25 agosto 2007

Vida Longa aos Facínoras

Apresentação: Na caixa de comentários do post passado a Clarissa e o Bocage manifestaram-se contrários à pena de morte, e este disse ser da opinião de que os presos deveriam trabalhar para ter algo mais do que um colchão e um pão duros mas "poderiam ficar com o excedente do custeio das ditas regalias ou enviá-lo a parentes". O Mouro fez um longo comentário, contundente como sempre, e eu tomei a liberdade de excluí-lo para publicá-lo como um post.

*****

Texto de C. Mouro

Vida longa aos facínoras que destroem vidas inocentes, pois defendê-las não é tão consagrador:

"Amar os amigos até os maus amam, a virtude está em amar os inimigos."

Ou seja, amar o mau e fazê-lo prosperar é que é o máximo da bondade. Enquanto tal perversão for moralmente consagradora, o mal prosperará em nome do bem. “Bendita vaidade, capaz de subverter a razão”, diria o “diabo”.

Os piores males causados à humanidade foram feitos em nome do bem, em nome de consagradores ideais capazes de bestializar o homem em sua estúpida vaidade. As atrocidades religiosas, Stalin, Hitler, Mao, Pol Pot, etc., todos, sem exceção, ostentavam-se magnânimos, travestiam-se de “santos salvadores” com belos propósitos envaidecedores.

Tenho um texto, “Do futebol esclarecedor”, que em resumo é o seguinte:

Num jogo de futebol o torcedor do time que é favorecido pelo juiz jamais conseguirá odiá-lo, enquanto que o torcedor do time prejudicado o detestará, lançará contra ele imprecações as mais cabeludas, fará acusações e o terá na pior das contas. Já o torcedor do time beneficiado, procurará mitigar os erros do juiz, mesmo que canalhice deliberada, e se não puder fazê-lo os admitirá, mas jamais o criticará da mesma forma com que critica quando prejudica o time pelo qual torce.

Claro que, por vezes, não há uma torcida mas apenas uma adequação ao estereotipo consagrador, uma ostentação conveniente e sem muita reflexão. Tudo depende do quanto se ostenta de reprovação incisiva a um lado e, quando muito, uma “reprovação compreensiva” ao outro, ou mesmo se ignora um lado para apenas ostentar a repugnância consagradora ante a moral arbitrada para a comunidade, fugindo da análise dos fatos.

Eu defendo que:

* O criminoso eventual seja separado do criminoso profissional.
* O criminoso profissional não merece respeito, já que não respeita nada além da própria conveniência.
* O criminoso deve trabalhar para pagar sua estada e despesas do aparato que demanda para mantê-lo encarcerado, sem direito ao excedente. Afinal, as vítimas não podem ser condenadas, injustamente, a sustentá-los, em muitos casos até com aquilo que a elas falta.

O facínora que é capaz de sair de casa predisposto a matar um pai inocente, muitas vezes ainda arruinando sua família, crianças inclusive, merece morrer como uma ratazana, como uma barata, pois é ainda pior do que elas. E quem se preocupa com a vida dos facínoras despreza a vida dos inocentes, é o pior tipo de pessoa, pior do que o próprio facínora, que ao menos expõe sua índole francamente. Todo defensor de facínoras é cúmplice nas vítimas que estes fazem.

Questão de Dúvida e Chance
C. Mouro, 07 de dezembro de 2004

Alega-se que um facínora tem chance de se recuperar. Assim, foca-se na “elevação moral” de se dar chance ao facínora que já cometeu atrocidades. Diante desta “bondade” se está admitindo que o facínora poderá voltar a cometer atrocidades contra inocentes, matando, torturando, estuprando, destruindo famílias e etc.. Afinal, não há certeza de que um facínora se “recupere” após cumprir uma pena que lhe permita voltar ao livre convívio com seus pares queridos e também com as vítimas; sejam as que fez e as que poderá ainda fazer.

Diante da proposição de pena definitiva, as “belas pessoas” afirmam que é desumano, intolerável, condenar um “ser humano” a uma pena definitiva; embora o facínora o faça com a tolerância das “belas pessoas”. Estas reivindicam que se lhe dê a chance de recuperação, arbitrando o “dever humanitário” de preservar a vida e a liberdade do facínora, diante da DÚVIDA sobre sua recuperação, exibindo grande “revolta humanitária” ante a proposta de pena definitiva para o facínora; por assim se estar perdendo a chance de salvar a vida do facínora que já cometeu atrocidades contra inocentes - embora essa revolta exibicionista não se manifeste ante a pena que os facínoras impõem às vítimas inocentes.

Então, como toda questão tem dois lados, cabe analisá-los:

Havendo dúvida se o facínora voltará à pratica de atrocidades contra inocentes ou se recuperará, disso resulta:

1) Pena definitiva para que ele jamais volte para a liberdade, pois aplicar-lhe pena branda é injusto e temerário; na visão das “más pessoas”, dos “bárbaros”, que parecem preocupados unicamente com a vida, a liberdade e demais direitos do ser humano inocente.

2) Pena branda para que o facínora volte para a liberdade, pois aplicar-lhe pena definitiva é injusto e o revolta; na visão das “boas pessoas”, dos “santos” e “humanistas”, que parecem muito preocupados com a vida, a liberdade e demais direitos do “ser humano” facínora.

Das conclusões:

Ora, é extremamente simples perceber que:
As “boas pessoas” exibem a sua “bondade” usando a dúvida como argumento para permitir que o facínora se “recupere” depois de branda pena, demonstrando assim grande zelo pelo bem estar e pela vida deste “ser humano”: Em nome da dúvida.

Mas é em nome desta MESMA DÚVIDA que os “malvados bárbaros” não querem permitir que este facínora volte a cometer atrocidades contra inocentes. Afinal, TUDO É DÚVIDA.

Os resultados possíveis ante a dúvida são:

R-1) Se o facínora é definitivamente penalizado:
Talvez ele se recuperasse. Neste caso será um FACÍNORA que já supliciou inocentes, aquele que sofrerá AS CONSEQUÊNCIAS da proposta dos “bárbaros”: de não lhe dar chances.

R-2) Se o facínora é brandamente penalizado:
Talvez ele não se recupere. Neste caso serão AS VÍTIMAS INOCENTES, quem sofrerão AS CONSEQUÊNCIAS da proposta das “belas pessoas” que, “humanitariamente”, concederam a chance do facínora fazer mais vítimas inocentes.

Conclusão lógica (não é suposição, é fato lógico):

1) As “boas pessoas”, os “santos”, tomados pela dúvida, OPTAM, ESCOLHEM, PREFEREM QUE DE SUA DÚVIDA RESULTE O SACRIFÍCIO DE INOCENTES. Ou seja, as vítimas, pessoas honestas, trabalhadoras, e seus familiares sofrerão os suplícios individuais e destruição familiar.

2) As “más pessoas”, os “bárbaros”, tomados pela dúvida, OPTAM, ESCOLHEM, PREFEREM QUE DE SUA DÚVIDA RESULTE O SACRIFÍCIO DE FACÍNORAS que já trucidaram vítimas inocentes e arruinaram famílias.

É muita diferença de preferência.
Não é possível negar a lógica, pois está claro que haverá vítimas inocentes, já que não há certeza de “recuperação”, ou não haverá facínoras recuperados por não haver tal chance.

Assim, a “beleza” de salvar facínoras supostamente recuperáveis, necessariamente implica em produzir VÍTIMAS INOCENTES destes facínoras. Em visível tolerância moral a seus crimes, quase um incentivo.

Da mesma forma a pena definitiva NECESSARIAMENTE implica em penas definitivas para FACÍNORAS CULPADOS, que já fizeram vítimas inocentes, mas que talvez se recuperassem. Em visível intolerância moral a seus crimes, para ainda intimidá-los.

Os “humanistas” preferem pagar por sua dúvida com a vida ou outros direitos dos inocentes, enquanto os “bárbaros” preferem pagar por sua dúvida com a vida ou bem estar dos facínoras, que já fizeram vítimas inocentes.

É estarrecedor alguém tranqüilamente afirmar:

“3) Não existe como salvar os inocentes.”
.
Como eu disse, as “belas pessoas” consideram que as vítimas inocentes são uma fatalidade, e não se importam com elas, sequer se dedicam a tentar diminuir a ocorrência destas, dedicando-se unicamente a tentar SALVAR O MÁXIMO DE FACÍNORAS, MESMO QUE ISSO RESULTE EM MAIS VÍTIMAS INOCENTES destes facínoras.
.
Os “santos” e “humanistas” não se importam com as vítimas inocentes, pois importar-se com elas até os “bárbaros” se importam, então, ideologicamente, “não há mérito nisso”. O mérito ideológico está em “amar os inimigos”, em “dar a outra face” e proteger o mal para que ele prospere.

Com náuseas,
C. Mouro
.


152 comentários:

Clarissa disse...

Amigos Bocage e Mouro:
«O criminoso deve trabalhar para pagar sua estada e despesas do aparato que demanda para mantê-lo encarcerado, sem direito ao excedente. Afinal, as vítimas não podem ser condenadas, injustamente, a sustentá-los, em muitos casos até com aquilo que a elas falta.» Mouro

«Oponho-me à pena de morte. No entanto, sou contra que determinada casta de presos tenha regalias a não ser que trabalhe (na prisão) para garanti-las. Não deveriam ser coagidos a trabalhar, mas caso preferissem levar seus dias ociosamente teriam de dormir sobre um colchão duro e comer uma ração que não pesasse no orçamento do país. Caso aceitassem trabalhar poderiam ficar com o excedente do custeio das ditas regalias ou enviá-lo a parentes. Claro que não me refiro a trabalhos com picaretas nas mãos e grilhões nos tornozelos, rsrs.» Bocage

«(...)e entregues à família, doravante responsável pela manutenção dos casulos onde hibernavam. Muitos eram abandonados algum tempo depois, as famílias, incapazes de assegurar a sua própria subsistência, não podiam suportar mais aquele fardo. Os Rejeitados ficavam sob supervisão de uma força policial especializada, encarregue de seleccionar os exemplares a ser exibidos como medida pedagógica – os restantes eram processados, reciclados. »
http://instantesclarissa2006.blogspot.com/2007/08/instantes-cxii.html ( sendo esta uma visão ficcionada do futuro)

A questão do trabalho por parte dos prisioneiros parece-me ser mais ou menos consensual, afinal eles não estão de férias num resort, e como diz o Mouro não podem ser as famílias das vítimas a pagar, com os seus impostos, as regalias de umas «férias».

Clarissa disse...

Amigo Mouro:
A questão da pena de morte tem subjacente uma outra questão: O que é que a sociedade pretende ao encarcerar um indivíduo que foi contra a legalidade?
Pode pretender uma de duas coisas: Vingança, ou Punição por uma prática ilegal. Quando digo punição por uma prática ilegal significa que a sociedade quer que o indivíduo seja privado da sua liberdade por já ter provado ser um perigo para a sociedade e reaprenda os valores por que se rege essa mesma sociedade. Falar em Vingança,é algo diferente, supõe uma forma atenuada de «justiça popular», «já que não posso matá-lo pelas minhas próprias mãos, então que seja o sistema penal a fazê-lo por mim».
Naturalmente que falar em criminalidade é demasiado abrangente pois estamos a incluir tudo nomesmo saco, desde o fulano que passou cheques sem cobertura, ao pedófilo que violou crianças. Parece-me por isso consensual que devam estarem prisões separadas para que o estabelecimento prisional não funcione como uma escola do crime. Vou por isso remeter-me aos presos por crimes de sangue, pedofilia, violação etc, aqueles que consideramos realmente abjectos. A pena de morte, a ser aplicada, não é mais que uma VINGANÇA da sociedade atravez do sistema judicial.
Estes criminosos até podem não ter qualquer possibilidade de «recuperação», não sou ingénua a ponto de pensar que determinados indivíduos não serão sempre um perigo para a sociedade. Mas qual a nossa responsabilidade enquanto sociedade, na «construção» destes indivíduos?! Vamos todos sacudir a água do capote e dizer que são eles os únicos responsáveis? O Estado é responsável ao não providenciar qualidade mínima digna de vida para os seus cidadãos,ao não prestar um ensino de facto gratuito e democrático, mas depois queixa-se da criminalidade dos bairros da lata, ou das favelas... Viste o filme «O Monstro»,sobre a vida da Aileen Wuornos? Ela é claramente uma assassina, não há sombra de dúvida, mas não te incomoda a desresponsabilização da sociedade? Ela foi condenada à morte, qual foi a pena atribuida à sociedade que a maltratou ao longo de toda a vida? Eu respondo: a sociedade respirou de alívio com menos uma assassina pelas ruas, conseguiu a sua vingança e continua a maltratar,à sombra dos padrões culturais vigentes, as prostitutas. A sociedade «não quer» a prostituição mas a verdade é que homens e mulheres os procuram para dar azo às suas fantasiosas perversões sexuais. A sociedade que se senta em frente ao televisor a assistir em directo à condenação à morte de um preso,a assistir doentiamente aos casos de tribunal, é doentia, ao assistir está lá «ela» própria a matar,a «fazer justiça». É VINGANÇA.
A Justiça e os valores que lhe estão subjacentes não devem ser de vingança, senão eu tenho que me interrogar acerca da legitimidade do sistema penal que pode matar (e não é infalivel pois mata muitos inocentes), então porque é que qualquer cidadão não pode.
O assunto é por demais abrangente para esgotar tudo num só comentário.
Beijo grande Mouro

Clarissa disse...

Acerca da Aileen Wuornos
uma amiga conta em segredo: «"She's sorry, Nick. She didn't give you the finger. She gave the media the finger, and then the attorneys the finger. And she knew if she said much more, it could make a difference on her execution tomorrow, so she just decided not to.»

C. Mouro disse...

Primeiramente, acheio curiosa a distinção feita quanto a punição e vingança ????????

Pô, a punição é exatamente a vingança. No mais, vingança é retribuição e justiça é retribuição.
Defensores de bandidos não defendem punição, mas "educação" do facínora, a fim de que se recupere ...e já comentei no texto "questão de dúvida e chance" sobre tal perversidade inominável, que ao se solidarizar com o facínora deixa escapar o desprezo pelas vítimas inocentes.

Agora, o que sehgue é lamentável:

"Mas qual a nossa responsabilidade enquanto sociedade, na «construção» destes indivíduos?! Vamos todos sacudir a água do capote e dizer que são eles os únicos responsáveis? O Estado é responsável ao não providenciar qualidade mínima digna de vida para os seus cidadãos,ao não prestar um ensino de facto gratuito e democrático, mas depois queixa-se da criminalidade dos bairros da lata, ou das favelas"

Clarissa, eu JAMAIS tentarei mitigar a culpa dos facínoras, acusando, lançando culpa sobre os inocentes. Isso eu considero mais que lamentável....

Digo sem a menor dúvida:
Não me inclua nessa "nossa responsabilidade", pois eu não tenho nenhuma responsabilidade quanto as atrocidades dos facínoras. Contudo, concordo que não só eles são responsáveis, mas também aquelas pessoas que os defendem, incensam ou lhes dão APOIO MORAL.
Como é mais que sabido, o apoio moral tem forte apelo sobre os indivíduos. Como Jung vislumbrou: um sujeito inserido num grupo é capaz de praticar atrocidades que não conseguiria sem tal apoio comunitário. è claro que sua razão rejeitaria, mas percebendo o apoio externo (como se uma consciência até superior a sua) ele se justifica e sente-se menos constrangido para sua prática nociva.

Sobre esse papo de "bandido vítima da sociedade" que há tempos atras era "moeda corrente" cá no BR, era "verdade" proclamada em cartilhas, isso é uma aberração lógica. Mas, infelizmente, uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade. Só que tal absurdo tão repetido nos anos 60, 70 e 80 produziram a criminalidade que hoje se sofre E assim, já cá no BR não se ousa repetir tal aberração como ostentação de triunfo moral.

Os milhões de vítimas de bandidos de lá pra cá, esse aumento vertiginoso da criminalidade orgulhosa, É CONSEQUÊNCIA DA IRRESPONSABILIDADE DESTE DISCURSO ABSURDO, inoculado nas mentes por obscurantistas e politiqueiros que viram na bandidagem uma oportunidade politica.

QUEM LANÇA ACUSAÇÕES SOBRE INOCENTES PARA TENTAR MITIGAR A CULPA DOS CULPADOS SE ACUMPLICIA.
FOI ESSE DISCURSO JUSTIFICADOR DA BANDIDAGEM QUE FEZ A BANDIAGEM PROSPERAR ATÉ ORGULHOSAMENTE, SOB TAL AMPARO MORAL, LEVANDO A DESGRAÇA INÚMERAS VÍTIMAS INOCENTES.

Não foi coincidência não! O crime prospérou EXATAMENTE por conta do apoio moral que a bandidagem recebeu.

Pobreza não é causa de criminalidade. Há uma esmagadora maioria de pobres que não praticam crimes, há muitos pobres honestos. Por outro lado há ricaços e bem nascidos que praticam crimes. Há mesmo bem nascidos que se dedicam aos crimes comuns, de assalto e sequestro. Há ricaços que aplicam golpes variados e mesmo mandam matar concorrentes.

A menor quantidade de ricos criminosos não se deve à riqueza ou à instrução (instrução é diferente de educação), mas ao fato de que a pena, aprisão, para um rico ou bem nascido é muito mais dolorosa que para um pobre. O que incentiva a bandidagem de pobres e ricos é a impunidade e o apoio moral que é dado a essa bandidagem através de discursinhos feitos "politicamente corretos" pela moral estabelecida arbitrariamente.

Não há qualquer evidência de que a pobreza ou pouca instrução resulte em criminalidade. Lá pelos anos 20, 30, 40, 50 e etc., a pobreza era muito mais penosa: pobre não tinha nem geladeira e geralmente pouquissima instrução, grande parte absolutamente de analfabetos. Contudo, a criminalidade era incomparávelmente menor que atualmente, quando pobre tem geladeira, TV, minisistem, celular, player e etc. Antes eram muito mais carentes até do básico, e não tendiam ao crime. Por outro lado, há remediados e ricos que se dedicam ao crime; há ´"doutores", pós graduados e doutores que praticam crimes, até os crimes comuns. ISSO SE DEVE AO INCENTIVO MORAL QUE "BELAS PESSOAS" DÃO AOS FACÍNORAS, AOS BANDIDOS - são cumplices da destruição que estes causam. Preocupados apenas em repetir discursos da moda para "ficar bem na fita" se recusam a refletir sobre o que repetem. Preferem envaidecerem-se com a ostentação do discurso da moda, adaptam-se à moral mais propagandeada como valorizadora do indivíduo sem parar para refletir sobre as desgraças que provocam com sua vaidade exagerada, com sua obsessão por exibir-se "pessoa maravilhosa" sem saber dar qualquer evidência sobre aquilo que repete em êxtase, irresponsavelmente.

NÃO É COINCIDÊNCIA QUE AS ATROCIDADES DE CRIMINOSOS TENHAM PROSPERADO EM CONJUNTO COM OS "BELOS DISCURSOS" EM APOIO MORAL À BANDIDAGEM.

Milhões de inocentes desde então foram sacrificados à vaidade tola que se deixou encantar pela "moral do bandido" como meio de valorização pessoal. ...São cúmplices nesta destruição, nestes assassinatos!
São familias destruidas, são inocentes que ficam inválidos ou são eliminados por CULPA de pessoas mais preocupadas em "ficar bem na fita" ante a moral piegas convenientemente elaborada e propagandeada por interesses os mais perversos, os piores. A "moral do bandido" serve apenas ao bandido, e por isso a bandidagem prospera:
Ou o Estado se faz absoluto ou ele incentivará enormes sofrimentos para as populações, visando força-ala a aceitar seu totalitarismo. Para isso servem-se até do incentivo a babdidagem para criar o pior dos mundos a fim de destruir psicologicamente a população, até que esta aceite o totalitarismo que então atacará, sem críticas, a bandidagem não alinhada juntamente com qualquer outro não alinhado aos interesses da, efetivamente organizada e hierarquizada, classe governante.

A idéia é o "quanto pior melhor" para clamar por um Poder estatal totalitário.

O Estado não tem que dar nada a ninguém especificamente. É absurdo entender o Estado como um "deus provedor" que deve atender aos pedidos dos fiéis necessitados. Eu não tenho qualquer responsabilidade pela vida alheia, nem ninguém tem. Mas os defensores da "moral do bandido" são responsáveis pelos crimes e destruiçaõ que estes causam.

C. Mouro

Eduardo Silva disse...

Caro C.Mouro,

suas colocações, veementes, esboçam um pendor de unilateralidade beirando o extremo.
Há algum tempo, terminei um estudo de Immanuel Kant, e tentei compreender toda a base de explicabilibdade da sua metafísica. É certo que kant tinha em mente em toda a integralidade de sua fundamentação a Dignidade da Pessoa Humana. No Direito, Epistemologia Jurídica, para ser mais técnico, esse, Dignidade da Pessoa Humana, é o fulcro de toda a sistematização da linguagem lógico-jurídica, é o princípio (de prior, do latim, primeiro, o que vem antes), é a justa posição basilar sine qua non, sem ele todo o sistema sucumbe.

Quando Kant, na Crítica da Razão Pura, Crítica da Razão Prática e, eminentemente, na Fundamentação da Metafísica dos Costumes, estabelece os institutos a priori, ele tem o escopo de generalidade e destituição total de empiricidade no conceito de Dignidade da Pessoa Humana.
Assim, nesse sentido de generalidade, tendeu a Declaração dos Direitos do Homem.
Quero chamar a atenção que em nenhum momento, foi intento, na formulação desse Princípio, uma individualização, personalização, ou especialização da abrangência desse a determinado grupo sob determinada condição, isto é, o Princípio abarca todos os seres humanos.
Não se pode tirar a condição imanente de ser humano do facínora!!!
O que é preciso para ser um facínora? Será que não temos plena capacidade de ser um facínora, ou seja, nós não somos facínoras em potencial? Óbvio que sim, o ser humano é potenciamente um facínora, nós somos seres humanos.
A pena, segundo Durkheim, é para punir e prevenir mostrando a punição, Adam Smith diz que é para reforçar, instituicinalmente, os valores de certa sociedade. Atualmente, introduzimos a ressocialização, como função da pena também(essa é balela no Brasil). O fato é que a pena está limitada à condição de ser humano, à Dignidade da Pessoa Humana. Quem defende isso, não está a defender facínoras, mas o Humano em sua plenitude. Quando o facínora transgride esse Príncipio, não se pode lhe imputar algo com a mesma transgressão.
Na útima sexta-feira, ontem, dia 25/8/2007, fui roubado, levaram-me tudo com o poder de uma arma de fogo, estou até um pouco trêmulo ainda pelo nervosismo. Não defendo a atituide dos garotos que me causaram tal mal, mas defendo sua condição de Ser Humano.
Não sou o que você chama de "santo", C. Mouro, mas tenho defendido e propagado, no meio acadêmico, o Pricípal baluarte do Direito, o dogma Dignidade da Pessoa Humana.
Mesmo sem tempo para responder, me senti impelido a comentar o texto do C. Mouro,

Obrigado.

C. Mouro disse...

Francamente!
"O Estado é responsável ao não providenciar qualidade mínima digna de vida para os seus cidadãos,ao não prestar um ensino de facto gratuito e democrático, mas depois queixa-se da criminalidade dos bairros da lata, ou das favelas"

Há muitos favelados honestos e trabalhadores, não são todos bandidos NÃO!

Há analfabetos honestos e trabalhadores, não são todos bandidos NÃO!

A esmagadora maioria de pobres e pouco instruídos não se dedica a práticas criminososa e muito menos a tirar vidas alheias inocentes em nome de sua pobreza ou pouca escolaridade.

Esse é um discurso falacioso.

Há ricos e muitissimo instruidos que praticam toda sorte de bandidagem. Há até bem nsacidos que se dão à pratica de assaltos e sequestros.

Os ricos não são santos por serem ricos NÃO!

É o PRÓPRIO Russeau que dá a dica, algo assim (de cabeça):

"O forte não será sempre o mais forte se não fizer de sua força um direito e da obediência um dever"

Assim, por meio de asneiras repetidas insistentemente - sob técnicas de manipulação intelectual, que é o aproveitamento da vaidade, das emoções em geral(nas religiões e politicagem em geral) - a propaganda política consegue inmocular seu veneno "em nome do bem".

A atribuição de responsabilidades arbitrárias ao Estado VISA exatamente justificar-lhe o Poder arbitrário, fazer de seu Poder totalitário um direito e por tal a obediência da população um dever.

