02 julho 2007

O Exército de Chávez

Alguns petistas mais ligados aos ideais da geração de 68 vêem no regime chavista um aliado ideológico. Alguns como a Dilma defendem a construção do Gasur, um gasoduto que atravessaria o território brasileiro e conectaria a Venezuela à Argentina. De fato, este gasoduto tem o potencial de gerar enormes prejuízos para a Petrobras, muito maiores do que os sofridos com as perdas na Bolívia. Mas agora temos um complicador nesta história; a Venezuela mostra ambições militares além das estratégicas e inicia uma corrida armamentista.

Recentemente, em suas conversas com Putin, Chávez teria dito que vê a Venezuela em relação à América como a Rússia em relação à Europa. Entretanto, observa-se que as relações entre os europeus e os russos têm sofrido estremecimentos diante da interrupção de fornecimento de gás para a Alemanha, e de outras ameaças russas.

Sob a alegação de temer uma invasão militar americana, os venezuelanos iniciaram esta corrida armamentista – na verdade uma corrida aos shoppings militares do mundo levando consigo o dinheiro do petróleo. De fato, a Venezuela tem uma disputa territorial com os EUA, a França e a Holanda em sua plataforma continental cheia de petróleo.

Atualmente, a Venezuela treina um contingente de 2 milhões de reservistas que deseja reintegrar às forças armadas visando preparar-se para uma longa guerrilha contra uma possível invasão americana. Esta demonização do maior comprador do petróleo venezuelano não deixa de ser curiosa.

Em 2000, as Forças Armadas Venezuelanas tinham um contingente de 75.000 homens. Em 2005, cerca de 100.000 homens foram adicionados a um corpo separado das forças armadas. Elas são organizadas em seis corpos subordinados a dois comandos independentes. Esta estrutura parece refletir mais o temor de sofrer um novo golpe interno do que um sistema eficiente de combate a um inimigo externo.

A lista de compras de equipamento militar de Chávez inclui: 12 navios de transporte e aviões de reconhecimento e oito navios patrulha comprados da Espanha; 100 mil rifles AK-103, 12 helicópteros Mi-17, 24 caças Su-30 e 6 submarinos de ataque a diesel da Rússia; sistemas de radar da China; sistema antiaéreo da Bielorussia e a licença para produzir os rifles de assalto AK em seu território.

Os venezuelanos tentaram adquirir outros equipamentos mas sofreram embargo dos americanos, que ameaçam as empresas ou países vendedores com perdas de contratos ou de licenças de uso de tecnologia americana. Além disso, os venezuelanos acusam os americanos de não oferecerem manutenção adequada à esquadrilha venezuelana de F-16.

E o Brasil? Seria realmente de nosso interesse construir um gasoduto caríssimo que aumentaria a nossa dependência de um regime que no futuro poderá estar desalinhado ideologicamente com o nosso, que não tem uma prática democrática, que tem tradição em rompimento de contratos e que está se tornando uma potência militar?


45 comentários:

Catellius disse...

Mouro, respondi no post anterior e colei um texto recente do Olavo que ilustra bem o que conversávamos.

Heitor,

A preocupação é legítima, afinal Chávez anda metendo o bedelho onde não deve, como vimos no Incidente Granda, em que Rodrigo Granda das FARC foi capturado pela Venezuela, além de soldados deste país terem violado a fronteira com a Colômbia e abusado de camponeses durante uma operação para combater o contrabando de gasolina. Sem falar em sua relação com Evo Morales, seu envolvimento no processo eleitoral peruano e, recentemente, suas críticas ao senado brasileiro. Este não vale nada, é notório, mas não é capacho dos americanos como o fanfarrão arrotou.

Por fim, considerando o nível de eficiência com que a aeronáutica brasileira lidou com a pane nos aeroportos, não devemos temer exércitos vizinhos, pois o nosso sabe lidar com emergências, é capaz de mobilizações assombrosas antes que bombardeiem nossas capitais.

C. Mouro disse...

...ih! eu já respondi lá mesmo; sempre dou uma olhada no anterior.

Eu já tinha lido o artigo do falastrão, e tive vontde de reler o que escrevi para postar na Rede Liberal quando o Olavo lá falou suas patacoadas ...pqp! eu acreditava que o tipo era útil às idéias de liberdade. ...mas foi lá que percebi o embusteiro, e me arrependi de não ter postado a resposta que tinha guardada para o tipo.

Abraços
C. Mouro

Catellius disse...

"sair se rebolando em triunfo pela porta dos fundos"

ha ha ha

Aquele é a famosa attention whore. Não suportou "tipos" como aqueles sendo considerados inteligentes e bons argumentadores, aí identificou a linha de argumentação, fez um paralelo com algo que já conhecia e do qual, portanto, considerava-se meio dono, e, assim, pôde apelar para a evasiva nº8: dizer que os argumentos não são originais, que são apenas inéditos no meio científico, he he. Que fique claro: a evasiva não foi para Dawkins e para os outros três, pois não havia qualquer discussão entre algum deles e o Olavo, foi uma evasiva para as olavetes que aguardavam ansiosamente por uma palavra do mestre a respeito dos livros. O guru, é claro, apenas jogou todos eles em seu index e, em outras palavras, proibiu-os de concordar com aquilo. E falta de originalidade vemos no cristianismo, aquele coquetel de ingredientes chupados de outras mitologias. O Olavo é realmente um caso perdido.

André disse...

A fábrica de AK-47 e outras armas leves russas q os venezuelanos querem montar é muito mais problemática do q caças, submarinos e outros q exigem uma infraestrutura operacional, de terra, e gente capacitada, coisas q a Venezuela não tem e sem as quais nada disso é uma ameaça. Ainda mais considerando q o oponente seria a força-aérea norte-americana, combinada com a Marinha. Inundar o subcontinente de fuzis Kalashnikov é bem pior.

