23 agosto 2007

Canibalização Cultural

Por Clarissa Septimus:

O post de Janer Cristaldo, "Antropólogos protegem assassinos", suscitou aceso debate e, malgrado meu, longe de me sentir mais esclarecida quanto à situação política, económica, social e cultural do Índio Brasileiro, compreendi que o meu desconhecimento me impede de tecer a este respeito uma opinião devidamente fundamentada. Poder-se-ia continuar, quase indefinidamente, a discussão das questões lá levantadas: A inimputabilidade dos Índios, A questão do território atribuído, O contacto entre culturas, Os massacres ocorridos dentro da comunidade Índia sob custódia de práticas culturais ancestrais, A aculturação, O direito de opção por uma cultura diferente da originária, A repressão cultural, A percentagem de população Índia, A criminalidade nas grandes cidades versus criminalidade entre a cultura Índia, A riqueza do território Índio.

Considerando todas estas questões merecedoras de análise, a verdade é que lhes subjazem questões éticas, essas sim verdadeiros desafios que se colocam à sociedade civil e às directivas políticas do século XXI. Como articular, na prática do quotidiano, conceitos como Multiculturalismo, Identidade cultural, Direitos Humanos, sem aquilo a que se pode chamar uma canibalização cultural? O professor Boaventura de Sousa Santos, chamando a atenção para a necessidade de uma hermenêutica diatópica, afirma (clique aqui para o artigo completo):

"Porém, uma concepção idealista de diálogo intercultural poderá esquecer facilmente que tal diálogo só é possível através da simultaneidade temporária de duas ou mais contemporaneidades diferentes. Os parceiros no diálogo são apenas superficialmente contemporâneos; na verdade, cada um deles sente-se apenas contemporâneo da tradição histórica da sua cultura."

A canibalização cultural, expressão do professor Boaventura de Sousa Santos, não é, a meu ver, senão uma forma anacrónica, ineficaz e incoerente de lidar com o multiculturalismo. Proclamar a repressão, hasteando a bandeira com os 30 artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, ao mesmo tempo que se ignora que o indivíduo não existe deslocado da sua cultura, e que é nessa diversidade cultural que encontramos a História da Humanidade, é ir contra as orientações fundamentais que estiveram subjacentes à filosofia da Carta dos Direitos Humanos.


35 comentários:

André disse...

Tem algumas coisas interessantes, mas esse cara deveria escrever em português, não em sânscrito. Esses caras adoram dar um banho de soda cáustica na gramática.

Hermenêutica diatópica, complexo teantropocósmico total da realidade, inteligibilidade translocal das incompletudes (ufa!), parece Kant quando este se empolgava e começava com aqueles paralelepípedos verbais.

Mas sempre pode piorar (aliás essa é a tendência): se fosse um filósofo pós-moderno francês, ainda teríamos equações de 5º grau pra resolver ao longo do ensaio.

Nossa, essa me fez parar pra ver se eu estava lendo direito: epistemicídio. Se for o assassinato (mais bonito: assassínio) da epistemologia, eu voto a favor. E aproveitem pra botar aí a dialética, a disseologia (ciência que estuda o disse-me-disse) e a sopa de letrinhas da Adria, a real culpada por tudo isso.

“Das duas versões de direitos humanos existentes na nossa cultura - a liberal e a marxista - a marxista deve ser adoptada, pois amplia para os domínios económico e social a igualdade que a versão liberal apenas considera legítima no domínio político.” Hummm... engulo isso com um saco de sal?

Não sei não... Acho que esse cara não leu Raymond Aron. Ou, se leu, não gostou.

“...como disse Sartre, antes de ser concretizada, uma ideia tem uma estranha semelhança com a utopia.”

Só acho que as idéias utópicas que querem "virar" realidade à força são as piores.

“...o importante é não reduzir o realismo ao que existe, pois, de outro modo, podemos ficar obrigados a justificar o que existe, por mais injusto ou opressivo que seja.”

Bom, é possível reduzir o realismo ao que existe, sem aceitar a injustiça e a opressão por causa disso.

Pelo jeito, os direitos humanos de uns são mais humanos que os de outros. Ou mais desumanos. Até isso tudo ser devidamente diluído, adaptado, acomodado, moderado, etc e tal, vai levar um tempão. Se levar. Quem viver verá...

Moacy Cirne disse...

Embora não concorde com muitas de suas posições políticas em postagens anteriores, tive uma boa impressão de seu blogue, quer pela simplicidade, quer pela seriedade com que, em alguns casos, aborda questões mais delicadas. De qualquer maneira, grato pela visita ao Poema/Processo. Um abraço.

Bocage disse...

Doce Clarissa,

Que prazer inesperado ler um texto teu por aqui.
Somente há pouco, a passear pelos posts mais recentes em busca de algum comentário tardio, não lido, vi este comentário teu:

"Eu não sei a credibilidade que merece esse senhor Janer Cristaldo, mas para ser citado pelo Bocage imagino que tenha alguma."

Obrigado pela parte que me toca, dileta amiga. Creio que tenha alguma, rsrs. Transcrevi aquele excerto para fazer ver como culturas tão diversas como a dos islâmicos e a dos índios brasileiros tratam suas mulheres como cidadãs de terceira classe.

