25 abril 2007

O Impeachment de Lula

Outro dia, tive o privilégio de assistir a uma palestra de um experiente negociador que nos últimos 20 anos lidou com diferentes empresas e diferentes governos. Quando falou sobre a política brasileira sintetizou sua evolução recente em três palavras: empáfia, inflação e corrupção. Segundo ele, elas explicam a dinâmica dos principais eventos dos últimos 20 anos.

Em sua opinião, a combinação dos três fatores é igual a impeachment. A última vez em que esta combinação ocorreu foi com o Collor, cuja insistência em pilotar caças da FAB, lutar caratê e andar de jet-ski era percebida como empáfia. A inflação, que ele enfrentou com o truculento e traumático Plano Collor, estava voltando e, por fim, seu próprio irmão foi à TV dizer que ele era corrupto. Portanto, a combinação destas três percepções teria resultado no famoso Domingo Negro e no seu impeachment. Para completar, ele pertencia a um partido minúsculo e não controlava o Presidente da Câmara.

José Sarney, seu antecessor, deixou o país com uma inflação de 80% ao mês, além de ser percebido como um oligarca maranhense corrupto e baba-ovo dos militares. Mas o povo e os servidores públicos o viam como um pai complacente, e este ex-líder da ARENA deu ao PMDB em 1986 a maior vitória nas urnas da historia, às custas do Plano Cruzado, que poderia, se bem administrado, ter acabado com a inflação de então. Apesar disto tudo, o Zé do Bigode ainda ganhou um ano extra de governo e hoje, juntamente com sua filha, é um dos grandes aliados do Lula. Ele e seu horrível governo teriam sobrevivido apenas porque ele não tinha empáfia.

O Itamar, vulgo homem do topete, teve o bom senso de convidar Fernando Henrique para ser ministro da Fazenda, que por sua vez chamou os criadores do Plano Cruzado para desenvolverem o Plano Real. O Plano teve sucesso inicialmente, e Fernando Henrique, apesar de ter empáfia, deu esperanças de vitória sobre a inflação, além de ser percebido como um homem correto. Graças a isto, impôs a segunda derrota ao Lula candidato a presidente. Depois de perder uma terceira vez, Lula decidiu refundar o PT sob a coordenação de José Dirceu e fazer uma mudança de imagem com a ajuda do grande marqueteiro Duda Mendonça, que inventou o Lula Light, sucesso absoluto de vendas.

O episódio da aprovação da reeleição e as denúncias envolvendo as privatizações eliminaram a percepção de que FHC fosse correto, e a isto somada sua empáfia de uspiano marxista, faltou apenas que perdesse o controle da inflação para que as coisas se complicassem - e isto quase aconteceu em 1999, quando alguns economistas chegaram a prever uma inflação de 40% ao ano, com o fim da âncora cambial.

Finalmente, temos o eneadáctilo, o homem cuja humildade se contrapunha ao professoral e aristocrático FHC. O homem que era percebido como honesto e que prometera continuar os programas que mantinham a inflação sobre controle. Com isto, e com a insistência do paulistério em apoiar Serra e não Tasso, Lula finalmente chega ao poder. Eu apostaria que uma chapa encabeçada por Tasso e com Roseana como vice teria ganho.

No poder, Lula rebatizou o Bolsa Escola de Bolsa Família, enterrou os traços de marketing do Plano Real para que o governo anterior fosse esquecido - como faz todo governante, sejamos honestos - mas deu continuidade ao programa econômico com uma equipe da mesma linha, entregou a administração ao José Dirceu, como hoje está entregue à Dilma, e continuou a fazer o que sabe: campanha.

O Zé Dirceu tentou fazer a refundação da Republica, mas hoje está cassado e sendo denunciado no Supremo como chefe da quadrilha do Mensalão. Com isto, Lula passou a ser percebido como corrupto, mas nunca foi percebido como arrogante e tampouco perdeu o controle da inflação. Pelo contrario, honrou todos os contratos e hoje o Brasil bate recordes de Risco-País. Por isto, não reúne as condições para sofrer um impeachment. Neste sentido, parece-me um pouco estéril a oposição continuar a bater na tecla da corrupção, porque ela sozinha não é suficiente para inviabilizar seu governo. De fato, mesmo que ele perdesse o controle da inflação, sua habilidade de ser percebido como alguém do povo, com toda a "humildade" que isto envolve, além de contar com um PT forte e com o controle do Presidente da Câmara, inviabilizariam seu impeachment. Na pior das hipóteses ele seria um presidente fraco e desmoralizado como foi Sarney, mas continuaria no cargo até 2010, pelo menos.

53 comentários:

André disse...

Catellius, deve ser bom morar perto do trabalho e poder economizar gasolina. E crianças ficam mesmo muito confusas quando mudam de um lugar para outro, ainda mais se a planta é espelhada.

Heitor, belo texto, boa análise, quem sabe vc ainda não se torna um analista ou especialista nessa área. Parece q leva jeito. Como sempre claro, incisivo e capaz de ver o essencial.