O "não julgueis" visava justamente negar ao público a análise e julgamento. Assim, visando exibir-se "boa figura" o pobre diabo jogava a responsabilidade do julgamento apenas para o Estado, livrando-se da responsabilidade, de forma que até poderia sentir-se moralemnte bem ao conviver com facínoras amistosos ou aparentrados, sobretudo livre de culpa por usufruir dos frutos da bandidagem alheia, afinal só ao Estado caberia julgar, movido pela necessidade, e contra a moral piegas. ...Nada mais conveniente ao Estado do que uma população que ACEITA TUDO por crer que julgar não é algo bom aos olhos do deus. ...Que maravilha de deus esse, maravilha para as conveniencias do Estado totalitário. Tal deus ou seu rebento acabaram conquistando toda a bandidagem, o que havia de pior. Da mesma forma que os apelos pelos direitos humanos conquistam os piores bandidos que passam a reivindicar orgulhosamente os respeito aos seus "direitos humanos", juntamente com seus entes queridos e demais beneficiarios de sua bandidagem. Pessoas estas que convivendo com tais bandidos e até usufruindo de seus crimes, jamais exigiuram "justiça" à eles, para que não fizessem vítimas, não os denunciavam, e só clamam por justiça e "direitos humanos" para seus queridos bandidos, quando estes são encarcerados. Eles seguem o "não julgueis" quando lhes interessa, e clamam por justiça apenas quando também lhes interessa.

Esse tipo de coisa é abominável, as desgraças produzidas são infinitas mas assimpersistirá. Daí que me desanima perder tempo pensando a tal respeito. A menos que fosse possível criar a "moral do indivíduo honesto", a fim de valoroizar consensualmente aqueles que a seguissem. Mas isso jamais acontecerá, pois que as morais são propagandeadas por organizações cujo "negócio" é o Poder, o Estado como quadrilha reinate. Daí que investem pesado na propaganda. A população cujo negócio é o trabalho de produzzir e trocar, jamais se organizará para investir na propaganda de uma moral justa, honesta e fundada na lógica e não em abítrios idiotas, em subjetividades.

C. Mouro

André disse...

Catellius, eu até consigo acompanhar o Eifler, pq ele pelo menos sabe a hora em q disse algo complicado e se explica na hora.

Claritexticídio”: mesmo!

“Ha ha ha! Você me pegou! Joguei “disseologia” no Google e apareceu uma única página: “As Angústias de um Engravatado”, daqui do Pugnacitas, e na caixa de comentários você – não poderia ser outra pessoa – é quem usa a palavra. Depois que fui ler a explicação acima (disse-me-disse). Pensei se tratar de algo sério, he he he.”

Engraçado, acabei de testar isso aqui, quem diria q ia dar nisso, hein? Um dia o Eduardo Silva deve entrar aqui e nos explicar o q é. Eu poderia olhar no dicionário agora, mas estou com preguiça, estou “sedentário” hoje.

“E como andam os estudos?” O de sempre. Ah, e talvez anulem a prova q fiz no domingo, exatamente pelo motivo q me fez achá-la estranha: não havia uma única maldita questão de regimento interno. Se é a matéria principal e está no edital, tem q ter. E, como vc lerá depois nos seus e-mails, essa prova idiota ainda me rendeu uma discussão bizarra e uma situação mais bizarra ainda com uma então namorada (fui “avisado” do término na 5ª feira) neurótica. Imagine só, brigar por causa de uma prova!

Essa semana foi infernal. Uma amiga da família morreu de câncer, depois de anos lutando, o enterro foi na sexta. Sou muito amigo dos filhos dela, então foi tudo muito ruim. E eu odeio velório. O cristianismo pôs um peso enorme na hora da morte (e em outros momentos da vida), que acho exagerado. É um drama de 5ª categoria, a anunciação apoteótica de uma desgraça suprema, um exagero, em suma. Parece um réquiem, só que tirando a música e enfiando um roteiro de novela mexicana no lugar. Entendo o sofrimento de quem fica, não entendo o resto. Mas aí depois vieram aqueles espíritas kardecistas, com sua visão piegas e maniqueísta (tudo explicadinho...) pra acalmar os ânimos, sabe como é. A católica entra com o drama, os espíritas entram com o happy ending... Olha, se o post-mortem é como essa gente descreve, é muito chato. Eu prefiro ir pra Marte.

Bom, nunca fui fã de MPB, e o Cazuza era um tipinho arrogante, mas achei aquela psicóloga muito moralista. E o filme não faz apologia de nada, acho.

E ele tinha talento.

Bom, eu gosto de Ozzy Osbourne, que hoje vive à base de “n” remédios pesadíssimos que servem só pra manter o cérebro dele funcionando numa linha mais ou menos reta. Ele se acabou com álcool e drogas. Fazer o quê? Eu gostaria q ele e tantos outros não tivessem se destruído assim.

Mas cá entre nós, a resistência do Keith Richards é algo fantástico. O cara nem tem mais sangue correndo nas veias, só pó e detergente.

Se eu dissesse algumas coisas q penso em público, até eu viraria marginal.

Legal seus comentários sobre o texto do Cazuza.

Discovery Kids rules, he he.

Pobreza ajuda muito a jogar alguém na criminalidade. Mas não é fator isolado.

No Brasil, as leis têm q ser mais duras mas também têm q funcionar. O pessoal precisa ter medo delas.

C. Mouro disse...

Imperativos incondicionados são idiotices, e o próprio Kant se verá forçado ao arbítrio.

No mais, não me interessa que Fulano, Beltrano ou Juano disseram isso ou aquilo. O valor da autoridade é zero para mim, pois julgo as idéias e não a celebridade de quem as proclama.

Se o Antônio Fagundes, a Maitê Proença ou a própria Altenhofen (...hehehe!) fizerem afirmações eu lhes darei o mesmo peso do faxineiro do meu prédio.
O que vale são as idéias e não a notoriedade de seus autores. Acho ridiculo o apelo a autoridade. No mais interessame o que o interlocutor pensa, logo se ele vive a citar fulanos e beltranops é porque não pensa nada, é mero papagaio que se envaidece em repetir bobagens alheias sendo incapaz de julga-las.

Autores devem ser citados como homenagem ou reconhecimento de precedência, mas não como "prova de validade" e muito menos como "prova de verdade". O argumento de autoridade é uma idiotice. Que nos atenhamos às idéias e não aos autores. Goste de discutir com pessoas que pensam e não com papagaios.

C. Mouro

Clarissa disse...

Mouro
Calma rapaz :)
Respira fundo e aceita uma beijoca, agora estou sem tempo mas depois volto com mais calma.

P.S. Quanto a essa do critério de autoridade, acho que tens razão.

C. Mouro disse...

"Não se pode tirar a condição imanente de ser humano do facínora!!!"

Um facínora é tão humano quanto uma criança de 6 anos. Assim, se um bandido já estuprou e matou sua filha de 6 anos e provavelmente o matará também, se você tem a chance de mata-lo - ou ele, ferido, revidará - segundo os paspalhos, você não deve faze-lo, ou "será igual a ele".

Veja só que beleza de raciocínio!
Como a vida de um facínora tem o mesmo peso da sua, você não deve mata-lo para salvar a sua, ou será exatamente igual a ele, segundo a voz de paspalhos.

Ou seja, que porra de idéia de justiça tem imperativos incondicionados repetidos por quem nem mesmo sabe o que diz?

Aquela justiSSa para a qual um facínora assassino de inocentes é alguém tão respeitavel quanto um pai de família que trabalha honestamente sem fazer mal a ninguém. A vida de um facínora vale tanto quanto a de um pai de familia trabalhador, para certos tipos de papagaios que incondicionalmente não raciocinam.

Se duas vidas valem a mesma coisa, então não existe legitima defesa. Essa é a conclusão lógica sob tal estupidez: a vida de quem vai me matar vale tanto quanto a minha.

Há quem formule bobagens por não refletir perfeitamente no momento. Mas há os que nunca refletem e sedão a seguir bobagens como dogmas sagrados. Afinal, uma vez notórias as bobagens, aqueles incapazes de pensar sentem-se amparados na notória companhia, sobretudo quando notável: "Asinus asinum fricat".

C. Mouro

C. Mouro disse...

"Será que não temos plena capacidade de ser um facínora, ou seja, nós não somos facínoras em potencial? Óbvio que sim, o ser humano é potenciamente um facínora, nós somos seres humanos."

Resuma-se a falar somente sobre suas potencialidades, sr eduardo! Não misture as suas com as minhas!
Evidentemente que um facínora em otencial é um sujeito simpático aos facínoras que tem a franqueza de se exporem ao revide e ao julgamento alheio.

Já que gosta de celebridades, veja lá o que Spinoza diz, algo +/- assim:
...nos alegramos com o bem estar daqueles de quem gostamos (apreciamos/admiramos) e nos entristecemos com a tristeza deles.
...nos alegramos com o sofrimento daqueles que odiamos e nos entristecemos com sua felicidade.

Como eu disse, no texto "Do futebol esclarecedor", há pessoas cuja indole se identifica com um dos "times" em jogo. Aliás, vale uma leitura de Montaigne e Nietzche e se não me falha a memória, Cicero também. Mas sobretudo Montaigne que expõe razoavelmente a questão das simpatias que o "surpreendem", mas que são perfeitamente explicáveis:
o fraco tende a proteger o fraco, a ser condescendente com ele (está sendo consigo mesmo).
Já o orgulhoso, o forte admira o seu igual, e da mesma forma, ao se sentir refletido no outro, tende a ser condescendente com o "seu reflexo". Assim, aqueles que simpatizam com facinoras ou que o são potencialmente, não dando-se a tal prática por medo do castigo, percebem o outro como um reflexo um "se ver no outro".

Eu não me vejo0, jamais, na pele de um facinora que mata covardemente um pai de familia inocente. jamais conseguirei encontrar em mim uma justificativa para matar covardemente uma pessoa inocente apenas para satisfazer uma conveniência ou mesmo necessidade. Não consigo me ver como um facinora, por isso não admito que me me imptem tal leviandade. Pois que esta cabe apenas aqueles cuja indole permitiria que matassem covardemente inocentes indefesos em nome da própria conveniencia ou necessidade.
Jamais me identificarei num facinora, logo, tal potencial eu atribuo apenas àqueles que lá no fundo com tais tipos se identificam; não eu.
Ou seja, é justamente a punição - a justa retribuição - que inibe muitos facínoras em potencial, que só não se dão a tais praticas repugnantes por medo dos justos revides e mesmo da condenação moral ..daí que passam a defender a "moral do bandido" que os tenta justificar e, espantosamente, até mesmo tentar igualar todos a tão baixa estirpe, mesmo que em alegado potencial.

C. Mouro

Catellius disse...

Nobre Mouro,

Belo texto. A sua opinião não implica em que haja pena de morte mas que facínoras não sejam postos em liberdade. Eu não defendo que, na dúvida, o criminoso profissional, de alta periculosidade, seja posto em liberdade. Na dúvida, que fique preso. Prisão perpétua, se for o caso, sem atenuantes, sem indultos por bom comportamento. Se não tiver bom comportamento que vá para a solitária. Bom comportamento é o mínimo que se deve exigir de um preso.

A sociedade, o sistema penal, o Estado de Direito não são capazes de sentir vingança ou de ter qualquer sentimento - nada mais óbvio. Tais entidades não conscientes “querem” tão somente evitar que novos crimes ocorram. Para isso a punição severa – a perda da liberdade - serve como exemplo aos demais criminosos e à sociedade em geral; a perda da liberdade, por sua vez, retira o criminoso das ruas evitando que novos crimes por ele sejam cometidos, e, recluso, PODERÁ ser reeducado para que não volte a cometê-los quando for solto. Reconheço que facínoras não se regeneram. Para estes eu defendo a prisão perpétua.

Você disse:

“O criminoso deve trabalhar para pagar sua estada e despesas do aparato que demanda para mantê-lo encarcerado, sem direito ao excedente. Afinal, as vítimas não podem ser condenadas, injustamente, a sustentá-los, em muitos casos até com aquilo que a elas falta.”

A supressão da liberdade é uma boa punição até mesmo para os facínoras. É uma punição diária que, juntamente aos benefícios que traz à sociedade por tirar de circulação a ameaça pública, satisfaz o sentimento de vingança daqueles que não podem deixar de tê-lo em um primeiro momento, nomeadamente as vítimas indiretas.

E há a questão do custeio dos presos. Certamente uma injeção letal resolveria o problema na hora, aparentemente. Mas seria, como a Clarissa escreveu, pura e simplesmente vingança, uma vez que se o medo de morrer não impede que traficantes se envolvam em tiroteios à queima roupa, que bandidos invadam delegacias cheias de policiais armados, a pena de morte também não evita que determinado facínora faça o que gosta de fazer, como atestam estatísticas mundo afora (corrijam-me se eu estiver errado).

Mesmo assim, encaro a opção pela pena de morte como um direito de determinada sociedade, desde que haja mecanismos para não se executar um inocente, um bode expiatório – tal sangue é um preço alto demais, ao meu ver. Por que encaro como um direito de determinada sociedade? Pilotos de corrida, alpinistas, soldados, têm grande possibilidade de morrer no dia-a-dia de suas atividades. O piloto não pode bater no muro, o alpinista não pode escorregar, o soldado não pode ser visto pelo inimigo, não pode estar na hora errada no local errado, sob o risco de ir pro beleléu. Se uma sociedade avisa a todos os cidadãos que agora há o risco de morte na atividade de estuprar e assassinar crianças, o facínora levará em conta tal risco ao exercer sua “prazerosa” atividade. Um não pode bater no muro, outro escorregar e o outro ser visto; e ele não poderá ser pego. O facínora pode ser considerado um suicida, porque tal sociedade não está a agir por vingança mas simplesmente aumentou os ricos da atividade que abomina.

Voltando ao custeio dos presos.

As vítimas são obrigadas a sustentar os presos, infelizmente, embora 99% do custo seja rateado entre os que não são vítimas indiretas (ou diretas) de facínoras. E ainda acho, como o Bocage, que este 1% - que é apenas um chute – deva ser minimizado ao máximo (esta ficou boa, he he) por meio de trabalhos “voluntários”. E acho que o bandido pode ficar com o excedente sim. Ele já está sendo punido diariamente com a perda da liberdade. Se o criminoso, o ladrão de galinhas ou o facínora for a J. K. Rowling e ela, detrás das grades, escrever seus Harry Potters e ganhar seus milhões nas vendas – não é problema meu. Ela pagará todas as custas da diária na prisão, se sobrar dinheiro ele pode ir para pagar as custas do processo, para indenizar as vítimas, mas o excedente é dela, pombas! Uma coisa não tem nada a ver com outra.

Sou contra criar trabalhos lucrativos para os presos enquanto tantos estão desempregados. Se o preso não faz nada que preste, não sabe projetar edifícios, não é capaz de trabalhar em um escritório de contabilidade na cadeia (he he), não é capaz de pintar como Van Gogh, então que trabalhe apenas para pagar suas regalias – aí concordo com o Mouro que não haverá excedente – ele trabalhará e pronto. E caso se recuse a trabalhar, que leve uma vida miserável, de cão sarnento, he he.

Essa história de que "não existem direitos humanos para as vítimas", como vimos nos e-mails que circularam após os ataques do PCC, é ridículo. Governo, ONGs nacionais e internacionais, Grupos Comunitários, etc., prestam auxílio a vítimas de estrupro, de abuso sexual, de assalto, a parentes de assassinados, etc. Toda a estrutura judicial do país e a própria existência de prisões e de policiais nas ruas são mecanismos para proteger o cidadão honesto. O poder público é apenas ineficiente. E por causa da ineficiência do Estado em regular a entrada de celulares nos presídios e em construir mais presídios (e melhores), entre outras coisas, ele deve partir para transformar os presídios em Auschwitz-Birkenau, como querem alguns, a sociedade deve demonizar os que defendem condições mínimas para os que estão sob custódia, privados da liberdade, quase tão cara quanto a própria vida?

Por aqui, o "cidadão honesto" pirateia TV a cabo porque "é cara, tem propaganda demais e não passa nada que presta", se pode deixa de pagar imposto porque é alto e o governo é corrupto. Ou seja: "já que alto, não pago absolutamente nada", he he. Quero ver se um desses "cidadãos honestos" admitiria trabalhar à força com correntes nos tornozelos, de short rosa, dormindo em tendas precárias como os prisioneiros daquele xerife de Maricopa, que virou ídolo no estúpido Brasíl pós ataques do PCC.

Contudo, todavia, mas, porém.... Não tenho como deixar de concordar com quase tudo o que você escreveu, Mouro. Excelente post

Um grande abraço!

Holy Father disse...

NSJC disse:

"Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem assim os próprios publicanos? Se saudais apenas vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem isto também os pagãos?"

C. Mouro repetiu o seguinte ad nauseam:

"Os “santos” e “humanistas” não se importam com as vítimas inocentes, pois importar-se com elas até os “bárbaros” se importam"

O que é uma vil distorção das palavras do Evangelho, onde a exortação é para que não amemos SOMENTE aqueles que nos amam mas TAMBÉM os inimigos. Amar o MAU não implica em amar o MAL. Cristo quer que abominemos o mal mas que tratemos. o mau com humanidade, com amor. O pai que pune o filho tem amor por ele, embora não aprove suas atitudes.

E o que dizer da insistência do C. Mouro, ad nauseam (o texto poderia ter um quarto do tamanho), na inocência das vítimas? A vítima é sempre inocente (se não queria confronto ou o assassino não agiu em legítima defesa). Se a vítima for uma criança ou alguém muito idoso há a agravante de que não houve possibilidade de defesa, o crime adquire dimensões mais hediondas. O facínora não sai procurando pais de família inocentes. Se mata a sangue frio um estelionatário, o crime é o mesmo, pois julga-se e pune-se a atitude do criminoso, não o caráter da vítima, se é ou não um inocente pai de família. Assim, a persistência com o que o nada nobre C. Mouro exalta a inocência das vítimas é um mero sentimentalismo, daqueles contra os quais reage cuspindo e gritando como um desvairado, sem nenhuma polidez, como se estivesse acima do bem e do mal, como se tudo o que dissesse fosse irrefutável, fruto de longa meditação. E aí sente-se no direito de desprezar os que lhe são gentis, de classificar de apelo à autoridade uma citação como a que ele próprio fez logo após, de Espinosa e algum outro aí.

O C. Mouro está precisando ser medicado urgentemente. E de orações também.

C. Mouro disse...

Quanto ao meu “apelo à autoridade”, que você alega, Holly Father, essa tua afirmação bem demonstra sua qualidade moral, característica de um ideológico deturpador. Basta que se elia o que escrevi.

Quanto a citação bíblica, eu fiz uma referência com minhas palavras realçando que o trecho bíblico afirma que o MÉRITO está em fazer bem aos inimigos, AOS QUE ME FAZEM O MAL. O Catellius adicionou a citação do trecho da bíblia. E agora cito abaixo o trecho da bíblia que é muito esclarecedor, incluindo partes que julgo interessantes para análise, onde CLARAMENTE se faz menção distintiva ao MÉRITO ante a leviana moral cristã. Aliás uma moral demasiado conveniente aos maus que praticam o mal. E, entre várias outros absurdos da bíblia bem demonstra os interesses que inventaram e propagandearam tal cretina moral.
É lógico que de tal embuste aliciador de crápulas não poderia resultar em outra coisa que não as atrocidades praticadas por “bondosos cristãos” que agiam em nome de um “fim supremo”, redentor: perseguições, torturas e etc., coisa que, aliás, foi elogiada por Hitler quando louvou o “fanatismo cristão” em seu livro “Minha luta”.

Que então se julgue se minha afirmação deturpa algo:

Lucas – 6:
20 Então, levantando ele os olhos para os seus discípulos, dizia: Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus.
21 Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis fartos. Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir.
22 Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, e quando vos expulsarem da sua companhia, e vos injuriarem, e rejeitarem o vosso nome como indigno, por causa do Filho do homem.
23 Regozijai-vos nesse dia e exultai, porque eis que é grande o vosso galardão no céu; pois assim faziam os seus pais aos profetas.
24 MAS AI DE VÓS QUE SOIS RICOS! PORQUE JÁ RECEBESTES A VOSSA CONSOLAÇÃO.
25 Ai de vós, os que agora estais fartos! porque tereis fome. Ai de vós, os que agora rides! porque vos lamentareis e chorareis.
26 Ai de vós, quando todos os homens vos louvarem! porque assim faziam os seus pais aos falsos profetas.
27 Mas a vós que ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam,
28 bendizei aos que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam.
29 Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, não lhe negues também a túnica.
30 Dá a todo o que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho reclames.
31 Assim como quereis que os homens vos façam, do mesmo modo lhes fazei vós também.
(OBS.: curioso interpretar estes versículos 29-31. Dá o que pensar!)

32 SE AMARDES AOS QUE VOS AMAM, QUE MÉRITO HÁ NISSO? POIS TAMBÉM OS PECADORES AMAM AOS QUE OS AMAM.
33 E SE FIZERDES BEM AOS QUE VOS FAZEM BEM, QUE MÉRITO HÁ NISSO? TAMBÉM OS PECADORES FAZEM O MESMO.
34 E SE EMPRESTARDES ÀQUELES DE QUEM ESPERAIS RECEBER, QUE MÉRITO HÁ NISSO? TAMBÉM OS PECADORES EMPRESTAM AOS PECADORES, PARA RECEBEREM OUTRO TANTO.
35 Amai, porém a vossos inimigos, fazei bem e emprestai, nunca desanimado; E GRANDE SERÁ A VOSSA RECOMPENSA, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os integrantes e maus.
36 SEDE MISERICORDIOSOS, COMO TAMBÉM VOSSO PAI É MISERICORDIOSO.
37 Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados.

C. Mouro

C. Mouro disse...

Que raio é isso?

E o que dizer da insistência do C. Mouro, ad nauseam (o texto poderia ter um quarto do tamanho), na inocência das vítimas? A vítima é sempre inocente (se não queria confronto ou o assassino não agiu em legítima defesa).

O traste afirma que "a vítima é SEMPRE inocente" e depois do sempre faz ressalva... pqp! então não é SEMPRE inocente. ....hehehe!

C. Mouro

André disse...

Pra mim, bandido tem q morrer ou no mínimo pegar uma pena pesada. Especialmente seqüestradores, estupradores e traficantes de drogas. Trabalhos forçados também seriam uma boa. E prisões Supermax, de sgurança máxima.

E dane-se o “imperativo categórico” kantiano. Kant era um mané impoluto q servia apenas para q os habitantes de Köenigsberg acertassem os relógios, de tão quadrada q era sua rotina.

Pode até haver “direitos humanos” para as famílias das vítimas, mas não há justiça.

O Holy Father voltou, que legal.

Bom, Jesus não disse também que trazia uma espada numa das mãos? Hummm... isso não me sugere um manifesto de direitos humanos, nem muita complacência com o próximo. Mas prefiro ficar fora de discussões teológicas ou de interpretação bíblica.

Curiosa:

"Não gostamos de algo por ser bom, mas o dizemos bom porque dele gostamos."

(Spinoza)

Clarissa disse...

Mouro
Compreendo a leitura que fazes de Lucas, que até se presta bastante bem à tua tese já que,a meu ver, a grande preocupação de Lucas era para com a IGREJA como instituição e naturalmente foi de toda a conveniência que este fizesse parte dos textos sagrados compilados naquilo que conhecemos como a Bíblia. É como dizer aos´que vivem vidas miseráveis que as aceitem e que se deixem subjugar e que amem quem os subjuga, porque deles é o reino dos céus. É mais uma forma de legitimar o PODER da IGREJA pela aceitação e amor ao opressor.
De qualquer forma, no que me diz respeito,não me revejo nesse panorama dos «santos».
Faço parte de uma Organização sem fins lucrativos... só para perceberes que me preocupo com as vítimas e que lhes dedico grande parte do meu tempo,o que não impedeque encontre legitimidade para a pena de morte.

Acho que não precisas das orações de ninguém :), deixo-te um beijo.

Clarissa disse...

André
Os Direitos Humanos são, como o nome indica, para todos os seres humanos, não só para a família das vítimas. A não ser que consideres que um assassino não merece o estatuto de Ser Humano... parece-me que muitos, na nossa História recente, pensaram o mesmo dos Judeus, Homossexuais, ciganos e outras minorias étnicas.
Abraço

Clarissa disse...

Ciganos

Catellius disse...

"O pai que pune o filho tem amor por ele, embora não aprove suas atitudes."

Boa tentativa, Holy Father, mas o que você tem a dizer sobre isso que VSJC teria dito?

Mateus, 5,
39 Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;
40 e ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa;
41 e, se qualquer te obrigar a caminhar mil passos, vai com ele dois mil.
42 Dá a quem te pedir, e não voltes as costas ao que quiser que lhe emprestes.


