27 dezembro 2006

Deuses e Pecados Capitais

O que Apolo, Diana, Marte, Mercúrio, Júpiter, Vênus, e Saturno têm em comum? Deuses romanos? Certo. Quem pensou nos dias da semana sunday, lunes, martes, miércoles, jueves, viernes, saturday acertou. Quem pensou em orgulho, inveja, ira, avareza, gula, luxúria e preguiça também acertou.

Pecados Capitais, como o nome sugere, são as "cabeças" de pecados graves.
A ordem desses vícios variou ao longo dos séculos. Primeiro foram listados em ordem de gravidade - época em que os "sete pecados capitais" eram oito - depois, no séc. VI, o Papa Gregório Magno classificou em ordem decrescente os que mais ofendiam ao amor, Tomás de Aquino também ordenou sua lista, acrescentando para cada pecado "filhas" (tinha que ser feminino) como "sussurratio", derivada da Inveja (o banal cochichar da fofoca), e, por fim, no séc. XVII a vaga "melancolia" foi substituída por "acídia" - que significa desleixo - ou "preguiça" para os íntimos.

Eu os classifiquei correspondendo cada pecado capital a um dia da semana nos idiomas que mantiveram os nomes pagãos. O português foi presenteado com a falta de imaginação de São Martinho de Dume, que conectou os sete dias à semana de feriados pascais, chamando-os de "feria secunda", "feria tertia", assim por diante - exceto para o sábado e domingo - onde "feria" tem origem comum às palavras "feriado" e "férias". Hoje a corruptela "feira" é homógrafa à palavra que designa comércio popular, por isso a estranheza que o "segunda-feira" nos causa. O árabe nomeia os dias da semana como "o primeiro" (allahad), "o segundo" (althani), etc. Sempre pensei que aí estivesse a origem dos ordinais sem graça, mas pelo que aprendi recentemente a alteração se deve a dedos cristãos.

Para deixar claro aos juízes mais suscetíveis, em nenhum momento eu questiono o fato de tais impulsos serem nocivos à coletividade, na maioria dos casos.

Orgulho
Domingo. Sunday. Apolo é o deus da música, da poesia, da dança, da busca pelo conhecimento, da luz, conhecido como Febo e identificado com Hélio, o deus sol, entre inúmeros outros atributos e patronatos.
O orgulho encabeça as listas dos antigos por se opor à obediência imposta aos créus pelas religiões. A consciência de si mesmo, a racionalidade, a lógica, o livre pensar são pecados de orgulho para as três religiões monoteístas (se considerarmos o cristianismo uma religião monoteísta).
Os orgulhosos são presos à "Roda" - o instrumento de tortura usado em Santa Catarina de Alexandria - logo que põe o pé no Inferno.
A virtude correspondente é a humildade.

Inveja
Segunda-Feira. Monday/Lunes. Diana (Ártemis) é a deusa da caça, porta uma lua crescente sobre a cabeça e é identificada com Selene, a deusa da Lua. A Associação à inveja advém do caçador cobiçar algo que não lhe pertence, aniquilando o objeto de seu desejo, caso esse seja o imperativo para possuí-lo.
A busca por justiça social, a competição saudável, a liberdade política foram considerados pecados de inveja pelas religiões defensoras do statu(s) quo, do direito divino de reis absolutistas, da virtude intrínseca da pobreza, do contentai-vos com o que a providência vos dá, como os "Lírios do Campo".
No Inferno os invejosos são submersos em água gelada. Considerando o calor que faz do lado de fora, até que Lúcifer é brando com esta casta de criminosos.
A virtude correspondente é a caridade (e admiração).

Ira
Terça-Feira. Tuesday/Martes. Marte (Ares) é o deus da guerra. Tuesday significa "dia de Tyr", deus germânico do combate.
Revidar uma agressão, revoltar-se contra dogmas e imposições, defender-se com agressividade foram considerados pecados de ira pelas religiões, cujos fiéis devem ser ovelhas inofensivas. A agressividade só era permitida aos religiosos e aos nobres, sob cujas peles recebia os nomes hombridade e heroísmo.
A ira é punida pelo desmembramento, que é muito pior que a amputação cirúrgica. Como o Inferno é eterno, imagino que os membros são reimplantados no "paciente" para um próximo esquartejamento - um trabalho de Sísifo que só deve agradar a sádicos do quilate de Satanás e Torquemada.
A virtude correspondente é a paciência (e mansidão).