Conheço gente q acha q o Ciro Gomes foi um dos pais do Real. Ah, tá bom... não a equipe de economistas competentes sob a supervisão de FHC.

Não vejo problemas nas irregularidades nas privatizações, mas a emenda da reeleição foi mesmo um caso sério.

Não sei se Tasso com Roseana teriam batido Lampião. A forá do cangaço era muito grande naquela época. Mas pode até ser.

Zé Dirceu tentou refundar a lavagem de dinheiro, afundando a República.

É incrível como conheço gente que acha q Lampião nada sabia. Claro que sabia. Não tinha cérebro pra arquitetar aquilo tudo, entre valeriodutos e mensalões, mas obviamente sabia e participava. O negócio dele era se eleger, chegar em casa e dizer: “Muié, ganhei!” e em seguida entrar em férias. Ele não achou q a Presidência fosse dar muito trabalho e deixou tudo nas mãos de Dirceu e acólitos (ops!). Quando a coisa desabou com Roberto Jefferson, meu canalha predileto (naquele momento), que não se acuou e abriu a boca, a roseira balançou, como raramente balança na história política desse país, quase toda feita de acordos e de “deixa disso”. Mas a oposição, de rabo-preso e temendo um contra-golpe de Lula em linhas populistas, preferiu não forçar um impeachment.

Passado o sufoco, Lula se tornou muito mais centralizador, o q vem provocando o ódio (sem exagero) de muita, muita gente no PT. Antes ele deixava a coisa correr solta, hoje nem tanto. Ele ficou bem mais atento, mais esperto. Ele não confia mais na companheirada como antes. Precisa dessa ratatuia, mas não tem aquela confiança irrestrita do começo.

Ele dificilmente cairia daqui pra frente. É corrupto, mas popular. A oportunidade já passou. Ele se segura bem com a economia nos moldes atuais, controla o Congresso até com certa habilidade (vai muito além do costumeiro suborno) e tem popularidade alta. Só algo muito grave E que acontecesse em condições muito especiais seria capaz de derrubá-lo. Pois sabemos que apenas o fato de algo ser grave já não basta.

Ah, sim, essa foto dele "calibrado" ficou legal... Dá só uma sacada nos olhos do cabra!

As usual, the Oscar of Best Photography goes to... Pugnacitas

eu de novo... disse...

Correção: a força do cangaço...

Heitor Abranches disse...

Me esqueci que ainda tem a CUT que certamente se mobilizaria para defender o companheiro e ainda tem o MST que pode querer quebrar o Congresso de novo e em breve ainda vamos ter a TV do Lula que vai veicular em primeira as coisas boas do governo.

C. Mouro disse...

Bem, o plano cruzado resunia-se unicamente ao congelamento de preços. No meu entendimento nem mesmo era um plano. Aliás, foi de uma estupidez bananeira, já que além de não mexer nos gastos do governo ainda conteve os juros, produzindo incentivo ao consumo e investimento amparados na inflação (expansão monetária).
É claro que o resultado desta estupidez tinha que ser o fracasso. Portanto, perdoe-me, o plano cruzado jamais teve qualquer chance de dar certo, e desgraçadamente serviu apenas para esterilizar capital privado, onde os investimentos nem sempre podiam ser terminados, dada a disputa de bens escassos que, com o congelamento, induzia a erro o calculo de viabilidade. Assim, o que começava nem sempre acabava. E isso tudo resultou numa completa perda de parametros para os preços, e o absurdo ainda foi coroado com o "emprestimo" compulsório - na verdade mais um imposto, pois criado para nunca ser devolvido. Recebendo o nome de "emprestimo" apenas para "cozinhar a rã em fogo brando: com o tempo a massa foi se habituando com a idéia de não receber; se cobrado de cara como imposto poderia produzir reações exaltadas. Estratégia na mesma linha foi usada por Geisel (o maior crápula que estepaís sofreu), quando querendo aumentar a gasolina em torno de 100% propôs um emprestimo compulsório - se não me engano de 2,00 (entrava na adolescencia) e ante alguma reação "magnânimamente" fez do empréstimo de 2,00 u8m aumento de 1,00 e todos ficaram felizes e agradecidos (estratégia do bode na sala). Aliás, foi Geisel, o nacional-socialista bananeiro, que criou o empréstimo compulsório para quem viajasse. Enfim, era de fato um estrategista, crápula de dedos longos e nem tão leves, afinal era um ditador que sentia-se já dono da Petrobras. ...fez escola, e quando da comovente conversa do rasteiro Jatene sobre o IPMpara a saúde, este outro tipo sonso aplicou o golpe de iludir a massa, usando a saúde como pretexto para constranger críticos que "não quisessem melhoria na saúde", mas de antemão estava a par de que isso era falso, mas representou canalhosamente o papel que lhe deram ...outro lixo de ser, como tantos que há neste feudo bananéio.
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Abraços
C. Mouro

André disse...

Pois é, faltaram a CUT e o MST, esses dois instrumentos de pressão criminosos.

O Plano Cruzado era ridículo.

Geisel criou um monte estatais, num país que já tinha um excesso delas.

Jatene é mesmo um sonso, C. Mouro. E a CPMF começou aí.

