12 fevereiro 2007

Todo o Poder às Mulheres

Finalmente, nós mulheres chegamos ao poder. Na França, temos Ségolène Royal, a gazela, concorrendo à presidência pelo partido Socialista. Na Alemanha, temos Angela Merkel como primeira-ministra. Nos EUA, a frontrunner do Partido Democrata é a senadora Hillary Clinton. No Chile, a presidente é a "grande mãe" Michelle Bachelet, que dividiu o seu ministério entre 10 homens e 10 mulheres. Curiosamente, ela era ministra da Defesa e a ministra da Defesa continua sendo uma mulher, assim como no Equador.

No Brasil, temos a ministra chefe de staff da presidência da República, a ex-líder guerrilheira, Dilma Rousseff. Além de ser a principal ministra do governo Lula após a queda de Dirceu e Palocci, ela ainda é presidente do Conselho Superior de Administração da Petrobras. Portanto, ela ocupa simultaneamente o mais alto cargo executivo da República após o presidente e o cargo mais alto da maior empresa da América do Sul. Salvo engano, ironicamente o ministério da Educação, que teria uma vocação para ser ocupado por mulheres, não o é desde a ministra Esther de Figueiredo Ferraz, do período dos militares.

Uma candidata pode representar a esperança de mudança e de um mundo mais compassivo. A partir do ano que vem, poderemos ter, nos EUA, a potência hegemônica, uma mulher como "líder do mundo livre". E, em 2010, diante do vácuo deixado nas lideranças paulistas do PT com a queda de Dirceu, Palocci, Genoíno e Mercadante, crescem as articulações para o lançamento da candidatura de Marta Suplicy à presidência da República.

Mas que mulheres são estas que estão tomando o poder? São seres humanos extraordinários como a Secretária de Estado Condoleezza Rice, que trabalha de segunda a segunda e não tem família por opção, e a doutoranda em Economia Dilma Rousseff, que foi uma das principais líderes do movimento guerrilheiro Val-Palmares, tendo ainda passado uns dois anos presa em um quartel do Exército.

Será que o mundo vai melhorar conosco no poder? Simplesmente porque somos mulheres?

44 comentários:

pennywise disse...

Tenho certeza que sim, é só pararmos um pouco para observar aonde foi parar o mundo governado pelos homens... O mundo está precisando de um toque feminino!

André disse...

A Ministra da Defesa do Equador morreu num acidente de helicóptero mal explicado, talvez acidente, talvez não, há umas duas semanas. Como ela era de esquerda, o presidente também é, e os militares não (além de nunca terem sido comandados por um civil), talvez eles a tenham matado mesmo, só pra dar um recado ao Correa. Anyway, essa já era.

Dilma Rousseff não me inspira confiança, Marta Suplicy é um embuste (e Presidente? Waaal, as coisas sempre podem piorar, acho).
O Dilúvio, agora, por favor. Preferia as de outra época, como a Elizabeth I, a Rainha Vitória, a Golda Meir, etc. Mas, que sei eu? Só acho q há coisas boas e outras dantescas. E hoje só vejo coisas dantescas, seja qual for o sexo. Hillary é uma incógnita, mas não espero muito dela. Se bem q quem é o presidente não conta muito naquele sistema, ainda q a crença popular diga o contrário.

Boa semana pra todo mundo aí do Pugnacitas (êta nomezinho invocado!) Bona Dea!, como diziam os romanos.

André disse...

Ah, sim, a Condie Rice é danada mesmo. Gosto dela.

André disse...

Mea culpa, mea maxima culpa...

no Equador, morreu a ministra da defesa mas entrou outra mulher em seu lugar.

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From Strategic Forecasting:

Ecuador: A Midair Collision and Correa's Balancing Act

After only nine days in office, Ecuadorian Defense Minister Guadalupe Larriva died Jan. 24 when the military helicopter she was riding in collided with another military helicopter in midflight. Larriva's 17-year-old daughter and five military personnel also were killed.

Ecuadorian President Rafael Correa called for assistance from friendly countries in investigating the crash. Although the collision appears to have been accidental, Correa's need to call in international support emphasizes the delicate balance Correa must maintain between the powerful and potentially hostile legislature and the military.

Larriva, a former member of parliament and head of the Ecuadorian Socialist Party-Broad Front, was a popular Cabinet selection. She was Ecuador's first female defense minister, and was one of very few civilian leaders of its military. Correa hoped to use Larriva's appointment to strengthen presidential control over the military. To sweeten the deal, she had promised to raise salaries and increase transparency in the armed forces' promotional system.