Avareza
Quarta-Feira. Wednesday/Miércoles. Mercúrio (Hermes) é o deus do comércio e do lucro, dos mercadores e viajantes. Passou a ser também o deus mensageiro quando foi associado ao grego Hermes.
Este pecado capital fica bem ilustrado no aumento de quase 100% proposto pelos parlamentares em Brasília. Não porque Brasília é a "capital" do Brasil, esclarecendo o óbvio... (risos)
A economia e o acúmulo de bens foram considerados pecados de avareza - ou pecado contra a providência divina - por muitos religiosos, nos quais tal vício recebe o nome de "subsistência", como Bocaccio escreveu há mais de seiscentos anos em um conto do Decamerão.
Os avaros são jogados em potes cheios de óleo fervente. Não vi nenhuma relação entre o pecado e a punição. Os inquisidores católicos pareciam ter mais imaginação que o Príncipe das Trevas...
A virtude correspondente é a liberalidade (generosidade).

Gula
Quinta-Feira. Thursday/Jueves. O deus da gula, na verdade, é Baco ou Dionísio. Júpiter (Zeus), o rei dos deuses romanos, pode ser associado à gula por seu desejo de poder, por ser o "Jupiter Victor" que conduzia o exército romano às vitórias que engoliam nações, que submetiam cada vez mais populações ao seu obeso império.
As religiões abominam tanto a gula que religiosos de pança inchada, que comem de graça em casa de beatas e que não dispensam comida e bebida fartas praticamente inexistem...
Tão logo os glutões adentram o mundo subterrâneo são obrigados a comer ratos, lagartos e outras iguarias infernais.
A virtude correspondente é a temperança. Não, não tem nada a ver com tempero(risos).

Luxúria
Sexta-Feira. Friday/Viernes. Vênus (Afrodite) é a deusa romana do amor e da beleza, entre outros atributos. Freia é a deusa germânica da juventude e beleza.
As religiões abominam a incontinência sexual (eu acho que é caso para internação). Por certo orgias com setenta virgens são coisas santas quando acontecem no paraíso, mas aqui na Terra levam o infrator ao fogo eterno. De resto, histórias verídicas de Íncubus e Súcubus existem para provar que os religiosos só têm relações sexuais quando forçados pelos tais demônios sexuados. Alguns difamadores insistem que amiúde são eles que forçam criaturas indefesas a satisfazerem suas demandas hormonais. Será verdade?
Os lascivos são simplesmente queimados. Não sei se são amarrados a mastros durante o processo ou se ficam perambulando pelo Inferno, que, como todos sabem, é composto basicamente de fogo.
A virtude correspondente é a castidade.

Preguiça
Sábado. Saturday. Saturno é associado a Cronos, deus do tempo.
O ócio é chamado de oficina do diabo pelas religiões, talvez por favorecer a meditação filosófica, tão nociva à aceitação de verdades absurdas. O mesmo valia para a antiga relação patrão-empregado. O ócio era mal visto na era industrial por favorecer discussões sobre salários, condições de trabalho, por favorecer a formação dos famigerados sindicatos. A religião, nestes casos, era o instrumento ideal para manter o trabalhador longe de "problemas". Gerald Ford tinha pavor de ver seus funcionários ociosos após o trabalho e durante os fins de semana. Obviamente tratou de estimular atividades religiosas entre eles, as quais por vezes preenchiam todo seu tempo vago.
Os indolentes são jogados em poços cheios de serpentes venenosas, como no filme do Indiana Jones. Lá bulirão eternidade afora, para compensar as décadas de ócio aqui na Terra.
A virtude correspondente é a diligência.