Bocage disse...

O fator 'empáfia', no impeachment de Collor, deveu-se à "insistência em pilotar caças da FAB, lutar caratê e andar de jet-ski"?

Quem é o "experiente negociador que nos últimos 20 anos lidou com diferentes empresas e diferentes governos"?

André disse...

Lula tem mais empáfia do q Collor.

Anónimo disse...

C. Mouro, não conheço bem o assunto, no entanto pareceu-me uma óptima análise a que fizeste do que foi o desastre económico chamado Plano Cruzado.

Heitor Abranches disse...

Bocage,

Como graças a Deus não vingou o Conselho de Jornalismo do Dirceu não sou obrigado a revelar minhas fontes sob ameaça de perder a licença profissional...rsrsrsr...

O Plano Cruzado foi um plano genial porque introduziu um artificio que permitia criar uma sincronização de preços, uma coisa nova para a época. O governo, naquele momento, tinha um bom controle dos seus gastos graças a gestão no ano anterior no ministério da Fazenda de um atual senador pelo Rio de Janeiro. As reservas em dólar do país eram razoáveis. O problema é que o presidente resolveu ser bonzinho com uma fórmula de aumento salarial, entre outras bondades. Para vc ter uma idéia, este Plano é anterior a Constituição de 1988 e os gastos públicos estavam bem menos engessados. Portanto, foi uma oportunidade história de estabilizar nossa economia que o Sarney sacrificou no altar da vitória do PMDB nas urnas de 1986 onde quase todos os governos estaduais foram do PMDB...

pennywise disse...

Excelente analise porém acho que vc esqueceu da popularidade do Lula e a que ela se deve. Na minha opinião a primeira coisa é o seu carisma, ele fala a lingua do povo, e faz o que o povo quer e precisa: bolsa família, luz para todos, ecodiesel....

O que nós da classe média lemos como ignorância, empafia ou qualquer outra coisa o povão orelha seca entende e concorda, é como se se projetassem no Lula.

Quem já andou pelos interiores antes esquecidos e agora lembrados deste país e conversou com as pessoas sabe do que eu estou falando, portanto mais do que MST e mais do que a CUT, se alguém quiser derrubar o Lula vai ter que passar por cima do povo brasileiro.

Atualmente Lula se tornou maior do que o PT e está acima da esquerda e da direita. E a culpa é de quem? Na minha opinião quem colocou ele lá foi a empáfia do FHC...

Clarissa disse...

Catellius, obrigada pela visita e pelo belo e enriquecedor «jogo» de palavras. Tenho andado sem vontade de escrever e de andar pela net, daí esta ausência.
Um beijo para ti e outro para a simone.

André disse...

Então, parece q o Plano Cruzado era bom. Acho "genial" exagero. Bom, de quaquer forma, Sarney acabou com o q poderia ter sido bom. Mais uma oportunidade perdida.

André disse...

Sim, Pennywise, a empáfia de FHC teve alguma participação no sucesso de Lula.

C. Mouro disse...

"O Plano Cruzado foi um plano genial porque introduziu um artificio que permitia criar uma sincronização de preços"

Caro Heitor, eu apreciaria se me explicasse qual "artificio que permitia criar uma sincronização de preços" e o que seria essa "sincronização de preços".
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Um congelamento de preços serve apenas para quebrar a inércia dos preços - digo: os agentes estão habituados a testar aumentos para equilibrar estoque e demanda, e assim, uma corte na expansão monetária não seria naturalmente acompanhado por um corte nestes aumentos, a expectativa produziria uma recessão e para evita-la o congelamento seria um meio, canalha sim, mas um meio.
Então, basear o plano num congelamento de preços e aumentar a demanda via bondades e expansão monetária, acreditando que os investimentos se acelerariam para acompanhar a demanda foi uma tolice "prá mais de metro e meio". Afinal, pode-se criar um bilhão num instante, mas criar produtos para serem adquiridos por este bilhão carece de tempo, seja para infraestrutura de produção, seja para a própria produção e distribuição.
A crença dos "cruzadistas" era de que havendo dinheiro para comprar a oferta se ampliaria automáticamente. Um tanto da idéia de "na recessão provocar inflação" para equilibrar. Fosse assim e seria uma barbada, mas não é. A inflação, num caso destes, vai apenas servir para reduzir a renda do consumidor via um aumento de preços, que aumentará os lucros e permitirá investimentos mais rápidos que aumentarão a oferta e readaptarão os preços.
Ora, inflar a quantidade de moeda permanentemente é absurdo. Assim, o aumento de salário concedido me pareceu mais devido a crença de que a demanda sob preços congelados aumentaria a produção; uma tolice. Na verdade o tal "prano" conseguiu apenas desorganizar a economia, como mais que previsível. Era apenas politiqueiro e nada mais: aumenta salário, congela preços, emite sem lastro para gastos correntes, reduz juros e depois oferece crédito. ...cruzes credo!
Posso estar enganado, evidentemente, mas antes para me convencer disso preciso de uma boa explicação.
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Se as contas do governo estivessem sob controle, a inflação estaria caindo paulatinamente, quebrando a inércia dos preços com o tempo. Creio que não era esse o caso.
Aquilo foi um estelinato, e os "pranejadores" deveriam ter pego prisão perpetua, tal o estrago que fizeram na economia. Assim penso até que me mostrem que estou errado, e não descarto essa possibilidade.