A circuncisão feminina é feita há séculos em algumas regiões africanas. É cultural... A prática, contudo, escandaliza todas as gentes civilizadas, que não titubeariam em "canibalizar" este traço cultural daqueles bárbaros. Tu ficas chocada – com razão - quando povos africanos mantêm tais costumes em pleno solo português. Eu avalio do mesmo modo o problema do infanticídio de meninas entre os silvícolas brasileiros, para citar uma dentre as muitas atrocidades pelas quais sabem que não receberão qualquer punição – falo daqueles que mantêm algum contato com indivíduos da nossa cultura.

Destarte, o último parágrafo deste teu mais do que pertinente post pode ser usado para desaprovar a batalha de conscientização que se trava em solo africano pela erradicação da circuncisão feminina. Antes extirpar tal traço cultural, ainda que o indivíduo (parte dele) deixe de existir deslocado da sua cultura, no caso de uma tribo africana isolada, do que omitir-se perante o sofrimento de tantas jovens. Ainda que as jovens se resignem à prática. Tal extirpação não causará traumas sociais, tampouco fará verter sangue inocente ou impedirá que os membros da sociedade tenham prazer. Por qual extirpação devemos optar?

“É verdade que o senhor não me conhece de lado nenhum, mas deu para notar que detesta ser contrariado nas suas opiniões, já que a forma de reacção é mesmo um pouco infantil.”

O Mouro e o Catellius têm mais a dizer sobre isto, rsrs.

Beijos, Tágide!

Bocage disse...

Catellius,

Não venhas me dizer que para ilustrar este post escolheste "Moema" de Victor Meirelles em referência à Moema das missivas da Clarissa? Duvido que pudeste ter sido tão sutil, rsrs.

Para quem não leu, fica aqui minha sugestão:

CARTAS A MOEMA I

CARTAS A MOEMA II

CARTAS A MOEMA III

CARTAS DE MOEMA I

Anonymous disse...

Soh os varoes portugueses vinham ao Brasil. Eles nao traziam as esposas e por isso resolviam-se ca com as indias mesmo. E foi um bom comeco para este pais, tao miscigenado. Nao vejo ameacas a cultura indigena por parte de uma nacao - a brasileira - entre cujos elementos etnicos esta justamente o indigena.

Clarissa disse...

Amigo Bocage
Quando dizes:
«Destarte, o último parágrafo deste teu mais do que pertinente post pode ser usado para desaprovar a batalha de conscientização que se trava em solo africano pela erradicação da circuncisão feminina. Antes extirpar tal traço cultural, ainda que o indivíduo (parte dele) deixe de existir deslocado da sua cultura, no caso de uma tribo africana isolada, do que omitir-se perante o sofrimento de tantas jovens. Ainda que as jovens se resignem à prática. Tal extirpação não causará traumas sociais, tampouco fará verter sangue inocente ou impedirá que os membros da sociedade tenham prazer. Por qual extirpação devemos optar?»

De facto poderá ser feita essa leitura, facto que me desagrada, já que em conversas anteriores me posicionei radicalmente contra a excisão. O que eu pretendo afirmar é que a Educação (nas suas diferentes vertentes, até sexual), deve ser o caminho para a erradicação destas práticas desumanas. É claro que tudo isto tem subjacente as medidas e as políticas que o Estado brasileiro tomar; de qualquer forma Educação, neste sentido, não tem que implicar uma aculturação por destruição. Por detrás de cada cultura está um diferente conceito de Homem e de Valores, os Índios, como nós,temos costumes bárbaros, a pena de mortte é para mim um claro exemplo disso. Parece-me que os EUA também têm que, em certos estados, ser educados, o que não significa que vamos destituir os EUA da sua identidade cultural.
Este assunto é problemático pois a verdade é que,como diz no texto citado, as diferentes culturas estão em diferentes períodos ao mesmo tempo que coexistem na actualidade. Eu não posso Reprimir ou Erradicar as culturas que praticam a pena de morte ou as touradas etc... É aqui que reside a diferença, para erradicar práticas bárbaras não se pode simplesmente aniquilar uma cultura, seja os EUA seja a cultura Índia. Eu não concordo com a tourada cá em Portugal,mas ela está prevista na lei, com sistema de excepção para Barrancos, onde é tourada de morte,tendo sido alegada a Tradição... só posso Educar os cidadãos para a brutalidade deste acto.

Obrigada pelas referências às cartas a Moema, o importante para mim nos meus Blogs é escrever, algo que sempre é intermitente na minha vida,mas que me faz bem (e por vezes mal).

Beijo meu amigo,grata pela chamada de atenção tão pertinente que fizeste no teu comentário... é fácil perceber a razão por que te respeito:)

Clarissa disse...

Catellius, Simone e Heitor
Obrigada por este convite,que muito me honrou, um enorme beijo para vocês.

Clarissa disse...

Catellius
Obrigada pela imagem referente a Moema:)
Beijocas grandes

André disse...

Divertido:

http://www.arkhosbiotech.com/index.asp

É o site falso de uma empresa que adoraria ocupar a Amazônia, "salvá-la". Trata-se de uma peça publicitária da Guaraná Antarctica.