Though nothing outwardly signals that the military would want Larriva dead, her position as Correa's tool for controlling a particularly coup-happy military establishment could have made her a prime target. Her death thus could have been meant as a warning to Correa.

Interior Minister Gustavo Larrea has said that two helicopters flying together, much less at night, is unusual. Larrea added that the government suspects one of the pilots made a bad maneuver, or that one of the helicopters suffered a mechanical malfunction, causing the collision

Though the incident is being called an accident within Ecuador, Correa's decision to ask foreigners to participate in the investigation testifies to his shaky position in Ecuador's sharply divided domestic political climate. Between 1996 and 2000, Ecuador had two military coups and four presidents, and since January 2000, Ecuador has seen four presidents and one brief military tribunal. Although Ecuadorian presidential terms last four years, Correa's three predecessors served only two years each, as public demonstrations pushed the legislature to revoke each president's mandate. Though the military has made few active moves to oust presidents or to threaten the democratic nature of the government in the past seven years, it has declined to suppress unrest, leading to the escalation of chaos and eventual calls for elections.

Correa has carefully chosen the countries asked to help investigate the incident. The helicopters were French-made, so Correa has requested that France send two technical specialists to survey the crash. Correa also requested a crash investigatory team from the Chilean air force. In selecting France and Chile, he has avoided the obvious choice of Ecuador's main ally in the region, Venezuela. One of the main critiques of Correa in the run-up to his election regarded questions about his ability to remain independent from Venezuelan President Hugo Chavez, something that remains a sensitive issue in Ecuador. Chavez, who has a propensity toward drama, has pursued a marked increase of his military's capacity and budget, both of which make involving Venezuela in this situation problematic for Correa.

The results of the investigation will heavily influence Correa's choice for Larriva's replacement. He likely will replace her with another civilian who is on board with his agenda. If the collision turns out to have resulted from foul play on the part of the military, however, Correa will be faced with a choice. He will either have to bargain, which will mean replacing Larriva with the military's first choice, or he will need to purge the military. And a purge might provoke a very strong military response.

Heitor Abranches disse...

O povo precisa de esperança e diante da incapacidade de mudar as suas próprias vidas, serve a esperança oferecida por algum marketeiro político usando um símbolo como uma mulher estilo Joana D'Arc. Obviamente, não haverá mudança nenhuma, exceto para as próprias mulheres eleitas. Como já disse alguém, nada vem fácil e um povo que espere acomodado a solução de seus problemas pelos seus governantes, sejam eles quem forem, merece ser pobre.

Catellius disse...

Olá Simone!
Boa questão está que você propõe. Para mim, o presente jogo foi criado pelos homens, bem como suas regras, que mudaram um pouco mas não significativamente ao longo dos séculos. Então as mulheres que estão no poder são as que sobreviveram a este duro jogo. Para mim, têm que ter alguns traços masculinos fortes. Por isso que amiúde são mais duras do que o esperado, como é o caso da Dilma, de Thatcher e de Catarina de Medici.
Outro fator, acredito, é que elas são muito celebradas quando chegam lá; "a primeira negra mulher a ser isso ou aquilo". Partindo de um raciocínio pueril, se outras como ela chegarem aonde chegou, o seu brilho será ofuscado e a luta árdua que travou desde os guetos até o poder pode ser esquecida ou considerada uma luta fácil. Então, ironicamente, ela não veste a causa da mulher e dos negros, no meu exemplo, e até pode criar entraves para outras como elas. É claro que isto não deve ser regra. Mas por isso que os ídolos dos negros norte-americanos nunca são poderosos - no máximo poderosos mortos - mas contestadores, rappers, atores. Não os vejo exaltarem o Collin Powell e a Condoleezza Rice, e até falam mal da Oprah, dizendo que ela é branca por dentro.
Estou só levantando umas lebres, porque não conheço o assunto a fundo. Mas acho que não vai mudar com as mulheres no poder. As instituições devem ser fortes, acima dos interesses individuais, a sociedade civil deve ser organizada, as religiões domesticadas, a democracia e a liberdade garantidas. Após isso, se a pessoa que veste a faixa presidencial tem falo ou não, isto pouco importará.

André disse...

Bem q podia mudar com elas no poder, mas também acho q nào vai. Condie Rice é demais, gosto dela. E morrem de inveja da Ophrah, pq ela é bilionária, deu certo na vida e ajuda um monte de gente de várias maneiras. Ela é brega, jeca, seu programa é um lixo, mas tem visão e se importa com a sociedade. Uma mentalidade diferente da dos ricos daqui (há exceções, q só confirmam a regra).

Clarissa disse...

