29 maio 2007

Deus, Cidades, Pólvora e EUA

A seguir, algumas de nossas brilhantes invenções. Mas a criação de um sistema de crenças talvez seja superior a todas elas.

Deus

Talvez umas das criações humanas mais inspiradas tenha sido o próprio Deus. Como dizia um psicólogo tentando explicar por que as pessoas acreditam em Teorias da Conspiração, temos uma tendência a procurar uma causa proporcional aos efeitos causados. Por exemplo, se amanhã o Lula tomasse uma cana, escorregasse no banheiro e fosse para o beleléu, haveria aqueles que diriam que foi tudo uma conspiração e não um acidente idiota. A mesma coisa se o Aécio sofresse um acidente fatal qualquer, como aparentemente foi o caso do ultimo futuro presidente da Republica, o Luiz Eduardo Magalhães. Enfim, Deus pode ter sido a criação de um superparanóico que precisava de uma causa cataclísmica para tudo o que existe.

Cidades

A cidade propicia intercâmbio intenso entre seus moradores; foi uma fantástica criação humana (plágio de um cupinzeiro?). Não na visão de Gengis-Khan, que a desprezava. Este conquistador devastou quase todas as cidades islâmicas da Índia a Bagdá, provocando um enorme retrocesso nesta civilização - e provavelmente contribuindo muito para o progresso europeu. Ele foi o responsável pela maior Cruzada de todos os tempos e nunca recebeu um obrigado do Papa. Quanta injustiça. O primeiro Khan aparentemente não entendia por que as pessoas escolhiam viver apertadas em lugares cercados por campos arados, comércio e pastoreio. Enfim, os mongóis eram nômades e, inicialmente, viam nas cidades obstáculos à sua movimentação.

Pólvora

Quinze medidas de salitre, três de carvão e duas de enxofre. A pólvora foi inventada na China há mais de mil anos. Parece que alquimistas, ao tentarem criar um elixir da imortalidade, descobriram acidentalmente a mistura explosiva que passou a ser mais utilizada como "elixir da mortalidade". Na América pré-colombiana havia algumas cidades, havia comércio, ciência, escrita, mas eles tiveram o azar de não ter tido contato com os chineses nem ter desenvolvido tecnologia militar numa seqüência de guerras entre Estados, como foi o caso dos europeus, e encontraram pela frente as tropas de elite espanholas, que em sua época era o que havia de melhor na Europa.

Ideais americanos

Os americanos acreditam que os Estados Unidos são a terra onde o sucesso individual e não a fidalguia define a sua posição social, onde o indivíduo e a sociedade são livres da religião e de dogmatismos. Sua grande sacada, na verdade, foi a sua proposta universal de acolher os oprimidos. Foi com este contingente de miseráveis italianos, alemães, judeus, irlandeses e outros, que os EUA criaram uma densidade populacional capaz de atingir o seu Destino Manifesto duplicando o tamanho do seu país ao anexar quase metade do México, cujos descendentes de espanhóis e índios eram poucos e viviam em uma sociedade muito menos dinâmica. Obs.: Não sei por que estas propostas universais têm tanto poder sobre a nossa psique, sejam de americanos a prometer liberdade de toda a tirania e oportunidades que definirão o seu lugar na sociedade, sejam de marxistas querendo superar todos os egoísmos em prol da igualdade de todos os seres humanos.

45 comentários:

Anônimo disse...

Caro Heitor,

Tenho lido seus textos e confesso nao ter entendido qual o objetivo deste ultimo. Ao fim do texto nao soube dizer ao que veio. Queria ainda observar que chamar a conquista de Genghis Khan de Cruzada foi uma forcacao de barra. Espero o proximo.

Heitor Abranches disse...

Caro Anônimo,

Agora relendo o texto tive a impressão que faltou uma amarração. Estou preparando um texto que acho que colocara melhor a idéia que gostaria de trabalhar neste texto.

O+cioso disse...

kkkk
non sense total!

Anonymous disse...

Embora existam duas seitas principais de Teóricos Cconspiracionistas Paranóicos, o ramo fundamentalista cristão militante e o OVNI/alienígena, e embora cada um ache que o outro é maligno ou biruta, suas paranóias têm o mesmo foco: o fim está próximo.

Eduardo Silva disse...

Não quero sair na defesa de Marx, mas ele é um bode expiatório, e as pessoas que lembram dele apenas lembram da sua famigerada e fracassada teoria da economia planificada, as pessoas deveriam conhecer mais, como teoria da identidade, a crítica à teoria do conhecimento hegeliana, a crítica ao método dialético hegelianom, conhecimento e interesse numa perspectiva kantina, a teoria crítica na qual se baseou a escola de frankfurt, o materialismo dialético(e não o histórico), a teoria da acumulação primitiva de capital, a teoria da opinião pública burguesa, a teoria da separação da sociedade do Estado, enfim, tem tanta coisa...

Catellius disse...

Grande Heitor!

"...se amanhã o Lula tomasse uma cana, escorregasse no banheiro e fosse para o beleléu, haveria aqueles que diriam que foi tudo uma conspiração e não um acidente idiota."