"Não resistais ao homem mau" significa justamente aquilo que o Mouro sabiamente criticou: deixe o mal prosperar. E isto é um torpe ensinamento. Se um ladrão quiser roubar o seu relógio, adiante-se e dê também o colar de ouro, sem que ele peça. Seja um otário e faça deste mundo o paraíso dos facínoras. Ainda bem que não existem "verdadeiros" cristãos, senão nossa sociedade estaria pior ainda.

Catellius disse...

Caro Mouro,

Desculpe-me por ter alterado o texto sem o seu consentimento.

Abaixo, o que realmente estava entre aspas:

“amar os amigos até os maus amam, a virtude está em amar os inimigos”

E eu tomei a liberdade de colocar o trecho exato de Mateus. Mas já alterei o post e recoloquei a citação original.

Abraços

C. Mouro disse...

Grande André!
Tem que ser bom (ref.: "os bons") para expor opiniões politicamente incorretas. ...esse André é dos bons!

Doce Clarissa, você sempre me surpreendendo!
Um grande beijo para você também. Podemos divergir, mas sinceridade nunca me desagrada, somente a hipocrisia de falsos santos ansiosos por se exibirem segundo o modelo consagrador, me desagrada. Fico feliz que entenda meu jeito de me expressar.

A moral é arbitrária, é arbitrada e propagandeada,e pior quando imposta como revelação dogmática. ...e a moral é que dita o comportamento que "valoriza" o indivíduo na comunidade com ela anuente ou assim dita como se "consenso supremo" ou "verdade revelada".

Justiça não se relaciona com a realização de um objetivo desejável, por ser "bondoso" ou útil. Fosse a idéia de justiça relacionada aos fins almejados, se julgaria os fins e não os meios de atingi-los: os fins justificariam os meios, como o fazem as ideologias.

Justiça tem relação com mérito, é retribuição e etc. - já não aguento mais falar a respeito.
Por exemplo: um mundo idealizado com todos iguais nos resultados e etc., não é um mundo justo, mesmo que, admito, desejável subjetivamente. Ou seja, mesmo que fosse possivel atingi-lo através da ideologia que o prometesse, os meios para alcança-lo não se justificariam em tal fim: atrocidades e injustiças não seriam redimidas pelo objetivo.

A bíblia está repleta de recomendações, até explicitas, para que o servo ame o seu senhor, não só os bons, mas os maus também. É sob medida para quem almeja uma "justificação superior" para a a escravidão. Contudo, a injustiça da escravidão é tão repugnante que na bíblçia o grande deus chega a recomendar que não se faça escravos dentre o próprio povo (mas isso é contradito em outras partes), mas apenas dos povos vizinhos.

A lógica diz que quem não respeita não merece respeito. Se formos igualar facinoras aos decentes, não se deveria nem mesmo prende-los, pois também uma violação. Assim, a prisão seria justificada apenas na utilidade e não na idéia de justiça. Se estaria sobrepondo o útil ao justo ...e disso decorreria, e decorre, injustiças e desgraças.

Fazer caridade é bom, é desejável e louvavel. Contudo não é obrigação (obriga ação)
...o direito de um a algo, nega o direirto de outros a esse algo ao mesmo tempo. Ou seja direito proibe ação. Porém, é justo conceder direitos meus a quem eu quiser e estabelecido um ACORDO livre, onde eu concedo um direito meu a outro para obter algo, isso então me obriga a cumprir o contrato: cumprir contratos é obrigação por ser fruto de acordo livre, onde eu livremente concedo meu direito a outro, numa troca ou não. Posto que mesmo sem ser uma troca e sim uma concessão posso estar induzindo ação alheia, daí que, sem olhar o futuro prático, torno-me obrigado a cumprir a concessão acordada.

...Desculpe mas já ando tão desanimado que não consigo a mesma vontade de escrever minhas elocubrações, dando-lhes melhor "entorno", de tanto que já o fiz em tantos debates e textos na internet.

Um abração
C. Mouro

Catellius disse...

Corrijindo...

Eu escrevi:

"embora 99% do custo seja rateado entre os que não são vítimas indiretas (ou diretas) de facínoras."

Na verdade, 100% dos cidadãos são vítimas indiretas de facínoras. Os gastos com segurança, a vida atrás dos muros e cercas elétricas o atestam.

Eu me referia aos familiares de assassinados por facínoras. Mesmo assim, desconsiderem a asneira que eu escrevi, he he.

C. Mouro disse...

Caro Catellius, não precisava se preocupar com isso, pois sua inserção foi pertinente, não alterou em nada o que eu afirmei, pelo contrário postou o que eu deveria ter postado.
Apenas fiz o comentário por conta do uso que o tipo fez, sem referência ao "merito" de quem aceita o mau (que não julga o mau e tolera: imagine: eu conviver, sem julgar, com um assassino de crianças, da mesma forma que com sujeito decente). De forma que deixa claro que não há mérito em amar os bons, mas sim em amar os maus.
Sem problemas, caro Catellius, não mudou nada o que eu disse, logo só posso agradecer o complemento.

Abraços
C. Mouro

C. Mouro disse...

Simplesmente perfeito:

"a verdade, 100% dos cidadãos são vítimas indiretas de facínoras. Os gastos com segurança, a vida atrás dos muros e cercas elétricas o atestam."

Os prejuizos e males que facinoras causam são inumeráveis. Os recursos que consomem - esterelizam - são gigantescos: poderiam estar sendo usados em coisas úteis e necessárias, mas são esterelizados pelo consumo dos facínoras e por causa deles. ...São muiiiitos bilhões que fazem falta a hospitais, saneamento, vias de transpote, instrução (escolas) e até mesmo assisntencia moderada àqueles efetivamente necessitados.

Não condeno ajuda espontanea, louvo-a. O que n]ao pode é explorar a população sob tal pretenso argumento falacioso (da misericória).
caridade não é direito de ninguém.

Abração e até a próxima
C. Mouro

C. Mouro disse...

hummmm!

...Só dos medicamentos; sem duvida, com certeza? ...hehehe!

Abração
C. Mouro

André disse...

“Os Direitos Humanos são, como o nome indica, para todos os seres humanos, não só para a família das vítimas.”

Vc está certa, Clarissa, mas alguns criminosos precisam ser tirados de circulação (nem sempre mortos, mas presos, bem presos).

Quanto às minorias (e também as maiorias, he, he) étnicas, não tenho nada contra nenhuma delas.

É muito bom ler as coisas q vc escreve também, C. Mouro.

Ricardo Rayol disse...

Eu li em um blog do qual não me recordo um sujeito derramando indignação sobre o evento em Minas que culminou na morte de 25 detentos. O que acho bizarro são que pessoas sob a guarda do estado morram desse jeito, mas não derramei nenhuma lágrima por isso. Não vi, e n~çao vejo, ativistas de direitos humanos confortando as vitimas de criminosos. Por mim, criminosos como so que mataram o menino Jõa Hélio deveriam morrer de forma cruel e sangrenta e que se foda.

Bocage disse...

Não me oponho à pena de morte por sentir compaixão pelo facínora. Alegro-me quando um perverso morre, principalmente pelas mãos de outro malfeitor. O grande problema é quando facínoras são os que acusam, investigam, “provam”, julgam e condenam. A pena de morte não servirá bem a seus propósitos, como tem servido, aliás, nos últimos 10 mil anos? E devemos ser pragmáticos, caso contrário o Holy Father poderá usar o argumento de que se todos seguissem os ensinamentos de jesus, se todos fossem cristãos bovinos, não existiriam facínoras para deles se aproveitar, rsrs.

A pena de morte vigorou durante dois mil anos de cristianismo, e mesmo na última edição do Catecismo da Igreja Católica lê-se no artigo 2267: “O ensino tradicional da Igreja não exclui, depois de comprovadas cabalmente a identidade e a responsabilidade de culpado, o recurso à pena de morte, se essa for a única via praticável para defender eficazmente a vida humana contra o agressor injusto.”

Julgou-se motivado pela vingança, recorreu-se à tortura, “facínoras” foram espancados, humilhados, perto do estilo das masmorras que esteve em voga até o séc. XIX o reino das trevas assemelha-se mais a um resort a beira-mar. O facínora passou a ser visto como um ser humano, com a prisão passou-se a almejar dar-se o exemplo, tirar de circulação e reeducar (como o Catellius bem colocou) após Bentham e Stuart Mill, nobre Mouro, e não com Jesus Cristo, embora o fictício teântropo (rs) tenha dito todas essas bobagens transcritas por ti e pelo Catellius. Obviamente elas funcionaram como geradoras de culpa para fomentar a necessidade da absolvição, a demanda por absorvedores – os sacerdotes – e contribuíram para a bovinidade do povo, para que se submetesse mais facilmente a tiranos (lembro que a submissão à tirania, a servidão voluntária é muito anterior ao cristianismo).

“Pô, a punição é exatamente a vingança. No mais, vingança é retribuição e justiça é retribuição.”

Vingança é um tipo de punição, mas nem sempre se pune movido ao que se convencionou chamar “sentimento de vingança”. Se o facínora mata meu filho posso matar seu filho por vingança, executar um inocente. Posso matar o facínora por vingança. Contudo, as instituições podem se encarregar de prendê-lo, julgá-lo e condená-lo sem absolutamente nenhum “sentimento”. Após o condenado ter cumprido 60 anos de reclusão, a sociedade, tampouco movida por vingança, poderá achar por bem mantê-lo preso, porque assim foi determinado, assim reza a lei. Deve cumprir sua pena para dar o exemplo, cada dia em que estiver encarcerado. Vingança parece-me motivada pela cólera, parece ser momentânea, ainda que friamente premeditada; a punição pode atravessar gerações e ser mantida apenas para se dar o exemplo, apenas para cumprir o que a justiça determinou.

“O que incentiva a bandidagem de pobres e ricos é a impunidade e o apoio moral que é dado a essa bandidagem através de discursinhos feitos "politicamente corretos" pela moral estabelecida arbitrariamente.”

Foi-se o tempo em que se roubava para comer.
Temos incontáveis fatores, entre eles propensão genética. Mas parte da responsabilidade, tanto pelos bandidos ricos quanto pelos pobres, pode estar na ausência/deficiência de um modelo paterno, posteriormente preenchida, na adolescência, pelo líder da gangue, o chefe da “matilha”. Podemos creditar parte da culpa aos que se opõe aos métodos contraceptivos e ao planejamento familiar – refiro-me especialmente à ICAR - afinal sabemos como "nascem" as mães solteiras...

“Não há qualquer evidência de que a pobreza ou pouca instrução resulte em criminalidade.”

Pais pobres têm menos tempo de dedicação aos filhos, os quais acabam expostos aos traficantes e outros tipos de aliciadores. A ausência do pai, repetindo, acaba contribuindo para que o adolescente busque o modelo masculino no chefe da gangue. Contudo, como bem colocaste, temos facínoras em todos extratos sociais. A sociedade não pode levar a culpa por eles.

“...Desculpe mas já ando tão desanimado que não consigo a mesma vontade de escrever minhas elocubrações, dando-lhes melhor "entorno", de tanto que já o fiz em tantos debates e textos na internet.”

Mas nunca debateste sobre este tema conosco. Talvez tenhas algo a aprender, como sempre aprendemos contigo.. A não ser que tuas opiniões sejam imexíveis, rsrs

Forte abraço

Catellius disse...

Opa!
A discussão está animada!

A relação entre pobreza e criminalidade é sempre evocada pela esquerda, que com isso tenta culpar a desigualdade social, arranjar mais um pretexto para implantar o maldito socialismo. Qual a porcentagem de bandidos no parlamento brasileiro? E qual a porcentagem de bandidos na favela mais violenta do Brasil? Acho que infinitamente menor do que a primeira.

Caro Bocage,

Interessantíssimo o que você escreveu sobre a pena de morte nos 2000 anos de cristianismo, e o artigo do Catecismo que você mencionou, que eu desconhecia. Vivendo e aprendendo, he he.

Na verdade, a ICAR só passou a ser uma “defensora incondicional da vida” após o surgimento do “poder popular”, da opinião pública, da democracia - que Pio IX condenou meio que impensadamente logo após perder os Estados pontifícios, porque ela viria a representar a volta por cima da camaleônica instituição. A ICAR, que já teve exércitos atuando em guerras em pleno século XIX, com o laicismo e a perda de influência direta sobre os governos passou a chantageá-los usando a ascendência moral sobre os eleitores, a opinião pública, em nome de deus. Realmente, antes disso o poder temporal de que a ICAR dispunha a dispensava de ser politicamente correta; podia impor o que quisesse na marra, condenar à morte, ter exércitos, prostitutas em cada corredor do Vaticano, fabricar judeus, como disse Antônio Vieira à época da Inquisição. Muito bem, Bocage! A humanização das cadeias foi preconizada pelos utilitaristas do séc. XIX, não pelos cristãos.

Bom, minha opinião é: Se encararmos a pena de morte como um risco a mais para o facínora, como o risco de morte que existe para o alpinista, até que dava para tolerá-la. O problema talvez esteja no que o Bocage e a Clarissa lembraram: e quando os facínoras são a lei?

Boa noite a todos e uma ótima semana!

Catellius disse...

p.s.

Bocage, que diabos vem a ser "demanda por absorvedores"?

Catellius disse...

p.p.s

Bocage: "A ausência do pai, repetindo, acaba contribuindo para que o adolescente busque o modelo masculino no chefe da gangue."

Entendo que esta possa ser uma das muitas razões, mas a principal é a certeza da impunidade. A falta de repressão ao crime faz com que os criminosos em estado de quiescência eclodam. O criminoso latente sim pode ser explicado pela genética, pela falta de educação, pela exposição ao crime, pelo aliciamento, pela ausência de um modelo masculino ou o diabo.

Falando em Stuart Mill, em pleno séc. XIX ele defendia o voto feminino, direitos financeiros para as mulheres, entre eles o direito à propriedade, o direito de sair do país sem o consentimento do marido (sob a diarquia Salazar/Cerejeiras a mulher só saía do país com a autorização do marido), condenava a submissão da esposa, os tabus sexuais de que era algo, etc. E era um "facínora" que defendia a dignidade dos criminosos já privados da liberdade, sob a custódia do Estado - essa foi para alfinetar o Mouro, he he. Espero que a reação não seja fulminante...

Já que está todo mundo abraçando o Mouro, a Clarissa a mandar-lhe beijos, aí vai o meu também: um abraço, Mouro, e JUÍZO! E para a injustiça, um bom de um CUISP!!!!

André disse...

Nessa rebelião em Minas os caras foram encurralados e depois morreram queimados num incêndio, não sei se acidental. Horrível. Isso não deveria acontecer.

Os que mataram aquele garoto (João Hélio) pegariam no mínimo perpétua em vários estados norte-americanos. E morte em alguns.

Mas a pena de morte vem saindo do cardápio em vários estados. E muitos dos q ainda a mantém vem mudando pra injeção letal. Esta é composta de três substâncias químicas, ministradas separadamente, em seringas distintas: tiopentato de sódio (seda levemente o condenado), bromuro de pancurônio (paralisa o diafragma e os pulmões) e cloreto de potássio (pára o coração).

Está em discussão se esse método realmente produz uma morte indolor ao condenado. Como a pessoa é levemente sedada e tem os músculos paralisados antes de morrer, as testemunhas da execução acham que ela não sofre – e também não correm o risco de ver, por exemplo, fumaça saindo pela cabeça de condenado, como ocorre com a cadeira elétrica.

E pensar que a cadeira elétrica já foi considerada uma forma “humana” de execução. Eu, hein:

At least two jolts of an electrical current are applied with the time and current depending on the physical state of the condemned person. Typically an initial voltage of around 2,000 volts is applied for up to 15 seconds to attempt both to induce unconsciousness and to stop the heart. The voltage is then lowered to reduce current flow to approximately 8 amps. The body of the person may heat up to approximately 138 °F (59 °C), and the electric current will generally cause severe damage to internal organs.

In theory, unconsciousness occurs in a fraction of a second. However, there are multiple reports of things going wrong during the process. There have been incidents of a person's head on fire; of burning transformers, and of a chair breaking down after the initial jolt and letting the condemned wait in pain on the floor of the execution room while the chair was fixed.

In 1946, the electric chair failed to execute Willie Francis, who reportedly shrieked "Stop it! Let me breathe!" as he was being executed.

It turned out that the portable electric chair had been improperly set up by an intoxicated trustee.

A case was brought before the U.S. Supreme Court (Francis v. Resweber), with lawyers for the condemned arguing that although Francis did not die, he had, in fact, been executed. The argument was rejected on the basis that re-execution did not violate the double jeopardy clause of the 5th Amendment of the US Constitution, and Francis was returned to the electric chair and successfully executed in 1948.

Regardless of how the execution is performed, cleaning up afterwards is described as unpleasant. Skin is inevitably burned and prison workers have to separate the burnt skin from the electrodes. The initial flow of electric current may cause the person to lose control over many bodily functions, including muscle movement, urination and defecation. To mitigate this, alterations to modern electric chairs include padding and an inertia style retractable seat belt.

Assim, a injeção letal seria mais humana, mas não para quem vai morrer – médicos dos EUA já atestaram que se trata de um dos mais doloridos meios. O executado morre de dor, mas exteriormente se vêem apenas algumas contrações musculares.

Mas vejam só um os “caveats” da coisa:

Death usually occurs within seven minutes, although the whole procedure can take up to 2 hours, as was the case with the execution of Christopher Newton on 2007.

The controversy surrounding Newton's execution was primarily attributed to the many problems associated with the administration of the injection. In particular, because he weighed 265 pounds, Newton's veins were very difficult to find. It took over two hours and 10 attempts before the execution was completed.

It took so long that Newton was given a bathroom break.

On average, it should take 20 minutes for a successful execution. The problems with Newton's execution occurred less than one year after the 90 minute execution of fellow Ohio inmate, Joseph Lewis Clark.

Clark's execution was notable for a number of reasons. He spent 21 years and 5 months on death row, making him one of the longest-serving inmates between sentencing and execution. He also gave the longest (10 minutes) final statement according to the Department of Rehabilitation and Correction.

Clark's execution also was most notable and controversial because it took officials nearly 90 minutes to complete the process. The problems began when the staff was unable to find two suitable veins to attach the IV lines leading to the lethal chemicals. Clark had an extensive history as an intravenous drug user, making his veins weak and brittle. Under the state's execution protocol, two veins were required with the second serving as backup should the main line fail. After unsuccessfully trying to find a suitable second site for nearly 30 minutes, the staff opted to move ahead with only the single main line.

Shortly after the chemicals began flowing Clark shouted, "It don't work. It don't work," and attempted to raise his head and upper body, according to witnesses. Director of the Department of Rehabilitation and Corrections Terry Collins, on just his second day as head of the department, ordered the curtain to the visitors' gallery closed while execution team members strived to find another suitable vein. It took another 40 minutes before the second vein was found and the execution continued. By 11:26 a.m. Clark was dead.

E finalmente temos a câmara de gás, que não é melhor, claro:

First, the execution technician will place a quantity of potassium cyanide (KCN) pellets into a compartment directly below the chair in the chamber. The condemned person is then brought into the chamber and strapped into the chair, and the airtight chamber is sealed. At this point the execution technician will pour a quantity of concentrated sulfuric acid (H2SO4) down a tube that leads to a small holding tank directly below the compartment containing the cyanide pellets.

The curtain is then opened, allowing the witnesses to observe the inside of the chamber. The prison warden will then ask the condemned individual if he or she wishes to make a final statement. Following this, the executioner(s) will throw a switch/lever to cause the cyanide pellets to drop into the sulfuric acid, initiating a chemical reaction that generates hydrogen cyanide (HCN) gas.

The gas is visible to the condemned, and he/she is advised to take several deep breaths to speed unconsciousness in order to prevent unnecessary suffering. Most prisoners, however, try to hold their breath. Death from hydrogen cyanide is usually painful and unpleasant, although theoretically the condemned individual should lose consciousness before dying. The chamber is then purged of the gas through special scrubbers, and must be neutralized with anhydrous ammonia (NH3) before it can be opened.

Se eu pudesse escolher, ficaria com o pelotão de fuzilamento:

Cinco atiradores, com rifles .30, a 6 metros do condenado, mirando no peito. Normalmente só um atira com munição real, os demais com festim, mas ninguém sabe quem está com a arma carregada pra valer.

Mas já aconteceu dos cinco darem cinco tiros reais, ainda q essa não seja a norma.

Em Utah ainda usam isso, mas só como backup, se a injeção letal falhar.

Heitor Abranches disse...

Sou a favor do porte de armas que o PT tentou destruir. Acho que os cidadãos tem o direito, antes de tudo, de não serem vitimas.

O Ze Dirceu, que fez supletivo de guerrilha em Cuba, se posicionou na epoca contra o porte de armas dos cidadãos por considerar que apenas homens como ele tem o treinamento adequado onde a arma se torna a extensão do proprio corpo.

Ademais, na visão petista os cidadaos não tem direito de defender a sua propriedade. Para eles, quem tenta resistir a invasão de sua propriedade pela força deve ser preso.

Quanto a defesa da vida, o Lula ja deixou bem claro a sua visao quando escalou o senador Mercadante para bloquear a votação da redução da maioridade para menores de 16 anos.

Assim, continuamos, no Brasil com este direito do menor poder matar quantos ele quiser antes dos 18 anos isento de qualquer punição que exceda o recolhimento ate os 21 anos....E por isso que as quadrilhas sempre tem menores de plantão para assumir as broncas quando eles mesmos não são os responsaveis por elas.

Anonymous disse...

Tsc tsc tsc, Andre, vc nao eh um dos 'bons'? Q importa a dor do facinora, a fumaca q sobe de sua cabeca, se esta apita quando atinge ponto de fervura? After all, o sofrimento q causou nas varias vitimas foi muito maior... Vinganca eh retaliacao, desforra, nao? Shame on you, fucking bastards!

Bocage disse...

"Bocage, que diabos vem a ser 'demanda por absorvedores'?"

Era para ser "absolvedores", "que absolvem", "absolventes", rsrs.

André disse...

Ah, anônimo, é fácil falar. Fazer, "executar", é bem diferente...

Shame on you too, little sister.

Mas não quis dar uma de defensor dos "direitos humanos dos criminosos" naquele comment. Só estava sendo ilustrativo mesmo.

Heitor: o PT e suas ONGs quebraram a cara naquele episódio. Esperavam o SIM, deu o NÃO. E foi muito bom.
E acho q se eles pudessem jogariam a inimputabilidade penal pra 30 anos.

O+cioso disse...

huhuhu
Desta vez o Catéquitus lançou a tropa de choque contra o Mouro, como no Expressionista lançou contra a Patrícia M. Dá pra ver que ele, o Bocage, o anonymous e o Holy Father são a mesma pessoa, kkk. A Simone não se manifestou ainda mas certamente o fará na linha do Bocage, dirigindo-se aos outros na segunda pessoa do singular, huhuhu, sendo gentil com a Clarissa! Um só ri com "he he", outro com "rsrs", outra só da sorrisinhos ":-)" e eu só faço "kkkk" - será que também sou o Catéquitus? kkkkkkk
E como o boçal arranja tanto tempo para escrever, só para envolver em suas discussões ridículas a Clarissa, o André e o Mouro? O Mouro e o Heitor percebi não serem o Catéquitus por causa do estilo de fato diferente de escrever e raciocinar. Por isso o Bocage e a Simone não escrevem muito fora daqui. O Catéquitus tem medo de que descubram que o IP é o mesmo, kkkk.
Fui, seus loucos!

o+cioso, o chato disse...

Infelizmente, mais um crime barbaro cometido por um menor 5 dias antes de completar 18 anos ficara impune em Curitiba...

Torco para que um menor destes sequestre, estupre e mate a filha de um dirigente petista para que ele se sensibilize diante desta questao.

Os menores criminosos tem que ser avaliados pelo juiz para que se decida se ele deve ser julgado como menor ou maior.

O+cioso disse...

E o Catéquitus anda descuidando da fala do Bocage. Antigamente ele escrevia com mais "erudição", usava sinônimos mais difíceis, tentava escrever como um português, huhuhuhu. Agora só joga no corretor do Word, por isso o absolvente - que nem existe - virou absorvente. Pelo que eu saiba o "l" e o "r" ficam bem distantes no teclado, kkkk.
Tenho que reconhecer que está divertido, reconheço a engenhosidade do louco do Catéquitus.
E o Mouro até que ficou de saia curta com seus argumentos pseudo-fortes, pseudo-nietzschianos, cristalizados após tantas discussões com outras pessoas estúpidas pela internet. Esse Mouro é um pobre diabo que se acha. Deve ser argentino, kkkkk.

O+cioso disse...

Esse "o+cioso, o chato disse..." não sou eu. Deve ser o Heitor, Às voltas com o tema "menores infratores", kkkk, também querendo animar o bloguixo.

O+cioso disse...