--//--

Hoje, 29 de dezembro, faço um pequeno acréscimo ao post original, de dois dias atrás, instigado pelo Paulo Vasconcellos, que sugeriu, como upgrade, a listagem dos pecados capitais do século XXI. O enfoque atual dos pecados capitais é o próprio pecador, enquanto eu prefiro enfatizar o impacto do pecado na coletividade. Então, Tomás de Aquino que me perdoe; aí vão os novos, despretensiosamente:

1 - Hipocrisia (mentira, desonestidade),
2 - Prepotência (abuso de poder, uso indevido da força),
3 - Intolerância (racismo, xenofobia e congêneres. É um bom substituto para a Ira),
4 - Egoísmo (exploração do próximo. Semelhante à Avareza),
5 - Injustiça (nepotismo, cartéis, favorecimentos, arquivamentos, "vista grossa", omissão),
6 - Dogmatismo (promulgação de verdades absolutas, divinas, imutáveis, por "representantes" de Deus, defendidas intolerantemente, hipocritamente, injustamente)
7 - Ignorância (quando por opção, é o pecado capital "cabeça" de uma legião de outros pecados).

Mas acho que devem ser mais de sete. Se alguém tiver algum outro, seja bem-vindo para acrescentar à lista.

Imagens do site worth1000.com

15 dezembro 2006

Cristo e a Eva Mitocondrial

A crença em um Cristo Redentor e o poligenismo são incompatíveis. No poligenismo a humanidade descende de vários casais. No monogenismo descende de apenas um.

Primeiro demonstrarei, por meio de quatro citações bíblicas, três cânones do Concílio de Trento e um trecho da Encíclica Humani Generis, o motivo pelo qual são incompatíveis. Depois mencionarei a "quase prova" do monogenismo - a Eva Mitocondrial - e explicarei por que esta pequena tábua não impedirá o náufrago criacionismo de se afogar.

"Foi a Sabedoria que guardou o primeiro homem, formado por Deus para ser o pai do gênero humano, o único criado.” (Sab 10,1)

“De um só (homem) fez (Deus) todo o gênero humano, para que habite sobre a face da Terra.” (At 17,26)

“Foi por um só homem que o pecado entrou no mundo e pelo pecado a morte, que atingiu todos os homens etc.” (Rom 5,12.17-9)

“Assim como a morte veio por um homem, é também por um homem que veio a ressurreição dos mortos. Pois, como todos morrem em Adão, todos também recuperarão a vida em Cristo.” (1 Cor 15,21s.)

De acordo com o Concílio de Trento, Sess. 5, can. 1: “o primeiro homem, Adão, transgrediu o mandamento de Deus”; can. 2: “o pecado de Adão afetou toda a descendência deste, à qual comunica culpa e morte”; e can. 3: “o pecado de Adão é um ato único; transmite-se por geração, não meramente por imitação”.

O trecho da encíclica Humani Generis de Pio XII:
“Mas, tratando-se de outra hipótese, isto é, a do poligenismo, os filhos da Igreja não gozam da mesma liberdade, pois os fiéis cristãos não podem abraçar a teoria de que depois de Adão tenha havido na terra verdadeiros homens não procedentes do mesmo protoparente por geração natural, ou, ainda, que Adão signifique o conjunto dos primeiros pais; já que não se vê claro de que modo tal afirmação pode harmonizar-se com o que as fontes da verdade revelada e os documentos do magistério da Igreja ensinam acerca do pecado original, que procede do pecado verdadeiramente cometido por um só Adão e que, transmitindo-se a todos os homens pela geração, é próprio de cada um deles. [cf. Rom 5, 12-19

Voltemos à realidade.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia concluíram que todos os humanos vivos são descendentes de uma única mulher que viveu na África há cerca de 150 mil anos, e passaram a chamá-la de "Eva Mitocondrial". Eles se basearam na análise do DNA retirado das mitocôndrias, que é transmitido apenas pela linhagem feminina.

Segundo artigo publicado na Nature, o "Adão Científico" viveu na África há 59 mil anos e a "Eva Mitocondrial" nasceu 84 mil anos antes, há 143 mil anos.. Para o casal ter se conhecido, os 1000 anos de idade daqueles primeiros homens do Gênesis não seriam suficientes, não é mesmo? "É desconcertante descobrir que o registro de Eva é mais antigo e, portanto, que ela não poderia ser a mulher de Adão", afirmou o geneticista Luca Cavalli-Sforza, da Universidade Stanford.