Beleléu é o nada? “La morte é il nulla!”, por isso não creio no beleléu! Ele pode ser também o lugar aonde vão as coisas esquecidas e mal guardadas, que acabam sumindo – onde abundam canetas bic.
Os conspiracionistas logo imaginariam um complô da Chora Rita (Camata), do Velho Barreiro (o Zé, que só faz M*) ou da 51 (democracia, a metade mais um).

"Deus pode ter sido a criação de um superparanóico que precisava de uma causa cataclísmica para tudo o que existe."

Perfeito!

"Este conquistador devastou quase todas as cidades islâmicas da Índia a Bagdá, provocando um enorme retrocesso nesta civilização - mas provavelmente contribuindo muito para o avanço europeu."

Justamente. Os mongóis acabaram ajudando os europeus quando arrasaram os árabes e pelo excesso de centralização, que os impediu de prosseguir em sua conquista Europa adentro. Teria ele aceitado um armistício com o Papa, como Átila? E se... E se... E se... Para mim, melhor do jeito que está, afinal antes raposas do que tigres, he he he.

"Ele foi o responsável pela maior Cruzada de todos os tempos e nunca recebeu um obrigado do Papa. Quanta injustiça."

Os mongóis acabaram com o Império Romano cristão, digamos. Os turcos otomanos eram uma tribo mongol islamizada que tomou todas as terras do Império Romano do Oriente, o tal Império Bizantino (Branca! Branca! Branca!). Por falar em cruzada, na 4ª, a cruzada bandida, de 1204, os cristãos foram escorraçados de Jerusalém e na volta, para compensar as perdas financeiras, resolveram saquear Constantinopla, que também era cristã. De quebra deram uma estupradinha aqui outra acolá, afinal todos são filhos de deus! Mau sapão, he he he!

Eduardo Silva disse...

Desde que posto nesse blog adotei uma linha crítica à religião, mas sinceramente algumas coisas me fazerm pensar em Deus, aqui compartilho com vocês, já que tantas idéisa são compartilhadas também.
Na física quântica existe uma teoria que se diz a resposta de tudo, da termoelétrica, da mecânica, enfim de tudo. Segundo essa teoria a matéria condensa matéria e atrai matéria(assim até mesmo o vácuo não é vácuo, mas o espaço é pequeno para explicar isso). O nosso sistema solar obviamente é formado por uma estrela, e essa é o sol, na condensação primitiva de matéria todos os planetas surgiram condensando matéria do sol(é a estrela central, portanto a primeira), só que o intrigante é que os planetas maiores estão mais distantes do sol do que os planetas menores, ora a matéria não atrai matéria? Essa ordem está invertida, contesta a teoria das cordas. Quem não se lembra das imagens de um meteorito atingindo marte a pouco tempo? Se a terra fosse maior que marte, nossa força gravitacional é que atrairia o meteorito e estaríamos dizimados agora...Olha é difícil não ver uma consciência atrás de tudo isso, por que se criou essa cortina de planetas protegendo a terra? Contestando a teoria das cordas, que é a teoria mais aceita hoje na física quântica?
Essas pergunta complexas são realmente complexas e o ânimo humano apela pra Deus, porém esse Deus que vemos nas religiões não passa de uma exteriorização da essência humana, como eu disse nos outros posts...]
Obrigado.

André disse...

A teoria das cordas é ameaçada e contestada por várias outras.

Mesmo a enegia escura e a matéria escura (dark energy/dark matter) ainda são um tanto quanto hipotéticas, mas bem mais palpáveis/prováveis do q certas teorias quânticas.

Essa ordem planetária não existe. O tamanho dos planetas é variável, e estes não se alinham num sistema solar dessa maneira, do maior p/ o menor ou vice-versa. Cada planeta tem diferentes características orbitais e gravitacionais, não é tão simples assim, "matéria atrai máteria", nesse caso tudo o que é "grande" ficaria mais próximo do centro e pronto. Não funciona dessa maneira.

Não há nenhuma cortina protetora de planetas para a Terra. Tudo depende da rota do meteoro. Muitas vezes esses planetas vizinhos dão um belo empurrão em meteoros q de outra forma passariam longe daqui. Os planetas próximos não estão dispostos de modo a diminuir as chances de um impacto aqui ou de impor uma barreira efetiva. Na verdade, o cinturão de asteróides fica perigosamente próximo daqui.

André disse...

“La morte é il nulla!”, mas ele iria “dessa pra melhor”, acho.

Os mongóis teriam feito com o Papa o que fizeram com o Sultão de Bagdá: amarrado ele dentro de um saco para ser esmagado por cavalos até a morte (uma cortesia, pois isso evitava o derramamento de sangue). Mas isso foi ruim, pois a decadência de Bagdá causada pelo furacão mongol permitiu a ascensão do obscurantismo fundamentalista já naqueles tempos. Entre outras coisas.

Sua referência ao primeiro grande Khan me fez lembrar das grandes histórias sobre os mongóis, que duraram dos 1200 até 1400 e poucos. Seu último Khan de relevo foi Kublai, mas Timur-I-Lenk (Timur, o Coxo ou Tamerlão, esse já um mongol impuro, de sangue misturado, um tártaro mongol) também teve seu lugar na história desse povo, em termos de façanha e crueldade. Ao mesmo tempo em q emparedava os habitantes das cidades entre muros e depois os cimentava (ou confinava as pessoas em torres e depois as cimentava, grande construtor!), cortava cabeças mil e decorava as entradas das cidades revoltosas (que não suportavam pagar os pesados impostos mongóis) com pitorescas pirâmides de crânios, Timur era um administrador competente e um estimulador das ciências e das artes.

