se impõe: você consegue?

Eu não consegui. Foi fundamentalmente por isso que abandonei o catolicismo. Houve outras razões - e não menos importantes - mas esta foi a decisiva.

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enzo, disse:
November 20th, 2007 at 17:09
A castidade é tão virtuosa quanto a desnutrição…

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Catellius, disse:
November 20th, 2007 at 17:31
De acordo com pesquisa do Ibope realizada junto a 1.268 jovens católicos em 315 municípios brasileiros, por encomenda de uma ONG católica, à época da visita de B16,

- 88% dos entrevistados acreditam que uma pessoa pode usar métodos anticoncepcionais e continuar sendo boa católica;
- 96% são a favor do uso de camisinha para evitar gravidez e doenças sexualmente transmissíveis;
- 79% discordam de fazer sexo só depois do casamento.

É possível ser católico e pensar como eles, apesar de se estar pecando.
Alguém deixa de ser católico quando não crê nos dogmas de fé, não aceita a revelação contida na Bíblia e a Tradição, não vê o Papa como único representante de Jesus na Terra, ou quando está excomungado. A excomunhão pode se dar por vários motivos e até ser automática, quando se usa violência contra o Papa, quando se profana a hóstia, quando um sacerdote viola o segredo da confissão, quando se aborta ou se favorece o aborto, inclusive por meio de voto em consulta popular. Acho que são sete “ofensas” que geram excomunhão automática. Não me lembro das outras.

Ou seja,
- todos que votaram a favor ou apoiaram a despenalização do aborto no México e em Portugal não são católicos, mesmo que acreditem ser;
- todos que abortaram ou que apoiaram a decisão de se fazer aborto ou que realizaram o aborto não são católicos, mesmo que acreditem ser;
- todos que tomaram a pílula do dia seguinte, indicaram o uso, venderam ou produziram não são católicos, mesmo que acreditem ser, porque a pílula do dia seguinte é abortiva, uma vez que o zigoto é um ser humano;
- todos que tomaram pílula anticoncepcional (não como reposição hormonal), indicaram o uso, venderam ou produziram não são católicos, mesmo que acreditem ser, porque a pílula anticoncepcional é abortiva, uma vez que o zigoto é um ser humano;

Quem usa camisinha não é automaticamente excomungado.
Qualquer pessoa que cometeu as ofensas acima volta a ser católica após a confissão com um sacerdote (não durante uma oração ao seu deus) em que haja a firme resolução de nunca mais cometer a grave ofensa.

Bom, segundo a doutrina católica, são raros os católicos jovens no mundo, embora muitos deles sejam mortos-vivos que acham que fazem parte do corpo místico de cristo mas que estão separados, excomungados, apartados dos eleitos, mortos, condenados ao inferno se não se confessarem, se não implorarem por indulgência e tiverem a firme resolução de não repetir a falta.

O que existe em boa quantidade é católico velho sem desejo sexual. Aí é só se arrepender das ofensas passadas, quando os hormônios imperavam, e viver castamente… Grande mérito, he he. Mas funciona assim mesmo. E não só em relação à vida sexual. Leve uma vida pior que a de Hitler, arrependa-se antes de morrer - o medo do porvir garantirá que seja um arrependimento sincero - e pronto; irá ao paraíso. E um descrente justo que morreu pelas mãos do mesmo facínora que goza no paraíso por ter se arrependido na hora certa irá para o inferno por falta de fé.

Enfim, isto é ser católico! É crer, receber ordens, não cumpri-las, arrepender-se sinceramente e gozar no final.

André disse...

“Tambem sou contra mulheres e homossexuais serem ordenados padres. Os assumidos, digamos assim.”

Bom, os do clero são todos enrustidos mesmo. Tem q ser, pra manter as aparências. Assumir, sair do armário não é bom, traz problemas.

“O que acontece é que os seminários são um fortíssimo atrativo para homossexuais; ganham respeito da comunidade, podem ascender social e financeiramente, não precisam casar, vivem nos claustros com centenas de outros gays, etc.”

Naturalmente...

Acho q a porcentagem de viadinhos deve ser aí numa média de uns 40%.