Cara amiga Simone... não pude deixar de sorrir perante a forma sábia como colocaste a questão, mas eu não vou cair nela... :)
Eu explico, dizer que sim, que o mundo vai mudar seria assumir uma atitude, quanto a mim, tão condenável e preconceituosa,como a de afirmar que os homens são superiores às mulheres. Evitando esse escolho do preconceito, que não tenho, considero serem significativas e saudáveis as diferenças entre homem e mulher. Além de que as mulheres estão tão habituadas a terem que lutar tanto, serem tão absolutamente competentes, para poderem ascender a cargos de poder, que, essas, são normalmente pessoas extremamente dotadas. Para além disto é um facto que é lamentável e significativo da sociedade em que vivemos, que tu, eu, as mulheres estejam a celebrar «a Primeira Mulher que...». É triste que assim seja, mas é de facto uma vitória para as mulheres poderem rever-se nessas poucas que alcançam determinados cargos.É um tributo para todas nós, mas também para todas aquelas que ainda não têm voz, que são silenciadas, maltratadas, humilhadas como pessoas.É ainda um tributo para todas as mulheres que nos antecederam na luta por uma sociedade onde a mulher seja vista como PESSOA.
É um facto que a mulher está habituada a gerir a sua casa,as economias, os recursos, o tempo disponível, a planificar o futuropróximo e imediato,a fazer mil e uma coisas ao mesmo tempo... e isso é seguramente uma maisvalia para qualquer cargo de poder. No entanto, tenho receio... receio que as mulheres, nesta luta por cargos de grande poder, se «masculinizem», isto é, que tenham a tentação de para provar a sua competência, sigam um percurso tipicamente masculino. Espero que tal não aconteça, pois a diferençaé saudável e é, para mim, inequívoco que homens e mulheres pensam de forma diferente, portanto a sua prática é necessariamente diferente. Enfim... generalizações à parte, porque depois, nos cargos o que realmente conta é a PESSOA, independentemente de ter ou não pilinha :)
Beijocas

Anônimo disse...

Gêneros nada influem, só indivíduos.

david disse...

Eu tenho para mim que as sociedades matriarcais são mais aptas às mudanças que os tempos exigem.
Desde que não seja a Marta Suplicy a matriarca, óbviamente.

Suzy Tude disse...

Simone, se houverem mudanças, para melhor ou pior, não terá sido por causa do sexo.

Bocage disse...

Acho que o alarde e as esperanças que depositam em uma mulher, por ser mulher, não invalidam a trajetória que a conduziu ao poder.
Por isso concordo com a Clarissa e a Suzy.
Uma coisa é certa. A mulher está cada vez mais sendo chamada à responsabilidade profissional, familiar e social, sem perder suas características fundamentais de carinho, dedicação e ternura.

Luisete disse...

Simone,
Sabemos que somar, acrescenta sempre, é da Matemática. E a mulher, chegando ao poder, traz as suas peculiaridades que somadas às peculiaridades masculinas hão de fazer diferença; no mínimo pela graça e leveza que nós mulheres trazemos quebrando, naturalmente, a sisudez dos ambientes mais tipicamente masculinos. Lembro-me de quando, no meu gabinete, coloquei quadros, flores, um poster com mensagem bíblica... Aí, um colega galhofeiro entrou perguntando: quem é o gay que trabalha nessa sala enfeitada?
Sabemos dar ordens fortes sem descer do salto e somos diplomáticas bastante hábeis para lidar com as situações constrangedoras que muitas vezes inibem os homens no ambiente profissional.
Mas creio que essas diferenças só se farão notar quando muitas mulheres ocuparem muitos postos de destaque. Não será por uma mulher ocupando a presidência que as mudanças chegarão, ainda mais se for uma petista, cercada de petistas por todos os lados rsrsrsrsrsrs.

Clarissa disse...

Catellius... recebeste as fotos de Mértola?
Beijocas

Simone Weber disse...

Pennywise,
Gostei de tua resposta. Infelizmente, o toque feminino ainda não é dos mais bem vistos no mundo do poder. Se um homem grita é porque é agressivo, másculo; se a mulher grita é porque é destemperada, está ná TPM, porque é mal amada. Se o homem chora é porque é afinal um ser humano, sensível; se a mulher chora é porque não agüenta pressão, porque é uma fraca, chorona, emotiva demais.
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André,
"se bem q quem é o presidente não conta muito naquele sistema, ainda q a crença popular diga o contrário"

Não conta tanto quanto crê a crença popular, mas conta o suficiente quando se tem maioria no congresso e fanáticos evangélicos como conselheiros.
Abraços e boa semana para ti também, André! E obrigada pelo bem-vinda de uns posts atrás!