As histórias são infinitas... Sabe-se que antes do massacre usual, depois do qual os eventuais sobreviventes terminavam escravizados, ele mandava postar soldados nas portas das casas das pessoas que deveriam escapar ilesas para servi-lo mais tarde, como professores, cientistas e mestres artífices vários. “Eu sou o flagelo de Deus. Vós sois maus, mas eu sou pior que vós, portanto, calai-vos.” era parte de seu discurso, de resto muito parecido com o utilizado por Gengis. Yessss! Manco, mas letal.

Os mongóis poderiam ter arrasado a Europa em 1241/2. E Timur, uns 150 anos mais tarde, só não o fez pq o sultão turco otomano Bayazid o provocou pela milésima vez, fazendo-o desviar do rumo só para esmagar os otomanos com facilidade e transformar esse Bayazid em animal de estimação (morreria pouco tempo depois dentro de uma jaula). O povo de Constantinopla respirou aliviado, após seis anos de cerco pelas forças otomanas. Mas esta já estava em franca decadência, e cairia em 1453.

Depois de Bayazid, Timur preferiu se concentrar em campanhas no Oriente. Os chineses deram sorte, por um tempo, dele ter morrido, aos 70 anos, logo após ter começado a invasão.

O avanço mongol foi barrado pela 1ª vez em 1260, em Ayn Jalut, na Palestina, perto do Rio Jordão, pelos mamelucos do Egito, que há pouco tempo haviam derrubado o sultananto local. Quase um dia inteiro de batalha entre dois exércitos altamente móveis, dotados de cavalarias rápidas. Bonito. Não só os derrotaram como aproveitaram para anexar a Síria. Outro pessoal interessante esse, os “sultões escravos” do Cairo.

Volto lá pelo fim de semana, ou semana q vem, com um breve resumo da história mongol, de Gengis a Timur. Com mais alguns detalhes legais. Se der.

O saque de Constantinopla pelos cruzados foi mesmo uma vergonha...

André disse...

E, se tivessem arrasado a Europa, a História inteira teria sido alterada. Todinha, sem exceção. Talvez nem mesmo viesse a ser escrita. Pelo menos não em caracteres ocidentais!

Grande "what if?" esse. Sombrio.

Catellius disse...

Caro Eduardo,

Concordo com você que Marx era um gênio em muitos aspectos e que apenas nos atemos a uma parte de sua obra - mas é a que interessa aos estudiosos e aos leigos, é a parte que influenciou revoluções e que está nas prateleiras das viúvas do Muro de Berlim que ainda vagam pelo planeta, quais almas penadas.

“Na física quântica existe uma teoria que se diz a resposta de tudo, da termoelétrica, da mecânica, enfim de tudo.”

Desde que não tenha nada a ver com aquele filme Nova Era chamado “Quem Somos Nós?” (What the Bleep Do We Know!?). Putz, se eu encontrar aquela surda-muda juro que nem por sinais ela voltará a se comunicar (brincadeira)! E a Ramtha, uma loira esticada em cujo site lemos que ela incorpora um espírito de 8000 anos que habitava a Lemúria? Pseudociência! Heresia! he he
Saí do filme com a sensação que Torquemada sentiria ao deambular pela rua e se deparar com umas bruxas queimando uns crucifixos, he he.

“...só que o intrigante é que os planetas maiores estão mais distantes do sol do que os planetas menores, ora a matéria não atrai matéria?”

A Terra, como todos os demais planetas, tem uma velocidade de escape que a arremessaria para fora do Sistema Solar, e a gravidade do Sol a mantém em órbita. Os planetas jupiterianos, os gigantescos, sofrem menos atração gravitacional por causa da distância em que estão e têm também uma velocidade de escape menor. Os cometas e meteoros também já possuem um movimento e este é alterado pela gravidade de diversos outros corpos. O Halley, por exemplo, orbita em torno do Sol na direção oposta à dos planetas, passando um pouco da órbita de Netuno e retornando ao interior do Sistema Solar a cada 76 anos. Como o André escreveu, na maior parte das vezes a gravidade do planeta apenas desvia a rota do meteoro/cometa. Sem um movimento prévio, que não tem nada a ver com a gravidade, a Terra e absolutamente todos os planetas gradualmente retornariam ao Sol e se fundiriam com ele.
O Sistema Solar é um grande vazio com uns ciscos aqui outros acolá. Então não há essa grande necessidade de um deus para desviar meteoros, como você colocou, Eduardo. Para você visualizar o grande vazio basta imaginar um modelo construído na escala de 1:1.000.000.000. Nele a Terra teria o tamanho de uma uva, a órbita da Lua, um cisco, estaria a uns 30 cm de distância, o Sol teria o tamanho da Bruna Lombardi (1,5m) e estaria a uns 150 metros da Terra, Júpiter seria uma laranja grande a quase 800 metros da Bruna (o Sol), Urano e Netuno, uns limões, estariam a uns 3 quilômetros da Bruna. Plutão a uns 6 quilômetros e seria um cisco. A estrela mais próxima do Sol, Alfa de Centauro (façam os cálculos; está a 2 anos-luz), seria uma outra pessoa lá em Israel, considerando que a Bruna Lombardi está em Brasília. E o resto é vácuo...