Contudo:

http://execout.blogspot.com/2007/06/venezuela-submarines-air-defense-and-us.html

E há essas daqui. Mais tarde mando outra, q ainda não encontrei, sobre o perigo (real) q a Venezuela representa para os EUA.

http://execout.blogspot.com/2006/11/venezuela-beyond-presidential-election.html

http://execout.blogspot.com/2006/11/china-venezuela-less-perfect.html

*****************************
E não se aumenta o efetivo militar de um país dessa maneira mantendo-se qualidade. Mesmo para guerrilhas. É difícil organizar uma guerrilha decente. Os iranianos precisaram de anos para montar uma no sul do Iraque, foi um trabalho muito delicado. E os sunitas de Saddam, do Baath, q também montaram a sua, tinham boa experiência militar e eram altamente organizados.

Chavez acabou com as carreiras de tantos militares e deixou o exército ser infiltrado por tantos agentes cubanos que agora vive com medo de um golpe.

Pra mim, desses aí o Dennett é o melhor. Olavo é um caso perdido. Gosta de teorias conspiratórias onde há marcianos comunistas, ateus, homossexuais...

Sartre era um grande intelecto, q virou picareta depois de um tempo. Se tornou obscuro de propósito.

Bocage disse...

Prefiro Christopher Hitchens, que humilha Sean Harris nesta rápida entrevista, da qual o repórter se vale para tentar sair-se bem com o chefinho lá de cima. Chega a ser patético.

André disse...

É, burrinho esse cara q entrevistou o Hitchens...

Aqui está a análise de q falei:

The United States and the 'Problem' of Venezuela

Venezuela has become an ongoing problem for the Bush administration, but no one seems able to define quite what the issue is. President Hugo Chavez is carrying out the Bolivarian revolution in Venezuela and feuding with the United States. He has close ties with Cuba and has influenced many Latin American countries. The issue that needs to be analyzed, however, is whether any of this matters -- and if it does, why it is significant.

Chavez came to power in 1999 through a democratic election. He unseated a constellation of parties that had dominated Venezuela for years. Chavez, an army officer, had led a failed coup attempt in 1992 and spent time in prison for that. He sought the presidency without any clear ideology other than hostility to the existing regime. There was a vague belief at the time of his election that Chavez would be simply another passing event in Latin America. Put a little more bluntly, there was an assumption that Chavez rapidly would be corrupted by the opportunities opened to him as president, and that he would proceed to enrich himself while allowing business to go on as usual.

The business of Venezuela, however, is oil. Not only is the country a major exporter, but the state-owned oil company, Petroleos de Venezuela SA (PDVSA), also owns the American refiner and retailer Citgo Petroleum Corp. Venezuela has tried to diversify its economy many times, but oil has remained its mainstay. In other words, the Venezuelan state is indistinguishable from the Venezuelan oil industry. Chavez, therefore, has faced two core issues: The first was how income from the oil would be used, and the second was the degree to which foreign oil companies could be allowed to influence that industry.

Chavez was able to win the presidency because he promised the Venezuelan masses a bigger cut of the oil revenues than they had seen before. More precisely, he promised a series of social benefits, which could be financed only through the diversion of oil revenues. From Chavez's point of view, the problem was that the Venezuelan upper class and the foreign oil companies were pocketing the oil money that could be used to pay for the social services upon which his government rested and his political future depended. From his fairly simple populist position, then, he proceeded to move against the technical apparatus of PDVSA and against the foreign oil companies, most of which opposed him and threatened to undermine his plans.

But there was yet a further dilemma. In order to support his political base, Chavez had to have oil revenues. In order to generate oil revenues, he had to have investment into the oil sector. But diverting revenues and building up the oil sector were competing goals. Given the political climate, foreign oil companies were not inclined to make major investments in Venezuela, and PDVSA -- minus its technical experts -- was not capable of maintaining operations and existing output levels. There was, then, a terrific problem embedded in Chavez's political strategy. In the long term, something would have to give.

Two things saved him from his dilemma. The first was a short-lived coup by his opposition in April 2002. This coup was truly something to behold. Having captured Chavez and sent him to an island, the coupsters fell into squabbling with each other over who would hold what office and sort of forgot about Chavez. Chavez flew back to Caracas, went to the Miraflores presidential palace, and took over, less than 48 hours after it all began. The coupsters headed out of town.

The coup gave Chavez a new, credible platform: anti-Americanism. He was never pro-American, but the brief coup allowed him to claim that the United States was trying to topple him. It would be a huge surprise to us if it turned out that the CIA was utterly unaware of the coup plans, but we would also be moderately surprised if the CIA planned events as Chavez charged. Even on its worst day, the CIA couldn't be that incompetent. But Chavez's claim was not implausible. It certainly was believed by his followers, and it expanded his support base to include Venezuelan patriots who disliked American interference in their affairs. What the coup did was flesh out Chavez's ideology a bit. He was for the poor and against the United States.

Chavez got lucky in a second way: rising oil prices. The appetite of his government for cash was enormous. Someone once referred to Citgo as "Chavez's ATM." With Venezuela's oil production declining, Chavez's government likely would have collapsed under social pressure if world oil prices had remained low. But oil prices didn't remain low -- they soared. Venezuela still had substantial economic problems and its oil industry was suffering from lack of expertise, investment and exploration, but at $60 a barrel, Chavez had room for maneuver.