Simone Weber disse...

Heitor,
Como disse Bernard Shaw, não com estas palavras, triste da nação que necessita de heróis. Eles não são necessários onde as instituições democráticas e a sociedade civil são fortes. Neste cenário não importa se temos na presidência uma Joana d'Arc ou um El Cid.
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Catellius,
"Para mim, têm que ter alguns traços masculinos fortes"

Repito o que disse ao outro colega. Em um cenário de instituições e sociedade fortes, independentes, atuantes, a mulher poderosa pode ser feminina sem prejuízo do funcionamento do "duro jogo" criado pelos homens.
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Clarissa,
Muito bem colocado. Minha idéia não foi armar uma arapuca mas perguntar: Conosco no poder o mundo será melhor simplesmente porque somos mulheres? Deixei uma pergunta no ar, mas minha resposta é semelhante à tua avaliação.
Acho que a ascensão das mulheres aos cargos chave de decisão pode ter efeito inclusive sobre os padrões de sociabilidade no trabalho. Com a ascensão de mulheres à posição de chefia, os grupos de homens terão que se mostrar mais moderados, às vezes até para não ofender suas chefes com as grosserias contumazes dos ambientes essencialmente masculinos. Além disso, alguns terão de mudar a orientação do seu padrão em relação ao chefe, de filhos para pai (ou mais forte) para filhos para mãe. Agora, se os grupos passarem a ser predominantemente femininos, acho que pode haver a reprodução dos vícios de relacionamento típico de grupos de mulheres. Nós sabemos do que estou falando...

Simone Weber disse...

David,
“as sociedades matriarcais são mais aptas às mudanças que os tempos exigem”
O matriarcado funcionava muito bem antes da agricultura e da pecuária, segundo os comunistas. Supostamente, quando foi inventada a propriedade privada e as conseqüentes cercas, os homens, naturalmente mais fortes, não queriam legar o fruto de suas batalhas, disputas, de seu sangue e suor, para a prole de outro homem. Daí teria nascido a repressão sexual e o sistema patriarcal. Esta teoria, defendida por Engels, entre outros, promovia que as mulheres ganhariam a antiga importância após a Revolução Comunista, mas se revelou falsa quando, no século XX, antropólogos apontaram que não há indícios de já terem existido sociedades essencialmente matriarcais. No máximo, segundo eles, sociedades onde a mulher era extremamente valorizada, como na Grécia Arcaica. Mas eram antropólogos e não antropólogas... Mas explique-se. Por que são mais aptas às mudanças?
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Suzy,
Concordo em gênero (feminino), número (muitas) e grau (fortes).
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Bocage,
Obrigada pelo simpático comentário.
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Luisete,
Concordo contigo. Acredito em um equilíbrio, e o equilíbrio talvez envolva mais homens na política, por pior que isto possa parecer, e nos negócios, simplesmente porque não abriremos mão da delícia da maternidade, das longas horas ao lado dos filhotes, nem mesmo em prol de um “mundo melhor”. Segunda a segunda é só para a “Condi”, como disse o André.

Simone Weber disse...

Aliás, para não parecer que estou falando uma grande bobagem, sugiro que leiam um artigo da revista Galileu intitulado "Matriarcado, história ou mito?".

http://revistagalileu.globo.com/EditoraGlobo/componentes/article/edg_article_print/1,3916,938505-1719-1,00.html

P.S. já da história do comunismo e matriarcalismo, em minha resposta ao David, não tenho as fontes aqui comigo.

Anônima disse...

Simone,
Creio que haverá certamente um aumento da competição, uma possível moderação do chauvinismo nos locais de trabalho e teremos mais um desafio de adaptação tanto para homens e mulheres que terão que aprender a se relacionar com chefes mulheres. Na minha experiência pessoal, embora contrário ao que se possa esperar, os chefes homens me parecem mais seguros, menos minuciosos e tem uma distância maior. Prefiro eles. As chefes mulheres tendem a ser menos seguras, muito minuciosas e emocionalmente mais acessíveis. Entretanto, às vezes esta acessibilidade emocional pode se tornar um problema na medida em que se cobra mais, ou seja, cobra-se uma atitude, uma lealdade e muitas vezes isto vem carregado com uma tensão desnecessária.

david disse...

Simone,

Basta ver um exemplo bem próximo: a casa de seus pais por exemplo.
Na geração passada, o homem trabalhava, a mulher tirava leite de pedra para conseguir equilibrar o orçamento. E fazia isso acontecer.
Hoje em dia? Sob pressão ( e tranalho na área de saúde), quem mantém o equilíbrio é a parte feminina do negócio.
Não cito nomes de escritores. Somento comento o que vejo na sociedade.