Cacete!
Este blog é muito bom! kkkkkkkk
Nada pode ser mais divertido!

Heitor Abranches disse...

Companheiro o+cioso,

A partir da sua alcunha presumo que que vc deva ser um sindicalista encostado em algum gabinete montado em alguma funcao comissionada, eu chutaria um FC 5 pelo menos com uma gorda verba de representacao. Nunca na historia deste pais tivemos tantas pessoas ociosas em cargos comissionados do Governo Federal. Ave Lula, o presidente mais corrupto da historia do Brasil.

C. Mouro disse...

Caríssimo Bocage,
sinceramente lamento que tenhas dúvidas sobre meu possivel dogmatismo. Na minha estupidez julgava que meu comportamento não as produzisse. Vejo que eu estava enganado. Então, ressalto aqui que estou sempre disposto a aprimorar minhas idéias e cá na rede isso tem ocorrido, seja para fortalecer alguns pontos seja para mudar minha opinião com base em argumentos convicentes que me sejam opostos, e isso já muitas vezes ocorreu e certamente ocorrerá. Gosto de descobrir idéias que me aprimorem.

Em minhas elocubrações imaginava ter deixado clara a diferença que faço entre a idéia de moral subjetiva e objetiva. Aliás, vou citar "de cabeça" algo que se não me falha a memória é de Nietzsche, mas não como apelo à autoridade do sujeito, mas de certa forma vale até como um esclarecimento sobre o que estou tentando dizer, algo assim (nem mem lembro bem se do sujeito mesmo, mas creio que sim:
"eu ataco a moral em nome da moralidade".

Eu interpreto isso justamente como uma oposição entre a moral arbitrária e a moral racional, a pretensão da ética por exemplo, no sentido de julgar a moral. A idéia de moral tende a ser uma interpretação da "verdade revelada" ou de algum "absoluto lógico", porém, na prática, é apenas costumes arbitrarios pretensamente consensuais ou revelados pelo arbítrio de "instancias superiores".

Isso posto, a idéia do "facínora", meramente segundo subjetividades ou ideologias, não é a minha idéia do facínora. Sobretudo entendo o facínora como índole perversa - e esse "perversa" também não é meramente decorrente de subjetividades.
Eu parto do principio que na ambiguidade não há verdade, logo não admito a idéia de justiça onde exista ambiguidade, dado que esta decorre de arbítrios. Como tantas vezes já disse direito, liberdade e justiça são inseparáveis.
Vejamos a minha questão: como descobrir a justiça ou o direito? temos duas alternativas, o consenso UNANIME, que é justo; a revelaão por parte de "entidades superiores" que arbitram a justiça e o direito ou, como única ferramenta a lógica. Até o momento não vislubro outros meios para que possamos vislumbrar o que possa ser a justiça (nada com o aparato judiciário, ressalto). Assim, parto da idéia - já tão repetida - de que o indivíduo solitário no mundo tem direito a tudo, é absolutamente livre. Logo, o surgimento de outro indivíduo que, axiomaticamente, tem o mesmo direito, resulta em interceção de direitos, em ambiguidade: os dois, ou mais, terão direito a tudo. Não é possível. Ou seja, o direito de um a algo exclui o mesmo direito dos demais a esse algo ao mesmo tempo. Cabendo então solucionarmos esta questão, ou complexa equação. Daí que devemos julgar racionalmente a questão sem arbítrios, objetivamente. Por exemplo, um sujeito sobe num coqueiro e colhe um coco. Outro sujeito está sedento, vai morrer se não usufruir da agua do côco. Seja ele capaz ou não de colher cocos, a sua necessidade não lhe confere direito aos frutos da ação alheia; isso seria dar a alguém o direito de escravizar. Mas se todos têm o mesmo direito torna-se difícil entender a escravidão mútua generalizada. E arbitrar que a necessidade cria direitos resultaria em mais arbitrariedades igualmente com bases subjetivas. No fim, não se chegaria a conclusão lógica alguma. Se ficaria dependente do consenso unânime entre subjetividades; se teria que arbitrar ponto a ponto sempre sobre risco de um indivíduo não renunciar a sua subjetividade, impedindo a unanimidade. Isso não quer dizer que se possa fazer concessões subjetivas: eu tenho direito a conceder meu direito a quem eu eleger subjetivamente, até ante apelos emocionais e não só racionais. Digo que tenho prazer de, por vezes, conceder meu direito àqueles que eu arbitrar, espontaneamente. Contudo, não dou direito a ninguém de exigir coisa alguma que seja do meu direito. ...e por aí vai um longo raciocínio.

Voltando a questão o sueito único no mundo, e que só outro com o mesmo direito pode legitimamente limitar seu direito, tem-se que há outras vidas nesse mundo, vidas de animais e vegetais. Contudo, estas vidas não podem legitimamente limitar o direito do homem só. E eu digo que não o podem porque estas outras não respeitam o direito deste homem solitário. Logo, quem não é capaz de entender e respeitar o direito alheio, não pode exigir que lhe respeitem os possíveis direitos, até por não ser capaz de percebe-los, e só fará tal exigência por conveniência e não por consciência. Afinal, animais e plantas não são capzes de debater com o humano, apresentar argumentos que coerentemente segue. Ou seja, a linguagem permite o progresso da razão ao dispensar a necessidade de se "reinventar a roda" individualmente. Fosse assim e não se poderia aprimorar a moral ou a ética, podendo-se estar continuamente julgando sob erro de percepção mesmo que a idéia fosse julgar com justiça; se erraria mesmo tentando ser justo, visando a justiça. Afinal, ser justo não implica em ser infalível. De forma que injusto será aquele que tem consciência de sua injustiça. Quem comete injustiças pode faze-lo por deficiênciade de informação ou percepção, e não será justo atribuir-lhe o caráter de alguém injusto. Daí a validade da apresentação de argumentos para se tentar chegar a um "absoluto lógico", independente do arbítrio de "entidades superiores", costumes estabelecidos, consensos majoritários ou utilitarismo.
Num debate aguém me questionou se a escravidão seria injusta, no que eu afirmei que sim. Então questionaram-me se alguém que desejasse ser por como escravo de outro, tal injustiça lhe seria permitida. E eu respondi que se um sujeito se quer, espontaneamente, sob o comando alheio, ele não será enquadrado na idéia de escravo se sua vontade é obedecer sempre a vontade alheia: tendo ele pleno direito sobre si, sobre sua indoividualidade, tem ele pleno direito de conceder tal direito seu a outro. De modo que não estará sujeito, subjugado à vontade alheia, mas a sua própria vontade; descaracterizando a idéia de escravidão.
_ OBS.: Sempre optamos por um mal menor ou um bem maior, essa será sempre a nossa vontade mesmo que por vezes a outros pareça um absurdo - já tive um longo debate com um sujeito sobre isso, amparando-me na idéia de que não é possível nos elevarmos do solo puxando nossos cabelos para cima; só uma força esterna é capaz. Contudo, é possível que a ação alheia nos limite as opções de modo a nos coagir. Pois que as opções não nos serão livres, e então optaremos pelo que julgarmos mal menor dentre aqueles que O OUTRO(s) nos permitem. Neste caso são outros que estão nos forçando a vontade por meios artificiais, daí coação, coerção e lá mais o raio. Logicamente estarão violando nosso direito e, portanto, apesar de estarmos escolhendo o mal que julgamos menor, isso não decorre livremente, não é justo, e estrá havendo usurpação, coerção ou escravidão; ijusto.
Claro que aqui está demaisiado resumido e sem todos os argumentos possíveis, mas creio que com isso já é possível solucionar algumas aparentes lacunas - em tal debate eu consegui me fazer entender razoavelemte, ajudado sobretudo pela argumentação em contrário, embora o outro específico não tenha concordado, os demais manifestaram-se, ao menos momentaneamente, de acordo com minha argumentação, sem outras divergências. Logo, até o momento tenho tal opinião (foi "pauleira", mas toda a argumentação que me foi oposta foi refutada). Se me tivesse sido opostos bons argumentos, eu declinaria satisfeito da minha opinião inicial, e consideraria tal como um aprimoramento. Como disse o Catellius certa vez, estupidez é insistir no erro só para não "dar o braço a torcer" ...e cá entre nós, o tipo, em sua desesperada tentativa produziu uma asneira colossal. Fato que ocorre em longos debates onde alguém faz o papel de "bruta figura".

A defesa contra a pena de morte sob o argumento de que possa haver erros no julgamento não se enquadra na tese que defendo: só onde não existir dúvida alguma. Ou seja, a pena é justa e depois utilitária. Contudo, não considero-a um imperativo. Como disse, podemos fazer concessões sentimentais ou racionais, mas isso não significa que a pena de morte para um facínora nocivo seja injusta.
Quanto a tal pena defendida com base em subjetividades ou ideologias, ou mesmo em nome da utilidade, não é o que defendo.
Pena de morte ou de prisão são violações aos "direitos humanos". O castigo no mero sentido de agressão ao indivíduo também não é algo tolerável ante a idéia dos "direitos humanos". Ou seja, defender a punição ou o castigo sem a idéia de justiça, de uma retribuição ou de uma violação do direito de quem violou o direito alheio (simetria) vai descambar em utilitarismo puro ou mera emoção vingativa. Contudo vingança pode ser justa ou não: um ladrão ante uma reação da vítima que lhe cause dano, pode almejar vingança, mas esta já não terá haveres com a idéia de justiça mas sim com sentimentos subjetivos. Ou seja, alguém pode almejar apenas vingar-se de uma contrariedade, independente de qualquer análise de retribuição meritória. Na teoria dos jogos já houve quem argumentasse que uma vez havendo um revide, isso descambaria em revides sucessivos. Nada mais errado, pois o tal revide ao revide não se justifica na simetria: se estaria reivindicando a manutençao de uma vantagem assimétrica em próprio benefício.

Quanto a idéia de um código de hamurabi onde: João matou o filho de José, então que se mate o filho de João, é uma interpretação errada ante a idéia de justiça que cultivo. Pois não foi o filho de João que violou o direito alheio, logo, o filho de João não deve ter seu direito violado. Porém, se João violou o direito alheio de viver - há que se JULGAR a questão com TODAS as implicações - injustificadamente (***por favor!***) é justo que se lhe viole o direito até de viver; ou o direito de transitar livre ou qualquer outro que vise lhe retribuir a violação - e em certos casos mesmo a desproporção visando impedir a consecução de uma injustiça. (Há um texto meu que o Tambosi deixou em seu site: "As duas éticas", além de outros perdidos na internet como textos e debates - lá mesmo no tambosi houve um longo debate meu sobre liberdade, que julguei bastante razoável).

Enfim, me é penoso reescrever aspectos que já distribuí em várias ocasiões, que dariam uma boa idéia dos meus argumentos nesta questão que sempre envolverá inúmeros aspectos até formar aquilo que, considero até o momento, coerente como argumentação. O assunto é muito longo, e para mim é penoso reunir toda a rgumentação sobre estas sequências de aspectos visando aparar todas as arestas da minha tese. Contudo, nestas minhas "viagens" por inúmeros textos consegui algo que considero, até então, bons fundamentos. Inclusive o conturbado texto "As duas éticas" foi uma tentativa de criar um princípio norteador, e debati bastante a respeito das questões que ele suscita ante diversos críticos. Uns muito pertinetes, que me ajudaram a dar melhores esclarecimento sobre o que lá escrevi, e outros que apenas tentaram obscurecer a questão com asserções impróprias, mas que também não desprezo totalemte a contribuição.

Já me alonguei em demasia tentando fechar um pequenina parte da questão, e creio mesmo que não consegui plenamente.

Caro Bocage, minhas elocubrações não são imexíveis. Esteja sempre a vontade para opor argumentos às minhas "viagens" por veses "besterentas", mas como digo "todos podemos dizer bobagens, mas que não nos ocorra de dize-las sem compreende-las.

Há alguns dias comecei a adicionar umas locubrações a um velho e breve texto, "Direito e potência", que até pretendo soltar na rede algum dia, e que ajudará mais um pouquinho a ter uma idéia daquilo que penso sob um dos muitos aspectos. Vou procurar um outro que creio ter postado no Blog do Rodrigo ou na Rede Liberal pegando uma carona no Robin Hood do Rodrigo. Se encontrar mando pra cá.

Um forte abraço
C. Mouro

C. Mouro disse...

O+cioso tem por inyuito se dedicar à fofoca, tentando gerar constrangimentos e até cizania.
...hehehe! Devia dedicar-se mais as revistas Caras, amiga, Cntigo e sei lá mais quantas do genero. Creio que estas lhe seriam mais apropriadas. ...hohoho!

Viu só? eu também escrevo "...hohoho!" ...hehehe!

Abraços
C. Mouro

Catellius disse...

Bela descoberta, retardado mental.

Engenhoso O+dioso, que bom que você está gostando do blog. A Luisete e uns outros aí achavam que eu e o Mouro éramos a mesma pessoa só porque concordamos em muitas coisas. E agora sou até o Holy Father, he he. Entre na caixa de comentários do post "Frases de Luminares, onde o Holy Father escreve a mais não poder, e tire suas conclusões. Veja por lá a infinidade de argumentos pró-religião, os testemunhos pessoais... Só o que faltava. Eu não faço mais nada da vida a não ser entrar em blogs e interpretar dez personagens!

Resíduos no Google::

No blog "Sou Conservador sim, e daí?":

"Edson, se fosse você não me meteria com esses caras, são muito falsos e dissimulados, além de mal educados. Passe no blog do Rodrigo Constantino e veja o que o digníssimo Catellius anda espalhando. Parece que o cotovelo dele está doendo e muito!
Obs.: o C.Mouro é um personagem criado pelo próprio Catellius."

No Blog do João Bosco:

"O blog do Catellius (André Catelli) existe, mas quando ele se sente acuado, chama a personagem dele C.Mouro para ajudar no debate. Basta notar o tipo de escrita, ambos são extremamente prolixos, anti-cristãos, pro-muçulmanos, etc. Engraçado também notar que o C.Mouro só aparece quando o Catellius está em dificuldades em seus debates; depois que eles "massacram" os oponentes, o C.Mouro vai embora e dá um tempo."

E no Rodrigo Constantino e por aqui mesmo inúmeros idiotas disseram que somos a mesma pessoa. Até você, O+dioso. E outros anencéfalos como um certo Angelo da C.I.A já escreveram coisas como: "Só um breve comentário sobre o tal C.Mouro: Esqueça, ele é o próprio Constantino."

Se sou o Mouro e o Mouro é o Rodrigo Constantino, também somos a mesma pessoa, he he. Eu sou o Agente Smith, he he, com capacidade para me replicar indefinidamente.

Só estou citando o caso do Mouro porque fica cada vez mais óbvio que somos diferentes em incontáveis aspectos. Ele me corrige a toda hora. É o meu guru, he he. Caso se esforçasse um pouco acabaria até por me convencer da justiça de se instituir a pena de morte - falo sério. Sem puxar o saco, o tal do Mouro é uma máquina de dizer a verdade, he he he.

Para você, um dedo médio em riste!

Clarissa disse...

O+Cioso
Já confessei que te acho uma certa piada e até imagino que te deves divertir a escrever estes comentários :) Eu até acho que em cada Blog faz falta uma voz de «Diabrete traquina» que quer causar instabilidade e por vezes levam-te demasiado a sério. Devo dizer-te que a tua mudança de tom, mais irónica me parece mais consentânea contigo, presunção minha, eu sei, já que não passas de um anónimo no ecran.
Beijo diabrete :)

Clarissa disse...

Meu amigo Bocage
Tenho andado tão atarefada que não consigo acompanhar os comentários deste Blog, que até é o único que visito, por isso quero agradecer teres usado argumentos que eu própria usaria.

Um enorme beijo :)

C. Mouro disse...

Rapidamente, sem arrengas tediosas:

Se invocarmos os direitos humanos, incondicionalmente, contra a pena de morte, teriamos que nos opor à pena contra a liberdade (especificamente prisão) e mesmo contra qualquer tipo de castigo ou punição. Afinal, considero um direito humano a liberdade e a integridade física. Porém, como visto, defende-se a pena de prisão e até a punição como aceitáveis violações aos direitos humanos.

Seria o arbítrio o modo ideal de julgar?

Abraços
C. Mouro

Clarissa disse...

Amigo Mouro
Não me parece de modo nenhum que sejas, ou alguma vez tenhas demonstrado ser dogmático, acho que era pirraça do Bocage, bem pelo contrário, estás sempre disposto para argumentar. Claro que te empenhas e empolgas um bocado, mas eu acho que isso é fruto das tuas convicções e de um verdadeiro «amigo do debate».
Tu levantaste uma questão interessante a da escravidão:
«Num debate aguém me questionou se a escravidão seria injusta, no que eu afirmei que sim. Então questionaram-me se alguém que desejasse ser por como escravo de outro, tal injustiça lhe seria permitida. E eu respondi que se um sujeito se quer, espontaneamente, sob o comando alheio, ele não será enquadrado na idéia de escravo se sua vontade é obedecer sempre a vontade alheia: tendo ele pleno direito sobre si, sobre sua indoividualidade, tem ele pleno direito de conceder tal direito seu a outro. De modo que não estará sujeito, subjugado à vontade alheia, mas a sua própria vontade; descaracterizando a idéia de escravidão. »
O que não falta pela blogosfera são blogs de sexo e de BDSM, há pouco tempo passou cá em Portugal uma reportagem sobre os «escravos» e os «mestres», em que os escravos se voluntariavam para TODAS as ordens do mestre... lembrei-me disso e fiquei a pensar como é que alguém pode encontrar a sua «liberdade» na escravidão.

Beijoca grande

C. Mouro disse...

Porra, Catellius!
...e eu perdendo todo esse divertimento ....hehehe!

Um abração do seu "personagem".
Ah! grato pela referência, mas estou certo que não mereço, me falta habiloidades para tanto.

C. Mouro

...hehehe!

Clarissa disse...

Mouro
Os direitos humanos não são sinónimo de direitos individuais, quanto a mim estão acima destes, pelo que me parece que se alguém viola a «legalidade» dos princípios dos direitos humanos, não me parece que a prisão/encarceramento seja uma incoerência.
Beijocas

Clarissa disse...

Heitor
Como não conheço a legislação brasileira fiquei sem perceber se o que defendes é uma lei, como a dos EUA, em que cada cidadão possa andar armado. Será isso?!
Caso seja, sou definitivamente contra, basta ver os exemplos que nos chegam quase diariamente dos EUA.
Beijocas

C. Mouro disse...

Nobre Clarissa, o que seria o que define escravidão?

Se estar sujeito à vontade alheia, o sujeito que por vontade própria se submete não é um escravo, mesmo que caso nos víssemos FORÇADOS (obrigados a optar pelo mal menor dentre apenas as opções que outro nos permite) a tal, nos dissessemos escravos. Contudo, que se submete livremente não está sendo forçado a nada.
Um assalariado pode opotar por se submeter às ordens do chefe visando um beneficio compensador. Ele não é um escravo, certo? ...mas alguém afirmando que seu salário é demasiado baixo, pode subjetivamente alegar que ele é um escravo ...mas não é!

Não podemos julgar subjetivamente, eu julgo.

Porém, se um sujeito se impuser a outro concedendo-lhe um salário milionário, mas impedindo-o de optar por não realizar tal aparentemente vantajosa relação, então ele será escravo, mesmo ganhando milhões por mês, caso ele prefira uma vida simples a beira mar.
Ou seja, quando a ação alheia nos limitam as escolhas, independente do que subjetvamente julguemos aceitável ou louvável, aí sim, é escravidão.

Abraços
C. Mouro

Clarissa disse...

Mouro e Catellius
Eu cá ando desconfiada que vocês são as únicas duas pessoas da Internet, multiplicam-se em clones e fazem-nos acreditar que eu sou a Clarissa... bem... serei o Mouro? Buáááááá... ainda caio numa crise de identidade ;)

Clarissa disse...

Mouro
:) Rendida à tua clareza.
Sim tens razão.
«Ou seja, quando a ação alheia nos limitam as escolhas, independente do que subjetvamente julguemos aceitável ou louvável, aí sim, é escravidão.»

Beijocas grande Mestre do Debate

José Alberto Mostardinha disse...

Viva:

... aproveita aí e coloca no mesmo saco esses toxicodependentes de merda que andam a custar fortunas aos governos, ou seja aos seus povos contrinbuintes, de todo o mundo.

Por cá há um exemplo concreto do que aqui é dito e que está a ser julgao nos tribunais.

O presidente do FCPorto fartou-se de cometer ilegalidades, vulgo corrupção desportiva, (envolvendo árbitros, dirigentes, etc), para atingir a vitória nos campeonatos.

Os próprios adeptos do clube têm consciência de que isso foi um facto no entanto não se importam com o facto porque o beneficiado foi o seu clube.

Isto é o cúmulo da estupidez e do oportunismo, e não abona nada em favor duma sociedade que se quer inteligente e responsavel.

Boa semana.
Um abraço,

Clarissa disse...

José Alberto
Ou é um grande adepto do futebol, ou esqueceu-se da corrupção política, ex: Maria José Felgueiras que o povo aclamou, Um governo socialista que nada tem de socialista, a Casa Pia e os seus contornos da política e da pedofilia e tantos, tantos...
Portugal não é só futebol.

Clarissa disse...

Quem é que disse essa dos toxicodependentes?
Talvez ainda se possam reactivar os fornos crematórios de Auschwitz!!!!E aproveitamos e vemo-nos livres também dos deficientes, dos ciganos, dos velhos... enfim, todos aqueles que são um peso para os contribuintes!

Clarissa disse...

correcção: também visito o Blog do Bocage

André disse...

Heitor, ele deve ter no mínimo um FC5. Talvez mais.

Nossa, o C. Mouro está empolgado hoje.

"eu ataco a moral em nome da moralidade": acho q é Nietzsche mesmo, C. Mouro.

“A defesa contra a pena de morte sob o argumento de que possa haver erros no julgamento não se enquadra na tese que defendo: só onde não existir dúvida alguma.” O problema é que supostamente não havia dúvida alguma em vários casos de inocentes executados nos EUA. Se fosse possível ter um sistema perfeito, tudo bem. Claro q é um número pequeno dentro do universo de executados, mas ainda assim significativo (esse, o de mortos por erros judiciais e/ou de investigação).

Olha só, o blog saiu da religião pra pena de morte. Qual será o próximo assunto?

"ambos são extremamente prolixos, anti-cristãos, pro-muçulmanos, etc.” Pró-muçulmanos???

Só dá Agente Smith nesse blog pelo jeito.

Agora só falta a Luize Altenhofen, garota propaganda da MRV Engenharia, entrar aqui.

Clarissa, o direito de portar armas no Brasil está sujeito a mil restrições, não é como nos EUA. Eu particularmente gostaria q a legislação aqui fosse como nos EUA. E que as mesmas armas estivessem disponíveis, hummm... Gosto de tiro prático (mas não contra gente, he, he), mas estou há muito tempo longe disso. Só acho que seria legal ter acesso a certas armas (que, de resto, os nossos traficantes aqui já tem - isso sim é preocupante).

Mas entendo sua preocupação com possíveis maluquinhos indo à escola e descarregando suas pistolas e fuzis nos coleguinhas.

E que seriam semi-automáticos - armas automáticas, ou seja, nas quais basta manter o gatilho pressionado pra esvaziar o pente, mesmo nos EUA são ilegais.

Só acho q no Brasil isso aconteceria esporadicamente, não com a freqüência q acontece nos US of A. Porém, também não acredito na tal justificativa “cultural”, aquela q diz q isso acontece o tempo todo lá por alguma razão de ordem cultural, de degeneração cultural norte-americana. Não sei o q é, mas não deve ser por isso.

Inclusive, há uma falsa impressão de q lá haveria um número desproporcional de psicopatas, o q não é o caso. O que acontece é que os casos lá têm uma publicidade enorme, aparecem muito mais. Só como exemplo, a Rússia tem uma quantidade bem maior de psicopatas em sua população. Rostov (e arredores) é assolada por esse problema há décadas. Claro, estou me referindo somente aos psicopatas que cometem crimes. Sabe-se que a maioria da população mundial deles não chega a cruzar essa linha, exercendo sua psicopatia (ausência de emoções, enre outras) de outras maneiras, mas sem “quebrar o contrato social” como dizem.

Sem desobedecer o mandamento "Thou shall not KILL"

C. Mouro disse...

Sempre sutilmente venenosa? ...ou apenas impressão minha?

...Aprecio um bem ministrado "veneno".

Beijos, grande Clarissa.

Vou ter que fugir daqui, ou nada mais farei. Contudo é compensador ser confundido com pessoas brilhantes, e aqui neste excelente blog encontro prazeirosos "eu mesmo".
Sonho em algum dia merecer toda a consideração com que me brindam.