All of this led him into an alliance with Cuba. When you're anti-U.S. in Latin America, Havana welcomes you with open arms. Cuba needed Venezuela as well: After the fall of the Soviet Union, the Cubans were cut off from subsidized oil supplies, and their ability to pay world prices wasn't there. Chavez could afford to provide Castro with oil to sustain the Cuban economy. It could be argued that without Chavez, the Castro regime might have collapsed once faced with soaring oil prices.

In return for this support, Chavez benefited from Cuba's greatest asset: a highly professional security and intelligence apparatus. Arguing, not irrationally, that the United States was not yet through with Venezuela, Chavez used Cuban expertise to build a security system designed to protect his regime. His government -- though not nearly as repressive as Cuba's is at the popular level -- nevertheless came under the protection not only of Cuban professionals, but of cadres of Venezuelan personnel trained by the Cubans. The relationship with the Cubans certainly predated the coup in Caracas, but it kicked into high gear afterwards. Both sides benefited.

Chavez's rise to power also intersected with another process under way in Latin America: the anti-globalization movement. From about 1990 onward, Latin America was dominated by an ideology that argued that free-market reforms, including uncontrolled foreign investment and trade, would in the long run lift the region out of its chronic misery. The long run turned out to be too long, however, because the pain caused in the short run began forcing advocates of liberalization out of office. In Brazil, Argentina and Bolivia, economic problems created political reversals.

The old Latin American "left," which had been deeply Marxist and always anti-American, had gone quiet during the 1990s. It recently has surged back into action -- no longer in its dogmatic Marxist style, but in a more populist mode. Its key tenets now are state-managed economies and, of course, anti-Americanism. For the leftists, Chavez was a hero. The more he baited the United States, the more of a hero he became. And the more heroic he was in Latin America, the more popular in Venezuela. He spoke of the Bolivarian revolution, and he started to look like Simon Bolivar to some people.

In reality, Chavez's ability to challenge the United States is severely limited. The occasional threat to cut off oil exports to the United States is fairly meaningless, in spite of conversations with the Chinese and others about creating alternative markets. The United States is the nearest major market for Venezuela. The Venezuelans could absorb the transportation costs involved in selling to China or Europe, but the producers currently supplying those countries then could be expected to shift their own exports to fill the void in the United States. Under any circumstances, Venezuela could not survive very long without exporting oil. Symbolizing the entire reality is the fact that Chavez's government still controls Citgo and isn't selling it, and the U.S. government isn't trying to slam controls onto Citgo.

Washington ultimately doesn't care what Chavez does so long as he continues to ship oil to the United States. From the American point of view, Chavez -- like Castro -- is simply a nuisance, not a serious threat. Latin American countries in general are of interest to Washington, in a strategic sense, only when they are being used by a major outside power that threatens the United States or its interests. The entire Monroe Doctrine was built around that principle.

There was a fear at one point that Nazi U-boats would have access to Cuba. And when Castro took power in Cuba, it mattered, because it gave the Soviets a base of operations there. What happened in Nicaragua or Chile mattered to the United States because it might create opportunities the Soviets could exploit. Nazis in Argentina prior to 1945 mattered to the United States; Nazis in Argentina after 1945 did not. Cuba before 1991 mattered; after 1991, it did not. And apart from oil, Venezuela does not matter now to the United States.

The Bush administration unleashes periodic growls at the Venezuelans as a matter of course, and Washington would be quite pleased to see Chavez out of office. Should al Qaeda operatives be found in Venezuela, of course, then the United States would take an obsessive interest there. But apart from the occasional Arab -- and some phantoms genebated by opposition groups, knowing that that is the only way to get the United States into the game -- there are no signs that Islamist terrorists would be able to use Venezuela in a significant way. Chavez would be crazy to take that risk -- and Castro, who depends on Chavez's cheap oil, is not about to let Chavez take crazy risks, even if he were so inclined.

From the American point of view, an intervention that would overthrow Chavez would achieve nothing, even if it could be carried out. Chavez is shipping oil; therefore, the United States has no major outstanding issues. A coup in Venezuela, even if not engineered by the United States, would still be blamed on the United States. It would increase anti-American sentiment in Latin America, which in itself would not be all that significant. But it also would increase hostility toward the United States in Europe, where the Allende coup is still recalled bitterly by the left. The United States has enough problems with the Europeans without Venezuela adding to them.

Taken in isolation, Venezuela can't really hurt the United States. If all of South America were swept by a Bolivarian revolution, it wouldn't hurt the United States. Absent a significant global power to challenge the United States, Latin America and its ideology are of interest to Latin Americans but not to Washington. The only real threat that Venezuela poses to the United States would be if its oil production becomes so degraded that the United States has to seek out new suppliers and world prices rise. That would matter to Washington, and indeed it may eventually occur -- Venezuelan output has dropped about 1 million bpd below pre-Chavez highs -- but it would matter a thousand times more to Venezuela.

This explains the strange standoff between Venezuela and the United States, and Washington's basic indifference to events in Latin America. Venezuela is locked into its oil relationship with the United States. Latin America poses no threat on its own. The chief geopolitical challenge to the United States -- radical Islam -- intersects Latin America only marginally. Certainly, there are radical Islamists in Latin America; Hezbollah in particular has assets there. But for them to mount an attack against the United States from Latin America would be no more efficient than mounting it from Europe. The risk is a concern, not an obsession.

For the United States, its border with Mexico matters. For the Venezuelans, high oil prices that subsidize their social programs and buy regional allies matter. Both want Venezuelan oil to keep pumping. Aside from the one issue that they agree on, the United States can live and is living with Chavez, and Chavez not only lives well with the United States but needs it -- both as a source of cash, through Citgo, and as a whipping boy.

Sometimes, there really isn't a problem.