“Ora, juntemos isto ao gosto por criancinhas, porque representam a pureza e são mais ameaçáveis, além de não entenderem o que se passa direito, e ao acobertamento descarado de superiores, que apenas transferem predadores de batina para outras paróquias, e entendemos porque a ICAR já gastou bilhões de dólares apenas nos EUA em acordos judiciais para evitar um desgaste nos tribunais.”

Muito bem dito.

“todos que tomaram pílula anticoncepcional (não como reposição hormonal)”

Reposição hormonal... Vc é engraçado, não deixa passar uma, he, he.

É, haja confessionário pra tantos pecadilhos...

Numa cidade do interior de SP, uma garotinha que nasceu sem cérebro já vai fazer um ano. Ela tem as funções vitais completas pq todas as ramificações nervosas responsáveis por estas se desenvolveram. Parece q só faltou o cérebro, e nada além dele. Normalmente, quando falta o cérebro sempre falta algo mais. Ela tem audição parcial e sei lá o quê mais, parcial também. Mas é claro q essas sensações não vão para lugar nenhum, já q não há um cérebro para processar os dados.

Acho q nunca um anencéfalo resistiu por tanto tempo (mesmo com as máquinas, ela tem agüentado por tempo demais). Tenho muita pena dessa garotinha. Os médicos dizem q ela não vai durar muito tempo. No lugar do cérebro há líquido.

Mas acho nojenta toda essa discussão permeada de baixo religiosismo e bom-mocismo em torno da criança (em certas pessoas há, por certo, um sadismo travestido de piedade, pois nada excita a massa tanto quanto esses casos médicos, parecem gostar mais disso do que de crimes). Todas as besteiras que andam dizendo, as expectativas irreais que as pessoas alardeiam. Como não podia deixar de ser, muita gente está esperando por um milagre, como um desenvolvimento encefálico espontâneo ou coisa do tipo. A mãe dela virou heroína por não ter abortado, enquanto em outra cidade, acho q em Franca, uma mulher que abortou pq sabia q seu filho ia nascer com um problema igualmente grave, letal, virou uma “outcast”, virou pária, proscrita na cidade. Não podia ir ao supermercado pq não era atendida, disso pra baixo. Depois teve q sair da cidade pq começou a ser hostilizada.

Cambada de animais.

Isso que eles têm na cabeça não é religião, mas um aborto religioso. Um aborto mental em que esses degenerados acreditam. Gente assim, a maioria pra variar, estraga o pouco que há de decente e bom em qualquer doutrina religiosa. E ainda comprometem os esforços dos genuinamente bons.

Catellius disse...

Acho que a imagem do Planet of the Apes de 1968 com o Charlton Heston "vigiando" as ruínas da Estátua da Liberdade semi-enterrada na praia ficou legal.

Grande André,

"Numa cidade do interior de SP, uma garotinha que nasceu sem cérebro já vai fazer um ano."


Parece que ela já pretende montar um blog para defender Jezuis e a "teoria" do Design Inteligente...

"Ela tem audição parcial e sei lá o quê mais, parcial também. Mas é claro q essas sensações não vão para lugar nenhum, já q não há um cérebro para processar os dados."

Ora, audição sem processamento é o mesmo que um microfone sozinho, sem mais nada. Nem sei se dá para chamar de audição. O que chamamos de som é a interpretação que nosso cérebro dá a vibrações no ar, às ditas ondas sonoras. Ora, sem cérebro tudo o que há são imperceptíveis vibrações do ar, como o vento na pele, grosso modo.

"Tenho muita pena dessa garotinha."

É natural confrontar o estado daquele alface com aparência de bebê com a garotinha saudável que poderia ter nascido. Mas é só uma construção mental.
Não existe "essa garotinha". Existe é um pedaço de alface, como eu disse. A garotinha só existiria se houvesse um cérebro. Não posso ter pena de ALGO que não pensa, não sente nada, nem dor nem prazer. O que acontece é que lemos a criatura como um bebê e projetamos um bebê nela. Os pais, parentes e outros a vêem como um bebê com alma e tudo. Eles olham um gabinete vazio e acham que é um computador.

"Como não podia deixar de ser, muita gente está esperando por um milagre, como um desenvolvimento encefálico espontâneo ou coisa do tipo."