“Se a terra fosse maior que marte, nossa força gravitacional é que atrairia o meteorito e estaríamos dizimados agora...”

A Terra tem mais do que o dobro do diâmetro de Marte. Mas mesmo assim devemos levar mais em conta o movimento prévio do corpo celeste. Ainda assim, grandes corpos que entram na atmosfera terrestre são quase que completamente incinerados pelo atrito.

“Olha é difícil não ver uma consciência atrás de tudo isso, por que se criou essa cortina de planetas protegendo a terra?”

Que proteção? Uma laranja a 650 metros e uns limões a uns 3 km protegendo uma uva do bombardeio de átomos?

“Essas pergunta complexas são realmente complexas e o ânimo humano apela pra Deus,”

Na época que inventaram deus os planetas ainda estavam colados em um firmamento de concreto... e tinham olhos, nariz e boca, he he

--//--

Grande André,

Excelente a aula sobre os mongóis! Depois comento com mais calma!

Abraços a todos

André disse...

Catellius: Ramtha, da Lemúria...é inacreditável. A Lemúria era uma das terras da Era Hiboriana, há, há, das histórias de Conan, o Cimério... Bárbaro, não?

Sim, há sistemas solares provavelmente bem mais “recheados” que o nosso. E não se pode mesmo confundir padrões orbitais com gravidade e outras forças de “interação”. No final, tudo isso interage, e por sorte a Terra interage mais ou menos bem com essa fornalha atômica aqui ao lado e outras coisinhas mais.

Considerando a perda de material q um meteoro sofreria na reentrada, ele teria q ser bem grande pra causar algum estrago aqui. Há meteoros assim de sobra. Já fomos atingidos, seremos atingidos de novo... Mas não precisam ser muito grandes, não precisam ter cem quilômetros de diâmetro, num exagero. Basta um bem sólido com um ou dois km. 4 a 5 km já preocupam. E um de uns 10 a 15 km, nem se fala. O material do qual ele é feito também influi, já q ele vai ter q passar pela nossa atmosfera. Tem q ter dureza e tenacidade, resistência. Bom, pelo menos isso não é teoria, pois a gente sabe q já aconteceu e mais ou menos como foi. Aquele q caiu em Tunguska, na Sibéria, no início do séc. XX, não era dos grandes e torrou uma floresta quase inteira. Aquilo ali foi feio... Já os de extinção em massa, os realmente grandes, waaal, basta ver o tamanho das crateras. Ou mergulhar, se estiverem no fundo do oceano!

Pois é, a Terra tem mais do que o dobro do diâmetro de Marte...

André disse...

Sobre os mongóis: é que tenho material aqui, espalhado por uns cinco livros sobre Idade Média, q formariam um grande livro sobre eles. Em tempo: Gengis morreu em 1220 e poucos, logo, não teria participado da invasão da Europa em 1241/2. Que foi suspensa depois da morte de Ogadei, um de seus filhos.

Essa era uma grande deficiência deles: pouco importa onde estivessem, o q estivessem fazendo, se o grande khan morria, todos os outros khans e ilkhans eram obrigados a voltar para a Mongólia e fazer uma Kiriltai, uma reunião pra eleger o próximo.

Ridícula uma regra tão rígida, mas pelo q eu sei do assunto, sou grato por ela.

C. Mouro disse...

"mas é a que interessa aos estudiosos e aos leigos, é a parte que influenciou revoluções e que está nas prateleiras das viúvas do Muro de Berlim que ainda vagam pelo planeta, quais almas penadas."

...hehehe! ...uma beleza!
...e são viúvas necrófilas, que aumentam o mau cheiro com suas práticas motivadas pela saudade.

Abraços
C. Mouro

Catellius disse...

Ha ha ha, Mouro!

Escatologicamente visceral! Esquerdas necrófilas! ha ha

Um anônimo aí escreveu: "suas paranóias têm o mesmo foco: o fim está próximo."

Os dois significados da palavra "escatologia" se aplicam a isso; excremento, do grego "skatós", e último, também do grego "éschatos", ligado ao fim dos tempos. Em alguns outros idiomas as diferenças de grafia foram mantidas, mas em português as duas palavras são homógrafas. Não obstante, aplicam-se perfeitamente aos conspiracionistas e paranóicos: é uma merda esse negócio de fim dos tempos...

Mouro, respondi lá no post anterior.

Abraços!

Heitor Abranches disse...

Reformulei um pouco o texto para lhe dar um pouco mais de amarração e acabei retirando os trechos:

"...Os espanhóis obtiveram sucesso em devastar as cidades astecas e incas, mas não tinham capacidade para persegui-los floresta adentro. Eram uma máquina de guerra cara e não viam sentido em mobilizar-se para perseguir índios nômades. O mesmo caso dos árabes ou dos escoceses na época dos romanos; eles não tinham nada que valesse a pena ser conquistado."

e

"...A propósito, desconfio que este Marx fosse um tremendo invejoso que não suportava ver outros se saindo melhor do que ele, e a solução que encontrou foi a criação desta utopia de igualdade que encontra eco em algum espírito tribal humano, em Gengis-Khan deixando um pouco mais plano o caminho por onde passava..."