Anônimo disse...

zzzzzzzzzzzzzzz

Anônimo disse...

este bloguixo ta ficando chato...

Melody Door Ringer disse...

Boa analise. E exelente o comentario do Andre bem antenado com politica externa. Saudacoes brasileiras deste lado do equador.

André disse...

Obrigado, Melody Door Ringuer. Meu blog é o Executive Outcomes, está nos links do Pugnacitas.

Só agora fui reparar na foto do post... Vcs são mesmo bons, ha, ha...

A Língua disse...

Mulla-$atânika manda livrar os "101 dalmatas" do KRIME e quer legalização da lavagem de dinheiro do narkotráfico.

Simone Weber disse...

"Esta demonização do maior comprador do petróleo venezuelano não deixa de ser curiosa."

Caro Heitor, o custo do barril de petróleo é o mesmo em qualquer localidade, para além de não haver um embargo para o óleo negro venezuelano. Assim sendo, o petróleo que financia as sandices de Chávez será vendido nos EUA ou algures onde o queiram comprar. Desta feita, os americanos devem preferir o petróleo mais próximo, cujo transporte seja mais fácil e barato. Penso ser por isso que a Venezuela canta de galo e os americanos continuam a comprar sua commodity. Em caso de ameaça real, quando o socialismo bolivariano deixar de ser percebido apenas pelas patuscadas de um "attention whore" (gostei do termo, Catellius), os americanos forçarão um embargo. É o que penso.

Beijocas a todos!

André disse...

Exatamente, Simone, o petróleo venezuelano é mais cômodo para os americanos pela proximidade. Mas não é muito difícil de substituir.

Outro problema é que o petróleo deles é sujo, pesado, o chamado heavy crude, sulfuroso, logo, difícil de limpar, o que exige refinarias feitas especialmente para ele. Existem poucas assim no mundo e poucos países dispostos a construí-las (o custo é muito alto, não compensa, melhor comprar petróleo mais "leve", limpo, de outro país). As principais estão nos EUA e estão lá somente para isso, refinar petróleo venezuelano. Pertencem a uma companhia venezuelana, a CITGO. Ela é conhecida como "o ATM (caixa eletrônico) do Chavez". Enquanto os americanos simplesmente não fecharem a CITGO, quer dizer q está tudo bem, q eles realmente não se importam com todo o barulho q o Hugo "não contavam com a minha astúcia" Chapolim faz.

Suzy disse...

Não vamos esquecer a última viagem de Chávez ao Irã. E não é à toa que nosso desgoverno trabalha para acabar de desmoralizar as Forças Armadas brasileiras, já que completamente sucateadas elas já estão. E ~também não é mera coincidência a adoção de símbolos tão semelhantes.
Eu ainda prefiro aquele do Sponholz (petralhas gritando que o país é deles).
Grande abraço

André disse...

Nossa, esse mundo é maluco mesmo... Nem o Mickey escapa!

Hamas' Break Point

Hamas has arrested the spokesman for the Army of Islam, the group holding British Broadcasting Corp. correspondent Alan Johnston in Gaza, senior Hamas official Sami Abu Zuhri said on Monday. The arrest comes exactly two weeks after Hamas publicly announced that it would free Johnston from his jihadist captors "using all means necessary."

Hamas' recent actions are part of its Gaza leadership's strategy to illustrate the group's political legitimacy in the wake of its June 15 takeover in Gaza. This also explains why Hamas recently killed off the infamous Mickey Mouse look-alike character that urged Palestinian children to kill Israelis in a children's TV show aired on a Hamas-owned station. After getting serious flack for using a Western Disney character to promote jihad, the producers at the station had the character beaten to death in the show's final episode by a character posing as an Israeli.

But these gestures alone are not enough to get the West to take Hamas seriously as a political player. Regardless of whether Hamas realizes it, the Gaza takeover has forced the group to make some serious decisions as to whether it can continue on its political path. Hamas' political evolution was first influenced by its predecessors of the Egyptian Muslim Brotherhood, which led a successful strategy of using grassroots work and social services to build up popular support. Hamas also closely watched as Hezbollah in Lebanon used its grassroots network to buy support, promote itself as a noncorrupt alternative and gradually integrate itself into the political system while maintaining its militant wing to defend its constituency against Israel. In essence, Hamas wanted to ensure the longevity of its militant arm by pursuing a political future.

At first, Hamas' political debut appeared to have gone better than the group's leaders had hoped. The group won (an unexpected) landslide victory in the March 2006 election that included sizable gains in the Fatah-dominated West Bank, in addition to Hamas strongholds in Gaza. At that time, Israel's withdrawal from the Gaza Strip and parts of the northern West Bank was in progress, which gave Hamas a strong political basis to claim that it was its armed campaign -- not Fatah's corruption and ineptitude -- that forced the Israelis to withdraw.

However, a successful evolution of a militant group into a political organization takes time. That way, the group can internally prepare itself as well as its constituency to make the necessary political concessions to achieve legitimacy and international recognition. So when Hamas was handed the reins of the government, and the West promptly cut off funds to the Palestinian National Authority, the group quickly realized it had more political responsibility than it was ready for or even willing to handle. Soon enough, a bloody factional struggle broke out between Hamas and Fatah over control of the security apparatus. The cutoff of funds combined with the number of people with guns on the streets not getting paid threw the Palestinian government into crisis mode. There were notable attempts to come up with a power-sharing agreement, such as the Saudi-brokered Mecca agreement, but the battle over the security forces broke the deal apart each time.

Things got messy enough that Hamas figured it could forcibly back Fatah into a corner through a major Gaza offensive. That way Hamas would be negotiating from a position of strength to force Fatah into giving in to its demands over the security forces in yet another power-sharing arrangement.