Devem colocá-la sentada no colo de um ventríloquo que a faça recitar o Pai Nosso, afinal a massa precisa de circo. Pão o Lula já dá.

"Cambada de animais."

Isto é o mesmo que pegar um aborto, congelá-lo e ficar ninando o pedaço de gelo como se fosse um bebezinho. É realmente grotesco. Mas a ICAR gosta disso. Fora as relíquias macabras nas igrejas, Cristos dilacerados e rituais onde os vampiros católicos acham que bebem o sangue de Cristo, precisam de um Circo dos Horrores às vezes, de salas de ex-votos, de bebês deformados, de casos médicos absurdos... O cristianismo é definitivamente uma grotesca superstição do Oriente Médio...

Falooooou

Anônimo disse...

Divino, sr Heitor

Myriam

André disse...

Gostei do macaquinho do outro post. E da cena do Planeta dos Macacos nesse. Acho essa série tosca, mas engraçada.

Holy Father disse...

Catellius,

Se a religião não faz sentido para você, deixe-a simplesmente de lado. Você acha que o amor deve ser rejeitado porque existem milhares de pessoas que o deturpam? Não vale mais a pena simplesmente vivenciar o amor sem deturpá-lo? Devemos deixar de acreditar na relação homem-mulher pelo fato de existir o egoísmo, a grosseria, o desrespeito e a vulgaridade? Não existe também a possibilidade de amar do melhor jeito de que somos capazes? É fácil usar os truques de Voltaire para ridicularizar qualquer coisa. Só que a intenção de Voltaire, no trecho em que Zadig tenta mostrar a equivalência das diversas denominações pelas quais Deus era invocado, era denunciar a intolerância entre as pessoas, em nome de suas crenças religiosas.

Você faz uns raciocínios bem estranhos. Por causa de um monte de pedófilos na Igreja, Jesus não merece consideração? Sem falar na ferocidade com que você ataca tudo o que se relaciona com religião, inclusive cristãos perdidos como esse Onildo, como se dela apenas houvesse resultado o que é grotesco e desprezível, como se ela também não estivesse ligada ao que é genuinamente amoroso, sublime, generoso e heróico.

O objetivo deste comentário é propor uma reflexão. Se você concordar comigo, isto não será uma derrota sua nem uma vitória minha. Simplesmente não estou disputando com você, nem pretendendo ser mais inteligente, nem mais sábio, nem melhor. Se achar que não faz o menor sentido o que digo e preferir adotar outro ponto de vista antagônico, é um direito seu. Eu apenas gostaria que você refletisse, inclusive sobre o que é mais sutil do que um encadeamento de silogismos, que pode ser útil em muitas ocasiões, mas não é certamente o melhor meio de fazer uma declaração de amor, de usufruir uma poesia, deliciar-se com uma bela música ou cultivar um relacionamento espiritual com Deus e o próximo.

André disse...

Ok, sem cérebro não há nada, mas eu não consigo evitar: faço essa projeção que todo mundo faz e morro de pena da garotinha, mesmo não sendo uma garotinha. Como é que eu não vou sentir pena de um ser que eu sei que nunca vai poder fazer nada, já que não tem a ferramenta principal? É mesmo uma coisa horrível. Não gosto desse prolongamento da "vida" que fazem nesses casos (nesse aí é excepcional, pq um anencéfalo costuma durar só uns dias).

“Pão o Lula já dá.” É. Viu como ele defendeu o Chavez depois do ótimo cala-a-boca do Rei da Espanha? Ele adoraria fazer o q ele faz na Venezuela, q bom q não pode. Filho da puta! Dizer que “o que não falta na Venezuela é democracia” por causa dos plebsicitos! Que cara-de-pau, que canalha...

“Só que a intenção de Voltaire, no trecho em que Zadig tenta mostrar a equivalência das diversas denominações pelas quais Deus era invocado, era denunciar a intolerância entre as pessoas, em nome de suas crenças religiosas.”

Sim, era essa a intenção. “Zadig ou La Destinée” só não é melhor pq é muito curta. Termina antes da hora. Ele poderia ter se estendido muito mais.