Abração
C. Mouro

Eduardo Silva disse...

Para falar de imperativos categóricos seria melhor conhecê-los para não falar asneiraS como as que foram ditas acima.....Não vou elucidar tal conceito senão vão dizer que estou apelando para a autoridade, e não costumo ser didático, nem propedêutico, com quem explicita opiniões como se ele mesmo fosse a AUTORIDADE.

Não imaginei que alguém, lendo o meu texto, confudisse, infantilmente valores absortos de universalidade com punição por desvios transgressores. Que conclusões mais tartufas....

"Como a vida de um facínora tem o mesmo peso da sua, você não deve mata-lo para salvar a sua, ou será exatamente igual a ele, segundo a voz de paspalhos"
Quem falou de vida igual a outra?
Tirar conclusões errôneas, voluntariamente, apenas para satisfazer uma idéia inexorável, que se quer como inexorável, esse é o grito dos paspalhos. É o que Sartre(esse sem autoridade é claro, quem tem autoridade é o C. Mouro que não é um papagaio, é um "pensador", pelo visto pensador que não lê, e provavelmente não conhece Sartre, pois é uma autoridade) chamaria de Má-fé.

"Aliás, vale uma leitura de Montaigne e Nietzche e se não me falha a memória, Cicero também"

Não lhe falha a memória, lhe falta cognição. Cícero? Nietzsche? Rsrsrsrsrsrsrs!!!!!!

"Por exemplo: um mundo idealizado com todos iguais nos resultados e etc., não é um mundo justo, mesmo que, admito, desejável subjetivamente"
Vigitandibus asinus!!! Quem deseja isso não passa de um Marxista, uma igualdade de resultados resulta em extirpação de liberdade.

Cada coisa!!!

João disse...

Sou totalmente a favor da pena de morte como medida de emergência.

Ainda não podemos custear os bandidos condenados à pena perpétua e acho imoral submetê-los a trabalhos forçados para custear a sua estadia.

Mais imoral ainda é não dar pena perpétua para um assassino profissional, um monstro como os filhos da puta que arrastaram o João Hélio pelas rua, SOLTÁ-LOS PARA QUE FAÇAM NOVAS VÍTIMAS!!!!!!!!!

A prisão perpétua com o custeio do Estado pode ser um luxo quando já tivermos resolvido todos os outros problemas, quando tivermos dinheiro sobrando.

André disse...

“pena de morte como medida de emergência” E se a emergência for igual a CPMF...

“acho imoral submetê-los a trabalhos forçados para custear a sua estadia”

Não há nada errado nisso. O trabalho forçado serviria para custear ao menos parte dos gastos com o preso, pois certamente não conseguiria cobrir tudo.

Catellius disse...

"E se a emergência for igual a CPMF"

ha ha ha ha

Volto às dez para soltar meus costumeiros longos e entediantes comentários.

Clarissa disse...

João
Cá em Portugal, para medidas de emergência temos o 112.

Clarissa disse...

;)
Beijos Mouro

luma disse...

A questão é a garantia do cumprimento da pena e não o tamanho dela. A certeza da impunidade é que garante ao malfeitor a não querer praticar o crime. Quanto à pena de morte, no Brasil nunca vai ser aceita por ser um país religioso. A prisão perpétua traz prejuízo para o Estado. Que construam prisões agrícolas! Beijus

Anônimo disse...

Luma, alguém aí em algum comentário demostrou que a Igreja Católica permite a pena de morte em alguns casos.

André disse...

Hoje estou me sentido muito Brasil Colônia. Se alguém na rua me chamar de Excelentíssimo Senhor El-Rei da Prata, eu atendo.

Amigos, inimigos, aderentes, detergentes e elementos da tabela periódica: deixar-vos-ei sem a minha presença (e, para os detratores, com o benefício de meu silêncio) por incerto tempo, creio que não muito, tendo em vista a proximidade de um certame destinado a preenchimento de vaga em enfadonho, enfastioso, porém bem remunerado cargo estatal.

Poderia adotar o hábito assaz tolo de deixar os afazeres para o derradeiro instante, quiçá para a semana anterior ao dia fatídico, mas a mim me pareceu temerário enveredar por tal caminho.

Previamente escaldado, preferi dedicar-me aos modorrentos alfarrábios com uma distância maior, sobremaneira mais segura, de três semanas.

Contudo, tais diligências que se me afiguram inadiáveis não significam que morrerei (em corpo presente ou virtual, valha-me Nossa Senhora da Casa do Chapéu!) para depois, quem sabe, ressuscitar — testando assim metafísica teoria.

Antes muito pelo contrário: dar-vos-ei o ar de minha graça diariamente, porém paulatinamente e sem intervenções demasiado constantes.

Aos que ficam, desejo-vos sorte em vossos pronunciamentos rascantes, expedientes vetustos, porém pitorescos, sem esquecer de vossos inebriantes chistes e inefáveis apartes. Dentre esses últimos, sobretudo os de nosso Santo Padre, Holy Father, bem como para todos os doutos bizantinos do mosteiro de N. Sa. de Trebizonda que o acompanham.

Hallowed be thy name!

André disse...

Correção: estou me sentiNdo

Agora sim, partirei. As Capitanias Hereditárias me chamam!

Heitor Abranches disse...

Pois e pessoal,

Fiquei muito chateado com mais um crime barbaro cometido por um menor que sequestrou, estuprou, matou e incediou o corpo de uma menina em Curitiba...

Esta vou por na conta do Mercadante que obstruiu na Comissao de Constituicao e Justica a proposta de reduzir a Maioridade Penal para 16 anos.

Este rapazinho, na pior hipotese, sera colocado em liberdade aos 21 anos. Ai, entao espero que escolha a filha de um petista bem importante....

Heitor Abranches disse...

A proposito,

Sou contra a pena de morte...

Sou a favor da certeza da punicao!

O foco da discussao a meu ver deveria ser:

1) uma policia liderada por policiais e nao por advogados;

2) uma investigacao liderada por promotores e nao por delegados;

3) uma policia unificada e desmilitarizada;

4) uma policia com capacidade de investigacao. Afinal, para que serve a Policia Civil???

Heitor Abranches disse...

Prefiro o raciocionio matematico,

10% de chance de prisao x 50 anos de prisao = 5 anos.

50% de chance de prisao x 10 anos de prisao = 5 anos.

Nao adianta agravar penas se nao a Policia Civil nao levantar a bundinha das delegaciais e comecar a investigar os crimes...

Nao sei se vcs sabem mas tem delegados, desculpe doutores delegados que so vao a delegacia para fazer o favor de assinar alguns papeis para depois sumirem....E muita vagabundagem.

Heitor Abranches disse...

Isto para nao mencionar a quantidade de Policiais Civis inuteis para a atividade Policial simplesmente porque nao tem o perfil e a legislacao nao permite barra-los.

Eu mesmo conheco uma policial civil que foi barrada no famoso teste psicotecnico mas como advogada entrou com recurso e entrou na Policia. Dois ou tres anos depois ja estava de licenca medica para estudar para outro concurso ou se aposentar por invalidez.

Heitor Abranches disse...

Para ser justo, ela desenvolveu uma doenca nervosa possivelmente associado a atividade...

Heitor Abranches disse...

Enfim, acho que ha muito a se fazer antes de se iniciar a discussao da pena de morte!

André disse...

Será que mesmo sendo menor ele vai escapar tão fácil assim? É revoltante.

Seria melhor se ele pegasse a filha de um petista? Não acho.
Na verdade, justiça poética hoje seria ver o Aerolula derrapando e explodindo com Lampião e colegas dentro, a cúpula toda, todos os gomos dessa laranja podre.

A certeza da punição é que é o mais difícil. Concordo com os seus 4 pontos, Heitor. Será verdade aquela história de que elevador social e de serviço e essa divisão entre polícia militar e civil são coisas de país atrasado? Li isso em algum lugar. Pode ser...

E agora, last but not least, e aproveitando benfazejo momento no Brasil Colônia, permitam-me uma breve digressão sobre os diabretes anônimos supracitados pela doce Clarissa:

Vós não conheceis a singular característica desses incógnitos que ladram pelas ruas despautérios e aleivosias contra vós, característica esta que atende pelo nome de covardia? Pois é esta a marca dos tipos mais rapaces, não vos esqueceis disso.

Ora, caro Marquês de Catelli, não tardará muito e estarão a dizer que Vossa Mercê, o Marquês de Tamandaré e o Conde de Tuiuti são a mesma pessoa! Faz-me rir tal sandice. Afinal, não dizem o mesmo do nobre C. Mouro e do nosso poeta Bocage?

De minha parte, não tenho mais paciência para esses convescotes de famélicos. Venho de lauto repasto e agora creio que, concluído mais um período até altas horas da matina entre meus alfarrábios, devo me recolher à minha alcova.

Tradução: já comi, vou estudar, depois dormir. Tradução lúdica: primeiro papar, depois estudar, depois nanar.

Até mais, pessoal!

C. Mouro disse...

Uma característica dos imbecis é que como eles não entendem nem o que falam, imaginam que não precisam entender o que os outros falam. Sendo assim, os imbecis se dão a papagaisses e nunca esclarecem coisa alguma. São capazes de falar algo e depois falar que não disseram, caso não estritamente com as mesmas palavras. Isso é lógico, afinal não entendem nem o que falam, já que apenas repetem como papagaios coisas que não entendem. Disso decorre que nunca esclarecem nada, apenas lançam assertivas idiotas.

Não se poderia esperar outra coisa de papagaios que repetem palavras sem nada entender.
...hehehe!
...era de se esperar: alegações pífias de pifios papagaios, que sabem repetir palavras e dizer frases sem fundamento, meras afirmações dignas de colunas de fofocas. ...hehehe!

Abraços
C. Mouro

C. Mouro disse...

Beijos também para você, Clarissa, eu já estou conformado por saber que jamais usufruirei da sua simpatia incondicional. Assim fico melhor comigo mesmo.

sssmaaack!
C. Mouro

Cacau disse...

Discussão de auto nível
Parabens, achei maneiríssimo esse blog!

C. Mouro disse...

Caracoles!

Gostei disso:

"Vivemos na Era da Manada. Afinal, as pessoas querem fazer parte de alguma coisa. Elas adotam ideologias, atitudes e poses daqueles que as cercam. Elas investem dinheiro do mesmo modo que adotam opiniões. Tiram conclusões sem raciocinar. Tomam decisões sem fundamento. É, afinal de contas, um atalho até razoável presumir que algum terceiro já examinou tudo de antemão; que os ângulos já foram calculados, que já foi aberto o caminho seguro pela floresta inóspita. Já pensou no trabalho e estudo necessários para justificar as conclusões independentes de alguém? Quem poderia suportar o gasto de tempo, de esforço e a humilhação ao descobrir que seus pares estão mais interessados nas idéias mais plausíveis à multidão? E, portanto, em sua maioria, os nossos auto-intitulados individualistas são fraudes; seu individualismo é uma pose com a qual enganam a si mesmos e aos outros. O individualista genuíno é visto raramente. Ele prefere evitar um linchamento público e manter-se vivo ao ficar fora do caminho da maioria. Mais de um século atrás, Friedrich Nietzsche notava "o enfraquecimento interior, o desencorajamento e autovexação" dos europeus desgarrados da manada. Ele disse que "a perpétua ênfase das qualidades da mediocridade, como se estas fossem as mais valorosas" estava, progressivamente, transformando "os bem constituídos" em melancólicos." - Jeffrey Nyquist
Tirado do midiasemmascara.

Vale o destaque, sobretudo vindo de quem vem.

Abraços
C. Mouro

André disse...

Gostei dessa parte, C. Mouro:

“Ele disse que "a perpétua ênfase das qualidades da mediocridade, como se estas fossem as mais valorosas" estava, progressivamente, transformando "os bem constituídos" em melancólicos."

E o famoso poema:

I will arise and go now, and go to Inishfree.

And a small cabin build there, of clay and wattles made;

Nine bean-rows will I have there, a hive for the honey-bee,

And live alone in the bee loud glade.

But I, being poor, have only my dreams.

I have spread my dreams under your feet;

Tread softly, because you tread on my dreams.

Civilisation is hooped together, brought

Under a rule, under the semblance of peace

By manifold illusion, but Man's life is thought,

And he, despite his terror, cannot cease,

Ravening through century after century

Ravening, raging and uprooting, that he may come

Into the desolation of reality.

Turning and turning in the widening gyre

The falcon cannot hear the falconer;

Things fall apart; the centre cannot hold;

Mere anarchy is loosed upon the world,

The blood-dimmed tide is loosed, and everywhere
The ceremony of innocence is drowned;

The best lack all conviction; while the worst
Are full of passionate intensity.

(William Butler Yeats)

"Os melhores não têm convicção alguma, enquanto os melhores estão cheios de intensidade passional."

Jeffrey Nyquist:
http://en.wikipedia.org/wiki/Jeffrey_Nyquist Ele diz coisas muito legais às vezes.

C. Mouro disse...

Apesar de não ser dado a tal tipo de coisa, creio ser razoável um esclarecimento, em vista a acolhida que tenho cá neste blog, para o que possa parecer um exagero agressivo, quase gratuito, de minha parte.
Eu cometo minhas leviandades, mas não é o caso aqui em questão.

No blog do Rodrigo Constantino no artigo "A ordem espontânea", 25-05-07, eu fiz um empolgado elogio a um tal de "Augusto" por conta de seu comentário. Para minha surpresa, do nada, gratuitamente, um tal Eduardo Silva faz um comentário logo abaixo do meu:

"C. Mouro e Augusto são a mesma pessoa? (...)"

Nitidamente inconformado com o fato de alguém receber elogio tão enfático, o tipo apela para a desqualificação sugerindo que ambos, elogiado e elogiador(?), são a mesma pessoa. Coisa absolutamente ridícula. Alguém inconformado com a visão de um elogio a outro!

...hehehe! ...HEI! eu também sou o Augusto, escrevo e depois me elogio com empolgação, segundo tipos que não suportam ver elogios a outros ...hohoho!

Quanto a "extirppação da liberdade" é falta de capacidade para compreender o que lê, característica de quem não entende nem o que escreve ...hehehe! ...uma coisa compensa a outra, não é mesmo?

Afinal, alguém que escreve:
"é possível que o próprio processo de globalização seja coercitivo à cultura também"
em comentário ao artigo "Pregando no deserto", 18-05-07, no blog do Rodrigo Constantino, é alguém que não sabe o que é coerção e muito menos o que é liberdade. Onde já se viu alguém considerar que quando as pessoas optam espontaneamente por coisas que mais lhes agradam está havendo coerção ...hohoho! ...o que seria então a livre escolha?
seria o Estado criar proibições e dificuldades para que "seu povo" não pudesse escolher? ...parece que assim entendem: a cultura de um povo é aquela que o Estado determina e até impõe. E livre escolha é escolher entre aquilo que o estado permite ...tsk tsk

Reproduzo aqui meu comentário elogioso ao elogio ao Sr. Augusto:
" Sr. Augusto, seu comentário foi absolutamente magnífico, fantástico em seu brilhante resumo.
Perfeito... ...não há palavras que possam dar a exata grandeza de seu cometário.
Clap! clap! clap!
Forte abraço, C. Mouro
# posted by C. Mouro : 8:40 AM
=================================================================
C. Mouro e Augusto são a mesma pessoa?
Rodrigo seus textos ainda estão bons, porém estão repetitivos, todas essas idéias já foram trabalhadas com a mesma minúncia nos textos anteriores... Seria bom escrever algo novo, supreendente e que cause polêmica, que tenha muitos coments, como eram os mais antigos. O colunista da Veja, Stefen Kanitz diz que o texto não pode ficar na imparcialidade, tem que convencer alguém de algo, e contundentemente...
Essa é só uma opinião de um leitor assíduo do seu blog, se quiser acatá-la, ótimo, senão ótimo também.
# posted by Eduardo Silva : 3:11 PM
=================================================================
ih????????? ....hehehe!
que pobre diabo!
O que o Augusto (escreveu) é elogiavel, pena que poucos escrevem coisas elogiaveis.
...lhes resta a inveja e a intriga! ...hehehe!
Abraços, C. Mouro
# posted by C. Mouro : 4:56 AM

O+cioso disse...

O Pugnetitas é igual ao Scooby Doo.

Daphne: Clarissa
Velma: Simone Weber
Salsicha: André
Fred: Bocage
Scooby Doo: Catéquitus
Falso Monstro: C. Mouro
Estelionatário: Eduardo Silva
Falso Fantasma: Holy Father

kkkkkkkk

O+cioso disse...

E o Hector?

Deve ser o Scooby-Loo

kkkkkkkk

Heitor Abranches disse...

Companheiro Ocioso FC5,

Vc já teve dias melhores....

Heitor Abranches disse...

Companheiro Ocioso,

tsc,tsc,....

A contribuição ´voluntária´ para o PT está em dia???

Paga logo esta merreca que quem sabe vc não vira transportador de mala.

Começa carregando na cueca e depois...

Bocage disse...

Nobilíssimo Mouro,

"sinceramente lamento que tenhas dúvidas sobre meu possível dogmatismo."

É que estavas muito sisudo e enfadado; foi pirraça minha, como disse a Clarissa, rsrs.

"vou citar 'de cabeça' algo que se não me falha a memória é de Nietzsche, mas não como apelo à autoridade do sujeito..."

O honesto argüente cita uma "autoridade" por economia ou mesmo para não levar os créditos por uma idéia que compreendeu e aceitou racionalmente mas que primeiro conheceu por meio da dita "autoridade". Se ao longo da sua prolixa argumentação o difuso Eduardo escreve "Kant disse que", fica implícito que concorda com a visão de Kant. A partir daí, se refutares a visão do filósofo alemão e o Eduardo retorquir "quem és tu para questionar Kant?" ou "Kant disse e me basta", aí sim estará configurado o apelo à autoridade.
O Eduardo cita todos esses autores num emaranhado de termos de filosofês não como apelo à autoridade mas para investir-se de autoridade acadêmica, para que as pessoas, ao não compreenderem o significado de todo aquele hermetismo, julguem-se estúpidas e anuam silenciosamente, simulem compreender para não se denunciarem, ou que lhe peçam explicações e recebam mais hermetismo para enfim desistirem, para que elas o julguem sábio pela erudição e pelo discurso prolixo. Mas não apelou à autoridade. Não estou a entrar no mérito da sua argumentação; nosso caro amigo Eduardo é assim quando acerta e quando erra, rsrs.
E chegamos a um ponto em que tu mesmo te vês obrigado a citar alguém como Nietzsche com ressalvas como essa que isolei de teu comentário. Relaxa, amigo, e cita Nietzsche sem medo de ser feliz, rsrs. Não há mal em se apelar aos argumentos de determinada "autoridade", desde que os tenhas compreendido e saibas defendê-los.

"...mas toda a argumentação que me foi oposta foi refutada"

Bravo, nobre cavaleiro, porém não refutaste tudo.
Principiaste teu texto do seguinte modo:
" Vida longa aos facínoras que destroem vidas inocentes, pois defendê-las não é tão consagrador:
'Amar os amigos até os maus amam, a virtude está em amar os inimigos.'
Ou seja, amar o mau e fazê-lo prosperar é que é o máximo da bondade. Enquanto tal perversão for moralmente consagradora, o mal prosperará em nome do bem."

Truquei:
"A pena de morte vigorou durante dois mil anos de cristianismo, e mesmo na última edição do Catecismo da Igreja Católica lê-se no artigo 2267: 'O ensino tradicional da Igreja não exclui, depois de comprovadas cabalmente a identidade e a responsabilidade de culpado, o recurso à pena de morte, se essa for a única via praticável para defender eficazmente a vida humana contra o agressor injusto.'"
e
"O facínora passou a ser visto como um ser humano, com a prisão passou-se a almejar dar-se o exemplo, tirar de circulação e reeducar (como o Catellius bem colocou) após Bentham e Stuart Mill, nobre Mouro, e não com Jesus Cristo, embora o fictício teântropo (rs) tenha dito todas essas bobagens transcritas por ti e pelo Catellius."

O que tens a dizer? Quando toda a moral estava sujeita ao ranço cristão perseguia-se, matava-se e metia-se em masmorras, e a principal denominação cristã ainda autoriza a pena de morte em determinadas circunstâncias. O que criticas (não sem razão) foi preconizado por filósofos utilitaristas que também defendiam o laicismo, o fim dos moralismos, a igualdade de direitos entre classes sociais, credos, "raças" e gêneros; a liberdade, a independência do homem.

Ambos criticamos o cristianismo. És a favor da pena de morte; então, para ti, foram os cristãos que a aboliram em nome do amor que se deve devotar ao mau, eles que instituíram a pena branda, os indultos e atenuantes. Sou contra a pena de morte; então, para mim, quando a moral se libertou em parte do jugo das religiões passou-se a dar dignidade aos presos, a almejar a sua recuperação, a usá-los como o exemplo e a buscar tirá-los de circulação. Mesmo sem querer somos às vezes vítimas de nossos desejos, rsrs. Prova-me que estou errado, que o que abominas originou-se naquela passagem de Lucas, e mudo de opinião, afinal quero estar sempre certo, rsrs.

"A defesa contra a pena de morte sob o argumento de que possa haver erros no julgamento não se enquadra na tese que defendo: só onde não existir dúvida alguma. Ou seja, a pena é justa e depois utilitária. Contudo, não considero-a um imperativo. Como disse, podemos fazer concessões sentimentais ou racionais, mas isso não significa que a pena de morte para um facínora nocivo seja injusta."

Rendo-me a teus eloqüentes argumentos, ó Mouro.

Forte abraço

Bocage disse...

"Enquanto tal perversão (amai o inimigo) for moralmente consagradora, o mal prosperará em nome do bem."

O mal não prospera em nome do bem apenas deste modo, o mal prosperava em nome do bem antes da torpe exortação do teântropo, se tal perversão moralmente consagradora for extinta o mal poderá ainda prosperar em nome do bem.

Melhor dizer:
"Tal perversão moralmente consagradora é o terreno ideal para o mal prosperar em nome do bem."

Bocage disse...

"Daphne: Clarissa"

Ela combina mais com a Dafne mitológica, que preferiu transformar-se em loureiro a ceder às investidas do belo e prepotente Apolo.
Ótima comparação, néscio.

"Salsicha: André"

Citas com intimidade uma parte anatômica do nosso amigo que desconheço, assim sendo não tenho como avaliar a tua comparação, néscio.

"Fred: Bocage"

Belo sim, rsrs, mas tenho cabelos escuros. E, ao contrário do personagem do cartoon, levaria meus dias a prosear com a Dafne, não a perseguir falsos fantasmas, rsrs.
Néscio!

André disse...

Nossa, deve ter gente q faz isso (escrever e depois se elogiar usando um alter-ego), afinal, a gente sabe que a internet está cheia de gente solitária e anti-social, sem falar maluca. Mas é claro q esse não é o seu caso. C. Mouro, nem o de ninguém aqui. Pode ser o de alguns dos nossos queridos detratores.

Daqui a pouco vão dizer que vc e a Luize Altenhofen são... adivinhe... a mesma pessoa!

É, e eu sou a Ana Hickmann. Na verdade, preferiria ser o marido dela.

“Onde já se viu alguém considerar que quando as pessoas optam espontaneamente por coisas que mais lhes agradam está havendo coerção”. Ah, mas aí nosso pseudo se sairia com aquela: porque são alienados, foram enganados pelos sistema vigente...

“Se ao longo da sua prolixa argumentação o difuso Eduardo...”

É, Bocage... prolixa, difusa e estrambólica. Pegue o sonolento filósofo do direito Hans Kelsen e quejandos, bem como outros “filósofos” (do direito ou seja lá de qual outra área ou “ciência” — falar ciência é mais bonito, cool, dá um certo lustro... hoje todo mundo tem q se sentir parte de alguma “ciência”), o impoluto Kant, algumas frases capciosas de Espinoza, e por aí vai, jogue tudo no liquidificador, bata e dá nisso. E dá-lhe “hermenêutica da propedêutica da filosofêutica, aplicada aos parâmetros cogentes de uma dialética auto-referencial, voltada para um oportuno debruçar sobre a interdisciplinariedade dos processos cognitivos extrínsecos”. Tudo isso para responder a questões como “existe liberdade?” e “quem somos, de onde viemos, para onde vamos?”. Ou, ainda mais vital: “moço, como é que está a carne hoje, está boa?” E tudo isso com gramática ruim, assssinatos de concordância e regência, longos períodos sem coesão e coerência... É o samba do kantiano doido.

Diante disso, tomo uma Neosaldina e também prefiro passar os dias proseando com a Dafne mitológica. Ou com a Clarissa.

Catellius disse...

Excelente, André.

Infelizmente, meus longos comentários das 22:00 ficaram para depois...