Catellius disse...

André,

Concordo que as líderes de antigamente nos parecem interessantes, afinal usavam roupas muito mais bonitas, andavam de carruagem, moravam em castelos, só falavam por aforismos, eram personagens de Schiller e Shakespeare. O mesmo acontece quando pensamos em Alexandre Magno e Júlio César. A história é contada pelos vencedores, portanto sabemos quão douradas elas podem ficar. O assassinato de Maria Stuart por Elizabeth I, filha do assassino Henrique VIII (e Barba Azul inglês) passa a ser contado apenas pelos católicos, os quais, por sua vez, omitem coisas como a matança dos huguenotes, perpetrada por outra "grande mulher", Catarina de Medici...

Clarissa,

Olá!! Pensei que tivesse respondido pelo gmail mesmo, mas se o e-mail não chegou, você tem aqui meus mais sinceros agradecimentos. Mandei imprimi-las para guardar junto com as minhas lembranças de viagem, mas para não pensar, daqui a 30 anos, que eu mesmo as bati, escreverei no verso o nome da autora. Vou escanear um croqui que fiz no local, em 1993, e enviarei o link para você!
Beijos

Luisete disse...

Simone,
você tem toda a razão: "se a mulher grita é porque é destemperada, está ná TPM, porque é mal amada ... se a mulher chora é porque não agüenta pressão.."
Vivi experiências em que, outros homens exercendo chefia, procuraram desqualificar o meu jeito feminino de liderar. Mas, sabendo eu que era ali que estava a minha força, e com apoio de homens subordinados, segui com o meu jeito. Problema mesmo eu tive com mulheres subordinadas, onde o estilo feminino de competir, cruel e mesquinho, é amostra daquilo que o Catellius comentou sobre mulheres da Hístória: há, no presente, mitos em torno do feminino, da maternidade que um olhar ao passado, e ao próprio presente, desfaz: homens crueis x mulheres boazinhas ... Nada a ver.

Daí, Simone, concordo com você. Não é a predominância da mulher que fará a diferença mas o equilíbio.

pennywise disse...

Simone,

sempre que eu posso voto nas mulheres, acho que em geral elas são mais sensíveis a questões que os homens costumam encarar de maneira prática ou racional. Acho que pelo fato de serem progenitoras são capazes de encarar as questões de uma maneira sistêmica, abordando qualitativamente questões que os homens trabalham apenas quantitativamente.

Tudo bem não dá pra generalizar, jamais votaria na Rosinha Mateus, nem tampouco votei na Marta Suplicy qdo tive oportunidade. Os que orbitam ao redor das duas não me agradam particularmente.

Porém devo reconhecer que apesar da grande torcida contrária, os governos da Luisa Erundina e da Marta Suplicy na capital de São Paulo foram os melhores que a cidade havia tido desde então, essa minha opinião é um pós-conceito, vou explicar porque:

Sobretudo eram governos voltados para as camadas mais pobres da população, na área da habitação a Erundina fez um excelente trabalho em que a qualidade era a principal característica pena que ninguém ficou sabendo.

Seus conjuntos habitacionais não eram caixas-de-alvenaria-para-guardar-pobre carimbados pela cidade. Cada conjunto habitacional a ser implantado primeramente tinha um corpo técnico multidisciplinar pago pela prefeitura que interagia com as pessoas que iam morar, esse corpo trabalhava questões que iam do projeto de arquitetura até o planejamento da obra, do desembolso e da contratação da obra - podia ser empreeiteras ou autoconstrução, os modelos eram desenvolvidos em conjunto pelo grupo e pela prefeitura.

No governo da Marta, a periferia entre outras coisas ganhou centros educacionais de primeiro mundo, com piso de granito e piscinas aquecidas, mas ela acabou perdendo a eleição porque peitou a classe média quando optou por priorizar o transporte coletivo em detrimento do automóvel (diga-se de passagem como qualquer metrópole desenvolvida do mundo).

Enfim, se os prefeitos anteriores tivessem tido a visão de trabalhar com essas camadas a décadas atrás, promovendo dignidade, provavelmente hoje a violência não estaria no ponto em que está.

Anônimo disse...

Esperar que a mulher no poder seja melhor do que o homem é um engano. Regra geral, existem diferenças no modo de raciocinar e decidir entre uns e outras, mas as mulheres que chegam ao poder não são "regra geral". E ser mulher não significa necessariamente ter estilo feminino. Será que Margareth Tatcher é mais feminina no jeito de governar que Tony Blair? E Dilma seria tão "feminina" que Marina Silva?

curvadorio disse...