Heitor Abranches disse...

Acho que no proximo texto vou conseguir dar mais sentido no que quero dizer no texto atual...
Afinal, os tais ideais universais sao a propaganda que em ultima instancia e uma forma de violencia. Vou entao discorrer mais detalhadamente sobre isto.

José Alberto Mostardinha disse...

Viva grande Catellius:

eh!eh!... com tanta reflexão vocês vão acabar "fundindo" os neurónios.

Um abração,

Catellius disse...

Boa, Heitor, e essa propaganda tem tudo a ver com o post Arte e Poder e com um comentário do Mouro em que menciona a medalha que dão ao soldado em nome de uma certa "honra". A medalha, a exaltação da coragem e da honra nas batalhas nada mais seriam do que substitutos do salário altíssimo que um homem exigiria para arriscar a própria vida.
Há, é evidente, as situações em que os homens de uma nação se vêm obrigados a arriscar a própria vida em proveito da integridade de sua cidade, esposa e filhos.

Viva Mostardinha!

Tem razão! Já jogamos as toalhas no post passado. Sócrates estava certo ao dizer "só sei que nada sei"...

E veja bem! Não considero você uma viúva do Muro de Berlim, he he, apesar das muitas broncas que você tem com os que você chama de reacionários. Sei que uma coisa não tem nada a ver com a outra. O importante é não ser bovino e não comprar o pacotão da esquerda ou da direita, ambos anacrônicos, e também não ficar em cima do muro, he he.

C. Mouro disse...

...hehehe!

...mas se ele nada sabia, não podia saber que nada sabia.

...principalmente se for o Muro de Berlim, que já caiu e está mais por baixo que barriga de cobra; é um muro inexistente, logo, não há como ficar em cima dele. ...hehehe!

Forte abraço
C. Mouro

André disse...

O problema dos mongóis era principalmente com cidades que não pagavam seus impostos. Dariam bons cobradores modernos. As cidades para eles eram pontos de pilhagem e de aquisição forçada de mão-de-obra.

Quanto aos árabes na época dos romanos, bom, o limite de todas as conquistas do Império foi com Trajano. A Arábia foi chamada de Arabia Felix, q meigo, mas o problema era na Síria (Pártia). Os partos foram um dos piores inimigos de Roma, e depois da derrota em Carrhae (Marcus Licinius Crassus no comando, também morto), nunca mais tentaram uma incursão por lá. Esse foi o limite logístico de expansão dos romanos, não dava pra ir mais longe. Na Britânia, realmente não havia nada q valesse a pena pra q os romanos caíssem em cima daquelas tribos célticas. Fizeram o Muro de Adriano, mantiveram uma legião média por lá e só.

Tem os homens q vão para a guerra pq gostam dela, esses não se importam com medalhas e outras honrarias. O segundo tipo vai pra guerra por acreditar em algo, por patriotismo ou idealismo. E o terceiro é aquele q é colhido pelas circunstâncias e termina no meio dela.

André disse...

Sobre as vantagens norte-americanas, isso aqui vale uma leitura:

What every American President should have in mind

U.S. deployments to places such as Bosnia, Afghanistan and Iraq do not serve Republican interests, they serve U.S. interests. The Balkans are being integrated slowly into the Western alliance structure, al Qaeda is being denied the use of Afghanistan as a rallying point and training ground, and Iraq is now part and parcel of an overarching U.S. strategy to bring the entire Middle East to heel. No matter how much any pundit decries the way in which the Bush -- or in the case of Bosnia, the Clinton -- administration handled these cases, the bottom line is that abandoning any of these missions would critically damage future U.S. policy strength and flexibility.

Five themes -- irrespective of political ideology -- dominate U.S. strategy.

1. Consolidate control over North America.

Until the original 13 colonies expanded westward to the Mississippi, Ohio and Missouri River valleys, the United States was little more than a series of small, isolated and largely agricultural communities. But after the 1803 Louisiana Purchase, the United States immediately attained the potential to become a global power. In the years after, the United States secured major population centers on three coasts (Atlantic, Pacific and Gulf), which ultimately led to a unified political, economic and cultural system that is a prerequisite for power projection. The European Union has yet to achieve this basic but not simple step -- nor will it.

2. Secure strategic depth for the continental United States.

It is one thing to be in control of New Orleans, the center of gravity of the United States; it is another to be able to hold it. In its first century, the United States fought and won two wars to ensure that it would never face a rival on the North American continent. The first, the War of 1812, made it clear to (then British) Canada that it could exist as an "independent" power only so long as it harbored no strategic ambitions of its own -- a state of affairs that lasts to the present day.

The second, the Mexican War of 1846-1848, destroyed any hope of Mexico's emerging as a major power and, more to the point, added Texas to the Union -- pushing Mexican forces roughly 1,000 miles away from New Orleans. Put another way, this second theme could be phrased to say that Washington cannot allow any western hemispheric force ever to challenge the United States. The Monroe Doctrine, the Panamanian Revolution of 1903 and pretty much everything that Theodore Roosevelt ever did are examples of how crucial this theme was to the not-so-recent years of U.S. development.