Lá pelas tantas, a gente descobre q essa empresa está interessada em roubar a fórmula do refrigerante ou algo assim.

Obviamente, muita gente não gostou e a campanha foi considerada de muito mau gosto.

Bom, eu gostei, mas eu sou suspeito (será que eu trabalho pra Arkhos?, he, he).

Anyway, cool...

Catellius disse...

Querida Clarissa,

Obrigado pelo post! Nem me lembrei da sua Moema quando coloquei o óleo de Vítor Meirelles para ilustrá-lo.
Muito boa sua percepção, Bocage!

Você escreveu no Expressionista:

"...não posso deixar de agradecer as informações que me prestaram e que me fizeram chegar à conclusão que sei muito pouco sobre o assunto e terei que pesquisar muito mais para fundamentar melhor a minha opinião."

Só criaturas nobres como você são capazes de escrever algo assim. A esmagadora maioria das pessoas interrompe a discussão ou muda de assunto quando seus argumentos não se sustentam mais. Até o Janer, que admiro bastante, anos-luz que está à minha frente em erudição, inteligência e capacidade analítica, possui tal boba, infantilíssima limitação (escrevi o mesmo lá no Expressionista).

Como disse o Mouro, é preciso ser grande para ser rigoroso consigo, sobretudo diante de alguns tipos hostis. Muitas vezes, reconhecer um erro ou a própria limitação "dá tanto prazer quanto reconhecer um grande acerto. Claro, que tal prazer possivelmente decorre do grande acerto de reconhecer o erro" (retirado de uma discussão no blog do Rodrigo Constantino).

Parabéns para você!
Beijos

Catellius disse...

p.s.
Veja bem, não estou com isto dizendo que nada do que você disse estava correto e que você fez bem em reconhecê-lo. Pelo contrário. Você foi sincera, expôs exatamente o que lhe afligia na questão, discutiu com honestidade, movida por sua humanidade. Refiro-me mais ao fato de você ter reconhecido não dispor de dados suficientes para fazer uma justa avaliação a respeito da questão indígena no Brasil.

Bocage disse...

Padre colombiano denuncia pedofilia

Ricardo Rayol disse...

Me desculpem mas que porra é essa?

Clarissa disse...

Amigo Catellius
Tenho algumas «certezas»: os princípios por que oriento a minha vida e defino as minhas prioridades, tudo o resto é mais povoado por perguntas que respostas e cada vez mais sinto que é melhor ouvir que falar, ler do que escrever. Mas sou assim como o Mouro já disse de si próprio, há situações em que ainda não consigo ficar calada, acredito que é uma aprendizagem que ainda farei. Estou habituada a desenvencilhar-me sozinha das tropelias da vida, razão pela qual fico sempre muito sensibilizada com palavras como as que deixaste aqui e no Expressionista. Devo dizer que não gostei absolutamente nada da forma como te responderam por lá, o que denota não só uma enorme falta de humildade como um ego demasiado insuflado. E talvez aqui tenhamos algo a aprender com as culturas indígenas, a humildade de seres para a morte ao invés da soberba de grandes sábios que dominam uma qualquer área do conhecimento. A matéria de que é feita um homem sábio não se limita aos pseudoconhecimentos que acumula, mas à atitude de reconhecimento da sua falibilidade e pequenez perante a infinitude do desconhecido. Os «grandes vultos» que usam a internet para dar visibilidade às suas sacras opiniões, fazem-no ainda da mesma forma com que, durante anos, usaram os jornais e as televisões, escrevem e dizem o que querem como um megafone gigantesco para se fazerem ouvir, apregoam uma democracia que não praticam, já que na verdade querem é impor as suas ideias pois debate para eles é uma espécie de luta de galos em que um tem que bicar mais o outro, de preferência até à morte, sem nada aprenderem pelo meio. Os senhores Janer Cristaldo e Anselmo não têm a matéria de que são feitos os grandes homens, podem até escrever bem ( mas há muita gente que escreve bem) mas têm-se numa elevada conta e, na verdade, para mim, não passam de pseudointelectuais em bicos de pés à espera que uma plateia os aplauda.

Um beijo Catellius

P.S. Arranja aí outro post, algo realmente inspirador como «A net e os outros: os infoexcluidos»

Klatuu o embuçado disse...

CLAP! CLAP! CLAP! Grande Clarissa!

Klatuu o embuçado disse...

Os amigos conhecem a história de Robinson Crusoé? Provavelmente. Mas para quem não conheça... neste ou noutro blog, eu vou contar.

Era uma vez um branco qualquer chamado Robinson Crusoé, meteu-se num barco, o mar virou o barco e toda a gente se fodeu - mas o branco Robinson escapou. Foi parar a uma ilha. Dava pra viver lá - mas, claro, sem civilização, Robinson se aborrecia.
A ilha era uma espécie de discoteca onde canibal ia ao fim-de-semana se divertir um pouco. Levavam seus inimigos nas pirogas, chegados à praia acendiam fogueiras, os matavam, assavam e comiam. O branco Robinson viu tudo - e interviu. Na sua bravata, bem assistida por uma espingarda, salvou da morte um pobre desgraçado, que, decerto, tinha nome - mas Robinson, não falando língua de Índio, lhe chamou Sexta-feira.
A partir desse dia Robinson Crusoé viveu com muito mais alegria, tinha um escravo com quem falar, gritar, etc, e a quem provar a superioridade da civilização branca.