Bocage,

"O mal não prospera em nome do bem apenas deste modo, o mal prosperava em nome do bem antes da torpe exortação do teântropo, se tal perversão moralmente consagradora for extinta o mal poderá ainda prosperar em nome do bem."


Você e o boaventuresco "teântropo", he he.
Isso que você escreveu é o óbvio ululante. Agora deu para se ater a picuinhas? he he he!

A diferença gritante é que antes se levava a humanidade agrilhoada, arrastada, enquanto esta gemia e se debatia. Hoje a moral cristã leva os que a ela se submetem pelo nariz, como disse Nietzsche em O Anticristo. Enfia o dedo mínimo na narina do sujeito de dois por dois para levá-lo, qual humilde rês, aonde quer.
Aí está a grande diferença: a sujeição voluntária.

Esclarecendo o óbvio: a sujeição voluntária não nasceu com o cristianismo, mas esta ideologia levou-a ao ponto de bovinidade que conhecemos.

Depois tento comentar o resto.
Abraços

Catellius disse...

E, como provou o Mouro, sujeição voluntária não é escravidão.

É estupidez...

Catellius disse...

leva os que a ela se submetem pelo nariz = leva pelo nariz os que a ela se submetem

he he

O+dioso, se continuar a perturbar, continuarei a moderar.

Eduardo Silva disse...

Nobre C.Mouro, de fato me apraz citar autores, assim como todo livro tem sua referência bibliográfica,e nem por isso o autor é um papagaio, como você tanto exala. Suas tentativas de impugnar minhas idéias se elevaram ao sentimento ávido de reiterar sua expressa volição de autoridade, isso fica límpido quando você escrever seus textos e tem um ataque rude ao mero refutar. Mais um exemplo para elucidar seriam as colações de outras discussões nossas, apenas pelo simples desejo de ratificar a pose que você acredita fielmente ser privilegiada.
Quanto ao meu post, que você não entendeu nada, e como um ser infantil que quando não quer ouvir algo que não lhe agrada grita "lálálálálálálá" acabou dizendo que eu outrossim não entendi o que escrevi.
Se eu sou um papagaio, ao menos reproduzo fielmente, não sou como papagaios que citam autores, seja recorrendo à autoridade ou não, sem saber o que falam. Sugiro que leia antes de citar algumas idéias de outras pessoas para não incorrer no mesmo engano tartufo de dizer, numa perspectiva kantiana, que não há imperativo categórico e que o próprio Kant reconheceu o livre-arbítrio. Ora, uma pessoa que tenha a mínima capacidade de compreender a metafísica kantiana e tenha a lido, saberá que essa tem como fulcro basilar o livre-arbítrio, e isso de forma alguma se contrapõe a idéia a priorística do imperativo categórico. Mas como eu disse não vou ser propedêutico com ninguém.

"Nitidamente inconformado com o fato de alguém receber elogio tão enfático, o tipo apela para a desqualificação sugerindo que ambos, elogiado e elogiador(?), são a mesma pessoa. Coisa absolutamente ridícula. Alguém inconformado com a visão de um elogio a outro!"

Como pode perceber, Mouro, você tirou a conclusão de que eu estava nitidamente inconformado, e tal conclusão foi explanada e presumida apenas para satisfazer ao seu sedento talante de sustentar uma idéia. Eu não estava inconformado, foi apenas um comentário aforístico, sem pretensão, mas isso jamais poderia passar pela sua cabeça, pois não serviria ao seu propósito de fundamentar suas palavras de autoridade-em-si-mesmo.
Não vejo nenhuma discrepância nas minhas alusões a autores e sua referência a Nietzsche.
Quem deseja igualdade de resultados, é o mesmo que deseja a mão protetora do Estado "Dousendourf" intervindo nos resultados de todos a tal ponto que se possa garantir, coercitivamente, que todos cheguem ao mesmo ponto no mesmo momento. Isso é rídiculo, eu poderia estar citando Milton Friedman, em Capitalismo e Liberdade, mas se eu citasse talvez pareceria que estou apelando para a autoridade.

Obrigado.

C. Mouro disse...

Grande Bocage,
tenho que me render quase totalmente ao que você brilhantemente expõe sobre a falácia do apelo à autoridade. Contudo, este pode estar implícito, inclusive pode ser mesmo um apelo à "minha autoridade", como você mesmo denunciou: "não como apelo à autoridade mas para investir-se de autoridade acadêmica". Ou seja, tem por intuito impressionar e constranger através da exibição de autoridade, que pode ser a de uma celebridade ou a própria propagandeada, a fim de que a platéia se renda a seus argumentos(?). A distinção entre a homenagem e a falácia é dificil, vai da análise do contexto.

Agora essa tua eu não entendi, ao afirmares:

"Bravo, nobre cavaleiro, porém não refutaste tudo."

em seguida a citação de parte do que escrevi, sendo esta meu relato de que havia refutado contestações d'aquele que contestava minha afirmação de que ninguém age contra a própria vontade. Pois isso me faz supor que participavas lá da Rede Liberal, porém lá não me contestastes com aquilo que não consegui ou não conseguiria refutar.
Penso que houve confusão, além de essa tua citação não ter sido completa, causando uma impressão errada do que relatei assim:

"embora o outro específico não tenha concordado, os demais manifestaram-se, ao menos momentaneamente, de acordo com minha argumentação, sem outras divergências. Logo, ATÉ O MOMENTO tenho tal opinião (foi "pauleira", mas toda a argumentação que me foi oposta foi refutada)."

Bem, quanto a questão da moral consagradora é preciso avisar às pessoas que invocam seu cristianismo como moral que as impele serem contra a pena de morte, referindo-se contrárias ao ódio e à vingança em favor do amor, dizendo que o perdão é nobre, que só deus pode tirar a vida, que não devemos ter ódio no coração e que tais, não estão seguindo o que aprendem nas igrejas e nos falatórios comoventes de bons cristãos, não, elas estão enganadas. Pois que aprenderam isso com Bentham e Stuart Mill.
Acho curioso, nobre Bocage, que as pessoas invoquem o cristianismo como moral contrária a pena de morte, mesmo que assim sejam não por conta do "bondoso cristianismo", mas por conta de Bentham e Stuart Mill. Minha empregada, por exemplo, me engana dizendo-se contra tal pena baseada na moral cristã, invocando JC e o raio, quando em verdade ela assim pensa baseada nas teses de Bentham e Stuart Mill, como afirmas. Vou dar-lhe um esporro por me enganar assim, bem como vou desmascarar tantos outros que enganam dizendo-se movidos pelo cristianismo, quando na verdade o são pelas teses de Bentham e Stuart Mill, como afirmas.

Bocage, a Igreja praticou atrocidades sim, e as pratica ainda, mas não a vejo fazer propaganda moral do que resultou em atrocidades, a pregação oficial e oficiosa do cristianismo não defende pena de morte. Ora, o ambiente moral, o senso comum a tal respeito se deve à idéia que se faz do cristianismo.
Na TV mesmo, já vi padres e assemelhados discutindo a pena de morte, a maioria contra e um velhote magrelo a favor (os debates não eram sempre entre eles apenas). A lei pode se dar por conta dos pensadores, mas o populacho segue mesmo é o que lhe dizem em nome da moral cristã, e não em nome das teses de Bentham e Stuart Mill.
O que vai na cabeça da população é a idéia moral do "amor ao próximo", do perdão e de toda essa arenga cristã, a interpretação do que seria a moral cristã.

Claro que muitos que se querem espelhados no modelo moral não afirmam que se guiam meramente pela pregação religiosa. Muitos apenas fazem caretas de repúdio, como se tal fosse argumento.
Outros, apelam aos efeitos utilitários dizendo que não resolve, e sendo assim, não se deve aplica-la por não resolver. Porra! se formos aceitar tal bobagem como argumento contra a pena de morte, por coerência devemos também ser contra qualquer pena, já que nenhuma resolve plenamente. Que tal?

Quanto a pergunta que me fazes:
"O que tens a dizer? Quando toda a moral estava sujeita ao ranço cristão perseguia-se, matava-se e metia-se em masmorras, e a principal denominação cristã ainda autoriza a pena de morte em determinadas circunstâncias"

Vejamos:
Já muitas vezes me referi à moral dupla cristã. Quando "por cima" é uma coisa, mas se em risco outra. A própria bíblia é contraditória, e cada um pode pegar a parte que interessar.
Esquece-te da máxima: "Faz o que eu digo mas não o que faço" ?

Ora, os tais de "comunistas" ou socialistas também pregam uma coisa, mas quando estão no Poder agem diferente. Um militante comunista diz-se a favor da igualdade e lá mais o raio. Contudo nos países ditos comunistas ou socialistas, quando os líderes ideológicos ocupam o Poder tudo é diferente. E então...

Então o que tens a dizer? que os militantes de bandeiras vermelhas e lá mais das couves, não são motivados pela ideologia socialista, popularmente marxista, comunista ou lá o raio que for, SIMPLESMENTE PORQUE QUANDO OS LÍDERES ESTÃO NO PODER TUDO É DIFERENTE DO QUE AFIRMAM COMO META?

Bocage, foste perverso. Pois sabes que explicar tal questão é complicadíssimo.

Pô, Bocage????
“És a favor da pena de morte; então, para ti, foram os cristãos que a aboliram em nome do amor que se deve devotar ao mau”

NÃO, caro Bocage, eu não disse isso. Eu não falei sobre a prática legal, pô. Eu falei de senso comum moral.
Para você os pregadores cristãos andam por aí pregando que JC quer a pena de morte? que essa é a moral cristã, e não a do “amor ao próximo” e etc.?
As leis e a moral podem relacionar-se, mas têm lá seus espaços. Eu falei de exibição moral, falei de ostentação de superioridade ante a moral vigente.
Os motivos dos legisladores para estabelecerem as leis eu desconheço. Mas para a povança, o cristianismo é contra a pena de morte. Basta ler por aí tantos que dizem: “eu como cristão sou contra a pena de morte”. Esse é o senso comum para a moral cristã.
Qual argumento objetivo contra a pena de morte?

Abração
C. Mouro

Roberto Eifler disse...

Caros amigos.
Concordo em princípio com todas as afirmações de C. Mouro em seu post, aliás muito bem argumentadas.
O assunto envolve muitas questões, mas, para ser sucinto, minha posição é a seguinte:
1- A vingança é um atributo que faz parte da máquina moral genética do ser humano.
2- A moralidade surgiu da socialidade. Para viver em sociedade, o predecessor do homo sapiens introjetou no DNA a noção de justiça, que é mais bem expressa pelo termo inglês fairness, que significa, digamos assim, eqüidade. Quem não retribui com eqüidade, merece vingança (isto é, justiça). A vingança (justiça) tem dois objetivos: um (pessoal), aplacar o profundo mal-estar desencadeado por uma ação iníqua; o segundo (social), servir como exemplo, para que ninguém caia na tentação de cometer a mesma ação iníqua. Toda a teoria do Direito que veio depois disso é ideológica.
3- Essa é a Tese, que faz parte do repertório mental de todo ser humano. Nos dois últimos séculos, o pensamento ocidental, representado principalmente pelos intelectuais franceses, desenvolveu a Antítese, que é o questionamento racional da Tese e o desenvolvimento do “outro lado” da Tese. Esse desenvolvimento foi muito fecundo e tem preenchido os vácuos da, digamos, positividade da Tese.
4- O problema é a que a Antítese, que é apenas uma antítese (e não uma verdade), foi adotada como Nova Tese pelos leitores apressados, ideólogos esfaimados e seguidores da moda em geral, resultando daí um idealismo (no pior sentido) que abarca tanto a Marcha para o Campo de Pol Pot como a Declaração dos Direitos do Homem da ONU.
5- Tese e Antítese não se unem numa síntese, como sonhavam Hegel e Marx, cada um à sua maneira. Tese e Antítese são concorrentes, complementares e antagônicas, e o pensamento humano, tendo chegado a este ponto, tem de desenvolver-se mantendo-as íntegras em sua relação dialógica.
6- CONCLUSÃO 1: sociedades estáveis como as da Europa Ocidental podem se dar o luxo de experimentar (e é o que têm feito, sem que se saibam os resultados a longo prazo) incluir princípios idealistas deduzidos da Antítese na estrutura formal da Tese.
7- CONCLUSÃO 2: sociedades em formação (como Uganda e Brasil) devem se preocupar primeiro em se tornar sociedades estáveis seguindo o direito natural da Tese (que é o verdadeiro direito natural, ao contrário do “Direito Natural” dos antitéticos idealistas).
8- CONCLUSÃO FINAL: deve haver pena de morte no Brasil, mesmo que isso implique na execução de inocentes, e sua execução deveria ser pública e, de acordo com a gravidade do crime, processada através de suplício tipo mutilação e desmembramento progressivo.
COMENTÁRIO: o Brasil está na Idade Média mas vive (vide Matrix) no mundo virtual da Europa. Deveríamos resgatar um pouco da positividade medieval antes de brincarmos de construir uma nação moderna.
Penso que vou ser tachado de conservador depois deste comentário, o que vou tomar como um elogio.
Abraços,
Roberto Eifler.

André disse...

Se a sujeição é voluntária, a estupidez é certa.

“Outrossim”... iiirc!

Aí, C. Mouro, o de sendento talante, cuidado com suas volições de autoridade, tanto a priori como a posteriori, privilegie sua pose, que vc não é bobo, grite "lálálálálálálá" à vontade, isso é bom, mas olha os enganos tartufos!

Só não me venha com a propedêutica, pois senão eu é que vou ter que vir com a solucionêutica! Assim como toda problemática tem sua solucionática.

Resumindo: continue sendo quem vc é e escrevendo o q vc escreve, q está ótimo, he, he.

E não brigue com sua empregada.

Esse "bondoso cristianismo" é o que mais faz falta no... cristianismo.

Grande Eifler! Precisos seus apontamentos sobre vingança, moral, fairness, etc.

“Toda a teoria do Direito que veio depois disso é ideológica.” Certo, na mosca.

Sim, deram uma elasticidade “pau pra toda obra” à antítese.

“sociedades em formação (como Uganda e Brasil)...” Há, há, há, vc pôs a terra de Idi Amin e a nossa no mesmo saco, gostei da sinceridade.

Bom, a pena de morte inevitavelmente implicará na execução de inocentes. Se dependesse de mim, crimes graves e políticos admitiriam execução pública (forca ou fuzilamento).

Como não puniria crimes mais leves com a morte, minha 2ª opção (injeção letal), seria arquivada.

Nada de mutilação ou desmembramento progressivo. Sim, eu sei, ia juntar a maior ratatuia em volta, daria muito Ibope, mas eu não chegaria a tanto. Mas gostei da sua ironia "calcada na realidade", sem negar nossa selvageria atávica, que ninguém tem coragem de discutir abertamente.

Mas essa conversa me lembrou daquela técnica inglesa (lembra de Guy Fawkes e da Conspiração da Pólvora, para explodir o Parlamento?):

Hanged, drawn and quartered.

It was only applied to male criminals. Women found guilty of treason in England were burnt at the stake, a punishment abolished in 1790.

Until 1814, the full punishment for the crime was to be hanged, drawn and quartered in that the convict would be:

1. Dragged on a hurdle (a wooden frame) to the place of execution. (This is one possible meaning of drawn.)

2. Hanged by the neck for a short time or until almost dead. (hanged).

3. Disembowelled and emasculated, and the genitalia and entrails burned before the condemned's eyes (This is another meaning of drawn. It is often used in cookbooks to denote the disembowelment of chicken or rabbit carcasses before cooking).

4. Beheaded and the body divided into four parts (quartered).

Typically, the resulting five parts (i.e. the four quarters of the body and the head) were gibbeted (put on public display) in different parts of the city, town, or, in famous cases, country, to deter would-be traitors who hadn't seen the execution. Gibbeting was abolished in England in 1843. After 1814 the convict would be hanged until dead and the mutilation would be performed after death. Drawing and quartering was abolished in 1870.
The condemned man would usually be sentenced to the short drop method of hanging, so that the neck would not break. The man was usually dragged alive to the quartering table, although in some cases men were brought to the table dead or unconscious. A splash of water was usually employed to wake the man up if unconscious, then he was laid down on the table. A large cut was made in the gut after removing the genitalia, and the intestines would be spooled out on a device that resembled a dough roller. Each piece of organ would be burnt before the sufferer's eyes, and when he was completely disembowelled, his head would be cut off. The body would then be cut into four pieces, and the king would decide where they were to be displayed. Usually the head was sent to the Tower of London and, as in the case of William Wallace, the other four pieces were sent to different parts of the country.

Há também o esventramento:

Este terrível suplício era feito numa mesa sobre a qual havia uma roldana e um sistema de cordas e pequenos ganchos. O carrasco abria o ventre da vítima, que se encontrava amarrada sobre a tábua de maneira a não poder debater-se, em seguida introduzia os ganchos na abertura prendendo-os firmemente às entranhas do condenado. Ao manipular a roldana, as entranhas da vítima eram lentamente puxadas para fora, com ela ainda viva. Esta agonia podia prolongar-se por horas e até dias. Quanto mais tempo demorasse a morte, ou seja, quanto mais o condenado sofresse, maior seria considerada a perícia do verdugo.

Bom, hoje o Dia de Guy Fawkes é mais ou menos uma malhação de Judas. Com versinhos:

Remember, remember the fifth of November,
Gunpowder, treason, and plot,
I know of no reason why the gunpowder treason
Should ever be forgot.
Guy Fawkes, Guy Fawkes, 't was his intent
To blow up the King and Parliament.
Three score barrels of powder below,
Poor old England to overthrow;
By God's providence he was catch'd
With a dark lantern and burning match.
Holloa boys, holloa boys, make the bells ring.
Holloa boys, holloa boys, God save the King!
Hip hip hoorah!

A penny loaf to feed the Pope.
A farthing o' cheese to choke him.
A pint of beer to rinse it down.
A faggot of sticks to burn him.
Burn him in a tub of tar.
Burn him like a blazing star.
Burn his body from his head.
Then we'll say ol' Pope is dead.
Hip hip hoorah!
Hip hip hoorah hoorah!

A segunda estrofe não é mais usada, por causa da (hoje incômoda) referência ao Papa.

André disse...

“o Brasil está na Idade Média mas vive (vide Matrix) no mundo virtual da Europa. Deveríamos resgatar um pouco da positividade medieval antes de brincarmos de construir uma nação moderna.”

Incisivo, irônico e ao mesmo tempo verdadeiro. Às vezes a gente tem opiniões que ficam acima de qualquer interpretação, e isso incomoda.

João disse...

Quando eu escrevi que sou a favor da pena de morte na situação atual do Brasil e que a prisão perpétua com o custeio do Estado pode ser um luxo quando já tivermos resolvido todos os outros problemas, quando tivermos dinheiro sobrando, o André disse "E se a emergência for igual a CPMF...". E agora aplaude o Roberto Eifler que em outras palavras disse a mesma coisa que eu.
Nada mais triste do que ser volúvel e tendencioso.

João disse...

Achei animalesco isto que o senhor Roberto Eifler escreveu:

deve haver pena de morte no Brasil, mesmo que isso implique na execução de inocentes, e sua execução deveria ser pública e, de acordo com a gravidade do crime, processada através de suplício tipo mutilação e desmembramento progressivo.

André disse...

Eu não sou contra a pena de morte. Só acho q qualquer coisa lançada em "situações emergenciais" no Brasil tem grande chance de nunca mais ir embora.

E o Eifler não disse o mesmo que vc.

Bom, vc pode me achar volúvel, tendencioso... eu não me acho. Sei que sou contaditório às vezes, admito isso. Já fui até advertido algumas vezes aqui, mas acho q faz um tempo desde a última.

Fique à vontade.

Quanto ao "animalesco", não se preocupe: meu lado animal está consideravelmente bem enjaulado e sedado. E imagino q o Eifler, q não tive o prazer de conhecer pessoalmente, seja muitas coisas, mas não animalesco. Na verdade, ele me parece muito mais civilizado e cordato do que eu às vezes.

André disse...

contraditório, corrigindo...

C. Mouro disse...

Caracoles!
O post do Eifer foi tão genial que estou meio tonto ainda.

Caro Eifer, quando se fa na lamentável infelicidade de morrerem inocentes é um exagero. Acho que seja algo inevitável. É possivel evitar que se condene inocentes à morte ou fazer com que a dúvida seja mera formalidade lógica, se são eliminada completamente.
O que o infernalmente inspirado André comentou sobre julgamentos, é mera questão de aumentar o rigor em favor da objetividade, e no mais onde não houvessem provas cabais que fosse prisão; custeada pelos internos - e prisões separadas conforme o tipo de crime e de criminoso. Fora isso, muitos inocentes são mortos covardemente por bandidos, e as "boas pessoas" parecem não ligar muito, como demonstrei. Tanto que defendem penas e regalias que botem o bandido na rua, e ele então MATA mais inocentes e destrói familias inocentes.
Tens coragem, a coragem dos bons.
Magnífico comentário, o complemento perfeito, tocou em aspectos realmente geniais, primoroso mesmo.

Sobre a forma de execução, considerando alguns crimes de que se tem noticia, entendo sua revolta para alguns poucos casos mais escandalosos que revoltam profundamente dada a perversidade e covardia dos facínoras. Contudo, eu defenderia que bastariam ser abandonados numa cela, seria o bastante. Mas não o critico de forma alguma.

André, estou rindo e apreciando sua fenomenal inspiração, foste "brutal" ...hehehe! Um verdadeiro show, revelas um talento real para a coisa. Muiiito bom mesmo.

Forte abraço
C. Mouro

C. Mouro disse...

Corrigindo:
onde se lê:
"Acho que seja algo inevitável"

Leia-se:
NÃO acho que seja algo inevitável.
/
Há recursos que combinados e bem aplicados permitiriam margem desprezível de erro. Aliás tais metodos não são usuais porque seriam tão úteis para se atingir a verdade, que são demasiado perigosos para os donos do Poder.

Abraços
C. Mouro

C. Mouro disse...

Ah! ia me esquecendo:

Lálálálálálálálálalá ...Larííííílálálá ...hohoho! láláláálálálálá....

PQP! repetir a mesma asneira mesmo depois de alertado? Lálálálálálálá!

É capaz do tipo ser o mesmo lá da Rede Liberal, que também era "bibliotecário" e dizia-se kantiano.
Pena que as asneiras cabeludíssimas se perderam. ...hehehe!

Abração
C. Mouro

C. Mouro disse...

Repito o André:

Grande Eifler! Precisos seus apontamentos sobre vingança, moral, fairness, etc.

“Toda a teoria do Direito que veio depois disso é ideológica.” Certo, na mosca.

Uma paulada no olho da mosca.

Abraços
C. Mouro

Catellius disse...

Grande Mouro,

"Minha empregada, por exemplo, me engana dizendo-se contra tal pena baseada na moral cristã, invocando JC e o raio, quando em verdade ela assim pensa baseada nas teses de Bentham e Stuart Mill, como afirmas."

Ha ha ha! Ficou engraçado!

E agora vou defender o Bocage, he he, porque antes do iluminismo, quando o cristianismo ditava sua moral ao povo europeu e ao das colônias, manipulando-o como a um títere, salvo raríssimas exceções ninguém se opunha à pena de morte para facínoras, estupradores de crianças, assassinos vis, etc. Se agora, em nome do cristianismo, adota-se uma opinião nunca antes defendida pelo rebanho temos que buscar a explicação para tal fenômeno, não creditá-lo ao cristianismo apenas porque a empregada repete o que o padre cospe do alto do púlpito aos domingos. Foi uma revolução interna do cristianismo, sem motivação externa, uma “volta às origens”, ou foi uma manobra camaleônica da ICAR, conforme eu escrevi (e repito abaixo)?

"Na verdade, a ICAR só passou a ser uma “defensora incondicional da vida” após o surgimento do “poder popular”, da opinião pública, da democracia - que Pio IX condenou meio que impensadamente logo após perder os Estados pontifícios, porque ela viria a representar a volta por cima da camaleônica instituição. A ICAR, que já teve exércitos atuando em guerras em pleno século XIX, com o laicismo e a perda de influência direta sobre os governos passou a chantageá-los usando a ascendência moral sobre os eleitores, a opinião pública, em nome de deus. Realmente, antes disso o poder temporal de que a ICAR dispunha a dispensava de ser politicamente correta; podia impor o que quisesse na marra, condenar à morte, ter exércitos, prostitutas em cada corredor do Vaticano, fabricar judeus, como disse Antônio Vieira à época da Inquisição."