Abraços
C. Mouro

C. Mouro disse...

O plano real sim, foi genial pelo artifício da "moeda provisória" para quebrar a inércia dos preços não deixando que contaminasse a nova moeda. Foi de fato genial e eu até digo que não atrapalhou a sincronização de preços no mercado Porém, o "prano cruzado", na minha opinião, a única genialidade nele possível seria aquela de se esfregar uma lampada mágica e... SHAZAM!!! ...aparecer um gênio concedendo três pedidos, ao Funaro, Saiade e Lopes(?) ...fora isso, não consigo ver qualquer chance de o 'prano' cruzado dar certo.
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Abraços
C. Mouro

C. Mouro disse...

Nem de dar certo nem de possuir qualquer outra genialidade que não a de um gênio da lampada mágica.
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Abraços
C. Mouro

Simone Weber disse...

Querida Clarissa,

Fazes falta por aqui! Se estás sem vontade de escrever, pensa que todos que costumavas visitar perdem sensatas e inspiradas opiniões que os enriqueceriam e os tornariam mais humanos.

Beijocas e não some!

Anonymous disse...

'outra genialidade que não a de um gênio da lampada mágica'

muuuuuuuuuuito bom, hu hu hu ha ha ha hi hi hi

Heitor Abranches disse...

O Plano Cruzado funcionou durante 1 ano. Ele tinha o potencial de estabilizar a economia e a acabar com a inflação. O que faltou? Grosso modo, faltou um controle da demanda que poderia ser feita por diversos instrumentos como a taxa de juros elevada (como FHC fez no Real). O problema é que aí a demanda cairia e os votos para o PMDB diminuiriam e o Zé do Bigode não é nenhum estadista. O Plano Real, por exemplo, custou 20% do PIB em termos de dívida pública. O Plano Cruzado poderia ter atingido o mesmo fim custando muito menos. Mas isto não interessava ao Sarney. Afinal, os herdeiros milhionários destes políticos não serão a próxima geração de brasileiros que pagará esta dívida pública que aliás está em 1,105 trilhões atualmente...Lulinha também não gosta de cortar gastos já que quem vai pagar não é ele e quem vai ganhar votos é ele. Este, aliás, é um problema universal dos políticos.

Heitor Abranches disse...

milionários*

Catellius disse...

Heitor,

Acho que a fórmula do experiente negociador não serve para o futuro; parece-me, sinceramente, uma brincadeira de associações entre a história recente e três ingredientes presentes na maioria dos governos brasileiros - empáfia, corrupção e inflação -, sendo que existem inúmeros outros fatores envolvidos na queda de Collor, inclusive listados por você.

E impeachment só ocorreu uma vez no Brasil. Como criar uma fórmula para isso? Por que não incluir na fórmula esperma no vestido da estagiária, mentira e ateísmo? Para mim, só ex-governadores de nariz grande sofrem impeachment, rs. Mas gostei do jogo que ele fez entre essas três características.
Quanto à questão do Plano Cruzado, confesso que me faltam dados e conhecimentos de economia para analisá-lo com propriedade. Sempre achei, contudo, que fora algo no estilo "gênio da lâmpada", como o Mouro colocou.

André,

"deve ser bom morar perto do trabalho e poder economizar gasolina"


É vero. Uso carro mais à noite e aos fins de semana. Não por comodidade mas por ser a minha humilde contribuição para a diminuição do efeito estufa, ha ha ha ha ha ha ha!

"Roberto Jefferson, meu canalha predileto..."

Seu e da torcida do Flamengo. Pena que aquilo tudo acabou em pizza. Era uma boa oportunidade para os deputados moralizarem a casa. Mas que deputados? Todos deviam estar envolvidos em alguma coisa. E tampouco o povo a moralizou nas eleições seguintes. Aliás, moralizar como? Havia alguma alternativa? Sempre escolhe alguém dentre os facínoras que desejam "representá-lo".

"As usual, the Oscar of Best Photography goes to... Pugnacitas"

Obrigado, he he. A idéia foi simular uma idílica saída estratégica após uma noite em frente aos telejornais regada a Velho Barreiro...

Clarissa,

Faço minhas as palavras da Simone.

André disse...

Só congelamento de preços é um artifício fraco. Dura pouco.

Achei o Real genial (desculpem pela rima pobre), mas não sou economista.

Os herdeiros milionários de Ribamar nunca pagaram nada, nem pagarão. Eles desconhecem essa palavra.

Esse consultor/especialista parece ter feito mais uma brincadeira. Isso não explica 20 anos de Brasil. Ainda assim, relacionar essas três coisas foi inteligente.

Foi uma pena quando a crise de 2005 começou a esfriar. Eu queria mais, como dizia Confúcio, era ver o oco. O circo pegar fogo.

Essa foto dele calibrado ficou famosa na época.