Catellius disse...

Off-topic

A religião explica a origem dos negros e porque são "inferiores":

Abaixo, um desenho animado antigo excelente que resume o mormonismo e que dá uma explicação "convincente" para a origem dos negros. Durante a revolta de Lúcifer eles ficaram neutros, he he. A doutrina é tão plausível quanto a de qualquer religião. A única diferença é que algumas são mais antigas e têm mais tradição e adeptos.

http://www.youtube.com/watch?v=D7v_V8qSIIo

p.s. Joseph Smith traduzia em voz alta as placas de ouro que recebera dos céus enquanto um amigo registrava tudo, já que J.S., como a maioria dos que recebem revelação divina, era analfabeto. A corajosa esposa do escriba, que já devia estar P da vida com aquela palhaçada (havia uma espécie de cortina entre J.S. e o escriba, porque este não poderia ver as placas de ouro e continuar vivo. Após a tradução, as placas subiram aos céus, he he), roubou as 160 páginas já traduzidas e desafiou J.S. a, a partir das placas de ouro, repetir o que estava escrito. O fundador do mormonismo declarou então que aquela tradução havia tido interferência do demônio e que era necessária uma nova, he he.

Bocage disse...

Catellius, escreveste:

"as placas de ouro que recebera dos céus"

Desenterrou-as, na verdade.

Bocage disse...

Ótimo, Catellius, rsrs! Já tinha visto no Helder Sanches.

André, não precisas colocar o "viva" entre aspas. Viva a anencéfala está. Como um alface, como bem disse o Catellius.

Heitor, vives a repetir que o liberalismo originou-se do cristianismo, o que não é verdade. Talvez tenha tido início com Cícero ou Aristóteles, certamente teve influência do Humanismo e Iluminismo, críticos da religião. O liberalismo clássico pressupõe o máximo de liberdade individual, direitos iguais para todos, opunha-se ao direito divino dos reis, não condena o lucro. Pensas que veio do cristianismo mas não fundamentas tua opinião. Por outro lado, talvez estejas certo quando afirmas que o socialismo tem na doutrina cristã as suas origens.

Bocage disse...

Catellius, alguns comentários saíram repetidos. Apaga-os depois.

COMO APORRINHAR ATEUS

Adaptado de texto de Silent Dave

- Pergunta por que estão chateados com Deus.
- Diz-lhes que se não há Deus, eles poderiam começar a matar pessoas.
- Convida-os para rezar contigo.
- Convida seus filhos para irem à Igreja contigo.
- Insiste que existe um Deus e demonstra que a Bíblia assim o diz.
- Diz-lhes que o universo é complexo demais para apenas existir e que precisa ter sido criado por um Deus que apenas existe.
- Acusa-os de estarem te perseguindo.
- Levanta argumentos que não façam sentido algum, e depois critica suas respostas com "O que dizes não faz sentido".
- Usa múltiplas versões da Aposta de Pascal como se tu mesmo as tivesses criado.
- Posta argumentos insanos no fórum e não acompanha as discussões.
- Diz que o laicismo não está na Constituição e insiste que ela é baseada nos 10 mandamentos.
- Diz que eles sabem que Deus existe em seus corações.
- Diz que tudo em que as pessoas acreditam é baseado em algum tipo de fé.
- Chama-os de grosseiros.
- Diz que não te importas com o que digam ou provem, que ainda terás tua fé.
- Quando citarem um versículo bíblico que pareça ruim, diz que é o que o verso diz mas não é o que quis dizer.
- Critica teorias físicas avisando que és leigo em física.
- Explica que a falta de provas não significa que aquilo não ocorreu.
- denuncia tudo o que há de ruim na nossa sociedade como sendo culpa da Evolução.
- Repete alguma coisa várias e várias vezes, como se isso a fizesse a verdade.
- Repete alguma coisa várias e várias vezes, como se isso a fizesse a verdade.
- Repete alguma coisa várias e várias vezes, como se isso a fizesse a verdade.
- Repete alguma coisa várias e várias vezes, como se isso a fizesse a verdade.
- Repete alguma coisa várias e várias vezes, como se isso a fizesse a verdade.
- Diz que por eles falarem tanto em Deus, isto prova que ele existe.
- Diz que se um avião cai matando 300 pessoas com a excessão de uma garotinha que sobrevive com queimaduras de terceiro grau por 80% do corpo, este milagre prova que Deus existe.
- Quando pedido para provar algo que afirmaste, diz que já o provaste.
- Quando te mostrarem que a Bíblia diz que π=3, diz que os Hebreus não conheciam nada sobre ciência e que não é culpa deles.
- Insiste que um cristão com comportamento condenável não é um cristão de verdade.
- Explica que, embora a Bíblia seja inerrante, algumas partes não estão no sentido literal.
- Alega que Einstein era um cristão.
- Alega que Hitler era um ateu.
- Quando algo ruim acontecer, diz que Deus não interfere nos acontecimentos terrenos.
- Quando algo maravilhoso acontecer, diz que foi Deus quem fez acontecer.
- Diz que nunca entenderão até acreditarem, e que não acreditarão até entenderem.
- Canta músicas “gospel”.