But Hamas overstepped, and Israel quickly saw an opportunity to keep the Palestinians further divided (and busy fighting each other). Hamas' Gaza takeover divided the Palestinian territories into de facto ministates, effectively precluding the need for Israel to even entertain having serious negotiations with the Palestinians. Hamas, locked into the Gaza Strip, now finds itself even more handicapped than before. Yet Fatah does not have the capability to impose its influence in the West Bank, much less Gaza, on its own. In other words the situation is untenable, and another Egyptian-led mediation effort will result in yet another doomed power-sharing agreement. The political stagnation in the territories will continue.

There is a larger issue in play, however. Faced with the blowback of the Gaza takeover, Hamas is now deliberating whether it is really worth going down the political road. Though Hamas has traditionally been the most disciplined and organized of Palestinian militant outfits, there is a serious rift within the group's Syrian-based exiled leadership and local Gaza-based leadership over whether Hamas can or should make political concessions, such as recognizing Israel, to make this plan work. But without these concessions, Israel and the West will not allow Hamas to function as a governing authority and will continue to withhold funds. The group simply does not have the economic means to sustain itself or its populace -- Gaza is essentially a refugee camp that is wholly dependent on foreign aid. This directly impacts Hamas because it will see a gradual loss of public support as the party is blamed for its hardship.

Whether Hamas decides to give up on the political agenda remains to be seen. This is an issue that will take time to deliberate within the group and will likely lead to greater internal fissures. It is important to note that there has never been a militant group comparable to Hamas in political and economic position that has tried the political experiment, failed, reverted back to militancy and did not severely fracture. Hamas will still have plenty of sponsors in the region to prop the group up, but regardless of whether Hamas realized it when the order was given to launch the Gaza offensive, the group looks to be facing a similar fate.

ROÇA COISA É OUTRA LIMPA disse...

Esse arsenal todo do Chavez mais parece uma quest�o de vaidade dele.Dinheiro f�cil, povo adestrado e ele � man�co por armas.mas que � um perigo , n�o temos d�vidas.

Catellius disse...

Fourth of July!

Happy Birthday USA!

Em 1776 os EUA tornaram-se independentes da Inglaterra e nasceu a democracia. Aquela da Grécia Antiga não conta muito, por não ter deixado herdeiros e por ter tido uma existência efêmera.

É claro que os ideais americanos seriam impossíveis sem ter havido, principalmente em solo europeu, o exercício da filosofia e o questionamento do sistema vigente onde os nobres eram abençoados pelos clérigos, que legitimavam os mais torpes líderes junto ao deus que diziam representar, desde que tivessem resguardados seus privilégios, entre os quais a não submissão à lei dos homens e o gozo da impunidade.

Ainda que haja o “One nation under God", muitos americanos libertaram-se dos ardis dos manipuladores "homens de deus" e deixaram sua nação um pouco mais próxima do "...with liberty and justice for all".

Enfim, feliz aniversário, EUA.

Catellius disse...

Bocage,

Excelente o vídeo da entrevista relâmpago com Christopher Hitchens, sempre tão lúcido. Parece que ele foi chamado pelo Vaticano para fazer as vezes de Advogado do Diabo contra Madre Teresa, em seu processo de canonização. Duvido que a Igreja tenha levado em conta as severas críticas que ele faz contra a freira "pobrezinha".

--//--

Suzy,

"Não vamos esquecer a última viagem de Chávez ao Irã."

A culpa é do povo, que apóia esses tipos. E não é que estão fazendo protestos violentos no Paquistão em favor de uma teocracia islâmica? E não é que vemos até jovens mulheres a protestar, quase a implorar por um tratamento um pouco mais desumano do que o que já recebem? Enquanto o povo não desenvolver um espírito crítico, abandonar os salvadores políticos e religiosos, segurar as rédeas do próprio destino nesta existência finita, será eternamente escravo dos lobos vorazes. Chávez e Ahmadinejad só aparecem em localidades/épocas onde a burrice e a bovinidade imperam.

--//--

André,

"Nem o Mickey escapa!"


É, parece que os extremistas palestinos tinham um Mickey deformado que criticava Israel em programas infantis e que agora foi morto a pauladas por judeus ortodoxos (palestinos representando judeus ortodoxos) no último programa onde o personagem apareceu. Catequese para crianças é violência infantil. Que armas as crianças possuem para refutar as mentiras que lhes impõem? Como o Heitor disse, propaganda é violência. Catequese infantil é violência infantil. Por isso minha filha não entra em igrejas, ha ha ha. Se ela quiser virar religiosa, quiçá na adolescência para me questionar, para ficar bem com a turma do colégio, dou o maior apoio. Tenho certeza que qualquer pessoa criada em um ambiente racionalista acabará por questionar as mentiras que tentarem meter-lhe goela abaixo. Isso aconteceu com o João Vasco, do D.A., por exemplo. Criado por ateus, sob influência da avó virou carola aos 17 sem a oposição dos pais, tentou acreditar de qualquer jeito, mas ficou escandalizado com a hipocrisia dos religiosos, que diziam uma coisa e faziam outra, escandalizado com o analfabetismo científico da turma e hoje escreve no Diário Ateísta, he he. Quanto mais uma pessoa capacitada a usar a razão estiver familiarizada com o universo fantástico dos religiosos, mais fácil refutar deuses e religiões. Por isso é interessante para um "mentor" racionalista que seu "pupilo" viva um tempo entre os religiosos, e é absolutamente indesejável para um clérigo que suas ovelhas compreendam plenamente os argumentos que refutam suas "verdades reveladas".