3. Control sea approaches to the North American continent.

Alaska was not an accidental purchase; Cuba and Haiti have not figured into U.S. plans as afterthoughts; Washington did not play hardball with the British over swapping ancient destroyers for naval bases in the Western Hemisphere in the early days of World War II for fun; Iceland is not an idle ally; the Sandwich Islands did not become the state of Hawaii because the United States wanted more beachfront property.

The British blockade during the War of 1812, and to a lesser degree the incomplete Union blockade of the South during the U.S. Civil War, proved that the United States could secure itself from outside intervention only if it could physically prevent others from reaching its shores. That requires cleverly positioned real estate acquisitions.

4. Dominate the oceans.

The United States' alliances with Britain and Australia are not simply about cultural affinity and mutual back-scratching, they are about place. Darwin, Diego Garcia, Gibraltar, Britain, Cyprus and Singapore are perfect complements to U.S. assets in Hawaii, Puerto Rico, Micronesia, Guam and -- until recently -- Panama and the Philippines. Norway, Denmark, Japan and Turkey not only share regional political goals with the United States, but also they served to drastically limit the Soviet Union's maritime options. With this combined network, there is no place on the waters that the United States cannot reach or affect, nor is there a fleet that the United States cannot find, monitor and ultimately sink.

5. Keep Eurasia divided.

Far and away, the most critical theme is preventing a single power from dominating the Eurasian landmass. Only a continental power can truly challenge another continental power, and so U.S. strategic thinkers were pleased when the Europeans battled each other in two world wars and when it became apparent in 2003 that a “common” European foreign policy was not worth the paper its press releases were written on. The Cold War saw the United States keep Western Europe split from Russia, and lingering sentiments to that end are not historical artifacts. China's rise has been echoed by American support for a return of Japanese militancy and the sponsoring of an informal Indian hegemony in South Asia. For every power, the United States seeks to assist one -- or better yet, three -- counterpowers to keep potential rivals boxed in. So long as Eurasia is divided and fighting with itself, it cannot contemplate targeting the United States.

This is the reality of U.S. foreign policy. Throughout the blunders and differing agendas of dozens of presidents -- from Ulysses Grant to Teddy Roosevelt to George W. Bush -- it has endured. It will survive anything that a President Kerry can throw at it, even if that means assembling an international coalition to reform everything from NATO to the special education programs in Omaha's suburban districts.

The process may be rather messy, but it does keep the mess at bay from the perspective of the U.S. mainland. The United States' sense of place and the hard logic of geography lead Washington to keep Latin America, Europe and Asia shattered as political entities, and encourages it to develop strong relationships with despotic governments in the name of influence and preservation.

Some call it cold, Machiavellian, even malign. There is a simpler term: geopolitics.

André disse...

Como vcs podem ver, é velho, da época da campanha do John Kerry, mas ainda atual.

Catellius disse...

Atestado de Existência:

Atesto para os devidos fins que André do Executive Outcomes existe.

Deu uma passada hoje em meu escritório, tomamos um café e conversamos um pouco, na medida do que a correria de ambos permitiu.

É isso aí, André, valeu pelos CDs!

Abraços a todos

O+cioso disse...

os ideais americanos sao umas das grandes invencoes da humanidade?

huahuahuahua

nunca ouvi nada mais idiota e deprimente na minha vida

me senti mal no filme Independence Day

nao esperava vivenciar o mesmo nojo em um blog de gente que se diz pensante

André disse...

Pois é, senhoras e senhores, eu ocupo lugar no espaço - que costuma ser chato e um vácuo, mas a gente faz o que pode pra animar as coisas.

Pelo menos nesse plano material, se no plano astral, não sei, esse ainda não me foi apresentado, ainda é terra incognita.

Sou tão real quanto o pior pesadelo de algumas pessoas, como o Lula ou a Hebe Camargo, ou o melhor sonho (escolham a atriz/modelo que quiserem).

E não agrido a camada de ozônio.

Bocage disse...

rsrsrs

A questão não é o ideal dos americanos e sim a acolhida que deram a imigrantes miseráveis. Imagino que também sentiste nojo das aulas de interpretação de texto, parvo!

André disse...

Nossa, quase 4 Gb de áudio, vou até tirar uma cópia de segurança, pq nesse caso vale.

Deveria ter feito isso, em dvd, não em cd. Muito melhor assim.

O material q vc tem aí equivale a uns 5 anos correndo atrás de tudo.

Holy Father disse...

"Deus pode ter sido a criação de um superparanóico que precisava de uma causa cataclísmica para tudo o que existe."

O homem procura substituir Deus e tornar-se senhor de si mesmo, chega até ao absurdo de dizer que Deus é criatura do homem, o homem é que cria o seu Deus. E passam a dizer que nós é que fabricamos a verdade. E afirmam que todos estão certos, porque cada um é senhor das coisas, cada um tem a sua verdade, duas afirmações contraditórias podem ser ao mesmo tempo verdadeiras, todas as religiões são boas, apesar de afirmarem coisas contraditórias, o que antigamente era verdade hoje não é mais, porque tudo evolui.