O fato de existir uma Eva Mitocondrial não significa que ela foi a única mulher existente em sua época, mas que foi a única que produziu uma linhagem direta de descendentes que persiste até hoje. "O problema do entendimento da história da Eva Mitocondrial é um problema no entendimento de como a estatística da probabilidade se aplica a problemas de hereditariedade", disse Frank R. Zindler. A perda de uma linhagem mitocondrial tem semelhanças próximas à perda dos sobrenomes em sociedades patriarcais. A única diferença é que esses sobrenomes são passados pela descendência masculina, enquanto as mitocôndrias são transmitidas pelas mulheres.

A figura abaixo mostra o caso hipotético de uma ilha deserta povoada, inicialmente, por seis pessoas de sobrenomes diferentes. Em apenas três gerações, apenas um sobrenome restou. (Os retângulos são homens, as elipses mulheres, conforme legenda)


Todas as pessoas na ilha são "Silva" e todas descendem de um único "Silva Científico".

Muito dificilmente o monogenismo vingará. Como não sou cientista, não posso opinar sobre o futuro do monogenismo e do poligenismo. Mas o certo é que se chegar ao ponto de ninguém mais acreditar no primeiro, os exegetas suarão dia e noite para montar uma justificativa para a vinda de Cristo, para o Pecado Original, para o Batismo que o purga, para a necessidade de uma "Imaculada Conceição". Pena que todas essas descobertas não tenham sido feitas a.G. - antes de Gutenberg - porque até seria simples fazer um recall das cópias existentes da Bíblia, para "pequenas modificações"...

Tire o Pecado Original e o castelo de cartas colapsará.

04 dezembro 2006

Inimigos da Informação

Abaixo, alguns sites que tratam do incêndio da Biblioteca de Alexandria. Nenhum dos que visitei responsabiliza os árabes, incluindo o Catholic Encyclopedia, que culpa pelo incêndio final o patriarca cristão Teófilo, contemporâneo ao imperador-caçador-de-filósofos Teodósio, embora afirme que não existam provas definitivas. Na maioria dos sites a culpa pelo incêndio recai mesmo sobre o imperador cristão Teodósio, que foi o tal que extinguiu a liberdade de culto no Império Romano, fechou escolas filosóficas, matou e exilou filósofos, queimou milhares de rolos sobre astronomia, filosofia, medicina, etc. Justiniano, outro imperador cristão, anos mais tarde fechou a Antiga Academia de Atenas, fundada por ninguém menos do que Platão, queimou livros e expulsou os filósofos neoplatônicos para a Pérsia.

E ainda há quem diga que os cristãos são os responsáveis por preservar a literatura clássica... Esqueceram de mencionar os árabes de Córdoba (omíadas, do Egito e outros), que também tinham cópias de Arquimedes, Apolônio, Euclides, Ptolomeu, Pitágoras, etc. Os cristãos fizeram interpolações criminosas nos textos, muitas das quais só foram suprimidas após os escritos serem confrontados com traduções fiéis feitas por árabes como Averróis.

Se Savonarola (teocrata florentino) tivesse destruído quase todas as pinturas européias mantendo as obras mais significativas nas igrejas e em museus como o do Vaticano, haveria quem creditasse à Igreja Católica a preservação da arte profana renascentista...

Um fato interessante é que o vergonhoso Index Librorum Prohibitorum durou até 1966 e incluía livros de Sartre, Voltaire, Balzac, Giordano Bruno, Descartes, Copérnico, Schopenhauer, Nikos Kazantzakis (autor de Zorba, o Grego), Kant, e muitos outros. Como era de se esperar, Mein Kampf, de Hitler, nunca foi incluído no Index. Até a década de 60, nos locais de maioria católica, de Quebec à Polônia, os livros desses autores eram difíceis de ser encontrados em livrarias e bibliotecas, pois raramente eram publicados e o clero criava entraves para traduções e importações, o que nos mostra mais uma vez que obscurantismo e cristianismo (catolicismo) sempre andaram de mãos dadas...


Catholic Encyclopedia
O Catholic Encyclopedia diz que a versão que culpa o sultão Omar é inverossímil porque a acusação só teria aparecido seis séculos após a invasão árabe, e há vários historiadores mais antigos, de Alexandria, que não mencionam acontecimento semelhante. O texto diz que o ato seria contrário ao costume muçulmano de preservar grandes bibliotecas (a de Bagdá, de Córdoba e outras. Eles estimulavam a filosofia, a astronomia e as ciências em geral). Por incrível que pareça, o site diz que provavelmente a última parte da biblioteca foi destruída pelo patriarca cristão Teófilo (a mando do imperador Teodósio), mas que disto não existem provas definitivas.