Mas o melhor mesmo era: que quando Robinson não queria falar, ou porque tinha gripe, ou porque o interlocutor era demasiado bárbaro, ou demasiado inteligente - Sexta-feira (que entretanto tinha, à força de porrada, aprendido língua de branco) falava pelo seu senhor Robinson Crusoé. É sempre uma grande vantagem ter um escravo.

Os melhores cumprimentos, senhores, daqui e de lá.

A Língua disse...

Psicóloga x Cazuza !

Esta mensagem precisa ser retransmitida

para todas as FAMÍLIAS!

Uma psicóloga que escreveu algumas verdades.

Uma psicóloga que assistiu o filme Cazuza escreveu o seguinte texto:

"Fui ver o filme Cazuza há alguns dias e me deparei com uma coisa estarrecedora. As pessoas estão cultivando ídolos errados.

Como podemos cultivar um ídolo como Cazuza? Concordo que suas letras são muito tocantes, mas reverenciar um marginal como ele, é, no mínimo, inadmissível.

Marginal, sim, pois Cazuza foi uma pessoa que viveu à margem da sociedade, pelo menos uma sociedade que tentamos construir (ao menos eu) com conceitos de certo e errado. No filme, vi um rapaz mimado, filhinho de papai que nunca precisou trabalhar para conseguir nada, já tinha tudo nas mãos. A mãe vivia para satisfazer as suas vontades e loucuras. O pai preferiu se afastar das suas responsabilidades e deixou a vida correr solta.

São esses pais que devemos ter como exemplo?

Cazuza só começou a gravar pois o pai era diretor de uma grande gravadora. Existem vários talentos que não são revelados por falta de oportunidade ou por não terem algum conhecido importante.

Cazuza era um traficante, como sua mãe revela no livro, admitiu que ele trouxe drogas da Inglaterra, um verdadeiro criminoso. Concordo com o juiz Siro Darlan quando ele diz que a única diferença entre Cazuza e Fernandinho Beira-Mar é que um nasceu na zona sul e outro não.

Fiquei horrorizada com o culto que fizeram a esse rapaz, principalmente por minha filha adolescente ter visto o filme. Precisei conversar muito para que ela não começasse a pensar que usar drogas, participar de bacanais, beber até cair e outras coisas fossem certas, já que foi isso que o filme mostrou.

Por que não são feitos filmes de pessoas realmente importantes que tenham algo de bom para essa juventude já tão transviada? Será que ser correto não dá Ibope, não rende bilheteria?

Como ensina o comercial da Fiat, precisamos rever nossos conceitos, só assim teremos um mundo melhor.

Devo lembrar aos pais que a morte de Cazuza foi consequência da educação errônea a que foi submetido .

Será que Cazuza teria morrido do mesmo jeito se tivesse tido pais que dissesem NÃO quando necessário?

Lembrem-se, dizer NÃO é a prova mais difícil de amor .

Não deixem seus filhos à revelia para que não precisem se arrepender mais tarde. A principal função dos pais é educar. Não se preocupem em ser amigo de seus filhos. Eduque-os e mais tarde eles verão que você foi a pessoa que mais os amou e foi, é, e sempre será, o seu melhor amigo, pois amigo não diz SIM sempre."

Karla Christine
Psicóloga Clínica

Leu ? Concorda com a psicóloga?

Então faça sua parte divulgue.

Eu fiz a minha.

Simone Weber disse...

Querida amiga Clarissa,

Perdoa-me por não ter feito ainda minha análise acerca da questão indígena no Brasil. Cheguei ontem de uma pequena viagem e ainda estou atribulada com algumas pendências profissionais.
Infelizmente, não tenho muito o que acrescentar à discussão, posto não ser esta u'a matéria em que eu seja versada. Mesmo assim, tento dar minha contribuição.

Não me incomoda que os índios possuam 12% do território brasileiro. Nações imensamente mais ricas do que o Brasil têm área menor do que muitos de nossos estados. Já está na hora de investirmos mais em capital humano e menos em commodities.

Penso que apenas o índio com o qual não temos contato e cujas ações desconhecemos pode ser inimputável - ou seja, o isolado. Os demais devem estar sujeitos ao Estado de Direito, ainda que vivam semi-isolados.

Não compactuo da visão de que vivemos em contemporaneidades diferentes.

Os índios podem assimilar nossos bons valores, algo de nossa ética, sem abrir mão da cultura de seus ancestrais. Torço para que resistam ao monoteísmo, porque o deus único, ciumento, é o que de pior eles podem importar de nossa cultura. Tal entidade, embora inexistente, é como o sal espalhado sobre a terra da Cartago arrasada, sob o qual nada germina, tudo estagna. Que fiquem com sua religião animista - ao menos é o que desejo. Não faria objeções, é lógico, à adoção do Deus das religiões do livro.

Querida amiga. Obrigada pela doçura com que discutes com os "selvagens" daqui da blogosfera, sempre inteligente, honesta e meiga.