Mentiras e mais mentiras a respeito da verdade!

Um lugar, onde não se respeita a verdade objetiva e cada um quer ter a sua verdade e todos têm que aceitá-la, chama-se hospício. Lá um é Napoleão e o outro é uma árvore. E todos acham que têm razão!

Se fosse assim, nenhum aluno poderia ser reprovado no exame, porque cada um pode ter a sua verdade. Ele acha que o certo é assim e o professor não poderá dizer que ele está errado: terá que respeitar a 'verdade' do aluno.

O sábio São Tomás de Aquino ensina que nós não somos medida da verdade, mas somos medidos pela verdade.

A ela devemos nos curvar, porque a verdade é o reflexo de Deus, pois foi Ele mesmo que disse no Evangelho: 'Eu sou a Verdade' (São João 14, 6).

Deus os abençoe!

Ed disse...

Somos parte de Deus e não o contrário. Deus está para nós como o oceano para onde toda água da Terra flui. A água é parte do oceano, quando o encontra se torna o Oceano. Se nós fluímos para Deus haverá a integração. Mas, daí, perderíamos nossa identidade, nossa individualidade? Essa é minha dúvida!

E não há razão para crermos que o que vemos e percebemos é toda a realidade ou a realidade suprema presente em tudo.

Klatuu o embuçado disse...

Aconselho fundas leituras teológicas.

Bocage disse...

Ed, sou a água que evapora dos rios e precipita-se nos rios.
O sal estraga meus cabelos, rsrs

Catellius, Ramtha é um guerreiro-espirito de 35000 anos e não de 8000, como disseste. A loura que o incorpora entra em transe e passa a falar em inglês medieval de filme americano, rsrsrs.

Santo Padre, "...afirmam que (...) duas afirmações contraditórias podem ser ao mesmo tempo verdadeiras". Vós errastes apenas no sujeito da oração, uma vez que são os sujeitos apreciadores da oração aqueles que vêem verdades numa asserção e na negação da mesma, que asseveram deus ser apenas um mas não apenas um, o messias ser limitado e ilimitado, etc.

Bocage disse...

De Carlos Esperança:

Há muito que se diz que Blair é católico, facto que deveria ser do domínio pessoal, não fora a sua decisão de explicitar publicamente a condição de cristão, antes da invasão do Iraque.

O anúncio da eventual visita de Blair ao Vaticano, pela própria Rádio Oficial, é motivo de alguma surpresa e perplexidade, bem como a referência à especulação da imprensa britânica sobre a condição católica do ainda primeiro-ministro inglês.

A suspeita da duplicidade do Vaticano na destruição do Iraque começa a ser um pouco mais do que meras coincidências.

O Papa João Paulo II condenou publicamente a invasão enquanto os líderes católicos que, ao contrário do que é hábito e salubre em Estados laicos, explicitavam abertamente a sua fé, apoiaram entusiasticamente o belicismo protestante evangélico de Bush.

Foram os casos de Aznar, com ligações ao Opus Dei, a seita mais reaccionária da Igreja católica, de Durão Barroso, Berlusconni e dos líderes da Polónia, Áustria e Irlanda. Só faltava Blair para serem todos católicos os que apoiaram Bush na trágica e criminosa aventura iraquiana.

É difícil esquecer, de Robert Hutchison, «O Mundo Secreto do Opus Dei» - Preparando o confronto final entre o Mundo Cristão e o Radicalismo Islâmico.

Só a atitude dúplice do Vaticano permite conceber que os seus mais devotos partidários tenham sido também os mais entusiastas da invasão iraquiana, sem que a mentira, a iniquidade e o sacrifício do direito internacional os dissuadisse.

E o Vaticano, que condenou a invasão, não censurou os invasores! Recebe-os com pompa e circunstância.

Bocage disse...

Achei pertinente colar este texto do C.E. pelo que a Guerra no Iraque nos lembra: Cidade (Bagdad), pólvora, EUA e Deus.

André disse...

Ora, pelo visto isso aqui está virando um concílio zen tibetano da Nova Era. Só falta um rabino e um sufi-faquir.

Já estou igual aquele filme, me perguntando: What the bleep do I know?

Mas vejamos...

Em nova homenagem a Nelson Mandela (o homem está velhinho, tem mais é q ser homenageado todo dia) vamos fazer um Apartheid... ou daqui a pouco todo mundo que é incapaz de aprender vai dar pra ensinar.

Dizer q Deus é uma criação humana não tem nada de mais. E se esse não era o desejo Dele, parte de Seu plano supersecreto? Pronto, viram como é fácil fazer teologia?

Verdades? Se eu chegar a um Consenso Mínimo na Vida já fico feliz.

E se esse mundo aqui começou com o Erro? E aí?

Todas as religiões tem uma raiz comum, mas logo em seguida começam as diferenças, meus vorazes gafanhotos teológicos. Reflitam.

Verdade objetiva? A verdade também pode ser muito, muito subjetiva. Não é uma equação.

Sobre exames, alunos e mestres: “Nos exames, os tolos fazem perguntas que os sábios não conseguem responder.” Wilde

O reverendo Jim Jones, aquele do cianureto em massa, também dizia 'Eu sou a Verdade'. Uma verdadeira roubada, isso sim.