--//--

ROÇA,

"Esse arsenal todo do Chavez mais parece uma questão de vaidade dele.Dinheiro fácil, povo adestrado e ele é maníaco por armas.mas que é um perigo , não temos dúvidas."


Disse tudo. O pior é que grandes males advêm da vaidade de tiranetes como nosso amigo venezuelano....

Abraços a todos!

André disse...

Bom, não tenho temperamento religioso nem interesse absorvente por essas coisas. Se um dia tiver filhos, filhas, eles serão livres, mas eu vou lhes mostrar o outro lado, os outros livros e os outros pensadores. Vou enchê-los de dúvidas, mas com bom coração, sem maldade, he, he.

Bocage disse...

O ateu pode muito bem educar suas crias sem a ajuda de religiosos e, no entanto, levá-las a templos quando demandarem. É o mesmo que fazer uma visita ao trem fantasma com as luzes acesas, com aquelas múmias de mentirinha e uns bonecos sangrando... rsrs

ROÇA COISA É OUTRA LIMPA disse...

Catellius, ficou foi muito boa a nova imagem da Roça.Muito bom trabalho.Já está instalada lá na porteira.
Grato pela gentileza
Grande abraço!

Heitor Abranches disse...

Andre,

Apenas um preciosismo. Encha-os de questoes, nao de duvidas. Duvidas sao confusao. Questionamentos verdadeiros sao direcoes que podem orientar nossa mente.

Catellius disse...

Heitor,

Acho que algumas perguntas do infante podem ser respondidas obliquamente por meio de outras perguntas. Estimula o espírito desbravador e afasta um pouco o dogmatismo na sua formação. Por exemplo:

"papai, por que Jesus teve que sofrer tanto pelo homem?"
"por que Prometeu teve que sofrer tanto após entregar o fogo ao homem?"
"Jesus também é mitologia?"
"Prometeu era mitologia quando os gregos acreditavam realmente nele?"
“ah papai, vá tomar no...”
“quer ficar uma semana sem TV?”

E desta maneira educa-se um filho apenas com perguntas, ha ha ha.

--//--

Roça,

Be my guest! Obrigado pelos comentários!

Catellius disse...

Alguns dos comentários que fiz no blog do Roça que achei pertinente colar por aqui:


”O caso do Camboja lembra a Inquisição, que também torturou e matou barbaramente milhões de supostos hereges ou bruxas, em busca do católico perfeito.”

Foram milhões, porque o processo de catequização dos povos indígenas se deu sob o espírito da Inquisição, na época de Torquemada e de outros inquisidores. É bom lembrar que Tenotitlan era a maior cidade do mundo na época, e no século XVI a população indígena nas Américas sofreu uma diminuição drástica, motivada pelo ferro dos soldados, pela cruz dos jesuítas da contra-reforma e pela varíola de ambos, entre outras doenças. Na Europa, a Inquisição veio na seqüência das várias cruzadas que custaram milhares e milhares de vidas de judeus e muçulmanos. E se formos levar em conta a dificuldade de informação e espionagem de quinhentos anos atrás, a limitação dos meios, que não se comparavam às armas de destruição em massa do séc. XX, a porcentagem dos mortos em relação à população da época, várias dezenas de vezes menor, e o fato de o obscurantismo católico que endeusava o sofrimento e a pobreza também ter causado mortes por inanição e doenças – causas cujas mortes são contabilizadas no comunismo chinês e cambojano -, creio que os danos da Inquisição podem muito bem ser comparados aos das ditaduras do comunismo. É mister lembrar que os regimes de Franco, Mussolini e Hitler, anticomunistas e com laços estreitos com o cristianismo católico, também empilharam mortos aos milhões – incluindo soviéticos, o maior número de baixas da 2ª Guerra Mundial, aliás. Apesar das péssimas motivações de Stalin, os soviéticos foram cruciais para a derrota dos nazistas, seus antigos aliados. Enfim, quando o povo aceita ser dominado, tipos como Torquemada, Stalin e Hitler fazem a festa.

“...pois o comunismo é uma religião do mal, derivado do Satanismo praticado por Marx e Engels, alunos do satanista Moses Hess.”

Coincidentemente, vi o túmulo de Moses Hess perto do Mar da Galiléia (Lago Genesaré) no cemitério judaico de Kinneret (Genesaré em hebraico), perto de um kibbutz que eu visitava. Ele era filho de judeus ortodoxos, foi um grande sionista – desejava implantar Israel como um estado socialista, é claro – criticou as religiões, mas o certo é que morreu como um judeu professando a religião judaica e foi enterrado como um judeu em um cemitério judaico em Israel. Dizem que era satanista e que fazia Missas Negras. Bom, por que um ex-católico demonstraria sua apostasia chutando uma estátua de Shiva? O mais normal seria que um judeu ortodoxo filho de judeus ortodoxos que se tornasse apóstata passasse a fazer rituais obscenos parodiando cultos judaicos, não missas negras parodiando a missa católica.
Não acredito que exista Satã mas sou absolutamente contra o satanismo. Um grupo de pessoas que cultua o mal, que faz imoralidades gravíssimas, que promove rituais de sangue, deve ser afastado da sociedade.

“Em Belo Horizonte, que tem um prefeito comunista, foi erigido disfarçadamente um altar para Satan, em via pública, sugerindo a existência de algum pacto demoníaco.”