Eu sou ecológico a maior parte do tempo, acho, mas adoraria ter um carro (não jipe ou camionete) a diesel, que, dizem, é o q mais polui. Mas é o q mais rende. Um bom carro 2.0 a 3.0 com diesel ou turbodiesel (na Europa e em outros lugares há muitos) deve ser muito legal. Perde torque, o motor responde mais devagar, não tem a mesma aceleração, mas eu não ligo muito pra isso. Já que não dá pra ter gasolina pura, “azul” ou de alta octanagem, o que eu também adoraria (se tivesse um carro à altura, espero um dia ter grana pra ter o q passa pela minha cabeça), acho o diesel uma boa opção. Pouco me importo se com um carro movido a esse combustível eu estaria contribuindo pra matar o coala listrado de Sumatra. Ou o lêmure nebuloso de Madagascar. Ou o suricato listrado do Kalahari.

Brincadeirinha!

Ronald disse...

Os resultados do Plano Cruzado são mais bem visualizados se dividirmos o período de março de 1986 a junho de 1987 em 3 subperíodos:

1º - Cruzado:
De março a junho de 1986 houve uma queda substancial da inflação e alguns indícios de existência de excesso de demanda na economia. Havia um caminho para combater as origens da pressão inflacionária: o déficit público. A despoupança e o congelamento de alguns preços a níveis defasados levaram a uma explosão de consumo. O governo enfrentava um gigante déficit fiscal e via-se obrigado a decretar o fim do congelamento de preços ou a desacelerar o crescimento do produto através um severo corte na demanda agregada. Para evitar custos políticos, optou-se por fazer apenas um modesto ajuste fiscal.

2º - Cruzadinho:
De julho a outubro de 1986 ocorreu uma total imobilidade do governo ante ao agravamento da escassez de produtos e à deterioração das contas externas. "Cruzadinho" foi o tímido pacote fiscal que envolvia basicamente a criação de um sistema de empréstimos compulsórios na aquisição de gasolina e automóveis e impostos não-restituíveis sobre a compra de moedas estrangeiras e passagens aéreas internacionais. Expectativas de descongelamento deram um novo impulso à demanda.

3º - Cruzado II:
De novembro de 1986 a junho de 1987 assistimos o fracasso do Plano Cruzado, com o retorno das altas taxas de inflação. O Cruzado II foi um pacote fiscal que acabou por fornecer uma válvula de escape para toda a inflação reprimida durante o congelamento. A taxa de inflação atingiu 16,8% em janeiro de 87. O governo manteve um certo controle sobre os salários, o que reduziu a demanda agregada. Uma tese de que a inflação iria perder o fôlego quando o processo de realinhamento dos preços estivesse finalmente concluído, não pôde ser verificada. Em maio de 87 Bresser Pereira assume o Ministério da Fazenda.

C. Mouro disse...

Bem, não tenho os dados todos na cabeça, mas lembro que era previsível tudo.

- Um governo que gasta mais do que arrecada.... pode combinar....

A - Aumenta impostos.
E com isso provoca inflação de custos, que tanto reduzirão as margens dos produtores mais eficienes quanto aniquila os menos eficientes artificialmente (sem produção substituta). Assim, a tendência é alguma redução na oferta, mesmo que os mais eficientes tentem compensar, dependendo do "ponto ótimo" entre a quantidade produzida e o lucro; agora têm menos concorrentes.
Gera desemprego.
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B - Toma emprestado, pagando juros que permitam consegui-lo.
E com isso inibe investimentos na produção e distribuição. Seus gastos não geram aumento da demanda, haverá tendência ao sucateamento e pouca produtividade. Gera desemprego.
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C - Emite sem lastro - a inflação - Com isso os setores mais próximos do governo recebem o primeiro "dinheiro falso" e consomem primeiro, até que a demanda não possa ser atendida imediatamente, fazendo com que os preços subam - elevação dos índices ou "inflação de preços" - e com isso os últimos a tocarem no "dinheiro falso" não se beneficiarão, pois os preços já subiram e já estão com sua renda reduzida - ou transferida para o governo, que a repassa aos "mais próximos".
Esse aumento de preços também aumenta os lucros dos produtores que atendem aqueles que primeiro receberam do governo (também a eles é transferida uma parte da renda dos últimos), que encomendarão primeiro e venderão primeiro. e.... por aí vai.
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Ou seja, se assim tudo permanecesse com expansão monetária contínua, os "útimos" seriam cada vez mais empobrecidos transferindo seu consumo para os "mais próximos" do governo até serem eliminados paulatinamente. PORÉM, nada é tão pacífico e os aproveoitadores se aproveitam da tolice dos "mais distantes" do "dinheiro falso" para o processo político, através de paliativos, ilusionismo e embuste.
...Então os salários passam a correr atrás dos preços que correm na frente: a desvalorização da moeda de ontem é reposta amanhã, quando já foi novamente desvalorizada e assim o barco vai. Tentando um equilibrio precario e cedo ou tarde a coisa vai degringolar. Como na Alemanha 23(?), por exemplo.
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Bom, o "prano" cruzado não deu a menor bola para os gastos do governo. E ainda mais prejudicou a economia, como se a genialidade almejada em tal estúpido 'prano' fosse mesmo aquela que deveria sair de uma "lâmpada maravilhosa", ou mágica. Tão absurdo que foi; tal embuste foi criminoso.
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Não havia inocentes no 'prano clusado', foi embuste deliberado. Tanto que se tentou "enxugar liquidez" com violento aumento dos combustíveis e "emprestimos" compulsórios que nada mais eram que canalhice pura, já que conscientes que não seriam devolvidos.
Como se pode ver, o consumo de combustiveis e até a compra de carros tornou-se um meio do governo roubar mais riqueza da população produtiva para atender os parasitas estatais.
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Infelizmente vou continuar sem saber de outra genialidade, quiçá também do "artifício que permitiria criar uma sincronização de preços" mas talvez fique sabendo qual e como era o "potencial de estabilizar a economia e acabar com a inflação", como tal plano o faria e seu potencial. Pois do que sei, tal embuste se fundava unicamente no congelamento de preços, que mesmo as posteriores correções para tentar corrigir tamanha aberração não lhe mudavam o caráter tonto e pérfido.
A coisa, em essência, mas tola que o feudo bananéio já sofreu, perpetrada por crápulas que resolveram arriscar para ver se a fantasia dava certo, sobretudo porque até dar errado, "não estariam todos mortos", mas já estariam todos gordos de popularidade e sabe-se lá mais o que.
Foi apenas mais uma infelicidade que alegrou uma população sedenta de fantasia.
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Abraços
C. Mouro
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C. Mouro disse...