May the Devil, o capeta, de rabinho e garfo be with you. Ele, que já foi chamado de amigo do conhecimento! Na dúvida, acho sempre melhor acender uma vela para ele também.

*******************

Catellius, como vc deve ter visto, fiz uma gravação trabalhosa, faixa por faixa, sem dividir em pastas, quando teria sido mais prático (e é o q vou fazer daqui pra frente) simplesmente jogar as pastas e gravar um amontoado de pastas. Bem melhor desse jeito.

Quanto ao q eu gravei, sugiro q vc ripe esses cds, jogue num hd ou faça cópias de segurança, pq o material contido neles é muito bom, há muitas raridades aí e o resultado final me pareceu acima da média. Quando faço uma cópia, pelo menos fico mais tranqüilo se o cd detonar depois.

Anônimo disse...

Que invadir a Europa que nada!
A invasão mongol agora é global!

André disse...

Pato Donald contra os nazistas:

http://youtube.com/watch?v=FUkQQq9V6I0

C. Mouro disse...

Tem que ser um blog especial para conter um Bocage, um André e ainda um Catellius! ...é até covardia!

....hehehe! esse Bocage:

"sou a água que evapora dos rios e precipita-se nos rios.
O sal estraga meus cabelos"

...hehehe! esse André:

"Dizer q Deus é uma criação humana não tem nada de mais. E se esse não era o desejo Dele, parte de Seu plano supersecreto? Pronto, viram como é fácil fazer teologia?"

...hehehe! esse Catellius:

"é a que interessa aos estudiosos e aos leigos, é a parte que influenciou revoluções e que está nas prateleiras das viúvas do Muro de Berlim que ainda vagam pelo planeta, quais almas penadas."

...hehehe!
Abraços
C. Mouro

Heitor Abranches disse...

andre,

adorei a aula de geopolitica americana. De onde e?

André disse...

Olá, Heitor

É da Strategic Forecasting

www.stratfor.com

André disse...

Certo, mosqueteiros,

vcs querem saber um pouco do que Lawrence da Arábia pensava, o que Shakespeare tinha a dizer sobre a passagem do tempo, qual o problema de perder algo satisfatório, segundo Millôr, e o que passa pela cabeça - e pelos olhos - de um atirador de elite?

Tudo isso está nos últimos posts de www.execout.blogspot.com

André disse...

Pra descontrair um pouco. Espero q gostem:

http://www.youtube.com/watch?v=ShxsTbLh2Kk

http://www.youtube.com/watch?v=qpmUYo06wHA&mode=related&search=

http://www.youtube.com/watch?v=wKso3xdRCE0&mode=related&search=

http://www.youtube.com/watch?v=2NhvnXsCkJ8

http://www.youtube.com/watch?v=P9t0a_X-5Ic&mode=related&search=

http://www.youtube.com/watch?v=ply6B4O5ZYs&mode=related&search=

Catellius disse...

Caro Mouro,

Obrigado, mais uma vez, pelo imerecido elogio. O melhor de tudo é não falar sozinho. Os posts são meras faíscas. O que tem me interessado mesmo são os fóruns - os tonéis de gasolina - com tantos participantes geniais.

Abração.

Ricardo Rayol disse...

Brilhantes invenções mas o modo de vida americano, ao pé da letra, não é lá uma grande invenção, mas para quem usa polvora em profusão não é de se estranhar...

C. Mouro disse...

Aproveito para realçar:
"Mas talvez tenha surgido apenas como um desafio. Quando um ou mais sujeitos resolveram que realizar algo incomum, muito difícil e contrário à natureza humana, era algo que os fazia mais "valiosos""
.
Miseravelmente agir contra si é entendido como uma qualidade. Isso acaba demonstrando relação com a idéia de altruismo:
supliciar-se, causar dano a si mesmo, usar um "beiço de pau" valoriza o tolo, consensualmente. Da mesma forma, sacrificar-se por outros, morrer pelos outros, amar o inimigo e etc., são idéias do mesmo jerico ou da mesma latrina.

É um primitivisnmo, uma busca desesperada por "valores" de fácil exibição. Como eu tenho dito, a visibilidade ou a impressionamento de qualquer dos sentidos torna-se argumento ou prova de verdade, sem que se dê importância ao que chamo de sexto sentido, ou a razão.
Por exemplo, se escuto o bramir de um elefante no banheiro de um pequeno apartamenteo no 25° andar, devo refletir sobre as possibilidade de tal ser verdade, mesmo que um dos meus sentidos diga que é. Ou seja, os 5 sentidos são apenas meios, são "matéria" que deve ser analisado pela razão.
Assim, um tolo ao ouvir o bramir, logo sentencia que lá existe um elefante, mas um indivíduo que usa o seu cérebro (um "indivíduo de verdade" ...hehehe!), irá analisar a informação que o sentido lhe passa juntamente com as demais informações que tem sobre a realidade, o prédio, apartamento, tamanho do WC e etc., para então concluir que o elefante não poderia estar lá, seja por não haver meio de lá chegar e também por não caber no local.

O que falta é exatamente isso: PENSAR E JULGAR!
Esse é o maior inimigo dos embusteiros, maníacos e etc.: PENSAR E JULGAR!

Abraços
C. Mouro

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