Catellius disse...

Ok, Bocage, já apaguei os repetidos.

Engraçada a lista, he he.
Destaco os itens:

- Diz-lhes que se não há Deus, eles poderiam começar a matar pessoas.

Obs. Os próprios crentes que afirmam isto assumem que o que os impede de matar o próximo é a sua fé. Se não possuem virtude para deixar de matar se sua fé não condenar o ato, como reagirão quando, baseados nesta fé, lhes disserem que devem fazer determinada maldade pelo "bem" da humanidade? Sujeitos assim simplesmente não são confiáveis.

- Insiste que existe um Deus e demonstra que a Bíblia assim o diz.

Obs. Argumento circular, hermeticamente fechado: Creio porque está escrito que eu devo crer no que está escrito.

- Diz-lhes que o universo é complexo demais para apenas existir e que precisa ter sido criado por um Deus que apenas existe.

Obs. Errado. O criador do universo foi criado pelo supradeus, muito mais poderoso.

- Diz que tudo em que as pessoas acreditam é baseado em algum tipo de fé.

Obs. Querem dizer com isso que você apenas faz parte de uma outra religião, não é cético coisa nenhuma. Não conseguem conceber um mundo sem "fezes".

- Quando citarem um versículo bíblico que pareça ruim, diz que é o que o verso diz mas não é o que quis dizer.

Obs. O eterno joguinho do literal/simbólico. Baseando-se nesta preciosa ferramenta engana-trouxas os próprios muçulmanos citam passagens do Velho Testamento que "provam" que Maomé é o profeta definitivo de Javé/Allah.

- Critica teorias físicas avisando que és leigo em física.

Obs. Boa! Já vi um crente falando mal de algumas teorias científicas. Quando lhe foi demonstrada sua estultice ele veio com essa: "calma aí, também não sou físico, ô pá, nunca entendi muito de ciência..."

- Explica que a falta de provas não significa que aquilo não ocorreu.

Obs. Essa vai para os agnósticos, he he. Rejeitam as "provas" dadas pelos crentes da existência de deus, que coincidem com as origens da crença em deus, com os motivos pelos quais se crê em deus, mas tendo já aceito há muito o conceito de deus, afirmam não ter mecanismos para saber se ele existe ou não...

- Quando te mostrarem que a Bíblia diz que π=3, diz que os Hebreus não conheciam nada sobre ciência e que não é culpa deles.

Obs. Outra bem comum! Quando a Bíblia erra feio os crentes dizem que todos os povos antigos erravam feio. Mas continuam acreditando que o povo do Livro se comunicava diretamente com o criador/administrador das leis da natureza...

- Insiste que um cristão com comportamento condenável não é um cristão de verdade.

Obs. Você colou por aqui há algum tempo aquela historinha do "escocês de verdade". Tem tudo a ver:
- No Scotsman puts sugar on his porridge.
- But my uncle Angus likes sugar with his porridge.
- Ah yes, but no true Scotsman puts sugar on his porridge.

- Quando algo ruim acontecer, diz que Deus não interfere nos acontecimentos terrenos.
- Quando algo maravilhoso acontecer, diz que foi Deus quem fez acontecer.