Uma Beijoca grande para ti!

O+cioso disse...

Chega de babação para com a pobre da Clarissa, seus inconvenientes.

Ela vai acabar ficando constrangida, kkkk.

Bocage disse...

Amiga Clarissa,

"...de qualquer forma Educação, neste sentido, não tem que implicar uma aculturação por destruição." --- Com certeza.

"Por detrás de cada cultura está um diferente conceito de Homem e de Valores, os Índios, como nós, temos costumes bárbaros, a pena de mortte é para mim um claro exemplo disso." --- Oponho-me à pena de morte. No entanto, sou contra que determinada casta de presos tenha regalias a não ser que trabalhe (na prisão) para garanti-las. Não deveriam ser coagidos a trabalhar, mas caso preferissem levar seus dias ociosamente teriam de dormir sobre um colchão duro e comer uma ração que não pesasse no orçamento do país. Caso aceitassem trabalhar poderiam ficar com o excedente do custeio das ditas regalias ou enviá-lo a parentes. Claro que não me refiro a trabalhos com picaretas nas mãos e grilhões nos tornozelos, rsrs.

"Este assunto é problemático pois a verdade é que,como diz no texto citado, as diferentes culturas estão em diferentes períodos ao mesmo tempo que coexistem na actualidade." --- Assim como a Simone, não entra em minha cabeça o conceito de contemporaneidades diferentes. Como se fôssemos viajantes do futuro que só podem observar o mundo dos silvícolas sem alterá-lo, pois qualquer intervenção poderia ser nefasta. Soa-me como uma mera construção acadêmica, pouco objetiva.

"Eu não posso Reprimir ou Erradicar as culturas que praticam a pena de morte ou as touradas etc..." --- Acho que ninguém, nem mesmo aquele Anselmo, defendeu a erradicação dA cultura indígena ou sua repressão. Pareceu-me que todos estavam a defender a erradicação de determinada prática não a erradicação da cultura índia.

"Obrigada pelas referências às cartas a Moema" --- :)

Beijos para ti, Tágide.

Catellius disse...

André,

“Hermenêutica diatópica, complexo teantropocósmico total da realidade, inteligibilidade translocal das incompletudes (ufa!)”


Parece que as quase 400 mil acepções do dicionário da língua portuguesa não são suficientes para que algumas pessoas se comuniquem. O Google acusa 5 páginas para a busca por “teantropocósmico”, todas ligadas ao Boaventura de Sousa Santos. Claro que dá para imaginar que a origem é a teantropia, o ramo da teologia que “estuda” o deus que se fez homem, associada a algo cósmico (he he). Mas “total da realidade” é de dar um nó na cabeça. Acho que quem está em uma contemporaneidade diferente é o Boaventura, que deve ser um homem-deus cósmico ininteligível tresloucado e incompleto, he he.

“...se fosse um filósofo pós-moderno francês, ainda teríamos equações de 5º grau pra resolver ao longo do ensaio.”

Nem me fale! E nosso amigo Eifler! Como decifrar as fórmulas que publica em seu blog? Brincadeira! Sempre aprendo muito em minhas visitas ao Biologia e Ideologia! Grande Eifler!

“epistemicídio”

Este neologismo é para indicar a assassínio do conhecimento do outro. Risível! “Claritexticídio” pode ser o assassinato da clareza de um texto.

“E aproveitem pra botar aí a dialética, a disseologia (ciência que estuda o disse-me-disse)”

Ha ha ha! Você me pegou! Joguei “disseologia” no Google e apareceu uma única página: “As Angústias de um Engravatado”, daqui do Pugnacitas, e na caixa de comentários você – não poderia ser outra pessoa – é quem usa a palavra. Depois que fui ler a explicação acima (disse-me-disse). Pensei se tratar de algo sério, he he he.

“Das duas versões de direitos humanos existentes na nossa cultura - a liberal e a marxista - a marxista deve ser adoptada, pois amplia para os domínios económico e social a igualdade que a versão liberal apenas considera legítima no domínio político.”

Não parto do pressuposto de que tudo o que um marxista escreve está errado. Mas acende o sinal amarelo, ou melhor, o VERMELHO... Principalmente após um disparate como esse...

“...o importante é não reduzir o realismo ao que existe, pois, de outro modo, podemos ficar obrigados a justificar o que existe, por mais injusto ou opressivo que seja.”

Posso ser realista em relação a algo que não existe mas que existirá em breve. Os bolcheviques, por exemplo, foram bem realistas em relação a algo que ainda não existia – a Revolução – e souberam implantá-la da maneira planejada, com um real e caudaloso rio de sangue. Mas não havia nada de realista nos apregoados fins, no prometido paraíso socialista.

“Bom, é possível reduzir o realismo ao que existe, sem aceitar a injustiça e a opressão por causa disso.”

Considero como uma postura realista a previsão da formação de um tornado que ainda não existe. Em uma primeira leitura, o realismo não pode “realmente” ser reduzido ao que existe. Deve contemplar aquilo que é previsível ou realizável.

Abração
E como andam os estudos?

Catellius disse...

Mouro, tive que moderar você, he he.