Bom, Fernando Pimentel deve ter sido visto em todas igrejas de BH, senão não teria sido eleito, he he. Basta ver o que aconteceu com FHC quando disse que não acreditava em um deus. O povo preferiu ver Jânio na prefeitura, o crente bêbado, a um ateu (portanto imoral). Quanto à acusação de estátua a Javna, um demônio, que você deve ter visto no Mídia Sem Máscara em um artigo velho, de 2004, acho uma besteira. Não vi a estátua, mas sei que a acusação partiu de vereadores da oposição que denunciaram um aumento da criminalidade na região – o que é um absurdo, porque se, em contrapartida, igrejas e número de fiéis freqüentadores de cultos cristãos diminuíssem a criminalidade, o Brasil seria um lugar muito mais seguro para se morar do que a Noruega.

Um grande abraço

Catellius disse...

errata: Torquemada nasceu em 1420 e morreu em 1498, portanto não chegou a ser contemporâneo da catequização de índios. Mas a inquisição espanhola não se restringiu a ele, é claro. Foi estabelecida em 1478 por Fernando e Isabel, os mesmos que patrocinaram Colombo, com as bênçãos do papa e durou até quase meados do séc. XIX.

André disse...

Heitor, questionamentos são mesmo melhores do que dúvidas.

Esse caso do Camboja aí é o tal do Khmer Vermelho, certo? Pol Pot e seus malucos foram todos “educados em Paris”...

Os orientais sempre foram mais “aplicados”, basta ver o maoísmo. Nada contra our little yellow fiends, mas junte o temperamento duro dessa gente com uma doutrina como a comunista q é claro q vai dar em genocídio, direto ou indireto.

O Vaticano e Hitler, de Peter Godman, certamente será atacado como pró-Vaticano, mas eu gostei. Mostra a bagunça q era/é o Vaticano, as divisões internas. Eugenio Pacelli aparece como o q eu sempre achei q ele fosse: não um anti-semita malvado, “o Papa de Hitler”, mas como um cara fraco e vacilante que naturalmente se borrou de medo diante de Hitler e preferiu preservar a Igreja. Afinal de contas, várias vezes a Igreja se deu mal ao se meter com reis, imperadores, conquistadores. O poder deles é enorme, mas em certas épocas também frágil. Pra mim, a concordata entre a igreja e o nazismo era um desastre esperando pra acontecer. Há casos em q uma saída satisfatória simplesmente não é possível. O livro é maravilhoso.

É legal ver o merdinha do Mussolini com suas manobras de bastidores q nunca deram em nada. Ele queria, p. ex., q a igreja excomungasse Hitler. Nem pensar, claro. Ele era um fraco, mas sabia quem era Hitler e o temia. Muitas vezes se assustava com ele, afinal, Hitler era genuinamente mau. Mussolini era só um canalha, um sem caráter e oportunista. Fez suas maldades, mas ser mau é outra história... Ele não era da mesma têmpera de gente como Lênin, Hitler, Stalin...

É bom lembrar (e bem lembrado, Catellius) q os sionistas eram quase todos socialistas europeus, mas socialistas, não comunistas. Eles não queriam implantar o comunismo lá (em Israel). Tenho um texto muito bom sobre isso, um dia ainda vou publicá-lo no meu site.

Hummm... uma missa negra deve ser o maior samba do crioulo doido! (olha o racismo, André, ainda vão tirar suas cotas de afroblacknegão branco!)

Jânio era um vagabundo. E foi ele, com sua renúncia irresponsável, quem abriu o caminho para aquela bagunça toda q se seguiu. Foi ele quem deu a abertura necessária pro oportunista do Jango. Isso é inegável.

A Língua disse...

SÓ NO BRASIL UMA ALICIADORA DE ESTUPRO KOLETIVO E TRÁFIKO DE DROGAS EM PLENA PAULISTA QUE É VIA DE AMBULÂNCIAS PODE SER "CINISTRA DO TURISMO".

E A MÍDIA É CHAMADA DE TRAIDORA SENDO QUE ESCONDE TUDO PARA AGRADAR MULLA.

ATÉ QUANDO A MÍDIA VAI CONTINUAR SENDO KÚMPLICE E TOMANDO NOME DE TRAIDORA PELOS PRÓPRIOS TRAIDORES (POLÍTICOS DEVOTOS DE SATANÁS E DISCÍPULOS ILLUMINATI)???

Anônimo disse...

É cada maluco....

Anônimo disse...

"Políticos devotos de Satanás e discípulos dos Illuminati"? Esse débil acredita mesmo nisso?

É cada maluco!

Bocage disse...

A Língua está precisando de um Prozac urgentemente, rsrsrs

Ricardo Rayol disse...

Pelo jeito vamso tomar uma solene e vigorosa enrabada do Chac=vez se ele resolver invadir o Brasil. A não ser que o apedeuta esteja contando com a ajuda de seu amigão do peito Bush.

Heitor Abranches disse...

Seguindo os passos de Evo Morales, diz que vai acabar com a farra do imperialismo brasileiro. Lula... bem... Lula...

El País -trechos de materia no sábado.

En guaraní, el idioma que llegó a comunicar el Amazonas con el Río de la Plata, "unidad" se traduce como "tokojojá". Ése es el nombre elegido por una plataforma unificadora de los movimientos sociales paraguayos que el año pasado impulsó el ascenso político del que era obispo emérito de la diócesis de su natal San Pedro del Paraná, Fernando Lugo (1951). Conocido como obispo rojo ha escalado las encuestas con el vértigo de un candidato consagrado: más del 60% de apoyo popular. El Partido Liberal Radical Auténtico, primera fuerza de la oposición, concedió a Lugo el 17 de junio su apoyo para convertirse en candidato único de la Concertación Nacional, el bloque que ha logrado unir a todas las formaciones opositoras para competir con el Partido Colorado en las elecciones de abril de 2008.

Heitor Abranches disse...