Aaiaiaia Só faltava isto !!!!
Mulher serve pra procriar ou pra me satisfazer, nem mais nem menos.
O máximo poder que elas tem comigo é de usar a máquina de lavar sozinhas !!!!!

Patricia M. disse...

Hahahahahaha. Essa discussao eh esteril na minha opiniao. Mesmo porque temos muitos exemplos contrarios... Quem foi o maior ladrao do INSS? Georgina de Freitas. Quem sonegou impostos e pegou prisao aqui nos EUA? Martha Stewart. Sabemos roubar e enganar tao bem quanto eles. Nao eh mesmo uma questao de sexo, mas de carater. Detesto tanto posicoes machistas quanto feministas. Nao voto em mulher porque eh mulher, isso seria a suprema ignorancia do eleitor(a). Meu voto vai para o melhor candidato, that's all. Seja homem ou mulher.

Patricia M. disse...

E concordo com a anonima... Ter chefe mulher eh um desafio e tanto... O ambiente de trabalho deveria ser acima de tudo assexuado. Hahahahahaha.

Ricardo Rayol disse...

Sou completamente favorável a chefas.. São mais competentes, mais focadas e dependendo da chefa sofrer assédio sexual pode ser uma otima idéia. E "todo poder às putas" como dizia Jorge Amado.

Quanto ao comentário da Patricia só posso dizer que um ambiente de trabalho assexuado é uma bizarrice. nada mais maneiro do que uma transa na copa do escritório com a secretária gostosa do chefe.

Blond, Lana Blond disse...

Nós libertárias militantes somos amplamente a favor da mulher como líder. Situação que a direita liberticida reacionária sempre combateu. Nós, mulheres militantes não topamos sexo no trabalho. Somos favoráveis a uma ampla revisão da lei trabalhista para contemplar a proteção da mulher contra o assédio chauvinista no ambiente de trabalho.
Ah! Senhor Ricardo Rayol, somos favoráveis ao fim do cargo de secretária.
Se o senhor e outros capitalistas semelhantes querem uma escrava sexual que vão procurar nos bordéis.
VIVA AS MULHERES REVOLUCIONÁRIAS!

DELETADO disse...

Não acredito muito que o sexo daquele que está no poder interfira de alguma forma.
Acredito sim que homens e mulheres têm a mesma capacidade de liderar, tanto para o bem quanto para o mau.
Coloca a coisa no plano do ser humano que comanda, seja ele ou ela, é preciso caráter e honra.
Dilma por exemplo, nada honra as feministas!!!
Gostei do seu texto por que ele provoca o debate e vejo que voce o conduziu com maestria, parabéns!
Você é uma mulher que honra a causa.
Beijos fofa,
SôniaSSRJ

PS:
Queridos, os clones voltaram a atacar e a vovó aqui é a vítima preferida!
Dá uma olhada no meu blog!
Beijos,
SôniaSSRJ

Eleitor disse...

Prezado Simone:
Concordo quase que literalmente com seu post, exceto o exemplo da Secretária de Estado Condoleezza Rice. Sua atuação a serviço daquele execrável governo, não engrandece às mulheres. Não tenho dúvida que o mundo melhora com as mulheres no poder.Que venha Martha Suplicy para presidência. Tem meu voto. Sempre teve. Dilma Rousseff também teria.

Heitor Abranches disse...

Acho que políticos, sejam eles homens, mulheres ou gays eles dependem de estar sintonizados com as suas bases, ou seja, eles precisam saber como suas bases reagiram a suas posições em termos de ganhos ou perdas de votos. Isto é o básico. Assim, o homo politicus é uma máquininha de calcular que contabiliza suas ações em função dos votos que ganha ou perde. Quem buscar mais profundidade ou verdade nos discursos políticos ou algo que esteja além desta mesquinha matemática talvez não encontre nada.

Catellius disse...

Patrícia,
Por que a discussão é estéril? Achei-a pertinente. E você também, pelo que vi, posto que deu sua opinião, com a qual, aliás, concordo.

Blond, Lana Blond,
Quantos gritos de ordem, he he. Deixe-me imaginar... Escreveu seu comentário de um laptop a tiracolo, no meio de uma passeata dos sem-terra.
"para contemplar a proteção da mulher contra o assédio chauvinista no ambiente de trabalho"
Qualquer assédio sexual é ruim, até mesmo o da chefa feiosa sobre o contínuo, o boy, o subalterno ou o faxineiro. Mas caso haja a possibilidade de atração mútua, não é assédio mas flerte. Aí temos a hilária situação descrita pelo Ricardo Rayol, típica de filmes americanos e de novelas globais.