Se não me engano as tarifas públicas foram todas também elevadas, mostrando que o governo teria que impedir a população produtiva de consumir, fazendo-o através da elevação dos preços que lhe beneficiavam e que de primeira necessidade. Assim, o que se gastava em favor do governo se deixava de gastar em outros produtos, forjando um índice de preços "mais camarada", embora o sangue sugado da população fosse mais do que se podia considerar olhando os índices publicados.

Todo o problema era, e é, a existência estáril, improdutiva e dispendiosa do gopverno e seus agregados. Mas o próprio Sarney fazia discursos acusando a ganância do empresários, como se os preços subissem por mera vontade destes. ...o "marimbondo de excrenmento" tem o mesmo valor da titica de um piolho de pulga velha.

...o que diria agora, que os empresários ficaram generosos, sem ambição, asc[éticos?
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Francamente! ...o prano cruzado foi um deliberado embuste do início ao fim, foi uma brincadeira de crápulas que sabiam que não tinha chance de dar certo, apesar das comovidas e comoventes lágrimas do monstrosauro tambem conhecido por Conceição Tavares. ...essa menos que titica de piolho de pulga morta. Tal dragopeturanha foi efetivamente o símbolo adequado ao 'prano' cruzado.
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Abraços
C. Mouro

André disse...

Maria da Conceição Tavares, o dragão lusitano? Ela deveria se casar com o chato do José Saramago, aquele "prêmio nobel" (grande coisa) q é a cara do Caco, o sapo (Kermit, the frog) dos Muppets --- esses sim um barato!

Bocage disse...

'Foi apenas mais uma infelicidade que alegrou uma população sedenta de fantasia.'

clap clap clap (comendo pipoca)

André disse...

A frase acima do Bocage eu também aplicaria ao fenômeno Lula.

Ricardo Rayol disse...

Por muito menos caçaram o Collor, que deve se remoer de raiva todo santo dia.

Vai rolar uma blogagem coletiva. Participe.

Bocage disse...

A frase é copyright de Mouro,Inc

Blogue da Magui disse...

O dinheiro compra tudo...

Bocage disse...

Do Jornal de Notícias

"A las cinco de la tarde

Que eu saiba, só o DN, entre os jornais portugueses, se lembrou de que passaram ontem 70 anos sobre o massacre de Guernica, um dos crimes mais hediondos de Franco e seus aliados nazis na Guerra Civil de Espanha. O País Basco esteve sozinho durante a guerra. Os bascos lutavam pela sua liberdade, pela sua democracia patriarcal, pela sua língua, que a República finalmente reconhecera. A Igreja Basca era a única, em toda a Espanha, que estava do lado da República. Às cinco da tarde de 26 de Abril de 1937 ("Ay que terribles cinco de la tarde! Eran las cinco en todos los relojes! Eran las cinco en sombra de la tarde!"), domingo de mercado, das quatro colinas da cidade santa de Guernica surgiram centenas de "Heinkel 111" e "Junkers 52" que, em vagas sucessivas, experimentaram durante três horas um "método" novo o "tapete de bombas". Ao fim da tarde ("la sangre, que no quiero verla!") havia no chão de Guernica 1654 mortos e 889 feridos. Apenas civis. Guernica tinha 7000 habitantes. Dias depois, 16 padres foram executados, 278 presos, 1300 considerados "indesejáveis". O cardeal Goma y Toma, primaz católico de Espanha, justificaria assim o crime: "Não havia outra forma. Por isso a Igreja de Espanha, filha do Príncipe da Paz, benze os emblemas da guerra"

A Língua disse...