O mesmo sobre o aborto. Escrevi no Expressionista:

“O aborto foi largamente praticado durante o Império Romano e também após a sua queda. O próprio Tomás de Aquino, com sua esdrúxula “tese da animação tardia do feto”, contribuiu para que a Igreja tivesse uma certa tolerância para com o aborto até a data de sua proibição, 1869, decretada por Pio IX.
Tomás de Aquino escreveu:
“A grande interrogação sobre a alma não se decide apressadamente com juízos não discutidos e opiniões imprudentes; de acordo com a lei, o aborto não é considerado um homicídio, porque ainda não se pode dizer que exista uma alma viva em um corpo que carece de sensação, uma vez que ainda não se formou a carne e não está dotada de sentidos”.
Tomás de Aquino defendia que o aborto pecaminoso acontecia quando o feto adquirisse forma humana reconhecida, quando ele receberia uma alma (ho ho). A posição do mais importante teólogo Católico - ao lado de Agostinho de Hipona, o qual também apoiava o aborto em determinadas circunstâncias -, foi aceita oficialmente pela Igreja em 1312, no Concílio de Viena.”

Casualmente, o aborto só começou a ser combatido após Pio IX, quando a ICAR perdeu os Estados pontifícios e a influência direta sobre os governos, retomada pontualmente durante ditaduras do séc. XX.
É óbvio que a sua empregada condena o aborto baseada também em JC, afinal tudo o que para ela é bom vem do homem-deus e tudo o que é ruim vem do tinhoso.

O Eifler disse:

“3- Essa é a Tese, que faz parte do repertório mental de todo ser humano. Nos dois últimos séculos, o pensamento ocidental, representado principalmente pelos intelectuais franceses, desenvolveu a Antítese, que é o questionamento racional da Tese e o desenvolvimento do “outro lado” da Tese. Esse desenvolvimento foi muito fecundo e tem preenchido os vácuos da, digamos, positividade da Tese.”

Brilhante e, “coincidentemente” aponta para o mesmo que eu e o Bocage dizemos: estes conceitos surgiram após o iluminismo, com os utilitaristas, não com JC, embora possamos ler todas aqueles péssimos ensinamentos nos evangelhos, além do “estive preso e não me visitaste”, etc.

Eu poderia dizer: “Minha empregada, por exemplo, me engana dizendo que sentiu ódio por influência do demônio, invocando JC e o raio, quando em verdade ela assim agiu baseada no seu DNA." A sua empregada, Mouro, ama por causa de Jesus, sente ódio por causa do demônio, defende a família invocando JC e o raio, se traísse o marido seria por obra do demônio, condena a misoginia invocando JC, etc. E como ela desconhece a história do combate à misoginia e credita tudo o que é bom a JC por influência dos padres e tudo o que é mau ao demo, por influência dos mesmos padres, logo é por causa do Evangelho que todos buscam a solidez da família, que se respeita o próximo, que se ama, que se perdoa, que se vive, que se condena a misoginia, que se defende a liberdade? Ora, qualquer avanço humano que ocorra APESAR das religiões, após um tempo estas o incorporam à própria doutrina e passam a receber os créditos por ele. Ou aderem ao politicamente correto apenas para fazerem frente ao pragmatismo dos governos e entrarem nas “grandes discussões”, como nas questões sobre pesquisas com células-tronco, AIDS, eutanásia, pena de morte, aborto, anencefalia, ortotanásia, porte de armas, etc. TUDO o que se coloque do lado da vida, seja ela de facínoras ou de inocentes, para sua empregada vem de Jezuis.

A maioria do rebanho religioso, principalmente o pouco esclarecido, pouco ou nada lê da Bíblia e quando lê pouco entende. Você sugere que ela não tinha uma opinião formada a respeito da pena de morte, leu a Bíblia e passou a combatê-la baseada no que leu? Ou porventura ouve padres/pastores dizendo, quando o assunto entra em pauta, que “cristão não pode ser favorável à pena de morte porque JC...” etc.?

E você ainda pode dizer: a glossolalia e as catarses dos evangélicos surgiram por causa de Jesus Cristo e do pentecostes. Eu refutarei mostrando que a origem foi William Seymour, o pietismo inglês, a influência dos ritos de catarse do vodu quando tal religião chegou a Nova Orleans, etc., e que o pentecostes bíblico foi apenas o pretexto para se introduzir tais práticas no cristianismo pelos negros americanos. E você poderá dizer: “ah, então minha empregada me engana quando diz que faz isso sob influência do Espírito Santo e do pentecostes, quando em verdade ela assim age baseada nas teses de William Seymour e do pietismo inglês, como afirmas.”

Enfim, falei demais, he he.
Não entendi nada desse negócio com o Bocage, Frente Liberal, etc.

Grande abraço.

Catellius disse...

Caríssimo Eifler,

Obrigado pelo precioso comentário, após o qual o Mouro virou um piedoso católico e eu um evangélico de terno curto. "Suplício tipo mutilação e desmembramento progressivo" em praça pública e sem muito medo de se enviar inocentes ao patíbulo. Ha ha ha ha. Confesso que é uma proposta e tanto. Se podamos as árvores que cresceram demais por que não podar os facínoras que invadiram o espaço alheio? Guilhotinar a cabeça inferior de um estuprador, cortar a língua do caluniador, furar os olhos do espião, estourar o tímpano do que faz escutas ilegais, cortar os braços do espancador de crianças, amputar o nariz de quem o mete onde não foi chamado...

Fico pensando no parlamento brasileiro... O TSE criando cotas para candidatos fisicamente íntegros, he he. Cotas para os fisicamente íntegros em empresas e universidades, a abolição definitiva das escadas, a falta de criatividade nas fantasias de carnaval – todos de capitão gancho – os leprosos tendo que ouvir “porra, você é mais mau do que eu, heim?”, e assim por diante, he he he.

Um grande abraço.

Anonymous disse...

Quando todos estiverem amputados, os 'bons', ainda com bracos e pernas, serao enfim super-homens nietzschianos, capazes de pular corda e jogar amarelinha.

C. Mouro disse...

Grande Catellius,
a minha empregada foi um exemplo, masmesmo os carolas muito cultos espalhados por blogs e sites costumam afirmar: "eu como cristão sou contra a pena de morte". Isso é um fato. Como é um fato que a moral cristão predomina. Porém, sobretudo diante da atual situação, muitos cristãos dizem "que deus me perdoe, mas sou a favor", talvez até a pena fosse aprovada se posto em votação.

Voltando à empregada, ela quase dava um ataque quando eu defendia a pena de morte. Depois de se habituar com a idéia, atualmente ela defende, simplesmente por não se sentir constrangida com isso, pelo menos na minha casa. É a pressão moral, o apoio comunitário ou o raio. Bandidos, antes, ao serem presos sentiam-se envergonhados (100%) atualmente eles consideranm-se aceitáveis e por vezes se orgulham.

Eu não creio em deuses, e o Bocage me diz que isso faz com que eu, defendendo a pena de morte, quero que a religião lhe seja contrária. Da mesma forma, um ateu que é contra a pena, quer que a religião seja a favor. Contudo, a moral cristã atualmente defendida pelos religiosos não é a mesma que mandava hereges para a fogueira. O comando, a disseminação religiosa é que tem potência para manipular valores.

Como eu disse, nos países onde o Soicialismo/"comunismo" foi implantado a coisa difere daquilo que os seguidores afirmam antes de estarem no Poder. O que direimos então? que não é a ideologia socialista/"comunista" que faz com que os tipos façam aquela pregação de igualdade, povo no Poder e blábláblá?

A idéia, o atual senso comum é que JC é contra a violência e blá blá. A moral da massa baseia-se na pregação religiosa. Se a Igreja antes usava a violência para coagiros malvados não cristãos, invocando a vontade de deus para tal, agora ela se opõe a violência também invocando JC.

Qual argumento objetivo contra a pena de morte?
Quais os seus agumentos contra?

C. Mouro disse...

As ideologias são embuste.
O DNA briga com ideologias. Analise-se o quanto há de aparentes ambiguidades.

Pode-se dizer que antes a Igreja estava influenciada pelos bárbaros e não pela moral cristã, e que agora ela já conseguiu livrar-se de tal influência para pregar o "verdadeiro cristianismo" ...hehehe! ...antes não era a moral cristã que a fazia ser a favor da pena, mas a influência que sofria, sem saber ...hehehe! Viu só?

"Frente liberal" ???????? ...e eu que pensei que estava bem explicado.

Abração
C. Mouro

André disse...

Bom, C. Mouro, acho q já disse tudo o q tinha a dizer sobre pena de morte e repressão ao crime. Resumindo: os criminosos têm q ter medo da lei, esta tem q ser eficaz, efetiva, real. A certeza de punição (dura, em alguns casos) é fundamental.

Muito bons seus comentários também.
Mas não acho q eu esteja infernalmente inspirado (pelo menos não no q diz respeito a esse assunto, crime e punição).

Catellius, interessante isso sobre as mudanças de posição da Igreja em certos assuntos. Eu até já ia lembrar isso q vc falou uma vez sobre o aborto, mas vc falou antes.

Não, anônimo, ninguém aqui tem a pretensão de ser um super-homem de Nietzsche. E, mesmo q tivesse, acho q o super-homem dele não precisaria oprimir ou destruir quem lhe faz oposição ou simplesmente lhe desagrada, ele não precisaria provar sua superioridade dessa maneira. Ele simplesmente sabe que é superior, tem consciência disso, e isso basta. Ele não é um destruidor de mundos. Nem um sádico que tem prazer com execuções cruéis. Aprenda a ler nas entrelinhas. O Eifler, p. ex., não é nenhum nazista ou membro do Khmer Rouge/Vermelho por ter dito o q disse.

Bocage disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bocage disse...

Nobre Mouro,

“...em seguida a citação de parte do que escrevi, sendo esta meu relato de que havia refutado contestações d'aquele que contestava minha afirmação de que ninguém age contra a própria vontade. Pois isso me faz supor que participavas lá da Rede Liberal, porém lá não me contestastes com aquilo que não consegui ou não conseguiria refutar.”

Pensei que te referias ao meu “talvez tenhas algo a aprender conosco” quando disseste “...mas toda a argumentação que me foi oposta foi refutada", dando a entender que reconheceria o próprio erro quando fosse o caso, mas que por enquanto havia refutado todas as oposições. Aí então te lembrei de que ainda não havias refutado minhas ponderações acerca da origem da defesa da dignidade do facínora já privado da liberdade, sob custódia do Estado.

“Penso que houve confusão, além de essa tua citação não ter sido completa, causando uma impressão errada do que relatei assim:”

Pensando bem, tens razão ao pensar que a citação incompleta poderia causar uma impressão errada, contudo não escrevi para quem caía de pára-quedas na caixa de comentários e sim para os debatedores, especialmente tu mesmo, a quem eu me dirigia. Foi somente uma evocação da passagem. Tomarei mais cuidado da próxima vez. Fico feliz por teres como primeira opção o “Penso que houve confusão”, porque foi isso mesmo, rsrs.

“Bem, quanto a questão da moral consagradora é preciso avisar às pessoas que invocam seu cristianismo como moral que as impele serem contra a pena de morte, referindo-se contrárias ao ódio e à vingança em favor do amor, dizendo que o perdão é nobre, que só deus pode tirar a vida, que não devemos ter ódio no coração e que tais, não estão seguindo o que aprendem nas igrejas e nos falatórios comoventes de bons cristãos, não, elas estão enganadas. Pois que aprenderam isso com Bentham e Stuart Mill.”

Citei estes dois mais conhecidos, embora a semente não esteja no utilitarismo e sim um pouco antes, com Cesare Beccaria e seu tratado Dos Delitos e das Penas. Ele "toma por base do direito de punir a utilidade social, declara a pena de morte inútil e reclama a proporcionalidade das penas aos delitos, assim como a separação do poder judiciário e do poder legislativo. Nenhum livro fora tão oportuno e o seu sucesso foi verdadeiramente extraordinário, sobretudo entre os filósofos franceses. Morellet traduziu-o, Diderot anotou-o, Voltaire comentou-o. d'Alembert, Buffon, Hume, Helvétius, o barão d'Holbach, em suma, todos os grandes homens da França manifestaram desde logo a sua admiração e seu entusiasmo. Em 1766, indo a Paris, Beccaria foi alvo das mais vivas demonstrações de simpatia. No entanto, tendo regressado a Milão, cidade que ele não mais abandonou, teve de sofrer uma campanha infamante por parte dos seus adversários, que ainda se apegavam aos preconceitos e à rotina para acusá-lo de heresia. A denúncia não teve conseqüências, mas Beccaria ressentiu-se de tal forma que o receio de novas perseguições levou-o a renunciar às dissertações filosóficas.” – Excerto da biografia introdutória do tratado, que pode ser lido na íntegra aqui.

Beccaria foi aplaudido na França e execrado na Itália ainda sob forte influência do papado. Se tivesses alguma empregada na Milão daqueles idos ela seria contra a pena de morte para facínoras? E baseada em JC? Como a doutrina cristã é a mesma e os evangelhos são os mesmos, não podemos creditar à influência dos mesmos junto às reses cristãs a aversão à pena de morte, embora cada vertente ideológica que adote tal posição use a própria doutrina para firmá-la em seus prosélitos.

Em um país onde abundam fundamentalistas cristãos, puritanos de toda sorte - os EUA -, há mais apoio à pena de morte do que em localidades com grande percentagem de ateus e irreligiosos, como é o caso dos países nórdicos, Alemanha e França. Na Alemanha foi abolida logo após a 2ª guerra, em grande parte pela náusea causada pela execução de milhões de judeus, ciganos, negros e eslavos. As tietes alemãs de Ratzinger devem invocar Jesus quando se manifestam contrárias à pena de morte, contudo o que as move, no fundo, é náusea pelo sangue derramado por seus avós, é a vontade de sepultar o nazismo para sempre. Este parece ser um sentimento forte na Europa, principalmente nos países que mantiveram colônias na África.

“Então o que tens a dizer? que os militantes de bandeiras vermelhas e lá mais das couves, não são motivados pela ideologia socialista, popularmente marxista, comunista ou lá o raio que for, SIMPLESMENTE PORQUE QUANDO OS LÍDERES ESTÃO NO PODER TUDO É DIFERENTE DO QUE AFIRMAM COMO META?”

Certamente que não. Se tivéssemos tido mil e oitocentos anos de um socialismo hegemônico onde não havia liberdade, surgissem indivíduos a questionar o marxismo e outros valores e conseguissem promover uma revolução em prol da liberdade individual, após duzentos anos os marxistas achariam em Marx a palavra “liberdade” e tanto o Olavo de Carvalho quando as empregadas domésticas diriam que são livres por causa do marxismo.
A comparação fica melhor assim.
Não questiono a hipocrisia dos ideológicos.

“Eu não falei sobre a prática legal, pô. Eu falei de senso comum moral.”

Hoje há tal senso comum moral e ele é, pela maioria, creditado ao cristianismo. Acaba com todos os "checks and balances" entre as religiões e entre estas e o poder laico e deixa somente o senso comum moral cristão agir e em breve, em muito breve, a pena de morte retornará. E citarão duas mil frases de Jeová e mais algumas de Jesus para justificar a nova posição. E dirão que os demônios iluministas que instituíram tal perversão, rsrs.

“Para você os pregadores cristãos andam por aí pregando que JC quer a pena de morte? que essa é a moral cristã, e não a do “amor ao próximo” e etc.?”

Logo é POR CAUSA do evangelho que a maioria do ocidente é contrária à pena de morte. Considerando que nos EUA a porcentagem de cristãos é quase tão grande quanto a dos que apóiam a pena de morte – 75% -, deduzo que a leitura que se faz do cristianismo pode variar de acordo com os valores mais em voga em determinada sociedade.

“As leis e a moral podem relacionar-se, mas têm lá seus espaços. Eu falei de exibição moral, falei de ostentação de superioridade ante a moral vigente.”

A questão é que vemos tal ostentação de superioridade ante a moral vigente na maioria dos cristãos, não cristãos, ateus, agnósticos, umbandistas, socialistas, espíritas, vemos manifestações contra a prática na Índia, o exemplo da secular Turquia, de maioria muçulmana, que não aboliu oficialmente mas adia execuções há vários anos. É a moral cristã a contaminar hinduístas e islâmicos, ateus e budistas? Um contém e outro está contido. Quase todos comunistas são ateus (em nome do comunismo), porém a maioria dos ateus não é comunista; a relação entre cristianismo e oposição à pena de morte é análoga.

“Qual argumento objetivo contra a pena de morte?”

Já escrevi que não tenho pena do facínora. Penso na pena de morte como uma arma muito perigosa, que pode funcionar azeitada em um regime e lubrificada com sangue no seguinte, tudo dentro da lei, sob a constituição. Gosto de comer alface picada, contudo não quero dar uma faca afiada a uma criança de três anos e ordenar-lhe que corte somente a alface e não os dedinhos, que não enterre a lâmina no pescoço do amiguinho que não quis lhe emprestar a Barbie. Racionalmente sei que Abusus non tollit usum: não proibiremos carros porque SABEMOS que amanhã milhares de inocentes morrerão em meio a suas ferragens. A diferença é que cada motorista tem consciência disto e pode permanecer em casa se preferir, dirigir devagar e somente em pistas duplicadas, ter air-bags e freios ABS. No outro caso dirão: “o inocente pode ficar calado, não se pronunciar contra juízes e contra os poderosos, pode não sair de casa”.
Sei também que o argumento de que “um erro não justifica outro” poderia ser aplicado à simples pena de prisão, posto que punimos o culpado por cativeiro forçado com... cativeiro forçado.
Reconheço ser esta uma questão complicada. Não tenho pena do facínora. Sou pragmático; jogo com as cartas do baralho...

Abraços

Bocage disse...

"Não entendi nada desse negócio com o Bocage, Frente Liberal"

rsrsrsr
Acho que o Catellius quis dizer "Rede Liberal". Nunca estive lá, Mouro. É uma revista eletrônica, um blog?

Bocage disse...

"Citei estes dois mais conhecidos, embora a semente não esteja no utilitarismo e sim um pouco antes, com Cesare Beccaria e seu tratado Dos Delitos e das Penas"

Se procurarmos o início do novelo quem sabe não encontraremos os humanistas da Renascença? Só afirmo que a origem não está em JC.

Enquanto a religiosidade aumenta no Brasil, enquanto as seitas evangélicas ganham força...


"07/04/2007 - 22h53
Aumenta apoio à pena de morte entre os brasileiros, diz Datafolha

Pesquisa Datafolha publicada na edição deste domingo Folha de S.Paulo revela que aumentou o apoio da população à adoção da pena de morte no Brasil. Segundo o levantamento, 55% dos entrevistados são favoráveis à pena de morte e 40% são contra.

Na pesquisa anterior, feita em agosto do ano passado, 51% dos entrevistados disseram sim à adoção da pena de morte e 42%, não.

O levantamento atual mostra que o apoio à pena de morte voltou ao maior índice histórico favorável à prática, registrado em 1993, desde que o Datafolha começou a fazer pesquisas sobre o tema, em 1991.

O levantamento ouviu 5.700 pessoas em 25 estados entre os dias 19 e 20 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais."

Desista, Mouro, rsrs.
Não é por causa da doutrina cristã. Pode parecer que estou fugindo da questão central para me ater a detalhes, contudo a tua afirmação "Ou seja, amar o mau e fazê-lo prosperar é que é o máximo da bondade. Enquanto tal perversão for moralmente consagradora, o mal prosperará em nome do bem" é fundamental neste teu post.
Abraços

C. Mouro disse...

Grande Bocage,
os ladrões sabem que estão errados, sabem que sua prática é imoral, mas praticam a imoralidade enquanto repudiam moralmente o roubo, sobretudo se contra eles.

Já que falaste no Olavo, é dele a idéia de que muitos seguem a moral cristâ sem perceber.

Minha empregada já não se constrange TANTO em defender a pena na minha frente. Talvez entre suas carolas ela seja contra.

Já Thomas More em sua Utopia andou tocando no assunto, a coisa é muito antiga.
O símbolo JC e o besteirol foi uma pretensa ostentação de superioridade moral ditada por deus.
Os comunas matam e fazem propaganda moral de "valores superiores" da bondade solidariedade e etc.. Mas o resultado prático é o que sabemos de atrocidades. Não é o socialismo/"comunismo" que move tais militantes e simpatizantes?

O assunto é muito dificil de explicar.

Há um entrave entre teoria e prática:
1) A questão é se é a favor ou contra a pena para o facínora?
Resp.: Eu sou contra porque o facinora pode não ser um facinora, e um inocente será morto.

A questão primeira é teorica, está sendo determinado que o tipo É facinora. Então a discussão é sobre mérito, sobre a justiça da pena.

2) A questão da aplicabilidade é COMO aplicar tal pena.
Assim, a questão é se garantida a certeza da culpa, se é a favor da pena. ... Se ante isso vir a conversa de que "não se pode garantir", então eu realmente jogo a toalha, e vou discutir deus com o Bin Ladem.

Veja bem, enquanto se mistura questões não se chega a lugar algum. A questão moral é se favorável à pena para o facínora. Se a resposta for verdadeira, passa-se a discutir os meios de faze-la certeira.

Quando ainda pré adolescente lí em algum lugar uma questão que sempre lembro.
Se não me falha a memória, invocava-se um impasse insolúvel com a seguinte questão:

Um sujeito procurou um mestre da argumentação (não lembro nomes) para que ele lhe ensinasse tal arte. E combinaram o seguinte: quando o aluno, por conta dos ensinamento, ganhasse a primeira causa pagaria o valor ao mestre.
Passado muito tempo o aluno não pegava causa alguma, sendo rico dedicava-se a outras atividades.

O mestre entrou abriu uma causa contra ele, argumentando que deveria ganhar a causa. Pois se o aluno a ganhasse, lhe seria devedor por a ganhar. Por outro lado se o aluno perdesse, ele deveria efetuar o pagamento. Logo, que o juiz decidisse logo a mandar o aluno pagar.

Já o aluno também alegou que: se ele perdesse, não estaria ainda justificado o pagamento, já que perdeu. Por outro lado, se ganhasse, estaria sendo decidido que não deveria pagar. Logo, em hipótese alguma ele deveria pagar.

Porra! eu não vi impasse algum, chego até a duvidar de tal alegação que me parece ter lido. Acho tal alegação um absurdo.

Ora, essa é uma clara questão de confusão de tempo, é misturar coisas diferentes, é querer julgar com base no futuro pra a decisão presente, mas esta altera o futuro, logo, não cabe tal julgamento. Portanto, na primeira causa o mestre não tem argumento válido; deve perde-la. Então, já de posse de um argumento de fato, abre uma segunda causa e ganha.

Essas coisas só atrapalham e entediam sem nunca chegar a lugar algum.

Sobre a moral cristã ela é útil ao Poder.
Os sindicalistas dizem que a melhor vida dos trabalhadores é devida a eles, sem eles seria ainda como antes deles.

A pressão moral é forte e é muito mais ampla do que sua solução por casos especificos.
O DNA, índole ou preferências subjetivas brigam com o ambiente moral, com a ideologia e etc..

Um sujeito falando sobre algo não consegue superar uma cultura. A idéia é que o cristianismo é "do perdão" da bondade e coisa e tal. Isso é o que faz as pessoas se constrangerem cheias de culpa.

Vejamos então, para tudo ficar bem:

o cristianismo é malvado e defende a pena de morte. Todo cristão devia ser favorável a ela, mas só não o é porque conhece OS argumento de fulanos e beltranos: é contra por pura racionalidade. Não fosse isso e ninguém buscaria no cristianismo argumento contra a pena.

A moral cristã determina matar facínoras, nada há no cristianismo contra tal pena e todos que a ela se opõem estão baseados em argumentos de fulanos.
Ninguém é contra a pena de morte por conta das pregações cristãs ou da moral cristã. Os que se constrangem o fazem pela argumentação que há contra ela.

Abração, caro Bocage
Eu jogo a toalha, pois que meus argumentos faleceram.
C. Mouro

C. Mouro disse...

Já desisti.
E gostaria de conhecer a argumentação capaz de superar a maldade cristã em sua moral.

Beccaria eu li há muito, e me lembro que não concordei. Enfim, tentarei reler ...mas um resumo me seria útil, ou não saberei defender minha, possível, nova opinião.

Abraços
C. Mouro

C. Mouro disse...

???

“Então o que tens a dizer? que os militantes de bandeiras vermelhas e lá mais das couves, não são motivados pela ideologia socialista, popularmente marxista, comunista ou lá o raio que for, SIMPLESMENTE PORQUE QUANDO OS LÍDERES ESTÃO NO PODER TUDO É DIFERENTE DO QUE AFIRMAM COMO META?”

Certamente que não. Se tivéssemos tido mil e oitocentos anos de um socialismo hegemônico onde não havia liberdade, surgissem indivíduos a questionar o marxismo e outros valores e conseguissem promover uma revolução em prol da liberdade individual, após duzentos anos os marxistas achariam em Marx a palavra “liberdade” e tanto o Olavo de Carvalho quando as empregadas domésticas diriam que são livres por causa do marxismo.
A comparação fica melhor assim.
Não questiono a hipocrisia dos ideológicos.