É engraçado que antigamente a esquerda dizia que a direita tinha os entreguistas. Hoje, a política externa fracassada do Lula para a América do Sul é marcada pelo mesmo problema...Eles falam em integração enquanto os vizinhos falam em imperialismo brasileiro e o resultado é que se quisermos integração...os esquerdistas desta vez terão que ser os entreguistas...Como a troca de papéis é divertida....Estes esquerdistas entreguistas...Entregaram as refinarias na Bolívia, as reservas na Venezuela, e em breve mais dinheiro de Itaipú....

Heitor Abranches disse...

Pensando bem, daria um bom título de artigo...A esquerda entreguista...ha ha ha

Bocage disse...

hehehe

Então escreve-o imediatamente!

LCA disse...

Santo Deus, quanto alarmismo!!! Não existe risco da gente ser atacados pela Venezuela. Por isso acho blogs meio cansativos. Não refletem a realidade, apenas querem ser origianis a qualquer custo.

Heitor Abranches disse...

1 Caracas terá usina nuclear
"A diplomacia venezuelana admite que o país poderá ter uma planta de energia nuclear nos próximos dez anos. O diretor do Departamento de Assuntos Multilaterais da chancelaria da Venezuela, Ruben Dario Molina, confirmou que Caracas tem planos de desenvolver uma planta. "Será para o uso pacífico de energia". (DCI - 05.07.2007) "

Heitor Abranches disse...

Ica querida,

Daria para substantivar o seu argumento?
De adjetivação já basta a propaganda do partido.

sds,

André disse...

Não há a menor possibilidade de uma guerra com a Venezuela. No máximo, um incidente pequeno, e mesmo isso já seria demais. Simplesmente comprar armas não transforma nenhum país em potência militar, não é assim q funciona. Talvez ele crie mais problemas, mas é um inconseqüente. Diria até q conhece seus limites.

O inimigo real é interno... Cada país tem o governo q merece. Os brasileiros, muitos deles, quiseram Lula e esses atarracados sem pescoço no Congresso. Os governos apenas refletem o nível intelectual e de consciência política do cidadão (no Brasil, súdito) médio. Não é só o povão q gosta dessas caricaturas de gente no poder. Aqui em Brasília conheço muita gente bem de vida q adora Roriz, aquela filha dele com cara de traveco e toda a fauna local. São "gente" como eles, com quem eles se identificam. Quase sempre escolhem mal. Pra mim, FHC foi uma rara boa escolha, mas não conheço muita gente q concorde comigo nesse particular. Bom, hoje temos Lampião e seus radicais de classe-média do PT, amanhã será alguma outra porcaria, populista ou não, de esquerda ou de direita, não sei o que virá.

Heitor Abranches disse...

"A memória é um hóspede incômodo, de que os homens políticos, neste país, se dão pressa em descartar-se."
Rui Barbosa

Heitor Abranches disse...

Quanto a acusação de alarmismo eu respondo com uma acusação de patrulhamento ideológico.

Se o Lula pode discutir os cenários de futuro com o seu glorioso Mangabeira Unger nós pobres blogueiros podemos imaginar um futuro onde a Venezuela tenha um grande e moderno Exército e uma usina nuclear....

Até aí tudo bem. Só espero que ele não tenha a chave para desligar nosso gasoduto. Todo mundo que entende de gás sabe que este gasoduto proposto é um absurdo técnico pois geralmente não seja um gasoduto para transportar gás além de 1000 km. Além disso, não há capacidade de usingagem adequada para o mesmo no país. Por fim, o melhor seria um projeto de GNL com a Petrobras. Aliás, a Petrobras tentou muito este projeto mas a PDVSA (Chavez na verdade) vê na Petrobras a sua maior adversária na América do Sul.

Heitor Abranches disse...

Esta é engraçada...

Uma dinastia esquerdista...

Um dos candidatos a presidêndia da UNE se chama Marcelo Pomar.

Ele é bisneto de Pedro Pomar, dirigente do PCdoB morto em 1976 pelo Exército.

Ele é neto de Wladimir Pomar, ex-coordenador da campanha de Lula.

Ele é sobrinho de Valter Pomar, dirigente do PT....

Impressionante,...depois vai criticar as elites da direita....

Heitor Abranches disse...

Melhor dizendo, este rapaz tem tanto legitimidade quanto o tão criticado Antônio Carlos Magalhães Neto.

ROÇA COISA É OUTRA LIMPA disse...

Concordo com o Andrè, FHC foi uma escolha acertada, pe no mínimo um homem democrático, pois o que ele aguentou da oposição, que hoje ao invés de governar continua no palanque, seria difícil o Lula se manter..Mas o brasileiro ainda vai colher o que plantou.Por enquanto o que foi plantado parece bonito, mas os frutos dessa lavoura ele ainda nem faz idéia o que serão.

Simone Weber disse...

O brasileiro anseia fruir a posse daquilo que os EUA já usufruem, contudo ignora que as benesses de que gozam são conseqüência de uma justiça bem mais igualitária e de liberdade. Em um clima de justiça não se é complacente com a injustiça como aqui, os homens propensos à retidão, quer seja pela educação quer seja por determinantes genéticos, não passam a ser contraventores como a grande maioria do brasileiro, que compra filmes e softwares piratas, dirige sem habilitação um carro cujo IPVA está vencido, que rola dívidas sem preocupação de ser encarcerado, que não paga o condomínio predial e o aluguel e nem por isso teme ser despejado pelo senhorio; em um clima de justiça a moral não relaxa, para além da consciência individual trabalhar melhor.
Infelizmente, passar-se-ão décadas, quiçá séculos, até que tenhamos uma justiça como a americana, a qual já é bem falha.

Beijocas a todos. :- )

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...