APÓS ACIDENTE DA GOL, MULLA NÃO FAZ INVESTIMENTOS MAS JÁ GASTOU 24 MILHÕES COM PROPAGANDA
MAIS UMA RAZÃO PARA IMPEACHMENT DE MULLA

APÓS GASTAR MAIS DE 20 MILHÕES COM PROPAGANDA AO ESTILO "MARCOS VALÉRIO" EM 4 MESES DE DESMANDO DO SEGUNDO DESMANDATO SEM QUALQUER PUNIÇÃO, MULLA NÃO PERMITE INVESTIMENTOS PARA SANAR OS BURACOS DE COMUNICAÇÃO DOS RADARES NO NORTE DO PAÍS.


"Buraco negro" continua ameaçando vôos sobre a Amazônia... "ENQUANTO ISSO!"

MENSALÃO DA "MÍRDJIA" AMESTRADA: MULLA "TORROU" MAIS DE 1 BILHÃO DE REAIS COM PUBLICIDADE OFICIAL DE AUTO-PROMOSSÃO EM ANO ELEITORAL DE 2006.

Anônimo disse...

'Por muito menos caçaram o Collor, que deve se remoer de raiva todo santo dia.'

Poderiam ter caçado Collor com rifles e cães, mas só conseguiram cassá-lo com um punhado de votos. Fica prá próxima.

Anônimo disse...

'pra', sem 'assento' kkk

Anonymous disse...

Quem escreve melhor aih eh A Lingua. Devia entrar para o bloguixo Pugnetas.
'MENSALÃO DA "MÍRDJIA" AMESTRADA' eh muito engracado!!!!

Anti-Olavetes disse...

Catellius Por favor:
Poderia orientar esses "mérdjias" a não escreverem em caixa alta porque não somos cegos.
Além disso; Repetem clichês já gastos que copiam lá do Mídia sem Máscara e do Reinaldo Azevedo. É coisa de Olavete. Só pode!

Anti-Olavetes-Analfas disse...

"AUTO-PROMOSSÃO EM ANO ELEITORAL DE 2006."

????????????PROMOSSÃO???????????????


Caraca!!!!!!!!! Não seria melhor:

Promoção

Marcos Vinícius Ferrari disse...

Blogue da Magui [ô lôco, nunca falei com um blog antes], o dinheiro é a prova de que o seu possuidor trabalhou, e o montante indica se o trabalho que ele faz qualquer um pode fazer ou se é raro. Se o cara obteve o dinheiro desonestamente, não é culpa do dinheiro [ele finge que trabalhou, é um enganador]. Se o dinheiro é falso, não é dinheiro. Parece óbvio mas para alguns não é: não é o dinheiro que compra. É o seu possuidor.

André disse...

Claro, o dinheiro não faz nada, é só um instrumento. Não entendo quando alguém diz "esse dinheiro é sujo". Dinheiro nenhum é sujo, sujo é o q a pessoa faz com ele. E a pessoa também é suja. Que mania q as pessoas tem de transferir a culpa para objetos inanimados. "O carro matou", "a arma matou". Não, foi o cara dentro do carro, atrás da arma...

Indignatus disse...

Dilemática questão e muito profunda, essa aí de cima.
Sugiro transpor para o nível filosófico. Poderiamos colocar a questão da ação do objeto em relação ao objetivamento da causa em detrimento do causante que é fator determinante na responsabilização
dos eventos decorrentes do uso, da posse e da ação conseqüente. Acho que agora melhorou

Anônimo disse...

Sabe, não li os comentários, mais não pude deixar de ver que o post era sobre o Lula!
Só tenho uam coisa a dizer: Que presidente é esse que nós temos?
Por favor, alguém faça alguma coisa!
Ele é uma VERGONHA para o país.!

André disse...

Mas vejamos:

"a questão da ação do objeto em relação ao objetivamento da causa em detrimento do causante que é fator determinante na responsabilização
dos eventos decorrentes do uso, da posse e da ação conseqüente."

Complicou o q eu disse antes, mas ficou muito legal.

Aliás, me senti um alemão do Séc. XIX lendo isso. Um Hegel, quando lia algo q despertava sua admiração, não dizia "fenomenal!" Dizia "fenomenológico!"

Vamos passar para o sânscrito nosso de cada dia:

A suposta ação do objeto que determina a causa, em detrimento do sujeito, que é o verdadeiro causador, quem determina os eventos.

E agora em português:

à coisa não faz nada. Coisas, enfim, não agem. Quem faz é o seu possuidor.

Mas eu sei q logo vai aparecer um Mangabeira Unger da vida pra me dizer em academês q nem o Indignatus nem eu acertamos, antes muito pelo contrário, pois a questão real é essa:

"É preciso repensar a interdisciplinariedade dos processos cognitivos!"

E é por isso que o Brasil não vai pra frente, pois estamos cheios de gente assim, q só "discute, com bastante elegância, os rumos da catilogência..." como diz o Falcão numa de suas músicas.

Roberto Eifler disse...