1800 anos ...e quantos antes do cristianismo existiram e ele os mudou de imediato ou foi se descontaminando?

essa de invocar o tempo prestou não!

Abração
C. Mouro

Bocage disse...

"A questão primeira é teórica, está sendo determinado que o tipo É facinora. Então a discussão é sobre mérito, sobre a justiça da pena."

Pois bem! Ele merece morrer. Não tenho mais argumentos, rsrs.

Na situação em que estamos, contudo, sou desfavorável a se INSTITUIR a pena capital. Minha proposição é inversa à concepção do Eifler, em que a abolição da pena de morte é tida como um luxo de países estáveis: para mim, quando a sociedade estiver suficientemente evoluída, pautada pela ética e pela justiça, estável, que se mate os facínoras como o profissional dedetiza um ninho de baratas, sem qualquer sentimento, sem sentimento de vingança. Gostei do que o Catellius escreveu:

"Pilotos de corrida, alpinistas, soldados, têm grande possibilidade de morrer no dia-a-dia de suas atividades. O piloto não pode bater no muro, o alpinista não pode escorregar, o soldado não pode ser visto pelo inimigo, não pode estar na hora errada no local errado, sob o risco de ir pro beleléu. Se uma sociedade avisa a todos os cidadãos que agora há o risco de morte na atividade de estuprar e assassinar crianças, o facínora levará em conta tal risco ao exercer sua “prazerosa” atividade. Um não pode bater no muro, outro escorregar e o outro ser visto; e ele não poderá ser pego. O facínora pode ser considerado um suicida, porque tal sociedade não está a agir por vingança mas simplesmente aumentou os ricos da atividade que abomina."

Outro abraço

Serei crucificado pela doce Clarissa, mas fazer o quê?
Morram, facínoras, rsrsrs!

Catellius disse...

Bocage,

"Acaba com todos os "checks and balances" entre as religiões e entre estas e o poder laico e deixa somente o senso comum moral cristão agir e em breve, em muito breve, a pena de morte retornará. E citarão duas mil frases de Jeová e mais algumas de Jesus para justificar a nova posição."

Escrevi, no ótimo post onde transcrevi o texto "Cicatrizes e Beiços de Pau", do Mouro:

"Quanto à vida, o Mouro foi no alvo: Jesus veio para dar pleno cumprimento à lei, e não se opôs à pena de morte em várias situações. Um exemplo pode ser encontrado no evangelho de Marcos, capítulo 7. Jesus está passando um sabão na galera, os grifos são meus:

8. Deixando o mandamento de Deus, vos apegais à tradição dos homens.
9. E Jesus acrescentou: Na realidade, invalidais o mandamento de Deus para estabelecer a vossa tradição.
10. Pois Moisés disse: Honra teu pai e tua mãe; e: Todo aquele que amaldiçoar pai ou mãe seja morto.
11. Vós, porém, dizeis: Se alguém disser ao pai ou à mãe: Qualquer coisa que de minha parte te pudesse ser útil é corban, isto é, oferta,
12. e já não lhe deixais fazer coisa alguma a favor de seu pai ou de sua mãe,
13. anulando a palavra de Deus por vossa tradição que vós vos transmitistes. E fazeis ainda muitas coisas semelhantes.

A regra era mais ou menos essa: você tinha que cuidar dos pais, por honrá-los, mas se você consagrasse os seus bens a deus, não precisaria gastá-los com os pais, pois não seriam seus, seriam "corban"; mas você continuava a usufruí-los. Foi o subterfúgio arranjado pelos espertos judeus para não cuidar dos velhos. Jesus critica a hipocrisia. Até aí tudo bem. O problema é que deixa bem claro que em alguns casos é lícito matar os filhos que desonram os pais, já que era favorável à lei mosaica."

Isso, isso: Rede Liberal, he he.
Desculpe, Mouro, mas não li absolutamente tudo com a atenção devida, como faço normalmente, porque estou bem sem tempo... Um saco. O bicho está pegando aqui no meu escritório.

Obrigado pela apreciação, Bocage. Pronto, consigo conceber a pena de morte a partir dessa ótica: o facínora é um suicida. É ele que se mata, não a justiça, he he.

Mais uma vez, todos acabam concordando com o Mouro... Que saco! He he he! Maldito seja! ha ha ha

Catellius disse...

Vou parar de debater antes que o Eifler me torne um adepto do desmembramento progressivo, he he.

André disse...

Eis a historinha (se não me engano, isso aí é sofismo):

Dois personagens, Protágoras e Euatlus, chegaram a um acordo, segundo o qual Protágoras concordava em ensinar a Euatlus a prática do Direito por um certo preço, que deveria ser pago em duas vezes, a metade durante o curso e a outra metade quando Euatlus começasse a praticar a profissão e ganhasse seu primeiro caso num tribunal.

Acontece que Euatlus, após terminar o curso, nunca iniciava sua prática. Protágoras foi ficando impaciente, cobrava e recebia sempre a mesma resposta de Euatlus: "pelo nosso trato, não tenho que lhe pagar ainda, pois não ganhei meu primeiro caso perante um tribunal". Com sua paciência esgotada, Protágoras decidiu processar Euatlus para conseguir receber o que lhe devia.

Mas antes mesmo da formalização do processo, numa última tentativa, Protágoras procurou Euatlus e o alertou: "em qualquer hipótese você vai ter de me pagar, pois, se o tribunal decidir a meu favor, você terá de obedecer a essa decisão e me pagar; e se o tribunal decidir a seu favor, aí você terá ganho seu primeiro caso como advogado e, de acordo com o nosso trato, terá de me pagar. Portanto, melhor me pagar antes que eu recorra à justiça!"

"Você está enganado", respondeu Euatlus a Protágoras, "pois, se o tribunal decidir a meu favor, obedecerei a tal decisão e não lhe pagarei; e, se decidir a seu favor, aí ainda não terei ganho meu primeiro caso, portanto, de acordo com nosso trato, não terei que lhe pagar!"

Eduardo Silva disse...

Essa história que o André contou é muito boa e conhecida no mundo jurídico. Mas tem uma muito boa também do mesmo Protágoras, que era um sofista:

Protágoras chega a Filodemus, um iniante na filosofia que logo fica se perguntado se Deus existe ou não, Protágoras pergunta:
você quer ter uma resposta definitiva e acabar de vez com essa dúvida?
Filodemus: quero, claro!
-Então me dê 100 moedas que eu te provo que Deus existe.
-Pago agora!

Depois que Protágoras provou a existência de Deus, disse:
Agora me dê mais 100 moedas que eu te provo que não existe...

Provou!!!!!

Holy Father disse...

Catellius é favorável à pena de morte mas como virou ateu há pouco tempo e necessita do apoio de seus pares, os quais são em sua maioria religiosos, teme que estes o julguem desumano e creditem ao ateísmo tal renúncia à defesa da vida, uma conquista do cristianismo. Finge ser o que não é e quando recebeu um forte apoio do C. Mouro e do amoral Roberto Eifler, sente-se confortável em dizer que estava errado, em posar de "amigo da verdade", pois agora já tem a anuência de que precisa. E é ele o que tanto fala em bovinidade dos crentes. Alegro-me quando reconheço um embusteiro.

Clarissa disse...

Ora ...ora... amigo Mouro, a minha simpatia incondicional jé deverias ter percebido que a conquistaste, o que não significa que concorde sempre contigo e seja uma lambe botas, aliás confesso que gosto de de «picar» e ver como argumentas. Eu acabo por aprender ao mesmo tempo que me divirto, sou uma mulher que aprecia por demais o fino sentido de humor.
Um beijo enorme

O+cioso disse...

kkkkk
O Bocage, o lambe botas mais ridículo da web tentou contradizer o C. Mouro por ciúmes do clima entre este e a Clarissa, a Divine Brown com ícone de Liz Hurley, kkkkk

Clarissa disse...

O+Cioso e Bocage
A Daphne dos Cartoons versus a da Mitologia, ou a Clarissa à primeira vista versus a Clarissa numa visão mais atenta.
De qualquer forma, adoro «prosear», o problema é o tempo que me está a escapar para acompanhar a discussão como eu gostaria.
Beijos :)

Clarissa disse...

Meu amigo Bocage... eu até te crucificava se, tivesse tido coragem para ler todos os argumentos com a atenção que merecem, se não me sentisse tão exausta, se não fosses um amigo que não quero «matar» :), e se eu concordasse com a pena de morte ;)
Bocage, diz-me, «Um facínora não merece viver», é o mesmo que «um facínora merece morrer»? Não é retórica, nem armadilha, concordo com a primeira, pelo que retirar-lhe a liberdade, confiná-lo a uns quantos metros para o resto da sua vida,não é já retirar-lhe a essência da vida que a liberdade proporciona
não é já uma acção decorrente da primeira?! Nunca eu concordarei que da primeira resulte como consequência a segunda, essa que implica a pena de morte.
Mas confesso estou tão cansada
que até admito que não esteja a fazer grande sentido.
Um beijo enorme

Clarissa disse...

Catellius... eu não concordo com o Mouro. Sou contra a pena de morte.
Beijocas

Clarissa disse...

O+Cioso
A Clarissa é cigana, mestiça, negra, índia, loura, morena, ruiva, de carapinha... a Clarissa é Mulher.
É mais importante ouvir do que olhar.
Beijo Diabrete

C. Mouro disse...

Grande Clarissa escreve:

"confesso que gosto de (t)e «picar» e ver como argumentas".

Então gostas de meus argumentos contra as picadas venenosas que por vezes aplicas. Logo, percebo que quando retribuo com minha picadura, até que aprecias.

Um grande beijo
C. Mouro

Eduardo Silva disse...

Que coisa mais ambígua!!!
Quando o C.Mouro refutou meus argumentos sobre a dignidade da pessoa humana, disse que sendo assim uma vida seria igual a outra sendo inviável a legítima defesa.
O problema é que o C. Mouro confundiu o jus puniendi, que ó o direito subjetivo de punir do Estado(que aliás é o tema em discussão agora) com as permissões de delito nas normas permissivas do direito penal, quais sejam, legítima defesa, exercício regular de direito e estado de necessidade.

Eu não concordo, assim como toda a Escola Clássica de Direito Penal, que inclui Cesare de Beccaria, Jonh Howard, Jemias Bentham, Pelegrino Rossi e Francesco Carrara(os principais), com qualquer pena que transgrida a integridade física do indivíduo, ou o leve à morte, sob o princípio da dignidade da pessoa humana.

Imagino como seria perguntar para uma mãe de um indivíduo condenado à morte, se ela concorda ou não com tal pena.

Enfim, sou adepto do princípio da dignidade da pessoa humana e acredito na necessidade de um fim ressocializador da pena.

Eduardo Silva disse...

Não é possível, o c.mouro não é o C.Mouro! acho que é aquele ocioso, o piadista!!!
mas ficou engraçado!

Anônimo disse...

"retribuo com minha picadura, até que aprecias. "-sujeito baixo e grosseiro

Klatuu o embuçado disse...

Sinceramente... (e apesar das diferenças que existirão entre os senhores) tenho muita dificuldade em definir-vos politicamente. Acredito, no entanto, que o conjunto de pessoas que passam por este espaço serão maioritariamente entre a social-democracia e um qualquer liberalismo...

Ora bem.
Pois, e ainda bem que as leis não são feitas pelo povo! Porque - entre muitos outros riscos da «democracia directa» - teríamos a Justiça como um simples sistema estatizado de vingança!

Sou absoluta e completamente contra a Pena de Morte, a Prisão Perpétua, bem como qualquer pena de prisão que prive o condenado da esperança de poder ser solto um dia (exemplo: ter 70 anos e lhe darem pena de 25!).

Nada se pode fazer que repare o sofrimento das vítimas. Nada. No entanto, a sociedade (a humanidade) tem todo o direito (e o dever) de se defender, não só do crime, mas de tudo o que a possa ameaçar. Mesmo assim - porque só há sociedade de justiça, para um conceito universal de homem, na abstração conceptual da filosofia ocidental - a sociedade (a civilização) deve ser generosa, mesmo com o mais abjecto dos criminosos. Porque quando a civilização abdica da esperança de que o pior dos homens possa melhorar... não é mais civilização - e coloca-se à beira do abismo!

Como é evidente, compreendo a dor das vítimas, dos familiares e amigos e a sua sede de vingança.
Mas o Estado desse sentimento é (e deve ser) independente - por isso é Estado.

Depois vejamos exemplos práticos. Nos E.U.A. a Pena de Morte nada resolveu, só agravou.

Pensem comigo: «Sou um criminoso. Já matei um.
a) Se estou num sistema sem Pena de Morte nem Perpétua... matar mais só me agrava a pena. se a polícia me cercar, vou pensar duas vezes.
b) Estou num sistema com Pena de Morte e Perpétua? Caralho!... vou rebentar tudo!!
Como se diz aqui em Portugal: «Fodido por um, fodido por mil!»

E agora desçamos à realidade, à superestrutura sócio-político-económica. Os graves problemas de criminalidade do Brasil... devem-se a uma só coisa: A UMA SOCIEDADE PROFUNDAMENTE INJUSTA, com uma insuficiente distribuição da riqueza e geradora de miséria!

Os melhores cumprimentos.

P. S. O principal problema do senhor Lula e seus ministros... é que nenhum deles foi alguma vez comunista... excepto quando estão a comer!

C. Mouro disse...

Ou seja, o bandido profissional depois de cometer crimes e receber uma pna branda ficará intimidado ante a possibilidade de receber outra pena???? ...hohoho!

Se é assim, antes de ter recebido qualquer pena, portanto sem estar já entrosado e habituado, terá ainda mais motivos para não cometer o primeiro crime.
Quando sabemos que a consequência é definitiva, que não há chance, a tendência é não arriscar:
numa pranca 3 metros acima do solo é uma coisa, 30 metros é outra.

Por essa maravilhosa lógica se o facínora solto faz mais inocentes vítimas fatais, volta-se a dar-lhe pena branda para "intimida-lo", assim indefinidamente. ....hohoho! PQP!

E o pior é que o que se vê na pratica é o facinora ser solto e voltar a praticar crimes e destruir vítimas inocentes. ISSO É VISTO NA PRÁTICA! ...e o que estes que se identificam no facínora e não na vitima dirão ante a constatação prática?

Talvez digamn que isso ocorre porque as prisões são desconfortáveis e revoltam o facínora. Então que se os hospede em hotéis 5 estrelas com todos os confortos ...hehehe! ...assim eles não vão querer voltar para lá ...hohoho! PQP! ...que dureza! ...Só pode ser pensando no futuro. ...hehehe!
Talvez penas máximas de uma semana, assim o facínora não desacostuma da liberdade nas ruas e se intimida por pegar outra pena de uma semana. ...hohoho! tsk tsk tsk!

Quem faz tal afirmativa se identifica é com o facínora mesmo, nunca com a vítima. Está tentando um jeito de salvar o facínora e que se danem as vitimas: dizem que elas são inevitáveis e pronto, que se danem, lhes importa os facinoras.

Estes tipos torcem pelos facínoras torcem por seus times de futebol do coração. Se identificam com os facínoras, não com as vítimas.
OBS.: Aqui me refiro a essa "brilhante" idéia que defenderam. ...PQP! ...quem mais concorda com ela? ...fica-se na expectativa de o facinora se intimidar e enquanto isso um facínora mata várias vítimas inocentes (inevitáveis ...argh! cuisp!), quando se morto estas estariam vivas.

Mama mia????????????

C. Mouro

C. Mouro disse...

Nos EUA a pena de morte é mal aplicada, demorada, sem certeza, sob evidencias e etc.
Um maníaco que lá é condenado, se na rua voltaria a matar com 100% de certeza. Ah! mas aí seria meras vítimas pelas quais não se torce... tsk tsk tsk!

Ademais, nenhuam pena resolve. No BR um assassino que assa um sujeito ganha liberdade para visitar parentes e desaparece. Voltará a matar e seus admiradores são cumplices nas mortes dos inocentes.

Ou seja, a prisão também não resolve, logo, pela mesma lógica, não se deve prender. Talvez se devesse dar um apartamento e um carrão para os facínoras, assim eles ficariam agradecidos e não cometiam mais crimes, não é mesmo?

C. Mouro

Catellius disse...

Pô, Klatuu, logo você, com essa pose de carrasco insensível? Contra até a prisão perpétua, para não privar um homem de esperanças? Que enjaulado ele se arrependa e tenha esperanças no perdão de algum deus - Odin, Jeová ou Baal - esperança na oximórica vida após a morte, que tenha esperança no paraíso dos facínoras, onde bebês e mulheres há aos milhões à disposição, com tanta pressão sangüínea que baste uma lâmina a romper a jugular para o sangue espirrar longe, longe, tingir as alvas nuvens daquele encarnado que lhe é tão caro, que tenha esperança em 70 virgens ou no diabo: esperança é esperança, não interessa se em algo que virá de fato a virar realidade. E que a sociedade, ao sentenciá-lo à prisão perpétua, tenha esperança de que não o soltem para que cometa novos crimes, como foi o caso deste facínora cujo caso o Mouro bem lembrou, que torturou e queimou um repórter televisivo, que investigava o aliciamento de menores para a prostituição, e teve licença para visitar a família, sozinho, sem tornozeleira recheada de explosivos, nada, e não retornou à prisão. Está solto, certamente praticando novos crimes, ajudando a manter o clima de terror no qual o Rio vive há muito tempo.

Abraços, misericordioso carrasco

Anonymous disse...

C. Mouro, o comentario das 14:49 do dia 30/08/07 eh seu mesmo???

André disse...

“Os graves problemas de criminalidade do Brasil... devem-se a uma só coisa: A UMA SOCIEDADE PROFUNDAMENTE INJUSTA, com uma insuficiente distribuição da riqueza e geradora de miséria!” Uma simplificação. Não se deve só a isso.

“O principal problema do senhor Lula e seus ministros... é que nenhum deles foi alguma vez comunista... excepto quando estão a comer!” Quer dizer q se fossem comunistas de verdade isso seria bom? Não sei como.

C. Mouro disse...

Não a comer, mas a sugar o sangue da população servil. Nesse ponto eles efetivamente fazem do bolso alheio uma propriedade comum a si, a quadrilha inteira e agregados. Claro que como boa quadrilha, mesmo "crimenista", há hierarquia na divisão. Afinal é impossível tudo para todos.

"Comunismo" é apenas uma quimera - sob medida para imbecis e safados - para justificar a "ditadura do proletariado" ou o aberrante "socialismo científico"; é o "fim supremo" que justifica todos os meios em seu nome praticados, pois são esses meios o verdadeiro fim almejado.

Abraços
C. Mouro

C. Mouro disse...

Bom, não cabe mais esperar. Me enganei achando que mais demonstrações de afetação, no mínimo de elegância(**), aqui se exibiriam. Mas não vieram e isso já tava pronto(+2reforços). Surpreendeu-me haver apenas um ataque por conta da minha brincadeira absolutamente inofensiva. Nela não houve qualquer maledicencia, nem xingamento, nem alegação de demérito, nem atribuição de conduta desabonadora, nem exibição de repúdio e nem nada.
Contudo, houve uma palavra que está no dicionário e que pode ser confundida sonoramente com duas. Mas estas duas, igualmente, também nada depõem contra ninguém. Então por que o preconceito contra elas?

A questão é uma oportunidade, que não se deve perder, para refletir sobre preconceitos cravados na cabeças por uma ideologia safada.

Ora, o preconceito moralóide refere-se a associação da palavra ao sexo. Se eu tivesse escrito "braço forte" ou "lingua comprida" nenhum "choque" teria havido, embora estas palavras refiram-se a partes do corpo.
Imaginei que mais protestos e afetações de "elevada moral e educação" seriam ostentados, mas errei, foi apenas um.

A ideologia arbitrou que sexo é algo pecaminoso, "sujo", imoral e lá mais o raio, cravando isso nas mentes através de um eficiente processo de "lavagem cerebral”. Tanto que não há razão para tal afetação. Sexo é saudável, prazeroso, útil e fundamental para a procriação natural. Porém, a Igreja arbitrou que deve ser praticado com intuito de procriação, de certa forma, com culpa. Mas os fiéis o praticam pelo prazer e utilizam métodos contraceptivos para evitar a procriação; em franca desobediência às determinações da Igreja. Desta forma, discordam e mesmo desobedecem à religião ou Igreja que adotam, inclusive sua moral, em muitas questões. Podem ambicionar a riqueza mesmo que seu messias homem-deus recomende o repúdio ao bem viver como glória máxima; podem repudiar inimigos e até apoiar a pena de morte, mesmo que o messias recomende não julgar e amar o inimigo, contudo também podem exibir sua “anuência moral desobediente” para exibir aparência de “elevada consciência” segundo o ideal moral estabelecido e ao mesmo tempo agir em contrário por “não ser perfeito” ou invocando conveniências na idelogia confusa. Afinal, o próprio "pai" que manda “não matarás”é o mesmo que ordena matanças (em verdade o "não matarás" refere-se só “aos nossos”). Assim, tudo fazem como bons hipócritas, pois são todos pecadores, mas apreciam ostentarem anuência com os valores morais de tal cretina ideologia que cravou nas mentes sua moral como critério de avaliação individual, um tanto tolerante com os fiéis atenuados pela crença consagradora. Assim, podem considerar o sexo, sobretudo o prazer, como algo pecaminoso, mas exercita-lo sempre que possível, podem maldizer a riqueza enquanto a ambicionam ou se locupletam, líderes ideológicos podem condenar o luxo e a desigualdade ao mesmo tempo que neles se lambuzam... e.....

...Hipócritas! ...raça de víboras!

O fato é que a moral ideológica contamina a comunidade com sua propaganda - esse é o negócio de seus líderes - com direito à "espiral do silêncio" e o escambau.

Que razão há para que o sexo seja algo chocante, sua menção constrangedora e até grosseira ou ofensiva? ...é uma boa pergunta para se fazer!
Que razão há para que uma simples palavra confundida sonoramente com duas, também inofensivas, possa produzir uma afetação moralóide?

Como uma simples e absolutamente inofensiva brincadeira é capaz de provocar uma agressiva acusação de "baixo e grosseiro"?
Em que consiste tal acusação?

É um bom tema para reflexão, eu considero uma oportunidade que não se deve perder.

Abraços
C. Mouro

C. Mouro disse...

Aproveitando:

Uma "pessoa maravilhosa" pode ostentar na ponta da lingua um "eu não julgo ninguém", "quem sou eu para julgar" ou, em tom de condenação: "fulano vive julgando as pessoas" e ....

Enfim, pode-se exibir anuência com a moral ideológica que arbitra o comportamento consagrador, pode-se propagandear com tranquilidade a "própria beleza" espelhada no ideal ideológico ....mas, desde que em algumas questões, se esteja tranqyuilo de que alguém fará o "trabalho sujo".

Pode-se anuir ostensivamente com o valor de um "não julgueis" e dizer "eu não julgo", mas certo de que alguém julgará.
Pode-se exibir anuência com um "amar o inimigo", certo de que alguém o julgará e punirá.
Pode-se clamar por impor a caridade como obrigação para o bolso alheio. Mais como meio de reivindicar o empobrecimento dos invejados do que o atendimento dos necessitados.

Enfim.....

Um abraço
C. Mouro

Klatuu o embuçado disse...

Recorde a História, amigo Catellius: toda a civilização que não se conduziu por um princípio de clemência... durou pouco.

O que importa não é o criminoso - mas sim que a civilização não desça ao mesmo nível.

P. S. Quer rir?... há conterrâneos seus que sonham que sou adolescente e vivo de mesada!
:)

Klatuu o embuçado disse...

P. S. Será que Clarissa é minha mãe?
JAJAJAJAJAJAJA!!!

Anonymous disse...

APOSTA NA REEDUCAÇÃO
Janer Cristaldo

Um adolescente de 16 anos que esquartejou um amigo na cidade de Blumenau, Santa Catarina, vai cumprir pena sócio-educativa pelo período de três anos. Foi o que decidiu ontem o juiz Álvaro Pereira de Andrade, da Vara da Infância e Juventude. Gabriel Kuhn, 12 anos, foi esquartejado ainda vivo pelo amigo na manhã do dia 23 de julho. Ele teve as duas pernas arrancadas com uma serra e morreu devido à hemorragia.

Espera-se que nesses três anos o adolescente descubra que não se deve serrar as pernas dos amigos, especialmente quando estão vivos.

Klatuu o embuçado disse...

Juro pelo Jesus Cristinho que não fui eu o esquartejador! :)

Klatuu o embuçado disse...

P. S. Eu golpeio no pescoço - sou hábil e eficaz - e tenho preferência por intelectual burro.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...