Um comentário como esse não pode ser apenas um comentário. Vou colocá-lo como próximo post, he he he.

Catellius disse...

Mouro, excelente o seu texto, como sempre.
E logo após postarei algo interessante, enquanto o Heitor está de férias.

Klatuu o embuçado disse...

Gosto do Cazuza! :)=

P. S. Mãe brasileira é mística mesmo... ora!... preocupada com espectro!

Catellius disse...

He he
Caro Klatuu,

O objetivo do filme não era promover o modus vivendis do Cazuza mas narrar a vida de um artista cujas músicas fizeram muito sucesso.

Se Richard Wagner não tivesse escrito as suas magníficas óperas sua vida de adúltero, revolucionário, oportunista, anti-semita, prepotente não despertaria interesse. No caso de uma biografia de Wagner talvez o mau exemplo esteja no modo como morreu: no derradeiro instante recebeu a comunhão e morreu como um bom católico (havia se convertido um pouco antes, por oportunismo), apesar de ter sido um irreligioso a vida inteira. A mensagem errada é: faça tudo que quiser e se arrependa pouco antes de morrer, seja por desespero, medo delirante de que o inferno de fato exista, seja porque os hormônios e os desejos carnais já não têm o mesmo poder sobre você, velho e sem forças, seja porque se você não aceitar os sacramentos não será admitido no tradicional cemitério da cidade e terá de ser enterrado em uma vala qualquer à beira da estrada - assim era até não muito tempo atrás.

No caso do Cazuza ele morre todo descarnado, sem cabelo, coberto de pústulas. Que raio de apologia à vida desregrada é essa? Porque mais alto do que qualquer "mensagem negativa" fala o fato de que a vida desregrada como a que ele levou pode conduzir à morte precoce. E quem deseja morrer jovem?

E agora vamos fazer biografias apenas de Stephen Hawking, o famoso alface, e do Quasímodo do Frei Damião? Esqueçamos de personagens como Dorian Gray, Don Juan, Giacomo Casanova, Caravaggio, Nero e Calígula?

Arte é arte e cada um escreve a história que quiser para quem quiser conhecê-la.

Catellius disse...

Já havia recebido em minha caixa de e-mails esse texto ridículo, à época do filme. Apesar da Língua ser um maníaco desvairado que não merece comentários, acho que a "mensagem que precisa ser retransmitida para todas as FAMÍLIAS!" merece alguns:

"Fui ver o filme Cazuza há alguns dias e me deparei com uma coisa estarrecedora. As pessoas estão cultivando ídolos errados."

Caso ela esteja falando de "ídolo" no sentido do programa do SBT, de ídolo do rock, o que ela prefere, os da época dela, que também eram uns drogados? Sid Vicious, Jimi Hendrix, John Lennon, Keith Richards, Mick Jagger, Janis Joplin, James Dean, Elvis, Marilyn Monroe, Rock Hudson? E mesmo no Brasil dos dias de hoje esses aí que listei são muito mais "adorados" do que o medíocre Cazuza.

"Como podemos cultivar um ídolo como Cazuza? Concordo que suas letras são muito tocantes..."

Se ela acha suas letras tocantes é porque encontraram eco em algo dentro dela. Ou seja: ele cumpriu bem seu papel de artista. Ninguém louva o Oscar Wilde por ele ter sido pederasta e sim por seus livros geniais. Eu, particularmente, não gosto das músicas do Cazuza, do mesmo modo que não vejo graça no Legião Urbana, cujo vocalista também morreu de AIDS e gostava de "meninos e meninas". Não obstante, há uma certa mística em torno ao Renato Russo, não em torno a qualquer um que viveu do mesmo modo que ele. Enfim, o interesse é pelo compositor, e sempre se tolerou a transgressão nos "bardos", nos músicos, que sempre venderam a idéia de loucura, de viverem fora da realidade. Esta psicóloga chinfrim pode começar a se preocupar quando estiverem ensinando o modo de vida do Cazuza no catecismo da Igreja, he he. Se bem que nos seminários... Dizem que há uma subcultura gay por lá. Os heterossexuais são até discriminados. Depois colo por aqui a pesquisa em que me respaldo para fazer "tão grave" acusação, he he.

"Marginal, sim, pois Cazuza foi uma pessoa que viveu à margem da sociedade..."

Oh! Jesus também era marginal, he he. Viveu à margem dos valores judaicos de sua época, dos conceitos de certo e errado que já existiam há milhares de anos naquela sociedade.

"..., pelo menos uma sociedade que tentamos construir (ao menos eu) com conceitos de certo e errado."

Não basta ter conceitos de certo e errado. Há que se ter justiça. Era "certo" apedrejar adúlteras antigamente. Hoje é errado.
"Ao menos eu": quanta pretensão...

"No filme, vi um rapaz mimado, filhinho de papai que nunca precisou trabalhar para conseguir nada..."