Mas o assunto principal do post do Heitor é o impeachment de Lula. Quanto à trindade “empáfia, inflação e corrupção”, claro que é uma fórmula, inteligente e sintética mas apenas uma fórmula, apta para iniciar uma discussão mas não para esgotar o assunto. Quanto ao impeachment de Lula, quero dizer que o eneadáctilo (como diz o Heitor) me desagrada profundamente mas, como conservador, acho toda essa conversa de impeachment uma fantasia idealista e pura perda de tempo, pois, como fato, Lula é um mal necessário (apud Francis Bradley) e só nos compete: ou ignorá-lo (opção solipsista) ou torcer para que ele faça as coisas da melhor forma possível (opção expectante) ou trabalhar para que seja futuramente substituído por alguém melhor (opção ativista). Não existem milagres, muito menos no Brasil. Retroativamente, pode-se ver melhor agora que nem Collor deveria ter sido impedido.

André disse...

Eifler está certo: essa conversa de impeachment é só isso, conversa.
E pelo menos o Collor abriu as importações. Talvez o Brasil tivesse ficado melhor sem o seu impeachment. Se bem q, se ele não tivesse caído, Itamar Itapior, o Duque do Pão de Queijo, não teria sido presidente, e ele teve uma utilidade: foi o primeiro fio condutor q levou FHC ao poder.

Mas estou só especulando.

C. Mouro disse...

Desta vez eu é que pergunto se já não está na hora de um novo, e como sempre excelente, artigo?
.
Já estou lendo os artigos antigos, postados antes de que eu conhecesse este primoroso blog.
.
Abraços
C. Mouro

André disse...

Acho que quando descobri esse blog havia pouco mais de 6 posts nele. Por aí.

Catellius disse...

C. Mouro,

Você tem razão. Estou com vários projetos por entregar, dead lines, acabei de me mudar, ainda não tenho acesso à Internet em casa, e agora este feriado e a entrega da declaração de imposto de renda... E ainda hoje vou ao aniversário do Heitor, que recém chegou do Rio e amanhã já está voltando para a Cidade Maravilhosa. Queria ter tido tempo de marcar algo com ele e o André do "real world", mas por enquanto fiquemos na Matrix mesmo. Em breve tiramos os plugs da nuca, colocamos aquela roupa surrada e nojenta, tiramos os sobretudos de couro (que viadagem) e vamos discutir algo na mesa de bar, sem consultas ao Google, sem máscaras, hua hua hua.
Eu queria ter preparado algo sobre a visita do Papa Joseph Rottweiler, mas não tive tempo de pensar em nada. É melhor escrever depois que ele se mandar de volta ao seu enclave malcheiroso. Se ele não der nenhum deslize, prometo não sacaneá-lo!

André, acho que você não descobriu o Pugnacitas não. Eu que caí por acaso no Executive Outcomes e pedi para você opinar no meu blog.

Um abraço e bom feriado a todos!
Catellius

Catellius disse...

p.s. Falei com o Heitor e ele disse que publicará amanhã um texto intitulado "Espaço, Silêncio e Tempo".
Abraços

André disse...

Eu não me lembro mais se fui eu quem descobriu o Pugnacitas (e vc foi a 1a pessoa com quem falei) ou se foi vc quem entrou no ExecOut. Só se vc entrou entrou lá e deixou um comentário, aí dá pra saber. Um dia verifico isso.

Acho q entrei em dezembro. O meu começou dia 29 de setembro (me lembro pq meu aniversário é no dia 30). E fiz um comentário sobre o Niemeyer.

Q bom q a 1a prova da Câmara foi jogada pra 18 ou 19 de agosto. Vou ter bastante tempo pra rever o q eu preciso. E espero q o do Senado demore mais um pouco --- melhor nem FALAR nisso pra não dar azar e acontecer, ha, ha... Fora isso, estou relativamente livre. Um dia a gente combina alguma coisa.

Gosto de sobretudos, ainda q não os de couro em Matrix, devem pesar muito. Não gostei foi daqueles óculos e do fixador nos cabelos. Bom, prefiro mil vezes os ternos prateados dos AGENTES da Matrix.

Se vc escrever algo agora sobre o Ratzinger, ele vai mandar os Nove Espectros do Anel, lá da terra dele (Mordor), atrás de vc. Melhor esperar ele ir embora!

André disse...

Ah, sim, amanhã é feriado. Dia do Trabalho. Trabalho? Para o Lula, isso ainda é um mistério.

C. Mouro disse...

É, de fato, ao penetrarmos na realidade nos percebemos maltrapilhos, uns trastes mesmos. Já na fantasia tudo é glamurosos, artificialmente glamuroso.
...Mas desgraçadaemnte colocaram aqules sobretudos de couro e óculos ridículos, que de fato são mesmo uma viadagem, que só ridicularizam os personagens, fazendo-os caricaturas. ...putz! até na realidade têm que fantasiar.... ...hehehe!
.
Abraços
C. Mouro

ALLmirante disse...

FHC jamais assistiu uma aula de matemática. Como levar o galardão de pai do plano real?
Pára o mundo que eu quero descer!

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