Sônia,
"nada honra as feministas"
Sou contra o feminismo do mesmo modo que repudio o machismo. Em um determinado momento o feminismo foi importante, mas hoje há diálogo, espaço na mídia, igrejas retrógradas já desacreditadas no assunto, de modo que já podemos abolir este e outros "ismos".
E esses clones, heim? Que saco!

Eleitor,
"execrável governo"
Até aí tudo bem. Muitos americanos acham isso, como Gore Vidal e a maioria dos democratas. Só não me venha demonizar os EUA, pois seria atestado de burrice. Mas já que você se refere ao governo, aí tudo bem.

Heitor,
É isso mesmo. E então, virá passar o carnaval em Brasília? Abraços

André disse...

A maquininha de calcular q é o político: o Heitor acertou na mosca. Muito bom esse comentário. Disse tudo q precisava ser dito, com poucas palavras.

Ricardo Rayol disse...

PS: Agora falando sério, hoje em dia é bizarro ter uma mulher e um homem ocupando a mesma função e o cara ganhar mais, puta sacanagem. O David tá certo, fofa, hoje as mulheres mandam muito bem nas contas domésticas, tenho exemplo em casa. Sou a favor do movimento masculinista que abomina, entre outras coisas, bajulações sem sentido e falsas.

Patricia M. disse...

Nesse busto da Hillary, o escultor esqueceu de injetar o botox no rosto. Ela deve ter ficado furibunda com o resultado, hahaha.

Com excecao a Condoleezza, as outras citadas no texto nao valem um vintem furado. Martaxa para presidente da republiqueta bananeira so pode ser uma brincadeira de extreeeeemo mau gosto... Mas se a Clinton ganhar, fariam uma dupla e tanto: poderiam competir para ver quem enche mais a cara de botox hahahahahaha.

Eleitor disse...

Patrícia M: A Republiqueta bananeira é o nosso País. Lamento que você não tenha conseguido se dar bem por aqui.
Se você deixar de ficar falando futilidades nos Blogs o tempo todo e quem sabe estudar um pouquinho mais, talvez você se de bem quando voltar. Seu ressentimento com o Brasil é doentio e patético. Você se esforça para parecer cosmopolita, mas não percebe como é típica.

Catellius disse...

Eleitor,
Acho legítima sua indignação, mas cheira muito ao "ame-o ou deixe-o" dos militares.
Se um brasileiro que mora aqui pode falar mal do país, o brasileiro no estrangeiro também pode. E tenho certeza que a Patrícia é melhor propaganda brasileira do que as atitudes subservientes do Lula para com nossos vizinhos latinos, do que os crimes bárbaros impunes na rua e no congresso, e que os imigrantes ilegais brasileiros, cada vez mais numerosos por lá – o “ilegal’ já diz tudo. A propósito, se a distância permitisse, a exemplo dos "traidores" de Castro, veríamos na Baía de Guanabara mais balsas indo para Miami do que banhistas deglutindo coliformes fecais - e olhe que não são poucos...
Mais uma vez, entendo sua indignação. Mas esqueça que ela mora nos EUA. Argumentos ad hominem, que atacam o argumentador ao invés do argumento, são o que há de pior em uma discussão.
E há sempre a tal licença poética, a provocação. Então entenda "Republiqueta Bananeira" como "esse país que tem muito ainda por evoluir".
Abraços

Patricia M. disse...

Catellius, depois de ler o seu comentario, cada vez mais me convenco de como o nivel da discussao eh diferente entre esquerda e direita. Bem disse o RA no blog dele, que a esquerdalha so consegue mandar palavrao, e tudo da cintura para baixo.

Incrivel tambem como alguns brasileiros (minoria, logico) nao admitem um pouco de humor na vida cotidiana.

E incrivel tambem como ja fazem julgamentos a respeito da vida particular das pessoas, sem ao menos conhece-las... Tsc tsc tsc, pobreza de espirito...

Eleitor disse...