Obs. Um sujeito escorrega da janela e despenca do quinto andar. Seus familiares levam o que sobrou para uma junta de cirurgiões que trabalham por dias a fio sobre a carcaça semimorta do infeliz. E os familiares rezam, claro. Ele sobrevive e os créditos vão para Deus, que poderia tê-lo impedido de ter escorregado... Isto me lembra o Mr. Deity: "se algo bom acontece, quem leva os créditos? "Me!" Se algo ruim acontece, quem leva a culpa? "Not me!"

- Diz que nunca entenderão até acreditarem, e que não acreditarão até entenderem.

Obs. Excelente também, he he.

Bocage disse...

Esqueci-me de ti, Santo Padre, rsrs. O que fazes aqui neste sítio inóspito? Bancas o corretor de almas para agradar teu chefe?

André disse...

Os mórmons são ridículos. E facilmente identificáveis, pelas roupinhas e pq quase sempre andam aos pares. Os adventistas de sétimo dia também são podres. Acho q são eles q acreditam q depois da morte a alma fica presa junto com o corpo dentro do caixão, esperando pelo Dia do Juízo Final. E não fazem nada aos sábados, não “podem”. Tolinhos. E duvido que realmente não façam.

“A corajosa esposa do escriba... roubou as 160 páginas...”

Ele deve ter ficado nervosinho e se saiu com essa do diabo. E ela deveria ter jogado os papéis na lareira. Acesa.

Cristianismo e liberalismo clássico tem pouco a ver. Depois surgiram pontos de contato, mas não lá no começo. Já parte das idéias socialistas tem fundamento na doutrina cristã.

“Diz-lhes que se não há Deus, eles poderiam começar a matar pessoas.”

O problema é que o direito penal existe.

Einstein era um deísta ou teísta, não me lembro agora. Hitler era um cristão por conveniência, assim como Saddam Hussein era um islamita sunita por conveniência (na verdade era ateu, era prático demais para perder tempo com religiões, diziam alguns, mas era tolerante/indiferente com o assunto. Se cercava de gente que o obedecesse e/ou que fosse competente, que fizesse o que deveria ser feito e o fizesse bem, como Tariq Aziz, o ministro das rel. exteriores, um árabe cristão, e caldeu, acho).

Toda essa lista é aceitável, menos a parte da músicas “gospel” e derivadas, realmente insuportáveis.

“Essa vai para os agnósticos, he he.”

É, pode ser. Ou então um agnóstico é apenas alguém que considera toda essa questão da existência de deus inútil, já que implausível e, de qualquer forma, impossível de ser demonstrada, logo prefere se abster, usando o “é impossível saber” só pra ficar de fora, evitando a disucssão. Eu faço muito isso e nem assim escapo de algumas discussões chatas com religiosos de várias tendências. Tem sempre alguém querendo me converter.

Catellius disse...

"Hitler era um cristão por conveniência"

Acho que no longo prazo os líderes nazistas queriam implantar uma religião "ariana" pagã, quem sabe um retorno a Wotan e a Donner, he he, mas era conveniente declararem-se cristãos, afinal, se aos cristãos bovinos é dito que determinada ação é pela glória do cristianismo, há uma grande chance de simpatizarem com ela. Principalmente se houver um bode-expiatório convincente, culpado por todos os problemas do mundo...

André disse...

Também acho q se os nazistas tivessem conseguido montar um império (no mínimo compreendendo a Europa, menos a Inglaterra, e talvez parte da União Soviética - o território inteiro seria impossível de ser ocupado), inventariam uma religião ariana com bastante mitologia germânica e traços de cavalaria medieval deturpada. Tudo sustentado por falsa arqueologia, iam acabar inventando o Homo Sapiens Arianus, o Homem Ariano das Pedras e o do Neolítico.

E Berlim seria renomeada Germania e o Albert Speer iria se esbaldar de tantas obras grandiosas que iria poder fazer nela.