E ela me sai uma boa de uma invejosa. Se eu ganhar dinheiro o suficiente para que meu filho tenha a vida ganha, quem vai desmerecer suas conquistas? Acaso é fácil fazer o sucesso que o Cazuza fez, compor as músicas que ele compôs mesmo tendo pai rico? E as conquistas de Alexandre o Grande não valeram tanto porque o pai lhe deu o império macedônico meio construído? Essa é a lógica daqueles que louvam o cara que saiu do nada, que era pobre (chuif chuif) e ficou rico... Bom, se "iluminados" como o Zezé di Camargo saíram do nada e ficaram ricos, eles mesmos não pensam duas vezes ao dar todas oportunidades para seus filhos, que serão "filhinhos de papai que nunca precisaram trabalhar".

"..., já tinha tudo nas mãos. A mãe vivia para satisfazer as suas vontades e loucuras. O pai preferiu se afastar das suas responsabilidades e deixou a vida correr solta. São esses pais que devemos ter como exemplo?"

Claro! É só assistir ao filme para ver que eles são um exemplo de como não educar o filho. Só faltava agora os pais que assistiram ao filme passarem a se espelhar nos pais do Cazuza e começarem a educar os filhos baseados no filme. Essa porcaria de filme nem fez tanto sucesso. Essa "psicóloga" está maluca!

"Cazuza só começou a gravar pois o pai era diretor de uma grande gravadora."

Ha ha ha! Que IDIOTA! Se é que é psicóloga mesmo. Mozart valia menos porque o pai já era músico da Corte e lhe abriu as portas para grandes mecenas vienenses, Mendelssohn também valia menos porque o pai era um rico judeu entusiasta pela música e que pagou os melhores professores para ele e financiava concertos de suas peças desde que ele tinha uns oito anos de idade? Ela é contra utilizar o potencial disponível ao máximo?

"Existem vários talentos que não são revelados por falta de oportunidade ou por não terem algum conhecido importante."

Mais uma vez, ela reclama do quê? Para todos terem a mesma oportunidade só se impedirmos os pais, os avós de ganharem dinheiro. Se um pai teve tino para os negócios, é óbvio que seus filhos terão mais oportunidades. Dentro da mesma família há um irmão que ganha dez vezes mais do que o outro. Seus filhos terão muito mais oportunidades, poderão viajar pelo mundo, ter acesso a cultura, livros, belas roupas, bons carros. Fazer o quê? Quem sabe ela prefira uma sociedade comunista como Cuba, onde todos têm a mesma oportunidade: nenhuma!

"Cazuza era um traficante, como sua mãe revela no livro, admitiu que ele trouxe drogas da Inglaterra, um verdadeiro criminoso. Concordo com o juiz Siro Darlan quando ele diz que a única diferença entre Cazuza e Fernandinho Beira-Mar é que um nasceu na zona sul e outro não."

Blá blá blá = ele era um astro de rock, um tolinho viciado como muitos tolinhos roqueiros. A maioria vira papai careta defensor da tradição e da moralidade, depois que passa a adolescência. Onde estão os doidões dos shows dos anos 60? E aquilo, naquela época, representava uma transgressão maior ainda. Estão todos com seus trabalhos, caretas, levando a vida. Se o Cazuza não tivesse contraído AIDS possivelmente estaria aí, decadentão, participando do Criança Esperança com o RPM, defendendo a cidadania no Altas Horas, he he.
Esse juiz e essa "psicóloga" são uns babacas que deveriam sair quebrando discos de rock em praça pública, pois HEY! THAT'S ROCK!

"Fiquei horrorizada com o culto que fizeram a esse rapaz, principalmente por minha filha adolescente ter visto o filme. Precisei conversar muito para que ela não começasse a pensar que usar drogas, participar de bacanais, beber até cair e outras coisas fossem certas, já que foi isso que o filme mostrou."

A filha dela deve ser uma ameba sem metade da massa encefálica. A psicóloga precisou conversar muito para a filha não sair usando drogas e participar de bacanais? Ha ha ha ha! Eu também, quando assisti Laranja Mecânica, quis sair por aí quebrando os ossos de velhinhos, mas meu pai conversou comigo e eu desisti... E depois que assisti Jesus de Nazaré saí procurando um barbudo para pregar na cruz, mas minha mãe conversou comigo e me convenceu. Milagre! Anencéfalos já podem ir ao cinema!

"Por que não são feitos filmes de pessoas realmente importantes que tenham algo de bom para essa juventude já tão transviada?"

É uma conspiração mundial orquestrada pelos judeus após os Protocolos dos Sábios de Sião, ha ha ha. Se não for isso, certamente é obra dos Illuminati, he he.

"Será que ser correto não dá Ibope, não rende bilheteria?"

Putz! Só o que vemos nas prateleiras das locadoras são comedias românticas, DVDs para crianças a ensinar bons modos, lições de moral no final, politicamente correto. Essa psicóloga ao invés de ir assistir Cazuza com a filha descerebrada deveria colocá-la em frente ao Discovery Kids, he he.

"Como ensina o comercial da Fiat..."

Ah, isso sim é educativo.... logo esses comerciais de carro, cujo único mote é despertar a inveja do vizinho...

"..., precisamos rever nossos conceitos, só assim teremos um mundo melhor. Devo lembrar aos pais que a morte de Cazuza foi conseqüência da educação errônea a que foi submetido ."