Catellius: Yes nós temos banana! Qualquer um pode falar mal em qualquer lugar o quanto quiser. É democrático ouvir o que não quer também(Nos Blogs dos outros). Agora, melhor propaganda? Não entendi! Por falar na suposta subserviência do governo Lula com os latinos seria interessante demonstrar isso com fatos.
Agora os vossos ilustrados líderes tucanos não deixam dúvidas quantos à subserviência ao Banco Mundial. Foram e continuam sendo incapazes de fiscalizar uma obra pública, no Caso a precária Linha 4 do Metro de São Paulo.
A Mainardiana personagem gosta dessas “licenças” poéticas. Minha indignação também é poética. Ah! É bom não esquecer. Os Democratas Americanos não são de esquerda e não tem qualquer proximidade ideológica com o PT. É compreensível a raivinha dos direitosos com a marta: ela foi fundamental na campanha de reeleição do nosso amado e querido líder(Licença Poética)e mais: argumentos generalizantes que desqualificam um país como um todo é o que há de pior em uma discussão. Indivíduos são capazes de defesa. Povos Não.

Catellius disse...

Caro Eleitor,
"...os vossos ilustrados líderes tucanos não deixam dúvidas..."

Não se pode mais criticar a Igreja Renascer sem criticar a Igreja Católica e a Universal? Cada vez que formos criticar o Lula devemos criticar os tucanos, dentre os quais, aliás, não me incluo? Quem é o presidente agora, FHC, Serra? Acha que os norte-americanos que falam mal de G.W.Bush são obrigados a falar mal de Clinton ou de algum governador democrata? Acha que as faltas de um ex-presidente podem justificar as faltas do presidente atual e até mesmo calar a boca dos críticos, mesmo dos que não são partidários do ex-presidente?

"Indivíduos são capazes de defesa. Povos Não"

Ela escreveu "Republiqueta Bananeira" e não "povinho bunda", então o povo não foi ofendido. E mesmo assim, se algum brasileiro inteligente lê que o povo daqui é burro, não tomará a ofensa para si; se lê que os brasileiros são desonestos e ele usa Windows Pirata, vestirá a carapuça; poderá até, hipocritamente, se declarar ofendido, mas saberá intimamente que a crítica procede, ao menos no seu caso. E o povo é capaz de defesa sim. Pode mostrar aos críticos de sua desonestidade que estão errados, principalmente se não der carta branca para os petistas roubarem mais quatro anos.
Abraços

Eleitor disse...

Qual critica procede? Seus argumentos são Absurdos.Verborragia sofismática.
Pura perda de tempo. Estou esperando vir desse blog alguma coisa que tenha alguma profundidade critica e não contundência verbal. Catellius eu também estudei latim e filosofia. Sua erudição só impressiona os conservadores incultos que perdem tempo lendo esse blog. Seus argumentos escondem preconceitos elitistas contra um governo minimamente popular. Faça mais do quê citações banais. Raciocine com profundidade e não com pomposidade. Não vou perder meu tempo desconstruindo seus argumentos e muito menos o do seu colega André. Não porque isso seja de grande dificuldade, mas porque é cansativo debater com quem coloca o ego acima da razão.eu não me importo de sair perdendo.

Catellius disse...

"Estou esperando vir desse blog alguma coisa que tenha alguma profundidade critica e não contundência verbal"

Somos obrigados a ter profundidade crítica quando, pela falta dela, somos criticados apenas com os "argumentos absurdos" e "verborragia sofismática" de sempre? Temos a pretensão de fomentar um debate, então exponha sua profunda opinião sobre as mulheres no poder. O comentário pode até ser longo que acho que a Simone só o apagará se contiver palavrões ou se detectar que possui mais CTRL+V de outros autores do que seria recomendado.

"Sua erudição só impressiona os conservadores incultos que perdem tempo lendo esse blog"

Você parece perder tempo demais em blogs de conservadores incultos, pelo que tenho observado. Sua intenção é emburrecer, ou possui vocação para mártir, como os religiosos que precisam ser perseguidos para crescerem na fé?

"Não vou perder meu tempo desconstruindo seus argumentos"

Desconstrua-os, por favor. Sei que seu tempo é precioso e que só consegue comentar em blogs de conservadores incultos às 02:37 A.M., mas imploro que o faça. Quando apontam meus defeitos e eu passo a reconhecê-los, procuro mudar para melhor - desde que eu concorde com a crítica.

"é cansativo debater com quem coloca o ego acima da razão"

Pelo que eu me lembre, nunca debatemos sobre absolutamente nada, a não ser agora, quando eu disse que a Patrícia estava brincando e que você não devia levar o caso tão a sério. Que profundidade esperava ver em tal questão?

Mas vou parar de discutir o nada. Considere este comentário um tchau.

XIS disse...

Considerei uma passagem de teu texto muito infeliz;

"Salvo engano, ironicamente o ministério da Educação, que teria uma vocação para ser ocupado por mulheres"

Não acredito que determinados lugares tenham vocação para serem ocupados por mulheres. É isso que provocas as débeis piadinhas sobre tanque e fogão.

Até.
XYS

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