Educação Terra - História
Queimada pelo imperador cristão Teodósio (que destruiu também os templos pagãos e proibiu o ensino de filosofia).

Wikipedia - Inglês
Júlio César destruiu uma parte da biblioteca, de acordo com Plutarco, em uma batalha como aliado de Cleópatra contra seu irmão Ptolomeu XIII. Aureliano, anos depois, destruiu outra parte. Teodósio, o imperador cristão que proibiu os cultos pagãos e os livros de filosofia, queimou, pela mão do patriarca cristão Teófilo, centenas de milhares de papiros e pergaminhos. O texto diz que não há evidências de que os muçulmanos teriam destruído a biblioteca. A história sobre Omar só aparece em um texto do bispo semita Gregory Bar Hebræus, habituado a escrever contra muçulmanos.

Wikipedia - Português
Causa Acidental

Bede's Library
O texto cita trechos de Sêneca, Plutarco, Sócrates Escolástico e diz que não há quaisquer evidências de ter sido o Sultão Omar o incendiário, e tampouco Teófilo, mas Júlio César, que teria queimado grande parte da biblioteca durante uma batalha. O engraçado no site - e é o que lhe dá uma aura de isenção - é que ele diz que são apenas mitos as histórias de cristãos destruindo textos e bibliotecas pagãos. Em compensação, diz que as perseguições aos cristãos e todos aqueles martírios nas arenas são mentiras contadas pelos cristãos dos séculos subseqüentes.

E History
Diz que todos os textos que acusam Teófilo e Omar são mentirosos. Júlio César destruiu realmente parte da biblioteca, mas Marco Antônio presenteou Cleópatra com 200.000 rolos após o evento, o que mostra que a biblioteca continuou a existir. Para se ter uma idéia do tamanho do estrago, um copista conseguia reproduzir mais ou menos o equivalente a cinco livros de 200 páginas por ano (a informação eu não tirei deste site).

BBC.co.uk
Culpa Júlio César.

NetTime.org
Júlio César destruiu de 40000 (ou 400000) rolos tentando ajudar Cleópatra contra seu irmão Ptolomeu XIII. Marco Antônio, anos depois, presenteou Cleópatra com 200000 rolos vindos de Pérgamo, na Anatólia. O museum ruiu durante as lutas que agitaram o Império Romano durante o século terceiro, e Teodósio, o imperador cristão que proibiu os cultos pagãos, destruiu o resto da biblioteca com o auxílio do patriarca Teófilo, por volta do ano 400 d.C. Em 415 d.C. o historiador cristão Orósio visitou Alexandria e escreveu que não existiam mais livros pagãos (nos templos) em Alexandria e que as construções tinham sido esvaziadas pelos cristãos. Este relato confirma que a biblioteca não foi queimada pelos árabes, que só conquistaram o Egito em 642 d.C.

História do Mundo . com
César só destruiu (acidentalmente) os livros que ficavam próximos ao porto, onde foi travada a batalha contra Ptolomeu XIII. Os edifícios principais da Biblioteca, o Museum e o Serapeum, ficavam longe da cena da batalha e seu conteúdo teria sido destruído por Teodósio para extinguir a literatura pagã. O texto não cita a hipótese do conjunto de edifícios ter sido destruído por árabes.

Encyclopaedia Britannica (Answers.com)
O site answers.com, em artigo da Encyclopaedia Britannica, data a destruição total da Biblioteca de Alexandria no ano de 391 d.C., 251 anos antes dos árabes conquistarem o Egito, e exatamente no ano em que o imperador cristão Teodósio proibiu o culto aos deuses pagãos em todo o Império Romano. (Na ocasião, várias escolas filosóficas foram fechadas, livros destruídos e filósofos exilados. Em Alexandria queimaram livros de astronomia, agrimensura, matemática, medicina, tragédias gregas, etc.)

Jornal da Ciência
Robert Darnton diz que os papiros entraram em decomposição e sumiram sozinhos (de qualquer modo, no novo contexto de cristianismo a cópia e a manutenção dos manuscritos clássicos não foram mais estimuladas em Alexandria).
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