Mas Hitler deveria ter deixado a URSS de lado. Ou ter ido em cima só do petróleo no Cáucaso, não estendido as forças alemãs (que apesar de algumas limitações sérias eram mesmo extraordinárias) ao longo da fronteira soviética com a Europa. Aquela ânsia em querer tomar Moscou, que bobagem. Sitiar Stalingrado, uma cidade em si sem nenhum valor estratégico, outra bobagem também. Aquela campanha foi muito mal conduzida, só não foi pior pq havia estrategistas geniais no alto-comando e alguns comandantes igualmente geniais em campo. Eles até q seguraram a onda por tempo demais, dadas as condições ali.

Stalin também levou a pior com a II Guerra. Engoliu a Polônia e aqueles estados bálticos, mas isso pra eles era apenas o restabelecimento das fronteiras da Rússia Tzarista, logo, nada de mais nisso. Mas deu território alemão à Polônia, a Silésia, que é fertilíssima (se um polonês ler isso vai querer me matar, mas dane-se, estou no Brasil e não pretendo nunca pisar em Varsóvia, he, he) e pela primeira vez a Polônia teve um território seu, que ninguém mais ousou contestar, apesar da dominação comunista.

Stalin deu uma de malandro, apesar de saber do comprometimento de Neville Chamberlain com a guerra, a partir de março de 1939. Mas nunca esperou que Hitler derrotasse com tanta facilidade a França e comesse o resto da Europa continental até a Noruega em tão pouco tempo. Os ingleses negam, mas pra mim, em Dunquerque, 1940, quando os alemães poderiam ter dizimado os ingleses e franceses encurralados na costa, mandaram aviões para bombardeá-los, o que acabou lhes dando tempo e fuga pelo mar. O episódio da “fuga” de Rudolf Hess para a Inglaterra, 1941, não está suficientemente explicado, a meu ver. Ou seja, acho que Hitler queria uma détente ao menos com os ingleses para poder ficar livre para invadir a URSS, seu velho sonho. Hoje sabe-se que Churchill habilmente criou um movimento pró-nazista na Inglaterra que convenceu por um tempo, enganou Hitler. Só gente da aristocracia. Isso talvez explique a viagem de Hess. Churchill sabia que Hitler preferia um acordo com a Inglaterra. E Stalin, que pensou que tinha jogado para o outro lado a fúria nazista com aquel pacto de não-agressão, em 21 de junho de 1941 teve de enfrentar 144 divisões de primeira classe, e divisões que mesmo depois da invasão da Normandia em 1944 continuaram 68% na frente oriental, "Das Ostfront". Os prejuízos humanos, em perda de vidas e bens materiais, dos soviéticos foram muito maiores do que as supostas vantagens de adiar o confronto com a Alemanha. Quase 30 milhões de mortos, e acho q isso só de civis. Militares, acho que uns 15, talvez mais.

Mas acho que Hitler deveria ter invadido o Oriente Médio, tomado o petróleo, à época totalmente desprotegido, de lá. Não teria sido muito complicado e valeria muito mais a pena do que o Cáucaso. John Keegan, historiador militar, explica isso numa breve análise no livrinho E se...? de Robert Cowley.

Pouca gente sabe que Churchill, aquele admirável patife nobre, aristocrata subversivo, radical, era o ponta-de-lança, com Lloyd George, da devolução dos seis condados do Norte da Irlanda, se lixando para os escrúpulos protestantes que até hoje impedem essa devolução. Pena que não deu certo. E, descendente direto dos duques de Marlborough, era favorável a quebrar algumas cabeças ducais, cobrando imposto de renda dos ricos. Fez besteiras também, como apoiar e instigar aquela invasão idiota em Gallipoli na I Guerra, que virou um açougue na costa turca. Mas era um maquiavélico de grande charme e um sobrevivente. Tentou dividir a Europa com Stalin. Deixou por escrito. Não deixou por escrito, mas é claro q deve ter tentado o mesmo com Hitler, quando este estava por cima. Não duvido que tenha mandado matar o general Sikorski, presidente da Polônia no exílio, que se opunha a seus arranjos com Stalin (morreu de acidente aéreo, depois q seu avião foi revisado por mecânicos ingleses, acho q em Malta, belo lugar). Seu Memórias da II Guerra é meio burocrático, mas tem partes legais. Mas o melhor é Minha Mocidade, traduzido aqui por Carlos Lacerda. Grande livro.

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