Não apenas da educação. Por acaso todos os crimes de pedofilia na Igreja Católica podem ser creditados à educação que os padres recebem no Seminário? E essa psicóloga já ouviu falar em livre-arbítrio?

"Será que Cazuza teria morrido do mesmo jeito se tivesse tido pais que dissessem NÃO quando necessário?"

Na mesma família temos o certinho e o transgressor. Não sei se essa psicóloga já ouviu falar em propensão genética associada à educação e ao meio.

Enfim...
Maldita seja a pessoa que escreveu isso daí, he he.

Klatuu o embuçado disse...

Este povo anda louco - e mãe sempre teve tendência para a loucura fantasmática sexual, principalmente se está na meia-idade, a companhia masculina escasseia e tem filha adolescente, bonita e desinibida! :)

(Além de que, nem agora nem ontem, adolescência alguma foi inocente.)

Conheço razoavelmente a biografia de Cazuza - acho que foi alguém de muito talento, com uma grande inquietação existencial e com um destino trágico.

Abraço!

P. S. Me responde baixinho aqui a uma coisa: Que está acontecendo com teu país? De que enfermidade terrível anda padecendo o mui nobre e generoso Brasil??

Klatuu o embuçado disse...

P. P. S. É psicóloga??? Ai meu Jesus Cristinho! JAJAJAJAJA!!!

Klatuu o embuçado disse...

«Leu ? Concorda com a psicóloga?

Então faça sua parte divulgue.

Eu fiz a minha.»

Me contradiz, se eu estiver enganado na minha (psic)análise mas - como vocês dizem - tá aqui um papinho de cama legal! :)=

Catellius disse...

Caro Klatuu,

Ótima pergunta:

"Me responde baixinho aqui a uma coisa: Que está acontecendo com teu país? De que enfermidade terrível anda padecendo o mui nobre e generoso Brasil??"

E eu respondo com as palavras de um conterrâneo seu, Lord of Erewhon, que escreveu neste blog, no post Corrompendo Congresso e Povo:

"o declínio progressivo do Brasil é sintoma - também - do declínio dos seus intelectuais! Olavo de Carvalho é um excelente exemplo disso mesmo; não passa de um fala-barato sem verdadeira cultura filosófica, é um parafrasedor de filósofos mais que interpretados: agarra na «ignorância» socrática e repete o preceito como se tivesse acabado de o inventar; vai a caquéticos «pensadores» cristãos da Contra-Reforma e repete as suas abstrusidades milagreiras; enfim, é um diletante da filosofia comparável ao Paulo Coelho na literatura, este escreve literatura de cordel com anjinhos esotéricos para solteironas alienadas e sexualmente carentes, aquele escreve filosofia de cordel para políticos analfabetos e corruptos!
Quando a cultura brasileira for só paulos coelho e olavos de carvalho... o melhor é vossas excelências venderem o Brasil a retalho aos vossos vizinhos."

Somente agora, com a Internet, conseguimos vislumbrar o verdadeiro grau de estupidez dos brasileiros ditos “pensantes": é assustadoramente maior do que supúnhamos. Na verdade, este é um país de estúpidos...

Clarissa disse...

Amigos Bocage e Simone

O Tempo é uma construção do Homem... 2007 d.c, séc Va.c. ...
A História da humanidade vai-se construindo, «mal» ou «bem»,a partir da nossa concepção de Tempo e Espaço. O facto de culturas indígenas coexistirem com a civilização em pleno século XXI, não significa que tenham a nossa percepção de Tempo e Espaço, facto que inevitavelmente implica formas diferentes de temporalidade. Não me parece um mero conceito académico, parece-me antes que tem grandes implicações práticas.
Quanto ao deus monoteista, Simone, tens dúvidas?! Eu não tenho, a não ser que nos restasse uma espécie de «fé» de que mantenham a sua espiritualidade animista :) Debatemos aqui constantemente a questão do Poder da Igreja, a nossa civilização está corrompida por esse poder, vejam aqui no blog do Bocage:http://blogosferaafora.blogspot.com/search/label/Pedofilia
Como podemos somente apelar à «FÉ» ;) para que não sejam contaminados?!

Beijocas grandes

Clarissa disse...

O+cioso
;)
Um beijo

Klatuu o embuçado disse...

Já nem me lembrava de ter escrito isso aí - as «loucuras» que eu escrevo! :)

Abraço!

Lord of Erewhon disse...

P. S. Há muito por fazer no Brasil, é certo... e todo o continente Americano está a atravessar uma crise de identidade, para a qual a Europa Ociental também tem contribuído - a Comunidade Europeia tem-na reforçado e cair na tentação de se superiorizar ao «além-Atlântico» (e o futuro mostrará como isto é infantilidade política... olhe os sinais, olhe para a «nova» Rússia!) - mas acredito também que o continente Americano está numa fase de renovação, de procura de uma nova «pele» e de um papel mais forte - e mais justo - no mundo.

Acredito - não tenho dúvidas - que o Brasil terá uma importância futura fundamental, que muito vos orgulhará e a nós.

Abraço.
Viva o Brasil!!

Anônimo disse...

esse lord é um babaca mesmo

vem morar aqui no feudo bananéio, filho de uma égua!

esses portugas só falam merda. quem já não se cansou deles?

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